Blog Feed

Ibovespa sobe 2,4% em meio a sinalizações de BCs e G7 para conter efeitos do coronavírus

ações alta índices bolsa stock mercado

SÃO PAULO – Em um dia marcado pela instabilidade, o Ibovespa fechou esta segunda-feira (2) em forte alta. A Bolsa brasileira abriu entre perdas e ganhos dividida entre o movimento negativo no mercado americano e a alta dos mercados na Europa e Ásia. Durante a tarde, porém, o noticiário ajudou Wall Street e, com isso, acabou impulsionando também a B3.

No exterior, animaram os investidores as notícias de diversos bancos centrais ao redor do mundo sinalizando ajuda às economias conforme o surto do novo coronavírus se desenvolve. O alívio vem porque, sem tais estímulos, é esperada uma desaceleração drástica da economia global no ano.

Ao longo da tarde houve um novo ânimo: a notícia de que ministros e banqueiros centrais do G7 participarão de uma teleconferência nesta terça-feira (3) para discutir como responder e limitar os danos do vírus. Segundo o ministro das Finanças da França, Bruno Le Maire, as principais economias do G7 tomarão “ações combinadas” e devem discutir a melhor abordagem por telefone.

Com isso, o Ibovespa encerrou o pregão em alta de 2,36%, a 106.625 pontos, com volume financeiro de R$ 32,204 bilhões. Já o dólar comercial subiu 0,13%, cotado a R$ 4,4855 na compra e R$ 4,4868 na venda. O dólar futuro para abril recuou 0,20%, a R$ 4,481.

Vale destacar que, na sexta-feira, a Bolsa brasileira subiu mais de 1% após o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmar que o BC americano está monitorando o coronavírus, usará suas ferramentas e agirá de forma apropriada, se for necessário.

Com as sinalizações de alívios de BCs pelo mundo, os juros futuros caíram fortemente, aumentando as apostas de um possível novo corte na Selic. O contrato com vencimento em janeiro de 2022 recuou 4 pontos-base, a 4,44%, enquanto o de vencimento em janeiro de 2023 caiu 8 pontos-base, a 5,04%, seguido pelas perdas de 9 pontos do vencimento em janeiro de 2025, a 5,93%.

Em Wall Street, os índices fecharam com forte valorização. O Dow Jones saltou 5,09%, para 26.703 pontos, após na semana passada chegar a ter sua pior queda em pontos em um dia na história. O S&P 500 avançou 4,60%, a 3.090 pontos, enquanto o Nasdaq subiu 4,49%, em 8.952 pontos.

Nesta madrugada, as Bolsas asiáticas subiram após o Banco do Japão prometer “ampla liquidez” aos mercados, o que ajudou a deixar para trás os dados muito negativos da Markit, que confirmaram que a indústria chinesa despencou em fevereiro.

O Banco da Inglaterra prometeu as medidas necessárias para garantir estabilidade financeira e monetária; o governo francês disse que ministros do G7 vão ter teleconferência esta semana para coordenar resposta ao vírus. O número de pessoas contaminadas se aproxima de 90 mil no mundo inteiro, com a China superando 80 mil casos e a Coreia do Sul os 4,2 mil.

Sobre o dólar, José Faria Júnior, diretor da Wagner Investimentos, avalia que o nível dos R$ 4,50 é muito perigoso porque “a moeda tende a subir de R$ 0,10 em R$ 0,10”. “Eventual retorno para perto de R$ 4,40 a R$ 4,45 seria ponto melhor para comprar”, avalia.

Segundo ele, mesmo que o mercado comece a apostar mais em um corte de juros pelo Federal Reserve, o mercado futuro também aposta em corte da Selic por aqui, além do fato dos preços das commodities seguirem muito baixos em meio a forte aversão ao risco. “Assim, há pouco espaço, no momento, para queda do dólar”, afirma.

Política 

O Congresso volta nesta semana do recesso de Carnaval com dois temas centrais que deverão dominar as discussões na Câmara e no Senado a partir da terça-feira: os vetos do presidente Jair Bolsonaro à lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o novo marco do Saneamento, que está no Senado.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é favorável a aprovar o novo marco do Saneamento – que já passou pela Câmara – como está; já a questão da LDO é muito mais complexa, por envolve negociações entre os poderes Legislativo e Executivo. O presidente Jair Bolsonaro não quer que o governo federal abra mão de R$ 30 milhões em emendas parlamentares que ficarão sob controle de deputados federais e senadores. Os parlamentares exigem uma contrapartida da União.

Noticiário corporativo 

A operadora turística CVC (CVCB3) comunicou que encontrou erros e irregularidades contábeis nos valores repassados a operadores turísticos entre 2015 e 2019. Segundo a CVC, os erros podem alterar os seus resultados e foi constituído um comitê de auditoria para investigar o problema.

