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Para brigar com gigantes, rede Ale vai atrás de postos ‘sem bandeira’

posto combustível ale distribuidora

Em um distante quarto lugar em relação às três maiores redes de combustíveis do Brasil – BR Distribuidora (da Petrobrás), Ipiranga e Raízen (dona da Shell no País) – a Ale, empresa desde 2018 controlada pela gigante das commodities Glencore, decidiu brigar com os verdadeiros líder do setor: os postos “bandeira branca”, que não fazem parte de uma grande rede.

Os postos sem bandeira são 45% dos pontos de venda de combustíveis no País, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) referentes ao primeiro semestre de 2019.

Diante da posição intermediária da Ale em relação às maiores forças do setor, os executivos da empresa têm sido obrigados a gastar a sola de sapato fazendo um trabalho “de formiguinha” em vários Estados para convencer os donos de postos não associados a uma bandeira estabelecida a aderir à sua rede.

Depois de adicionar 135 unidades em 2019, a companhia hoje tem 1,5 mil postos de combustível. Em 2020, a meta é angariar mais 250 unidades. Se conseguir cumprir o objetivo, ampliaria sua presença pelo País em 28% em dois anos.

“A gente tenta fazer uma oferta comercialmente interessante para os donos de postos, que inclui também uma operação de varejo, com lojas de conveniência de 30 m² a 50 m², já que a venda de combustíveis é um negócio de margens apertadas”, diz Fulvius Tomelin, diretor-presidente da Ale.

Apesar de ser mais relevante em mercados específicos, como Minas Gerais, o executivo diz que a empresa hoje está presente em 21 Estados e no Distrito Federal.

Outra estratégia da Ale tem sido “comer pelas bordas”. Em vez de buscar os grandes centros – onde a valorização dos terrenos está expulsando até as grandes redes do negócio -, Tomelin diz que o foco da empresa são as cidades de pequeno e médio portes, nas quais o custo do ponto não impede a viabilidade do negócio.

Para tornar a marca mais conhecida, a Ale tem investido em patrocínios esportivos, como ao clube de futebol Corinthians e ao piloto Rubens Barrichello, da Stock Car. A empresa aproveita esses relacionamentos para fazer eventos exclusivos para fidelizar os donos de postos, explica Tomelin.

Tempero internacional

Antes de ser vendida à gigante Glencore, a Ale – então conhecida como Alesat, união de duas empresas de Minas Gerais e do Rio Grande do Norte – chegou a ser arrematada pela rival Ipiranga, em um acordo que foi barrado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O negócio envolveria 100% da Ale, que foi avaliada em quase R$ 2,2 bilhões. Dois anos mais tarde, a empresa seria arrematada pela Glencore. Nesse ínterim, chegou a conversar com a francesa Total.

Embora as grandes redes tenham um domínio considerável do mercado – BR, Ipiranga e Raízen dominam quase dois terços da venda de gasolina no Brasil, segundo a ANP -, o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), diz que gigantes internacionais já perceberam que existe espaço para desafiar essa hegemonia.

Além de a Glencore ter adquirido a Ale, a holandesa Vitol comprou 50% da pernambucana Dislub – em operação que a Raízen chegou a questionar no Cade -, a francesa Total ficou com a mineira Zema e PetroChina arrematou parte da também pernambucana TT Work. “Essas gigantes internacionais perceberam que existe espaço a ser ocupado no Brasil”, diz Pires.

Para o especialista, a venda das refinarias pela Petrobrás – processo que começa nos próximos meses e deverá envolver vários grupos internacionais – pode mudar a configuração da produção de combustíveis. Isso, segundo ele, pode mais à frente se refletir no setor de distribuição.

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Brasil tem primeiro caso confirmado de coronavírus; paciente está em SP

SÃO PAULO – O Ministério da Saúde confirmou durante coletiva nesta quarta-feira (26) o primeiro caso de uma pessoa infectada com o coronavírus no Brasil – e o primeiro na América do Sul. Após um teste dar positivo na noite de ontem, um exame de contraprova feito pelo instituto Adolfo Lutz confirmou o caso.

A pasta havia informado na última terça-feira que investigava, em conjunto com as secretarias estadual e municipal de saúde de São Paulo, um possível caso de coronavírus na capital paulista.

De acordo com o Ministério, trata-se de um homem de 61 anos, residente em São Paulo, que “traz o histórico de viagem para a Itália, na região da Lombardia (norte do país), a trabalho, sozinho, no período de 9 a 21 de fevereiro”. A Itália é o país europeu mais afetado pela doença.

Ainda segundo as autoridades brasileiras, “o paciente está bem, com sinais brandos, e recebeu as orientações de precaução padrão”.

