Blog Feed

Marinha confirma dois vazamentos em navio com minério da Vale que está afundando na costa do Maranhão

A Marinha confirmou que o navio MV Stella Banner, que carrega 300 mil toneladas de minério da Vale (VALE3), teve dois vazamentos em sua estrutura. Não foi informado, porém, o que teria vazado no mar, nem a quantidade. Especialistas em meio ambiente afirmam que o vazamento pode causar um desastre à fauna marinha.

O navio MV Stella Banner adernou a cerca de 100 quilômetros do porto de Itaqui, no Maranhão, de onde saiu, com destino ao porto de Qingdao, na China, onde era esperado para chegar no dia 4 de abril.

Segundo a Marinha, “no momento o navio se encontra encalhado”, devido a uma manobra feita por seu capitão. Por meio de nota, a Marinha declarou que as causas do acidente ainda não foram identificadas e que problema ocorreu às 21h30 da segunda-feira, 24.

“Quatro rebocadores se deslocaram em direção ao navio para coletar mais informações e prestar apoio, caso necessário”, informou a Marinha. “A tripulação permanece em segurança na área à bordo dos rebocadores enviados.”

“A Marinha instaurou um inquérito administrativo para apurar causas, circunstâncias e responsabilidades do incidente”, informou o Comando do 4º Distrito Naval da Capitania dos Portos do Maranhão.

Uma reunião já foi realizada com a presença de representantes da Vale, da autoridade portuária, do agente marítimo e mais dois membros da empresa Ardent Global. Um rebocador para conter danos ambientais foi enviado pela Vale.

Segundo informações divulgadas pela mineradora, a embarcação é de propriedade e operada pela empresa sul-coreana Polaris. Como operadora portuária, a Vale está atuando com suporte técnico-operacional, com o envio de rebocadores, e colaborando com as autoridades marítimas.”

Invista melhor seu dinheiro. Abra uma conta na XP Investimentos clicando aqui

The post Marinha confirma dois vazamentos em navio com minério da Vale que está afundando na costa do Maranhão appeared first on InfoMoney.

AB InBev tem queda no lucro do 4º tri e faz alerta sobre impacto do coronavírus no início de 2020

A Anheuser-Busch InBev (AB InBev), maior cervejaria do mundo, divulgou nesta quinta-feira que teve lucro líquido de US$ 114 milhões no quarto trimestre de 2019, bem menor do que o ganho de US$ 456 milhões apurado em igual período de 2018.

A empresa também alertou que perdeu US$ 170 milhões em lucro nos primeiros dois meses de 2020 por causa dos efeitos da epidemia de coronavírus.

A receita da AB InBev, controladora da AmBev (ABEV3) no Brasil, totalizou US$ 13,33 bilhões entre outubro e dezembro, ante US$ 13,79 bilhões no quarto trimestre do ano anterior. Analistas consultados pela FactSet previam receita um pouco maior, de US$ 13,67 bilhões.

Também em razão do Covid-19, como é conhecido o coronavírus, a AB InBev estima que perdeu US$ 285 milhões em receita no primeiro bimestre deste ano.

O Ebitda normalizado da AB InBev – medida preferida da empresa que exclui itens extraordinários – caiu de US$ 6,02 bilhões para US$ 5,43 bilhões na mesma comparação trimestral. Também neste caso, a projeção da FactSet era de um resultado maior nos três meses até dezembro, de US$ 5,69 bilhões.

Leia também: Ambev lucra R$ 11,78 bilhões em 2019, alta de 7%; volume de vendas de cerveja sobe 1,4% no 4º trimestre

O volume de vendas de cerveja da AB InBev teve expansão orgânica anual de 1,6% no trimestre, a 142 milhões de hectolitros. Apenas na América do Norte, houve aumento de 2,8% no volume de cerveja.

(Dow Jones Newswires)

 

Seja sócio das melhores empresas da Bolsa: abra uma conta na Clear com taxa ZERO para corretagem de ações!

The post AB InBev tem queda no lucro do 4º tri e faz alerta sobre impacto do coronavírus no início de 2020 appeared first on InfoMoney.

Ibovespa Futuro tem queda de mais de 2% com coronavírus após pior pregão em quase três anos; dólar sobe a R$ 4,45

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro estende nesta quinta-feira (27) as perdas da véspera, quando a Bolsa teve seu pior pregão desde 18 de maio de 2017 no “Joesley Day”. O coronavírus segue como principal driver dos mercados globais, derrubando as bolsas asiáticas, europeias e os futuros dos índices dos Estados Unidos.

Um dos desdobramentos do noticiário sobre a doença hoje foi a informação trazida pelo governo americano de um caso de origem desconhecida no Condado de Solano, Estado da Califórnia.

A Coreia do Sul, onde o surto ganhou força, informou 505 novos casos do coronavírus nesta quinta-feira, elevando para 1.766 o número de pessoas infectadas. Com os novos casos de hoje, a Coreia do Sul ultrapassou a China no número de casos diários – a China reportou ter tido hoje 452 novos casos, informa a CNBC.

Na Itália, onde o surto se instalou principalmente no Norte do país, o governador da rica região da Lombardia, Attilio Fontana, informou que ficará recolhido em quarentena, após um assessor ter contraído o coronavírus. O número de casos na Itália ultrapassa 400, com 12 mortes.

Às 09h12 (horário de Brasília), o Ibovespa Futuro registrava queda de 2,20%, aos 103.725 pontos, enquanto o dólar futuro com vencimento em março avançava 0,22%, a R$ 4,461. Já o dólar comercial tem leve alta de 0,212%, a R$ 4,4528 na compra e R$ 4,4535 na venda.

