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Bombardier aposta tudo no mercado de jatos executivos

(Bloomberg) — A Bombardier está apostando tudo no imprevisível mercado de jatos executivos, mesmo sem ter uma carta na manga.

Depois de abandonar as operações de aviões comerciais e hélices e concordar em vender a divisão de equipamentos para trens de passageiros para a Alstom, a única atividade restante da empresa canadense será a fabricação e manutenção de jatos executivos. É um risco que nenhuma concorrente encarou.

As fabricantes dos jatos executivos com as marcas Gulfstream, Falcon, Cessna e Legacy têm unidades de defesa ou outros negócios que ajudam a compensar os períodos de vacas magras que atingem esse mercado de tempos em tempos. Durante a última recessão, o número de entregas de jatos particulares despencou de mais de 1.100 em 2008 para 846 em 2009. Em 2018, foram 614 entregas, segundo o JPMorgan Chase, em meio a preocupações com a guerra comercial e os preços baixos das commodities.

As operações de defesa permitem que fabricantes de jatos particulares suportem períodos de fraqueza na demanda e mantenham investimentos em novos modelos de aviões, o que ajuda a impulsionar as vendas, explicou Roland Vincent, consultor de aviação que atua em Plano, no Texas. Abrir mão desse contrapeso coloca a Bombardier em uma posição mais precária do que a de seus concorrentes, segundo ele.

Enquanto as rivais têm seus negócios de defesa, a “Bombardier não tem nada”, disse Vincent. “Isso expõe a empresa a mais ciclicidade. “

Melhor opção

A Bombardier não teve muita escolha a não ser vender divisões para pagar dívidas, de acordo com seu presidente, Alain Bellemare. A unidade de aviação comercial acumulou US$ 400 milhões em prejuízo em 2016 e estava queimando US$ 1 bilhão do caixa, explicou Bellemare na semana passada. A unidade de trens enfrentava “projetos desafiadores” este ano, que provavelmente afetariam as margens de lucro.

Por outro lado, o segmento de jatos deve registrar bom desempenho este ano. A Bombardier vai acelerar as entregas do Global 7500, o avião corporativo de maior tamanho e autonomia disponível no mercado, informou o CEO. A aeronave, que tem preço anunciado em US$ 73 milhões, entrou em operação no final de 2018 após um atraso de dois anos e todas as unidades a serem fabricadas estão vendidas até 2022. Após entregar 142 jatos executivos em 2019, a Bombardier espera entregar 160 este ano, sendo 35 a 40 do modelo Global 7500.

“Estamos extremamente bem posicionados”, disse Bellemare em entrevista à televisão BNN Bloomberg no Canadá. “Nós temos uma franquia de categoria mundial, produtos incríveis e excelentes recursos.”

As ações da companhia acumulam queda de 23% este ano. A Bombardier possui uma das maiores linhas de jatos executivos, que vai do popular Challenger 350, com 10 assentos e autonomia para viagens entre as duas costas dos EUA, ao Global 7500, que pode voar de Nova York para Hong Kong e oferece chuveiro e quarto. A fabricante de aviões também atualizou a série Global com novas turbinas e maior alcance para os modelos 5500 e 6500.

No ano passado, os jatos executivos representaram US$ 5,4 bilhões da receita da Bombardier e a carteira de pedidos pendentes estava avaliada em US$ 14,4 bilhões. Em 2018, o mercado global de aeronaves executivas movimentou aproximadamente US$ 20 bilhões, de acordo com a Associação de Fabricantes de Aviação Geral.

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Com impulso de médias empresas, Bolsa pode movimentar R$ 200 bilhões

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Depois de muitos anos de promessa, a expectativa de um cenário prolongado de juros baixos deve fazer de 2020 um ano recorde para o mercado de ações brasileiro. Entre aberturas de capital e novas emissões de empresas já listadas na Bolsa paulista, a B3, o total movimentado pode chegar a R$ 200 bilhões, segundo bancos de investimento.

Esse resultado deve ser engrossado por empresas médias, muitas fora do eixo Rio-São Paulo, que buscam na Bolsa – no Brasil e no exterior – recursos para expandir seus projetos. O Estado apurou que marcas conhecidas e empresas regionais estão buscando assessoria financeira ou até já protocolaram pedido para o IPO (sigla em inglês para oferta inicial de ações). São os casos da rede de pet shops Petz ou do grupo varejista Mateus.

O apetite por negócios de menor porte está grande. Neste ano, já estrearam na B3 as construtoras Moura Dubeux e Mitre, a Locaweb (de hospedagem de sites) e a Priner, negócio de manutenção industrial que foi sucesso entre pessoas físicas e marcou o retorno dos “mini” IPOs no Brasil.

“As empresas de médio porte fizeram a lição de casa, com maior profissionalização da gestão e de governança, seja para atrair fundos de private equity (que compram participações em empresas), de venture capital (que investem em empresas nascentes) ou para abrir o capital”, diz Márcio Domingues, diretor comercial de médias empresas do Itaú BBA.

As estimativas são de que os IPOs e as novas emissões de ações superem 100, batendo a marca de 74 operações de 2007. Àquela época, grande parte das empresas que foi à Bolsa era de maior porte, diferente do perfil atual.

Uma parcela ainda grande do PIB brasileiro está fora do mercado financeiro, diz Pedro Mesquita, líder da área de banco de investimento da XP, o que abre oportunidades. “Nesse sentido, é necessário fazer um ‘garimpo’ de negócios fora do eixo Rio-São Paulo que tenham boas histórias de crescimento.”

Para quem quer em investir em ações de empresas médias, contudo, é preciso cautela. “Uma forma de buscar a renda variável é por meio dos fundos de previdência. Como se trata de aplicação de longo prazo, o cliente pode ampliar a presença das ações na composição do plano. Não é só comprando uma ação específica que se entra na renda variável”, diz Jurandir Macedo, doutor em finanças comportamentais e consultor da Genial Investimentos.

CONFIRA ABAIXO UMA LISTA DE DEZ EMPRESAS QUE DEVEM ABRIR CAPITAL ESTE ANO:

BV – “Banco dos carros” supera crise e chega à B3

Fundado pela família Ermírio de Moraes, do Grupo Votorantim, o BV (ex-Banco Votorantim) tem o Banco do Brasil como sócio desde 2009. Nos últimos três anos, o BV, conhecido pelo financiamento de automóveis, passou por reestruturação, ficou mais digital e fez parcerias com startups – como Dr. Consulta e Guia Bolso – e fintechs, como Banco Neon. O BV já fez o pedido de abertura de capital e planeja levantar cerca de R$ 5 bilhões. A maior parte do dinheiro deverá ir para os acionistas. O BV não comentou.

