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Pirâmides Financeiras!

Olá pessoal!

Vocês já ouviram falar nas pirâmides financeiras? Infelizmente, esse golpe já enganou muitas pessoas no Brasil e no mundo.

Esse tipo de esquema promete dinheiro fácil e garantido, atraindo muitas vítimas. Mas tudo não passa de uma fraude, e logo milhares de pessoas são prejudicadas.

Para explicar melhor o que é e como funciona um esquema de pirâmides, preparamos o vídeo abaixo. Vejam com atenção e aprendam a proteger seus patrimônios!

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CVC encontra indícios de erros contábeis no balanço; Hypera compra ativos da Takeda por US$ 825 mi e mais

Loja franqua da CVC

A operadora turística CVC (CVCB3) comunicou que encontrou erros e irregularidades contábeis nos valores repassados a operadores turísticos entre 2015 e 2019. Segundo a CVC, os erros podem alterar os seus resultados e foi constituído um comitê de auditoria para investigar o problema.

Já a construtora e incorporadora imobiliária You, inc, de São Paulo capital, entrou com pedido para oferta pública de ações na CVM e com pedido de registro de empresa de capital aberto na B3. No ano passado, a construtora You teve uma receita líquida de R$ 552,6 milhões, um crescimento de 52% sobre 2018.

CVC (CVCB3

A operadora turística CVC informou ao mercado, na noite da sexta-feira, que encontrou indícios de erros e irregularidades contábeis nos valores transferidos a operadores turísticos entre 2015 e 2019, em uma soma aproximada de R$ 250 milhões, que podem impactar o balanço do quarto trimestre de 2019.

“Caso sejam confirmados, esses erros poderão ensejar a necessidade de ajustes contábeis significativos nos resultados reportados pela Companhia”, comunicou a empresa.

Segundo a CVC, os erros ocorreram na diferença entre valores provisionados no momento em que foram contratados serviços turísticos e valores que foram efetivamente desembolsados aos fornecedores após a realização das viagens. A CVC afirmou que a descoberta não alterará sua posição atual de caixa, mas determinou uma apuração independente pelo Comitê de Auditoria.

O Bradesco BBI aponta que o fato é negativo para a empresa, significando que o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi superestimado na mesma magnitude de R$ 250 milhões para o período, e que a receita líquida também foi superestimada em R$ 165 milhões (ao redor de 8%) para o quadriênio.

“Contudo, é importante ressaltar que a geração de caixa não foi afetada porque os fornecedores foram pagos corretamente e a receita superestimada foi equiparada por um capital da mesma magnitude”, avalia o BBI. “Apesar de todos os ventos contrários, nós permanecemos construtivos sobre a CVC, na expectativa de que sinais de melhora virão no final do primeiro trimestre, porque as vendas se deterioraram em março do ano passado”, comenta o BBI.

Conforme destacam os analistas, o papel CVCB3 já perdeu 41% do valor nos últimos doze meses, afetado primeiro pela alta do dólar, recentemente pelo surto do coronavírus que reduziu as vendas de viagens. Por isto, o fato não deve ter efeitos muito fortes sobre a ação, que deverá ter mais uma queda hoje na B3, mas tende a se recuperar no futuro. “Apesar das dificuldades, a CVC permanece como operadora líder de turismo no Brasil, tanto no lazer como nas viagens corporativas”, avalia. O BBI mantém a nota da CVCB3 como “outperform” (acima da média), com preço-alvo de R$ 42,00 para 2020, 63% acima dos R$ 25,70 do fechamento na B3 em 28 de fevereiro.

Hypera (HYPE3)

A Hypera confirmou na manhã de hoje que comprou por US$ 825 milhões (R$ 3,7 bilhões, ao câmbio de hoje) o portfólio de 18 medicamentos sem prescrição da japonesa Takeda Pharmaceutical International.

A Hypera, maior indústria farmacêutica do Brasil e sediada na capital paulista, afirmou já ter assegurado com os bancos linhas de crédito de R$ 3,5 bilhões para financiar a aquisição. Entre os remédios isentos de prescrição adquiridos pela Hypera estão o Neosaldina, Dramin e Nesina.

Segundo a empresa, a venda dos 18 medicamentos gerou um faturamento líquido de R$ 900 milhões no ano passado no Brasil e no México, com o Brasil representando 83% do valor.

“A Hypera Pharma e a Takeda também assinarão acordo de fabricação e fornecimento em conexão com a transação, por meio do qual a Takeda continuará a fornecer produtos à companhia”, informou a empresa brasileira, que absorverá 300 profissionais da equipe de vendas e marketing da farmacêutica nipônica quando a transação for concluída. A Hypera informou que a aquisição será concluída no final de 2020.

Eneva (ENEV3) e AES Tietê (TIET11)

A Eneva enviou à geradora AES Tietê uma proposta de combinação de negócios entre as companhias que resultaria na criação de uma “gigante no setor de geração” no Brasil, informou a empresa controlada pelo grupo norte-americano AES nesta segunda.