Hoje, o Banco Central ofertará mais 20 mil contratos de swap cambial, que se somam aos 10 mil vendidos ontem.

Já entre os juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2022 fica estável a 4,77%, enquanto o de vencimento em janeiro de 2023 avança três pontos a 5,40%, seguido pela alta de cinco pontos-base do vencimento em janeiro de 2025, a 6,25%.

Entre os indicadores, vale a pena acompanhar a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no quarto trimestre, número que sai às 10h30.

Ontem à noite, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que seu vice-presidente, Mike Pence, irá coordenar os esforços de combate ao coronavírus no país. Trump admitiu, porém, que a disseminação do coronavírus nos EUA não é inevitável. A Microsoft se somou à Apple e HP ao rebaixar perspectiva de resultado devido ao vírus.

No mercado de commodities, o petróleo tem 5ª baixa seguida, para menos de US$ 49, com receio de que uma pandemia afete o crescimento global, enquanto os metais recuam em Londres e minério de ferro tem 4ª baixa em Cingapura.

Já o Tesouro divulgará o resultado primário do governo central de janeiro na quinta-feira às 10h, enquanto os dados da dívida pública para o mesmo período sairão no mesmo dia, às 14h30. A coletiva de imprensa do secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, sobre o desempenho das receitas e despesas no primeiro mês do ano ocorrerá às 10h30.

Tensão com Congresso

Conforme destaca o jornal O Estado de S. Paulo, a equipe econômica já começa a ver riscos de não avançarem rapidamente, neste primeiro semestre, as três pautas que eram dadas como certas para aprovação pelo Congresso: o projeto de autonomia do Banco Central e as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) Emergencial e dos fundos públicos.

Os ânimos mais acirrados com o Parlamento, depois que o presidente Jair Bolsonaro disparou de seu celular um vídeo convocando apoiadores a irem às ruas para defendê-lo contra o Congresso, colocou a pauta em suspense e ampliou as incertezas da agenda econômica.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, é o mais cobrado pelas lideranças partidárias da Câmara e do Senado, que o acusam de ter descumprido o acordo do Orçamento impositivo, que amplia poderes dos parlamentares na destinação dos recursos para programas e ações do governo.

Noticiário corporativo 

A Eletrobras comunicou na noite de ontem que o CPPI, órgão federal ligado à presidência da República, recomendou que a estatal seja excluída do Plano Nacional de Desestatização, comandado pelo Ministério da Economia.

Segundo a empresa, a recomendação foi publicada na Resolução 109 de 19 de fevereiro. Já o Banco do Nordeste informou que planeja aumentar o seu capital social em R$ 1,7 bilhão, com a incorporação de lucros dos exercícios anteriores. A medida depende de aprovação em Assembleia no dia 27 de março.

No noticiário corporativo nacional, foram divulgados os dados da Ambev: a maior fabricante de cerveja e refrigerantes da América Latina teve lucro líquido de R$ 12,188 bilhões em 2019, 7,4% acima dos R$ 11,347 bilhões registrados em 2018.

Quer investir melhor o seu dinheiro? Clique aqui e abra a sua conta na XP Investimentos

The post Ibovespa Futuro tem queda de mais de 2% com coronavírus após pior pregão em quase três anos; dólar sobe a R$ 4,45 appeared first on InfoMoney.

Coronavírus pode afetar abastecimento de fábricas da Toyota no Japão

SÃO PAULO – Nessa a quarta-feira (26), a Toyota Motors, fabricante automotiva japonesa, afirmou que as operações em suas fábricas no Japão podem ser sofrer com a falta de abastecimento. Segundo problemas na cadeia de suprimentos nas próximas semanas são dos efeitos do surto do novo coronavírus (covid-2019) na China.

As plantas no Japão podem ser diretamente afetadas por possíveis interrupções no fornecimento de equipamentos e componentes para a montagem dos veículos – importados da China. Uma vez que algumas fábricas e distribuidoras no epicentro do surto de vírus permanecem incapazes de produzir e transportar mercadorias, outras instalações do restante do país permanecem fechadas sob ordens das autoridades regionais – o que levanta dúvidas acerca de até quando os suprimentos chineses chegarão a outros mercados.

A Toyota, que opera 16 unidades de montagem de veículos e componentes no Japão, disse que decidirá se deve ou não manter as operações em suas fábricas domésticas a partir da segunda semana de março. A montadora, entretanto, também afirmou que a produção continua normal durante a próxima semana, mas que depois disso os estoques de equipamento precisarão de reabastecimento. Ainda segundo a empresa, a maior parte de remessas de produtos continua ativa – mas o cenário é incerto.

“Estamos recebendo peças da China normalmente no momento, mas avaliaremos a situação após a semana de 2 de março”, disse uma porta-voz da Toyota em entrevista à agência de notícias Reuters.

Segundo a montadora, o Japão é o principal local de produção da empresa, respondendo por quase metade dos 10,7 milhões de carros vendidos globalmente em 2019. A montadora também disse que deve cancelar todas as viagens não essenciais para os funcionários no Japão. No país nipônico, um dos mais afetados pelo recente surto do vírus, os casos já passam de 800 e há temores que a doença ameace a realização dos Jogos Olímpicos de Tóquio.

No Brasil, o primeiro paciente infectado foi confirmado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira e o caso se torna o primeiro registro de coronavírus na América do Sul.

