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Ibovespa desaba 7% com coronavírus e tem pior pregão desde o “Joesley Day”; dólar bate R$ 4,44

SÃO PAULO – O Ibovespa teve nesta quarta-feira (26) seu pior pregão desde o “Joesley Day”, em 18 de maio de 2017. Naquele dia, o índice desabou 8,8% devido à notícia de que o ex-presidente Michel Temer teria sido gravado pelo empresário Joesley Batista supostamente comprando o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha.

Hoje, a queda da Bolsa foi resultado do aumento no número de casos do coronavírus no mundo inteiro durante o feriado de Carnaval. Além do surto na Itália, houve o primeiro diagnóstico confirmado da doença no Brasil.

Tudo isso aconteceu enquanto a B3 estava fechada por conta do feriado, de modo que o mercado brasileiro respondeu com defasagem aos efeitos que já tinham sido sentidos no mundo inteiro. Desde a sexta-feira (21) o índice americano Dow Jones caiu 6,8%, ao mesmo tempo em que o S&P 500 recuou 6,44%.

O dia hoje, foi, portanto, de seguir o movimento dos ADRs (na prática, as ações de empresas brasileiras negociadas nas bolsas dos Estados Unidos) durante o feriado de Carnaval. O Dow Jones Brazil Titans 20 ADR, que compila o desempenho dos 20 ADRs brasileiros mais líquidos no mercado americano, teve queda de 4,81% na segunda-feira e baixa de 1,99% na terça, acumulando baixa de 6,71% em apenas duas sessões por conta da proliferação do coronavírus.

Nesta quarta, o Ibovespa caiu 7,00%, aos 105.718 pontos com volume financeiro negociado de R$ 32,855 bilhões.

Enquanto isso, o dólar futuro com vencimento em março avança 1,34%, a R$ 4,4505. O dólar à vista registrou alta de 1,16%, a R$ 4,4434 na compra e R$ 4,4441 na venda.

O que ajudou a segurar o câmbio foi a atuação do Banco Central, que ofertou 10 mil contratos de swap cambial, que equivale à venda de dólares pela autoridade monetária no mercado futuro. Para amanhã está agendada a oferta de mais 20 mil contratos.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 sobe oito pontos-base a 4,77%, DI para janeiro de 2023 tem alta de nove pontos-base a 4,37%. Já o DI para janeiro de 2025 avança 14 pontos-base a 6,20%.

O Credit Default Swap (CDS) de cinco anos do Brasil, um termômetro do risco-país, teve novo dia de alta, subindo para 106,4 pontos, ante 100 pontos da véspera, por conta dos temores no mercado financeiro mundial com o coronavírus. É o maior nível desde 28 de janeiro. Desde o começo de fevereiro o CDS vinha sendo negociado abaixo dos 100 pontos e, na mínima em uma década, foi a 91,8 pontos no dia 20.

Coronavírus

Nesta quarta, o Ministério da Saúde confirmou, hoje, o primeiro caso de um brasileiro infectado pela Covid-19. No momento, há vinte casos suspeitos da doença no país. Os casos suspeitos estão assim espalhados: Paraíba (1), Pernambuco (1), Espiríto Santo (1), Minas Gerais (2), Rio de Janeiro (2) e Santa Catarina (2) e São Paulo (11). Cinquenta e nove casos suspeitos foram descartados.

Em coletiva, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que a contraprova foi feita por segurança e que a partir deste primeiro caso poderá ser avaliado como o vírus “se comportará em um país tropical”. “Vamos mapear para tentar entender o deslocamento do vírus”, disse.

Na Itália, o número de mortes subiu para 11 e o número de casos está em 322. Foi confirmado também o primeiro caso na Catalunha, levando o total na Espanha para cinco. No Irã, foram relatadas 95 infecções e 15 mortes.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, afirmou durante coletiva de imprensa que o governo americano está “profundamente preocupado” com a possibilidade de o Irã ter suprimido informações vitais sobre os casos de coronavírus no país.

O número de pessoas contaminadas ao redor do mundo ultrapassou 81 mil na manhã de hoje, a imensa maioria na China (78 mil casos) mas com a Coreia do Sul superando os mil casos confirmados hoje – 1.146 pessoas estão infectadas, informou o governo sul-coreano, com 11 mortes.

A Apple perdeu US$ 109,2 bilhões em valores mercado em dois dias, valor equivalente a “duas Vale” (VALE3), conforme dados da Economatica, já considerando a forte queda de 9,7% da mineradora nos últimos dois dias.

Economia

Entre os indicadores, o Relatório Focus do Banco Central mostrou que o mercado reduziu de 2,23% para 2,20% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2020. As projeções para o PIB do Brasil em 2021 e 2022 mantiveram-se inalteradas em 2,5% para cada ano.

A pesquisa Focus mostrou que o mercado também projeta uma inflação menor para o país em 2020. Agora, o mercado espera que os preços medidos pelo IPCA subam 3,20%; a projeção anterior era de um IPCA de 3,22% para o fechamento de 2020.

O mercado também alterou levemente a projeção para o câmbio neste ano, de R$ 4,10 por dólar para R$ 4,15 por dólar. Projeções para a taxa Selic mantiveram-se inalteradas em 4,25%.

Noticiário corporativo

A Sanepar – Companhia de Saneamento do Paraná, planeja aumentar o capital social em R$ 1,14 bilhão, usando recursos do saldo de reserva de lucros da empresa. Se aprovado, o capital social da estatal paranaense passará para R$ 4 bilhões. A empresa informou recentemente lucro líquido de R$ 1,09 bilhão em 2019.

