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Visa fecha parceria com Caixa para ser nova bandeira de cartões do banco

Cartões da Visa

SÃO PAULO – A Visa será a nova parceira comercial com bandeira dos cartões da Caixa. A informação foi anunciada pelo banco em fato relevante na última quinta-feira (20).

Segundo a Caixa, o contrato está em fase de aprovação e será assinado em breve.

A bandeira americana venceu o processo competitivo para atuar na emissão e comercialização preferencial de cartões de crédito, débito e outros meios de pagamento eletrônicos. A parceria dará acesso a 30% da base de cartões do banco, que contava, em dezembro, com 109,3 milhões.

Os produtos serão comercializados nas agências, lotéricas e na rede de correspondentes da Caixa.

O banco presidido por Pedro Guimarães apresentou lucro líquido recorrente de R$ 14,7 bilhões em 2019, resultado 20,6% maior que o registrado em 2018.

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PIB dos EUA, movimento dos ADRs e China: o que acompanhar na próxima semana

SÃO PAULO – Mesmo com o feriado prolongado de carnaval – que fará a bolsa voltar a operar apenas a partir das 13h de quarta-feira (26) -, a próxima semana terá uma bateria importante de indicadores no mundo. Enquanto isso, o dólar e o coronavírus seguem como pontos de atenção para o curto prazo no mercado.

Apesar da Bolsa ficar dois dias sem negociação, será importante o investidor ficar de olho no noticiário, principalmente por conta do movimento dos ADRs das empresas brasileiras negociados na bolsa de Nova York. A partir deles, é possível ter uma ideia do que pode acontecer com o mercado no retorno do feriado.

Em meio a tudo isso, o andamento do cenário externo entre segunda e terça também pode indicar o movimento do dólar, que nesta sexta-feira (21) chegou a superar R$ 4,40 pela primeira vez antes de voltar para R$ 4,38.

Segundo dados da Bloomberg, o real segue como a pior moeda de 2020, sendo que o Banco Central não tem demonstrado que irá impor um teto para a divisa, sendo que as atuações deverão ser pontuais e apenas quando houver um descolamento ou problema de liquidez.

Na agenda doméstica, o resultado fiscal de janeiro será destaque após a arrecadação de impostos do mês ter superado as estimativas. A semana contará ainda com dados de inflação do IGP-M de fevereiro, com expectativa de resultado levemente negativo, segundo a Bloomberg.

Por conta do feriado, a temporada de resultados será mais tranquila, com apenas três balanços de quarto trimestre, com destaque especial para a Ambev (ativo=ABEV3]), além de Marcopolo (POMO4) e AES Tietê (TIET11).

Agenda externa

Os próximos dias seguirão com olhar atento para a evolução do coronavírus, agora não só na China, já que tem aumentado o número de casos e mortes em outros países. Nos últimos dias surgiram notícias de que a epidemia estaria contida na China, mas o mercado segue tenso conforme a doença começa a se propagar com maior intensidade para países como Coreia do Sul e Japão.

Entre os indicadores, uma bateria importante de PIBs serão apresentados, em especial o dos Estados Unidos, além de Alemanha e México. Outros dados importantes dos próximos dias e que podem trazer mais sinais sobre os impactos do coronavírus são a produção industrial no Japão e PMI na China.

Nos próximos dias ocorrem ainda discursos do vice-presidente do Federal Reserve, Richard Clarida, e da presidente do Banco Central Europeu, Cristine Lagarde. A agenda externa ainda inclui reunião na China para avaliar adiamento do Congresso Nacional do Povo e o encontro de ministro de Finanças do G20 na Arábia Saudita entre dias 22 e 23.

Clique aqui para conferir a agenda completa de indicadores e resultados.

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Ibovespa cai 0,6% na semana; dólar “escapa” dos R$ 4,40 com dados dos EUA

gráfico de ações e índices em queda

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira (21) e terminou a semana com baixa de 0,61%. O índice nos últimos dias foi muito impactado pelo noticiário sobre o coronavírus, que ofuscou os estímulos promovidos pelo banco central da China. O dia-chave foi a terça-feira (18), quando a Apple divulgou um comunicado informando que sofreu uma diminuição nas vendas por causa do vírus.

Nesta sexta, o pessimismo começou após a Coreia do Sul ter informado o diagnóstico de mais de 200 casos do coronavírus no país. Nesta manhã, o primeiro caso da doença foi confirmado em Israel, de acordo com informações da agência de notícias AFP. Na China, o governo relevou que o surto se espalhou para cinco penitenciárias, duas na província de Hubei.

O Ibovespa teve baixa de 0,79% hoje, aos 113.681 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 21,628 bilhões. Enquanto isso, o dólar futuro com vencimento em março recuou 0,08%, a R$ 4,3915.

O dólar comercial, por sua vez, virou para queda no fim da manhã após bater R$ 4,40 e terminou quase estável. A moeda registrou leve alta de 0,04%, a R$ 4,3925 na compra e R$ 4,3932 na venda. Na semana, o dólar subiu 2,14%.

A virada do câmbio hoje se deu após os Índices Gerentes de Compras (PMIs, na sigla em inglês) dos Estados Unidos mostrarem enfraquecimento da economia. O PMI composto de fevereiro caiu de 53,3 pontos em janeiro para 49,6 pontos em fevereiro; o PMI de serviços recuou de 53,4 pontos para 49,4 pontos e o PMI industrial foi de 51,9 para 50,8 pontos.

Entre os indicadores brasileiros, o Banco Central divulgou os dados da conta corrente de janeiro, que mostrou um déficit de US$ 11,9 bilhões. A expectativa do mercado era de um déficit de US$ 11,0 bilhões, segundo mediana da Bloomberg. O investimento direto estrangeiro, por sua vez, chegou a US$ 5,6 bilhões no mês passado, a estimativa dos economistas era de US$ 5,15 bilhões.

No mercado de juros futuros, o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2022 teve uma alta de um ponto-base, a 4,69%, enquanto o de vencimento em janeiro de 2023 ganhou três pontos a 5,28%, seguido pelo avanço de três pontos-base do vencimento em janeiro de 2025, a 6,06%.

Voltando ao Ibovespa, a principal queda dentre as blue chips do índice foi a dos papéis da Vale (VALE3). Apesar dos números da mineradora não terem sido negativos, o aumento nas provisões por conta da tragédia de Brumadinho e o relatório confidencial que mostrou que a companhia sabia dos riscos e não adotou as medidas necessárias para remediar as fragilidades na barragem impactaram negativamente a visão do mercado sobre a companhia.

No Brasil, a cautela dos investidores foi redobrada ainda por conta do Carnaval. A B3 não terá negociações na segunda-feira, nem na terça, mas os demais mercados financeiros do mundo inteiro continuarão operando, de modo que a reabertura da Bolsa aqui na quarta-feira às 13h (horário de Brasília) deve contar com um movimento de compensar a defasagem.

Em um cenário tão incerto quanto o atual muitos operadores zeraram posições hoje para não serem pegos de surpresa com o noticiário internacional no feriado sem poder mexer nas suas carteiras durante quatro dias e meio.

Somando-se ao noticiário de coronavírus, o exterior foi movimentado pelos dados de atividade industrial no Japão e de exportações na Coreia do Sul, que ampliaram preocupação com desaceleração econômica. Por outro lado, os PMIs da zona do euro superaram expectativas.

O PMI composto da zona do euro, que engloba os setores industrial e de serviços, subiu de 51,3 em janeiro para 51,6 em fevereiro, atingindo o maior nível em seis meses, segundo dados preliminares divulgados hoje pela IHS Markit. O resultado veio em linha com a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

No mercado de commodities, o petróleo retomou queda após dois dias de alta; minério de ferro subiu com potencial de estímulo na China.

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Política 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, enfrenta desgastes com o presidente Jair Bolsonaro e passou a ser cobrado pelo mandatário por um bom desempenho na economia. Bolsonaro reforçou a Guedes, durante uma reunião no Planalto nesta semana, a necessidade do PIB crescer pelo menos 2% em 2020, informa reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

O presidente teme que empresários e investidores percam o otimismo e se aproximem da oposição até 2022. Em resposta, Guedes disse ao mandatário que será possível atingir e até superar os 2% de crescimento, mas Bolsonaro tem manifestado dúvidas com outros interlocutores.

Vale ressaltar ainda, segundo o Globo, que os Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e parlamentares da cúpula do Congresso veem com apreensão a série de levantes de policiais militares, cujo ápice aconteceu nesta quarta-feira, no Ceará, com o senador Cid Gomes baleado. Integrantes do Judiciário e do Legislativo avaliam que é preciso conter essa “escalada autoritária”.

Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro falou pelo Twitter da sua viagem aos EUA. “Em março estarei nos Estados Unidos. Em nossa extensa agenda a possibilidade da Tesla no Brasil”, afirmou.

Noticiário corporativo

O presidente da Petrobras (PETR3; PETR4), Roberto Castello Branco, disse que a estatal petrolífera venderá oito das suas treze refinarias até o final deste ano – a previsão dele é que as transações sejam concluídas em 2021. Outra notícia de destaque partiu da Sabesp, Companhia de Saneamento de São Paulo, que anunciou a emissão de R$ 1 bilhão em debêntures.

A mineradora Vale (VALE3) encerrou o quarto trimestre de 2019 com prejuízo líquido de US$ 1,562 bilhão, revertendo o lucro de US$ 3,786 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior.

Já no acumulado do ano passado, a companhia teve prejuízo de US$ 1,683 bilhão, contra um lucro de US$ 6,860 bilhões em 2018.

Segundo a companhia, a piora se deu, principalmente, a: provisões e despesas relativas a ruptura da barragem de Brumadinho; ao registro e impairment e contratos onerosos sem efeito caixa, principalmente relacionados aos segmentos de Metais Básicos e Carvão; e provisões relacionadas à Fundação Renova e à descaracterização da barragem de Germano.

Já o Morgan Stanley colocou a recomendação para as ações da Vale sob revisão após o relatório do comitê independente. “As conclusões do comitê independente podem levar a um exame mais minucioso pelas autoridades e multas potencialmente mais altas”, avaliam os analistas, que destacam que os números nublam os sólidos resultados da empresa no quarto trimestre.

Maiores altas

Ativo Variação % Valor (R$)
LAME4 7.63785 28.89
WEGE3 4.86418 49.8
VVAR3 4.32602 16.64
KLBN11 4.2796 21.93
RADL3 3.00613 122.67

Maiores baixas

Ativo Variação % Valor (R$)
IRBR3 -5.43763 32.52
VALE3 -3.96552 50.13
CVCB3 -3.71063 30.88
GOAU4 -3.30138 9.08
BRKM5 -3.10323 30.6

O Carrefour Brasil (CRFB3) reportou lucro líquido a controladores de R$ 636 milhões no quarto trimestre de 2019, alta de 19,54% ante o mesmo período do ano anterior. No critério ajustado após os efeitos da norma contábil IFRS 16, o lucro do trimestre foi de R$ 676 milhões, queda de 10,8% em relação ao quarto trimestre de 2018.

Já Lojas Americanas (LAME4) teve lucro líquido de R$ 398 milhões no quarto trimestre, alta de 62% sobre o desempenho de um ano antes, com vendas maiores e avanço das operações de comércio eletrônico do grupo. A B2W, por sua vez, teve prejuízo líquido de R$ 22,3 milhões no quarto trimestre, reduzindo resultado negativo de R$ 69,4 milhões no mesmo período de 2018.

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Petrobras fecha acordo e funcionários encerram greve após 20 dias

Representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) confirmaram, hoje (21), o fim da greve de 20 dias da categoria. O anúncio foi feito após audiência de conciliação com representantes da Petrobras, no gabinete do ministro Ives Gandra Martins Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), relator do processo de dissidio coletivo no tribunal.

Além do fim da greve, ficou decidido que metade dos dias parados serão descontados na folha de pagamento e a outra metade serão compensados pelos empregados. As punições administrativas contra os grevistas também deverão ser canceladas pela estatal. Outra reivindicação dos petroleiros foi atendida e a escala de trabalho será elaborada pelos trabalhadores.

A questão das demissões em uma fábrica de fertilizantes da Petrobras no Paraná será discutida em outra reunião, marcada para quinta-feira (27).

Ontem (20), após 20 dias de greve, os petroleiros suspenderam a paralisação e voltaram ao trabalho para aguardar o que seria definido na audiência de conciliação realizada nesta sexta-feira (21).

Greve
A greve foi iniciada em função, segundo os petroleiros, do descumprimento do acordo coletivo pela estatal. Os petroleiros contestavam ainda as demissões anunciadas pela estatal na Araucária Nitrogenados (Ansa), subsidiária da empresa, na cidade de Araucária, Região Metropolitana de Curitiba.

Conhecida como Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), a subsidiária deve ser fechada pela Petrobras. Segundo a FUP, a suspensão das atividades vai provocar a demissão de mil trabalhadores.

A estatal alega que após a aquisição da Vale, em 2013, os “resultados da subsidiária demonstram a falta de sustentabilidade do negócio e que sua continuidade operacional não se mostra viável economicamente”. O prejuízo anual é de R$ 400 milhões este ano, segundo a empresa.

Na terça-feira (18), a Justiça do Trabalho em Curitiba suspendeu as demissões dos empregados até 6 de março, quando nova audiência de conciliação será realizada.

A decisão foi tomada durante a primeira audiência do dissídio de greve dos empregados. Diante do impasse, não houve acordo com a empresa e as demissões foram suspensas temporariamente, inclusive as 144 efetivadas.

Um dia antes, na segunda-feira (17), o ministro Ives Gandra Martins considerou ilegal a greve dos petroleiros.

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Vale busca “virar a página” da tragédia de Brumadinho a um custo mais alto e ação cai 4% após balanço

SÃO PAULO – “Este ano [2019] foi o mais difícil da história da companhia”. Com essas palavras, Eduardo Bartolomeo, CEO da Vale (VALE3) desde março de 2019, definiu durante teleconferência de resultados do quarto trimestre como foram os últimos meses da mineradora, após a tragédia de Brumadinho (MG) ocorrida em 25 de janeiro do ano passado.

O rastro de destruição com o rompimento da barragem B1, da mina do Córrego de Feijão, administrada pelo companhia, foi gigantesco, com mais de duas centenas de mortes. Desde então, a companhia fez acordos judiciais, sofreu paradas de produção, fez provisionamentos. Porém, os números apresentados pela companhia sobre o quarto trimestre de 2019 mostram que o efeito da tragédia pode demorar ainda mais para passar.

No quarto trimestre do ano passado, a mineradora registrou prejuízo líquido de US$ 1,562 bilhão, revertendo o lucro de US$ 3,786 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior. Porém, boa parte desse resultado ocorreu por: provisões e despesas relativas a Brumadinho; ao registro e impairment e contratos onerosos sem efeito caixa, principalmente relacionados aos segmentos de Metais Básicos e Carvão; e provisões relacionadas à Fundação Renova e à descaracterização da barragem de Germano.

Ao olhar para a parte operacional, os dados foram vistos como fortes e em linha com o consenso pelos analistas de mercado, corroborando a ideia de que as maiores vendas compensaram os preços mais baixos das commodities.

O Itaú BBA destacou que a Vale reportou números ligeiramente melhores que os projetados para o quarto trimestre de 2019, com um lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações [Ebitda] ajustado de US$ 4,68 bilhões (R$ 20,1 bilhões), 2% acima da projeção dos analistas do banco e do consenso do mercado.

Já os analistas do Credit Suisse apontaram que a Vale conseguiu ofuscar de forma parcial o preço de minério mais baixo (com queda de 6% na base trimestral) com um forte avanço nos embarques (alta de 5% na base trimestral) da commodity e também com um nível mais baixo de custo de capital.

Destaque positivo ainda para a forte geração de caixa, de US$ 1,3 bilhão no trimestre, que ajudou a reduzir a relação entre a dívida líquida de US$ 5,3 bilhões para US$ 4,9 bilhões e a alavancagem para 0,5 vez a relação entre a dívida líquida e o Ebitda.

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Um ano após a tragédia de Brumadinho, sustentabilidade ainda não é prioridade em alocações

Contudo, o que acabou sendo avaliado como negativo pelos investidores e ofuscou os dados positivos nas operações da companhia foi uma nova provisão entre US$ 1 bilhão e US$ 2 bilhões, uma vez que a mineradora está procurando acordos mais amplos com as autoridades sobre Brumadinho. Vale destacar, contudo, que a Vale não atribui uma alta probabilidade a esse respeito por enquanto, aguardando aprovações do estado de Minas e promotorias, entre outros.

Antes da abertura do pregão, o Credit Suisse já havia apontado que esses números não deveriam ser bem recebidos pelo mercado, uma vez que havia a percepção de que os US$ 6,6 bilhões provisionados anteriormente já seriam suficientes. E esse efeito negativo realmente aconteceu: as ações da Vale registram queda de cerca de 4%, sendo também impactadas pelo ambiente de maior aversão ao risco do mercado por conta do coronavírus, que afeta principalmente as commodities com os temores de desaceleração da economia da China, gigante asiático importador de minério e mais afetado pela doença até então.

Conforme aponta a Vale, as provisões e despesas relacionadas à tragédia já totalizaram R$ 18,5 bilhões. Além disso, para redução dos riscos de novos desastres, a companhia colocou em prática o processo para descaracterizar barragens a montante, o que levou a gastos adicionais de R$ 10,3 bilhões. O projeto deve continuar nos próximos anos, estendendo esse tipo de custo por mais tempo.

Porém, há quem enxergue o copo como “meio cheio”. Durante a teleconferência, a direção da mineradora apontou que eventuais negociações para a suspensão de ações judiciais podem reduzir a insegurança jurídica sobre os números da companhia e, inclusive, agilizar o pagamento de dividendos.

Na mesma linha, o Credit Suisse ressalta: “se todos esses valores forem provisionados, isso poderia oferecer a oportunidade da companhia virar a página de uma vez por todas removendo, assim, uma incerteza (eliminando uma disputa judicial plurianual) e potencialmente acelerando a restauração da política de dividendos da Vale (que por enquanto permanece suspensa)”. A XP também destaca: “consideramos o potencial fim dos processos como um evento positivo, apesar dos valores de provisão mencionados”.

A questão sobre a volta do pagamento dos proventos, aliás, deve ser acompanhada de perto pelo mercado, já que os baixos níveis de alavancagem e a forte geração de caixa elegem a companhia como uma forte pagadora de dividendos em 2020.

Os analistas do Credit seguem com recomendação outperform (desempenho acima da média) para os ADRs (American Depositary Receipts) da companhia. Eles avaliam que, apesar dos impactos temporários em potencial por conta do coronavírus na demanda pelo minério, isso pode ser compensado posteriormente com as medidas de estímulo da China nos próximos trimestres.

Além disso, a ação negocia a uma relação de 3,3 vezes o EV (valor de mercado mais a dívida líquida) e o Ebitda esperados para 2020, bem abaixo dos 6 vezes históricos e também com desconto em relação a seus pares australianos.