Invista seu dinheiro com quem conhece do assunto. Abra sua conta na XP – é grátis

The post Coronavírus pode afetar abastecimento de fábricas da Toyota no Japão appeared first on InfoMoney.

PPI recomenda excluir Eletrobras Participações do programa de desestatizações; resultados e mais destaques

A Eletrobras comunicou na noite de ontem que o CPPI, órgão federal ligado à presidência da República, recomendou que a Eletrobras Participações seja excluída do Plano Nacional de Desestatização, comandado pelo Ministério da Economia. Segundo a empresa, a recomendação foi publicada na Resolução 109 de 19 de fevereiro. Já o Banco do Nordeste informou que planeja aumentar o seu capital social em R$ 1,7 bilhão, com a incorporação de lucros dos exercícios anteriores. A medida depende de aprovação em Assembleia no dia 27 de março.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) recomendou a exclusão da Eletrobras Participações S.A. – Eletropar – do Programa Nacional de Desestatização (PND). A Resolução com a recomendação está publicada na edição desta quarta-feira (26) do Diário Oficial da União.

Segundo o texto da Resolução, a decisão do Conselho considerou o fato de a Eletropar ser uma empresa controlada pela Eletrobras, que aguarda aprovação do Congresso Nacional para que seja capitalizada, e levou em conta ainda a estratégia de reorganização da Eletrobras e os impactos de gestão trazidos pela manutenção da Eletropar no PND. A recomendação será submetida à deliberação do presidente da República.

A recomendação de exclusão da Eletropar do PPI deverá agora ser alvo de deliberação de Bolsonaro.

A Eletropar possui ações na transmissora de energia Cteep, na geradora Emae, controlada pelo governo paulista, na EDP Energias do Brasil, na Light e na Eletronet, segundo formulário de referência da companhia.

Banco do Nordeste (BNBR3

O Banco do Nordeste planeja aumentar o seu capital social em R$ 1,7 bilhão para R$ 5,5 bilhões, informou ontem em comunicado o banco estatal. Segundo o banco, não ocorrerá emissão de novas ações e o aumento ocorrerá com a incorporação de reservas estatutárias, que são provenientes de lucros apurados nos exercícios anteriores.

O banco declarou que em 31 de dezembro do ano passado atingiu reservas de lucros no valor de R$ 2,65 bilhões. O aumento de capital precisa ser aprovado na Assembleia Geral Extraordinária de 27 de março, que acontecerá na sede em Fortaleza (CE).

Vale (VALE3)

A mineradora Vale informou que o navio cargueiro Stellar Banner, que transportava um carregamento de minério de ferro da empresa do porto de São Luís (MA) para a China, foi encalhado na noite da segunda-feira na costa do Maranhão. Segundo a empresa, a embarcação “sofreu uma avaria na proa, após deixar o terminal marítimo da Ponta da Madeira” e o capitão achou prudente efetuar a manobra, após os 20 tripulantes serem retirados do navio. O encalhe ocorreu a cerca de 100 quilômetros de São Luís. O navio é da empresa sul-coreana Polaris. A Vale informou que está auxiliando no suporte técnico-operacional ao navio encalhado.

Locaweb (LWSA3)

A Locaweb comunicou ontem que o Fundo Soberano de Cingapura – GIC Private Limited (GIC) passou a deter 6,49% das ações ordinárias da empresa. O aumento da participação, segundo a Locaweb, não representa uma tomada de controle. A Locaweb é uma empresa brasileira de hospedagem de sites, que levantou R$ 1,2 bilhão em oferta primária e secundária de ações na B3 no começo de fevereiro. O fundo GIC informou ontem que passou a deter de forma consolidada 8,1 milhões de ações ordinárias LWSA3. O Fundo Soberano de Cingapura tem ativos superiores a US$ 100 bilhões, investidos em vários países.

Ambev (ABEV3)

A Ambev registrou lucro líquido atribuído ao controlador de R$ 4,099 bilhões no quarto trimestre de 2019, alta de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano de 2019, o montante foi de R$ 11,780 bilhões, número 7,13% maior do que em 2018. A melhor performance é atribuída, principalmente, a expansão do Ebitda, menor alíquota efetiva de imposto de renda e menores despesas financeiras.

O lucro líquido ajustado da fabricante de bebidas foi de R$ 4,633 bilhões no quarto trimestre de 2019, 24,4% acima do registrado em igual período do ano passado. Em informe de resultados, a companhia afirma que a alta se deve a uma menor despesa de imposto de renda. No acumulado de 2019, o lucro líquido ajustado cresceu 8,5% ante 2018, atingindo R$ 12,549 bilhões.

O lucro consolidado do quarto trimestre foi de R$ 4,219 bilhões, alta de 21,80% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2019, o montante foi de R$ 12,188 bilhões. Veja mais sobre o balanço clicando aqui.

O Credit Suisse destacou que os números da Ambev foram fracos, com o crescimento de volume de 3,4% na base de comparação anual sendo mais que compensado do lado negativo pela queda de 4,2% de receita por hectolitro.

Para 2020, a companhia espera i) pressão de custo pelo câmbio; ii) Ebitda do segmento de cerveja no Brasil reduzindo entre 17% e 20% na base de comparação anual no primeiro trimestre de 2020 e que deve ir gradualmente se recuperando ao longo do ano e iii) tendência de receita favorável para LAS.

Os analistas destacam reação negativa do mercado considerando principalmente o guidance de 2020 menos detalhado e a indicação de uma menor rentabilidade para o segmento de cerveja no Brasil no primeiro trimestre de 2020, sem a clareza de que isso levará a uma melhora de volume.