Já a Minerva Foods planeja reduzir o seu capital social em R$ 380 milhões, operação que também precisa ser aprovada em Assembleia Geral. No caso da Minerva, o objetivo da operação é liquidar dívidas e permitir que a empresa volte a pagar dividendos aos acionistas.

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(com Agência Brasil e Agência Estado)

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Olimpíadas de Tóquio podem ser canceladas, alerta mais antigo membro membro do Comitê Olímpico

SÃO PAULO – Faltam cerca de cinco meses para o inicio das Olimpíadas de 2020. No entanto, a competição esportiva pode não acontecer e ser cancelada, de acordo com Dick Pound, membro do Comité Olímpico Internacional (COI). Pound afirmou em entrevista que, se a situação com o coronavírus (Covid-19) não melhorar até maio, o evento não deve ocorrer.

Pound afirmou é que possível esperar até dois meses antes do inicio dos jogos para tomar a decisão de continuar ou não com o evento – que significaria adiar uma decisão até o final de maio e esperar que o vírus estivesse sob controle até a data.

Pound é membro do Comitê Olímpico Internacional desde 1978, 13 anos a mais do que o atual presidente Thomas Bach, e é o mais antigo membro ativo da organização. Ele também foi o primeiro presidente da Agência Mundial Antidoping. Por tudo isso, sua opinião aumentou o sentimento de alerta sobre o evento esportivo ao redor do mundo.

“Essa é a nova guerra e é preciso encarar isso. As pessoas deverão se perguntar: ‘Isso está sob controle? O suficiente para que possamos estar confiantes de viajar para a Ásia?’”, disse Pound em entrevista à agência de notícias Associated Press.

Entretanto, Pound mantém-se otimista, dizendo que indícios apontam que será possível realizar os jogos, mas garantiu que o COI não agirá de forma irresponsável e que, se o cenário não melhorar, o órgão não vai mandar ninguém “para uma epidemia”.

“Até onde sabemos, vocês estarão em Tóquio”, disse Pound. “Todos os indícios apontam que tudo ocorrerá como sempre. Portanto, mantenha o foco no seu esporte”

Pound comentou sobre a incerteza sobre a doença e repetiu a posição do COI – que depende de consultas à Organização Mundial da Saúde (OMS) para tomar qualquer futura decisão. Até agora, a OMS não emitiu nenhuma recomendação de segurança para cancelar o evento. Ou seja, por ora, os Jogos continuam de pé, mas a situação é delicada.

Por enquanto, ele recomendou que os atletas continuem treinando e dedicando para os Jogos. Cerca de 11 mil atletas são esperados para as Olimpíadas, e outros 4,4 mil para as Paraolimpíadas, que inciarão logo após as Olimpíadas, em 25 de agosto.

Se forem necessárias mudanças, Pound disse que todas as opções enfrentam obstáculos e que mudar o evento para outra cidade ou país parece difícil e improvável.

“Mudar o local é difícil, porque há poucos lugares no mundo que poderiam pensar em construir instalações em tão pouco tempo”, ponderou.

O candidato a prefeito de Londres Shaun Bailey sugeriu a capital britânica como alternativa – Londres sediou o evento nos Jogos de 2012. Em resposta, Yuriko Koike, governador de Tóquio, sugeriu que essa era uma oferta inadequada, usando o vírus como desculpa para uma jogada exclusivamente política.

Pound também disse que não é a favor da dispersão de eventos em vários locais porque isso “não constituiria Jogos Olímpicos e causaria uma série de campeonatos mundiais. ”

No passado, três edições das Olimpíadas foram cancelados. Os Jogos de Berlim (1916), Tóquio (1940) e Londres (1944) não ocorreram em função das duas grandes Guerras Mundiais.

Governo japonês responde afirmações

Segundo o jornal japonês Nikkei Asian Review, Seiko Hasimoto, a ministra dos Jogos Olímpicos do Japão, disse em pronunciamento que o Japão deve continuar com os planos de sediar a Olimpíada.

“Acreditamos que é necessário criar o prior cenário possível para melhorar nossa operação e alcançar sucesso”. A ministra ainda acrescentou que estão sendo realizados planos de contenção “para que possamos realizar com segurança as Olimpíadas de Tóquio”, afirmou Seiko.

Yoshihide Suga, um porta-voz do governo japonês, também afirmou, nessa quarta-feira, em resposta aos comentários de Pound, que o COI e os organizadores locais estão agindo conforme o planejado e que os Jogos Olímpicos ainda estão previstos para acontecer.

“Em relação ao comentário desse membro [fala de Pound sobre um possível cancelamento dos Jogos, o COI respondeu que essa não é sua posição oficial e que o COI está prosseguindo com os preparativos para os Jogos conforme os planejados”, afirmou Suga em entrevista coletiva.

Vírus ameaça investimentos

Caso a epidemia com o coronavírus cause um eventual cancelamento da Olimpíada, o investimento bilionário do governo local para preparar o país para o evento pode se tornar um problema.

Segundo o último orçamento atualizado, os gastos envolvendo o evento giram em torno de US$ 12,6 bilhões. Porém, em um relatório separado, o Conselho de Auditoria do Japão identificou bilhões a mais em gastos de governos municipais que não foram incluídos nos registros da Comissão Olímpica.

Entretanto, cálculos da mídia japonesa colocaram os gastos gerais com os Jogos entre US$ 26 bilhões e US$ 28 bilhões – mais do que triplo dos custos previstos pelas autoridades japonesas quando o COl selecionou a anfitriã em 2013.