PETZ – Aposta nos pets como membros da família

A varejista focada em produtos para animais de estimação surgiu da vontade do fundador Sérgio Zimerman de voltar a empreender após a falência de um negócio de distribuição de bebidas. Com um ponto em mãos – um prédio de 3 mil m² na Marginal Tietê -, ele chegou a procurar a Cobasi para propor a abertura de uma loja da rede, sem sucesso. A Petz encerrou 2019 com 105 lojas e receita de quase R$ 1,2 bilhão. A rede, que entrou com pedido de registro de abertura de capital na semana passada, não comentou o tema.

GRUPO MATEUS – Do garimpo a uma das maiores do varejo do Brasil

A história do Grupo Mateus, uma das maiores varejistas do País, começa nos anos 1980, na cidade de Balsas (MA). Ex-garimpeiro de Serra Pelada, Ilson Mateus montou uma pequena mercearia na cidade que crescia com o agronegócio. Para abastecer a loja, ele rodava 400 quilômetros com sua caminhonete até Imperatriz. Hoje, com receita estimada em cerca de R$ 10 bilhões, a rede tem oito marcas e quer se consolidar no Nordeste e Norte do País. O fundador contratou assessores financeiros para ir à Bolsa. O grupo não deu entrevista.

TRACK & FIELD – Ação entre amigos vira fenômeno esportivo

A rede com 230 lojas, boa parte franquias, começou no fim dos anos 1980, quando três amigos decidiram investir em uma loja de surfwear. Ao perceber que se tratava de segmento limitado, resolveram expandir para outros esportes. A estreia foi em 1990, no Shopping Jardim Sul, na capital paulista. Para abrir a loja no Iguatemi, um dos fundadores vendeu uma Parati. Agora, segundo fontes, vai buscar a abertura de capital visando triplicar de tamanho. Procurada, a Track & Field não comentou.

UNIASSELVI – Grupo de ensino a distância busca estreia nos EUA

Fundada em 1999 em Indaial (SC), a Associação Educacional Leonardo da Vinci (Asselvi) foi se consolidando com outros grupos privados da região do Vale do Itajaí, tornando-se, cinco anos depois, o grupo Uniasselvi. Uma das maiores companhias de ensino a distância (EAD), tem mais de 100 cursos de graduação e pós-graduação e cerca de 250 mil alunos. Controlado pelas gestoras Vinci e Carlyle, o grupo, que fatura cerca de R$ 500 milhões, quer abrir capital nos EUA. A companhia não comentou.

MADERO – Hambúrguer brasileiro quer conquistar NY

Com o fundo de private equity americano Carlyle e o apresentador Luciano Huck como sócios, a rede de hamburguerias Madero já contratou bancos e está pronta para a abertura de capital. Ao contrário da maioria das empresas de médio porte do País, está arregaçando as mangas para chegar à Bolsa dos EUA, e não à brasileira. A expectativa do mercado é que a rede seja avaliada em US$ 2 bilhões (mais de R$ 8 bilhões) e capte cerca de US$ 500 bilhões (R$ 2 bilhões) na Bolsa gringa. O Madero não comentou.

GRUPO SOMA – Dona da Farm e da Animale aposta no luxo

Com mais de 200 lojas, o Grupo Soma tem entre suas marcas Farm, Animale, Cris Barros, A. Brand e Foxton. Em 2018, o conglomerado de varejo, focado sobretudo na moda feminina de alto padrão, teve faturamento bruto de R$ 1,46 bilhão, expansão de 12% sobre o ano anterior. Em preparação para o IPO, a companhia acabou de engordar sua operação ao colocar a marca Maria Filó para dentro de casa. Além disso, já começou a internacionalização da Farm. Procurado, o grupo não comentou.

ALMEIDA JUNIOR – Ambição de expandir no Sul do País

O grupo foi criado em 1980 para atuar no ramo imobiliário em Blumenau (SC). Mas foi a partir dos anos 1990 que o empresário Jaimes Almeida Junior, hoje com 62 anos, decidiu investir em shopping centers e o negócio despontou. A companhia, que inaugurou o primeiro shopping em 1993, tem hoje seis unidades em Santa Catarina. Com faturamento de R$ 180,5 milhões em 2019, a empresa fez registro de pedido de abertura de capital na semana passada e quer se consolidar como uma gigante do Sul. O grupo não comentou o tema.

PACAEMBU CONSTRUTORA – Crescimento vertical em bairros planejados

Fundada há 26 anos, a Pacaembu Construtora tem uma proposta diferente de outras incorporadoras. A empresa, criada pelos irmãos Eduardo e Wilson Almeida Júnior, é especializada em construir bairros planejados no interior de São Paulo. Com receita de R$ 900 milhões, segundo fontes de mercado, a construtora tem 130 empreendimentos lançados em 40 cidades. O grupo, que contratou assessores financeiros para avaliar possível abertura de capital neste ano, não comenta o assunto.

INTER CONSTRUTORA – Aposta grande para o Minha Casa Minha Vida

Especializada em empreendimentos do programa federal Minha Casa Minha Vida, a empresa fundada em 2008 ficou conhecida nos últimos anos pelo tamanho dos empreendimentos – a companhia iniciou a atuação com unidades de algumas centenas de moradias e agora já entrega condomínios com mais de mil unidades em Minas Gerais e no interior de São Paulo. A empresa, que fez o pedido de listagem em 2017, se prepara para abrir capital este ano, dizem fontes. A Inter não comenta.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Bancos mantêm fortes ganhos em 2019, mas fintechs e open banking inspiram cautela

SÃO PAULO – Depois de resultados que decepcionaram os investidores no segundo e terceiro trimestres de 2019, os grandes bancos voltaram a animar na temporada do quarto trimestre. Analistas entendem que a diversificação das operações e a digitalização dos serviços, tornando a parte de atendimento físico mais enxuta, foram os destaques do período.

Duas das maiores instituições financeiras privadas do País viram suas ações se valorizarem expressivamente no dia seguinte à divulgação de seus balanços do quarto trimestre — os papéis preferenciais do Itaú Unibanco (ITUB4) subiram 2,3% e os do Bradesco (BBDC4), 1,93%.

Já as ações ordinárias do Banco do Brasil (BBAS3), que haviam subido cerca de 5% nos dois pregões anteriores à divulgação do resultado, corrigiram o movimento e caíram 1,55% no pregão seguinte ao balanço.

Parte desse movimento se explica pelo desempenho das ações em relação ao Ibovespa nos últimos meses, na avaliação de Carlos Daltozo, da Eleven Financial Research. “Os bancos estavam atrasados e não viveram o rali que teve a Bolsa no ano passado.” No entanto, não é só uma correção que está em jogo.

O mercado, após uma análise do que aconteceu nos trimestres anteriores, incorporou nas suas expectativas aquilo que o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, definiu como o fim da “era de ganhos estratosféricos”, marcada pela Selic de dois dígitos e altas taxas cobradas em modalidades como o cheque especial. Diante disso, foi bem vista a estratégia das instituições financeiras de cortar custos e focar na rentabilidade a longo prazo.