Seja sócio das melhores empresas da Bolsa: abra uma conta na Clear com taxa ZERO para corretagem de ações!

The post PPI recomenda excluir Eletrobras Participações do programa de desestatizações; resultados e mais destaques appeared first on InfoMoney.

Ambev lucra R$ 11,78 bilhões em 2019, alta de 7%; volume de vendas de cerveja sobe 1,4% no 4º trimestre

A Ambev (ABEV3) registrou lucro líquido atribuído ao controlador de R$ 4,099 bilhões no quarto trimestre de 2019, alta de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano de 2019, o montante foi de R$ 11,780 bilhões, número 7,13% maior do que em 2018. A melhor performance é atribuída, principalmente, a expansão do Ebitda, menor alíquota efetiva de imposto de renda e menores despesas financeiras.

O lucro líquido ajustado da fabricante de bebidas foi de R$ 4,633 bilhões no quarto trimestre de 2019, 24,4% acima do registrado em igual período do ano passado. Em informe de resultados, a companhia afirma que a alta se deve a uma menor despesa de imposto de renda. No acumulado de 2019, o lucro líquido ajustado cresceu 8,5% ante 2018, atingindo R$ 12,549 bilhões.

O lucro consolidado do quarto trimestre foi de R$ 4,219 bilhões, alta de 21,80% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2019, o montante foi de R$ 12,188 bilhões.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da Ambev atingiu R$ 6,924 bilhões no quarto trimestre, recuo de 9,3% ante o mesmo período do ano anterior. Na comparação de 2019 com 2018, a queda foi de 2,5%, para R$ 21,147 bilhões.

A empresa reportou uma margem Ebitda do quarto trimestre de 2019 de 43,7%, contração de 390 pontos-base em relação ao quarto trimestre de 2018. “A margem Ebitda foi impactada principalmente pelo maior custo do produto vendido decorrente de preços de commodities e taxa de câmbio significativamente desfavoráveis”, diz o relatório da empresa.

A receita líquida da Ambev teve queda de 1% no quarto trimestre de 2019 ante quarto trimestre de 2018, montante de R$ 15,856 bilhões. No acumulado de 2019 ante 2018, o indicador teve alta de 4,7%, somando R$ 52,599 bilhões.

No documento, a administração da empresa afirma que “o crescimento decorrente da contínua expansão do segmento premium foi parcialmente compensado pelo avanço da estratégia de acessibilidade inteligente e pelo mix geográfico”.

No ano, o volume de vendas no Brasil teve alta de 5,1%: o volume de cerveja vendido no Brasil cresceu 3,2%, alcançando 80,3 milhões de hectolitros. Incluindo não alcoólicos, esse índice cresceu 5,1%, chegando aos 106,8 milhões de hectolitros. A receita líquida da operação brasileira no ano somou R$ 28,7 bilhões e cresceu 7,1%. Já as vendas de bebidas não alcoólicas tiveram aumento de 11,3% no volume e 16,1% na receita líquida em 2019.

O volume vendido na região CAC (América Central e Caribe) aumentou 5,3% no ano, enquanto seu EBITDA anual atingiu R$ 3 bilhões – um aumento de 22% na comparação com 2018. Já a zona LAS (Latin America South) teve queda de 3,5% no volume de vendas e cresceu o EBITDA em 12,3%.

No quarto trimestre de 2019, o volume total de vendas (cerveja + não alcoólicos) cresceu em 4,7% na base de comparação anual, para 31,4 milhões de hectolitros, com queda de 1,8% na receita por hectolitro. Em cerveja, o volume de vendas aumentou em 1,4% para 23,6 milhões de hectolitros. A receita líquida da venda de cerveja cresceu 1,2% e atingiu R$ 7,6 bilhões, e a receita por hectolitro decresceu ligeiramente em 0,2%. No segmento de bebidas não alcoólicas, o volume de venda cresceu 16% no trimestre, com alta de 13% na receita líquida.

O Credit Suisse destacou que os números da Ambev foram fracos, com o crescimento de volume de 3,4% na base de comparação anual sendo mais que compensado do lado negativo pela queda de 4,2% de receita por hectolitro.

Para 2020, a companhia espera i) pressão de custo pelo câmbio; ii) Ebitda do segmento de cerveja no Brasil reduzindo entre 17% e 20% na base de comparação anual no primeiro trimestre de 2020 e que deve ir gradualmente se recuperando ao longo do ano e iii) tendência de receita favorável para LAS.

Os analistas destacam reação negativa do mercado considerando principalmente o guidance de 2020 menos detalhado e a indicação de uma menor rentabilidade para o segmento de cerveja no Brasil no primeiro trimestre de 2020, sem a clareza de que isso levará a uma melhora de volume.

Números da AB InBev e alerta sobre coronavírus

A Anheuser-Busch InBev, controladora da Ambev e maior cervejaria do mundo, divulgou lucro líquido de US$ 114 milhões no quarto trimestre de 2019, bem menor do que o ganho de US$ 456 milhões apurado em igual período de 2018. A empresa também alertou que perdeu US$ 170 milhões em lucro nos primeiros dois meses de 2020 por causa dos efeitos da epidemia de coronavírus.

A receita da AB InBev totalizou US$ 13,33 bilhões entre outubro e dezembro, ante US$ 13,79 bilhões no quarto trimestre do ano anterior. Analistas consultados pela FactSet previam receita um pouco maior, de US$ 13,67 bilhões.

Também em razão do Covid-19, como é conhecido o coronavírus, a AB InBev estima que perdeu US$ 285 milhões em receita no primeiro bimestre deste ano.