Cancelando viagens e passagens

Para os turistas que estão apreensivos com a epidemia, mas já compraram passagens para os Jogos, é importante saber que o cancelamento ou remarcação da viagem é um direito do consumidor.

O passageiro que já adquiriu os pacotes de viagem ou passagens aéreas devem entrar em contato com as companhias responsáveis. Por enquanto, não há previsão de tratamento diferenciado por conta dos riscos com o coronavírus. Ou seja, o procedimento de cancelamento continua o padrão.

Segundo informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o passageiro pode solicitar remarcação, cancelamento ou reembolso da passagem, mediante ao pagamento de taxas da empresa aérea, sendo que essas tarifas não poderão ser maiores que o valor pago pela passagem originalmente.

Para que não haja nenhum custo com eventuais taxas, o passageiro tem até 24 horas para desistir de sua compra após receber o comprovante da compra da passagem aérea, desde que a aquisição da passagem tenha sido feita com 7 dias ou mais de antecedência em relação à data do voo.

Qualquer alteração feita pela empresa aérea, em especial quanto ao horário do voo ou o seu itinerário (como a mudança de um voo direto para um voo com escala ou conexão), deve ser informada ao passageiro no prazo de até 72 horas antes da data do voo original.

Caso o passageiro não seja informado e compareça ao aeroporto, tomando conhecimento da alteração somente no local, a empresa aérea deverá oferecer, além das alternativas de reembolso e de reacomodação, a execução do serviço por outro meio de transporte e a assistência material, quando cabível.

Desde a primeira infecção em Wuhan, na China, o coronavírus já chegou em diversos países. No Japão, há mais de 800 pessoas infectadas, mas, na península coreana, os números são mais alarmantes. Na Coreia do Sul os casos já ultrapassam 1,1 mil e o número de mortes é de 13 pessoas.

Na Europa, a Itália é o país que se encontra na situação mais delicada do continente. O território já registrou 11 mortes e mais de 300 infectados. No Brasil, o primeiro paciente infectado foi confirmado nesta quarta (26).

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América Latina entra em alerta após confirmação de coronavírus no Brasil

Após a confirmação do primeiro caso de contaminação pelo novo coronavírus (Covid-19) no Brasil, países da América Latina reforçam medidas de controle e alertam populações.

No Chile, foram registrados 260 casos suspeitos da doença até o momento, sem nenhuma confirmação. O ministro da Saúde chileno, Jaime Mañalich, informou que todas as pessoas com suspeita da doença estão em suas casas, em isolamento, e não poderão sair durante 14 dias.

Mañalich explicou que a vigilância epidemiológica foi reforçada nos centros de saúde e que foi decretado um alerta sanitário, que permite ao Ministério da Saúde tomar medidas como contratar recursos humanos, fortalecer a rede de laboratórios e realizar o isolamento de pacientes.

O Chile tem aplicado protocolos rigorosos nos pontos de entrada no país. “Além do que já fizemos, a partir de sexta-feira (28) será obrigatório para todas as pessoas transportadas de avião para o Chile assinar uma declaração afirmando quais são os países em que estiveram no último mês”, anunciou o ministro.

Controles

No Peru, a ministra da Saúde, Elizabeth Hinostroza, anunciou que cinco hospitais de Lima estão preparados para isolar possíveis pacientes com coronavírus. Ela disse que não há casos confirmados da doença, mas que o país está preparado para a chegada do vírus.

A Colômbia, até o momento, descartou 13 casos suspeitos, e o Ministério da Saúde decidiu aumentar o nível de alerta de leve para moderado. De acordo com o ministério, “entre as medidas tomadas na área de vigilância e prevenção, há a expansão da triagem na imigração, ou seja, agora não apenas os passageiros serão perguntados se eles vêm da China ou se estiveram naquele país nos últimos 14 dias, mas também se eles estiverem nesse período na Coreia do Sul, Japão, Cingapura, Tailândia, Malásia, Emirados Árabes Unidos e Itália”.

Além disso, o Ministério da Saúde disse que as mensagens de prevenção serão intensificadas em todo o país, especificamente a campanha nacional de lavagem das mãos e higiene respiratória.

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No Paraguai, o ministro da Saúde Pública, Julio Mazzoleni, disse que os protocolos de controle serão aplicados com severidade. Mazzoleni informou que está monitorando o segundo caso suspeito no país. Trata-se de um cidadão paraguaio que esteve na China e apresentou problemas respiratórios por 48 horas. Foi realizado um primeiro exame, que deu negativo, mas o teste será repetido nas próximas 48 horas.

Na Bolívia, os controles aeroportuários foram reforçados para as conexões aéreas com Lima, no Peru, e com São Paulo, já que são esses os principais elos do país com o mundo. “Essas são as nossas conexões para ir para à Ásia e à Europa”, disse Wilson Santamaría, vice-ministro da Segurança Pública. A Bolívia dispõe, segundo Santamaría, de modernos equipamentos de controle de temperatura dos passageiros.

Voos da Itália

Na Argentina, o Ministério da Saúde informou que os voos provenientes da Itália receberão especial atenção, com o objetivo de detectar, registrar e controlar precocemente pacientes com a possibilidade de apresentar doenças respiratórias agudas.

“Nesse sentido, e em relação aos países que relataram um aumento nos casos confirmados do vírus, como a Itália, e considerando que a Argentina possui voos diretos desse país, começaram a ser implementadas ações adicionais”, disse o comunicado.

Há pelo menos quatro cidadãos argentinos em rigoroso isolamento domiciliar, com suspeita da doença. De acordo com a imprensa argentina, eles devem passar por novos exames ainda hoje.