Relatório do Comitê independente: um novo fator de risco?

Porém, não foram somente as provisões superiores da Vale que repercutiram no mercado. No mesmo dia em que divulgou seus resultados do quarto trimestre de 2019, a Vale também disponibilizou o relatório do Comitê Independente de Assessoramento Extraordinário formado pela mineradora para investigar Brumadinho. E segundo essa apuração, pelo menos desde 2003 a Vale tinha informações que indicavam as condições frágeis da barragem.

O grupo foi constituído pelo Conselho de Administração da companhia, sob a coordenação da ex-ministra Ellen Gracie, dedicado à apuração das causas e responsabilidades do colapso da estrutura. O Comitê apontou que “as medidas adotadas para remediar as fragilidades e aprimorar a segurança foram limitadas e malsucedidas ou, se tivessem sido implementadas, não seriam eficientes a curto prazo para elevar a estabilidade da B1 a condições satisfatórias”.

Em fato relevante, a Vale disse que o relatório traz recomendações de natureza técnica e de governança, e que “a maior parte dessas recomendações diz respeito a temas que já vêm sendo tratados pela companhia por meio de inúmeras ações para aprimoramento de seus controles internos”. A empresa informou que divulgará em até 30 dias um cronograma de implementação de referidas ações.

Após a divulgação do documento, os analistas do Morgan Stanley colocaram a recomendação da Vale, anteriormente equalweight (exposição em linha com a média do mercado), em revisão, assim como o preço-alvo da mineradora.

De acordo com a equipe de análise do banco americano, a conclusão do relatório pode levar a passivos ainda maiores sobre o caso Brumadinho no futuro. “As conclusões do comitê independente podem levar a um exame mais minucioso pelas autoridades e multas potencialmente mais altas”, avaliam os analistas, que destacam que os números nublam os sólidos resultados da empresa no quarto trimestre.

Já o Bradesco BBI, que mantém recomendação equivalente à compra para os ativos, avalia ser importante destacar que o relatório em questão descreve apenas os fatos encontrados ao longo da investigação, e não é seu escopo determinar possíveis consequências legais, apenas oferecer recomendações (25 foram feitas, principalmente na área de gerenciamento de riscos).

“Observamos que a Vale agora está claramente avançando no sentido de melhorar os critérios internos e externos de segurança e gerenciamento de riscos, incluindo (i) o estabelecimento de uma nova Política de Gerenciamento de Riscos com, por exemplo, quatro Comitês Executivos de Riscos Comerciais, permitindo que as informações fluam de forma aberta e aberta em todos os níveis organizacionais e (ii) o novo Escritório de Segurança e Excelência Operacional, que se reporta diretamente ao CEO e tem autoridade para interromper as operações por motivos de segurança”, avaliam os analistas.

Durante teleconferência, Alexandre D’Ambrósio, consultor-geral da companhia, afirmou que as conclusões do relatório não trouxeram novidade em relação a apurações do Ministério Público e da polícia. “Nenhuma surpresa”, disse ele.

Enquanto isso, a companhia também apontou em teleconferência o que espera que aconteça para este ano em termos de produção, avaliando que ela deve ser recuperada em parte durante 2020, chegando ao fim dele com 340 a 355 milhões de toneladas. Em 2019, a produção de minério da companhia teve queda de 21,5% com interrupções em minas devido à elevação das restrições de segurança.

Conforme destaca o Bradesco BBI, a meta de 2020 se tornou um pouco mais desafiadora, mas ainda assim atingível, em meio à produção em Carajás, à retomada das operações em Alegria e Vargem Grande, à possível retomada de Timbopeba (prevista para o segundo trimestre) e à volta da operação total em Brucutu.

A Vale ainda tem grandes desafios a superar, mas a maior parte dos analistas segue positiva com os papéis, avaliando que a companhia está, aos poucos, evoluindo em resolver os passivos com relação a Brumadinho e tomando atitudes corretas para que tragédias como a ocorrida no ano passado não voltem a acontecer. Segundo consenso Bloomberg, das 22 casas de análise que cobrem a companhia, 16 possuem recomendação de compra, enquanto 5 tem recomendação neutra e apenas 1 recomenda venda.

Contudo, o ambiente de incertezas, ainda que tenha se reduzido, segue rondando a companhia, o que ainda faz com que ela negocie com desconto em relação aos seus pares internacionais. Esses fatores, associados aos desafios de curto prazo para as commodities com o coronavírus, fazem com que o resultado, ainda que tenha se apresentado como forte, não tenha sido bem recebido pelos investidores.

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CCR vence leilão de concessão do trecho sul da BR-101

O Grupo CCR (CCRO3) venceu o leilão de concessão do trecho sul da BR-101, em Santa Catarina. O grupo ofereceu a menor tarifa de pedágio, R$ 1,97012, com 62,04% de deságio sobre a tarifa máxima de R$ 5,19.

Foram concedidos 220 quilômetros entre os municípios de Paulo Lopes (SC) e a divisa com o estado do Rio Grande do Sul.

O primeiro leilão de rodovias deste ano foi realizado nesta sexta-feira (21)na B3, Bolsa de Valores, em São Paulo, e durou pouco mais de 20 minutos.

Foram apresentadas três propostas. As outras duas foram a do Consórcio Way-101, que ofereceu R$ 4,35985 de tarifa, com deságio de 16% e a da EcoRodovias (ECOR3), que apresentou tarifa de R$ 2,51016, com 51,63% de deságio.

O ministro da Infraestrutura, Tarcíso de Freitas, presente no leilão, junto com diretores da CCR, bateu o martelo em favor da CCR ao fim do certame.

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Ex-funcionários da Tesla relatam as piores partes de se trabalhar na companhia

SÃO PAULO – Recentemente, o governo brasileiro demonstrou interesse em tazer uma fábrica da Tesla para o Brasil. Tal plano foi endossado pelo presidente Jair Bolsonaro nessa sexta-feira (21). Segundo informações, Santa Catarina seria o estado escolhido para construção da fábrica da Tesla. Mas, assim como diversas outras companhias envolvidas em negócios com muita competitividade, a Tesla acaba exigindo demais dos seus funcionário.

Desde longas jornadas até o estresse e a inconstância de trabalhar sob o comando de Elon Musk, o trabalho na maior montadora elétrica pode ser bem exaustivo e desgastante.

Nove funcionários da Tesla que trabalharam na companhia entre 2008 e 2019 descreveram quais foram os momentos mais difíceis e as partes mais desgastantes de suas funções ao Business Insider, site americano focado em negócios.

Os trabalhadores relataram ao veículo sob anonimato, com medo de sofrer represálias da companhia. Procurada pelo Business Insider, a Tesla não respondeu ao pedido de comentário sobre as mensagens.

Confira abaixo as principais dificuldades que os ex-funcionários tiveram contato durante o período trabalhado na Tesla.

O ambiente tóxico que Elon Musk cria na empresa

“A pior parte é o ambiente horrível e tóxico que Elon cria, com metas irrealistas sem um plano realista para alcançá-las “, disse um ex-gerente que trabalhou diretamente com Musk durante seus anos de Tesla.

“É um cultura em que, se você não tem a solução para um problema e esse problema não for resolvido em alguns dias ou uma semana, você já era. Então era melhor manter a boca fechada e fazer seu trabalho”, relata o ex-gerente.

Lidar com os agressivos planos de crescimento

“O pior são as dores de trabalhar em uma empresa tão nova com tantos planos irrealistas”, disse um ex-vendedor que deixou a empresa em 2018. “Realmente às vezes parece uma startup.”

“Há um milhão de coisas que podem dar errado, desde a fabricação até a entrega ao cliente. Isso significa que precisamos de um milhão de pessoas competentes, inteligentes e capazes, certificando-se de que tudo seja feito com perfeição em todas as etapas. E é difícil fazer isso acontecer em uma empresa tão jovem, mas há muitas pessoas realmente motivadas que definitivamente fazem um esforço extra para cumprir as metas”, conclui o ex-funcionário.

O sentimento de que a Tesla não liga para você

“A pior parte era ter um constante sentimento de que a companhia não está nem ai para você, que o funcionário simplesmente não é importante”, relata um ex-funcionário da parte de vendas da companhia que deixou a Tesla em 2019.

O homem ainda conta que a Tesla realizou alguns cortes nas comissões dos vendedores durante os anos, o que desmotivava diretamente os funcionários.

As longas jornadas de trabalho

Um ex-supervisor de montagem que deixou a companhia também em 2019 argumentou que ele quase se divorciou porque ele passava muito tempo no trabalho e deixou sua vida pessoal de totalmente de lado. Ele afirma que jornadas de trabalho de 70 horas semanais eram uma coisa usual – o que dá cerca de 14 horas diárias.

“Eu agradeço por ter sido demitido, porque eu trabalhava demais e agora me sinto feliz novamente com meu casamento”, explica.

Outro ex-funcionário que trabalhou por 10 anos na cadeia de montagem dos carros também expressou sentimentos parecidos.

“Eu tinha, na época, dois filhos pequenos e simplesmente estava perdendo o crescimento e o desenvolvimento deles”, conta o ex-funcionário.

O tratamento aos consumidores

“Eu realmente não gostava da forma como os clientes eram tratados”, explicou um ex-funcionário da área de vendas que deixou a companhia em 2017.

“Houve várias vezes em que os clientes tiveram experiências ruins com os produtos, e eu, buscando amenizar a situação e manter o cliente, tentava obter algum tipo de serviço gratuito por um ou dois anos”, acrescentou. “Mas, toda vez que eu fazia isso, os superiores simplesmente brigavam comigo e me repreendiam. Eu pensava: ‘Bem, esses caras são os vilões e eu que pareço uma má pessoa perante os clientes’”, afirma o ex-funcionário.

A falta estabilidade no trabalho

Outro ex-funcionário que trabalha na cadeia de produção de montagem dos veículos e deixou a companhia em 2018 afirmava que, constantemente, sentia uma pressão intensa dos superiores e que poderia perder seu emprego a qualquer segundo.

As variações da ação da companhia

Um ex-funcionário que deixou a empresa em 2019 disse que não gostava de como o preço das ações da Tesla poderia flutuar muito devido aos tuítes “irresponsáveis” de Musk e decisões da Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado acionário americano que corresponde a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil.

A SEC processou Musk em 2018 por tuítes sobre o fato de o presidente da Tesla ter usado sua conta pessoal no Twitter para dizer que cogitava tirar a empresa da Bolsa caso o preço da ação batesse US$ 420 – fato que o órgão regulador entendeu como fraude. À época do ocorrido, as ações da montadora chegaram a subir 13% em um dia.

O futuro incerto da Tesla

Um antigo funcionário responsável pela entrega de produtos nas lojas da Tesla, que deixou a companhia em 2019, afirmou que a parte mais complicada de se trabalhar na montadora é a incerteza do futuro da empresa em si, o que acarreta na insegurança sobre seu próprio trabalho.

“Era muito estressante ficar sobre alerta o tempo todo, sem saber se nós íamos conseguir realizar o que deveríamos ou não. Você, de certa forma, precisa trabalhar sua falsa sensação de esperança para manter sua sanidade”, explica o funcionário.

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Caixa vai digitalizar abertura de contas e outros processos de cadastro com sistema de fintech

Aplicativo Caixa

SÃO PAULO – Visando digitalizar cada vez mais suas operações, a Caixa Econômica Federal, em parceria com a Flexdoc, empresa especializada na automação de fluxos de negócios, processamento de dados, e gestão documental, irá iniciar um projeto de extração de dados e validação de autenticidades nos seus sistemas. A nova tecnologia deve tornar mais simples e menos burocrático processos de cadastro, como de abertura de contas. A novidade foi passada com exclusividade ao InfoMoney.

O novo conceito busca digitalizar os processos do banco e define um modelo de operação que normalmente é utilizado pelos bancos virtuais puros ou fintechs. O sistema emprega exclusivamente documentação por imagem para o cadastramento de clientes ou para a abertura de contas, o que diminui o tempo de espera para aprovação e ainda dinamiza o processo em si.

Além desse projeto acelerar o processo de abertura e validação de contas, a digitalização da documentação é um ótimo mecanismo antifraude.

Questionada sobre detalhes do serviço e a data que ele deve ser lançado oficialmente, a companhia responsável por desenvolver o sistema respondeu que o prazo para a implementação ainda está sendo definido e que irá realizar a digitalização de todos os processos que “envolvem o cadastramento de correntistas ou de proponentes”.

“A plataforma está habilitada à digitalização e automação de todos os processos de negócio que envolvem o cadastramento de correntistas ou proponentes. A forma como a Caixa irá explorar estas funcionalidades e o prazo em que isto acontece ainda estão sendo estrategicamente definidas pela própria Caixa”, diz a instituição.

Para escolher a empresa que será responsável por implementar a tecnologia, a Caixa realizou uma licitação pública envolvendo empresas da área de transformação digital. A companhia selecionada foi a Flexdoc, que irá habilitar milhões de celulares de clientes a funcionar como instrumentos para a captura e envio de cópias digitais de documentos.

“A solução trata e processa documentos digitais, viabilizando a transformação digital de todos os processos envolvidos. A forma de operacionalização e escolha das esteiras de negócios para o processamento onboarding é sempre definida pelo cliente”, afirma a Flexdoc.

Como funciona a tecnologia

Segundo as empresas, a plataforma da Flexdoc é capaz de checar mais de 30 pontos de verificação sobre a autenticidade dos documentos fotografados, desde a qualidade gráfica dos documentos até a assinatura pública de autoridades.

O sistema antifraude da Flexdoc permite que a plataforma confronte automaticamente os dados fornecidos pelos clientes com informações oficiais de dezenas de pontos de checagem, como cartórios de protestos, bancos, polícia e empresas de risco de crédito e órgãos oficiais, como o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), empresa pública de serviços em tecnologia da informação e dados.

Após a implementação do serviço, os clientes do banco poderão fazer operações instantâneas, utilizando o acesso livre de senhas e baseado em proteções mais efetivas, como a verificação em múltiplos fatores, a checagem biométrica e até a prova de vida do usuário em tempo real, através de expressões faciais diante da câmera.

“Com isto, a Caixa terá preenchido todas as exigências técnicas para avançar em canais bancários como redes sociais, SMS e WhatsApp sem a exigência de contatos de apoio presenciais ou telefônicos”, afirma Carlos Flávio de Souza, diretor de Inovação da Flexdoc.

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Em recuperação judicial, Itapemirim explica planos para empresa aérea

Em recuperação judicial desde 2016, o grupo de transporte rodoviário Itapemirim quer entrar no setor aéreo e anunciou que, para desenvolver o projeto, vai receber um aporte de US$ 500 milhões – com possibilidade de mais US$ 500 milhões em dez anos – do fundo privado do xeque Mohammed bin Rashid Al Maktoum, primeiro-ministro e vice-presidente dos Emirados Árabes Unidos.

A intenção da Itapemirim é ter uma companhia aérea de baixo custo (low cost) que opere voos regionais a partir de 2021 ou 2022, modelo de negócios inédito no mundo. Tradicionalmente, as low cost operam em rotas de grande densidade, como Rio de Janeiro-São Paulo.

“Não conheço nenhuma operação do tipo feita com jato regional”, disse o especialista em setor aéreo André Castellini, sócio da consultoria Bain & Company. O desafio, explicou ele, ocorre porque os aviões de voos regionais são menores, o que impede que o custo de um voo seja diluído por um grande número de passageiros.

O presidente da Itapemirim, Sidnei Piva, diz que a companhia começará com 35 aeronaves de dois modelos – A220 (da Airbus, com capacidade para 135 passageiros) e Q900 (da Bombardier, para 90 passageiros). Piva, porém, não revela a estratégia para que a nova aérea ofereça preços mais baixos do que os das empresas tradicionais. “Se respondesse essa pergunta divulgaria meu plano de ação empresarial, meu segredo.”

Segundo o empresário, a integração entre os modais rodoviário e aéreo e também o transporte de carga devem ajudar a empresa a ser mais eficiente. “Vou integrar os modais. Assim, consigo diminuir os custos de operação e tornar a companhia mais atraente e rentável. Foi isso que despertou o interesse dos investidores. Eles viram uma proposta que não existe na Europa, na Ásia ou na América do Sul.”

Piva ainda não assinou os contratos com o fundo. Segundo o executivo, isso deverá ocorrer em março, quando voltará a Dubai para acertar detalhes. Piva esteve nos Emirados Árabes na semana passada, em uma missão empresarial promovida pelo governo do Estado de São Paulo, liderada pelo governador João Doria (PSDB).

Ainda segundo Piva, o fato de a Itapemirim estar em recuperação judicial não prejudicou a conversa com os investidores. “O endividamento, em relação ao volume do projeto, é insignificante.” As dívidas incluídas na recuperação do grupo são de R$ 300 milhões.

Empecilho.

A recuperação judicial não impede a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de conceder autorização para a Itapemirim operar no País, mas o órgão regulador afirmou, em nota, que “empresas nessas condições podem apresentar dificuldades em obter as certidões que comprovem sua regularidade fiscal, previdenciária e trabalhista, exigidas para aprovação”.

Piva, entretanto, disse não ver dificuldades com a Anac. “De maneira alguma vamos levar para a Anac algo inconsistente. Já temos um planejamento de pagamento tributário. Vamos com uma empresa sólida e com muito investimento.”

Questionado sobre o ceticismo do mercado no projeto, dado o ineditismo de uma aérea regional de baixo custo, o executivo afirmou que, com o investimento que deve receber dos árabes, poderia comprar outra empresa. “Nem preciso montar uma. (Comprar) também está no planejamento”, disse, acrescentando ter apresentado aos árabes um projeto maior, com possibilidade de investimento em aeroportos e rodovias.

A Itapemirim havia tentado entrar na aviação em 2017, quando anunciou um acordo para ficar com a Passaredo. Dois meses após a divulgação do negócio, a Passaredo informou que a compra havia sido desfeita porque a Itapemirim não cumprira condições estabelecidas em contrato. Piva diz que o acordo não foi concretizado porque o plano de recuperação judicial da Itapemirim não havia sido aprovado por credores.

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Anac dá autorização para Virgin Atlantic operar no País

A companhia aérea inglesa Virgin Atlantic recebeu ontem autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar voos internacionais no Brasil. De acordo com o órgão regulador, a empresa manifestou interesse em voar, a partir de março deste ano, entre as cidades de Londres e São Paulo.

Com essa autorização, a Virgin deverá ser a segunda companhia aérea de baixo custo (low cost) a voar entre o Brasil e a Inglaterra. Desde o fim de março do ano passado, a norueguesa Norwegian já oferece no País voos entre o Rio de Janeiro e Londres.

No início deste mês, a aérea espanhola Air Nostrum também anunciou que vai operar rotas domésticas regionais no País. Pelo planejamento divulgado pela empresa, isso deve acontecer a partir do segundo semestre deste ano.

Além dela, as aéreas Norwegian, Sky Airlines, Flybondi e Jetsmart já iniciaram voos internacionais no modelo de baixo custo para países da América Latina e também da Europa.

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