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Ibovespa deve abrir em forte queda e circuit breaker volta a ser assunto nas mesas, diz analista gráfico da XP

ATUALIZAÇÃO: Ibovespa cai 5% na volta do feriado com elevação de temores sobre coronavírus; dólar vai a R$ 4,41

SÃO PAULO – O Ibovespa deve abrir em forte queda nesta quarta-feira (26), volta do Carnaval para os mercados brasileiros. Durante o feriado, o Dow Jones Brazil Titans 20 ADR, que compila o desempenho dos 20 ADRs brasileiros (na prática, as ações de empresas brasileiras negociadas nos Estados Unidos) mais líquidos teve queda de 4,81% na segunda-feira e baixa de 1,99% na terça, acumulando um recuo de 6,71% em apenas duas sessões por conta da proliferação do coronavírus.

Desse modo, a expectativa dos investidores é de que a sessão desta quarta seja marcada por um movimento de ajuste brusco do nosso mercado aos dois pregões internacionais durante os quais não houve negociação na B3.

De uma perspectiva de análise técnica, o analista Giba Coelho, da XP Investimentos, entende que a abertura será marcada por uma correção acompanhando os desempenhos dos ADRs de blue chips no feriado, em especial Petrobras (PETR3; PETR4) e Vale (VALE3).

“Penso em quedas [do Ibovespa] entre 3% e 8% com mediana em torno de 5%”, afirma. Giba conta que já começam a surgir nas mesas rumores de que a B3 pode acionar circuit breaker, quando a Bolsa suspende negociações de ativos por meia hora após uma baixa de 10% no Ibovespa.

Já o Credit Suisse destacou em nota, com base no desempenho dos ADRs no Carnaval, que a queda estimada para o benchmark na abertura é de 3,28%, a 109.952 pontos.

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Se o recurso do circuit breaker for acionado, uma vez reaberto o pregão, se houver uma oscilação negativa de até 15%, a interrupção se dá por mais uma hora. Voltando a funcionar, com queda de 20%, ocorre suspensão dos negócios por prazo a ser definido pela Bolsa. Nessa hipótese, a decisão deverá ser comunicada ao mercado. De qualquer forma, na última meia hora de pregão, as negociações acontecerão.

Contudo, Giba Coelho destaca que esse cenário mais apocalíptico está bem longe do seu cenário-base. “Vai corrigir e pode ter pânico nos primeiros momentos, mas é possível que haja até mesmo oportunidades de compra perto do fim do pregão.”

Giba aponta que o Ibovespa vem com sinais de realização desde as últimas semanas, com o Índice de Força Relativa (IFR) favorecendo novas baixas rumo ao teste da Linha de Tendência de Alta (LTA) dos 109 mil pontos. “Caso perca a LTA, o índice poderia buscar suportes na região dos 100 mil pontos”, avalia.

Para ele, o Ibovespa volta a atrair compras na região dos 100 mil pontos e retomaria o sinal de alta no rompimento das resistências dos 115.600 pontos e 119.600 pontos.

Já o Winfut tem suporte em 112.825 que deve ser perdido na abertura do pregão mirando os próximos suportes em 109.000 / 107.000 ou 102.000. Retomaria o sinal de alta acima dos 117.220 ou 120.820.

O Wdoh20 está em tendência de alta e deve superar a resistência nos 4.406,50 projetando teste de resistências em 4.500 ou 5.100. Tem suportes em 4.304 e 3.991. O IFR sobrecomprado só favorecerá realização em caso de fechamento negativo.

O Giba Coelho faz análises de ações todas as terças no grupo de Telegram do InfoMoney.

Análise técnica

Chamada de análise gráfica por alguns, ela parte do pressuposto de que tudo o que pode ser medido acerca do desempenho futuro de uma ação já está precificado.

Desse modo, os movimentos diários do papel teriam um componente muito maior de percepção psicológica dos investidores sobre se está caro ou barato, subiu demais ou caiu demais, do que de fundamentos.

As operações em análise técnica, então, são guiadas a partir de um estudo do gráfico do preço da ação, verificando quais patamares de preço geralmente atraem vendas (resistências) e quais outros atraem compras (suportes).

Outras ferramentas da análise técnica incluem o Índice de Força Relativa (IFR), que cruza dados de preço de fechamento com volume negociado de ações, projeção de Fibinacci e análise de médias móveis.

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Mapa rastreia surto do coronavírus em todo mundo; confira

SÃO PAULO – Um mapa criado pelo Centro de Ciência e Engenharia de Sistemas da Universidade Johns Hopkins monitora o avanço mundial do Covid-19, doença causada pelo coronavírus iniciado na província chinesa de Wuhan.

O mapa é atualizado regularmente com dados coletados da Organização Mundial da Saúde (OMS), dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), da Comissão Nacional de Saúde da República Popular da China e do Dingxiangyuan – rede social para profissionais de saúde que fornece em tempo real informações sobre casos.

O site ainda fornece um link para uma planilha com informações totais sobre os casos suspeitos, os países em que houve confirmações e o número total de mortes.

A China é líder em vítimas fatais da doença, com mais de 2600 mortes, seguida pelo Irã (19 mortes), Coréia do Sul (12) e Itália (10).

O Ministério da Saúde confirmou nesta segunda-feira (26), o primeiro caso do coronavírus no país. O paciente segue no hospital Albert Einstein, em São Paulo, e, segundo informações foi contaminado na Itália, onde esteve em viagem a trabalho até 21 de fevereiro.

No mercado, a preocupação da chegada do coronavírus ao Brasil tende a aumentar as expectativas em torno da abertura da bolsa brasileira. Fechada desde a última sexta-feira (21) por conta do Carnaval, o índice de ADRs brasileiros registrou queda de  6,71% e o ETF brasileiro EWZ caiu 6,33% nas últimas sessões.