No Equador, há 15 hospitais preparados para tratar casos de contaminação pelo novo coronavírus. O Ministério da Saúde do país informou que há, ainda, outros estabelecimentos onde a quarentena poderá ser atendida. O país não tem registro de casos suspeitos até o momento, mas já possui os reagentes para fazer os testes de diagnóstico da doença.

Na Costa Rica, apesar de ainda não terem casos suspeitos registrados, o ministro da Saúde, Daniel Salas, disse que a chegada do novo coronavírus no país é uma questão de tempo.

No México, um comunicado oficial informa que não há casos suspeitos de contaminação até o momento.

Fiscalização

Em Cuba, as autoridades intensificaram a fiscalização sobre os viajantes que chegam nos portos e aeroportos do país. Os cidadãos que chegam da Ásia passam pelo escaner e pelo termômetro digital. Trabalhadores das áreas da saúde, turismo e imigração foram treinados para fazer as triagens e orientar a população. Até o momento, não há casos suspeitos na ilha.

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, proibiu, ontem (25), a entrada de pessoas provenientes da Coreia do Sul e da Itália, na tentativa de impedir que o novo coronavírus se espalhe no país.

Em Honduras, na semana passada, foi registrado o primeiro caso suspeito de contaminação pelo novo vírus, mas a doença não foi confirmada.

No Panamá, o Ministério da Saúde, em parceria com o Aeroporto Internacional de Tocumen, habilitou uma área para evacuação temporária de passageiros com sintomas suspeitos da doença.

Na Guatemala, o presidente Alejandro Giammattei declarou alerta sanitário máximo para tentar impedir a entrada do vírus no país.

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Especialistas comentam efeitos do coronavírus nos mercados e mostram como o investidor pode se proteger

SÃO PAULO – Após ficar dois dias fechada por conta do Carnaval, a bolsa brasileira tem forte queda nesta quarta-feira (26), chegando a perdas de 7% em meio ao aumento de casos do novo coronavírus nos últimos dias fora da China e da confirmação do primeiro caso no Brasil.

Investidores agora tentam entender quais os impactos da nova doença, chamada Covid-19, na economia global, para poderem realocar seus investimentos.

Para comentar o assunto, analistas da XP realizaram uma live falando sobre o que fazer para proteger seus investimentos neste momento. Confira a íntegra no player acima.

Segundo o chefe de alocação da XP, Felipe Dexheimer, é preciso ter em mente que o impacto econômico do novo coronavírus ainda é pequeno e que para se ter uma noção maior do impacto irá demorar mais um pouco.

Ele lembra que o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre da China só deve ser publicado em abril, enquanto o do segundo trimestre, que poderá indicar se o país conseguiu evitar um impacto maior e até mesmo uma recuperação, apenas em agosto.

Dexheimer recomenda que o investidor diversifique sua carteira e que não entre em pânico neste momento, sendo que vender tudo para comprar depois costuma não ser uma boa estratégia.

Sobre ativos de proteção, ele recomenda sempre ter algo em carteira, mas que para agora, comprar proteção pode ser tarde. Dando o exemplo do ouro, o analista apontou que o metal já subiu bastante e que para avançar muito mais precisaria ocorrer um cenário muito desastroso no mundo.

Já a analista Betina Roxo diz que a visão da XP para médio e longo prazo seguem positiva e que os fundamentos ainda são sólidos, por isso o investidor não deve entrar em pânico agora com a queda do mercado.

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Comprar, vender ou manter: como gestores estão se posicionando na Bolsa nesta volta de feriado

SÃO PAULO – Em meio a um esperado tom de maior nervosismo nos mercados nesta quarta-feira, em reação à queda das bolsas internacionais durante os últimos dois dias, gestores brasileiros apresentam maior cautela com suas posições.

Em conversas com o InfoMoney, nenhum profissional disse enxergar, por ora, motivos para vendas exageradas na Bolsa, apesar das incertezas. Eles enxergam o movimento deste pregão como parte natural de uma correção, embalada, naturalmente, pelo crescimento dos casos de coronavírus fora da China.

Há quem prefira não alterar o portfólio, enquanto outros aproveitam o contexto para realocar parte das posições e uma parcela prefere destinar parte do caixa às compras. Os movimentos, contudo, se colocam como pontuais, sem alterações estruturais dos portfólios.

O último o caso é o da Mauá Capital, que está aproveitando a queda generalizada de preços para aumentar as posições em ações como Magazine Luiza, Via Varejo, NotreDame Intermédica e Natura.

“Estamos comprando um pouco, mas não é uma mudança estrutural. Estamos reforçando posições que já estavam em carteira”, diz Renato Ometto, sócio e gestor do fundo de ações.

O fundo tinha cerca de 5% de caixa e está destinando pouco menos da metade às compras. Ometto reforça, contudo, que deve manter as proteções do portfólio, montadas via opções de venda (put) de Ibovespa.

“É muito cedo para falar de consequências do coronavírus. Até semana passada, era dada pouca importância a essa questão. Tudo está meio no escuro e, para o Brasil, pesa um pouco mais o lado técnico.”

Ao destacar que empresas vinculadas a commodities sofrem mais dada a maior correlação com o mercado externo, o gestor ressaltou que pretende manter as posições nas ações de Petrobras e Suzano. Por enquanto, afirma Ometto, não dá para avaliar com precisão o efeito do vírus sobre o crescimento mundial.

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Wagner Salaverry, sócio responsável pela gestão da renda variável da Quantitas, está aproveitando o contexto para fazer mudanças no portfólio, estudando a venda de papéis da Petrobras e compra de ações mais ligadas ao mercado interno, como Guararapes, Riachuelo e Randon.