Segundo Marcel Campos, da XP Investimentos, a vantagem dos grandes bancos é que eles podem se utilizar de diferentes negócios para captar o movimento de recuperação da economia. O Bradesco, por exemplo, ganha cada vez mais força no ramo de seguros, o que agrada o analista.

“O crédito deve ter menos rentabilidade, mas dá para ir para segmentos mais rentáveis. Espera-se uma chuva de [aberturas de capital de empresas] IPOs nos próximos meses e as áreas de investimentos dos bancos devem se beneficiar disso”, destaca.

Em relatório, a equipe de análise do Credit Suisse aponta que a margem financeira dos bancos deve se beneficiar em 2020 do melhor portfólio da carteira e maiores ganhos da gestão de ativos e passivos em decorrência da Selic mais baixa. As taxas de serviços também devem acelerar, com os volumes compensando a maior pressão de preços.

No entanto, nem tudo é positivo no horizonte das instituições financeiras. Os analistas Marcelo Telles, Otavio Tanganelli e Alonso Garcia, do Credit, esperam que a reprecificação da carteira de crédito baseada em juros fixos, os efeitos da elevação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 15% para 20% e a exposição à América Latina – com toda a instabilidade política que vem junto – prejudiquem os bancos.

Destrinchando os números

No quarto trimestre, todos os cinco maiores bancos do país mantiveram o crescimento de suas carteiras de crédito. No geral, a inadimplência permaneceu inalterada em relação ao ano anterior, com exceção do Banco do Brasil, que viu o índice subir de 2,5% para 3,3%.

Ainda assim, no trimestre, o único que elevou substancialmente as provisões para crédito de liquidação duvidosa foi o Itaú. Já a Caixa, que não tem ações listadas na B3, reduziu suas reservas para eventuais calotes (acima de 90 dias) consideravelmente no período.

Veja e compare, no gráfico abaixo, as principais linhas dos balanços dos cinco maiores bancos do país no quarto trimestre de 2019.

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No acumulado de 2019, além do aumento nas carteiras de crédito, todos os bancos também registraram crescimento de lucros. O que mais subiu foi o da Caixa — uma alta de 103,4%. Entre as companhias de capital aberto, o Banco do Brasil teve o maior crescimento de lucro no ano, de 41,21%, na comparação com 2018.

Veja e compare, no gráfico abaixo, as principais linhas dos balanços dos cinco maiores bancos do país no acumulado de 2019.

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Análises

Um resultado muito elogiado pela equipe do Credit foi o do Banco do Brasil, projetou números considerados interessantes em seu guidance — as previsões da administração para o futuro de uma série de indicadores financeiros.

“O ponto médio do guidance indica um crescimento do lucro líquido de 9% em 2020. Este patamar representaria uma das melhores performances entre os grandes bancos e também fica bastante alinhado com nossas projeções”, escreveram os analistas.

A equipe da XP colocou BB como sua top pick no setor, graças à melhora na rentabilidade, que ocorreu mesmo em um cenário de declínio na carteira de crédito. Esse avanço foi obtido por um melhor mix de crédito e menores despesas com custo nesse segmento.

Em relação ao Bradesco, a XP viu melhora na qualidade do ativo e nos lucros. “Embora a margem financeira continue crescendo menos que o crédito, mesmo com um mix mais voltado para o varejo, tivemos boas notícias das outras linhas”, disse a equipe da XP. Um destaque no resultado foi o avanço no segmento de seguros e receitas de outros serviços.

Confira todas as recomendações de casas de análise para cada uma das ações de bancos segundo dados da Bloomberg

Empresa Ticker Recomendações de compra Recomendações neutras Recomendações de venda Preço-alvo médio (R$) Potencial de valorização
Banco do Brasil BBAS3 15 5 0 63,29 30,71%
Bradesco BBDC4 14 5 1 43,20 36,49%
Itaú Unibanco ITUB4 11 7 2 39,94 23,08%
Santander SANB11 8 11 0 50,49 24,08%

O Itaú, por sua vez, teve como destaque positivo a sustentabilidade dos resultados, mas a XP enxerga deterioração na qualidade dos ativos no quarto trimestre. “A maioria das receitas e custos surpreenderam positivamente, mas não acarretaram em maiores ganhos, uma vez que o banco aproveitou os melhores resultados operacionais para realizar provisões.”

O analista Victor Schabbel, do Bradesco BBI, avalia que o bom resultado do Itaú no quarto trimestre é ofuscado pelas preocupações com 2020. “Apesar de esperarmos que os bancos brasileiros se alavanquem em um portfolio de varejo crescente notamos que a contribuição das linhas de alto rendimento como empréstimos a descoberto e rotativos do cartão de crédito já está elevada e os spreads tendem a cair”, escreve em research.

Por fim, o Santander (SANB11) teve como destaque o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) de 20%, que para Marcel Campos, da XP, era uma métrica improvável de ser atingida há alguns anos “quando a operação brasileira não tinha tanta eficiência”.

“Com sua divisão de varejo crescendo, o banco conseguiu engajar os clientes e aumentar significativamente a venda cruzada e satisfação de sua base. Entretanto, nossa recomendação Neutra tem sido principalmente relacionada a seus múltiplos altos, visão que mantemos no momento”, disse o analista.

“Para mim, quem está mais preparado para capturar o crescimento da economia é o Bradesco, o BB é a ação mais barata das quatro em múltiplos, e Itaú é algo em que eu poderia pensar no longo prazo.”

Fintechs

“Não temos resposta para o que queremos e isso nos angustia toda noite… Fintechs estão batendo na nossa porta todo dia”, disse o presidente do Itaú, Roberto Setúbal, em setembro de 2019.

A admissão acendeu uma luz de alerta no mercado, pois veio do topo da maior instituição financeira privada do país. No entanto, ao se analisar os resultados do quarto trimestre, não há por que acreditar, pelo menos por enquanto, que os grandes bancos não possam coexistir com as fintechs por um bom tempo ainda.

Daltozo acredita ser difícil que as empresas que combinam tecnologia com finanças concorram com a experiência que os bancos têm em segmentos como empréstimos. “Não dá para sobreviver só de receitas de serviços e não é simples tirar esse atraso no crédito apesar das facilidades trazidas pela tecnologia”, explica.

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Se este cenário se confirmar, as fintechs não só não matariam os bancos como poderiam até ajudar o setor, defende Daltozo. “As fintechs, atuando em nichos específicos de serviços, permitem que os bancos continuem a ganhar naquilo em que são melhores.”

O analista da Eleven ressalva que isso não significa os bancos digitais não tenham impacto, ainda mais no curto prazo, no qual o ruído costuma ser mais forte do que os fundamentos. Daltozo lembra que o segmento de cartões de crédito já vive uma competição muito maior do que há alguns anos, assim como o mercado de adquirência.

Por outro lado, os grandes bancos já teriam se movimentado, na opinião dele, para enfrentar o boom de bancos de investimentos. “Hoje já estão melhores nisso, assim como em administração de recursos de terceiros e seguros.”

Marcel Campos, por sua vez, não vê ainda real visibilidade do impacto das fintechs nos bancos, e acha que o resultado do quarto trimestre não é o suficiente para que seja tirada alguma conclusão sobre o assunto.

“Temos um calendário definido para a implementação do open banking [conjunto de regras e processos autorizado pelo Banco Central que permitirá troca de informações sobre clientes entre as instituições financeiras], e isso será muito importante para sabermos como evolui essa questão. O resultado do quarto tri é perfeito, mas ainda não vejo reação ao que as fintechs estão fazendo.”

Já Fernando Sampaio, da Brasil Capital, argumenta que o futuro dos grandes bancos depende da capacidade que mostrarem em usar o open banking para melhorar suas capilaridades no mundo digital. “Os bancos precisam melhorar a experiência para o cliente.”

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EUA retomam importação de carne in natura do Brasil

Os Estados Unidos voltarão a comprar carne fresca (in natura) do Brasil. A importação estava suspensa desde junho de 2017. De lá para cá, os americanos vinham comprando apenas carne enlatada do Brasil.

A informação foi confirmada pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina. “É uma ótima notícia para o Brasil. O mercado americano não é tão representativo para nós em termos de volume, mas é muito importante conceitualmente, por termos esse mercado aberto”, disse ao Estado.

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Em junho de 2017, o governo americano suspendeu a importação de carne in natura brasileira. Em março daquele ano, após a deflagração da chamada Operação Carne Fraca pela Polícia Federal, os americanos passaram a inspecionar todos os lotes de carne in natura vendidos pelo Brasil.

A decisão dos EUA se baseou em uma reação à vacina contra febre aftosa, uma lesão que, segundo pecuaristas, não afeta a qualidade da carne.

À época, o então ministro Blairo Maggi tentou reverter a decisão, sem sucesso, e chegou a declarar que era preciso entender que o Brasil estava exportando carne “para o maior concorrente que temos no mundo” e que, por isso, havia pressão grande de produtores americanos para que o embargo fosse efetivado.

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Coronavírus faz empresas exportadoras perderem R$ 48 bi em valor de mercado

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Desde o primeiro dia que o surto de coronavírus na China atingiu os mercados financeiros globais – que completou um mês ontem, 21 -, as empresas brasileiras exportadoras de commodities perderam R$ 47,709 bilhões em valor de mercado. A queda reflete a aversão ao risco, em meio as incertezas sobre o impacto que a doença causará à economia do gigante asiático e do mundo. Também entra na conta o tempo para que a epidemia fique sob controle, com redução significativa da contaminação. Mesmo com a destruição de valor bilionária, especialistas estimam que as ações ainda não sentiram todo o efeito negativo.

Até ontem, mais de 75 mil pessoas foram infectadas na China continental e mais de 2 mil morreram. Além da gravidade das mortes, os números trouxeram outra preocupação aos investidores, desconfiados de que Pequim não esteja divulgando o cenário real da doença.

Assim, as ações ON (com direito a voto) de Gerdau e Vale, que exportam minério de ferro para a China, recuaram mais de 12% e 10%, respectivamente, desde o início do impacto. Investidores temem que, devido à falta de trabalhadores, o setor de construção no país asiático diminua o ritmo das obras. A retração na produção de automóveis – que já vem desde o ano passado – é outro fator de preocupação. As vendas de carros no varejo da China tiveram queda anual de 92% nos primeiros 16 dias de fevereiro em razão da epidemia. Segundo o analista da Mirae Asset Pedro Galdi, a produção de automóveis também caiu fortemente e a China “está parada”. Exatamente por isso, o preço do minério de ferro caiu 4,85% em 30 dias.

Entre os especialistas consultados pelo Estadão/Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, há quem acredite que as empresas deverão sentir os efeitos da doença no balanço do primeiro trimestre. Petrobrás e Vale alertaram durante a semana, em eventos ligados aos balanços, que o surto poderá ter algum efeito. Ambas monitoram tanto embarques quanto encomendas.

“O coronavírus não teve efeito nas quantidades, mas teve efeito nos preços, evidentemente”, afirmou Roberto Castello Branco, presidente da Petrobrás, na divulgação de resultados esta semana. “Porque os mercados antecipam os efeitos na atividade econômica. Então, é só observar o preço, o comportamento dos preços do petróleo que houve uma queda. E vai se refletir nos nossos resultados no primeiro trimestre. Dizer quanto foi, agora, seria prematuro, até porque nós estamos no meio do trimestre.”

Há, porém, quem ache a queda exagerada, uma vez que a percepção sobre as companhias ainda não foi alterada. Para Galdi, as perdas devem ser temporárias. No caso da Vale, ele diz que a empresa gasta US$ 30 para produzir minério de ferro e entregar na China, enquanto o preço da commodity segue no patamar dos US$ 90. “O preço pode até cair para US$ 80 que a Vale ainda terá margem confortável”, diz. “O que atinge mais a ação é a aversão ao risco generalizada, uma vez que os investidores estrangeiros saem primeiro das blue chips.” A Vale não comentou a queda.

Maiores baixas

O papel PN da Gerdau foi o que mais caiu no último mês. A perda foi de 12,39%, seguido de Vale ON, com baixa de 10,53% e CSN ON, com retração de 10,44%. Com perdas mais amenas, Petrobrás ON caiu 3,59% no período, a PN recuou 3,45%, e Suzano ON teve baixa de 3%. Isso mesmo com o fato de o dólar ter avançado para um patamar muito próximo a R$ 4,40, o que beneficia as exportações e os balanços de maneira geral.

No caso da petrolífera, a menor queda reflete, segundo analistas, o balanço e o fato de os papéis já terem sido penalizados, principalmente pela emissão feita pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para vender suas ações na estatal. Já a Suzano ganhou quase R$ 3 bilhões em valor de mercado nos últimos dias com a valorização da celulose.

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“País tem potencial para ser líder em finanças verdes”, afirma Sylvia Coutinho

A presidente do banco suíço UBS no Brasil, Sylvia Coutinho, avalia que o País tem todas as condições para assumir protagonismo mundial na questão das “finanças verdes”. No momento em que aumentam as cobranças internacionais e dos próprios agentes econômicos por políticas ambientais sustentáveis, ela diz que o Brasil “tem os maiores ativos ambientais do planeta” e pode conseguir atrair investimentos externos se souber aproveitar essa oportunidade.

Sylvia é otimista com as possibilidades da retomada do crescimento econômico do País. Mas admite que o efeito coronavírus deve reduzir o ritmo dessa retomada. Ela diz que o UBS já reviu sua previsão para o crescimento do PIB em 2020 – de 2,5% “para algo em torno” de 2,1%. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Qual é a sua avaliação do cenário econômico do Brasil?

O Brasil está vivendo um ciclo meio clássico de recuperação econômica. Este ano, a princípio, seria o quarto ano de um período de dez anos de crescimento. Porque a gente tem uma visão que prevê dez anos de crescimento sustentado. E esperamos que 2020 seja o primeiro ano, desses primeiros quatro anos dessa retomada, em que a gente veja um crescimento um pouco mais robusto. Apesar, claro, dos impactos causados pelo coronavírus, que deve derrubar um pouco o crescimento. A gente estimava que o PIB deste ano seria na ordem de 2,5%. E estamos revendo para algo em torno de 2,1%.

Qual é a importância das reformas para essa recuperação?

Uma coisa que acho positiva quando a gente olha o Brasil é que é um dos poucos mercados que está encarando de frente as reformas necessárias. Obviamente, a reforma da Previdência foi um marco importante. Então, você olha aí e tem uma série de mercados, incluindo desenvolvidos, que estão tendo de passar pelas mesmas difíceis reformas e que não estão conseguindo. O Brasil está aí, não só fazendo a sua lição de casa, como há a sinalização de que vai continuar fazendo. A nossa visão de um ciclo positivo de dez anos para frente também pressupõe, claro, que essas reformas sigam acontecendo. O Brasil continua naquele famoso ranking do Doing Business (os melhores países para se fazer negócios) com um score bastante ruim. E a gente espera que isso, ao longo desse período, contribua para melhorar significativamente a posição do País no ranking.

O governo está tentando reduzir a participação do Estado e atrair o setor privado para os investimentos. Como a sra. vê isso?

O fechamento do PIB do ano passado, que será anunciado em março, está estimado em torno de 1,0%, 1,1%. Quando a gente olha o número resultante, não é tão robusto como esperaríamos. Mas quando você desconstrói esse 1,0%, você teve o Estado recuando algo em torno de 0,6% e o setor privado crescendo 2,0%, o que resultou no 1,1% que veremos em março. A resultante pode ter sido menor do que desejava o mercado. Mas, qualitativamente, é bastante saudável. E mais sustentável do que crescimentos anteriores, que foram muitas vezes artificialmente inflados por ações governamentais e consumo de curto prazo.

O que mais tem chamado a atenção da senhora?

Outras ações que me animam bastante é o que está acontecendo no setor de infraestrutura, no agronegócio, que, além de serem pilotados por pessoas que realmente entendem do negócio, estão se reformulando para se tornarem cada vez mais competitivos globalmente. O Banco Central também está com uma forte agenda para aumentar a competição. Eu diria que tudo isso está convergindo para um maior crescimento estrutural da economia.

A epidemia do coronavírus deve atrapalhar o crescimento?

O cenário externo até abriu o ano de maneira bastante benigna. Tirando o coronavírus e a situação no Oriente Médio, eu diria que o arrefecimento da guerra comercial entre China e Estados Unidos deu uma acalmada nos mercados, e a gente percebeu, paulatinamente, uma retomada no apetite pelos mercados emergentes. Especialmente quando se pensa que você tem lá fora os mercados desenvolvidos com taxas de juros baixíssimas e muitas vezes até negativas. Invariavelmente, quando você tem um cenário de risk on, em que os mercados lá fora estão mais calmos, você tem, naturalmente, um fluxo de capitais que deveria vir para os mercados emergentes onde está o crescimento, onde há perspectiva de crescimento de médio e longo prazos, até por questão da demografia. Mas o coronavírus teve um impacto global e, como falei, já se refletiu na previsão do crescimento do PIB.

Os juros baixos facilitam para o Brasil?

Quando a gente pensa num dia a dia mais doméstico, em curto, médio e longo prazos, a taxa média dos juros no Brasil nos últimos 20 anos foi de 13,1%. A gente espera que ela seja por volta de 5,5% nos próximos dez anos. Isso tem várias implicações. Nunca vimos no mercado, por um período mais longo, juros baixos, inflação baixa. E a economia brasileira, tradicionalmente, é pouco alavancada. Seguimos a tradição de juros altíssimos ao longo de tantos anos. Vamos pegar como exemplo o mercado do crédito imobiliário no Brasil. Temos aí um mercado com um potencial de alavancagem enorme, que ainda está na sua infância, até por conta dos instrumentos para fazer isso. Acho que ainda não vimos os efeitos de uma taxa de juros baixa por um período prolongado na economia brasileira. Isso também é um ponto bastante interessante.

A sra. cita a importância das reformas, mas existe dificuldade política nessas negociações entre governo e Congresso…

Esses cenários que falei pressupõem que as reformas seguirão caminhando. A gente estima que vai haver, de alguma maneira, esse diálogo de maneira construtiva e que vão conseguir aprovar algumas dessas reformas importantes. Fora as propostas microeconômicas, que seguem caminhando também. O BC está com muitas coisas que podem ser encaminhadas pelo Executivo. Apesar de algumas dificuldades de vez em quando, estimamos que o Brasil siga de maneira construtiva, aprovando as reformas. Temos um Congresso bastante reformista e uma pressão para que as coisas sigam caminhando para que o crescimento não arrefeça.

O ritmo das privatizações tem sido menor do que se esperava?

Essa não é uma agenda fácil. Acho que todos os agentes envolvidos estão caminhando no sentido de avançar de uma maneira bastante construtiva nessa agenda. Mas isso era esperado. Acho difícil julgar se poderia estar indo num ritmo muito mais rápido em função do contexto no qual elas se encontram.

No Fórum Econômico Mundial, em Davos, o Brasil foi cobrado para ter melhores práticas ambientais. E ficou claro que uma política ambiental ruim poderá afastar investidores. Qual sua avaliação?

O Brasil, para mim, tem potencial para se tornar o líder mundial em finanças verdes. Temos os maiores ativos ambientais do planeta. Toda a nossa agenda de infraestrutura é verde. Esse é o tipo de capital que temos condição de atrair. Então, essa agenda é muito importante. Existe hoje, globalmente, uma demanda tremenda de toda essa agenda de ESG, de investimento sustentável. E é o capital que está buscando esses ativos ambientais. Então, é uma oportunidade imensa. Para os setores de agronegócio, de infraestrutura, para todas as áreas. A impressão é que o governo acordou para isso. Acho que tem todo um discurso para melhorar a nossa imagem. Para o nosso agronegócio, é fundamental esse selo verde. Crescemos com produtividade e tem um estoque de cobertura nativa que é um dos mais elevados do planeta. Temos de aprender a monetizar os nossos ativos ambientais.

Caiu a ficha do governo brasileiro em relação a isso?

Acho que sim. Mas não caiu só a ficha no Brasil. Caiu no mundo.

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GPA vs. Carrefour: com rumos diferentes, concorrentes enfrentam desafios do setor

SÃO PAULO – Na última quinta-feira (20), após divulgar resultados trimestrais que desagradaram o mercado e enquanto via sua ação cair 7% no pregão, o GPA (PCAR4) não escondeu que passa por um momento desafiador, divulgou planos de converter mais dez hipermercados Extra para a bandeira Assaí Atacadista e mencionou planos de venda de ativos, que podem incluir as drogarias e o Éxito. As bandeiras de aproximação, como Minuto Pão de Açúcar, devem receber mais atenção e acordos com fornecedores serão revistos.

Vinte e quatro horas depois, o Carrefour (CRFB3) passou um recado diferente ao enfatizar a importância da operação de hipermercados e seu ecossistema aos clientes – e não descartou a possibilidade de comprar unidades do Extra (do GPA) que sejam colocadas à venda, caso haja possibilidade. Para a empresa, investir nessa categoria significa conhecer melhor o cliente e ganhar mais espaço com o Banco Carrefour, que está prestes a ganhar uma carteira digital que deve ajudar a obter dados de compradores desbancarizados.

Na estratégia das duas redes supermercadistas, o ponto em comum, e que, na avaliação de especialistas é acertado, é o foco cada vez maior no segmento de “atacarejo” ou cash & carry: com as bandeira Assaí e Atacadão, GPA e Carrefour, respectivamente, deixaram bem claro ao mercado que abrir mais lojas no segmento que atende B2B e B2C com preços mais baixos será prioridade em 2020, seguindo uma tendência de fortalecimento que já dura vários trimestres.

Em teleconferência com jornalistas, o presidente do Atacadão, José Roberto Meister Müssnich disse que deve gastar, em média, R$ 10 milhões para converter cada loja comprada da Makro em Atacadão – totalizando cerca de R$ 300 milhões. Já o GPA tem expectativa de fechar o ano com dez novos endereços do Assaí – resultado da conversão de lojas que hoje são hipermercados, além de 60 inaugurações orgânicas em três anos.

Aparentemente, os dados dos franceses agradaram mais: as ações do Carrefour são negociadas com preço praticamente estável nesta sexta – não sofreram o baque que a concorrência sofreu no pregão seguinte ao seu balanço.

Mas as expectativas para o futuro não refletem, necessariamente, os movimentos dos papéis pós-balanço. PCAR4 tem 14 recomendações de compra (82,4%), três de manutenção (17,6%) e nenhuma de venda, de acordo com o levantamento da Bloomberg com casas de análise. Já CRFB3 está com quatro recomendações de compra (25%), 12 de manutenção (75%) e também nenhuma de venda.

Prato cheio para o GPA

Para o Morgan Stanley, o GPA tem um “prato cheio” para 2020, mesmo após a queda de 31% no lucro no acumulado de 2019. “Após um ano desafiador, afetado por taxas ainda altas de desemprego, a retórica da empresa para 2020 foi mais otimista”, escreveram os analistas do banco, elogiando a intenção de manter o processo acelerado de expansão do Assaí e os planos para o multivarejo, segmento que reúne a operação do Pão de Açúcar, do Extra e das bandeiras de proximidade, com o Minuto Pão de Açúcar.

Os analistas da XP Research veem o Multivarejo, que sofreu perda de 2,6 pontos base na margem Ebitda, como um ponto a se monitorar ao longo do ano. Mantendo recomendação de compra para a ação, eles ressaltam que a recuperação desta vertical “deve ser gradual e, portanto, os resultados podem continuar pressionados no curto prazo”.

A recente entrada do GPA no Novo Mercado, segmento de mais alto padrão de governança da B3, também pode melhorar a visão do mercado sobre a empresa, de acordo com analistas.

Surpresa positiva no Carrefour

Para o Itaú BBA, o desempenho do Atacadão (alta de 10 pontos base na margem Ebitda) foi uma “surpresa positiva” no resultado do grupo francês no Brasil, mas o varejo trouxe lucro 20 pontos-base abaixo da expectativa dos analistas do banco. O lucro caiu 39,1% em relação a 2018.

“Continuamos observando uma perspectiva mais difícil para o cash&carry [atacarejo] em 2020”, escreveu o analista Thiago Macruz. “Por isso, nossa perspectiva implica números mais conservadores para a divisão”. Ainda assim, o BBA mantém recomendação de compra para a ação.

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O ‘pré-sal caipira’: a energia que vem dos porcos

O que poderia levar um empresário há 40 anos no ramo da indústria a começar a criar porcos? “Só o que me interessa é a merda deles”, responde, rindo, Romário Schaefer, dono da cerâmica Stein, no Paraná.

Os dejetos dos suínos de sua propriedade no município de Entre Rios do Oeste (PR), a 133 quilômetros de Foz do Iguaçu, são matéria-prima para a produção de biogás. O combustível abastece um gerador que reduziu a conta de luz da empresa pela metade.

Antes um problema ambiental, os resíduos da produção agropecuária passaram a ser fonte de renda para produtores do oeste do Paraná e, entre os mais entusiasmados, já é chamado de “pré-sal caipira”.

Para gerar o combustível, é preciso instalar um biodigestor, estrutura que permite o tratamento do esterco. Com um investimento inicial relativamente elevado, de R$ 75 mil a R$ 100 mil, o negócio se tornou viável por meio do enquadramento como geração distribuída (GD), na qual o consumidor passa a gerar sua própria energia.

A modalidade, que conta com subsídios pagos por todos os brasileiros na conta de luz, é mais conhecida pelos painéis solares, mas vai muito além e inclui a energia gerada por eólicas, bagaço de cana-de-açúcar, aterros sanitários e, também, pelo esterco de animais.

Quem viaja pelo oeste do Paraná normalmente se limita a visitar as famosas Cataratas do Iguaçu. Aqueles que ficam mais dias podem passar também pelo Paraguai, para compras, e pela usina de Itaipu, segunda maior hidrelétrica do mundo. Mas, no caminho desses destinos, o turista logo vai perceber que o que movimenta a região mesmo é o agronegócio.

Dejetos

O Paraná é o maior produtor de suínos do País. Em aves, perde apenas para Santa Catarina. E foi há 12 anos, ao longo das vistorias no reservatório de Itaipu, de 1.350 quilômetros quadrados, que técnicos perceberam o acúmulo de proteína animal, proveniente dos dejetos da produção agropecuária da região.

Somente o oeste do Estado concentra 4,2 milhões de suínos, 105 milhões de aves e 1,3 milhão de bovinos. Para se ter uma ideia, a estimativa é que, por ano, eles gerem resíduos equivalentes à água que desce nas Cataratas do Iguaçu por cinco minutos.

Estender a vida útil da usina de Itaipu ao máximo – hoje estimada em 182 anos – passa por ações que evitem o assoreamento de seu reservatório. Para isso, era vital encontrar uma forma sustentável de lidar com esses resíduos. Em razão dessa necessidade, Itaipu, por meio do Parque Tecnológico da hidrelétrica, firmou parceria com o Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás).

As análises do CIBiogás mostraram que uma propriedade com 800 suínos pode gerar luz suficiente para abastecer 23 residências. Para isso, é preciso tratar os dejetos e separar o biogás. De acordo com especialistas, é um composto gasoso resultante da degradação anaeróbia de matéria orgânica por micro-organismos. O processo gera também digestato, um fertilizante natural.

De acordo com o diretor-presidente do CIBiogás, Rafael González, a agroindústria da Região Sul do País tem potencial para produzir 3 bilhões de metros cúbicos de biogás por ano, o suficiente para abastecer 2,5 milhões de casas populares.

Conta de luz

Schaefer, da cerâmica Stein, não tinha experiência no agronegócio. Foi a possibilidade de economizar energia que motivou o industrial a investir na criação de suínos.

A família tem a cerâmica Stein há 40 anos e produz 40 mil tijolos por dia, com faturamento mensal de R$ 500 mil. Em 2012, Schaefer comprou um forno contínuo, que funciona 24 horas e não pode ser desligado. O gasto com eletricidade aumentou consideravelmente. “Foi quando achamos a alternativa do biogás”, informa.

Em 2013, ele investiu R$ 300 mil na construção da granja e na compra de um biodigestor e de um gerador próprio. Começou com 3 mil suínos. O biogás gerado – 446 metros cúbicos por dia – rende 28 megawatts-hora por mês, energia integralmente utilizada na indústria.

“Religiosamente”, como ele descreve, o gerador é ligado entre as 18h e 21h, horário de ponta, quando a distribuidora local pode cobrar cinco vezes mais pela energia.

Mais recentemente, o industrial automatizou processos da cerâmica e decidiu dobrar o plantel para 7 mil suínos. Agora, o biogás será também queimado diretamente em seus próprios fornos.

“Foi fantástico. Reduzi meu custo de produção, ao diminuir a conta de luz, e, ao mesmo tempo, estou criando porcos, o que gera uma receita que paga meu investimento”, afirma o produtor.

O retorno do investimento se deu em três anos. E Schaefer conseguiu reduzir sua conta de luz pela metade, para cerca de R$ 30 mil mensais. O industrial doa o biofertilizante gerado para os vizinhos.

Granja foi pioneira na geração

Sócio proprietário da granja São Pedro, Pedro Colombari foi o primeiro produtor a investir em geração distribuída no País, em 2008. Na propriedade, localizada em São Miguel do Iguaçu, ele cria 5 mil suínos e 400 bovinos, e também planta milho e soja. Com o biogás, economiza entre R$ 5 mil e R$ 7 mil mensais em energia elétrica na granja e em outros imóveis e propriedades da família.

A propriedade foi pioneira de um projeto-piloto em parceria com Itaipu. A granja gera 770 metros cúbicos de biogás por dia e produz 32 megawatts-hora por mês. A energia gerada na granja custa um terço do valor cobrado pela distribuidora.

O biofertilizante é usado no plantio de pastagens. Com o aumento da segurança energética, comprou mais máquinas elétricas para a propriedade – uma bomba de irrigação e ventiladores para a granja.

Potencial do biogás equivale ao dobro do gás que vem da Bolívia

O potencial de biogás do Brasil, considerando todas suas fontes, corresponde a até duas vezes o volume médio de gás natural importado da Bolívia em 2018. O dado integra o Plano Nacional de Energia Elétrica (PDE) 2029, divulgado no dia 11 deste mês. A ideia é utilizar o combustível para substituir o diesel, além de misturar o insumo ao gás natural fóssil na malha de gasodutos.

Se no Brasil essa tecnologia está começando a aumentar sua presença na matriz energética, na Europa já são 17,5 mil plantas que produzem energia por meio do biogás.

A Alemanha lidera o ranking, com quase 10 mil empreendimentos. O avanço se deu em meio aos conflitos entre Rússia e Ucrânia pelo gás, a partir de 2009, que cortaram o fornecimento para o país – até então, 40% do gás que abastecia os alemães chegavam por esse caminho.

Cidade tem projeto coletivo de biogás

Para granjas de pequeno porte, a geração de energia pelo biogás nem sempre é viável. Mas, por meio de uma solução coletiva, a prefeitura de Entre Rios do Oeste conseguiu colocar de pé um projeto que gerou economia e resolveu um passivo ambiental.

Com população de 4,6 mil habitantes e de 255 mil suínos, o município tinha alta carga poluidora. Para lidar com o problema, a cidade construiu uma rede coletora de 22 quilômetros para recolher o biogás gerado por 18 propriedades – cada uma pagou seu próprio biodigestor. Cerca de 40 mil porcos produzem 4,7 mil metros cúbicos de biogás por dia, que são transportados até uma minicentral termoelétrica.

A geração de energia da usina abate a conta de luz de 62 edifícios públicos. Em contrapartida, os produtores são remunerados com R$ 0,28 por metro cúbico de biogás produzido. Cada um recebe entre R$ 800 e R$ 5 mil.

Mesmo com o pagamento, a prefeitura economiza entre 5% e 15% em relação ao que gastava em energia antes do projeto, afirma o secretário municipal de Saneamento Básico, Energias Renováveis e Iluminação Pública, Carlos Eduardo Levandowski.

Qualidade de vida

Um dos produtores que integram a rede é Claudinei Jardel Stein, da granja Santo Expedito. Ele cria 7,4 mil suínos e recebe, em média, R$ 1,5 mil do município. Sua conta de luz varia entre R$ 1,2 mil e R$ 1,4 mil. O biodigestor mudou a qualidade de vida na propriedade. “O mau cheiro e as moscas diminuíram muito”, diz.

Ademir Escher, que também faz parte do projeto, concorda. Ele vive na granja com sua família e conta que, depois do biodigestor, a filha parou de reclamar do mau cheiro que impregnava em suas roupas. Ele recebe mensalmente entre R$ 1 mil e R$ 1, 2 mil da prefeitura pelo biogás gerado por 1,2 mil suínos.

O projeto, estruturado pela CIBiogás, custou R$ 17,5 milhões obtidos com verba de pesquisa e desenvolvimento (P&D), em uma parceria entre Itaipu, Parque Tecnológico Itaipu e a distribuidora Copel.

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o País tem hoje 182 empreendimentos que geram energia a partir de biogás. No ano passado, a potência instalada dos projetos somou 36 MW, ante 110 kW em 2014.

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Nova Tesla? Virgin Galactic dispara 200% no ano e se torna a nova “queridinha especulativa” de Wall Street

SÃO PAULO – Enquanto o mercado se assustava com a arrancada das ações da montadora Tesla na Bolsa, uma outra companhia com perfil relativamente parecido registrava ganhos ainda mais expressivos.

A Virgin Galactic, uma empresa de viagens espaciais, é novata no mercado. Seus papéis estrearam na Bolsa de Nova York em outubro e, apenas neste ano, valorizaram 200%. Só nas últimas duas semanas, as ações subiram por oito dias seguidos e bateram sete recordes, acumulando uma alta de 102% no período.

Apesar de não ser concorrente da montadora de Elon Musk, a Virgin, fundada pelo bilionário Richard Branson, divide algumas características com a Tesla. Basicamente, ambas são empresas de “tecnologias futuristas” (mesmo que os carros elétricos já sejam uma realidade, ainda são poucos veículos deste tipo nas ruas).

Mais do que os resultados atuais ou dos próximos meses, a análise do investimento na Virgin ou na Tesla se concentra no que as companhias estão fazendo para entregar o que prometem daqui a alguns anos. Por serem negócios novos, o potencial de crescimento, em tese, é maior que o de empresas tradicionais. Mas, se a estratégia der errado, o tombo pode ser grande.

A Virgin vem recebendo boas recomendações de analistas, o que tem colaborado para os ganhos expressivos das ações. Mas isso não tem sido suficiente para evitar a volatilidade intensa: apenas na última quinta-feira, os papéis abriram em alta de 5%, viraram para queda de até 17%, voltaram a subir durante a tarde e fecharam com perda de 0,86%, encerrando sua sequência de oito altas.

A Virgin Galactic foi criada em 2004 por Richard Branson e Burt Rutan com o foco de desenvolver espaçonaves comerciais para realizar voos suborbitais. Nesse tipo de voo, a espaçonave vai até a “beirada” do espaço, chamado de suborbital, não se afastando muito da Terra.

Isso torna a companhia bastante diferente de uma outra empresa criada por Musk, a SpaceX, cujo objetivo é colonizar Marte.

Por conta desse modelo, há um maior otimismo de que a empresa de Branson esteja próxima de iniciar suas operações comerciais. Os objetivos principais da Virgin Galactic são realizar missões científicas e levar turistas ao espaço.

A companhia criou um sistema em que um avião de transporte, chamado de White Knight Two, leva a espaçonave SpaceShipTwo e a lança já durante o voo, como mostra o vídeo abaixo, de um voo-teste.

Confira o vídeo do primeiro voo-teste feito pela SpaceShipTwo:

Vale lembrar, porém, que a história da Virgin até agora é recheada de promessas não cumpridas. Branson chegou a falar que o voo inaugural da espaçonave, com clientes, seria em 2009, prazo adiado diversas vezes. Até hoje, a empresa realizou apenas testes, sem início da operação comercial.

Mas um dos motivos para a alta recente das ações está no aumento da expectativa de que este dia pode realmente estar chegando.

A equipe de analistas do Morgan Stanley – uma das três casas de análise que cobrem a companhia atualmente – acredita que a empresa irá começar a entregar suas promessas já nos próximos meses. E mesmo que as ações já tenham superado seu preço-alvo (US$ 22), segue com uma recomendação overweight, ou seja, acima da média do mercado.

“Somos muito construtivos com a história da Virgin Galactic […] uma vez que ela está usando sua posição pioneira no turismo espacial para financiar apostas maiores e mais emocionantes em viagens hipersônicas”, avaliam os analistas, ressaltando, porém, que as ações poderiam “ter um respiro” após a forte alta recente.

A procura pelos papéis tem sido tão grande que a média diária de ordens de compra saltou de 12.500 em dezembro para 175.000 na semana passada, segundo dados levantados por Jon Najarian, cofundador da empresa de educação financeira Market Rebellion.

Já o ex-gestor Jim Cramer, em seu programa no canal CNBC, destacou que “isso [disparada das ações] é o que acontece quando muitas pessoas querem uma ação na mesma hora”. “Não pode ser parado agora, e estas coisas costumam terminar mal”, alerta.

De onde vem o otimismo?

Segundo os analistas do Morgan Stanley, o mercado financeiro ainda tem muito para estudar e entender melhor o potencial da economia espacial. Eles acreditam que a ascensão da companhia esteja relacionada a uma combinação de falta de empresas focadas exclusivamente nesse segmento, além de um crescente interesse dos investidores pela importância e uso estratégico do hipersônico.

“Observamos que os pontos de execução que traçarão a jornada da Virgin Galactic levarão tempo para acontecer e, em alguns casos, podem levar muitos anos. Portanto, continuamos construtivos, mas achamos que uma correção das cotações dos papéis poderia ser saudável”, diz o relatório da equipe liderada pelo analista Adam Jonas.

Para os analistas, a Virgin está no caminho certo para ter seu primeiro cliente pagante, o próprio Richard Branson, voando até o final deste ano, além da meta da própria empresa de ter 115 voos em 2021. “Em nossas estimativas, a Virgin pode alcançar uma parcela dominante do mercado de turismo espacial (se não um monopólio) nos próximos dois a três anos, devido ao seu sistema de lançamento comprovado e à economia inerente à sua arquitetura de lançamento”, afirmam.

No curto prazo, o Morgan diz que serão vários catalisadores importantes para as ações este ano, incluindo testes de viabilidade de voo que deverão comprovar a capacidade do foguete da empresa levar turistas ao espaço. Além disso, há uma expectativa de que a companhia comece a levar investidores para suas instalações na Califórnia e Novo México a partir do segundo trimestre, o que pode sustentar o otimismo do mercado.

Os analistas do Credit Suisse, no entanto, são mais céticos. Eles ressaltam os fatores de risco para a companhia, que incluem as dúvidas sobre se realmente existe demanda para esse tipo de voo, a possibilidade de maior concorrência e os custos elevados. Os profissionais ressaltam ainda o risco de acidentes.

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Caixa Seguridade entra com pedido de IPO na CVM

Caixa Econômica Federal

SÃO PAULO – A Caixa Seguridade, braço de seguros e previdência da Caixa Econômica Federal, entrou nesta sexta-feira (21) com pedido de abertura de capital para a realização de uma Oferta Inicial de Ações (IPO, na sigla em inglês).

Segundo o prospecto, será uma oferta secundária de ações, ou seja, serão vendidos os papéis detidos pela Caixa Econômica.

Até 40% das ações ofertadas serão destinadas a investidores do varejo, incluindo quem fizer o pedido de reserva diretamente ou por meio do FIA Caixa Seguridade. Além disso, haverá uma alocação prioritária de até 5% dos papéis entre os funcionários da Caixa.

O pedido ocorre quase três anos após a Caixa Seguridade ter desistido do IPO, alegando na época condições adversas de mercado.

Serão coordenadores da oferta os bancos Morgan Stanley, Bank of America, Credit Suisse, Itaú BBA, Banco do Brasil, além da própria Caixa.

Outros pedidos

Tem ocorrido diversos pedidos de abertura de capital no mercado brasileiro. Apenas nesta sexta outras duas companhias protocolaram seus documentos.

A primeira é a Ambipar Participações e Empreendimentos, que pretende fazer uma oferta primária e secundária de ações ordinárias. Segundo site, a companhia é formada por duas empresas no mercado de gestão ambiental.

O segundo pedido veio da Cury Construtora e Incorporadora, também para uma oferta primária e secundária de ações. A companhia é resultado da joint-venture entre a Cyrela Brazil Realty e Cury Empreendimentos.

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