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Coronavírus: Ministério da Saúde confirma primeiro caso da doença no Brasil

SÃO PAULO – O Ministério da Saúde confirmou nesta quarta-feira (26) o primeiro caso de uma pessoa infectada com o coronavírus no Brasil – e primeiro na América Latina. Após um teste dar positivo no hospital Albert Einstein na noite de ontem, um exame de contraprova feito pelo instituto Adolfo Lutz confirmou o caso.

Em coletiva, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que a contraprova foi feita por segurança e que a partir deste primeiro caso poderá ser avaliado como o vírus “se comportará em um país tropical”. “Vamos mapear para tentar entender o deslocamento do vírus”, disse.

Segundo o ministro, agora se passa para uma “nova etapa”, em que serão tomadas providências para mitigar os efeitos da doença. Além disso, ele destacou que é possível que o número de casos suspeitos aumente no País porque aumentou o número de países considerados de risco.

“Passamos a uma nova fase de providências, no sentido de mitigar os efeitos da doença em SP e em todo Brasil. Nosso comitê de emergência está reunido em SP, e de tarde vamos nos juntar a eles para falar sobre o que deve ser feito. Não muda muito com relação aos casos suspeitos, mas agora temos uma patologia confirmada”, afirmou Mandetta.

O Ministério atualizou o número de casos suspeitos para 20, sendo a maioria em São Paulo, com 11. Além disso, o total de casos descartados passou para 59.

De acordo com o Ministério, trata-se de um homem de 61 anos, residente em São Paulo, que “traz o histórico de viagem para a Itália, na região da Lombardia (norte do país), a trabalho, sozinho, no período de 9 a 21 de fevereiro”. A Itália é o país europeu mais afetado pela doença.

Na coletiva, foi informado que o paciente “está bem” e segue isolado em sua casa junto da família.

“Não tem como fechar fronteiras. É uma gripe. Como todo vírus, a medida de melhor controle é por etapas, é termos agilidade [no diagnóstico]”, disse Mandetta ressaltando que o sistema de saúde fez tudo com muita rapidez.

Na segunda-feira (24) o Ministério da Saúde ampliou os critérios para definição de caso suspeito para o novo coronavírus. Agora, também estão enquadradas dentro desta definição as pessoas que apresentarem febre e mais um sintoma gripal, como tosse ou falta de ar, e chegando dos seguintes países: Alemanha, Austrália, Emirados Árabes, Filipinas, França, Irã, Itália e Malásia. A lista já incluía, além da China, Cingapura, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Camboja, Japão, Tailândia e Vietnã.

Em apresentação, o Ministério explicou que o coronavírus é conhecido desde 1960 e que o nome desta nova doença é chamada de Covid-19. Segundo secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, esta doença está sendo investigada, mas por enquanto apresenta gravidade de leve a moderada.

“Estamos na fase de contenção, que é evitar que o vírus se espalhe. Caso se espalhe, vamos para a fase de mitigação”, disse.

Ele afirmou ainda que, pelos dados atuais, cada pessoa infectada pode transmitir a doença para outas duas ou três pessoas, mas que alguns casos chegam a sete. Citando dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o secretário ressaltou que o período de incubação varia de 0 a 14 dias, mas que alguns estudos apontam que os sintomas surgem em 9 a 10 dias.

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Preocupação com coronavírus aumenta e derruba mercados pelo mundo: o que fazer agora?

SÃO PAULO – A sessão desta quarta-feira (26) é de baixa bastante expressiva para a bolsa brasileira na volta do Carnaval. Durante as duas sessões em que a bolsa brasileira esteve fechada, o índice de ADRs brasileiro Brazil Titans 20 registrou forte queda de 6,71%, enquanto o ETF brasileiro EWZ teve baixa de 6,33% em meio aos temores cada vez maiores com a disseminação do coronavírus. Os ativos brasileiros negociados no exterior acompanharam os mercados globais, que também tiveram queda entre 6% e 7% nas duas últimas sessões (veja mais clicando aqui).

Após semanas de recorde, as altas nas bolsas americanas começaram a deteriorar à medida que as cadeias de suprimento globais se mostraram mais impactadas do que o inicialmente previsto e com o brusco crescimento dos casos confirmados fora da China. No fim de semana, a preocupação aumentou depois que uma onda de casos foi relatada na Coreia do Sul, Irã e Itália, gerando paralisação de algumas atividades nos países, enquanto as autoridades tentam manter os recentes surtos sob controle.

Conforme destacou em relatório a XP Investimentos, tal movimento dos mercados mostrou uma corrida clara para ativos de menor risco, sendo quatro os principais indicadores dessa elevada aversão. Tratam-se de i) procura por títulos americanos, fazendo com que o rendimento de dez anos atingisse o menor nível da história, a 1,328%, ii) o forte rali no ouro, que atingiu na segunda-feira o maior valor em sete anos, próximo de US$ 1.700, iii) grande aumento da volatilidade, com o índice VIX atingindo o seu nível mais alto desde 2018, em 26,6% e iv) a alta do dólar, por conta de fluxos elevados de capitais para mercados de menor risco.

A equipe de análise da XP ressalta que, nos últimos dias, moedas de países como África do Sul, Turquia, Rússia, Chile e outras perderam entre 1% e 2% de valor frente ao dólar, o que também pode se repetir por aqui. “Esperamos que a cotação do dólar siga pressionada frente ao real brasileiro, dado que os fundamentos seguem suportando a moeda americana”, avalia.

Em meio ao surto de coronavírus se espalhando por outros países e elevando os temores sobre os efeitos na economia global, Alberto Bernal, estrategista macro global da XP, destacou que os governos no mundo devem agir para conter não só a propagação da doença, mas os severos impactos na atividade no primeiro trimestre. Assim, tanto Europa quanto China devem elevar o nível de estímulos à economia no curto prazo, podendo aliviar os impactos quando forem anunciados.

Nesta quarta-feira, o governo de Hong Kong já anunciou um pacote de auxílio de quase US$ 1.300 para cada residente permanente que tiveram suas finanças impactas pelo vírus e pelos protestos que se alastraram por Hong Kong no final de 2019, totalizando quase US$ 10 bilhões de injeção de liquidez na economia local. “Esse pode ser apenas o primeiro sinal de vários outros estímulos que virão em outros países”, destaca Bernal.