“O momento é difícil. Tomar decisões nessa hora e sair vendendo e fazendo caixa é uma atitude mais drástica”, diz.

Teste de paciência para o investidor

A expectativa é de que os mercados tenham um bom período de incertezas pela frente, ressalta Salaverry, o que vai demandar dos investidores de Bolsa maior paciência. “Não muda a sensação de recuperação da economia e das empresas; só vai ficar mais demorado para acontecer”, destaca o gestor.

Na visão de José Tovar, CEO da Truxt Investimentos, a queda dos mercados é fruto de uma combinação de fatores, com o mercado acionário americano em patamares de preços elevados, a confirmação da percepção de que o coronavírus não seria contido na Ásia e o fortalecimento do pré-candidato democrata à presidência americana Bernie Sanders.

“Quando o mercado está esticado, qualquer coisa vira certo pânico. E a bola da vez é o vírus”, diz Tovar, ressaltando que o movimento é tido como “normal” e um bom teste para o mercado doméstico. “Agora vamos ver se o investidor brasileiro de Bolsa tem mais horizonte de longo prazo.”

Embora a estratégia de ações tenda a sofrer o impacto da queda da Bolsa hoje, Tovar afirma que o fundo macro da Truxt zerou as posições em ações antes do carnaval e que o long bias vinha diminuindo a posição comprada, que chegou a 90% este ano, para um patamar entre 40% e 50% da carteira. “Estamos um pouco menos animados com o mercado que a média”, assinala.

A parte de hedge ainda pode conter uma parte dos danos, seja via exposição a ouro, com posição vendida no índice americano S&P 500 ou com posição tomada em juros.

Com maior foco no longo prazo, uma parte dos gestores assinala que o momento demanda um monitoramento, sem necessidade de mudanças imediatas.

“O momento é de incerteza em função de um evento passageiro. Já estávamos bem comprados antes e não estamos fazendo nada”, diz Luis Felipe Teixeira do Amaral, fundador e gestor da Equitas, ressaltando enxergar com naturalidade ajustes de 10% a 15% em contextos como o atual.

Também com foco no longo prazo, a Brasil Capital adota postura semelhante. “Para que nosso posicionamento sofra uma alteração absurda, as perspectivas têm que se alterar de forma muito relevante. Dado o grande foco dos nossos investimentos em empresas mais ligadas ao mercado interno, não devemos fazer nenhuma alteração no portfólio”, diz André Ribeiro, sócio gestor da casa.

O fundo de ações da Brasil Capital tem 7% de caixa e, segundo Ribeiro, será feita uma análise caso a caso das ações para que alguma compra faça sentido. Empresas cíclicas globais começam a ficar em patamares de preços “bastante interessantes”, assinala, diante de estímulos a serem adotados pelos governos.

“O cenário só ratifica os juros baixos por um longo período de tempo. Para empresas do mercado interno, é super benigno em temos de crescimento de lucro. No caso das que mais sofrem, como de commodities, precisamos entender como vai ser a reação dos governos para que a atividade volte ao patamar anterior.”

Ribeiro avalia ainda como oportuna a recente divulgação da carta anual do megainvestidor Warren Buffett, reforçando o foco no longo prazo. “O momento demanda cuidado e é possível aproveitar algumas distorções quando elas surgem.”

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O colapso do Barings Bank 25 anos depois: o que o mercado aprendeu?

Fotos de Nick Leeson

SÃO PAULO – Há exatos 25 anos o mercado financeiro global acordava em estado de choque. Muito antes de qualquer vestígio de coronavírus, investidores se apavoravam com a notícia de que o banco mais antigo da Inglaterra havia quebrado.

Além de ser uma instituição do século XVIII — com clientes como a rainha Elizabeth II — o que chocou foi o fato de o colapso da instituição ter sido causado por um único operador de derivativos, Nick Leeson, na época com 28 anos.

Leeson, que era responsável pela operação de derivativos do Barings Bank em Cingapura, apostou mais de US$ 1,3 bilhão em negociações especulativas sem qualquer tipo de hedge. O montante era equivalente ao dobro da quantidade total de dinheiro que o banco possuía em caixa.

A maioria dos contratos detidos por Leeson apostavam na alta do índice Nikkei, do Japão. Um terremoto, no entanto, abalou o país e o mercado asiático em janeiro de 1995 e a posição de tida por Leeson virou pó.

Manipulando os sistemas contábeis do banco, o operador ainda conseguiu esconder suas perdas por alguns dias.

O escândalo veio à tona em uma carta do presidente do banco, Peter Baring, no dia 23 de fevereiro de 1995. Três dias depois, o banco britânico fundado em 1762 deixou de existir.

Leeson fugiu de Cingapura e deu início a uma caçada global. Foi capturado pouco tempo depois na Alemanaha e condenado a seis anos e meio de prisão em Cingapura depois de se declarar culpado de “enganar os auditores do banco e enganar a bolsa”.

Os erros do Barings Bank e o que mudou no mercado desde então

Em investigações posteriores à quebra da instituição financeira, o Banco Central Europeu (BCE) constatou que um dos maiores erros cometido pelo Barings foi deixar Leeson como responsável tanto pelas operações de derivativos quanto pela parte de liquidação e contabilidade dessas operações.

Hoje, na maior parte dos mercados desenvolvidos isso não é mais permitido pelos órgãos reguladores. Escândalos como o de Leeson e a crise financeira de 2008 obrigaram instituições financeiras a criarem programas mais robustos de governança e gerenciamento de riscos.