De acordo com a Eneva, a operação levanta a possibilidade da troca de 0,0461 ação ordinária de emissão da Eneva para cada ação ordinária ou preferencial de emissão da AES Tietê, equivalente a 0,2305 por unit. Haveria também mais uma parcela em dinheiro de R$ 2,750 bilhões, o que representaria R$ 1,38 por ação, seja ordinária ou preferencial, e R$ 6,89 por unit.

A relação de troca contemplaria prêmio de 13,3% sobre o preço de fechamento das ações da AES Tietê no pregão anterior à proposta.

A AES Tietê disse que analisará a oferta “de foram detalhada, mantendo o mercado informado sobre eventuais desdobramentos”.

Eucatex (EUCA4)

Uma ação de cobrança internacional da Prefeitura de São Paulo para recuperar cerca de US$ 230 milhões atribuídos a Paulo Maluf resultará no leilão de quase metade das ações da Eucatex, a empresa de pisos e laminados da família do ex-prefeito. O dinheiro, segundo o Ministério Público de São Paulo e a Procuradoria Geral do Município, é fruto do superfaturamento de obras entre 1993 e 1996.

Se tiver sucesso, a ação resolverá um entrave ao processo iniciado há mais de 20 anos para recuperar o dinheiro: o fato de que a maior parte dos recursos identificados como fruto de crimes se convertera em ações e não estava disponível para saques ou transferências.

Embora muito do que foi desviado ainda esteja bloqueado, a Prefeitura de São Paulo já recebeu de volta parte da verba. Até ano passado, cerca de US$ 35 milhões atribuídos a Maluf e descobertos nas contas de duas empresas suas voltaram à cidade. Em fevereiro, outros US 8,4 milhões, relacionados a uma terceira firma, também foram repatriados. Além disso, quatro bancos que participaram das movimentações dos recursos fizeram acordos com São Paulo para evitar indiciamentos – e concordaram com o pagamento de multas que somaram outros US$ 55 milhões, também devolvidos à cidade entre 2014 e 2017.

Oi (OIBR3;OIBR4)

A pauta da nova assembleia de credores da Oi incluirá uma proposta de venda de operações móveis da companhia, diz o Valor, citando pessoa ouvida sob condição de anonimato. A venda da área de telefonia móvel criaria impasse no leilão do 5G, diz a Folha.

Via Varejo (VVAR3)

A Via Varejo prevê crescimento da receita total consolidada neste ano em um intervalo entre 10% e 20% de acordo com o Formulário de Referência de 2019 feito hoje pela varejista. Anteriormente, o documento previa um aumento de “dois dígitos” da receita, mas não especificava nenhum número ou intervalo. Os demais guidances foram mantidos.

Para a receita online consolidada, a expectativa é de alta de aproximadamente 30% no valor bruto de mercadoria. A margem Ebitda ajustada deve aumentar entre 5% e 7%. A Via Varejo estima ainda um capex entre R$ 700 milhões e R$ 800 milhões para este ano. O valor precisa ser aprovado na Assembleia Geral Extraordinária marcada para 29 de abril. Outro ponto que será abordado é a abertura de 70 a 90 lojas neste ano.

RD (RADL3)

A XP Investimentos iniciou a cobertura para as ações da RD com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 112 por ação ao final de 2020 (potencial de queda das ações de 6% frente ao fechamento de sexta-feira).

A recomendação é neutra uma vez que o crescimento acelerado já está precificado. “Esperamos que a abertura de 880 novas lojas até 2023 sustente um crescimento médio anual de 16% nas vendas, 22% de EBITDA e 29% de lucro líquido para os próximos três anos. “Entretanto, com as ações negociando a 46 vezes o preço sobre o lucro para 2021 (versus 25 vezes na média do setor), acreditamos que boa parte desse crescimento já esteja incorporado no preço atual”, avaliam os analistas.

IRB Brasil (IRBR3)

O IRB Brasil comunicou ao mercado a renúncia de Ivan Monteiro ao cargo de presidente do conselho de administração da companhia.

Pão de Açúcar (PCAR3)

O Pão de Açúcar começa a negociar as suas ações no Novo Mercado a partir desta segunda-feira.  “A conversão das ações preferenciais em ações ordinárias era o último passo para a conclusão da migração do GPA ao Novo Mercado e, a partir de hoje, o GPA está formalmente operando em tal segmento”, informou a companhia.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil informou que pagará R$ 517,4 milhões de remuneração aos acionistas, relativos ao primeiro trimestre de 2020, no dia 31 de março. Segundo o BB, os juros sobre o capital próprio terão como base a posição acionária de 11 de março. Donos de ações transferidas após o dia 12 não participarão do pagamento.

You, Inc

A construtora e incorporadora imobiliária You, inc, de São Paulo (SP), comunicou à CVM que pretende fazer uma oferta pública de ações (IPO) na B3. Paralelamente, a construtora fez um pedido à B3 para ter o seu registro de listagem e comercialização. A You, inc informou que em 2019 obteve uma receita líquida de R$ 552,4 milhões, uma expansão de 52% sobre 2018. O lucro líquido da empresa no período caiu 1%, em comparação a 2018, para R$ 30,6 milhões. A You,inc informou que tem terrenos no valor de R$ 2 bilhões para futuras construções na capital paulista a partir deste ano. O foco da construtora e incorporadora é levantar prédios com apartamentos compactos próximos a estações do metrô e dos trens. A empresa encerrou 2019 com um índice de distratos de 12,67%, queda de 2,78% sobre 2018.

Grupo Soma

O Grupo Soma, proprietário das marcas de vestuário feminino Animale e Farm, registrou na sexta-feira (28) um pedido de abertura de oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) primária e secundária na CVM. A oferta terá o banco Itaú BBA como coordenador, com o J.P. Morgan, Bank of America e XP Investimentos como participantes.

O Soma possui 221 lojas próprias no Brasil e duas nos Estados Unidos. O grupo informou no prospecto enviado que teve lucro líquido de R$ 126,8 milhões em 2019, com uma receita líquida de R$ 1,3 bilhão e um Ebitda de R$ 214,5 milhões. O soma informou que pretende usar os recursos levantados na oferta para a aquisição de outras marcas e para investimentos em tecnologia.

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(Com Agência Estado e Bloomberg)

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Ricardo Gontijo e os desafios de uma empresa familiar no mercado imobiliário

Presidente da Direcional: Ricardo Gontijo

Ricardo Gontijo, presidente da Direcional Engenharia, é o entrevistado dessa semana do Construcast.

“Eu praticamente nasci em um canteiro de obras. A empresa começou muito pequena, era meu pai e minha mãe”, conta Gontijo.

E não há nada de exagero nessa frase. Justamente seis meses após a fundação da Direcional, é que ele nasceu.

Com pai e mãe engenheiros civis, foi inevitável não passar toda a infância entre obras e o escritório da empresa.

Pai pediu para ficar fora

No entanto, quando Gontijo resolveu entrar no mercado de trabalho, teve que se afastar um pouco da Direcional.

“A partir do terceiro ano da graduação em Engenharia Civil, eu comecei a trabalhar em demais empresas. É até curioso, porque meu pai falou que ‘não vai trabalhar na Direcional agora, porque aqui você vai ser o filho do dono e as pessoas não vão chamar tua atenção’”, explica.

Apenas seis meses antes da formatura em Engenharia Civil, ele finalmente começou a trabalhar na empresa da família.

Empresa Familiar

Gontijo também comentou no Construcast sobre como é a transição de uma empresa familiar para uma empresa de capital aberto.

“O grande desafio de uma empresa que nasceu familiar e que passa a ser de mercado é manter a separação de o que é o acionista e o que é o colaborador da empresa”, diz.

Produtividade

Ainda para o presidente da Direcional, o Brasil tem muito a oferecer em relação ao mercado imobiliário.

“Muita gente critica a produtividade brasileira, mas hoje países do mundo inteiro visitam nossos canteiros de obras para saber o que faz a gente ser tão eficiente”, conclui.

Construcast

O Construcast é o podcast do MoneyLab, laboratório de criação do InfoMoney, em parceria com a OLX, maior plataforma de compra e venda online do Brasil e a mais lembrada pelos consumidores para compra, locação e venda de imóveis; e com a CashMe, fintech do Grupo Cyrela que faz empréstimo com imóvel e garantia, sendo uma alternativa de funding para incorporadores e um parceiro estratégico para as imobiliárias.

O programa vai ao ar toda segunda-feira, às 6h, e conta com um trio bastante experiente na apresentação: Ricardo Reis, CEO da Reis Real Estate e professor e apresentador do Programa Imóveis no InfoMoney, Marcelo Dadian, diretor de Imóveis da OLX, e Juliano Bello, CEO da CashMe e diretor administrativo da Cyrela

É possível seguir e escutar o programa pelo Apple PodcastsSpotifyDeezerSpreakerGoogle PodcastCastbox e demais agregadores de podcast.

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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta segunda-feira

As bolsas de valores da Ásia iniciaram março com avanço após o Banco do Japão prometer “ampla liquidez” aos mercados. Tóquio fechou em alta de 0,95% e Xangai saltou 3%, mesmo após dados muito negativos da Markit confirmarem que a indústria chinesa despencou em fevereiro.

As bolsas europeias abriram em alta após o anúncio de que o Eurogrupo fará uma reunião de emergência na quarta-feira para discutir medidas de apoio econômico aos países mais atingidos pelo Covid-19, mas diminuíram a força durante o pregão. A Itália quer permissão para gastar 3,6 bilhões de euros com empresas, famílias e regiões mais atingidas pelo coronavírus.

Enquanto isso, o número de pessoas contaminadas se aproxima de 90 mil no mundo inteiro, com a China superando 80 mil casos e a Coreia do Sul os 4,2 mil. O BC divulga na manhã de hoje a pesquisa Focus. No noticiário corporativo, destaque para a operadora de turismo CVC, que afirma ter sofrido irregularidades contábeis de R$ 250 milhões, e para a oferta pública de ações da incorporadora e construtora paulistana You, Inc, na B3.

1. Bolsas mundiais

As bolsas de valores da Ásia começaram março em alta, com destaque para o avanço de 3% de Xangai, enquanto o Nikkei avançou 1%. Segundo a CNN, os mercados mudaram de humor após o presidente do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, prometer que o banco central nipônico proverá “ampla liquidez” aos mercados para garantir a estabilidade financeira em meio ao surto do coronavírus, cujo número de infectados no mundo se aproxima de 90 mil.

Na China, o índice de gerentes de compras Caixin, medido pela Markit, teve leitura de 40 pontos em fevereiro, ante 51 em janeiro, confirmando os dados do governo divulgados semana passada, de que a produção industrial despencou no mês passado.

O Banco da Inglaterra prometeu as medidas necessárias para garantir estabilidade financeira e monetária; o governo francês disse que ministros do G7 vão ter teleconferência esta semana para coordenar resposta ao vírus.

Na sexta, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, disse que o BC americano está monitorando o coronavírus, usará suas ferramentas e agirá de forma apropriada, se for necessário.

Na Europa, o Eurogrupo marcou teleconferência dos ministros da Economia para quarta-feira e devem ser anunciadas medidas de emergência para os países afetados pelo vírus – o ministro de Economia da Itália, Roberto Gualtieri, quer um pacote fiscal de 3,6 bilhões de Euros para socorrer as famílias e empresas atingidas. Os futuros de Nova York estão em forte avanço.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h30 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,52%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,80%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,57%

Europa
*Dax (Alemanha), -0,54%
*FTSE (Reino Unido), +0,85%
*CAC 40 (França), -0,23%
*FTSE MIB (Itália), -2,40%

Ásia
*Nikkei (Japão), +0,95% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +0,78% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), +0,62% (fechado)
*Xangai (China), +3,15% (fechado)

*Petróleo WTI, +2,75%, a US$ 45,99 o barril
*Petróleo Brent, +3,00%, a US$ 50,00 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam com alta firme de 5,83%, cotados a 653,000 iuanes, equivalentes a US$ 93,77 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 6,9638 (+0,40%)
*Bitcoin, US$ 8.693,46 +1,98%

2. Indicadores econômicos

No Brasil, os mercados acompanham a divulgação do IPC-S da última semana de fevereiro, pela FGV, e do boletim semanal Focus, pelo Banco Central.

Já a balança comercial de fevereiro deve mostrar superávit de US$ 1,5 bilhão, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, depois de déficit revisado de US$ 1,73 bilhão na medição anterior. O resultado sai às 15h.

A Markit divulgará hoje às 10h o índice de gerentes de compras (PMI) em fevereiro da manufatura brasileira. A MRV Engenharia divulga balanço após o fechamento do pregão.

3. Política 

O Congresso volta nesta semana do recesso de Carnaval com dois temas centrais que deverão dominar as discussões na Câmara e no Senado a partir da terça-feira: os vetos do presidente Jair Bolsonaro à lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o novo marco do Saneamento, que está no Senado.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é favorável a aprovar o novo marco do Saneamento – que já passou pela Câmara – como está; já a questão da LDO é muito mais complexa, por envolve negociações entre os poderes Legislativo e Executivo. O presidente Jair Bolsonaro não quer que o governo federal abra mão de R$ 30 milhões em emendas parlamentares que ficarão sob controle de deputados federais e senadores. Os parlamentares exigem uma contrapartida da União.

4. Crédito 

O Banco Central que criar até o final de 2020 um sistema de intercâmbio de dados de clientes entre os bancos. O objetivo do chamado “open banking” é tornar disponível o histórico de pagamento dos consumidores e possibilitar uma maior competição entre as instituições financeiras, informa reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. Mas o plano já causa atritos entre pequenas, médias e grandes instituições e corre o risco de acabar inviabilizado.

5. Noticiário corporativo 

A operadora turística CVC (CVCB3) comunicou que encontrou erros e irregularidades contábeis nos valores repassados a operadores turísticos entre 2015 e 2019. Segundo a CVC, os erros podem alterar os seus resultados e foi constituído um comitê de auditoria para investigar o problema.

Já a construtora e incorporadora imobiliária You, inc, de São Paulo capital, entrou com pedido para oferta pública de ações na CVM e com pedido de registro de empresa de capital aberto na B3. No ano passado, a construtora You teve uma receita líquida de R$ 552,6 milhões, um crescimento de 52% sobre 2018.

(Com Agência Estado, Agência Brasil e Bloomberg)

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“Estou adorando a queda das ações”, diz Luiz Barsi, o “rei da Bolsa”

Na Quarta-Feira de Cinzas, 26, dia em que as empresas brasileiras amargaram prejuízo de R$ 290,2 bilhões em valor de mercado na Bolsa de São Paulo, a B3, o investidor Luiz Barsi, de 80 anos, esfregou as mãos e foi às compras.

Apelidado de “Rei da Bolsa”, ele passou o dia vasculhando o que chama de “oportunidades” e, no final do pregão, havia descarregado mais de R$ 10 milhões em cerca de 1 milhão de ações de empresas como Itausa, Braskem e Cielo – “pechinchas”, segundo ele, que acredita que vão sobreviver ao surto do coronavírus pelo mundo.

“Você não pode se esquecer que o mercado de ações não é de risco, é de oportunidades. E, quando as oportunidades aparecem, você tem de comprar”, disse ele, que também é presidente do Conselho de Economia do Estado de São Paulo (Corencon-SP).

Com mais de R$ 2 bilhões aportados em ações na Bolsa de São Paulo, ele desenvolveu há 46 anos o que batizou de Carteira de Previdência, que consiste em comprar ações que pagam bons dividendos para segurá-las, independentemente de sua cotação. Os dividendos são parte do lucro das empresas distribuído periodicamente aos acionistas. Geralmente, empresas que são boas pagadoras estão em estágio de crescimento avançado, não necessitando de tantos investimentos para financiar sua expansão.

A carteira de Barsi tem uma dúzia de empresas, que ele mantém há anos, algumas há mais de três décadas. “Eu não invisto em ações da Bolsa. Eu compro participações em empresas com bons projetos. Gosto de companhias tradicionais e só compro as ações quando os preços estão em queda, nunca em alta.” Para ele, dias como de quarta-feira são uma espécie de Black Friday do mercado financeiro. “Estou adorando a queda das ações.” Confira abaixo os principais trechos da entrevista.

A queda da Bolsa, puxada pelo temor com o coronavírus, preocupa?

Não me preocupa. Essa é mais uma das 1 milhão e 100 mil crises que eu já vi desde que comprei minha primeira ação na Bolsa. Como dizia o economista Mário Henrique Simonsen, as crises têm mais ou menos o tempo de uma gestação, nove meses. Essa daí não vai demorar nove meses, é mais um terror que se instalou no mundo. Lógico, isso afeta os agentes econômicos como um todo. Mas empresas que são boas vão continuar trabalhando, pagando seus dividendos para nós, os investidores, e no longo prazo tudo se acerta.

Neste exato momento, todas as ações estão em queda na B3…

É um bom momento para comprar. Hoje (ontem) eu já comprei mais de um 1 milhão de ações. Você não pode se esquecer que o mercado de ações não é de risco, é de oportunidade. E, quando as oportunidades aparecem, você tem de comprar. A oportunidade aparece mesmo com uma queda forte como essa que estamos vendo.

Quais ações o sr. Comprou?

Aquelas que são ótimas (risos). São ações que não fazem sentido nenhum não comprar. Por exemplo, a Itausa: o que justifica ela ter a queda que está tendo? Eu comprei. Comprei Cielo por R$ 6,80. A Braskem, há sinalizações de que ela vai migrar para o Novo Mercado. Isso é bom, mas está caindo hoje. A empresa está sólida. Eu comprei Braskem também.

E quais ações o sr. não compraria neste momento?

Ah, eu não vou comprar Vale, não vou comprar Petrobras, essas empresas que estão no mercado de commodities. Vale eu comprei quando estava R$ 10 e vendi quando chegou a R$ 40. Empurrei commodity para outro, que também deve ter ficado feliz porque chegou a R$ 50. Mas foi uma oportunidade. Sobre a Petrobras, sabe quem deve estar feliz pra caramba? O pessoal do BNDES, com certeza. Eles venderam milhões e milhões de ações da Petrobras a R$ 30 cada uma, olha que negócio maravilhoso (o BNDES vendeu no início de fevereiro 735 milhões de ações da Petrobras, arrecadando R$ 22,6 bilhões). Hoje não conseguiriam isso de jeito nenhum. Mas, veja, olhe as oportunidades. Eu não compro essas ações agora, neste momento, mas não quer dizer que as empresas vão virar pó, porque não vão. Isso vai passar.

E no cenário político, preocupa o vídeo compartilhado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, que convoca um ato contrário ao Congresso Nacional para março?

Eu vou falar uma coisa para você. Somos uma ‘democratura’, uma democracria corporativista, temos inúmeros ditadorezinhos no Brasil.

Isso poderia afetar as reformas que precisam ser aprovadas e as empresas estatais da Bolsa?

Sim, poderia afetar. Mas eu não acho que é o momento de comprar ações de estatais. Eu, por exemplo gosto de Banco do Brasil, mas não morro de amores por ele. O Banco do Brasil reduziu ao máximo as bonificações para os acionistas, ele não remunera mais o investidor como remunerava. Para eu entrar numa estatal, tem de justificar muito bem o seu preço em função da remuneração. E hoje elas não estão assim. Tem coisa melhor por ai.

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Coronavírus acelera a fuga de capital da Bolsa, que perde R$ 35 bi em dois meses

Notas de dólar

Com o surto de coronavírus provocando aversão ao risco nos mercados globais, a saída de capital de estrangeiros da Bolsa se acelerou em fevereiro. Até quarta-feira, dado mais recente disponível, o investidor externo havia retirado R$ 35 bilhões do mercado acionário em 2020. Somente em fevereiro, foram feitas retiradas acima de R$ 1 bilhão em 10, de um total de 16 pregões. Foram reportadas entradas em apenas duas sessões. O número fechado do mês deve ser conhecido na próxima quarta-feira.

A crise produzida pelo coronavírus afeta o preço das ações das empresas, o que derruba as Bolsas pelo mundo, porque as medidas restritivas para combater a doença levaram, por exemplo, à paralisação das fábricas chinesas, que fornecem componentes para as indústria em outros países. Os investidores temem perdas em seus papéis. O efeito se espalha para a economia com a queda no consumo.

As retiradas acumuladas em 2020 são equivalentes ao reportado nos primeiros 11 meses de 2019 (até o dia 13 de novembro) e já se aproxima do saldo negativo histórico do ano passado, de R$ 44,5 bilhões. O valor também supera com folga o recorde nominal anterior registrado em 2008, de R$ 24,6 bilhões, ano da crise financeira global. À época, porém, havia menos negócios no mercado de ações. Dias antes da quebra do banco Lehman Brothers, estopim da crise, a Bolsa brasileira havia chegado aos 52 mil pontos, ontem ela fechou em 104.171 pontos.

Na quarta-feira, com notícias mais alarmantes sobre a disseminação do coronavírus pela Europa, a Bolsa registrou saída diária recorde de R$ 3,068 bilhões – o maior valor nominal registrado desde o início da compilação dos dados, em 1994. Ao Estadão/Broadcast, analistas afirmam que ainda é incerto se essa fuga deve se intensificar, mas veem continuidade no fluxo de retirada ao longo do ano.

O coronavírus intensificou – e pode acentuar por algum tempo – uma realidade vivida no Brasil desde que a queda nas taxas de juros básicas começou a se intensificar. Juros mais altos são um grande atrativo a estrangeiros. No novo cenário, eles passaram a ganhar menos e continuaram a correr o risco cambial de investir no País.

Assim, preferem a volta à segurança. Os títulos públicos americanos, na avaliação de José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, continuam como principal refúgio desse investidor global. “O surto de coronavírus só veio para piorar um cenário que já estava ruim.”

Além do coronavírus, André Perfeito, economista-chefe da Necton Corretora, diz que o investidor de fora vai olhar, nos próximos meses, para a relação entre o presidente Jair Bolsonaro e o Congresso. “O mercado pode precificar que não vai mais haver reformas, ou que elas vão atrasar”, diz.

Entre as principais Bolsas globais, a brasileira foi a que registrou a maior queda em dólares no acumulado do ano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Petrobras reduz preços do diesel e da gasolina nas refinarias

Posto da Petrobras

A Petrobras (PETR3; PETR4) cortou em 5% o preço do diesel comum e em 4% o preço da gasolina nas refinarias. Os novos valores, anunciados ontem (28) pela estatal, passaram a valer hoje (29).

Os preços do diesel S500 para térmicas e do diesel marítimo caíram 5,1%. Já o diesel S10 para térmicas teve redução de 5,2% no seu valor.

A queda foi decidida em um cenário de desvalorização do petróleo no mercado mundial. Os contratos do petróleo Brent para abril estavam cotados a US$ 50,52 no fechamento do mercado ontem. Esse valor representa uma queda de 13,64% em uma semana.

O petróleo Brent é um tipo extraído principalmente do Mar do Norte e cotado na Bolsa de Valores de Londres. Ele é a referência no cálculo do valor de cerca de dois terços do petróleo mundial.

A desvalorização é influenciada pelo avanço dos casos de coronavírus pelo mundo, o que gera no mercado o receio de uma eventual desaceleração da economia mundial e, consequentemente, de uma menor demanda por combustíveis.

Por meio de suas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro destacou hoje a decisão da estatal brasileira. “Este ano, a Petrobras reduziu quatro vezes o valor dos combustíveis nas refinarias e este é o quinto anúncio. Seguimos fazendo nossa parte e trabalhando para melhorar a vida dos brasileiros”, disse ele.

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Preços nos postos

Apesar dos novos valores praticados nas refinarias, não há impacto imediato no preço final pago pelo consumidor nos postos de combustíveis. A variação, nesse caso, depende ainda de outros fatos como o consumo dos estoques armazenados, impostos, margens de revenda e percentual da mistura dos biocombustíveis.

Em virtude do feriado de carnaval, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) irá divulgar o novo Levantamento de Preços e de Margens de Comercialização de Combustíveis somente na próxima terça-feira (3).

Serão apresentados os resultados do período entre 23 e 29 de fevereiro, o que ainda não deverá mostrar reflexos da decisão da Petrobras.

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Incerteza com coronavírus faz economistas se lembrarem da crise de 2008

O medo do impacto que a propagação do coronavírus continuará causando na economia tem levado a Bolsa brasileira e os mercados globais a amargarem perdas expressivas. O cenário de Bolsas em baixa faz lembrar o mergulho que o mercado global experimentou em 2008.

Na visão de economistas ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, no entanto, o principal paralelo entre os dois momentos é o grau de incerteza e é preciso acompanhar até que ponto o comércio e a produção mundial serão afetados agora.

As duas crises têm panos de fundo diferentes: em 2008, a questão principal era a bolha que havia sido criada no mercado imobiliário americano e que ameaçava a sustentabilidade do mercado financeiro. Agora, pesam os impactos econômicos globais por conta da disseminação do vírus.

O economista-chefe da Necton, André Perfeito, reforça que a crise de agora não é na indústria financeira, como a de 2008, mas um distúrbio na economia real. “A indústria financeira antes estava ‘podre’. Hoje, não.”

Bruno Lavieri, da 4E Consultoria, concorda que o que aproxima os dois momentos é um ambiente de muito risco. “Há 12 anos, também havia muita dúvida de onde estava o fundo do poço. Agora, a sensação é muito ruim, mas em uma dimensão menos grave do que em 2008.”

Ele também avalia que as implicações que a crise de produção internacional terá não são claras. “O mercado não sabe que tipo de depressão nas economias internacionais está por vir. O investidor pode até ficar otimista, caso algo positivo aconteça nos próximos dias.”

A economista Thaís Zara, da Rosenberg, ressalta que há uma percepção de que os impactos sobre a economia mundial podem ser mais fortes do que se imaginava, enquanto aumentam os casos de coronavírus registrados fora da China.

Ela lembra que, conforme os casos fora da China forem aumentando, é possível que mais países adotem medidas de restrição de produção e de circulação de pessoas. “O crescimento econômico global será menor do que se antecipava, mas não se sabe se os danos serão restritos ao primeiro semestre.”

No Brasil, o número de suspeitos de infecção pelo Covid-19 caiu de 85 para 66 no Estado de São Paulo, segundo balanço de ontem. Três parentes de um empresário de 61 anos, primeiro caso confirmado no País, estão entre os descartados.

De acordo com os analistas, também não é possível separar até onde vão os efeitos externos – do coronavírus – na Bolsa e os internos, de crise entre os Poderes, após o presidente Jair Bolsonaro compartilhar dois vídeos no WhatsApp, convocando para manifestações em defesa do governo no dia 15 de março.

De todo modo, ainda que a queda dos indicadores brasileiros tenha acompanhado o movimento internacional, a crise política tem pesado no aumento das incertezas, que prejudicam o desempenho da Bolsa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Nova política para o salário mínimo deve ser a 1ª pauta-bomba após o desentendimento entre Bolsonaro e o Congresso

No momento em que o governo tenta fechar um acordo com o Congresso para viabilizar o Orçamento de 2020, ficou mais próximo o risco de parlamentares acionarem uma pauta-bomba com impacto direto nas contas públicas. O rastilho de pólvora que preocupa a equipe econômica leva a um dos temas mais sensíveis para o Palácio do Planalto: a política de valorização do salário mínimo.

O Estado de S. Paulo apurou que o Congresso quer acelerar essa discussão nas próximas semanas. Fontes do governo informaram que a equipe econômica já procurou lideranças do Senado e da Câmara para “segurar” esse avanço que vem em várias frentes das duas Casas.

A principal delas se dá por meio de emendas que miram a Medida Provisória (MP) 919, que fixou o valor do salário mínimo em R$ 1.045,00 para 2020.

No Senado, um projeto de lei do senador Eduardo Braga (MDB-AM) fixa uma nova política para o mínimo. Pelo projeto, os reajustes para a preservação do poder aquisitivo do salário devem refletir a expectativa de inflação anual contida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) mais a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) per capita, apurada pelo IBGE. Há uma articulação para esse projeto ser analisado já na próxima semana na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Braga, que é líder do MDB, também é autor de uma emenda à MP 919 que estabelece uma nova política que garante aumento real do salário mínimo até 2023. A proposta assegura a reposição das perdas inflacionárias acrescida da variação positiva do PIB per capita dos 24 meses que antecedam o reajuste.

Segundo Braga, não haverá crescimento econômico sem aumento de consumo e não haverá aumento de consumo sem uma política de valorização do salário mínimo.

Há outras ideias em pauta. O presidente do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, também apresentou um emenda à MP 919 com uma proposta de valorização que altera a correção já em 2020. O deputado disse: “Se a MP vale desde já, a mudança na política tem de valer para este ano também”, afirmou.

O deputado informou que vai discutir, na próxima semana, a possibilidade de aprovar a emenda na MP. “Não fiz o cálculo do impacto, mas sei que é importante para os trabalhadores manter uma política de aumento de salário mínimo”, disse. Ele ressaltou que o País passou muitos anos com um salário mínimo vergonhoso em torno de US$ 55 e que para elevar o valor ao patamar de hoje, “deu muito trabalho”.

“Por isso, é importante termos uma política de aumento real do salário mínimo, que é um jeito de distribuir renda no Brasil. Há mais de 40 milhões de pessoas que vivem disso”, ponderou Paulinho.

Impacto

Para um integrante da equipe econômica, a discussão da política do salário mínimo não é só de custo fiscal, mas também de impacto no emprego. O diagnóstico do Ministério da Economia é que, se elevar o salário mínimo com o atual nível de desemprego, haverá dificuldade de geração de postos formais, jogando os trabalhadores na informalidade, como já tem ocorrido na Região Nordeste. Além disso, como a informalidade é menos produtiva, seria criado um fosso entre as regiões, o que poderia se aprofundar ainda mais.

A preocupação com pautas-bomba entrou no radar com o acirramento dos ânimos com o Parlamento, depois que o presidente Jair Bolsonaro disparou de seu celular um vídeo convocando apoiadores a irem às ruas para defendê-lo contra o Congresso, como revelou o Estado. O episódio ajudou a colocar a pauta do governo em suspense e ampliou as incertezas em relação à agenda econômica.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, é o mais cobrado pelas lideranças partidárias da Câmara e do Senado, que o acusam de ter descumprido o acordo do Orçamento impositivo, que amplia poderes dos parlamentares na destinação dos recursos para programas e ações do governo.

A política de valorização do mínimo terminou no ano passado. Ela considerava o reajuste pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais o PIB de dois anos anteriores. Para 2020, a proposta é apenas a reposição da inflação medida pelo INPC, sem aumento real. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Bolsas dos EUA têm pior semana desde 2008

As Bolsas dos Estados Unidos tiveram as maiores perdas em uma só semana desde a crise de 2008, diante do crescente número de casos de coronavírus fora da China e o aumento do temor do impacto econômico da doença. Nem mesmo uma declaração do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, deu alívio aos negócios. Ele disse que a instituição está preparada para apoiar a economia do país. No Brasil, o Ibovespa teve a maior queda semanal em quase nove anos.

O índice Dow Jones caiu 1,39% ontem e desabou 12,36% na semana. O S&P 500 mergulhou, respectivamente, 0,82% e 11,49%. O Nasdaq terminou a sessão estável, mas cedeu 10,54% na semana.

Tamanho o estrago no mercado financeiro fez com que as autoridades americanas explicitassem que estão prontas para tomar medidas se a chamada economia real for afetada.

“O Fed monitora de perto os acontecimentos e suas implicações para a perspectiva econômica”, escreveu Powell em um comunicado, destacando que o coronavírus “representa riscos em andamento para a atividade econômica”.

A fala foi interpretada por operadores e analistas como uma sinalização de que o Fed vai baixar ainda mais os juros – as taxas estão atualmente no intervalo de 1,50% a 1,75%.

Antes mesmo do pronunciamento de Powell, o Bank of America Merrill Lynch passou a prever uma redução de 0,5 ponto porcentual nos juros americanos no meio de março, como forma de diminuir o “pânico do mercado”. O Goldman Sachs, por sua vez, agora estima três cortes de juros até junho.

Mercado local

No Brasil, o Ibovespa teve uma reação ontem, depois de quatro sessões consecutivas de queda. O índice chegou a terminar na máxima do dia, com valorização de 1,15%, aos 104.171,57 pontos. Na semana, contudo, a baixa foi de 8,37%, a maior queda desde agosto de 2011 – auge da crise da dívida na periferia da zona do euro.

O que ajudou a impulsionar o índice na sessão de ontem foi o desempenho dos grandes bancos brasileiros. Na opinião de analistas, as quedas recentes nestas ações foram muito severas. Os papéis ordinários do Bradesco subiram 2,40% e os preferenciais do Itaú Unibanco avançaram 2,99%.

No câmbio, o dólar chegou a bater o nível máximo de R$ 4,5141, mas terminou o dia com suave valorização de 0,05%, a R$ 4,4785. Ainda assim, a moeda americana renovou o recorde nominal de fechamento do Plano Real.

Para acalmar o mercado de câmbio, nesta semana, o BC injetou US$ 2,5 bilhões, adicionalmente às operações de rotina. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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