Volatilidade e impacto para o investidor

Durante esse período de forte volatilidade e aversão ao risco do mercado, o que o investidor deve fazer? Conforme destaca a XP, é muito importante manter uma carteira diversificada, com exposição não apenas a renda variável, ajudando o investidor a tolerar a volatilidade de preços no curto prazo.

No curto prazo, a expectativa é de que haja fortes baixas das ações da Bolsa. Porém, empresas com bons fundamentos devem se manter sólidas no longo prazo.

Enquanto o coronavírus se propaga, a principal preocupação para as empresas no prazo mais curto se refere ao potencial impacto que uma desaceleração econômica, a partir das economias impactadas pelo coronavírus, possa ter em seus resultados. Os principais sinais foram dados no setor de tecnologia na última semana, após a Apple afirmar que não atenderá às projeções de receita para o trimestre por conta do coronavírus.

Para o mercado brasileiro, caso os impactos do surto se prolonguem no médio prazo, a pressão deve continuar principalmente para ações ligadas à economia global, como empresas de commodities – caso de Suzano (SUZB3), Vale (VALE3) -, frigoríficos exportadores – caso de JBS (JBSS3), Marfrig (MRFG3), BRF (BRFS3) -, companhias aéreas e de turismo- como Gol (GOLL4), Azul (AZUL4) e CVC (CVCB3) -, além de empresas domésticas de consumo que possam ter seus resultados deteriorados a depender do impacto para a economia brasileira.

Por outro lado, avalia a equipe de análise, ações de empresas reguladas, como elétricas e saneamento, podem ser boas oportunidades, já que não são dependentes da economia e pagam dividendos robustos.

Conforme destacou Warren Buffett em entrevista à CNBC e em carta aos investidores da Berkshire Hathaway, o longo prazo não mudou com o coronavírus. Porém, o curto prazo deve ser de forte volatilidade para os mercados.

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Como saber se sua empresa está adequadamente endividada?

Durante o processo de avaliação de crédito de uma empresa, o uso de alguns indicadores simples para avaliar se sua empresa tem boas chances de honrar suas obrigações é senso comum entre os analistas. Mas como saber se a sua empresa está adequadamente endividada?

É importante que o empresário médio os conheça. Desmistificá-los pode ajudar a entender de que modo sua empresa pode encontrar um endividamento mais saudável. 

Pretendo também mostrar um ou outro ponto que considero generalizações nos processos de análise. Cabe a ressalva de sempre sobre as generalizações: quase sempre são opções que simplificam as análises, mas que naturalmente deixam particularidades de um outro negócio de lado; e o diabo costuma estar nos detalhes. 

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Indicadores de endividamento 

Os mais comuns indicadores de endividamento encontrados na literatura são os indicadores de endividamento geral ou EG (Dívida total/Passivo total) e Composição do Endividamento ou CE (Dívida de Curto Prazo/Dívida Total).  

Analistas de crédito pouco os observam para avaliar sua capacidade de obtenção de empréstimos. Não quero dizer que são descartáveis, mas eu diria que eles apenas ajudam a formar um pano de fundo de sua empresa.  

Existem muitos outros indicadores que podem auxiliá-lo a obter uma visão analítica mais ampla, mas não vou – em nome da simplificação – exauri-los nesse texto. A rigor, podemos ir mais diretamente ao ponto. 

Indicadores financeiros menos conectados à sua capacidade de geração de caixa falam muito pouco a um analista externo e a você mesmo sobre sua capacidade de enfrentar passivos onerosos no curto ou longo prazo. 

Para avaliar a capacidade de pagamento de uma empresa, os olhos costumam se voltar a um grupo mais restrito de indicadores. São indicadores amplamente utilizados no mercado.  

Portanto, sua empresa será objeto de comparação constante com peers (empresas de mesmo setor) e com alguns padrões pré-estabelecidos e aceitáveis para esses indicadores.  

Desta maneira, eles funcionam como grandes funis no processo de análise. Avaliá-los recorrentemente e exibi-los em seus relatórios periódicos pode sinalizar boa prática gerencial. 

 

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A vez dos fundos de crédito

Vamos falar de dois indicadores bem básicos e amplamente utilizados: 

 

  1. Índice de Cobertura de Juros ou do Serviço da Dívida (ICSD): EBIT (ou EBITDA) / Despesas Financeiras (ou Resultado Financeiro)
  2. Dívida Líquida/EBITDA (comumente chamado de índice de endividamento)

 

O índice de cobertura de juros pode ser facilmente calculado extraindo o EBIT (acrônimo para a expressão em inglês earnings before interests and taxes) diretamente da DRE.  

O EBIT equivale ao lucro antes do resultado financeiro. Caso queira utilizar o EBITDA (acrônimo para a expressão earnings before interests, taxes, depreciation and amortization), calcule o LAJIDA em bom português, logo some ao EBIT a depreciação e amortização. Na sequência, divida esse número por suas despesas financeiras com juros. 

O objetivo deste indicador é medir sua capacidade de enfrentar a dívida, já que é uma boa aproximação para isso. É, contudo uma simplificação.  

Tecnicamente, o mais correto seria que o numerador contivesse o fluxo de caixa operacional, mas isso fica para uma outra história. 

Na prática, o indicador funcionaria para empresas que não tivessem dificuldades de rolar seu passivo infinitamente. Sua intenção seria avaliar estritamente sua capacidade de pagar os encargos da dívida.  

Na realidade, sabemos que especialmente em empresas de médio porte no Brasil isso não é observado 

Assim, no mundo real, ele funciona como um primeiro requisito. ICSDs menores que 1 indicam a incapacidade da empresa pagar os juros de suas dívidas durante o exercício analisado. Isso é razoavelmente grave. E normalmente acende um alerta vermelho em suas avaliações de crédito. 

Como analisar os indicadores na prática 

Como gestor financeiro, caberá a você tomar algumas medidas agudas relacionadas ao custo e ao perfil de seu endividamento.  

Dificilmente diante deste cenário as medidas operacionais de curto prazo serão suficientes para sanar o problema apresentado. Fato é que você necessitará reduzir o denominador da razão acima. Não tem jeito. 

O indicador de Dívida Liquida/EBITDA é, de fato, o maior balizador para concessões de crédito e, portanto, para aferição de sua capacidade de repagamento de dívidas.  

A sua lógica é bem simples: gera um múltiplo que aponta o número de exercícios necessários para que você amortize o principal de sua dívida, descontado o caixa disponível.  

Existem muitos benchmarks disponíveis, dado que os números das companhias abertas são amplamente divulgados e conhecidos.  

Um múltiplo incompatível com o prazo médio de suas dívidas dá sinal claro de que elas precisarão ser reperfiladasCom isso, sua geração de caixa é incompatível com seu atual nível de endividamento.  

Evidentemente, a trajetória futura de seu fluxo de caixa pode dar demonstrações distintas – para o bem e para o mal. Tudo depende da projeção de seu fluxo de caixa. 

Por si só, este indicador é uma simplificação. O EBITDA é uma aproximação da geração de caixa. E o uso da dívida líquida é um paradigma que considero equivocado em muitas situações. Uma análise um pouco mais detalhada deveria reintroduzir o caixa no indicador. 

Aos analistas menos experimentados, sugiro avaliar a liquidez das empresas avaliadas, apenas como um primeiro filtro. Empresas com liquidez corrente muito justa (ou seja, muito próxima de 1) dão um indicador de que o caixa apresentado é parte da operação, e, assim, não estaria disponível para amortização efetiva da dívida. 

Outro aspecto a se analisar é o giro do caixa, mas deixo essa análise para outro texto. Não quero me alongar muito.  

No dia-a-dia do processo de análise e no seu acompanhamento gerencial do endividamento, dar um primeiro passo é fundamental. Comece acompanhando esses indicadores básicos. Já será um bom ponto de partida. 

=> Veja como falar com um dos assessores da XP Empresas 

 

Disclaimer: CONTEÚDO PATROCINADO XP INVESTIMENTOS CCTVM S.A. . Este material foi elaborado pela XP Investimentos CCTVM S/A (“XP Investimentos” ou “XP”) e tem caráter meramente informativo, não constitui e nem deve ser interpretado como solicitação de compra ou venda, oferta ou recomendação de qualquer ativo financeiro, investimento, sugestão de alocação ou adoção de estratégias por parte dos destinatários. Os prazos, taxas e condições aqui contidas são meramente indicativas. As informações contidas neste material foram consideradas razoáveis na data em que ele foi divulgado e foram obtidas de fontes públicas consideradas confiáveis. A XP Investimentos não dá nenhuma segurança ou garantia, seja de forma expressa ou implícita, sobre a integridade, confiabilidade ou exatidão dessas informações. Os ativos, operações, fundos e/ou instrumentos financeiros discutidos neste material podem não ser adequados para todos os investidores. Os investidores devem obter orientação financeira independente, com base em suas características pessoais, antes de tomar uma decisão de investimento. A XP Investimentos não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas e se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste material ou seu conteúdo. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao valor total do capital investido. A XP Investimentos se coloca à disposição para clientes que desejam obter informações, tirar dúvidas ou fazer reclamações por meio de seu Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). O contato do SAC é o telefone 0800 77 20202. A Ouvidoria da XP Investimentos tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 722 3710. Para maiores informações sobre produtos, tabelas de custos operacionais e política de cobrança, favor acessar o nosso site: http://www.xpi.com.br

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BB informa renúncia do diretor de agronegócios; Petrobras inicia nova fase para venda de ativo e mais destaques

SÃO PAULO – As ações das bolsas brasileiras devem  repercutir nesta quarta-feira (26) principalmente o desempenho dos ADRs na bolsa de Nova York nos dias de mercado fechado no Brasil, com ações de blue chips como Vale, Petrobras e bancos em baixa entre 5% e 9% nas últimas sessões em que a B3 não negociou em meio aos temores com o coronavírus (veja mais clicando aqui).

Já no radar corporativo, Banco do Brasil anunciou a renúncia do diretor de agronegócios, a Sanepar – Companhia de Saneamento do Paraná, informou que planeja aumentar o capital social em R$ 1,14 bilhão, usando recursos do saldo de reserva de lucros da empresa. Se aprovado, o capital social da estatal paranaense passará para R$ 4 bilhões. A empresa informou recentemente lucro líquido de R$ 1,09 bilhão em 2019.

Já a Minerva Foods planeja reduzir o seu capital social em R$ 380 milhões, operação que também precisa ser aprovada em Assembleia Geral. No caso da Minerva, o objetivo da operação é liquidar dívidas e permitir que a empresa volte a pagar dividendos aos acionistas. A Petrobras informou em comunicado na sexta início da fase não vinculante referente à venda de 100% de sua Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III ( UFN-III ) em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. Confira os destaques:

Azul (AZUL4)

A Azul informou na sexta-feira ter assinado acordo para a compra da TwoFlex por R$ 123 milhões. O fechamento do negócio está condicionado a aprovação da operação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras informou em comunicado na sexta início da fase não vinculante referente à venda de 100% de sua Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III ( UFN-III ) em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão informações detalhadas sobre o ativo, além de instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para elaboração e envio das propostas não vinculantes.

Segundo a Petrobras, a operação está alinhada à otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os seus acionistas.

Conforme a estatal, a construção da UFN-III teve início em setembro de 2011, mas foi interrompida em dezembro de 2014, com 81% da obra concluída. A unidade terá capacidade projetada de produção de ureia e amônia de 3.600 t/dia e 2.200 t/dia, respectivamente, e a conclusão da obra será de responsabilidade do potencial comprador.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil comunicou na sexta-feira a renúncia de Marco Túlio Moraes da Costa do cargo de Diretor de Agronegócios, com efeitos a partir desta quarta-feira.

Sanepar (SAPR11)

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) planeja aumentar o capital social em R$ 1,14 bilhão, usando parte do saldo da reserva de lucros da empresa. Com a mudança – que precisará ser aprovada na Assembleia marcada para 27 de março – o capital social da estatal paranaense de água e saneamento passará para R$ 4 bilhões. Segundo a empresa, a reserva de lucros excedeu o capital social atual da empresa, de R$ 3 bilhões. A Sanepar publicou em fevereiro o balanço de 2019, informando um lucro líquido de R$ 1,09 bilhão no ano passado – um crescimento de 21% sobre 2018.

Marfrig (MRFG3

A Marfrig comunicou na manhã de hoje que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e o Serviço de Inspeção e Inocuidade Alimentar (FSIS) informaram ao Ministério da Agricultura do Brasil a abertura do mercado americano à importação de carne bovina brasileira. A Marfrig já exporta carne bovina das suas plantas no Uruguai e na Argentina para os EUA, mas agora pretende ampliar as vendas a partir dos frigoríficos brasileiros. “A abertura irá contribuir para aumentar o portfólio da operação América do Norte”, comentou a empresa.

Minerva (BEEF3

A Minerva também informou que o Ministério da Agricultura do Brasil recebeu autorização do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) permitindo que o Brasil retome as exportações de carne bovina aos EUA. A Minerva também já exporta carne bovina aos EUA a partir da Argentina e do Uruguai, mas destacou que cinco dos seus frigoríficos no Brasil poderão retomar as exportações para os EUA em breve. Segundo a empresa de Barretos (SP), esses cinco frigoríficos têm a capacidade de abate de 6.040 cabeças por dia.

A empresa também comunicou que deverá propor, em Assembleia Geral Extraordinária a ser realizada na sede em Barretos (SP) em 20 de março, a redução do capital social da empresa em R$ 380 milhões, para a soma de R$ 960,3 milhões. Segundo o Conselho da empresa, a manobra será feita apenas para “fins contábeis” e para permitir que no futuro sejam distribuídos lucros aos acionistas.

A Minerva afirmou que nenhuma das 458.558.919 ações ordinárias da companhia será cancelada. A empresa, que reportou lucro líquido de R$ 16 milhões em 2019, após anos de prejuízos, informou que a redução de capital é uma manobra legal para destinar R$ 380 milhões “para a absorção dos prejuízos acumulados”. Em 24 de janeiro, a Minerva levantou R$ 1,04 bilhão com uma oferta de ações na B3. A empresa pretende liquidar as dívidas e voltar a pagar dividendos aos acionistas.

Cyrela (CYRE3

A construtora e incorporadora Cury, na qual a Cyrela tem participação de 48,25%, entrou com pedido de registro de oferta pública primária e secundária da ações na B3. A informação partiu de um comunicado da Cyrela, no qual a empresa também informa que a Cury pediu a adesão ao Novo Mercado da B3. A Cury atua nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A empresa afirma que teve lucro líquido de R$ 204 milhões no ano passado, um crescimento sobre 2018, quando lucrou R$ 176 milhões.

PetroRio (PRIO3)

A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições o ato de concentração envolvendo a PetroRio O&G Exploração e Produção de Petróleo Ltda e a Dommo Energia S.A. O despacho pela aprovação está publicado na edição desta quarta-feira, 26, do Diário Oficial da União.

A operação consiste na aquisição, pela PetroRio, de 80% do Campo de Tubarão Martelo, localizado na Bacia de Campos (RJ), atualmente detido pela Dommo.

Segundo dados do parecer do Cade, ao final da operação, a PetroRio ingressará no campo de Tubarão Martelo passando a atuar como nova operadora do campo, enquanto a Dommo ficará com os 20% restantes.

De acordo com os dados disponibilizados pelo Cade, para a PetroRio, “a operação está alinhada com seu modelo de negócios e sua estratégia de expansão, além de representar uma oportunidade para futura simplificação do sistema de produção entre os Campos de Tubarão Martelo e Polvo, gerando sinergias significativas e redução dos custos”.

Já para a Dommo, “a operação representa uma significativa redução dos seus custos de operação, além de representar uma oportunidade para revitalização do campo e extensão da sua vida útil”.

A operação foi formalizada por meio do Farm Out Agreement (FOA), em 3 de fevereiro de 2020, e está sujeita à aprovação da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Oi (OIBR4)

A operadora de telefonia Oi, em recuperação judicial, informou na manhã de hoje que concluiu a venda de um imóvel na rua General Polidoro, no bairro do Botafogo, Rio de Janeiro. A empresa recebeu R$ 120 milhões pela venda no dia 21, quando ocorreu a liquidação da transação financeira.

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Por que brasileiro deve investir em imóveis no exterior, segundo dois especialistas

SÃO PAULO – Ricardo Reis, professor do InfoMoney, conversou com Marson Cunha, diretor e estrategista da Midtown Capital Partners, plataforma de gestão e investimentos em ativos imobiliários com sede nos Estados Unidos, sobre a importância de ter uma carteira de investimentos globalizada e diversificada, principalmente em ativos do mercado imobiliário.

Em outra entrevista, trouxe Suzanne Hollander, professora da Universidade Internacional da Flórida e advogada especializada em negócios imobiliários, para saber a visão da profissional sobre o mercado brasileiro e reiterar a ideia de que uma carteira de investimentos globalizada é fundamental para o investidor.

Para Cunha, o primeiro passo para investir em produtos de outros países e mercados está relacionado com a educação.

“É um processo educacional. É fundamental entender quais os ativos, riscos e terminologia. Entender a distinção legislativa também é importante. Entenda a relação de risco-retorno. Se o investidor não está enxergando risco, ele não está vendo tudo”, diz Cunha.

“É importante ler bastante e acompanhar de perto os investimentos. E continue olhando o Brasil, estudando as oportunidades de todos os mercados. Saiba que o investimento escolhido precisa ter alinhamento com o que você quer”, recomenda.

Como explicou o diretor, é muito importante diversificar os investimentos, independentemente do tamanho do portfólio.

“O portfólio de equity de todo o mundo é mais diversificado, então a hora que você vê o brasileiro investindo em Tesla, Apple, Amazon, a carteira dele de imóveis deveria seguir a mesma linha”, explica Cunha.

Para ele, o acesso a uma tecnologia de ponta é essencial para realizar essas operações em mercados de outros países, já que os avanços permite que o investidor entenda e acesse esses produtos com mais facilidade.

“Antigamente era muito mais complicado. Hoje, quem quer investir em qualquer produto, é só abrir o celular, tanto em produtos daqui quanto de lá”, diz.

Uma parte dos brasileiros, porém, já está caminhando para possuir uma carteira mais diversificada. Como explicou Suzanne (assista à entrevista acima), em Miami é muito comum ver brasileiros investindo e comprando propriedades imobiliárias.

“Os brasileiros parecem conhecer bastante Miami. Alguns anos atrás, os brasileiros eram os maiores compradores de imóveis na Florida e, principalmente, em Miami.”, diz.

“Temos muitas oportunidades interessantes no mercado do centro de Miami – onde há muitos empreendimentos vagos, já que grandes investidores da América Latina se assustaram com a alta do dólar. Com essa vacância, os preços estão em queda, o que abre oportunidades”

Outro investimento que está em alta no mercado imobiliário americano – fortemente sustentado por investidores estrangeiros – é o de compra de um empreendimento e reforma para ser utilizado como um AirBnb.

Em Miami, é proibida a locação por curtas temporadas em condomínios normais, para que não ocorra conflitos entre moradores e turistas. Logo, o investimento em empreendimentos focados apenas em locação de curto prazo para a alta temporada pode fazer sentido.

“Diversos incorporadores estão apostando em empreendimentos no qual todos os apartamentos serão realocados para uso de aluguel de curta temporada através do AirBnb”, explica Suzanne.

Saindo do mercado residencial, a professora explica que o investimento em logística pode ser um grande atrativo para o investidor brasileiro em outros países.

“Descobrimos que há uma enorme demanda por galpões e centros de distribuição, mas espaços que sejam modernizados e tecnológicos”.

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Os 5 assuntos que vão agitar o mercado brasileiro na volta do feriado

Chineses com máscaras de proteção; coronavírus

Os mercados voltam do feriado de Carnaval no Brasil com uma série de notícias negativas, que inclui as perdas acumuladas de dois dias nas bolsas de valores da Ásia, Europa e Estados Unidos, a chegada do coronavírus ao País com o primeiro caso confirmado em São Paulo e uma manifestação que o presidente Jair Bolsonaro convocou para 15 de março em apoio ao governo federal. A B3 reabre na tarde de hoje, após o principal índice de ADRs brasileiros, o Brazil Titans 20, ter registrado uma queda de 6,71% nas duas últimas sessões por conta dos casos de coronavírus se espalhando pelo mundo.

O Ministério da Saúde dará uma coletiva de imprensa em Brasília (DF) às 11h30 da manhã para detalhar as medidas contra o coronavírus. No noticiário corporativo, destaque para o aumento do capital social da Sanepar – Companhia de Saneamento do Paraná, e para a redução de capital, em R$ 380 milhões, da Minerva Foods – a empresa pretende pagar as dívidas.

1. Bolsas mundiais e ADRs do Brasil

As bolsas de valores da Ásia fecharam em queda e os futuros de Nova York estão em terreno negativo, indicando que os mercados terão mais um dia nervoso nesta quarta-feira. Tanto as bolsas de valores da Europa como Nova York já acumulam perdas expressivas após dois pregões consecutivos de quedas, com os investidores migrando para ativos considerados mais seguros como o ouro e os títulos de 10 anos do Tesouro dos Estados Unidos.

O índice Dow Jones perdeu 1.900 pontos em dois dias e os cálculos indicam que US$ 1,7 trilhão em valores das ações evaporaram apenas em Nova York.

A Apple perdeu US$ 109,2 bilhões em valores mercado em dois dias, valor equivalente a “duas Vale” (VALE3), conforme dados da Economatica, já considerando a forte queda de 9,7% da mineradora nos últimos dois dias.

O Covid-19 se espalha pela Europa, com Suíça, Croácia e Áustria registrando os primeiros casos. Na Itália, o número de mortes subiu para 11 e o número de casos está em 322.

Foi confirmado também o primeiro caso na Catalunha, levando o total na Espanha para cinco. No Irã, foram relatadas 95 infecções e 15 mortes; o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, afirmou durante coletiva de imprensa que o governo americano está “profundamente preocupado” com a possibilidade de o Irã ter suprimido informações vitais sobre os casos de coronavírus no país.

Com relação aos ativos brasileiros, o Dow Jones Brazil Titans 20 ADR, que compila o desempenho dos 20 ADRs brasileiros mais líquidos no mercado americano, teve queda de 4,81% na segunda-feira e baixa de 1,99% na terça, acumulando baixa de 6,71% em apenas duas sessões. Já o principal fundo de índice brasileiro (ETF), iShares MSCI Brazil (EWZ), teve baixa de 1,41% na véspera, acumulando perdas de 6,33% nas últimas duas sessões. Confira como foram os desempenhos dos ADRs brasileiros no feriado clicando aqui.