O Ebitda normalizado da AB InBev – medida preferida da empresa que exclui itens extraordinários – caiu de US$ 6,02 bilhões para US$ 5,43 bilhões na mesma comparação trimestral. Também neste caso, a projeção da FactSet era de um resultado maior nos três meses até dezembro, de US$ 5,69 bilhões.

O volume de vendas de cerveja da AB InBev teve expansão orgânica anual de 1,6% no trimestre, a 142 milhões de hectolitros. Apenas na América do Norte, houve aumento de 2,8% no volume de cerveja.

(Com Agência Estado e Dow Jones Newswires)

Seja sócio das melhores empresas da Bolsa: abra uma conta na Clear com taxa ZERO para corretagem de ações!

The post Ambev lucra R$ 11,78 bilhões em 2019, alta de 7%; volume de vendas de cerveja sobe 1,4% no 4º trimestre appeared first on InfoMoney.

Novo desconto do INSS começa a valer em março; salários mais altos terão taxas maiores

SÃO PAULO – Trabalhadores da iniciativa privada e celetistas do setor público já receberão o salário referente ao mês de fevereiro, pago em março, com os novos descontos do INSS. A nova tabela é parte da Emenda Constitucional número 6, que oficializou a reforma da Previdência.

As antigas três faixas do regime geral de contribuição, que variavam de 8% a 11%, agora passam a cariar entre 7,5% e 14%, com quatro faixas salariais.

Em geral, o que muda é que salários mais baixos terão descontos menores e salários mais altos, maiores. As taxas, porém, passam a ser progressivas, ou seja, cobradas sobre a parcela do salário que se enquadrar em cada faixa. Isso faz com que, em muitos casos, a alíquota efetiva diminua, e não aumente, com relação à cobrada antes da reforma.

Quem recebe um salário mínimo (R$ 1.045 em 2020) terá desconto de alíquota única de 7,5%. Já os ganhos entre o mínimo e R$ 2.089,60 serão descontados em 9%. Isso significa que a alíquota de 9% é descontada apenas do valor que superar os R$ 1.045, e não de todo o salário. Isso vale para todas as faixas salariais acima do mínimo.

Vale lembrar que, assim como existe teto para o benefício, o desconto no salário é limitado. O valor máximo pago como benefício pelo INSS ficará em R$ 6.101,06 em 2020.

Veja os descontos para cada faixa:

Salário de contribuição (R$) Alíquota progressiva Alíquota efetiva
até 1.045 7,5% 7,5%
de 1.045,01 até 2.089,60 9% entre 7,5% e 8,25%
2.089,61 até 3.134,40 12% entre 8,25% e 9,5%
3.134,41 até 6.101,06 (teto do INSS) 14% entre 9,5% e 11,68%

No caso dos servidores públicos, foram unificados os regimes existentes, que cobravam alíquotas diferentes para os que ingressaram na carreira antes e depois de 2013. Aqueles funcionários com mais tempo de carreira pública e salários mais altos pagarão alíquotas mais altas, podendo chegar a 22%.

Invista melhor o seu dinheiro. Abra uma conta gratuita na XP. 

The post Novo desconto do INSS começa a valer em março; salários mais altos terão taxas maiores appeared first on InfoMoney.

Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quinta-feira

A sessão da volta do feriado foi de forte queda para o Ibovespa, com baixa de 7% no pior pregão desde o “Joesley Day” em meio aos temores com o coronavírus se espalhando para países da Europa e com o primeiro caso confirmado da Covid-19 no Brasil.

Nesta quinta-feira, a sessão promete ser mais uma vez tensa para o mercado, em um dia de baixa das bolsas europeias e volatilidade dos contratos futuros norte-americanos em meio ao receio de uma epidemia global e o impacto nas empresas. Desta vez, a Microsoft fez um alerta sobre o impacto da doença nos resultados, enquanto que a AB Inbev prevê queda do lucro.

No noticiário corporativo nacional, foram divulgados os dados da Ambev: a maior fabricante de cerveja e refrigerantes da América Latina teve lucro líquido de R$ 12,188 bilhões em 2019, 7,4% acima dos R$ 11,347 bilhões registrados em 2018. Enquanto isso, após o dólar atingir um novo recorde nominal de R$ 4,44, o BC oferta US$ 1 bilhão em swap cambial, equivalente à venda da moeda americana no mercado futuro. Confira os destaques desta sessão:

1.Bolsas mundiais

A sessão desta quinta-feira é mais uma vez de queda expressiva para os mercados mundiais. As bolsas europeias têm baixa e rendimentos dos títulos americanos atingiram novas mínimas históricas com receios sobre a propagação do coronavírus. O S&P futuro, por sua vez, tem forte volatilidade e já oscilou de +0,2% a -1,6% esta manhã, enquanto demanda por proteção valoriza o iene e o ouro.

As bolsas asiáticas, por sua vez, fecharam sem direção única nesta quinta-feira, monitorando de perto a rápida propagação do coronavírus fora da China e ponderando os possíveis efeitos da epidemia no crescimento da economia global. O coronavírus já infectou mais de 81 mil pessoas no mundo e causou mais de 2,7 mil mortes. A China concentra a maioria dos casos, mas a disseminação da doença ganhou força em outros países ao longo da última semana, principalmente na Coreia do Sul, na Itália e no Irã.

Ontem à noite, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que seu vice-presidente, Mike Pence, irá coordenar os esforços de combate ao coronavírus no país. Trump admitiu, porém, que a disseminação do coronavírus nos EUA não é inevitável.  A Microsoft se somou à Apple e HP ao rebaixar perspectiva de resultado devido ao vírus.

No mercado de commodities, o petróleo tem 5ª baixa seguida, para menos de US$ 49, com receio de que uma pandemia afete o crescimento global, enquanto os metais recuam em Londres e minério de ferro tem 4ª baixa em Cingapura.

As bolsas da China continental encerraram o pregão com ganhos modestos, em meio a esforços de Pequim de estimular a economia numa tentativa de amenizar os efeitos do coronavírus. Já o Hang Seng subiu em Hong Kong, interrompendo uma sequência de três dias negativos, após o governo local prometer pesados gastos também para mitigar o impacto do coronavírus. O índice japonês Nikkei, por sua vez, sofreu forte queda em Tóquio hoje.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h58 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), -0,62%
*Nasdaq Futuro (EUA), -0,61%
*Dow Jones Futuro (EUA), -0,61%

Europa
*Dax (Alemanha), -2,16%
*FTSE (Reino Unido), -1,70%
*CAC 40 (França), -1,92%
*FTSE MIB (Itália), -1,91%

Ásia
*Nikkei (Japão), -2,13% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -1,05% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), +0,31% (fechado)
*Xangai (China), +0,11% (fechado)

*Petróleo WTI, -1,70%, a US$ 47,90 o barril
*Petróleo Brent, -1,65%, a US$ 52,51 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam com forte queda de -3,58%, cotados a 633,000 iuanes, equivalentes a US$ 90,32 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 7,0077 (+0,14%)
*Bitcoin, US$ 8.793,96 +1,10%

2. Indicadores econômicos

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) publicou hoje dois índices: o IPC-S da última quadrissemana de fevereiro e o IGP-M. O IPC-S teve alta de 0,17% até 22 de fevereiro, ante estimativa de alta de 0,22%, enquanto o IGP-M caiu 0,04% em fevereiro na comparação mensal, subindo 6,82% nos 12 meses até fevereiro, ante estimativa de alta de 6,81%.

Já o Tesouro divulgará o resultado primário do governo central de janeiro na quinta-feira às 10h, enquanto os dados da dívida pública para o mesmo período sairão no mesmo dia, às 14h30. A coletiva de imprensa do secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, sobre o desempenho das receitas e despesas no primeiro mês do ano ocorrerá às 10h30. A expectativa é de que o governo central deva registrar superávit primário de R$ 40,4 bilhões em janeiro, segundo mediana de economistas ouvidos pela Bloomberg, depois de déficit de R$ 14,6 bilhões no mês anterior e acima do superávit de R$ 30 bilhões. de janeiro de 2019.

Às 15h, por sua vez, o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Luis Felipe Vital, comentará os números da dívida.

Nos Estados Unidos, o governo americano divulgará às 10h30 o PIB do quarto trimestre de 2019, com estimativa de alta de 2,1% em termos anualizados. Também serão divulgados pedidos de bens duráveis de janeiro (preliminares), com estimativa de queda de1,5%; ainda saem pedidos seguro-desemprego e vendas pendentes de moradias.

3. Banco Central e impacto do coronavírus no Brasil

O Banco Central faz leilão de até 20 mil  contratos de swap cambial das 9h30 às 9h40, com resultado a partir das 9h50, após leilão ontem de 10 mil contratos não ter impedido o dólar de subir 1,4%, para recorde de fechamento a R$ 4,4496, em meio aos temores acirrados com o coronavírus. Haverá ainda leilão de 13 mil contratos de swap para rolagem de abril, das 11h30 às 11h40, com resultado a partir das 11h50.

O cenário de alta do dólar e do surto de coronavírus também repercute nas expectativas sobre a condução da política monetária pelo Banco Central. Segundo o Valor, o BC considera que ainda não está claro como o surto vai afetar a inflação. A autoridade monetária considera que há dois fatores desinflacionários, que são a queda da demanda devido à incerteza e a baixa das commodities; e dois fatores inflacionários, que são a redução da atividade pelo lado da oferta, a exemplo da falta de peças para a produção e de crédito internacional, e o impacto sobre o dólar.

Vale destacar ainda que o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, disse, em entrevista ao jornal O Globo, que o avanço do novo coronavírus pode afetar o crescimento do país neste ano, mas mantém a projeção de alta de 2,4%. Sachsida apontou que a crise global pode afetar o mercado nacional por meio de três canais: demanda global, menor oferta de insumos e preços de commodities. “Se o resto do mundo cresce menos, o Brasil acaba crescendo menos também”, apontou ao jornal.

4. Tensão com Congresso

Conforme destaca o jornal O Estado de S. Paulo, a equipe econômica já começa a ver riscos de não avançarem rapidamente, neste primeiro semestre, as três pautas que eram dadas como certas para aprovação pelo Congresso: o projeto de autonomia do Banco Central e as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) Emergencial e dos fundos públicos.

Os ânimos mais acirrados com o Parlamento, depois que o presidente Jair Bolsonaro disparou de seu celular um vídeo convocando apoiadores a irem às ruas para defendê-lo contra o Congresso, colocou a pauta em suspense e ampliou as incertezas da agenda econômica. O ministro da Economia, Paulo Guedes, é o mais cobrado pelas lideranças partidárias da Câmara e do Senado, que o acusam de ter descumprido o acordo do Orçamento impositivo, que amplia poderes dos parlamentares na destinação dos recursos para programas e ações do governo.

5. Noticiário corporativo 

A Eletrobras comunicou na noite de ontem que o CPPI, órgão federal ligado à presidência da República, recomendou que a estatal seja excluída do Plano Nacional de Desestatização, comandado pelo Ministério da Economia. Segundo a empresa, a recomendação foi publicada na Resolução 109 de 19 de fevereiro. Já o Banco do Nordeste informou que planeja aumentar o seu capital social em R$ 1,7 bilhão, com a incorporação de lucros dos exercícios anteriores. A medida depende de aprovação em Assembleia no dia 27 de março.

Já a Ambev, maior fabricante de cerveja e refrigerantes da América Latina, teve lucro líquido de R$ 12,188 bilhões em 2019, o que representa uma alta de 7,4% frente aos R$ 11,347 bilhões registrados em 2018.

(Com Agência Estado, Agência Brasil, Agência Câmara, Agência Senado e Bloomberg)

Invista melhor seu dinheiro. Abra uma conta na XP Investimentos clicando aqui

The post Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quinta-feira appeared first on InfoMoney.

Coronavírus pode levar ações de mercados emergentes para território baixista

(Bloomberg) — O índice de referência de ações de mercados emergentes corre o risco de cair abaixo da marca de 1.000 pela primeira vez desde outubro, diante do impacto do coronavírus sobre as perspectivas de crescimento econômico e lucros.

Não é só isso. Sinais técnicos sugerem que uma epidemia mais ampla poderia empurrar o índice MSCI para um mercado baixista: uma queda de 20% em relação ao pico no mês passado. O indicador já caiu quase 9% em relação à máxima de 17 de janeiro, para 1.045.

A instabilidade do mercado interrompeu um rali de cinco meses e valorização de 19% que lembrou o período de ganhos de 2016-2018, interrompido pela guerra comercial EUA-China. Investidores estão novamente preocupados com o crescimento global, mas, desta vez, devido à ameaça de uma pandemia.

Desde o início da guerra comercial, as ações de mercados emergentes voltaram a uma faixa de negociação que limitou os ganhos e perdas entre 2011 e 2015. Os movimentos em zigue-zague ilustram a ambivalência dos operadores: eles vendem ações de mercados emergentes em troca da segurança do dólar norte-americano, antes de recomprá-las com valuations mais baratos. E o ciclo se repete.

Na quarta-feira, o indicador MSCI caiu abaixo do nível de suporte, já que expectativas sobre o fim rápido da ameaça do vírus foram ofuscadas por novos casos na Coreia do Sul, Itália e Brasil. Essa segunda onda de pânico levou o índice abaixo do nível 1.052, a linha de retração de 38,2% no gráfico de Fibonacci. Esse é um sinal de queda para 982,64, cujo rompimento poderia levar a medida para 912,8.

Esse segundo nível de suporte está logo abaixo do gatilho do mercado baixista. Traders que acompanham os padrões de Fibonacci podem considerar o nível 912-917 para o índice MSCI como o pior cenário relacionado ao risco do vírus.

O Índice de Força Relativa (RSI, em inglês) no gráfico mensal provou ser um indicador confiável de rali sustentado no índice MSCI. Nos últimos 26 anos, o RSI caiu para o nível “sobrevendido” quatro vezes. Cada ocasião foi seguida por um mercado altista.

  • O boom da Internet no período 1998-2000
  • O rali pós-2001 impulsionado pelos preços das commodities
  • A alta de 2009 como resultado do estímulo do Federal Reserve
  • O rali de 2016 que adiciona US$ 8,3 trilhões ao mercado acionário

Conclusão: é muito cedo para uma recuperação substancial das ações de países em desenvolvimento, exceto por um pequeno ganho dentro da faixa de negociação se a ameaça do vírus diminuir. A balança de risco está mais inclinada para perdas.

Invista melhor seu dinheiro. Abra uma conta na XP Investimentos clicando aqui

The post Coronavírus pode levar ações de mercados emergentes para território baixista appeared first on InfoMoney.

As ações mais impactadas com o coronavírus – e as que podem render boas oportunidades com a queda do mercado

SÃO PAULO – O pânico criado no mercado por conta do aumento de casos do novo coronavírus pelo mundo levou a um grande sell-off no mercado brasileiro, pesando principalmente para empresas com maior exposição ao exterior, como Petrobras (PETR3; PETR4) e Vale (VALE3), duas gigantes produtoras e exportadoras de commodities, que viram suas ações caírem mais de 9% nesta quarta-feira (26).

Conforme destaca Betina Roxo, analista da XP Investimentos, empresas muito ligadas à economia global costumam ser as mais impactadas. “É o caso dos frigoríficos, das empresas de commodities, como Suzano (SUZB3) e Vale, além das empresas aéreas e de turismo”, disse ela durante uma live no Youtube. Ações de JBS (JBSS3) e Marfrig (MRFG3) fecharam em queda de 9,51%, enquanto BRF (BRFS3) teve baixa menor, mas ainda expressiva, de 6,29%. Fora do índice, Minerva (BEEF3) teve queda de 7,52%. Assim, caso os impactos do surto se prolonguem no médio prazo, a expectativa é de que essas ações sigam pressionadas.

Por outro lado, ações de empresas reguladas, como dos setores de energia elétrica e saneamento, podem ser boas oportunidades. O analista Gabriel Fonseca, da XP Investimentos, avalia que nesses dois setores há papéis mais defensivos, menos expostos às notícias de conjuntura.

“São segmentos em que a receita é regulada e costuma variar de ano a ano de acordo com investimentos e inflação”, avalia. Como essas empresas oferecem serviços de utilidade pública muito regulados pelo governo, acabam tendo faturamentos que não oscilam tanto.

Empresas de transmissão de energia, por exemplo, têm praticamente toda a sua receita anual contratada previamente, tornando esses negócios altamente confiáveis e previsíveis. Betina também destaca que estas companhias, além de serem reguladas e não serem muito impactadas pelo cenário econômico, costumam pagar bons dividendos, com as ações sendo então boas opções de proteção na carteira.

Além disso, saneamento básico e eletricidade são imprescindíveis para qualquer ser humano no século XXI, de modo que as demandas por esses serviços são quase inelásticas. Ou seja, isso significa que aumentos de preço não afetam tanto o consumo.

Gabriel Fonseca tem, ao todo, três ações preferidas nos dois setores. Em saneamento, a preferida é Sanepar (SAPR11), que tem uma grande vantagem em relação à Sabesp (SBSP3) no setor, que é não ser exposta ao dólar. “A Sabesp tem muita dívida em dólar. Assim, apesar do risco operacional ser baixo, o risco financeiro acaba sendo negativo”, explica.

Já com relação às elétricas, o analista gosta principalmente dos cases de EDP Energias do Brasil (ENBR3) e Copel (CPLE6). Ambas negociam com um desconto injustificado ante seus pares na opinião de Fonseca, uma vez que a EDP tem maiores retornos com a construção de seus projetos de transmissão. “Exemplos disso são suas linhas no Espirito Santo e Maranhão, entregues de 12 a 20 meses antes do prazo”, comenta.

Já Copel sofreu muito com ineficiências do passado, que foram corrigidas, mas não totalmente precificadas. “Há iniciativas de redução de custos, que permitirão que a distribuidora do grupo convirja para as referencias das tarifas de energia, assim como”, afirma.

Nesta sessão, os ativos SAPR11 tiveram baixa de 4,14%, enquanto Copel teve queda de 5,24% e Energias do Brasil viu seus papéis caírem 3,97%. Assim, as quedas dos ativos nesses dias de baixa generalizada do mercado podem representar uma boa oportunidade para quem procura um portfólio de investimento tendo em vista um prazo um pouco mais longo.

As ações mais prejudicadas

Por outro lado, os papéis que sofreram mais neste dia de forte queda da bolsa trouxeram um bom termômetro sobre quais empresas são as mais impactadas pelo surto do coronavírus. As ações das companhias aéreas tiveram o pior desempenho na sessão desta quarta-feira, com a Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4) desabando 14,3% e 13,3%, respectivamente. A ação da CVC (CVCV3) também teve forte baixa de 11,33%, com a expectativa de os resultados das companhias possam ser deteriorados a depender do impacto para a economia brasileira.

Segundo Betina, o setor aéreo sofre como um todo. Contudo, pondera, no Brasil, ainda não se vê um impacto tão direto porque a economia ainda não está sofrendo, como aconteceu na China, por exemplo, onde houve cancelamento de voos.

“Além disso, essas empresas aéreas nacionais não têm participação no mercado lá fora, mas são empresas que 50% do custo são dolarizados”, explica a analista. “Estamos falando de empresas que cada 5% de depreciação do real, a margem cai 1 ponto percentual, o que atrapalha bastante os resultados”.

Por outro lado, ela reforça que estas incertezas, muitas vezes, acabam puxando as ações muito mais do que quando se análise os fundamentos e as variáveis por conta do coronavírus.

“É o caso da CCR (CCRO3) e Ecorodovias (ECOR3), que são empresas de infraestrutura que podem ter um impacto com a potencial queda da economia, mas de certa maneira, a gente tem um bom pipeline de investimentos no setor, o que ajuda [a dar suporte para as ações em momentos de maior incerteza]”, explica. CCR teve queda de 8,37%, enquanto Ecorodovias viu seus papéis caírem 7,31%.

Em relatório, a Levante também comentou sobre o impacto para a Vale. Segundo os analistas, a pressão de baixa vem sobretudo da perspectiva de baixa demanda por minério de ferro enquanto ainda lida com a recente divulgação de seu balanço, com o desastre de Brumadinho trazendo mais prejuízos do que o esperado.

No caso da Petrobras, este impacto inicial nas ações veio do mergulho dos preços internacionais do petróleo. Nesta quarta, os papéis ordinários da estatal caíram 9,95%, enquanto os preferenciais recuaram 10,05%.

A sessão desta quarta-feira também foi de forte baixa para bancos, com o Itaú Unibanco (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC3;BBDC4) e Santander Brasil (SANB11) tendo forte baixa entre 5% e 7,5%. A queda do setor bancário, de acordo com a Levante, acontece por causa da aversão aos riscos de emergentes em cenários de incerteza global. No caso do Brasil, por serem papéis altamente negociados, servem de porta de saída fácil para estrangeiros.

Betina reforça que, de maneira geral, é importante o investidor ter uma visão de médio e longo prazo. “No curto prazo podemos ter movimentos de queda expressiva, mas quando olhamos boas empresas, com fundamentos sólidos, eles devem continuar no médio e longo prazo”.

“É preciso ter calma, olhar os fundamentos, ver se isso não impacta no estrutural da empresa, e então encontrar as oportunidades. Sem deixar de diversificar a carteira”, completa a analista.

Veja a live da XP sobre o impacto do coronavírus no mercado brasileiro:

Quer investir melhor o seu dinheiro? Clique aqui e abra a sua conta na XP Investimentos

The post As ações mais impactadas com o coronavírus – e as que podem render boas oportunidades com a queda do mercado appeared first on InfoMoney.

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora