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Indicador de risco, CDS brasileiro atinge maior valor em três meses com coronavírus

CDS do Brasil dispara com coronavírus

SÃO PAULO — O CDS do Brasil, um indicador internacional de risco de calote, atingiu 126,9 pontos na máxima da sessão desta quinta-feira (27) — maior nível desde 21 de novembro de 2019. O movimento reflete o aumento de aversão ao risco global com a escalada do coronavírus fora da China.

No final do ano passado, o indicador havia caído para seu menor nível desde 2013, diante de expectativas otimistas com uma retomada da economia brasileira no contexto de reforma da Previdência aprovada e encaminhamento de outras reformas, necessárias para resgatar o quadro fiscal brasileiro de um colapso.

Isso fez, inclusive, com que a agência de classificação de risco Standard & Poor’s elevasse a perspectiva de rating do país de estável para positiva. A S&P citou, além das medidas de consolidação fiscal que têm ajudado a reduzir o ainda alto déficit do país, o corte nos juros — com a Selic em seu menor patamar histórico, de 4,25% ao ano.

A baixa recente do CDS tem sido usada pelo governo para pressionar as agências de risco a melhorarem a nota de crédito do Brasil, que continua sendo considerada especulativa (com maior risco de calote) tanto na S&P 500 quanto na Moody’s e na Fitch Ratings.

Em entrevistas ao InfoMoney, Shelly Shetty e Samar Maziad, analistas da Fitch e da Moody’s, respectivamente, já disseram que precisam de sinais mais concretos de alívio fiscal no longo prazo antes de qualquer movimento de elevação de rating.

Mesmo com a alta de hoje, o CDS brasileiro continua afastado da média das nações com a mesma nota que o Brasil nas agências de classificação de risco (BB-), segundo dados da Bloomberg. Além disso, o índice do país está melhor do que a média das economias classificadas como BBB-, dois degraus acima do nosso e que define os bons pagadores.

No CDS, quanto mais perto de zero for a pontuação, menor é o risco de o país apresentar calote da dívida internacional. O fato de o CDS do Brasil estar há meses em um nível bem mais baixo do que estava há alguns anos reflete a percepção menor de risco por parte do mercado.

Mas as agências de classificação de risco não costumam olhar muito para o indicador porque ele pode ser bastante volátil e reflete perspectivas de curto prazo, enquanto as definições de ratings sempre são embasadas em expectativas de médio e longo prazos.

CDS do Brasil dispara com coronavírus
CDS do Brasil dispara com coronavírus

Coronavírus e agenda de reformas

Bolsas do mundo inteiro recuaram nos últimos dias diante do avanço do surto de coronavírus fora da China. O principal foco de atenção é a Europa, principalmente na Itália, onde já foram confirmados mais de 300 casos da doença.

Como é uma região de fronteira única, o contágio está crescendo rapidamente para países vizinhos, como Espanha, França e Alemanha. Nesta semana, outros países europeus confirmaram seus primeiros casos da doença, como a Noruega.

Na Coreia do Sul e no Irã, os diagnósticos de coronavírus também têm se multiplicado com bastante rapidez. Aqui no Brasil, por ora, há um caso confirmado de coronavírus e 132 sob suspeita (85 somente em São Paulo, segundo o boletim mais recente do Ministério da Saúde).

Analistas ouvidos pelo InfoMoney destacaram que ainda não é possível precisar quanto o surto de coronavírus vai afetar o crescimento da economia global, mas um impacto negativo é certo. Bancos internacionais começam a cortar projeções de crescimento para o Brasil em meio ao novo cenário.

Hoje foi a vez do Bank of America. O banco americano reduziu, pela segunda vez no mês, a projeção de crescimento do Brasil em 2020, que passou de 2,2% para 1,9%. Ontem, o JP Morgan cortou a estimativa para o PIB brasileiro neste ano de 1,9% para 1,8%.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) já afirmou que deve reduzir sua perspectiva de crescimento global nos próximos dias, em decorrência do agravamento do surto de coronavírus no mundo. Muitas companhias multinacionais já estão anunciando queda em receitas por causa da doença, como a Paypal, a AB Inbev e a Apple.

Internamente, também contribuiu para o aumento do CDS brasileiro na sessão de hoje ruídos políticos gerados pela coluna da jornalista Vera Magalhães, do jornal O Estado de S.Paulo, dizendo que o presidente Jair Bolsonaro compartilhou um vídeo via WhatsApp convocando as pessoas para uma manifestação contra o Congresso Nacional em 15 de março.

O receio do mercado é que isso possa de alguma forma atrasar a agenda de reformas do país, essencial para que o Brasil retome o crescimento e ganhe créditos com as agências de classificação de risco mais para frente.

Depois de ter atingido a máxima de 126,9 pontos na máxima da sessão de hoje, o CDS de cinco anos do Brasil recuou um pouco para a casa de 123 pontos por volta de 17h30 (de Brasília). Ainda assim, representava um avanço de 12,5% sobre o fechamento de ontem (109,4 pontos). Na semana, o indicador sobe 25%.

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Ambev perde R$ 20,7 bilhões de valor após balanço: o que decepcionou tanto (e o que esperar para 2020)

SÃO PAULO – O resultado do quarto trimestre de 2019 era esperado com ansiedade pelos investidores da Ambev (ABEV3), em meio aos sinais de que a companhia, apesar do aumento de volume das vendas, poderia perder espaço e rentabilidade em meio ao aumento da concorrência e com o cenário macroeconômico ainda desafiador.

Os números divulgados nesta quinta-feira (27) trouxeram algumas respostas para os investidores sobre o ambiente para a companhia, a maior parte delas não muito agradáveis: os dados revelados não animaram, fazendo com que as ações chegassem a cair 9,73% na mínima da sessão e fechando em baixa de 8,34%, a R$ 14,50. Em termos de valor de mercado, a empresa perdeu R$ 20,77 bilhões na bolsa em apenas um pregão, passando de R$ 248,9 bilhões de valor de mercado para R$ 228,136 bilhões.

À primeira vista, os dados poderiam se apresentar como positivos. A Ambev registrou lucro líquido atribuído ao controlador de R$ 4,099 bilhões no quarto trimestre de 2019, alta de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano de 2019, o montante foi de R$ 11,780 bilhões, número 7,13% maior do que em 2018.

Contudo, o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado de R$ 6,925 bilhões no quarto trimestre, teve queda de 9% na base de comparação anual, ficando abaixo do esperado pelo mercado. A margem Ebitda foi a menor nos últimos quinze anos para o quarto trimestre, passando de 47,6% nos últimos três meses de 2018 para 43,6% neste ano.

Enquanto isso, no quarto trimestre de 2019, o volume total de vendas (cerveja + não alcoólicos) cresceu em 4,7% na base de comparação anual, para 31,4 milhões de hectolitros, com queda de 1,8% na receita por hectolitro, elevando as preocupações com a rentabilidade. Em cerveja, o volume de vendas aumentou em 1,4% para 23,6 milhões de hectolitros, na faixa mais baixa do consenso do mercado, que esperava crescimento entre 1% e 3%.

A receita líquida da venda de cerveja cresceu 1,2% e atingiu R$ 7,6 bilhões, e a receita por hectolitro decresceu ligeiramente em 0,2%. No segmento de bebidas não alcoólicas, o volume de venda cresceu 16% no trimestre, com alta de 13% na receita líquida.

O grande destaque negativo ficou para o segmento de vendas de cerveja no Brasil. Além do aumento do volume de apenas 1,4%, o Ebitda do segmento caiu 13% em relação ao ano passado, para R$ 3,4 bilhões.

O Bradesco BBI destacou que a Ambev reportou um Ebitda 2% abaixo do consenso do mercado para o quarto trimestre de 2019. “Os resultados do quarto trimestre mostram que a Ambev praticou descontos no Brasil e eles foram maiores do que esperávamos”, avaliaram os analistas do banco. No começo de fevereiro, os analistas do banco já haviam destacado, através de um “rastreador de preços” em grandes varejistas, que a companhia teria aplicado descontos em outubro de 2019, sugerindo que os preços poderiam frustrar as expectativas do mercado. Os preços, deste modo, frustrando as estimativas já baixas dos analistas.

Na ocasião, o banco destacou que os preços mais baixos ocorreriam no contexto de i) período prolongado de preços mais baixos da Heineken, sendo que a empresa elevou os preços posteriormente e ii) um mercado brasileiro ainda desafiador em termos de crescimento de volume. As preocupações se estenderiam, apontou o Bradesco BBI, uma vez que tanto a Heineken quanto a Petropólis podem aumentar a sua capacidade de produção a partir do segundo semestre de 2020, mantendo os preços pressionados.

Ao comentar os resultados do quarto trimestre, Betina Roxo, analista da XP Investimentos, também destacou: “tal resultado abaixo do esperado pode manter as ações pressionadas, já que o ambiente competitivo continua sendo uma das principais preocupações do setor”.

Em entrevista ao InfoMoney, Fernando Tennenbaum, vice-presidente financeiro e de relações com investidores, apontou que o mercado brasileiro sempre foi concorrido, mas que os ajustes de preços do trimestre ocorreram principalmente em um contexto macroeconômico ainda desafiador no Brasil.

Saudando o aumento da receita total em 2019, Tennebaum também destacou o crescimento do volume de vendas de cerveja, avaliando que a pressão de custos ocorreu por conta da alta da matéria-prima e por conta da pressão cambial. O cenário de pressões de custos, por sinal, deve continuar afetando os números da companhia em 2020, um dos motivos para os investidores ficarem pessimistas com os ativos após a divulgação do balanço.

O segmento de cerveja no Brasil deve continuar pressionado, uma vez que a taxa média de hedge cambial para 2020 passou de R$ 3,61 por dólar em 2019 para R$ 3,96 por dólar em 2020, embora em menor proporção do que no ano passado devido aos menores preços das commodities.

A companhia espera retomar o crescimento do Ebitda, mas a maior pressão de custos deve ser enfrentada no primeiro trimestre de 2020. Em meio aos investimentos em vendas e marketing mais concentrados no início do ano, isso deve gerar uma redução do Ebitda de cerveja Brasil entre 17% e 20% nos três primeiros meses do ano.

Contudo, ao longo do ano, a Ambev espera melhorar gradualmente seu resultado, à medida que o custo dos produtos vendidos diminui e as despesas de vendas e marketing gradualmente se normalizam.

Porém, enquanto o executivo espera por uma recuperação econômica no Brasil, um fator de preocupação dos investidores reside no impacto do coronavírus para a atividade nacional, mais um problema em meio às revisões já baixistas para o PIB.

A AB Inbev, controladora da Ambev e que também divulgou os seus resultados nesta quinta-feira, alertou que perdeu US$ 170 milhões em lucro nos primeiros dois meses de 2020 por causa dos efeitos da epidemia de coronavírus, além de uma perda de receita de US$ 285 milhões. Tennenbaum, contudo, apontou ser difícil fazer uma previsão no momento sobre o impacto da Covid-19 para as vendas da Ambev no Brasil, que teve o seu primeiro caso confirmado da doença nesta semana.

Pontos positivos, mas desafios são grandes…

Nem tudo foi negativo no quarto trimestre para a companhia. Como destaques positivos, o Itaú BBA indicou o crescimento de 16% nas vendas das bebidas não alcoólicas da companhia no Brasil. Sobre o segmento, a XP Investimentos apontou que o volume superou a estimativa da casa, de 7%, mas que os preços médios ficaram 10% abaixo do esperado. Em 2019, os volumes da Ambev aumentaram 11%, enquanto o setor cresceu 2,7%, segundo a Nielsen.

Já o Ebitda de R$ 603 milhões ficou acima dos R$ 482 milhões esperados pela XP e a margem Ebitda subiu para 45,3%, contra 33,7% no ano passado e da estimativa de 35,4%, uma vez que o custo dos produtos vendidos declinou 7,1%. Isso embora as despesas gerais e administrativas tenham aumentado com maiores despesas de distribuição relacionadas ao crescimento de volume e investimentos de marca.

A Ambev ressaltou que, em 2020, a empresa continuará investindo na expansão do premium e em inovações de saúde e bem-estar para continuar gerando um crescimento saudável da receita, como a expansão de refrigerantes sem conservantes, além de destacar o bom desempenho da marca “suco do bem”.

Os resultados da América Latina Sul, ou LAS, que inclui as operações na Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Chile,  foram positivos, com Ebitda acima do esperado pela XP principalmente devido a preços mais altos compensando volumes abaixo do esperado. Anualmente, os volumes ficaram praticamente estáveis devido às tensões sociais na Bolívia e no Chile, que afetaram as receitas da empresa. A companhia, por sua vez, enxerga melhora nas tendências para a receita em 2020, apesar de o cenário macroeconômico na Argentina permanecer volátil, enquanto as pressões sobre o custo se mantêm, devido à taxa de câmbio e a pressões inflacionárias.

Em meio à maior concorrência no segmento de cervejas, a Ambev também procura ampliar a sua participação em outros segmentos do mercado de bebidas. Uma grande aposta foi o aumento das opções da família Skol Beats que contemplam uma série de bebidas alcoólicas mistas. No início deste ano, a Ambev incluiu na gama de produtos a nova tendência de drinks prontos em lata, com destaque para a Skol Beats GT, baseado na combinação entre gin e tônica.

Tennenbaum destacou o sucesso da bebida durante o Carnaval, apontando que cada vez mais é importante ter um portfólio focado no consumidor e nas ocasiões específicas de consumo para cada uma delas. “Continuaremos investindo e cada vez mais focados na necessidade do consumidor”, apontou o executivo.

Apesar das expectativas da companhia de que os números devam melhorar ao longo de 2020, a percepção do mercado é de um ambiente cada vez mais competitivo, o que deve levar a mais promoções e pressão de margens. Com isso, de 18 casas de análise que cobrem o papel, 11 recomendam manutenção, 2 venda e 5 apenas recomendam compra para os ativos. As expectativas de um ambiente desafiador para este ano segundo a própria companhia e as revisões para baixo da economia global com o coronavírus levam ainda a um cenário de forte cautela para os investidores da empresa.

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Ação do IRB sobe até 9% com notícia de que Berkshire Hathaway comprou papéis da empresa

SÃO PAULO – Após chegarem a acumular queda de 30% este ano, as ações do IRB Brasil Re (IRBR3) dispararam até 9% nesta quinta-feira (27) com os investidores reagindo a uma notícia do jornal O Estado de S. Paulo de que a Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett, teria triplicado sua posição na resseguradora.

De acordo com a publicação, as compras teriam ocorrido entre os dias 6 e 18 deste mês, após as ações da companhia brasileira terem caído forte por conta de duas cartas publicadas pela gestora Squadra questionando as práticas contábeis realizadas pela resseguradora.

A gestora teria enxergado indícios que apontam para lucros normalizados (recorrentes) significativamente inferiores aos lucros contábeis reportados nas demonstrações financeiras do IRB, segundo o jornal.

O Estadão aponta ainda que, segundo relatório anual divulgado no início da semana, a Berkshire agora detém uma fatia de cerca de R$ 900 milhões (ou US$ 200 milhões) no IRB. Além disso, o jornal diz que o fundo de ações Dunamis Master, do Itaú, e o fundo soberano de Cingapura, aumentaram suas participações na resseguradora na mesma proporção.

Nem a empresa e nem a Berkshire confirmaram a informação. As ações do IRB perderam um pouco de força após subirem 9,31% na máxima do dia, fechando o pregão com ganhos de 6,66%, enquanto o Ibovespa registrou queda de 2,6%. Mesmo com essa alta, as ações da resseguradora ainda acumulam perdas de 23% nos últimos 30 dias.

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CI&T: os segredos da empresa que dobra de tamanho a cada três anos

Cesar Gon, fundador da CI&T

SÃO PAULO – “Dobrar” e “triplicar” são verbos comumente utilizados quando o assunto é o faturamento de startups em seus primeiros anos e vida. Conforme os anos passam, no entanto, as coisas costumam desacelerar.

É por isso que a história da desenvolvedora de softwares CI&T chama tanta atenção. Com 25 anos de mercado, a empresa duplica seu faturamento de três em três anos desde a sua fundação — e deve totalizar R$ 1 bilhão em receitas em 2020.

Além do Brasil, a CI&T atua nos Estados Unidos, Canadá, Japão, China, Reino Unido e Portugal — mais da metade de seu faturamento vem do exterior.

“Quando montamos a CI&T, o plano inicial era apenas juntar dinheiro para fazer doutorado no exterior. Nós gostamos do negócio e, seis meses depois, decidimos que iríamos criar algo com relevância e protagonismo no mercado”, contou Cesar Gon, cofundador e CEO da empresa no podcast Do Zero ao Topo. A história completa da companhia é tema do episódio de número 32 do programa.

Mas, afinal, qual o segredo da CI&T para manter um crescimento acelerado e consistente mesmo depois de tanto tempo?

Embora não exista uma única explicação — Gon é o primeiro a admitir que a história da companhia é uma combinação de resiliência, coragem e sorte — um dos pontos centrais na CI&T é a sua capacidade de mudar e se adaptar ao que o mercado procura.

“O mundo hoje é muito mais sobre a sua capacidade de ler os sinais que estão aí e reagir a eles do que sobre ficar tentando prever o futuro”, explicou Cesar Gon durante o podcast.

A CI&T nasceu como uma “fábrica de softwares sob encomenda” — atendendo grandes companhias. No Brasil, o modelo deu certo desde o começo.

Quando resolveu entrar nos Estados Unidos, portanto, a CI&T montou um plano baseado no que havia dado certo por aqui e que acreditava que funcionaria no mercado americano. A experiência, foi um fracasso.

“A nossa oferta e o nosso pensamento estratégico eram muito clássicos. Quando caímos na Califórnia, com empresas como Yahoo e depois Google, percebemos que estávamos desenhados para o passado. Precisávamos adotar um modelo novo”, conta Gon.

Para se adaptar ao que o mercado queria, a companhia criou equipes pequenas e focadas em desenvolver soluções que as companhias americanas mais precisavam.

“A gente começou a fazer de tudo. Tudo o que nos pediam, a gente executava. Sempre com tecnologia, mas também com muita disciplina na entrega. Nos adaptar a necessidade de cada cliente foi o nosso diferencial”, conta.

De fábrica de softwares à consultora de transformação digital

Entre 2005 e 2010, as operações da CI&T nos Estados Unidos cresceram sem parar. Mas Gon logo se viu diante de um novo problema: a liderança da companhia estava engessada e contrastava com a agilidade e eficiência da operação americana.

“Percebemos que era preciso mudar, que a liderança poderia, no futuro, travar o crescimento brilhante que as equipes estavam tendo”, explicou Gon.

O empreendedor mergulhou em livros e treinamentos sobre gestão até decidir adotar o modelo “lean” — método de produção oriundo do toyotismo — e adaptá-lo para a liderança.

O resultado foi a criação de um método que a companhia chamou de “lean digital”. “Os nossos clientes viram o que fizemos na CI&T e começaram a nos procurar para que ajudássemos suas empresas a se tornarem mais ágeis”, conta Gon.

A partir daí a CI&T deixou de ser uma desenvolvedora de softwares e se tornou também uma consultoria de transformação digital, em um processo que busca adaptar empresas campeãs do século XX para os desafios do século XXI.

O crescimento acelerado da CI&T chamou atenção da gestora americana de private equity Advent, que em 2019 comprou uma participação de 30% na companhia. Confira a história completa no podcast.

Sobre o Do Zero ao Topo

O podcast Do Zero ao Topo traz, a cada semana, um empresário de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias utilizadas na construção do negócio.

O programa já recebeu nomes como João Apolinário, fundador da Polishop, José Galló, executivo responsável pela ascensão da Renner, Guilherme Benchimol, fundador da XP Investimentos, André Penha, cofundador do QuintoAndar, Sebastião Bonfim, criador da Centauro e Edgar Corona, da rede Smart Fit.

Um novo episódio vai ao ar toda quarta-feira a partir das 18h. É possível seguir e escutar o programa pelo Apple PodcastsSpotifyDeezerSpreakerGoogle PodcastCastbox e demais agregadores de podcast.

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“A gente deve se preocupar mais com o governo Bolsonaro do que com o coronavírus”, diz economista

O avanço do coronavírus deve reduzir o crescimento do PIB brasileiro neste ano e abrir espaço para o Banco Central voltar a cortar a taxa básica de juros, a Selic, segundo José Roberto Mendonça de Barros, sócio da MB Associados. A questão, porém, não é a maior preocupação para o economista no momento.

Segundo ele, a divulgação, pelo presidente Jair Bolsonaro, de vídeos apoiando o protesto contra o Congresso pode atrapalhar a agenda de reformas e, portanto, prejudicar mais a retomada econômica do que o vírus.

“Se a pauta reformista tiver um problema adicional, acho que a expectativa limitada de crescimento vai se tornar mais aguda e o resultado será postergação de investimento”, disse em entrevista.

Qual impacto a chegada do conoravírus ao Brasil pode causar na economia?

Ontem (na quarta-feira, 26) teve um movimento forte na Bolsa, porque houve uma coincidência. Durante o carnaval, os mercados globais sentiram as notícias de o coronavírus ter se espalhado e isso fez com que, na segunda e na terça-feira, houvesse uma baixa generalizada nas Bolsas. Ao mesmo tempo, se confirmou um caso no Brasil. Então, na reabertura dos mercados, após o carnaval, o ajuste no Brasil foi realmente parrudo.

Deve haver impacto no PIB?

Ainda é cedo para estimar. Certamente vai cortar um pouco do crescimento. A China, nosso parceiro preferencial, vai crescer menos. A equipe do BNP Paribas já estimou para este ano que o crescimento chinês, que antes era visto como algo na ordem de 6%, vai se reduzir a 4,5%. Isso terá um efeito grande lá e, a partir daí, no mundo todo. Vai haver menos comércio, o que já apareceu um pouco na balança comercial do Brasil de janeiro. Os preços de exportação, especialmente de petróleo e minério de ferro, são os maiores candidatos a sofrer. No Brasil, tem também um efeito positivo: por causa da queda das commodities, aquela inflação das carnes no fim do ano passado (consequente do aumento das importações chinesas) acabou. Mas também tem um efeito sobre crescimento. Nós, na MB, sempre estivemos menos otimistas que o mercado. Temos projetado um PIB de 2% e viés de baixa, mas está muito cedo para avaliar (o impacto da doença). O que é certo é que vamos depender mais da demanda interna para ter uma retomada um pouco mais segura.

Este será, então, o quarto ano consecutivo de revisões de estimativa de PIB para baixo, agora por causa do coronavírus?

Infelizmente, o coronavírus foi aquele fator adicional. Por razões variadas, o PIB está de novo queimando a largada. Uma expressão adequada é que um pouco do encantamento com a política econômica que tínhamos em 2019 se quebrou. E o coronavírus está sendo até algo brutal para acabar com esse encantamento.

Com esse cenário, o BC pode voltar a cortar juros?

Acho que sim. Não na próxima reunião, porque o BC será cauteloso. Mas a gente pode imaginar que a taxa Selic irá para 4%. A redução dos juros é boa para o crescimento, mas não vai evitar que este ano tenha um crescimento, mais uma vez, relativamente modesto.

A indústria brasileira deve sofrer com falta de matéria-prima chinesa?

Com a produção parada na China, vai começar a faltar coisas no mundo inteiro. Aqui, mais o pessoal do setor automotivo e de produtos ópticos mencionam um certo desconforto com estoques baixos. Mas esse efeito é de curto prazo. O efeito mais relevante é que nossas exportações vão sofrer mais, e elas já vinham sofrendo com a Argentina.

Como o sr. analisa a notícia de que Bolsonaro enviou vídeos apoiando o protesto contra o Congresso? O que atrapalha mais a economia: o coronavírus ou as crises políticas internas?

Considerando esses eventos recentes, talvez seja provável que a política esteja atrapalhando mais, porque a incerteza tende a se elevar e porque o pique reformista do Congresso provavelmente vai sentir. Precisamos aprovar várias coisas no Congresso. Um exemplo: a reforma do saneamento básico é fundamental para a gente voltar a ter investimento nessa área. Por conta desses eventos (divulgação de vídeos pelo presidente), a pauta do Congresso pode ficar mais parada. Então estou mais preocupado com isso do que com o efeito da crise internacional (decorrente do coronavírus). Se a pauta reformista, que já não está fácil de ser carregada, tiver um problema adicional, acho que a expectativa limitada de crescimento vai se tornar mais aguda e o resultado será postergação de investimento. Sem investimento, ninguém cresce.

O real deve continuar se desvalorizando?

Vimos na abertura dos mercados (ontem, quarta-feira) que a pressão é para mais desvalorização. Essa desvalorização tem dois componentes. Um é internacional: a fuga de capital para a qualidade está se traduzindo em um dólar valorizado em relação às principais moedas. Agora tem um fator interno, que tem a ver com essa incerteza política e com o crescimento. A única vantagem que temos agora é que, como quase todos estão de acordo de que essa desvalorização é temporária, ela tem sido pouca transmitida para preços.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Ação da Ambev despenca até 9% após resultado e guidance fracos; Vale e Petrobras estendem perdas com commodities

SÃO PAULO – A sessão é novamente de aversão ao risco para a bolsa brasileira, com a continuidade dos temores sobre o coronavírus. Os casos da Covid-19, apesar de terem diminuído o ritmo de crescimento na China, estão se expandindo em outros países e gerando novos alertas de empresas de impacto sobre os resultados.

No mercado de commodities, o petróleo WTI tem a quinta sessão de baixa seguida, para menos de US$ 48, com receio de que uma pandemia afete o crescimento global, enquanto os metais recuam em Londres e minério de ferro tem 4ª baixa em Cingapura. No mercado futuro de Dalian, o minério de ferro tem baixa de 3,58%. Com isso, ativos da Petrobras e Vale têm nova sessão de queda, com baixa entre 1% e 2%.

Já a Ambev registra forte queda de até 9% após dados fracos do quarto trimestre, assim como um guidance que não agradou o mercado. Confira os destaques do noticiário corporativo:

Bancos, por sua vez, abriram em baixa, mas se recuperaram e variam entre leve alta (caso do Itaú) e leve queda (caso do Banco do Brasil), fazendo com que o Ibovespa amenizasse as perdas. No noticiário do setor, o Banco Central divulgou dados de crédito de janeiro. Os dados de empréstimos bancários mostraram que as condições gerais de crédito melhoraram em janeiro, principalmente com relação ao crédito para pessoas físicas, destaca análise do Goldman Sachs.

O crédito alocado livremente a pessoas físicas teve alta de 12,2% em janeiro na base anual, ante alta de 11,9% em dezembro de 2019. As taxas de empréstimos para empresas aumentaram 130 pontos-base em janeiro (para 17,6%). “Os empréstimos de bancos públicos e o crédito a empresas permanecem fracos (principalmente o crédito direcionado), mas destacamos que as empresas vêm substituindo o crédito bancário por outras fontes de financiamento baseadas no mercado de capitais. Finalmente, as inadimplências de empréstimos corporativos aumentaram 20 pontos-base, para 2,3%, ainda baixos, mas as inadimplências de empréstimos a pessoas físicas caíram 10 pontos-base, para 4,9%”, avalia o banco.

Assim, o banco espera que as condições de crédito melhorem levemente nos próximos meses, à medida que o risco de crédito modere com a recuperação econômica gradual prevista, e a demanda de crédito seja sustentada pela melhoria gradual prevista no cenário do mercado de trabalho e por um declínio nas taxas.

Confira os destaques:

Ambev (ABEV3)

A Ambev registrou lucro líquido atribuído ao controlador de R$ 4,099 bilhões no quarto trimestre de 2019, alta de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano de 2019, o montante foi de R$ 11,780 bilhões, número 7,13% maior do que em 2018. A melhor performance é atribuída, principalmente, a expansão do Ebitda, menor alíquota efetiva de imposto de renda e menores despesas financeiras.

O lucro líquido ajustado da fabricante de bebidas foi de R$ 4,633 bilhões no quarto trimestre de 2019, 24,4% acima do registrado em igual período do ano passado. Em informe de resultados, a companhia afirma que a alta se deve a uma menor despesa de imposto de renda. No acumulado de 2019, o lucro líquido ajustado cresceu 8,5% ante 2018, atingindo R$ 12,549 bilhões.

O lucro consolidado do quarto trimestre foi de R$ 4,219 bilhões, alta de 21,80% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2019, o montante foi de R$ 12,188 bilhões. Veja mais sobre o balanço clicando aqui.

O Credit Suisse destacou que os números da Ambev foram fracos, com o crescimento de volume de 3,4% na base de comparação anual sendo mais que compensado do lado negativo pela queda de 4,2% de receita por hectolitro.

Para 2020, a companhia espera i) pressão de custo pelo câmbio; ii) Ebitda do segmento de cerveja no Brasil reduzindo entre 17% e 20% na base de comparação anual no primeiro trimestre de 2020 e que deve ir gradualmente se recuperando ao longo do ano e iii) tendência de receita favorável para LAS (América Latina Sul).

Os analistas destacam reação negativa do mercado considerando principalmente o guidance de 2020 menos detalhado e a indicação de uma menor rentabilidade para o segmento de cerveja no Brasil no primeiro trimestre de 2020, sem a clareza de que isso levará a uma melhora de volume.

O Bradesco BBI destacou que a Ambev reportou um Ebitda 2% abaixo do consenso do mercado para o quarto trimestre de 2019, embora o lucro tenha sido 6% superior às estimativas do banco. “Os resultados do quarto trimestre mostram que a Ambev praticou descontos no Brasil e eles foram maiores do que esperávamos. Os desafios permanecem para 2020 porque Heineken e Petrópolis têm aumento da capacidade de produção”, avalia o BBI. O banco observa que o guidance para 2020 indica custos maiores já para o começo deste ano.

A avaliação do Itaú BBA destaca que os resultados foram mais fracos que os projetados para a divisão de cervejas, com um Ebitda 4% abaixo das estimativas do banco. Como destaques positivos, o BBA indicou o crescimento de 16% nas vendas das bebidas não alcoólicas da Ambev e o lucro líquido 1% superior às projeções.

O cenário para 2020, contudo, não é positivo, porque são esperadas maiores pressões de custos e competição no mercado brasileiro de cervejas. O Itaú BBA manteve a nota “market perform” (média do mercado) para o papel ABEV3, com preço-alvo de R$ 22,00 para ação – uma alta de 39,1% sobre R$ 15,82.

Marcopolo (POMO4

O lucro líquido da Marcopolo cresceu 11% em 2019, sobre 2018, para R$ 220 milhões, informou a fabricante de ônibus e carroçarias na manhã de hoje. A empresa teve uma receita líquida de R$ 4,3 bilhões no ano inteiro de 2019, uma leve expansão de 2,8% sobre os R$ 4,19 bilhões de 2018. Já o lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (EBITDA) caiu 6,7% em 2019, para R$ 338 milhões.

Embora a receita líquida obtida no Brasil no ano passado tenha crescido 17,6% para R$ 2,25 bilhões, o faturamento líquido com as exportações teve queda de 25,4% para R$ 1,01 bilhão, indicando a recessão na Argentina, grande compradora de ônibus brasileiros, e as crises políticas no Chile e no Peru. A Marcopolo destaca que no mercado interno a demanda por ônibus urbanos foi maior que a por ônibus rodoviários e por micro-ônibus, segmentos onde a empresa é mais forte com o ônibus compacto Volare.

De qualquer maneira, a empresa informou que as vendas ao varejo, com a renovação da frota em São Paulo, compensou em parte a menor demanda por ônibus rodoviários. A Marcopolo, que tem sede em Caxias do Sul (RS), destacou que suas fábricas no México e África do Sul compensaram em parte a queda nas exportações brasileiras para países sul-americanos.

Em julho do ano passado, a Marcopolo comprou o controle da encarroçadora argentina de ônibus Metalsur e deixou de produzir ônibus urbanos no Brasil, concentrando a produção na fábrica argentina para otimizar as operações. No Brasil foram produzidos em 2019 um total de 13.330 ônibus, queda de 4,5% sobre 2018. Já no exterior a empresa fabricou 2.411 ônibus, um avanço de 12,4% sobre o ano anterior, com destaque para as fábricas mexicana e sul-africana. A Marcopolo encerrou 2019 com market-share de 49,8% do mercado brasileiro de ônibus, praticamente a metade – em 2018, a empresa tinha 56% do mercado. No Brasil, a Marcopolo concorre com a Mercedes-Benz, Volvo e Scania como fabricante de chassis, e com a Caio, Busscar e Irizar como encarroçadora.

 

Eletrobras (ELET3;ELET6)

O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) recomendou a exclusão da Eletrobras Participações S.A. – Eletropar – do Programa Nacional de Desestatização (PND). A Resolução com a recomendação está publicada na edição desta quarta-feira (26) do Diário Oficial da União.

Segundo o texto da Resolução, a decisão do Conselho considerou o fato de a Eletropar ser uma empresa controlada pela Eletrobras, que aguarda aprovação do Congresso Nacional para que seja capitalizada, e levou em conta ainda a estratégia de reorganização da Eletrobras e os impactos de gestão trazidos pela manutenção da Eletropar no PND. A recomendação será submetida à deliberação do presidente da República.

A recomendação de exclusão da Eletropar do PPI deverá agora ser alvo de deliberação de Bolsonaro.

A Eletropar possui ações na transmissora de energia Cteep, na geradora Emae, controlada pelo governo paulista, na EDP Energias do Brasil, na Light e na Eletronet, segundo formulário de referência da companhia.

Notre Dame (GNDI3

O Bradesco BBI publicou uma breve avaliação sobre as operadoras de planos de saúde no Brasil e a chegada do coronavírus no país. O destaque foi para a Notre Dame Intermédica, que já tinha um plano de contingência que foi revisado após o primeiro caso da doença ser confirmado na terça-feira em São Paulo. “A empresa planeja aumentar o estoque de luvas, máscaras e sedativos, além de reservar 30 leitos hospitalares”, informa o BBI. “A Amil tem feito comunicados aos pacientes nos hospitais e aos clientes sobre o problema”.

Segundo o banco, o impacto do coronavírus no Brasil para o setor será pequeno, “semelhante ao do vírus H1N1 em 2009, que teve custo baixo para as empresas”. O BBI se diz cauteloso com o possível impacto do coronavírus no Hemisfério Sul do planeta. “Estamos monitorando de perto a situação”, comenta o banco.

Banco do Nordeste (BNBR3

O Banco do Nordeste planeja aumentar o seu capital social em R$ 1,7 bilhão para R$ 5,5 bilhões, informou ontem em comunicado o banco estatal. Segundo o banco, não ocorrerá emissão de novas ações e o aumento ocorrerá com a incorporação de reservas estatutárias, que são provenientes de lucros apurados nos exercícios anteriores.

O banco declarou que em 31 de dezembro do ano passado atingiu reservas de lucros no valor de R$ 2,65 bilhões. O aumento de capital precisa ser aprovado na Assembleia Geral Extraordinária de 27 de março, que acontecerá na sede em Fortaleza (CE).

Vale (VALE3)

A mineradora Vale informou que o navio cargueiro Stellar Banner, que transportava um carregamento de minério de ferro da empresa do porto de São Luís (MA) para a China, foi encalhado na noite da segunda-feira na costa do Maranhão. Segundo a empresa, a embarcação “sofreu uma avaria na proa, após deixar o terminal marítimo da Ponta da Madeira” e o capitão achou prudente efetuar a manobra, após os 20 tripulantes serem retirados do navio. O encalhe ocorreu a cerca de 100 quilômetros de São Luís. O navio é da empresa sul-coreana Polaris. A Vale informou que está auxiliando no suporte técnico-operacional ao navio encalhado.

Locaweb (LWSA3)

A Locaweb comunicou ontem que o Fundo Soberano de Cingapura – GIC Private Limited (GIC) passou a deter 6,49% das ações ordinárias da empresa. O aumento da participação, segundo a Locaweb, não representa uma tomada de controle. A Locaweb é uma empresa brasileira de hospedagem de sites, que levantou R$ 1,2 bilhão em oferta primária e secundária de ações na B3 no começo de fevereiro. O fundo GIC informou ontem que passou a deter de forma consolidada 8,1 milhões de ações ordinárias LWSA3. O Fundo Soberano de Cingapura tem ativos superiores a US$ 100 bilhões, investidos em vários países.

Recomendações

A SulAmerica (SULA11) teve a recomendação reduzida de neutra para underweight (exposição abaixo da média) pelo JPMorgan. O Burger King Brasil (BKBR3), por sua vez, teve a recomendação iniciada como compra pelo HSBC. Em janeiro, a recomendação da rede de fast-food foi iniciada como underweight pelo Morgan Stanley, e rebaixada pelo JPMorgan, Bradesco BBI e Goldman Sachs. A Transmissão Paulista (TRPL4), por sua vez, teve a recomendação elevada a compra pelo HSBC, com preço-alvo de R$ 25

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Goldman vê ouro a US$ 1.800 como “refúgio de último recurso”

(Bloomberg) — O Goldman Sachs aumentou a previsão para o ouro para US$ 1.800 a onça, já que o coronavírus, juros reais muito baixos e maior foco nas eleições dos Estados Unidos continuam a impulsionar a demanda pelo metal como porto seguro.

O banco elevou sua projeção de 12 meses em US$ 200 e disse que “no caso de o efeito do vírus se estender para o segundo trimestre, poderíamos ver o ouro acima de US$ 1.800 a onça já em três meses”. O ouro à vista, que acumula alta superior a 8% este ano, chegou a ser negociado a US$ 1.651,70 a onça na quinta-feira.

O ouro é negociado perto da máxima de sete anos, impulsionado por um número crescente de casos de coronavírus em todo o mundo que ameaçam reduzir a atividade econômica global. O metal superou o desempenho de moedas vistas como porto seguros tradicionais, como o iene e o franco suíço, e consideradas “refúgio de último recurso”, disse Mikhail Sprogis, analista do Goldman, em relatório na quarta-feira.

O banco projeta que as cotações subam para US$ 1.700 a onça em três meses e para US$ 1.750 em seis meses. A previsão anterior era de US$ 1.600 para os dois períodos. O Goldman também elevou a previsão para a prata.

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Ibovespa opera entre perdas e ganhos com investidores atentos a coronavírus e avanço do crédito

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SÃO PAULO – O Ibovespa volta a apresentar leve baixa na tarde desta quinta-feira (27) após iniciar o pregão ainda no modo pânico pelo coronavírus e depois chegar a subir na esteira da alta dos bancos. As ações de instituições financeiras puxaram essa virada de mais de três mil pontos do índice, com ganhos de 2,9% do Itaú Unibanco, de 2% Bradesco, além da disparada de 4,2% de Banco do Brasil.

No noticiário do setor, o Banco Central divulgou dados de crédito de janeiro. Os dados de empréstimos bancários mostraram que as condições gerais de crédito melhoraram em janeiro, principalmente com relação ao crédito para pessoas físicas, destaca análise do Goldman Sachs.

Às 16h07 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava queda de 0,45%, aos 105.239 pontos. Já o dólar comercial tem alta de 0,74%, a R$ 4,4763 na compra e R$ 4,4771 na venda.

Hoje, o Banco Central ofertou mais 20 mil contratos de swap cambial, que se somam aos 10 mil vendidos ontem. Todos foram colocados no leilão.

Na véspera, a Bolsa teve seu pior pregão desde 18 de maio de 2017 no “Joesley Day”. O coronavírus segue como principal driver dos mercados globais, derrubando as bolsas asiáticas, europeias dos Estados Unidos.

Um dos desdobramentos do noticiário sobre a doença hoje foi a informação trazida pelo governo americano de um caso de origem desconhecida no Condado de Solano, Estado da Califórnia.

A Coreia do Sul, onde o surto ganhou força, informou 505 novos casos do coronavírus nesta quinta-feira, elevando para 1.766 o número de pessoas infectadas. Com os novos casos de hoje, a Coreia do Sul ultrapassou a China no número de casos diários – a China reportou ter tido hoje 452 novos casos, informa a CNBC.

Na Itália, onde o surto se instalou principalmente no Norte do país, o governador da rica região da Lombardia, Attilio Fontana, informou que ficará recolhido em quarentena, após um assessor ter contraído o coronavírus. O número de casos na Itália ultrapassa 400, com 12 mortes.

Ontem à noite, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que seu vice-presidente, Mike Pence, irá coordenar os esforços de combate ao coronavírus no país. Trump admitiu, porém, que a disseminação do coronavírus nos EUA não é inevitável. A Microsoft se somou à Apple e HP ao rebaixar perspectiva de resultado devido ao vírus.

No mercado de commodities, o petróleo tem 5ª baixa seguida, para menos de US$ 49, com receio de que uma pandemia afete o crescimento global, enquanto os metais recuam em Londres e minério de ferro tem 4ª baixa em Cingapura.

Entre os indicadores, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 2,1% no quarto trimestre, em linha com a expectativa mediana dos economistas de acordo com o consenso Bloomberg. No terceiro trimestre, o PIB dos EUA também avançou 2,1%.

Já o Tesouro Nacional brasileiro divulgou o resultado primário do governo central de janeiro, que mostrou superávit primário de R$ 44,124 bilhões. A expectativa era de um superávit de R$ 40,4 bilhões. O governo também reduziu a previsão da dívida bruta de 2020 de 78,2% para 77,9% do PIB.

Crédito

O crédito alocado livremente a pessoas físicas teve alta de 12,2% em janeiro na base anual, ante alta de 11,9% em dezembro de 2019. As taxas de empréstimos para empresas aumentaram 130 pontos-base em janeiro (para 17,6%).

“Os empréstimos de bancos públicos e o crédito a empresas permanecem fracos (principalmente o crédito direcionado), mas destacamos que as empresas vêm substituindo o crédito bancário por outras fontes de financiamento baseadas no mercado de capitais. Finalmente, as inadimplências de empréstimos corporativos aumentaram 20 pontos-base, para 2,3%, ainda baixos, mas as inadimplências de empréstimos a pessoas físicas caíram 10 pontos-base, para 4,9%”, avalia o banco.

Assim, o banco espera que as condições de crédito melhorem levemente nos próximos meses, à medida que o risco de crédito modere com a recuperação econômica gradual prevista, e a demanda de crédito seja sustentada pela melhoria gradual prevista no cenário do mercado de trabalho e por um declínio nas taxas.

Tensão com Congresso

Conforme destaca o jornal O Estado de S. Paulo, a equipe econômica já começa a ver riscos de não avançarem rapidamente, neste primeiro semestre, as três pautas que eram dadas como certas para aprovação pelo Congresso: o projeto de autonomia do Banco Central e as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) Emergencial e dos fundos públicos.

Os ânimos mais acirrados com o Parlamento, depois que o presidente Jair Bolsonaro disparou de seu celular um vídeo convocando apoiadores a irem às ruas para defendê-lo contra o Congresso, colocou a pauta em suspense e ampliou as incertezas da agenda econômica.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, é o mais cobrado pelas lideranças partidárias da Câmara e do Senado, que o acusam de ter descumprido o acordo do Orçamento impositivo, que amplia poderes dos parlamentares na destinação dos recursos para programas e ações do governo.

Noticiário corporativo 

A Eletrobras comunicou na noite de ontem que o CPPI, órgão federal ligado à presidência da República, recomendou que a estatal seja excluída do Plano Nacional de Desestatização, comandado pelo Ministério da Economia.

Segundo a empresa, a recomendação foi publicada na Resolução 109 de 19 de fevereiro. Já o Banco do Nordeste informou que planeja aumentar o seu capital social em R$ 1,7 bilhão, com a incorporação de lucros dos exercícios anteriores. A medida depende de aprovação em Assembleia no dia 27 de março.

No noticiário corporativo nacional, foram divulgados os dados da Ambev: a maior fabricante de cerveja e refrigerantes da América Latina teve lucro líquido de R$ 12,188 bilhões em 2019, 7,4% acima dos R$ 11,347 bilhões registrados em 2018.

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Nubank tem prejuízo de R$ 313 milhões em 2019 e segue em expansão

SÃO PAULO – O Nubank divulgou o balanço financeiro referente ao ano 2019. A empresa teve prejuízo contábil de R$313 milhões, um aumento de 212% em relação ao registrado em 2018.

Em meio ao prejuízo, a fintech obteve um salto na receita bruta atingindo a marca de R$2,1 bilhões – 70% a mais que no mesmo período do ano passado. Houve crescimento também na base de clientes brasileiros, que saiu de 5,9 milhões para 19,7 milhões em 2019. Uma média de 40 mil novos clientes por dia, segundo comunicado.

O banco digital destaca a queda no número de inadimplentes da carteira total acima de 90 dias, que fechou o ano em 6,6%, um recuo de 10,4% na comparação ano a ano.

As receitas de prestação de serviços e rendas de tarifa bancárias foram de R$ 1,035 bilhão em 2019.

Foco em crescimento

Avaliada em mais de US$ 10 bilhões, o Nubank não vê os prejuízos registrados em 2019 como um problema. A empresa, que expandiu sua atuação para países como México e Argentina, captou US$ 400 milhões em uma nova rodada de investimento em outubro de 2019, para desenvolver novos produtos e ampliar a sua atuação nos novos mercados.

Com mais de 12 milhões de clientes na NuConta, a carteira de empréstimo pessoal do Nubank fechou 2019 com R$254 milhões e 2 milhões de clientes elegíveis.

“Nosso resultado líquido é diretamente ligado ao nosso ritmo de crescimento: escolhemos investir, crescer e oferecer serviços a mais pessoas. Se o Nubank tivesse mantido o ritmo anterior, o resultado ajustado de 2019 seria positivo – mas, de novo, se trata de escolhas”, diz Gabriel Silva, VP de Finanças do Nubank.

Para Carlos Daltozo, head de renda variável da Eleven, o prejuízo já era esperado, pois o modelo de negócio da empresa, embora atue no mesmo mercado, é completamente diferente dos grandes bancos. “Todas essas fintechs têm licença ainda para dar prejuízo nessa fase de crescimento acelerado”, afirma.

O analista ainda pontua que, apesar de o Nubank ter acertado os investimento buscando diversificação na captação e criando novos produtos, o banco digital no longo prazo precisará  encontrar um ponto de equilíbrio para deixar de dar prejuízos milionários.

Entre os caminhos, Daltozo aponta para o mercado de crédito, que tem garantindo a margem de outros bancos digitais, como o Inter, por exemplo.  E a revisão das políticas de negócio, sobretudo na abertura de conta.

“Quando essa carteira começar a estabilizar precisa ver a consistência dessa politica de abertura de conta pra todo mundo, porque a inadimplência pode acarretar em futuros prejuízos”, afirma.

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Saiba como usar a margem de garantia em suas operações

Quando você começa a estudar mais sobre investir na bolsa, vê que existem diversos temas e conceitos que precisam ser aprendidos, principalmente quando estão diretamente ligados às operações realizadas. Um deles é a margem de garantia.

Quer saber do que se trata, como funciona, quais são os cuidados necessários na hora de realizar as operações e por que as corretoras exigem essa margem em algumas transações?

Neste artigo, respondemos essas questões. Continue conosco para saber mais!

O que é margem de garantia e qual é a sua finalidade?

A margem de garantia, como o nome sugere, é um valor exigido pela corretora como garantia para realizar certas operações no mercado

Isso significa que, nesses casos, você vai precisar ter alguma quantia disponível na sua conta, a fim de comprovar que é capaz de honrar os compromissos firmados e que não ficará inadimplente.

Alavancagem: qual é a importância do equilíbrio?

Entre as principais vantagens da margem de garantia, está a possibilidade de operar alavancado. Isso significa que você conseguirá aportar valores maiores do que os disponíveis na conta.

Então, se você pretende investir em um lote de ações que custa R$ 5 mil e a margem de garantia solicitada é de 10%, isso significa que será necessário ter R$ 500 como margem de garantia para fazer a alavancagem — e isso pode ser tanto em ativos quanto em dinheiro.

Caso você tenha algum prejuízo com a operação, como no caso de a ação se desvalorizar, ele será descontado da sua margem oferecida à corretora.

Antes mesmo de pensar em fazer esse tipo de operação, é necessário estar ciente de que, apesar das maiores chances de ter sucesso, os riscos também são maiores.

Portanto, é essencial conhecer esses riscos a fim de planejar melhor suas estratégias e garantir o equilíbrio. Invista em mais conhecimento sobre o mercado financeiro e todas as questões ligadas a investimentos na bolsa de valores!

Operações que podem ser realizadas com alavancagem

Conheça a seguir os tipos de operação que podem ser realizadas com a alavancagem.

Day trade

A alavancagem é muito utilizada por quem opera em day trade. Nesses casos, as pessoas que fazem especulação conseguem impulsionar os resultados, aumentando a posição financeira em determinado papel — sempre com o objetivo de aumentar a rentabilidade.

Mercado futuro

Operações no mercado futuro também podem ser realizadas com a alavancagem. Da mesma forma que no day trade, as pessoas que investem conseguem melhorar a rentabilidade de seus investimentos. Aqui, é possível operar índices de commodities, milho, café e dólar, entre outros ativos.

Venda a descoberto

Uma operação de venda a descoberto acontece quando a pessoa que investe faz um aluguel de determinada ação para tentar lucrar no mercado quando ela sofrer desvalorização.

Nesse caso, o locatário dos ativos vende os papéis e tenta recomprá-los no mercado posteriormente por um valor mais barato. Depois, ele vende de volta para o locador e obtém lucro com a diferença entre os preços dessas operações.

Como prevenir os riscos da alavancagem financeira?

Crie uma estratégia bem-planejada que contemple uma possível perda de parte do dinheiro durante as operações. Isso é essencial para que você consiga se preparar diante de qualquer alteração no cenário e prevenir um prejuízo que pode ser ainda maior caso não se movimente a tempo.

Outro ponto importante é o conhecimento a respeito do mercado. Devido aos riscos envolvidos, não é recomendável investir com base em achismos.

Por isso, estude bem suas opções, aprenda os conceitos e busque dados em fontes seguras. E não deixe de contar com a ajuda de profissionais que já entendem bem do assunto, como é o caso de um processo de consultoria.

Sempre encontre um equilíbrio entre a margem de garantia que é exigida pela corretora e o valor de alavancagem que está sendo direcionado para o ativo no qual você está operando. Se o risco de perda for alto, é mais adequado repensar a estratégia.

Ao adotar os cuidados devidos e realizar a alavancagem com uma estratégia bem-pensada, é possível alcançar bons resultados e diminuir os riscos de prejuízos.

Por que a margem de garantia é exigida pela corretora?

Como as operações são feitas com um dinheiro que a pessoa não tem disponível na conta, as corretoras optam por exigir essa margem de garantia. É ela que comprova que você será capaz de lidar com qualquer prejuízo que possa acontecer em alguma transação.

Portanto, é preciso estar ciente de que, nesses casos, sempre haverá a exigência da margem para realizar as operações. Caso o compromisso não seja cumprido, existe o risco de sofrer a zeragem compulsória por parte do setor de riscos da corretora que você utiliza.

Quais são os principais valores de margem de garantia exigidos?

Os valores solicitados na margem de garantia podem ser alterados todos os dias pela bolsa. O principal critério para isso é a volatilidade que os preços podem sofrer diariamente.

Sendo assim, quanto mais os valores apresentarem oscilações, maior será a volatilidade e, consequentemente, aumenta-se a exigência da margem de garantia.

Em geral, as taxas aplicadas variam entre 1,5% e 25%. Isso depende de alguns critérios, como:

  • a corretora que você utiliza;
  • o tipo de contrato de investimento;
  • o prazo da operação.

Uma vez que o percentual é determinado no contrato, certamente o valor da margem vai variar de acordo com os preços atualizados no momento em que você quiser efetivar a compra.

Entre os ativos que podem ser oferecidos como margem, estão:

  • dinheiro;
  • títulos do Tesouro Direto;
  • títulos de crédito privado, como o CDB;
  • ações.

A margem de garantia, se for bem usada, oferece uma excelente oportunidade para ampliar o seu patrimônio.

Sendo assim, se você souber operar bem, é possível obter ótimos ganhos, alcançando rentabilidades bem satisfatórias — que podem até trazer boas surpresas para a sua carteira de investimentos.

Gostou deste artigo sobre margem de garantia e quer entender como uma consultoria de investimentos pode ajudar você a otimizar seus resultados em aplicações? Então você vai gostar de conferir o nosso Guia completo sobre consultoria de investimentos!

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