Maiores altas

Ativo Variação % Valor (R$)
HYPE3 16.61808 40
CSNA3 10.46512 12.35
WEGE3 8.89919 46.99
MRFG3 6.87655 12.9
KLBN11 5.61039 20.33

Maiores baixas

Ativo Variação % Valor (R$)
CVCB3 -10.61018 23
IRBR3 -8.7218 30.35
YDUQ3 -3.41106 50.12
SULA11 -1.7943 53.09
NTCO3 -1.53812 44.81

Já a construtora e incorporadora imobiliária You, inc, de São Paulo capital, entrou com pedido para oferta pública de ações na CVM e com pedido de registro de empresa de capital aberto na B3. No ano passado, a construtora You teve uma receita líquida de R$ 552,6 milhões, um crescimento de 52% sobre 2018.

Na temporada de resultados, a MRV Engenharia divulga balanço após o fechamento do pregão.

(Com Agência Estado, Agência Brasil e Bloomberg)

Invista contando com a melhor assessoria do mercado: Clique aqui e abra a sua conta na XP Investimentos

The post Ibovespa sobe 2,4% em meio a sinalizações de BCs e G7 para conter efeitos do coronavírus appeared first on InfoMoney.

FMI e Banco Mundial dizem que estão prontos para ajudar com coronavírus

O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial divulgaram comunicado conjunto, no qual os dois organismos afirmam estar prontos para ajudar os países membros a lidar com “a tragédia humana e o desafio econômico representados pelo coronavírus”.

Os dois órgãos dizem estar “ativamente engajados com instituições internacionais e autoridades dos países, com especial atenção para os países pobres em que os sistemas de saúde são mais fracos e as pessoas estão mais vulneráveis”.

A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, e o presidente do Banco Mundial, David Malpass, afirmam que usarão “todos os instrumentos disponíveis”, incluindo “financiamento emergencial”, assessoria política e assistência técnica.

“Em particular, nós temos instrumentos de financiamento rápido que, coletivamente, podem ajudar os países a responder a uma ampla série de necessidades”, afirmaram, defendendo o fortalecimento do monitoramento de saúde e dos sistemas de respostas como “cruciais para conter a disseminação deste e de qualquer outro surto futuro”.

As entidades afirmam ainda ser essencial a cooperação internacional para lidar com o impacto de saúde e econômico do coronavírus. “O FMI e o Banco Mundial estão totalmente comprometidos para prover o apoio que as pessoas de nossos países membros esperam de nós”, garantem.

Quer investir melhor o seu dinheiro? Clique aqui e abra a sua conta na XP Investimentos

The post FMI e Banco Mundial dizem que estão prontos para ajudar com coronavírus appeared first on InfoMoney.

“Tempestade perfeita” na CVC piora e ações caem quase 50% em 2020: a companhia conseguirá se recuperar?

SÃO PAULO – Uma verdadeira “tempestade perfeita”, que só vem piorando. É assim que os analistas de mercado definem a situação da ação da CVC (CVCB3): após ser a segunda maior queda do Ibovespa em 2019 ao cair 28% (enquanto o índice subiu mais de 31%), a empresa viu seus papéis despencarem 29,51% em fevereiro. Em janeiro, a ação já havia despencado 16,67%.

E, logo no primeiro pregão de março, as ações da companhia de turismo registraram a maior baixa do Ibovespa, com queda de até 15%, para fechar em baixa de 10,61%, com mais uma má notícia para a companhia, fazendo com que os papéis acumulem queda de 47,49% em 2020. Se, neste ano, até então, os papéis tinham caído fortemente por conta dos temores do surto de coronavírus nas operações da companhia, nesta sessão uma outra notícia afetou a empresa.

A CVC informou ter constatado, em uma avaliação preliminar, indícios de erros em seus balanços publicados entre 2015 e 2019, com potencial de impactar o resultado da companhia do quarto trimestre de 2019.

De acordo com a empresa, os equívocos têm a ver com a diferença entre os valores provisionados no momento da contratação de um serviço turístico e os recursos que foram realmente transferidos após a realização das viagens.

O impacto potencial acumulado dos ajustes na receita líquida de vendas da companhia é estimado em cerca de R$ 250 milhões entre 2015 a 2019, o que equivale a uma quantia equivale a aproximadamente a 4% da receita líquida no período acumulado até setembro de 2019.

De acordo com a Eleven Financial Research, esses erros terão forte impacto nas estimativas do quarto trimestre de 2019 e do ano passado. O impacto na receita líquida estimada no trimestre será de uma redução de cerca de 60% e de 14% no ano de 2019. O impacto sobre o lucro é estimado na ordem de R$ 30 milhões. “Dado que nossa estimativa de lucro para o quarto trimestre é de R$ 33 milhões, o impacto basicamente zera o lucro trimestral da companhia”, avalia a casa de análise.

O Conselho de Administração da companhia determinou a realização de uma apuração independente em relação ao tema, a ser conduzida pelo comitê de auditoria, que será assessorado por consultores independentes e especializados. A CVC ainda destacou que está trabalhando para divulgar os números referentes a 2019 dentro do prazo. A previsão é que os dados do quarto trimestre de 2019 sejam divulgados no próximo dia 12 de março, após o fechamento de mercado.

“Se confirmados, esses erros poderão implicar em ajustes contábeis significativos nos resultados reportados pela companhia. Uma das ações mais afetadas pelo temor com o coronavírus, o impacto negativo no preço das ações da CVC deve se manter no curto prazo”, destaca a equipe de análise da Levante Ideias de Investimento.

Conforme avaliam os analistas, a CVC sofre em várias frentes: dólar na máxima histórica (o que reduz a propensão da população a viajar), aumento da concorrência, derrota (de até agora) R$ 127,6 milhões no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf]) clientes postergando viagens devido ao coronavírus e agora indícios de erros contábeis.

Sobre a questão do Carf, no início de fevereiro, o Conselho entendeu que a empresa é uma agência de turismo e, dessa forma, incide sobre a sua receita o PIS/Cofins, que foi repassada como comissão para as redes de lojas e também as fornecedoras de serviços turísticos. Contudo, os advogados apontam que a empresa é apenas uma intermediadora entre o cliente e as aéreas e hotéis. Se a CVC não conseguir vencer nenhum processo, o prejuízo pode ser de R$ 440 milhões no total. A CVC, em nota, afirmou que o processo administrativo ainda está em andamento no Carf, sem decisão final, e ainda será discutido na esfera judicial, portanto, sem prejuízo algum no momento.

Ação já caiu demais?

De qualquer forma, todo esse ambiente adiciona ainda mais dificuldades para a companhia, levando a uma nova revisão nas previsões já não muito otimistas para a companhia.

O Bradesco BBI reduziu o preço-alvo para as ações CVCB3 de R$ 60 para R$ 42 (upside de 63,23% frente o fechamento do dia 28 de fevereiro). Já a Eleven cortou a recomendação para os ativos de neutra para venda, com um preço-alvo de R$ 24,00 para os ativos (ante R$ 41), o que configura uma projeção de queda dos ativos de 7%, mas uma alta também de cerca de 7% considerando a forte baixa dos ativos nesta sessão, em que operam na casa dos R$ 22,00. No fim de janeiro, a Eleven já havia cortado a recomendação para os ativos de compra para neutra.

De acordo com Giovana Scottini e Daniela Bretthauer, analistas da Eleven, mesmo considerando o desempenho da ação em relação ao Ibovespa (uma queda de mais de 40% dos ativos CVCB3 frente à queda de cerca de 10% do índice no ano), a revisão ocorreu pelo fato de que as falhas da contabilização geram desconforto com relação à “qualidade” dos números informados e limita uma análise financeira e de valuation de forma adequada.

“Nosso sentimento em relação a ação da CVC só piorou nos últimos meses”, avaliam as analistas, destacando que, nos últimos meses, por conta da alta do dólar e do aumento de competição, as estimativas de lucros foram reduzidas sucessivamente pelo mercado e o valuation comprimiu. Assim, dado o cenário de incertezas para o negócio em que a companhia atua e o noticiário negativo recente, Giovana e Daniela estimam maior volatilidade para os papéis no curto prazo.

Por outro lado, apesar de cortar o preço-alvo e destacar que a “tempestade perfeita piora”, o analista do Bradesco BBI Richard Cathcart manteve a recomendação outperform (desempenho acima da média) para as ações da companhia principalmente em meio à recente queda das ações.

“Apesar dos ventos contrários, continuamos construtivos no CVC na expectativa de que sinais de melhora (como um ponto de inflexão no crescimento de vendas nas mesmas lojas) possam chegar ao final do primeiro trimestre de 2020, uma vez que as vendas se deterioraram significativamente em março do ano passado [o que leva a uma menor base de comparação”, avalia.

Cathcart ressalta que, mesmo com as dificuldades, a CVC continua líder de mercado em viagens de lazer e com uma forte rede de distribuição. “Acreditamos que esses são ativos atraentes de longo prazo, capazes de suportar desafios. Portanto, permanecemos construtivos, embora com uma visão mais a longo prazo do que anteriormente”, avaliam.

Problemas se acumulam

Vale lembrar que, em 2019, a companhia havia sofrido por dois fatores em especial: (i) recuperação judicial da Avianca, principal parceiro aéreo da CVC, cujo cancelamento de voos ocasionou despesas não-recorrentes para a companhia no montante de R$ 137,4 milhões nos primeiros nove meses do ano; e (ii) decepção do mercado com o crescimento de reservas.

André Alírio, economista da corretora Nova Futura, destacou em entrevista recente ao InfoMoney que a companhia está inserida em um setor em transformação e passou a sofrer com a concorrência de agências de turismo virtual. “A CVC tem um custo caro e capital imobilizado por canto da rede física. Isso eleva o custo de captação dos clientes, diferentemente das concorrentes, que possuem uma estrutura mais leve. É um mercado em mudança”, avaliou.