A falta de supervisão nas operações de Leeson é outro ponto de atenção. Após estudar o caso, o BCE concluiu que os problemas do Barings foram ocasionados principalmente por um “fracasso de vários funcionários do grupo em fazer seu trabalho de forma adequada”.  “Todo supervisor deve conhecer a fundo todas as operações que gerencia”, diz o documento do BCE.

Em sua autobiografia, Nick Leeson disse que a cultura do Barings era simples: “Todos nós éramos incentivados a obter lucros, lucros e mais lucros … eu era a estrela em ascensão”.

A diretoria do Barings nunca questionou os altos riscos e lucros gerados por Leeson em anos anteriores. Em um ponto antes da quebra, mais de 60% das receitas das operações com derivativos do banco ao redor do mundo eram geradas por Leeson.

Barings Bank e Nick Leeson atualmente

Apesar da experiência traumática, tanto Barings Bank quanto Nick Leeson não sumiram totalmente do mercado desde então.

O Barings foi vendido pelo valor simbólico de 1 libra ao grupo financeiro holandês ING. Dez anos depois, uma empresa de seguros de Boston, a MassMutual, comprou a divisão de Asset Management do ING juntamente com o direito de utilizar o nome Barings.

Hoje, a marca é uma gestora de ativos global, fruto de uma fusão de quatro gestoras, e com mais de US$ 303 bilhões de ativos sob gestão.

Já Nick Lesson virou um palestrante global sobre finanças, risco, conduta e governança corporativa. Rotineiramente, também oferece cursos online sobre como operar no mercado financeiro.

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Ações de Petrobras, Vale e siderúrgicas despencam até 8% e aéreas caem 10% com receio sobre coronavírus

SÃO PAULO – A bolsa brasileira registra expressiva queda na sessão desta quarta-feira (26), com destaque para as blue chips, cujos ADRs (American Depositary Receipts) despencaram na bolsa de Nova York durante os dois dias em que a B3 esteve fechada (veja mais clicando aqui) por conta do aumento dos temores com o coronavírus. O primeiro caso da doença no Brasil foi confirmado nesta quarta pelo Ministério da Saúde, enquanto os casos têm se espalhado pela Europa, com destaque para a Itália, elevando os receios sobre o impacto da doença para a economia mundial.

Petrobras (PETR3;PETR4), Vale (VALE3) e siderúrgicas como CSN (CSNA3), Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4)  caem entre 6% e 8%, enquanto bancos como Itaú Unibanco (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC3;BBDC4) e Santander Brasil (SANB11) têm forte baixa entre 3% e 6%.

“Para o mercado brasileiro, caso os impactos do surto se prolonguem no médio prazo, a pressão deve continuar principalmente para ações ligadas à economia global, como empresas de commodities – caso de Suzano (SUZB3), Vale -, frigoríficos exportadores – caso de JBS (JBSS3), Marfrig (MRFG3), BRF (BRFS3) -, companhias aéreas e de turismo- como Gol (GOLL4), Azul (AZUL4) e CVC (CVCB3) -, além de empresas domésticas de consumo que possam ter seus resultados deteriorados a depender do impacto para a economia brasileira”, destaca a XP Investimentos em relatório.

As maiores baixas percentuais, por sinal, ficam justamente com as ações de empresas ligadas ao setor de turismo, com a Azul chegando a registrar queda de 12%, enquanto a Gol tem baixa de até 9,2%. CVC, por sua vez, viu seus ativos caírem cerca de 10% para depois amenizarem as perdas e registrarem queda de cerca de 6%. Os investidores temem pelos impactos do coronavírus nas viagens, principalmente após a Itália confirmar novos casos, Grécia relatar seu primeiro caso e 700 pessoas permaneceram confinadas em um hotel em Tenerife, nas Ilhas Canárias.

Contudo, a baixa é generalizada: as menores quedas eram de Cielo (CIEL3) e Ambev (ABEV3), entre 1,5% e 2%, dois papéis que registram forte baixa no ano.

Confira os destaques da B3 na sessão desta quarta-feira (26):

Azul (AZUL4)

A Azul informou na sexta-feira ter assinado acordo para a compra da TwoFlex por R$ 123 milhões. O fechamento do negócio está condicionado a aprovação da operação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras informou em comunicado na sexta início da fase não vinculante referente à venda de 100% de sua Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III ( UFN-III ) em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão informações detalhadas sobre o ativo, além de instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para elaboração e envio das propostas não vinculantes.

Segundo a Petrobras, a operação está alinhada à otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os seus acionistas.

Conforme a estatal, a construção da UFN-III teve início em setembro de 2011, mas foi interrompida em dezembro de 2014, com 81% da obra concluída. A unidade terá capacidade projetada de produção de ureia e amônia de 3.600 t/dia e 2.200 t/dia, respectivamente, e a conclusão da obra será de responsabilidade do potencial comprador.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil comunicou na sexta-feira a renúncia de Marco Túlio Moraes da Costa do cargo de Diretor de Agronegócios, com efeitos a partir desta quarta-feira.

Sanepar (SAPR11)

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) planeja aumentar o capital social em R$ 1,14 bilhão, usando parte do saldo da reserva de lucros da empresa. Com a mudança – que precisará ser aprovada na Assembleia marcada para 27 de março – o capital social da estatal paranaense de água e saneamento passará para R$ 4 bilhões. Segundo a empresa, a reserva de lucros excedeu o capital social atual da empresa, de R$ 3 bilhões. A Sanepar publicou em fevereiro o balanço de 2019, informando um lucro líquido de R$ 1,09 bilhão no ano passado – um crescimento de 21% sobre 2018.

Marfrig (MRFG3

A Marfrig comunicou na manhã de hoje que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e o Serviço de Inspeção e Inocuidade Alimentar (FSIS) informaram ao Ministério da Agricultura do Brasil a abertura do mercado americano à importação de carne bovina brasileira. A Marfrig já exporta carne bovina das suas plantas no Uruguai e na Argentina para os EUA, mas agora pretende ampliar as vendas a partir dos frigoríficos brasileiros. “A abertura irá contribuir para aumentar o portfólio da operação América do Norte”, comentou a empresa.

Minerva (BEEF3

A Minerva também informou que o Ministério da Agricultura do Brasil recebeu autorização do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) permitindo que o Brasil retome as exportações de carne bovina aos EUA. A Minerva também já exporta carne bovina aos EUA a partir da Argentina e do Uruguai, mas destacou que cinco dos seus frigoríficos no Brasil poderão retomar as exportações para os EUA em breve. Segundo a empresa de Barretos (SP), esses cinco frigoríficos têm a capacidade de abate de 6.040 cabeças por dia.

A empresa também comunicou que deverá propor, em Assembleia Geral Extraordinária a ser realizada na sede em Barretos (SP) em 20 de março, a redução do capital social da empresa em R$ 380 milhões, para a soma de R$ 960,3 milhões. Segundo o Conselho da empresa, a manobra será feita apenas para “fins contábeis” e para permitir que no futuro sejam distribuídos lucros aos acionistas.

A Minerva afirmou que nenhuma das 458.558.919 ações ordinárias da companhia será cancelada. A empresa, que reportou lucro líquido de R$ 16 milhões em 2019, após anos de prejuízos, informou que a redução de capital é uma manobra legal para destinar R$ 380 milhões “para a absorção dos prejuízos acumulados”. Em 24 de janeiro, a Minerva levantou R$ 1,04 bilhão com uma oferta de ações na B3. A empresa pretende liquidar as dívidas e voltar a pagar dividendos aos acionistas.

Cyrela (CYRE3

A construtora e incorporadora Cury, na qual a Cyrela tem participação de 48,25%, entrou com pedido de registro de oferta pública primária e secundária da ações na B3. A informação partiu de um comunicado da Cyrela, no qual a empresa também informa que a Cury pediu a adesão ao Novo Mercado da B3. A Cury atua nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A empresa afirma que teve lucro líquido de R$ 204 milhões no ano passado, um crescimento sobre 2018, quando lucrou R$ 176 milhões.

PetroRio (PRIO3)

A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições o ato de concentração envolvendo a PetroRio O&G Exploração e Produção de Petróleo Ltda e a Dommo Energia S.A. O despacho pela aprovação está publicado na edição desta quarta-feira, 26, do Diário Oficial da União.

A operação consiste na aquisição, pela PetroRio, de 80% do Campo de Tubarão Martelo, localizado na Bacia de Campos (RJ), atualmente detido pela Dommo.

Segundo dados do parecer do Cade, ao final da operação, a PetroRio ingressará no campo de Tubarão Martelo passando a atuar como nova operadora do campo, enquanto a Dommo ficará com os 20% restantes.

De acordo com os dados disponibilizados pelo Cade, para a PetroRio, “a operação está alinhada com seu modelo de negócios e sua estratégia de expansão, além de representar uma oportunidade para futura simplificação do sistema de produção entre os Campos de Tubarão Martelo e Polvo, gerando sinergias significativas e redução dos custos”.

Já para a Dommo, “a operação representa uma significativa redução dos seus custos de operação, além de representar uma oportunidade para revitalização do campo e extensão da sua vida útil”.

A operação foi formalizada por meio do Farm Out Agreement (FOA), em 3 de fevereiro de 2020, e está sujeita à aprovação da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Oi (OIBR4)

A operadora de telefonia Oi, em recuperação judicial, informou na manhã de hoje que concluiu a venda de um imóvel na rua General Polidoro, no bairro do Botafogo, Rio de Janeiro. A empresa recebeu R$ 120 milhões pela venda no dia 21, quando ocorreu a liquidação da transação financeira.

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Americana ExpressJet Airlines anuncia compra de 36 aviões Embraer ERJ145

A companhia aérea americana ExpressJet Airlines, que opera nos Estados Unidos como United Express em nome da United Airlines Holdings, anunciou nesta segunda-feira, 24, que vai adicionar 36 aviões Embraer ERJ145 à sua frota nos próximos 12 meses.

Em comunicado à imprensa, a empresa disse que pretende se tornar a maior operadora do modelo brasileiro de 50 lugares no mundo.

A ExpressJet Airlines informou, ainda, que vai eliminar uma pequena quantidade de aviões E175 para ter uma frota composta apenas pelo ERJ145.

“Fizemos um compromisso de longo prazo com o Embraer ERJ145 e projetamos uma abrangente melhora da cabine, assentos e entretenimento para entregar uma experiência de consumidor contemporânea”, disse a vice-presidente sênior da empresa, Sarah Murphy, no comunicado.

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Ibovespa cai mais de 5% na volta do feriado com elevação de temores sobre coronavírus; dólar vai a R$ 4,44

SÃO PAULO – O Ibovespa opera em queda forte nesta quarta-feira (26) confirmando o movimento dos ADRs (na prática, as ações de empresas brasileiras negociadas nas bolsas dos Estados Unidos) durante o feriado de Carnaval.

O Dow Jones Brazil Titans 20 ADR, que compila o desempenho dos 20 ADRs brasileiros mais líquidos no mercado americano, teve queda de 4,81% na segunda-feira e baixa de 1,99% na terça, acumulando baixa de 6,71% em apenas duas sessões por conta da proliferação do coronavírus.

Às 14h30 (horário de Brasília), o Ibovespa caía 5,57%, aos 107.354 pontos. Enquanto isso, o dólar futuro com vencimento em março avança 1,01%, a R$ 4,436. O dólar à vista registra alta de 1,11%, a R$ 4,4415 na compra e R$ 4,4421 na venda.

Hoje, o Banco Central ofertou 10 mil contratos de swap cambial, que equivale à venda de dólares pela autoridade monetária no mercado futuro. Para amanhã está agendada a oferta de mais 20 mil contratos. O dólar chegou a registrar alta mais contida no início da sessão em meio ao anúncio dos leilões, mas o alívio durou pouco e a moeda brasileira voltou a registrar forte perda.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 sobe um ponto-base a 4,70%, DI para janeiro de 2023 tem alta de dois pontos-base a 4,30%. Já o DI para janeiro de 2025 avança seis pontos-base a 6,12%.

Além da Itália ter o primeiro surto do coronavírus fora da Ásia, o Brasil confirmou seu primeiro caso da doença. Um teste deu positivo no hospital Albert Einstein na noite de ontem, e o diagnóstico foi confirmado pelo exame de contraprova feito pelo instituto Adolfo Lutz.

Em coletiva, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que a contraprova foi feita por segurança e que a partir deste primeiro caso poderá ser avaliado como o vírus “se comportará em um país tropical”. “Vamos mapear para tentar entender o deslocamento do vírus”, disse.

Na Itália, o número de mortes subiu para 11 e o número de casos está em 322. Foi confirmado também o primeiro caso na Catalunha, levando o total na Espanha para cinco. No Irã, foram relatadas 95 infecções e 15 mortes.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, afirmou durante coletiva de imprensa que o governo americano está “profundamente preocupado” com a possibilidade de o Irã ter suprimido informações vitais sobre os casos de coronavírus no país.

O número de pessoas contaminadas ao redor do mundo ultrapassou 81 mil na manhã de hoje, a imensa maioria na China (78 mil casos) mas com a Coreia do Sul superando os mil casos confirmados hoje – 1.146 pessoas estão infectadas, informou o governo sul-coreano, com 11 mortes.

Entre os indicadores, o Relatório Focus do Banco Central mostrou que o mercado reduziu de 2,23% para 2,20% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2020. As projeções para o PIB do Brasil em 2021 e 2022 mantiveram-se inalteradas em 2,5% para cada ano.

A pesquisa Focus mostrou que o mercado também projeta uma inflação menor para o país em 2020. Agora, o mercado espera que os preços medidos pelo IPCA subam 3,20%; a projeção anterior era de um IPCA de 3,22% para o fechamento de 2020.

O mercado também alterou levemente a projeção para o câmbio neste ano, de R$ 4,10 por dólar para R$ 4,15 por dólar. Projeções para a taxa Selic mantiveram-se inalteradas em 4,25%.

A Apple perdeu US$ 109,2 bilhões em valores mercado em dois dias, valor equivalente a “duas Vale” (VALE3), conforme dados da Economatica, já considerando a forte queda de 9,7% da mineradora nos últimos dois dias.

Noticiário corporativo 

A Sanepar (SAPR11) – Companhia de Saneamento do Paraná, planeja aumentar o capital social em R$ 1,14 bilhão, usando recursos do saldo de reserva de lucros da empresa. Se aprovado, o capital social da estatal paranaense passará para R$ 4 bilhões. A empresa informou recentemente lucro líquido de R$ 1,09 bilhão em 2019.

Já a Minerva Foods (BEEF3) planeja reduzir o seu capital social em R$ 380 milhões, operação que também precisa ser aprovada em Assembleia Geral. No caso da Minerva, o objetivo da operação é liquidar dívidas e permitir que a empresa volte a pagar dividendos aos acionistas.

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ETFs de ouro registram período recorde de entradas

(Bloomberg) — Investidores globais acumulam cada vez mais ativos em ouro diante da propagação do surto de coronavírus e da redução do apetite por risco.

O investimento global em ouro atrelado a fundos de índice (ETFs) registrou o maior aumento em mais de um mês na terça-feira, enquanto as ações despencaram. Foi o 25º dia consecutivo de entradas, um recorde. Em 2.624,7 toneladas, as posições subiram para nível recorde.

Depois do salto de 18% no ano passado, o ouro deu seguimento ao rali em 2020, e os preços atingiram o nível mais alto desde 2013. O ativo, considerado um porto seguro, foi favorecido devido à propagação do vírus fora da China, o que ameaça causar uma pandemia e crescimento mais lento.

O Goldman Sachs disse que, se o impacto do surto se estender para o segundo trimestre, os preços do metal poderão atingir US$ 1.850 a onça. O ouro spot foi cotado a US$ 1.689,31 na segunda-feira.

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“Não compre ou venda ações com base nas manchetes, o longo prazo não muda com o coronavírus”, diz Warren Buffett

Se o coronavírus causar uma pandemia, uma recessão global é provável, de acordo com Mark Zandi, economista-chefe da Moody’s Analytics. As chances desse resultado agora estão em 40%, acima dos 20%, disse em relatório.

A ameaça de desaceleração prolongada do crescimento devido ao impacto do vírus pode manter a demanda por ouro em alta, segundo o Morgan Stanley. Mais entradas são esperadas em ETFs enquanto as taxas de juros reais permanecerem negativas, disse o banco em relatório.

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