Nesta segunda-feira (24) o Ministério da Saúde ampliou os critérios para definição de caso suspeito para o novo coronavírus. Agora, também estão enquadradas dentro desta definição as pessoas que apresentarem febre e mais um sintoma gripal, como tosse ou falta de ar, e chegando dos seguintes países: Alemanha, Austrália, Emirados Árabes, Filipinas, França, Irã, Itália e Malásia. A lista já incluía, além da China, Cingapura, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Camboja, Japão, Tailândia e Vietnã.

A doença continua se espalhando pela Europa. Na Itália, o número de mortes pelo virus saltou para 11 e o total de casos confirmados subiu para 300.

Na Espanha, um hotel nas Ilhas Canárias com 1 mil hóspedes e funcionários foi posto sob quarentena, depois da confirmação de um caso no local, de um turista italiano. Outro caso foi confirmado na região Catalunha. Suíça, Áustria e Croácia confirmaram os primeiros registros da doença.

Com Agência Brasil

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Este mapa mostra as empresas mais antigas que continuam operando em cada país

Mapa-mundi com as empresas mais antigas de cada continente

Mapa-mundi com as empresas mais antigas de cada continente
Infográfico das empresas (Reprodução/Business Financing)

SÃO PAULO – Quanto uma empresa pode durar? 100 anos? 500 anos? Mais que isso? E o que têm em comum as sobreviventes? Com essas dúvidas como referência, o site britânico Business Financing  mapeou as companhias mais antigas de cada país que ainda estão em atividade, e montou os gráficos que ilustram esta reportagem.

Alguns achados são surpreendentes. A empresa mais antiga ainda em operação está no Japão. É uma empresa de construção chamada Kongo Gumi, que data do ano de 578 e se especializou na construção de templos por 14 séculos.

Embora a companhia tenha sido comprada por um conglomerado de construção, ela mantêm certa independência. O curioso é que o foco continua o mesmo do século VI, já que os templos ainda representam 80% de seus negócios.

No Brasil, a mais longeva que continua em operação é a companhia estatal responsável pela impressão oficial de papel-moeda, a Casa da Moeda. Localizada no Rio de Janeiro, a Casa da Moeda do Brasil foi fundada no fim do século XVII, em 1694, pelo Rei D. Pedro II de Portugal, durante o auge da colonização portuguesa.

Antes de chegar ao Rio de Janeiro, passou por Salvador e Recife, até se estabelecer por definitivo no estado carioca em 1702 – onde ainda permanece operante e passa por um período de incertezas com a sua potencial privatização.

Segundo a publicação, os dados ajudam a traçar, em um sentido mais amplo, uma visão das indústrias e companhias que ajudaram a moldar a economia de cada nação. O mapa também levanta um debate sobre aspectos sombrios da história, à medida que muitas nações acumularam riquezas com a ajuda do colonialismo e da escravidão entre os séculos XIV e XIX.

Como podemos ver pelos continentes, na maioria das vezes, as empresas mais antigas em terras colonizadas são bancos, ferrovias e correios que foram estabelecidos pelas administrações coloniais para criar uma infraestrutura que melhor atendesse às necessidades econômicas das metrópoles.

América do Sul

Na América Latina, a empresa mais antiga que continua em atividade é a Casa Nacional de Moneda do Peru, fundada em 1565 durante a colonização espanhola na região.

Dos nove países analisados pelo levantamento, cinco possuem como empresas mais antigas as respectivas fabricantes de papel-moeda: além de Brasil e Peru, é o caso de Colômbia, Bolívia e Argentina.

Não há informações sobre as companhias do Paraguai, Equador, Suriname ou Guiana Francesa.

Empresas mais antigas da América Latina (Reprodução/Business Financing)

América do Norte e Central

A empresa mais antiga na outra parte do continente americano é a Casa da Moeda do México, fundada em 1534, também durante a colonização espanhola.

Já nos Estados Unidos, a marca da escravidão continua um fardo para a empresa mais antiga em atividade no país. A Shirley Plantation, localizada na Virgínia, foi fundada em 1613. A fazenda mantida por escravos cultivava tabaco, que era então enviado para a Europa.

Já no Caribe, a empresa mais antiga em funcionamento é a Mount Gay Rum, a mais antiga destilaria de rum operante no mundo, localizada na ilha de Barbados. A ilha foi, por séculos, uma rica colônia britânica, com muitas plantações de açúcar, além de ser o centro do comércio de escravos africanos nas Américas.

Empresas mais antigas da América do Norte e Central (Repdorução/Business Financing)

África

Na África, a empresa mais antiga é o Serviço Postal das Ilhas Maurício, localizada na costa leste africana. A companhia foi fundada em 1772 pela França.

As marcas do colonialismo são mais fortes e recentes no continente africano. Diferentemente da América do Sul, a África sofreu um processo colonial tardio, o que evidencia o porquê de a maior parte das companhias terem sido fundadas durante o século XIX.

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Boa parte das empresas mais antigas da África está nos setores de serviços postais e bancos – a grande maioria fundada pelos antigos colonizadores.

Empresas mais antigas da África (Reprodução/Business Financing)

Europa

Enquanto as empresas mais antigas das Américas e da África foram fundadas para servir aos caprichos e necessidades dos colonizadores, na Europa, grande parte das companhias mais velhas do continente estão relacionadas com produtos tradicionais que refletem a cultura de cada país.

Em grande parte da Europa, cervejarias, vinícolas, bares e restaurantes dominam a lista das companhias mais maduras ainda em funcionamento.

Localizado nas muralhas da Abadia de São Pedro em Salzburg, na Áustria, o St. Peter Stifts Kulinarium abriu em 803 e continua sendo o restaurante mais antigo da Europa em que ainda é possível realizar uma refeição. Segundo rumores, a estalagem chegou a receber ilustres clientes, como Cristóvão Colombo e Mozart.

A Staffelter Hof Winery, uma vinícola e pousada na Alemanha, que remonta ao ano de 862, é a vinícola mais antiga do mundo. Hoje, o estabelecimento é um grande ponto turístico do país. A Irlanda abriga o mais antigo pub do mundo. O Sean’s Bar foi fundado em 900 e continua operando e servindo cervejas e xícaras de irish coffee até os dias de hoje.

Saindo do padrão de alimentos e bebidas, o negócio mais antigo da França é a casa da moeda do país: Monnaie de Paris, que foi fundada em 864 e produziu diversas moedas diferentes ao longo dos anos. Desde o luís, moeda oficial durante o reinado de Luis XIII, até o atual euro. O órgão chegou a produzir o reichsmark, moeda alemã de 1929 a 1948, durante a ocupação nazista.

Empresas mais antigas da Europa (Reprodução/Business Financing)

Ásia

Em 578, o budismo estava em ascensão no Japão, mas os japoneses não tinham experiência na construção de templos. A família real, então, convidou um renomado construtor de templos coreanos, Shigemitsu Kongo, para construir o primeiro templo do governo do país. Foi, então, fundada a Kongo Gumi.

Shigemitsu ficou no país para manter o edifício em boas condições e passou adiante seu conhecimento, de modo que, 14 séculos depois, a construção de templos religiosos ainda representava 80% dos negócios de Kongo Gumi.

Assim como os continentes africano e americano, a Ásia – principalmente o sudeste asiático – sofreu bastante com a colonização europeia. Na Malásia e na Cingapura, por exemplo, as empresas mais antigas que ainda estão em funcionamento são os serviços postais de cada país, o PosMalaysia e o Singapore Post

Empresas mais antigas da Ásia (Reprodução/Business Financing)

Oceania

A história da companhia mais antiga da Austrália que ainda opera começa quando Isaac Nichols, um ex-condenado, foi nomeado Postmaster para Nova Gales do Sul. Ele usou sua própria casa para classificar as correspondências e abriu a primeira agência dos correios do território logo depois, a  Austrália Post em 1809, agora também conhecida como AusPost.

Em julho de 1861, pouco mais de 50 anos após a abertura da agência postal de Nichols, um ato para incorporar os proprietários do “The Bank of New Zealand” foi aprovado pelo Parlamento. Isso permitiu à nova corporação começar a realizar as atividades usuais de um banco e também emitir suas próprias notas. O banco ainda está em atividade e é um dos quatro grandes bancos da Nova Zelândia.

Empresas mais antigas da Oceania (Reprodução/Business Financing)

Confira a pesquisa completa e mais dados no site do Business Financig

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Após crise, bancos médios mudam estratégia para crescer

Os bancos médios ou de nicho mostraram nos resultados de 2019 que estão posicionados para crescer e enfrentar a concorrência, após passarem pelo menos três anos se recuperando da turbulência causada pela crise financeira de 2015 e da Lava Jato. Um grupo de oito instituições, três delas perto de ter ações listadas em Bolsa, encerrou o ano com lucro consolidado de R$ 5,32 bilhões, 33% acima do ano anterior. Se comparado a 2017, o aumento foi de 82%.

Os caminhos escolhidos para sobreviver aos efeitos da crise no mercado foram a diversificação dos negócios e serviços, a digitalização e o foco nas empresas menores. O grande evento para essas instituições está, no entanto, no forte crescimento das plataformas de investimento.

Por meio das plataformas de terceiros ou próprias, esses bancos têm captado recursos a custos mais competitivos, deixando de depender do apetite dos grandes bancos e outros investidores institucionais, majoritariamente os únicos compradores de certificados de depósito bancário (CDBs) e de letras financeiras (LFs) emitidas por eles até então.

Para boa parte dos bancos médios ou de nicho, agora é possível captar com custo inferior ao CDI, algo novo na história desse grupo. Por exemplo, o custo de captação do Banco Inter já se equipara ao do Banco do Brasil.

“Isso diminui a barreira de entrada para acesso a mais clientes”, afirma o analista da XP Investimentos Marcel Campos. Ele lembra que, somado a um gasto menor com agências e funcionários e capilaridade maior, por causa da digitalização, essas instituições no mínimo podem hoje competir com maior facilidade.

Campos diz ainda que a abertura do sistema bancário deve ser favorecida pela agenda do Banco Central relacionada ao open banking, pagamentos instantâneos e desconto de recebíveis.

Segundo o vice-presidente e analista sênior da agência de classificação de risco Moody’s, Alexandre Albuquerque, a rentabilidade dos bancos, de modo geral, é um dos principais focos de atenção da agência nesse momento, uma vez que a queda da Selic deverá testar a capacidade de oferecerem produtos e serviços competitivos para compensar a remuneração menor do patrimônio.

“A preocupação é colocar os recursos em empréstimos que tenham retorno adequado e rentabilizar essa alocação”, diz o analista.

Caminhos

Depois da crise de 2015, em que parte das instituições acabou varrida pela exposição excessiva a um único segmento ou empresa, a maioria focou sua carteira de empréstimos em empresas menores e no crédito consignado. Entre eles, está o banco ABC Brasil, que há um ano e meio reclassificou sua carteira, mirando clientes menores.

Paralelamente, entrou no segmento de pessoas físicas e aposta na diversificação de receitas, por meio de seu banco de investimentos. Banrisul e Pan também têm valorizado clientes menores. Enquanto o gaúcho está na disputa pelos microempreendedores, o Pan busca ser identificado como o banco digital das classes C, D e E. O consignado é o alvo do mineiro BMG e do Paraná Banco. O Daycoval se destaca no crédito para veículos usados.

No campo digital e de inovação, Inter e BV buscam voo mais longo. O Inter lançou no ano passado seu superapp, um marketplace com agressivo apelo de cash back para fidelizar clientes de grandes varejistas para consumirem todos os serviços da instituição mineira. Já o BV mira a estrutura do open banking e se prepara para isso há alguns anos, gestando fintechs e startups. O foco é se vender como uma plataforma de inovação para as novatas do mercado financeiro. Isso sem abandonar sua maior vocação, o crédito para o segmento de veículos.

Embora mirem mercados distintos, há consenso em uma estratégia: a volta para a Bolsa como forma de captação de recursos para expansão. Nesse sentido, Paraná e Daycoval, que saíram do mercado em 2016 e 2015, respectivamente, já anunciaram a reestreia no mercado acionário.

O BV também está na fila para emplacar uma oferta pública inicial de ações no Brasil – os sócios Banco do Brasil e a família Ermírio de Moraes preparam operação de R$ 5 bilhões.

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ADRs brasileiros despencam em NY com escalada do coronavírus; Wall Street tem pior dia desde 2018

SÃO PAULO – O principal índice de ADRs (na prática, as ações de empresas de fora dos EUA negociadas em Nova York) do Brasil fechou em forte queda nesta segunda-feira (24) na Bolsa de Valores Nova York (NYSE).

Ele acompanhou o mau humor visto nos índices americanos, no pior dia para Wall Street desde dezembro de 2018. Os mercados europeus também derreteram na sessão.

Sem pregão na B3 por causa do feriado do Carnaval, os investidores ficaram de olho no avanço da epidemia de coronavírus fora da China, especialmente com o aumento de casos na Itália, Coreia do Sul e Irã. Por aqui, a Bolsa só reabrirá na quarta-feira (26), às 13h.

Leia também: “Não compre ou venda ações com base nas manchetes, o longo prazo não muda com o coronavírus”, diz Warren Buffett

O Dow Jones Brazil Titans 20 ADR, que compila o desempenho dos 20 ADRs brasileiros mais líquidos no mercado americano, teve queda de 4,81%, para 21.134 pontos — o índice perdeu 1.068 pontos só no pregão de hoje.

Já o ETF EWZ iShares MSCI Brazil Capped, fundo de índice que replica o Ibovespa em dólar, perdeu 4,90%, para US$ 40,38.

É importante acompanhar o desempenho dos ADRs nos mercados internacionais, pois qualquer movimento registrado nestes dois dias em que a B3 estará fechada deve ser refletido na abertura do pregão de quarta-feira (26) para que não haja descompasso entre os preços das ações negociadas no Brasil e nos EUA.

Entre as blue chips brasileiras, o ADR da Petrobras (PETR4,PETR3) ajudou a ampliar a perda do Dow Jones Brazil Titans 20. O papel amargou baixa de 6,77%, para US$ 13,08. Na mínima do dia, o ADR chegou a cair mais de 8%.

No mesmo sentido, os ADRs da Vale (VALE3) e do Itaú (ITUB4) recuaram 7,53% e 3,67%, respectivamente, para US$ 10,56 e US$ 7,34. O ADR do Bradesco (BBDC4) cedeu 3,31%, a US$ 7,00, enquanto o da Gerdau (GGBR4) afundou 3,42%, para US$ 4,23.

Os índices americanos Dow Jones e S&P 500 registraram baixas de 3,56% e 3,35%. Já o Nasdaq caiu 3,71%.

Só hoje, o Dow Jones perdeu 1.031 pontos. É a segunda maior perda diária em pontos já registrada pelo índice em seus 124 anos de história. Ele fechou próximo da mínima da sessão, de 27.912 pontos.

Foi a primeira vez desde 4 de dezembro de 2018 que os três índices americanos — S&P 500, Dow Jones e Nasdaq — fecharam com perdas de mais de 3% cada um.

O tombo desta segunda-feira também apagou o ganho acumulado em 2020 pelo Dow Jones, que agora cai 2% no ano, e o S&P 500, com leve perda de 0,15%.

Na Europa, os mercados fecharam com quedas ainda mais intensas. A maior delas foi a da Bolsa de Milão, que perdeu 5,43%. O inglês FTSE 100 caiu 3,34%, enquanto o francês CAC 40 teve baixa de 3,94%. Na Alemanha, o DAX teve desvalorização de 4,01%.

Enquanto a tensão crescia nos mercados de ações, os investidores correram para ativos considerados mais seguros. Um deles é o ouro, que chegou a subir mais de 2% ao longo do dia nos Estados Unidos, mas fechou em alta mais comedida, de 081%.

Coronavírus avança

O governo italiano informou nesta segunda-feira que o número de pacientes confirmados com o coronavírus no país ultrapassou 200, com a quinta morte confirmada hoje.

A maioria dos casos ocorre nas regiões da Lombardia e do Vêneto — 11 cidades onde o vírus foi identificado estão isoladas. O Carnaval de Veneza, uma das festas mais conhecidas do país, foi suspenso.

A Áustria anunciou que iria restringir trens entre o país e a Itália para evitar que o vírus cruze a sua fronteira.

Já na Coreia do Sul, em apenas três dias o número de casos subiu de 31 para 763, com nove mortes. O governo sul-coreano elevou o alerta com o surto para o máximo.

Israel começou a exigir quarentena de pessoas que tiveram contato com sul-coreanos nos últimos dias.

No Irã, segundo informações da rede americana CNBC, em apenas três dias foram reportados 61 casos, com 12 mortes.

A Turquia fechou no domingo os quatro passos de fronteira com o Irã e impediu a entrada de pessoas que tinham sinais de gripe.

Segundo o boletim mais recente da Organização Mundial da Saúde, já são 79.339 casos de coronavírus confirmados em 30 países, com 2.619 mortes registradas até agora.

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“Não compre ou venda ações com base nas manchetes, o longo prazo não muda com o coronavírus”, diz Warren Buffett

SÃO PAULO — Diante do recente tombo das ações no mundo todo com o agravamento do surto de coronavírus fora da China, o megainvestidor Warren Buffett afirmou em entrevista à rede americana CNBC que o mercado não deve “comprar ou vender negócios com base em manchetes do dia.”

“A verdadeira questão é: as perspectivas de 10 ou 20 anos para as empresas americanas mudaram nas últimas 24 ou 48 horas? Não”, disse. “Nós compramos negócios para os próximos 20, 30 anos, sejam negócios completos ou parciais. O longo prazo não mudou com o coronavírus.”

“Você notará [uma recente queda] em muitas das empresas das quais temos participação, como American Express e Coca-Cola. Esses são negócios sólidos e você não compra ou vende seus negócios com base nas manchetes de hoje”, completou.

O dono do conglomerado Berkshire Hathaway não descartou, no entanto, que uma recente queda nos preços dos papéis possa abrir oportunidades de compra, desde que sejam negócios que você já tem em mente há algum tempo e quer comprá-los porque acredita em seu potencial.

“Se isso lhe der a chance de comprar algo que você gosta e você pode comprá-lo ainda mais barato, então é seu dia de sorte”, disse.

No último sábado, Buffett divulgou a tão aguardada carta anual do Berkshire Hathaway, que costuma ser lida com atenção pelos investidores que acompanham o bilionário.

No documento, Buffett disse que o desempenho das ações deve superar o dos títulos públicos nos próximos anos devido às baixas taxas de juros e impostos.

“Se algo próximo às taxas atuais deve prevalecer nas próximas décadas, e se as taxas de imposto corporativo também permanecerem próximas do baixo nível de negócios das empresas, é quase certo que as ações com o tempo terão um desempenho muito melhor do que os instrumentos de dívida de longo prazo e taxa fixa”, afirmou.

Buffett exaltou o bom desempenho do Berkshire em 2019, um conglomerado de aproximadamente US$ 566 bilhões e que investe em empresas de diferentes setores.

“Nossa montanha incomparável de capital, abundância de caixa e um fluxo enorme e diversificado de ganhos não relacionados a seguros nos permitem muito mais flexibilidade de investimento do que geralmente está disponível para outras empresas do setor”, escreveu.

A carta anual trouxe um balanço da Berkshire: a empresa reportou US$ 29 bilhões em receita líquida no quarto trimestre de 2019 e US$ 81,4 bilhões no acumulado de 2019. O lucro operacional caiu ligeiramente no ano passado em relação a 2018, para US$ 24 bilhões.

Em uma demonstração de que acredita no valor do conglomerado que possui, Buffett destacou que a Berkshire gastou US$ 5 bilhões em 2019 para recomprar ações de sua própria emissão.

Ele também reclamou que a Berkshire tem “um tesouro de US$ 128 bilhões” para gastar em grandes aquisições, mas que não encontrou grandes oportunidades para isso.

“O inconstante mercado de ações oferece oportunidades para comprarmos posições grandes, mas não controladoras, em empresas de capital aberto que atendem aos nossos padrões”, disse.

Atualmente, isso inclui uma participação de US$ 73 bilhões na Apple, US$ 33 bilhões em ações do Bank of America e US$ 22 bilhões em ações da gigante Coca-Cola.

O megainvestidor também comentou sobre a composição dos conselhos das empresas, os quais possuem poucas mulheres, na visão dele.

Sobre uma eventual saída dele do comando da Berkshire e um possível sucessor, Buffett manteve o suspense que já havia feito antes: disse que já tem um nome em mente, mas sem dar pistas sobre quem seria. O megainvestidor tem 89 anos.

Buffett reiterou que a Berkshire está “100% preparada” para o dia em que ele e seu parceiro de negócios de longa data, Charles T. Munger, 96 anos, deixarão a direção do conglomerado.

As razões, segundo ele, são que os investimentos da Berkshire são fortes e prudentes, os negócios da empresa são supervisionados por gerentes competentes e seus diretores restantes são confiáveis ​​para manter o curso da empresa na direção correta.

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Carnaval 2020 deve movimentar R$ 8 bilhões na economia, diz CNC

O feriado prolongado de carnaval deve movimentar R$ 8 bilhões em atividades relacionadas ao turismo neste ano, estima a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O faturamento, se confirmado, representa aumento real de 1% em relação ao obtido em igual período do ano passado e o maior volume desde 2015.

Segundo a CNC, “a recuperação gradual da atividade econômica, combinada à inflação baixa” tendem a refletir na recuperação moderada dos serviços turísticos. Além disso, o fortalecimento do dólar ante o real deve favorecer um maior fluxo interno de turistas.

O Ministério do Turismo calcula que pelo menos 36 milhões de brasileiros vão passar o feriado nos seis principais destinos carnavalescos do país e no Distrito Federal.

Entre os setores que devem gerar maior receita, a CNC destaca a alimentação fora do domicílio, como bares e restaurantes (R$ 4,8 bilhões), as empresas de transporte de passageiros rodoviário, aéreo e de locação de veículos rodoviários (R$ 1,3 bilhão) e os serviços de hospedagem em hotéis e pousadas (R$ 861,3 milhões). Juntos, esses segmentos devem responder por 88% do faturamento da data.

O Estado do Rio de Janeiro tende a concentrar a maior fatia da movimentação financeira do período com faturamento de R$ 2,68 bilhões, seguido por São Paulo com R$ 1,94 bilhão, Bahia com R$ 1,36 bilhão, Minas Gerais com R$ 809,7 milhões, Pernambuco com R$ 381,9 milhões e Ceará com R$ 318 milhões.

A confederação prevê que a maior taxa de crescimento das receitas deve ser observada em São Paulo com alta de 5,4% e Pernambuco com incremento de 3,2%. Já o Ceará tende a obter um decréscimo de 2,9% no faturamento acumulado no feriado.

A CNC calcula ainda que, para atender ao aumento sazonal de demanda, 25,4 mil trabalhadores temporários devem ser contratados entre janeiro e fevereiro deste ano – o maior contingente desde 2014.

O número representa 2,8% trabalhadores a mais que no carnaval de 2019. O setor serviços de alimentação deve responder por 71% destas vagas com 18,2 mil postos.

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Índice de ADRs brasileiros despenca mais de 4% em NY com coronavírus; B3 está fechada

SÃO PAULO – O principal índice de ADRs (na prática, as ações de empresas de fora dos EUA negociadas em Nova York) do Brasil opera em forte queda nesta segunda-feira (24) na Bolsa de Valores Nova York (NYSE), acompanhando o mau humor visto nos índices americanos e europeus.

Sem pregão na B3 por causa do feriado do Carnaval, os investidores ficam de olho no avanço da epidemia de coronavírus fora da China, especialmente com o aumento de casos na Itália, Coreia do Sul e Irã. Por aqui, a Bolsa só reabrirá na quarta-feira (26), às 13h.

O Dow Jones Brazil Titans 20 ADR tinha queda de 4,89% às 14h40 no horário local de NY (16h40 em Brasília), para 21.117 pontos. Já o ETF EWZ iShares MSCI Brazil Capped, que replica o Ibovespa em dólar, perdia 4,90%, a US$ 40,38.

É importante acompanhar o desempenho dos ADRs nos mercados internacionais, pois qualquer movimento registrado nestes dois dias em que a B3 estará fechada deve ser refletido na abertura do pregão de quarta-feira (26) para que não haja descompasso entre os preços das ações negociadas no Brasil e nos EUA.

Entre as blue chips brasileiras, o ADR da Petrobras (PETR4,PETR3) ajudava a ampliar a perda do Dow Jones Brazil Titans 20. O papel amargava perda de 8,20%, para US$ 12,88.

No mesmo sentido, os ADRs da Vale (VALE3) e do Itaú (ITUB4) recuavam 7,57% e 3,67%, respectivamente, para US$ 10,56 e US$ 7,34. O ADR do Bradesco (BBDC4) cedia 3,38%, a US$ 6,99.

Os índices americanos Dow Jones e S&P 500 registravam baixas de 3,15% e 2,99%. Já o Nasdaq caía 3,40%.

Na Europa, com os mercados já fechados, a maior queda foi a da Bolsa de Milão, que perdeu 5,43%. O inglês FTSE 100 caiu 3,34%, enquanto o francês CAC 40 teve baixa de 3,94%. Na Alemanha, o DAX teve desvalorização de 4,01%.

Enquanto a tensão cresce nos mercados de ações, os investidores correm para ativos considerados mais seguros. Um deles é o ouro, que subia mais de 1,3% nos Estados Unidos.

Coronavírus avança

O governo italiano informou nesta segunda-feira que o número de pacientes confirmados com o coronavírus no país ultrapassou 200, com a quinta morte confirmada hoje.

A maioria dos casos ocorre nas regiões da Lombardia e do Vêneto — 11 cidades onde o vírus foi identificado estão isoladas. O Carnaval de Veneza, uma das festas mais conhecidas do país, foi suspenso.

A Áustria anunciou que iria restringir trens entre o país e a Itália para evitar que o vírus cruze a sua fronteira.

Já na Coreia do Sul, em apenas três dias o número de casos subiu de 31 para 763, com nove mortes. O governo sul-coreano elevou o alerta com o surto para o máximo.

Israel começou a exigir quarentena de pessoas que tiveram contato com sul-coreanos nos últimos dias.

No Irã, segundo informações da rede americana CNBC, em apenas três dias foram reportados 61 casos, com 12 mortes.

A Turquia fechou no domingo os quatro passos de fronteira com o Irã e impediu a entrada de pessoas que tinham sinais de gripe.

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Avanço do coronavírus fora da China derruba Bolsas no exterior; B3 está fechada

SÃO PAULO — As Bolsas da Ásia fecharam hoje (24) em forte queda e as da Europa abriram com os principais índices recuando mais de 3% com o avanço do coronavírus no Norte da Itália, Coreia do Sul e Irã.

O governo italiano informou nesta segunda-feira que o número de pacientes no país chegou a 130 em apenas dois dias, com a quarta morte confirmada na manhã de hoje.

A maioria dos casos ocorre nas regiões da Lombardia e do Vêneto — 11 cidades onde o vírus foi identificado estão isoladas. O Carnaval de Veneza, uma das festas mais conhecidas do país, foi suspenso.

Já na Coreia do Sul, em apenas três dias o número de casos subiu de 31 para 763, com nove mortes. O governo sul-coreano elevou o alerta com o surto para o máximo.

No Irã, segundo informações da rede americana CNBC, em apenas três dias foram reportados 61 casos, com 12 mortes.

A Turquia fechou no domingo os quatro passos de fronteira com o Irã e impediu a entrada de pessoas que tinham sinais de gripe.

Em meio ao avanço do coronavírus fora da China, o índice futuro do Dow Jones caía 2,68% antes da abertura do mercado em Nova York. O futuro de S&P 500 recuava 2,59%. Já o pré-market da Nasdaq indicava uma baixa de 2,90%.

Na Europa, a maior queda era a da Bolsa de Milão, que perdia mais de 4% às 10h05 (de Brasília). O inglês FTSE 100 caía 3,18%, enquanto o francês CAC 40 tinha baixa de 3,61%. Na Alemanha, o DAX tinha desvalorização de 3,68%.

Enquanto a tensão cresce nos mercados de ações, os investidores correm para ativos considerados mais seguros. Um deles é o ouro, que subia mais de 2% nos Estados Unidos.

Aqui no Brasil, a B3 segue fechada por causa do feriado de Carnaval e só vai reabrir os negócios na quarta-feira (26), às 13h.

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Bancos distribuem R$ 52 bilhões em dividendos a seus acionistas em 2019

Os grandes bancos, com exceção do Itaú Unibanco, ampliaram o volume de dividendos distribuídos a seus acionistas em 2019: foram mais de R$ 52 bilhões, volume quase 26% maior que o de 2018. Para este ano, porém, o valor pode ser menor.

Isso porque o maior apetite dos bancos para emprestar em meio à retomada da economia brasileira, principalmente para pessoas físicas e pequenas e médias empresas, deve levar o setor a fechar um pouco a mão quando olhar para os resultados futuros.

O Itaú Unibanco já seguiu esse caminho. O banco distribuiu 66,2% do lucro líquido recorrente de 2019, ante 89,2% no ano anterior. A diminuição na proporção de dividendos se refletiu diretamente no bolso dos acionistas da Itaúsa, holding que controla o banco.

Leia também: Bancos mantêm fortes ganhos em 2019, mas fintechs e open banking inspiram cautela

A porcentagem do lucro líquido distribuído, chamado de payout, passou de 94%, em 2018, para 68% no ano passado – menor nível desde 2016. Com a redução, os dividendos foram um dos temas abordados na teleconferência feita com investidores e analistas na semana passada.

O presidente da Itaúsa, Alfredo Setubal, explicou que essa queda não antecipa um novo investimento da holding, mas tem relação com o Itaú Unibanco, que representa praticamente 90% do portfólio de investimentos. O banco resolveu, segundo ele, dividir um menor volume de recursos com seus acionistas uma vez que espera ter um maior uso de capital ao longo deste ano, ou seja, vai emprestar mais.

Desde 2017, o Itaú revisou sua política, colocando no lugar de um teto uma série de critérios para o cálculo dos dividendos. O crescimento do crédito, sob a ótica do risco, é um deles.

Para tranquilizar os investidores, Setubal recorreu à elevada rentabilidade do Itaú, que é líder entre seus pares. “A capacidade de o banco gerar retornos dentro da sua política de crédito é melhor para seus acionistas do que simplesmente distribuir dividendos e usar taxas de retorno inferiores às que o banco aplica”, explicou o presidente da Itaúsa, desde 2015 no comando da holding após anos no dia a dia como executivo do banco.

‘Superdividendo’

Na contramão, o rival Bradesco aumentou a distribuição de dividendos no ano passado. O payout bruto do banco foi de 73,9%, ante 40,3% em 2018. O salto ocorreu por causa de um “superdividendo” de R$ 8 bilhões. O banco creditou a bolada às perspectivas frustradas com a economia brasileira no ano passado.

Como o crescimento não veio, o Bradesco achou melhor dividir o dinheiro com seus acionistas. Até mesmo porque muito capital pressiona o retorno, principalmente no seu caso, que tenta retomar o posto de segundo banco mais rentável do Brasil, hoje nas mãos do Santander. “Não é uma obsessão, mas é o nosso objetivo lá na frente”, disse o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, em recente entrevista ao Estadão/Broadcast.

Somado ao crédito, os bancos terão o que o presidente do Itaú, Candido Bracher, resumiu como “ventos contrários” nos resultados de 2020. As instituições financeiras serão afetadas pelo efeito das novas regras do cheque especial, cujos juros foram limitados em 8% ao mês, pelo aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), que passou de 15% para 20% na reforma da Previdência, e pela Selic média inferior à do ano passado.

Para o diretor de renda variável de uma gestora, apesar das pressões negativas que os bancos enfrentam neste ano as instituições têm capacidade de compensar tais efeitos e, consequentemente, manter gordos níveis de dividendos. “Os bancos podem conseguir gerar capital suficiente, eventualmente, para pagar mais dividendos e ainda originar mais crédito”, avalia ele, na condição de anonimato, que também vê o crédito como fator determinante para a distribuição de dividendos referentes ao ano de 2020.

É o caso do Santander Brasil. O espanhol prometeu manter elevado nível de payout ao mesmo tempo que tem capital em excesso para continuar crescendo como nos últimos anos. “Como fizemos no ano passado, dependendo da evolução e de como usamos o capital, ajustaremos, considerando o ganho final”, disse o vice-presidente executivo do Santander Brasil, Angel Santodomingo, em recente conversa com o mercado.

Embora o banco tenha distribuído em torno de 70% do seu lucro nos últimos anos, o executivo preferiu ser conservador. Manteve, ao menos por ora, a referência de 50% de payout para 2020.

Teto para distribuição

O Banco do Brasil aprovou, no início do ano passado, a revisão da política específica de remuneração aos acionistas. Assim, passou a fixar, ao contrário do concorrente Itaú, um teto para a distribuição do lucro líquido. Para 2020, o banco manteve o intervalo de payout esperado entre 30% e 40%, o mesmo estabelecido no ano passado.

Para 2021, a situação fica mais crítica com o risco de os dividendos, hoje isentos, passarem a ser tributados na reforma tributária. Como qualquer mudança no Imposto de Renda responde ao princípio da anualidade, um eventual pedágio para os acionistas, mesmo que aprovado este ano, começaria a valer somente no exercício seguinte.

Por ora, apenas os juros sobre capital próprio (JCP), também considerados para efeito de distribuição de dividendos, são tributados, uma vez que são recolhidos na fonte e entram na conta fiscal dos bancos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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