Já o ano de 2020 começou com o coronavírus, que a cada dia mostra mais os seus efeitos sobre o turismo global. Conforme aponta a XP Investimentos, caso os impactos do surto se prolongassem no médio prazo, a expectativa era de uma pressão nos preços de ações ligadas ao setor. Não por acaso, as ações de CVC e das aéreas Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4) registraram as maiores baixas do Ibovespa de fevereiro, com queda superior a 20%.

Desta forma, com tantos problemas se acumulando em meio ao cenário de aversão ao risco com o coronavírus, os investidores preferem por enquanto ficar longe da companhia – mas já atentos às oportunidades que possam surgir mais à frente.

Invista melhor seu dinheiro. Abra uma conta na XP Investimentos clicando aqui

The post “Tempestade perfeita” na CVC piora e ações caem quase 50% em 2020: a companhia conseguirá se recuperar? appeared first on InfoMoney.

Empresas da B3 perdem R$ 361 bilhões em valor de mercado com coronavírus

SÃO PAULO — A aversão ao risco registrada nos mercados globais na semana passada também não poupou as empresas brasileiras listadas na B3. Ao todo, elas perderam R$ 361,63 bilhões em valor de mercado nos três dias que a Bolsa brasileira esteve aberta após o Carnaval, segundo um levantamento da Economatica.

O montante é maior do que tudo o que vale a Petrobras (PETR3 ; PETR4), por exemplo — R$ 344,01 bilhões.  A estatal de petróleo foi a companhia aberta que mais perdeu valor no período: terminou a sexta-feira (28) valendo R$ 48,8 bilhões menos do que uma semana antes.

A Vale (VALE3) também sofreu. A mineradora viu seu valor de mercado tombar de R$ 257,08 bilhões em 21 de fevereiro para R$ 227,23 bilhões no fim da semana passada (quase R$ 30 bilhões a menos). Em terceiro lugar, ficou a Ambev (ABEV3), com perda de R$ 26,90 bilhões, para R$ 228,71 bilhões.

No exterior, onde não houve pausa nos mercados por causa do Carnaval, a queda foi ainda mais expressiva. De acordo com os dados da Economatica, as empresas americanas perderam ao todo US$ 3,967 trilhões em valor de mercado entre 21 e 28 de fevereiro.

A Apple liderou as perdas entre as companhias abertas nos EUA, com recuo de US$ 173,63 bilhões em valor de mercado, para US$ 1,196 trilhão. A companhia informou que foi muito impactada pela queda nas vendas na China devido ao surto de coronavírus.

A Microsoft e a Amazon foram outras duas gigantes americanas que viram seu valor de mercado derreter na semana passada. As perdas foram de US$ 126,11 bilhões e US$ 105,65 bilhões, respectivamente, para US$ 1,232 trilhão e US$ 937,75 bilhões.

As Bolsas europeias também derreteram na semana passada, especialmente na Itália, onde o surto de coronavírus no continente está mais agressivo. Os principais mercados de ações europeus caíram todos pelo menos 11% entre 21 e 28 de fevereiro.

A aversão ao risco também foi sentida no mercado de commodities: enquanto o preço do petróleo despencou, a cotação do ouro — investimento considerado um porto seguro em momentos de tensão entre os investidores — subiu. Veja abaixo um infográfico que mostra os números do “efeito coronavírus” nos mercados na semana passada.

//e.infogram.com/js/embed.js

Escalada do coronavírus no mundo

O surto de coronavírus confirmou na semana passada a expectativa da Organização Mundial da Saúde de que a epidemia cruzaria as fronteiras da Ásia e se espalharia pelo mundo. O número de casos começou a se intensificar especialmente na Itália, onde já há mais de 2.000 pessoas infectadas. Também houve 52 mortes no país.

A partir da Itália, a Covid-19, como é identificada a doença de quem é infectado pelo coronavírus, também chegou a outros países.

Afeganistão, Bahrain, Iraque, Omã, Argélia, Áustria, Croácia, Suíça, Brasil, Dinamarca, Estônia, Geórgia, Grécia, Noruega, Paquistão, Romênia, Macedônia do Norte, Belarus, Lituânia, Holanda, Nova Zelândia, Nigéria, México, San Marino, Azerbaijão, Equador, Irlanda, Mônaco e Catar anunciaram seus primeiros casos confirmados de coronavírus na semana passada.

No Brasil, já são dois casos confirmados — ambos em São Paulo — e 252 casos suspeitos, segundo o informe mais recente do Ministério da Saúde. Os dois pacientes brasileiros infectados estiveram recentemente na Itália, na região do país onde há o maior número de registros de casos de coronavírus.