Veja o desempenho dos mercados, às 8h40 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), -0,10%
*Nasdaq Futuro (EUA), -0,03%
*Dow Jones Futuro (EUA), -0,27%

Europa
*Dax (Alemanha), -1,28%
*FTSE (Reino Unido), -0,63%
*CAC 40 (França), -0,89%
*FTSE MIB (Itália), +0,11%

Ásia
*Nikkei (Japão), -0,79% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -1,28% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), -0,73% (fechado)
*Xangai (China), -0,83% (fechado)

*Petróleo WTI, -1,24%, a US$ 49,28 o barril
*Petróleo Brent, -1,73%, a US$ 54,00 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam com queda de -2,78%, cotados a 646,500 iuanes, equivalentes a US$ 92,12 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 7,0175 (+0,01%)
*Bitcoin, US$ 9.158,26, +2%

2. Agenda econômica

O Banco Central do Brasil divulga ao meio-dia a sua pesquisa semanal Focus. Na Europa, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, fará um discurso às 10h30, no qual deverá se manifestar sobre os desafios para a economia europeia e o coronavírus. Nos Estados Unidos, serão publicadas as vendas de casas novas em janeiro ao meio-dia.

3. Política

– O presidente Jair Bolsonaro convocou seus partidários para irem às ruas no dia 15 de março na defesa do seu governo e contra o Congresso Nacional. Bolsonaro fez a convocação em uma mensagem disparada por celular e replicada por grupos de direita. Um dos generais fardados cuja foto foi usada no vídeo que convoca a manifestação, o deputado federal Roberto Peternelli (PSL-SP), desautorizou o uso da sua imagem.

4. Covid-19 chega ao Brasil 

O Ministério da Saúde confirmou durante coletiva nesta quarta o primeiro caso de uma pessoa infectada com o coronavírus no Brasil – e o primeiro na América Latina. Após um teste dar positivo na noite de ontem, um exame de contraprova feito pelo instituto Adolfo Lutz confirmou o caso. De acordo com o Ministério, trata-se de um homem de 61 anos, residente em São Paulo, que “traz o histórico de viagem para a Itália, na região da Lombardia (norte do país), a trabalho, sozinho, no período de 9 a 21 de fevereiro”. A Itália é o país europeu mais afetado pela doença.

5. Noticiário corporativo 

A Sanepar – Companhia de Saneamento do Paraná, planeja aumentar o capital social em R$ 1,14 bilhão, usando recursos do saldo de reserva de lucros da empresa. Se aprovado, o capital social da estatal paranaense passará para R$ 4 bilhões. A empresa informou recentemente lucro líquido de R$ 1,09 bilhão em 2019.

Já a Minerva Foods planeja reduzir o seu capital social em R$ 380 milhões, operação que também precisa ser aprovada em Assembleia Geral. No caso da Minerva, o objetivo da operação é liquidar dívidas e permitir que a empresa volte a pagar dividendos aos acionistas.

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Gestores recorrem a especialistas para prever impacto do coronavírus

(Bloomberg) — Acadêmicos da área de saúde, plataformas de monitoramento de número de mortes e até filmes de zumbi: essas não são fontes normais de informação para investidores que tentam avaliar riscos nos mercados. Mas estes não são tempos normais, pois o surto de coronavírus leva a uma busca não convencional de pistas sobre o que esperar de uma epidemia que se espalha rapidamente.

A maioria dos gestores de fundos simplesmente não tem modelos para rastrear o que ameaça se tornar uma pandemia global, levando investidores a recorrer a universidades, órgãos mundiais de saúde e até obras de ficção, ao mesmo tempo em que buscam segurança investindo em portos seguros como títulos de dívida e ouro.

A miríade de possíveis resultados – de uma pandemia global que matará milhões como a gripe espanhola de 1918 a uma recuperação em forma de V se a doença desaparecer – faz com que seguir fontes de dados tradicionais seja muito lento e limitado, deixando muitos estrategistas presos no caminho errado. Em vez disso, fundos recorrem a especialistas, semelhante à maneira como investidores consultaram pesquisadores e consultores políticos antes da tortuosa série de votações do Brexit no Reino Unido.

Painel da morte

Agora, investidores tentam gerenciar riscos e descobrir quanto da queda das ações e rali do títulos é razoável, dada a escalada de casos do vírus. Essa perspectiva já levou o rendimento dos títulos de longo prazo do Tesouro dos EUA para uma mínima histórica, o franco suíço à cotação mais alta desde 2015 em relação ao euro e o preço do ouro para o maior nível em sete anos.

A Unigestion monitora a propagação do vírus com dados do Centro de Ciência e Engenharia de Sistemas da Universidade John Hopkins, que desenvolveu um painel de controle interativo que registra os casos por país, total de mortes e taxa de recuperação.

“Acompanhamos de perto a propagação do vírus fora da China, especialmente em países com alta densidade populacional e sistemas de saúde menos desenvolvidos”, afirmou Salman Baig, gestor de recursos da Unigestion. O modelo “Growth Nowcaster” da empresa de investimento não vê grande impacto no crescimento, pelo menos por enquanto.

E eis o X da questão. As previsões de estrategistas de mercado para este ano foram destruídas pelo vírus, mesmo antes de todos os efeitos serem refletidos nos dados econômicos. Na semana passada, o Société Générale enviou nota aos clientes para revisar as projeções para o euro, dizendo que as visões do banco “não tiveram um bom começo de ano”.

As estimativas para o impacto econômico do vírus variam muito. A Oxford Economics calcula que uma crise internacional da saúde pode ser suficiente para eliminar mais de US$ 1 trilhão do PIB global, enquanto o Fundo Monetário Internacional acredita que o vírus diminuirá em apenas 0,1% sua previsão de crescimento global de 3,3% para 2020.

Reação sem precedentes

A escala das tentativas dos governos de conter o vírus, como com bloqueios de cidades e restrições de viagens, é uma “reação extrema” que parece sem precedentes, dificultando a rapidez com que a economia global poderia se recuperar, disse Richard Lacaille, diretor de investimentos da State Street Global Advisors, em entrevista à Bloomberg Television.

Para o gestor de fundos da M&G, Wolfgang Bauer, que é PhD em química pela Universidade de Cambridge, vale a pena ser cauteloso em relação aos modelos adotados até agora, dada a natureza dispersa das informações disponíveis.

“A situação está evoluindo tão rápido que qualquer tentativa de avaliação precisa das implicações mais amplas é quase impossível, pois as margens de erro são muito altas”, disse.

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ADRs brasileiros despencam com coronavírus durante Carnaval e prenunciam sessão de forte queda na B3

SÃO PAULO – Após dois dias de bolsa fechada por conta do Carnaval, a sessão desta quarta-feira (26), que terá início apenas às 13h (horário de Brasília), deve ser de forte queda para a B3. Enquanto o Brasil estava no feriado, as bolsas lá fora registraram forte queda, com a situação do coronavírus se agravando ao espalhar pela Europa e os EUA demonstrando cada vez mais preocupação com o impacto das doenças no mercado.

As principais ações de empresas brasileiras, apesar de não sentirem o impacto por aqui, viram os efeitos do aumento das preocupações com o coronavírus serem sentidos no exterior. O Dow Jones Brazil Titans 20 ADR, que compila o desempenho dos 20 ADRs brasileiros mais líquidos no mercado americano, teve queda de 4,81% na segunda-feira e baixa de 1,99% na terça, acumulando baixa de 6,71% em apenas duas sessões.

Já o principal fundo de índice brasileiro (ETF), iShares MSCI Brazil (EWZ), teve baixa de 1,41% na véspera, acumulando perdas de 6,33% nas últimas duas sessões.

Os recibos de ações da Petrobras (PETR3;PETR4) negociados na NYSE registraram queda de 9,08% para os papéis equivalentes aos preferenciais e de 8,62% para os ativos ordinários. Os papéis da Vale (VALE3), por sua vez, tiveram a sua maior variação entre as maiores baixas de ADRs de grandes empresas brasileiras na NYSE, de 9,72%. Siderúrgicas como Gerdau (GGBR4) também tiveram queda de 8%.

Bancos como Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Santander Brasil (SANB11) também tiveram forte baixa , com quedas respectivas de 7,48%, 5,15% e 7,21% nos dois dias em que a B3 esteve fechada.

Confira o desempenho dos ADRs nestes dois dias e seus respectivos pesos no índice Dow Jones Brazil Titans 20 ADR:

Empresa Variação na semana Peso no índice
Itaú Unibanco -7,48% 10,56%
Vale -9,72% 10,11%
Bradesco -5,15% 8,58%
Petrobras PBRA (preferencial) -9,08% 8,33%
Telefônica Brasil -4,35% 5,53%
Sabesp -5,86% 5,40%
Petrobras PBR (ordinária) -8,62% 5,31%
Ambev -1,63% 4,92%
Gerdau -8,45% 4,78%
BRF -5,06% 4,58%
Ultrapar -7,63% 3,83%
Santander Brasil -7,21% 3,65%
Cemig -5,74% 3,48%
Azul -7,48% 3,34%
TIM Participações -4,04% 3,34%
Embraer -5,39% 3,31%
Pão de Açúcar -5,16% 3,06%
Eletrobras -4,92% 3,00%
CSN -8,50% 1,94%
Copel -5,71% 1,89%
Gol -9,61% 1,06%

O Covid-19 se espalha pela Europa, com Suíça, Croácia e Áustria registrando os primeiros casos. Na Itália, o número de mortes subiu para 11 e o número de casos está em 322.

Foi confirmado também o primeiro caso na Catalunha, levando o total na Espanha para cinco. No Irã, foram relatadas 95 infecções e 15 mortes; o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, afirmou durante coletiva de imprensa que o governo americano está “profundamente preocupado” com a possibilidade de o Irã ter suprimido informações vitais sobre os casos de coronavírus no país.

Na véspera, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos alertou que o vírus atingirá o país em breve e, desta forma, após um início de sessão em que as bolsas por lá apontavam para a recuperação, o temor voltou ao radar dos mercados. O Dow Jones fechou em queda de 3,15%, o S&P500 em baixa de 3,03% e o Nasdaq em queda de 2,77%. O VIX, índice que mede a expectativa de volatilidade do mercado de ações dos Estados Unidos, subiu 11,3%.

O Ministério da Saúde confirmou durante coletiva nesta quarta o primeiro caso de uma pessoa infectada com o coronavírus no Brasil – e o primeiro na América Latina. Após um teste dar positivo na noite de ontem, um exame de contraprova feito pelo instituto Adolfo Lutz confirmou o caso. De acordo com o Ministério, trata-se de um homem de 61 anos, residente em São Paulo, que “traz o histórico de viagem para a Itália, na região da Lombardia (norte do país), a trabalho, sozinho, no período de 9 a 21 de fevereiro”. A Itália é o país europeu mais afetado pela doença.

Já o Brasil teve nesta terça-feira um primeiro teste positivo de coronavírus. Trata-se, segundo o Ministério da Saúde, de um homem de 61 anos, residente em São Paulo, com histórico de viagem para a Itália, na região da Lombardia (norte do país), a trabalho, sozinho, no período de 9 a 21 de fevereiro. De acordo com informações do jornal O Globo e do Estadão, a contraprova foi realizada nesta quarta-feira e o diagnóstico foi positivo para a doença.

Em meio a tantas incertezas, os investidores tentam gerenciar riscos e descobrir quanto da queda das ações e rali do títulos é razoável, dada a escalada de casos do vírus, conforme destaca a Bloomberg. A perspectiva negativa do coronavírus para o crescimento da economia global já levou o rendimento dos títulos de longo prazo do Tesouro dos EUA para uma mínima histórica, o franco suíço à cotação mais alta desde 2015 em relação ao euro e o preço do ouro para o maior nível em sete anos.

As estimativas para o impacto econômico do vírus variam muito. A Oxford Economics calcula que uma crise internacional da saúde pode ser suficiente para eliminar mais de US$ 1 trilhão do PIB global, enquanto o Fundo Monetário Internacional acredita que o vírus diminuirá em apenas 0,1% sua previsão de crescimento global de 3,3% para 2020.

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(Com Agência Estado, Agência Brasil e Bloomberg)

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