As empresas, especialmente as multinacionais, começam a sentir os efeitos do novo surto em seus resultados e muitas já anunciaram que esperam uma redução de lucro em 2020 por causa disso. O movimento também vai desacelerar o crescimento econômico global, por isso os mercados reagiram de forma tão negativa à escalada da Covid-19 na semana passada.

Para o Brasil, o Bank of America reduziu a projeção de crescimento do país em 2020, que passou de 2,2% para 1,9%. Também na semana passada, o JP Morgan cortou a estimativa para o PIB brasileiro neste ano de 1,9% para 1,8%.

Em entrevista ao InfoMoney nesta segunda-feira (2), Márcio Appel, gestor e fundador da Adam Capital, disse que o Banco Central deve voltar a cortar a Selic em meio ao curto de coronavírus, em uma tentativa de segurar a desaceleração esperada para o crescimento da economia.

Quer investir melhor o seu dinheiro? Clique aqui e abra a sua conta na XP Investimentos

The post Empresas da B3 perdem R$ 361 bilhões em valor de mercado com coronavírus appeared first on InfoMoney.

Carteira gráfica da XP bate Ibovespa e mantém ações para esta semana; confira

ações bolsa gráfico índice mercado

SÃO PAULO – A XP Investimentos divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 28 de fevereiro a 6 de março, mantendo o portfolio inalterado.

Com isso, a carteira segue formada por Itaú Unibanco (ITUB4), São Martinho (SMTO3), Ambev (ABEV3), B3 (B3SA3) e Lojas Americanas (LAME4).

Gilberto Coelho, o Giba, analista responsável pela carteira, desde o fim de dezembro passou a calcular a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras, em vez de fazê-lo às segundas.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana, a carteira Top Picks caiu 7,82%, ante um recuo de 8,37% do Ibovespa. Com isso, o portfolio reverteu sua alta acumulada no ano. Agora, em 2020, a carteira tem queda de 3,02% contra perdas de 10,68% do benchmark.

As ações da São Martinho e Ambev foram as principais responsáveis pela queda expressiva da semana, com perdas de 10,75% e 10,52%, respectivamente. Vale destacar que a última semana foi de forte aversão ao risco por conta do surto de coronavírus no mundo.

O papel com melhor desempenho na semana que passou foi o Itaú, que recuou 2,08%.

Confira, abaixo, as recomendações para esta semana. Para investir nelas, clique aqui e abra uma conta gratuita na XP.

Empresa Ticker Peso
Itaú Unibanco ITUB4 20%
São Martinho SMTO3 20%
Ambev ABEV3 20%
B3 B3SA3 20%
Lojas Americanas LAME4 20%

The post Carteira gráfica da XP bate Ibovespa e mantém ações para esta semana; confira appeared first on InfoMoney.

Jack Welch, lendário ex-CEO da GE, morre aos 84 anos

SÃO PAULO – Jack Welch, lendário ex-CEO e chairman da General Electric, morreu no último domingo (1) aos 84 anos, segundo informações da CNBC. A causa da morte foi insuficiência renal. Ele deixa a esposa Suzy e quatro filhos de outro casamento, com Carolyn B. Osburn.

Considerado um dos grandes gestores de todos os tempos, Welch comandou a GE por 21 anos, entre 1981 e 2001, período em que o valor de mercado da companhia saltou de US$ 12 bilhões para US$ 410 bilhões.

Ao lado do título de “gestor do século” pela Fortune Magazine, seu estilo de liderança também rendeu o apelido de “Neutron Jack” – referência à bomba de nêutrons, que mata pessoas sem destruir edificações -, pelas muitas demissões e fábricas fechadas.

Enquanto comandante da empresa, Welch diversificou os negócios, expandindo para serviços financeiros e de consultoria. A GE Capital Bank e aquisições importantes foram realizadas no seu período de gestão.

Autor de livros como “Paixão por Vencer” e “Jack: definitivo”, usados como bíblias de negócios em algumas companhias ao redor do mundo, Welch ficou famoso por desburocratizar operações. Ele inventou a “curva de valor”, que ranqueava gestores de empresas em três grupos: os de melhor desempenho, que merecem reconhecimento pelo destaque (A); os essenciais para o funcionamento do negócio, nos quais compensa investimento para que ascendam ao primeiro grupo (B); e aqueles de desempenho insatisfatório, que deveriam deixar a empresa.

De origem humilde, Welch, filho de um maquinista de trem, cursou engenharia química em Massachusetts e tornou-se doutor na área. Começou na GE aos 25 anos. Em 2018, seu patrimônio pessoal era estimado em US$ 750 milhões.

Invista melhor o seu dinheiro. Abra uma conta gratuita na XP. 

The post Jack Welch, lendário ex-CEO da GE, morre aos 84 anos appeared first on InfoMoney.

Não tome decisões de investimento baseado apenas na volatilidade com o coronavírus

Os últimos dias não têm sido fáceis para investidores, principalmente para os iniciantes. Afinal, não é fácil ver suas economias derreterem quase 10% em apenas dois dias. Como diria um famoso locutor esportivo: “é teste para cardíaco”.

Já gestores mais experientes, acostumados com turbulências, conseguem passar pelo momento com mais tranquilidade, apesar das incertezas. Não raro, alguns enxergam o momento como uma oportunidade de ir às compras com a queda de valor nos ativos.

Diante dessa queda, a pergunta ser feita é: o quanto da redução é ancorada em fundamentos reais e o quanto está ligada aos vieses comportamentais psicológicos?

Em parte, a queda da bolsa brasileira é explicada pelo aumento da incerteza quanto a uma recessão global. Como a economia de vários países é dependente do gigante asiático, uma desaceleração econômica na China pode afetar negativamente o PIB brasileiro.

Com mais pessoas ficando doentes por lá, há um efeito em cascata em toda a cadeia de suprimentos chinesa, que poderá levar a uma menor produção de bens e serviços, reduzindo a taxa de crescimento do país.

Além do efeito sobre a produção, a doença poderá também reduzir o consumo, variável importante na formação do PIB.

Para piorar, esses temores não se resumem apenas à China, mas há vários países. Com a chegada do vírus à Itália, aumenta-se ainda mais as incertezas em relação às economias europeias, potencializando o risco de uma epidemia global.

De certo modo, antes mesmo do coronavírus, o mercado já contava com um risco de uma desaceleração global. A pergunta não era se iria ocorrer uma recessão mundial, mas quando ela iria acontecer. O que o coronavírus fez foi acelerar esse temor. Hoje, a questão é: o coronavírus foi o gatilho para o início desse processo recessivo ou apenas um alarme falso?

Independentemente da resposta acima, temos que ter em mente que ciclos recessivos não duram para sempre, e os países são atingidos em maior ou menor grau pelos efeitos globais. Nesse sentido, vale mais a pena analisar os fundamentos da economia brasileira para a geração de crescimento sustentável para os próximos anos do que a volatilidade de curto prazo trazida pelo coronavírus.

Entre esses fundamentos, merecem destaque os juros estruturalmente baixos, reformas fiscais e a melhora no ambiente de negócios. Por outro lado, devemos ficar atentos quanto à aprovação de outras reformas, como a tributária e a administrativa.

Certamente o entendimento e o prognóstico dessas questões pesam muito mais para economia brasileira e para a bolsa no longo prazo do que o coronavírus. Diante disso, o ministério da Economia e da Saúde “advertem”: tomar suas decisões de investimento baseadas apenas na volatilidade de curto prazo pode causar perda de dinheiro e problemas no coração – piores do que os sintomas do coronavírus.

Siga Alan Ghani (@AlanGhani) no Twitter, Facebook, Instagram e Linkedin

Alan Ghani é economista, PhD em Finanças e professor de pós-graduação.

Invista melhor seu dinheiro. Abra uma conta na XP Investimentos clicando aqui

The post Não tome decisões de investimento baseado apenas na volatilidade com o coronavírus appeared first on InfoMoney.

Ricardo Gontijo e os desafios de uma empresa familiar no mercado imobiliário

Presidente da Direcional: Ricardo Gontijo

Ricardo Gontijo, presidente da Direcional Engenharia, é o entrevistado dessa semana do Construcast.

“Eu praticamente nasci em um canteiro de obras. A empresa começou muito pequena, era meu pai e minha mãe”, conta Gontijo.

E não há nada de exagero nessa frase. Justamente seis meses após a fundação da Direcional, é que ele nasceu.

Com pai e mãe engenheiros civis, foi inevitável não passar toda a infância entre obras e o escritório da empresa.

Pai pediu para ficar fora

No entanto, quando Gontijo resolveu entrar no mercado de trabalho, teve que se afastar um pouco da Direcional.

“A partir do terceiro ano da graduação em Engenharia Civil, eu comecei a trabalhar em demais empresas. É até curioso, porque meu pai falou que ‘não vai trabalhar na Direcional agora, porque aqui você vai ser o filho do dono e as pessoas não vão chamar tua atenção’”, explica.

Apenas seis meses antes da formatura em Engenharia Civil, ele finalmente começou a trabalhar na empresa da família.

Empresa Familiar

Gontijo também comentou no Construcast sobre como é a transição de uma empresa familiar para uma empresa de capital aberto.

“O grande desafio de uma empresa que nasceu familiar e que passa a ser de mercado é manter a separação de o que é o acionista e o que é o colaborador da empresa”, diz.

Produtividade

Ainda para o presidente da Direcional, o Brasil tem muito a oferecer em relação ao mercado imobiliário.

“Muita gente critica a produtividade brasileira, mas hoje países do mundo inteiro visitam nossos canteiros de obras para saber o que faz a gente ser tão eficiente”, conclui.

Construcast

O Construcast é o podcast do MoneyLab, laboratório de criação do InfoMoney, em parceria com a OLX, maior plataforma de compra e venda online do Brasil e a mais lembrada pelos consumidores para compra, locação e venda de imóveis; e com a CashMe, fintech do Grupo Cyrela que faz empréstimo com imóvel e garantia, sendo uma alternativa de funding para incorporadores e um parceiro estratégico para as imobiliárias.

O programa vai ao ar toda segunda-feira, às 6h, e conta com um trio bastante experiente na apresentação: Ricardo Reis, CEO da Reis Real Estate e professor e apresentador do Programa Imóveis no InfoMoney, Marcelo Dadian, diretor de Imóveis da OLX, e Juliano Bello, CEO da CashMe e diretor administrativo da Cyrela

É possível seguir e escutar o programa pelo Apple PodcastsSpotifyDeezerSpreakerGoogle PodcastCastbox e demais agregadores de podcast.

Siga nossos perfis no Instagram e no Facebook e fique sabendo das novidades!

The post Ricardo Gontijo e os desafios de uma empresa familiar no mercado imobiliário appeared first on InfoMoney.

Como grandes empreendedores tiveram suas ideias milionárias

Reed Hastings, fundador da Netflix

SÃO PAULO – O icônico Reed Hastings, CEO e fundador da Netflix, afirmou certa vez em uma entrevista para a revista americana Wired que “a maioria das ideias empreendedoras parecem loucas, estúpidas e antieconômicas, e, mesmo assim, elas funcionam”. Mas, afinal, de onde grandes empreendedores tiram esse tipo de ideia?

Baseado em entrevistas com grandes empresários brasileiros que participaram do podcast Do Zero ao Topo e nas visões de grandes consultores de negócios, o InfoMoney separou cinco estratégias diferentes que levaram grandes empreendedores a encontrar suas ideias milionárias.

1 – Solucionando problemas banais de seu dia a dia

Fazer “dos limões uma limonada” é uma das estratégias mais antigas e bem-sucedidas para se construir um grande negócio. Ainda assim, muitos empreendedores em potencial encontram dificuldades em executá-la porque se concentram em resolver problemas grandiosos e esquecem daqueles, aparentemente, mais banais.

Exemplos de empreendedores brasileiros bem-sucedidos revelam que, muitas vezes, o problema a ser resolvido que representa uma boa oportunidade de negócio é muito mais simples do que se pode imaginar.

Quando os irmãos Felipe e Thadeu Diz adotaram um cachorro foram até um pet shop à procura de coleiras e acessórios modernos. Mas voltaram para casa com uma baita decepção. “A gente se deparou com uma oferta que não era satisfatória. Nada no mercado pet tinha estilo. Eram apenas coleiras de cores diferentes, sem nada mais”, contou Felipe no podcast Do Zero ao Topo.

Foi aí que os dois tiveram uma ideia: importar o conceito do fast-fashion — que no varejo da moda foi responsável pela ascensão de marcas como Zara e Renner — para o mundo pet.

Assim surgiu a Zee.Dog, em 2012, hoje a marca pet mais famosa do país e que fatura mais de R$ 100 milhões com coleiras e outros acessórios pets com diferentes designs e estampas.

A experiência do carioca Rony Meisler resolvendo problemas é parecida com a dos fundadores da Zee.Dog. “Um dia, eu entrei na academia e percebi que todos os homens usavam a mesma bermuda. Percebi que estávamos diante de um problema que eu chamei de problema “D”: ou de demanda reprimida ou demência coletiva”, contou Rony durante o podcast Do Zero ao Topo.

Apostando na “demanda reprimida”, Rony criou a grife de roupas Reserva, que atualmente fatura mais de R$ 400 milhões.

2 – Solucionando problemas do dia a dia da maioria das pessoas

Durante um MBA em Stanford, na Califórnia, os brasileiros Andre Penha e Gabriel Braga se juntaram porque queriam criar algo que fizesse a diferença na vida das pessoas.

“A gente chegou a conclusão que queríamos resolver um problema grande, que fosse uma dor profunda, que afetasse muita gente. E queríamos criar um produto legal”, contou Penha no podcast. Com isso em mente, eles chegaram até o mercado de aluguéis residenciais.

Em um segundo passo, Penha e Braga formularam um questionário com perguntas sobre a experiência de alugar uma casa e dispararam para cerca de 400 pessoas (amigos e conhecidos). “Ninguém nos respondeu que ‘adorava alugar uma residência’, o processo era burocrático e chato para todo mundo”, explicou Penha.

Com essa pesquisa, eles entenderam que haviam encontrado um mercado do tamanho de suas ambições. Foi assim que criaram a startup QuintoAndar, em 2013, atualmente um dos raros unicórnios brasileiros (startup avaliada em mais de R$ 1 bilhão).

3 – Prestando atenção em grandes tendências

Finanças, seguros, montadoras de veículos e medicina diagnóstica são alguns dos segmentos passando por grandes transformações atualmente por conta do avanço da tecnologia. Foram justamente nestes segmentos que surgiram algumas das maiores companhias (a nível nacional e mundial) nos últimos anos.

Qual será o próximo setor a passar por uma grande mudança? Que oportunidades de negócio ele apresenta? Para obter essas respostas é preciso ficar atento a novas tendências.

Uma maneira de encontrar as maiores tendências é prestar atenção em relatórios produzidos por grandes consultorias (como McKinsey, PwC, Deloitte, Ernest Young, Accenture, entre outras). Outra maneira de “prever” as tendências que podem impactar o mercado brasileiro é prestar atenção em como estão se desenvolvendo os setores em outros países como Estados Unidos, Índia e, claro, a gigantesca China.

4 – Aprimorando ideias já existentes

Inúmeras empresas atualmente bilionárias surgiram aprimorando ideias de companhias já existentes. O Facebook, por exemplo, foi criado quase uma década depois de redes sociais como Myspace, SixDegrees e Friendster.

Seu grande sucesso não veio de uma ideia original e sim de um aprimoramento das interações dos usuários neste tipo de plataforma.

Outras empresas que originalmente nasceram com modelos mais tradicionais de negócios, foram bem-sucedidas ao aprimorar esses modelos a tal ponto que criaram um modelo inovador.

A Netflix, por exemplo, nasceu como uma locadora de DVDs e a Amazon foi criada originalmente como um site de livros. Ambas atingiram grande sucesso ao pegar suas ideias iniciais — tradicionais no mercado — e aprimorá-las.

5 – Transformando algo complicado e raro em um produto mais acessível

O espanhol Sergio Furio ficou espantado na primeira vez em que ouviu que, no Brasil, os juros de empréstimos para pessoa física poderiam chegar a estrondosos 200%. Como estava procurando uma ideia de negócios, a primeira reação que Furio teve foi pensar: “aí deve ter espaço para empreender”.

“Eu me tornei o maior fã site do Banco Central [brasileiro]”, contou Furio no podcast Do Zero ao Topo. Depois de estudar a fundo os problemas no setor financeiro do país, ele decidiu que iria “arrumar os juros no Brasil”, como mesmo relata.

A vida real, como costuma ser, se mostrou bem mais difícil do que as planilhas de Furio. Mas sete anos e R$ 1,2 bilhão em aportes depois, a Creditas é hoje uma das maiores fintechs do país.

A companhia oferece crédito com garantia em imóveis e automóveis. Dessa maneira, consegue disponibilizar empréstimos a juros bem mais baixos que a média dos bancos tradicionais e, com isso, tornar um “produto” caro e complicado em algo mais simples e acessível.

Confira a história completa desses e outros empresários no podcast Do Zero ao Topo. Tenha acesso a mais conteúdos como este no Instagram: @dozeroaotopo_oficial 

The post Como grandes empreendedores tiveram suas ideias milionárias appeared first on InfoMoney.

Commodities têm pior choque da demanda desde 2008, diz Goldman Sachs

(Bloomberg) — O mundo enfrenta o maior choque de demanda de commodities desde a crise financeira global diante do surto de coronavírus que, depois de abalar a Ásia, se espalha para os Estados Unidos e Europa, segundo o Goldman Sachs.

A paralisação da atividade econômica na China reduziu a demanda por petróleo em estimados 4 milhões de barris por dia, em comparação com 5 milhões de barris na Grande Recessão de 2008 e 2009, disse Jeff Currie, chefe de pesquisa global de commodities do banco, em relatório de 28 de fevereiro. Com novos casos sendo relatados na Europa, Oriente Médio e EUA, é provável que o impacto econômico se espalhe para o Atlântico no próximo mês.

Para piorar a situação, a “capacidade finita de armazenamento na China – embora grande – se esgota rapidamente, apresentando mais riscos de baixa” se o espaço para estoque acabar, disse Currie.

Para o petróleo e outros produtos de energia, qualquer corte da demanda será considerada como perdida, enquanto o menor consumo de outras commodities, como aço e alumínio, poderia ser recuperado mais tarde, disse Currie. Expectativas de estímulo fiscal e monetário para salvar essa demanda reprimida deve criar volatilidade dos preços das commodities daqui para frente.

O ouro, por outro lado, tem “imunidade ao vírus” e superou o desempenho de outros ativos vistos como porto seguro, como o iene japonês ou o franco suíço, disse o Goldman.

Cerca de 45% das travessias programadas de navios de contêineres da Ásia para a Europa foram canceladas nas quatro semanas após o feriado do Ano Novo Lunar no fim de janeiro, disse Currie. Isso significa que o aumento da atividade chinesa em março pode ser lento, devido às realidades físicas de retomar as operações das cadeias de suprimentos globais.

Invista melhor seu dinheiro. Abra uma conta na XP Investimentos clicando aqui

The post Commodities têm pior choque da demanda desde 2008, diz Goldman Sachs appeared first on InfoMoney.

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora