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Para investidores em busca de abrigo, não há moeda como o dólar

(Bloomberg) — Operadores de câmbio em busca de proteção enquanto o coronavírus sacode mercados financeiros aumentam cada vez mais a demanda por dólares.

O dólar mostra ganhos em relação às 30 principais moedas mundiais no último mês, coincidindo com a crescente preocupação pelo impacto econômico do surto. O iene e o franco suíço, duas moedas consideradas portos seguros tradicionais, não conseguem acompanhar o desempenho.

A valorização do dólar contradiz o consenso de fim de ano de que economias internacionais se fortaleceriam e atraíram recursos dos Estados Unidos. O surto de coronavírus distorceu essa narrativa, e investidores famintos por rendimentos também evitam juros negativos na Ásia e na Europa. E, sem uma perspectiva para o fim do surto, o momento parece favorecer o dólar.

“O crescimento dos EUA está mais isolado do impacto causado pelo vírus sobre a demanda” na Ásia e na Europa, disse por e-mail Ed Al-Hussainy, da Columbia Threadneedle. Segundo ele, os diferenciais de juros também tornam o dólar uma aposta segura “excepcionalmente atraente”.

Com o aumento das preocupações com o coronavírus, Al-Hussainy, analista sênior de juros e câmbio, disse que a gestora de ativos reduziu a exposição a moedas de mercados emergentes e fechou posições compradas em euros e libras esterlinas em relação ao dólar.

A força do dólar é uma dádiva para investidores internacionais que repatriam recursos de posições norte-americanas, mas é um possível obstáculo para empresas dos EUA com operações no exterior.

O dólar atingiu 112,23 ienes na quinta-feira, a maior cotação em 10 meses, em meio ao temor de que os efeitos do coronavírus causem recessão no Japão. Nos EUA, o crescimento permanece sólido. O índice regional de manufatura do Federal Reserve subiu neste mês para a pontuação mais alta em três anos, segundo dados divulgados na quinta-feira.

Makoto Noji, estrategista-chefe da SMBC Nikko Securities, em Tóquio, prevê desvalorização do iene, para 115 por dólar, nível visto pela última vez em 2017, caso o crescimento dos EUA e do Japão continue divergindo.

Para Momtchil Pojarliev, chefe de câmbio do BNP Paribas Asset Management, o iene já está barato o suficiente. Ele comprou a moeda japonesa na quinta-feira sob a visão de que a tradição de ativo seguro do iene irá predominar caso o impacto do vírus comece a aparecer nos dados econômicos.

Pojarliev ainda está otimista sobre o dólar em relação a outras moedas importantes, porque é o “porto seguro óbvio” e o vírus “terá grandes implicações para o crescimento”.

Existem outros oásis: o ouro atingiu a maior cotação em sete anos na quinta-feira, enquanto o yield da nota do Tesouro de 10 anos caiu para menos de 1,5%, o menor desde setembro. O franco suíço mostra queda de 1,7% este ano, enquanto o iene acumula baixa de 3%.

“O mercado começa a discernir melhor entre as moedas/ativos que deseja manter neste mundo nervoso pelo vírus”, disse Alan Ruskin, estrategista-chefe internacional do Deutsche Bank, em e-mail. “Na área de câmbio, o dólar americano é ‘top’.”

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Ações de Lojas Americanas saltam 7% e Vale cai 4% após balanços; Marfrig salta 20% na semana

SÃO PAULO – A sessão foi de aversão ao risco para o mercado, o que fez o Ibovespa fechar em baixa. O grande vetor para a queda dos mercados foi o aumento do número de casos de coronavírus na Coreia do Sul, além das indicações de que o Covid-19 está se espalhando no sistema prisional da China.

Em destaque, as ações da Vale (VALE3) caíram cerca de 4% em meio a esse cenário de aversão ao risco internacional, que afeta especialmente as commodities. O resultado divulgado ontem à noite foi considerado em linha com o esperado, mas o aumento das provisões relacionadas a Brumadinho afetaram a percepção do mercado.

Por outro lado, a maior alta do dia foi a Lojas Americanas (LAME4), saltando 7,6% na esteira do resultado positivo. A B2W (BTOW3) também viu seus papéis subirem, mas com menos força. Enquanto isso, a Weg (WEGE3) avançou 4,8% com a elevação de recomendação pelo JPMorgan.

Já a Petrobras (PETR3; PETR4) voltou a cair, mais de 2% desta vez, pressionada pelo recuo do petróleo no exterior. Apesar disso, a estatal informou no fim do dia que chegou a um acordo com seus funcionários para encerrar a greve iniciada há 20 dias.

Enquanto isso, a Marfrig (MRFG3) voltou a subir, levando os papéis a ficarem com a maior alta da semana (+20,09%) ainda na esteira do resultado divulgado nesta semana e que foi bastante elogiado por analistas.

Confira esses e outros destaques:

Vale (VALE3)

A mineradora Vale encerrou o quarto trimestre de 2019 com prejuízo líquido de US$ 1,562 bilhão, revertendo o lucro de US$ 3,786 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior.

Já no acumulado do ano passado, a companhia teve prejuízo de US$ 1,683 bilhão, contra um lucro de US$ 6,860 bilhões em 2018.

Segundo a companhia, a piora se deu, principalmente, a: provisões e despesas relativas a ruptura da barragem de Brumadinho; ao registro e impairment e contratos onerosos sem efeito caixa, principalmente relacionados aos segmentos de Metais Básicos e Carvão; e provisões relacionadas à Fundação Renova e à descaracterização da barragem de Germano. Veja mais sobre o resultado clicando aqui.

Ainda em destaque, está a notícia de que a Vale tinha desde 2003 informações que indicavam fragilidades na barragem que se rompeu em Brumadinho (MG), em 25 janeiro de 2019, que se tornaram especialmente relevantes após um desastre anterior da Samarco, segundo relatório elaborado por um comitê independente e publicado nesta quinta-feira. Chamado de Comitê Independente de Assessoramento Extraordinário de Apuração, o grupo foi constituído pelo conselho de administração da companhia, sob a coordenação da ex-ministra Ellen Gracie, dedicado à apuração das causas e responsabilidades do colapso da estrutura.

No relatório confidencial, que foi divulgado agora pela Vale, o comitê apontou que “as medidas adotadas para remediar as fragilidades e aprimorar a segurança foram limitadas e malsucedidas ou, se tivessem sido implementadas, não seriam eficientes a curto prazo para elevar a estabilidade da B1 a condições satisfatórias”.

Em fato relevante, a Vale disse que o relatório traz recomendações de natureza técnica e de governança, e que “a maior parte dessas recomendações diz respeito a temas que já vêm sendo tratados pela companhia por meio de inúmeras ações para aprimoramento de seus controles internos”. A empresa informou que divulgará em até 30 dias um cronograma de implementação de referidas ações.

Os bancos Itaú BBA, Bradesco BBI, Morgan Stanley e Credit Suisse avaliaram os resultados da Vale. Apenas o Morgan Stanley colocou sob revisão a nota e o preço-alvo da ação da mineradora. O Itaú BBA comentou que “a Vale reportou números ligeiramente melhores que os projetados para o quarto trimestre de 2019, com um EBITDA ajustado de US$ 4,68 bilhões (R$ 20,1 bilhões), 2% acima da nossa projeção e do consenso do mercado”, comentou o BBA.

O banco destaca que a empresa anunciou provisões extras de US$ 900 milhões, das quais US$ 670 milhões já tiveram baixa. Os volumes maiores da produção do minério de ferro (4%) foram compensados negativamente por preços menores no período (-6%). O BBA manteve a nota “outperform” (acima da média) para o papel VALE3, com preço-alvo de US$ 16,00 – uma alta de 35% sobre os atuais US$ 11,85. O Banco Morgan Stanley faz a avaliação mais sombria do cenário para a mineradora. A recomendação do papel, que era “equal-weight” (média do mercado), entrou sob revisão, bem como o preço-alvo da ação.

O Morgan aponta ainda os efeitos do relatório do comitê independente que concluiu que desde 2003 a Vale sabia que um desastre poderia ocorrer na barragem. Isto, avalia o banco, poderá levar a passivos ainda maiores no futuro.

O banco americano comenta que o Ebitda do quarto trimestre chegou acima das expectativas e que o endividamento da empresa também caiu. “O fluxo de caixa de US$ 1,4 bilhão também chegou bem acima da nossa projeção, que era de US$ 642 milhões, principalmente pelos resultados operacionais fortes”, avalia o Morgan Stanley.

O Bradesco BBI também ressaltou, em análise separada, o relatório das investigações sobre a tragédia de Brumadinho. Mas manteve a recomendação “outperform” (acima da média) para o papel da Vale, com preço-alvo de US$ 21,00 para 2020. No relatório sobre os resultados, o BBI afirma que o Ebitda e outros números da Vale vieram em linha com as expectativas.

O banco adverte que as provisões para os desastres (Brumadinho, Mariana) poderão crescer entre US$ 1 bilhão e US$ 2 bilhões, mas avalia que a empresa está no caminho para resolver as questões jurídicas e poderá voltar a pagar dividendos aos acionistas. O Credit Suisse, mais otimista, acredita que a Vale conseguirá “virar a página” e acelerar a volta dos pagamentos dos dividendos, embora ressalte que a informação das provisões adicionais “não é bem recebida pelo mercado”.

Ainda em destaque, a mineradora fechou um acordo para indenizar em US$ 25 milhões um grupo de investidores da empresa nos Estados Unidos. Eles moviam uma ação judicial na qual reclamaram prejuízos decorrentes de tragédia de Mariana (MG), ocorrida em novembro de 2015.

No episódio, 19 pessoas morreram e dezenas de cidades na bacia do Rio Doce foram impactadas após o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco, que tem a Vale como uma de suas acionistas, juntamente com a anglo-australiana BHP Billiton.

A ação tramita desde 7 de dezembro de 2015 na Corte Federal do Distrito Sul de Nova York. Os investidores estão representados pela Associação de Aposentadoria dos Funcionários de Alameda (Acera) e pelo Sistema de Aposentadoria de Funcionários do Condado de Orange (Ocers). A Vale chegou a se manifestar pedindo a rejeição da denúncia apresentada pelas duas entidades, mas a Justiça manteve a tramitação conforme decisão de março de 2017

Os investidores alegavam que a mineradora fez declarações falsas e enganosas sobre seu negócio e que o rompimento da barragem mostrou que as informações divulgadas sobre os planos, as políticas e os procedimentos para mitigação de riscos não eram corretas. Eles sustentaram que, com tal comportamento, a Vale inflou artificialmente o preço das American Depositary Receipts (ADRs), que despencou após a tragédia de Mariana.

As ADRs são certificados de ações, emitidos por bancos norte-americanos com lastro em títulos de valores mobiliários de empresas estrangeiras. No caso da Vale, esses certificados eram negociados na Bolsas de Valores de Nova York (NYSE).

Lojas Americanas (LAME4)

A Lojas Americanas reportou um lucro líquido de R$ 596,6 milhões no quarto trimestre de 2019, em crescimento de 143% sobre igual período do ano anterior. A rede varejista informou em balanço, contudo, que o resultado incluiu créditos fiscais da cobrança do PIS e da Cofins sobre a base do ICMS, recebidos no período. O lucro líquido recorrente no quarto trimestre foi de R$ 398 milhões, uma expansão de 62,1% sobre o quarto trimestre de 2018

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$ 1,3 bilhão, 16,2% maior na comparação anual.

A receita líquida consolidada da varejista avançou 9,2% no quarto trimestre para R$ 6,46 bilhões. No ano fechado de 2019, o lucro líquido da Lojas Americanas foi de R$ 704 milhões, um crescimento de 130,4% sobre 2018.

O banco Credit Suisse avaliou como positivos os resultados do quarto trimestre de 2019 e do ano passado inteiro das Lojas Americanas, destacando a expansão de 6,8% nas vendas das mesmas lojas e uma expansão robusta de 62% no lucro anual. “Se a tendência positiva continuar nos próximos meses, será um “upside” das estimativas do Credit para a LAME4”, projeta.

Já a XP Investimentos destacou que o resultado foi em linha com as nossas estimativas. “A aceleração do crescimento de vendas no conceito mesmas lojas foi um destaque positivo. Entretanto, ainda vemos um risco-retorno menos atrativo para as ações, levando em consideração o patamar de múltiplo e projeção de crescimento. Por esse motivo, mantemos nossa recomendação neutra”, avalia a equipe de análise.

B2W (BTOW3)

A B2W teve queda no prejuízo do trimestre passado sobre o ano anterior, para R$ 22,3 milhões ante R$ 69,6 milhões no mesmo período do ano anterior, uma baixa de 68%, e alta de cerca de 31% na receita bruta de vendas (GMV), para R$ 6,65 bilhões. A receita líquida, por sua vez, teve alta de 12,2%, a R$ 2,22 bilhões.

No ano inteiro de 2019, a B2W teve prejuízos de R$ 391,6 milhões, ante um prejuízo registrado de R$ 405,1 milhões em 2018.

As despesas com vendas, gerais e administrativas da Lojas Americanas em 2019 subiram 6,8%, mas com recuo de 0,4 ponto como percentual da receita líquida. O resultado financeiro da empresa foi negativo em R$ 137,9 milhões no período, perda 15,7% menor em um ano.

Vale notar que os resultados incluem as transportadoras subsidiárias da B2W. Sem incluir essas empresas, a B2W teria tido um lucro líquido de R$ 51 milhões no quarto trimestre de 2019. O Ebitda ajustado da companhia cresceu 21,6% no quarto trimestre do ano passado, sobre igual período de 2018, para R$ 254,3 milhões. No fechamento de 2019, o Ebitda teve expansão de 16,1% sobre 2018 para R$ 600 milhões.

O Credt Suisse avaliou de maneira positiva o balanço da B2W, maior empresa brasileira de comércio eletrônico. Apesar de a empresa ter reportado prejuízo no quarto trimestre, o banco suíço destaca que ela vive “um bom ímpeto operacional” com “sólido crescimento do negócio on-line (de 30,9%)” e “geração de caixa de R$ 190 milhões em 2019”.

A XP também destacou o balanço como em linha com o esperado, mostrando crescimento sólido e contínuo progresso dos indicadores operacionais. “Vemos a B2W bem posicionada para continuar entregando bons resultados daqui pra frente, mas acreditamos que as ações já estejam precificando uma perspectiva de crescimento e geração de caixa mais robusta. Por esse motivo, mantemos nossa recomendação neutra”, avalia.

Weg (WEGE3)

As ações da Weg tiveram a recomendação elevada de underweight (exposição abaixo da média) para neutra pelo JPMorgan, com o preço-alvo dobrando de R$ 26 para R$ 52, de forma a incorporar o crescimento de longo prazo para a companhia.

Os analistas do banco destacam que o forte desempenho das ações nos últimos meses foi consequência de uma mudança na maneira em que os investidores olham para a companhia, que era usualmente comparada aos pares internacionais ao invés de haver uma visão como um nome de alta qualidade local e com uma tese de alto crescimento.

Sabesp (SBSP3)

A Companhia de Saneamento de São Paulo (Sabesp) comunicou que realizará uma emissão de debêntures simples no valor de R$ 1 bilhão. Segundo a estatal paulista, o objetivo da emissão é levantar dinheiro para pagar dívidas que vencerão em 2020 e reforçar o caixa.

Carrefour (CRFB3)

O Carrefour Brasil informou um lucro líquido ajustado de R$ 695 milhões no quarto trimestre de 2019, um crescimento de 6,3% sobre igual período de 2018. No ano fechado de 2019, o lucro líquido da operação brasileira do Carrefour foi de R$ 1,98 bilhão, uma expansão de 5,1% sobre 2018.

A varejista reportou lucro líquido a controladores de R$ 636 milhões no quarto trimestre de 2019, alta de 19,54% ante o mesmo período do ano anterior.

O Atacadão foi responsável por R$ 10 bilhões dos R$ 16 bilhões do faturamento líquido do grupo no Brasil no quarto trimestre de 2019, mas as lojas do multiformato varejo tiveram um avanço maior, de 12,8% para R$ 5,2 bilhões na receita líquida do período, ante um crescimento de 10,7% no Atacadão.

Segundo o grupo, as vendas no Atacadão cresceram 63% no Black Friday de 2019 sobre o ano anterior. O Atacadão chegou a 186 lojas no final de 2019. O EBITDA ajustado do Atacadão cresceu 12,6% no quarto trimestre de 2019, sobre 2018, para R$ 825 milhões. O Banco Carrefour teve um forte desempenho em 2019, com o lucro líquido crescendo 55,5% sobre 2018, para R$ 643 milhões.

Os resultados do Carrefour Brasil foram vistos como positivos pelo banco Itaú BBA e pela XP Investimentos. A XP avalia que os resultados do quarto trimestre vieram levemente acima das estimativas. “Foram resultados sólidos, com destaque para o Atacadão. Eles mostraram que o crescimento da operação do Atacadão, que é a mais representativa, continua forte”, avalia a XP, que destaca que mesmo com a expansão do comércio eletrônico, houve contração na margem do Carrefour Varejo.

“Embora a compressão da margem na operação do varejo tenha sido uma surpresa negativa, destacamos que o aumento da participação do e-commerce neste segmento, para 16% no quarto trimestre, é positivo, e os investimentos em preço têm resultado em maior volume de vendas”, observa a XP, que também destaca o forte crescimento dos resultados do Banco Carrefour.

O Itaú BBA também avalia que o crescimento dos resultados operacionais do Atacadão foi uma surpresa e superou as expectativas. Segundo o BBA, mesmo em um cenário de dura competição no comércio, a margem Ebitda do Atacadão cresceu 10% em 2019, superando as projeções. O BBA também ressaltou o forte resultado do Banco Carrefour, que obteve lucro líquido de R$ 334 milhões em 2019. Embora os resultados sejam positivos, o Itaú BBA projeta que o cenário da competição se acirrará ainda mais em 2020. Por isto, manteve a recomendação para o papel CRFB3 em “outperform” (acima da média) com um preço-alvo de R$ 26,00 para a ação – alta de 21,1% sobre os atuais R$ 21,47.

Sul América (SULA11

A Sul América teve uma expansão de 15,1% no lucro líquido no quarto trimestre de 2019, para R$ 452 milhões. O crescimento foi sobre igual trimestre de 2018. No acumulado de 2019, informou a empresa em balanço, o lucro líquido cresceu 30,56% para R$ 1,81 bilhão. Outro destaque apresentado pela empresa foi a redução do índice de sinistralidade, de 76,1% no terceiro trimestre de 2019 para 71% no quarto trimestre. No fechamento de 2019, contudo, a sinistralidade ficou em 74,8% – 0,1 ponto porcentual acima de 2018. A carteira de saúde e plano odontológico avançou 17,3% no quarto trimestre, atingindo 4 milhões de clientes.

Houve queda de 3,3% na receita com a carteira dos seguros de automóveis, para R$ 817 milhões no ano passado, mas a Sul América vendeu esta operação para a Allianz em meados de 2019.

Notre Dame (GNDI3)

O Grupo Notre Dame Intermédica, de planos de saúde, reportou um lucro líquido ajustado de R$ 198,3 milhões no quarto trimestre de 2019, um resultado ligeiramente superior, em 0,6%, a igual período de 2018. O Ebitda ajustado do GNDI3 teve um forte avanço de 42,5% no quarto trimestre de 2019 para R$ 395,3 milhões, também sobre a mesma base de comparação.

O índice de sinistralidade no quarto trimestre de 2019 foi de 68%, uma melhora de 0,3 ponto porcentual sobre igual período do ano anterior. O índice sinistralidade/caixa melhorou no fechamento de 2019, caindo de 71,5% em 2018 para 70,3% no ano passado. No mesmo período, o número de usuários dos planos de saúde e odontológicos da GNDI3 subiu 30%, de 3,8 milhões para 5 milhões de pessoas em 2019.

O lucro líquido ajustado do grupo cresceu 11,4% no ano passado para R$ 632,3 milhões. Embora o lucro tenha crescido, a margem líquida caiu 1,7 ponto porcentual sobre o ano anterior, de 9,2% em 2018 para 7,5% em 2019. O GNDI executou no ano passado uma forte estratégia de verticalização e crescimento com aquisições: o grupo comprou nove planos de saúde regionais, hospitais e laboratórios, a maioria na Região Sudeste do país, mas também a Clinipam, plano de saúde em Curitiba (PR) e no Vale do Itajaí (SC), processo que marcou sua entrada na Região Sul do Brasil.

CCR ([ativo=CCRO3)

O Grupo CCR venceu o leilão de concessão do trecho sul da BR-101, em Santa Catarina. O grupo ofereceu a menor tarifa de pedágio, R$ 1,97012, com 62,04% de deságio sobre a tarifa máxima de R$ 5,19.

Foram concedidos 220 quilômetros entre os municípios de Paulo Lopes (SC) e a divisa com o estado do Rio Grande do Sul. O primeiro leilão de rodovias deste ano foi realizado nesta sexta-feira (21)na B3, Bolsa de Valores, em São Paulo, e durou pouco mais de 20 minutos.

Foram apresentadas três propostas. As outras duas foram a do Consórcio Way-101, que ofereceu R$ 4,35985 de tarifa, com deságio de 16% e a da EcoRodovias ([ativo=ECOR3]), que apresentou tarifa de R$ 2,51016, com 51,63% de deságio.

O ministro da Infraestrutura, Tarcíso de Freitas, presente no leilão, junto com diretores da CCR, bateu o martelo em favor da CCR ao fim do certame.

Wiz (WIZS3)

O lucro líquida da Wiz registrou leve alta, passando para R$ 50,7 milhões no quarto trimestre de 2019, ante R$ 49,6 milhões no mesmo período do ano anterior. No ano, o lucro líquido registrou alta de 21,3%, para R$ 223,7 milhões, enquanto a margem líquida teve avanço de 1,3 ponto percentual, a 32,8%.

A receita líquida no trimestre subiu 18,8%,  para R$ 183,2 milhões. De janeiro a dezembro de 2019, o resultado foi de R$ 681,9 milhões, alta de 16,6% ante 2018.

O Ebitda, por sua vez, foi de R$ 104 milhões no trimestre, alta de 22,9%, enquanto a margem Ebitda teve alta de 1,9 ponto percentual, para 56,8%.

O lucro líquido ajustado no quarto trimestre teve alta de 19%, de R$ 56,9 milhões para R$ 67,8 milhões, totalizando R$ 250,7 milhões no ano passado, alta de 14,1%.

Renova (RNEW3)

A Renova Energia concluiu na quinta-feira a investigação interna iniciada em março de 2018, após a Operação “E o Vento Levou”, realizada pela Polícia Civil de Belo Horizonte. E segundo a companhia, não foram comprovados atos de corrupção ou desvios para campanhas políticas. Mas foram detectadas irregularidades entre 2014 e 2018, com pagamentos sem comprovação de contrapartida de aproximadamente R$ 40 milhões.

Além disso, foram identificados pagamentos de R$ 137 milhões que não seguiram as políticas internas e as boas práticas de governança, segundo a Renova, além de falhas nos controles internos.

Com isso, o conselho de administração deliberou por tomar todos os atos necessários para preservar os direito da empresa, inclusive o ressarcimento dos prejuízos. A Renova decidiu também abrir processo de contratação de um diretor de Governança, Risco e Conformidade.

Segundo a companhia, os inquéritos originados pela operação ainda não foram concluídos, e portanto, novas informações sobre o caso ainda podem ser divulgadas.

Frigoríficos

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou que os Estados Unidos decidiram reabrir mercado para a carne bovina in natura produzida pelo Brasil. “É uma ótima notícia, porque isso traz o reconhecimento da qualidade da carne brasileira por um mercado tão importante como o americano”, disse ela em vídeo nas redes sociais.

Segundo o governo, os frigoríficos brasileiros poderão enviar o produto derivado de animais abatidos a partir de hoje. Como é considerado um “selo de qualidade”, ao atender os requisitos dos americanos, a carne brasileira deve ter entrada mais fácil em outros países.

JBS (JBSS3)

A Pilgrim’s Pride (PPC), da JBS, divulgou resultado do quarto trimestre, com receita líquida de US$ 3,06 bilhões (alta de 15,3% na base de comparação anual) e Ebitda em US$ 162 milhões (alta de 45,6% na comparação anual).

A receita líquida ficou 5% acima do consenso enquanto que, por outro lado, o Ebitda ficou 16% abaixo do consenso. A PPC apresentou uma margem Ebitda de 5,3% (alta de 1,1 ponto percentual), 1,4 ponto abaixo do consenso. “Comentando os aspectos negativos do trimestre, a PPC destacou que os preços no México estavam abaixo das expectativas sazonais, dadas as fracas condições macroeconômicas”, destaca o Bradesco BBI.

“Após os resultados da PPC (a empresa responde por 28% do Ebitda total da JBS), a avaliação é de que estávamos um pouco otimistas em relação ao resultado do quarto trimestre da JBS, embora isso não mude nossa visão sobre as ações. Dito isso, se ajustarmos nossas estimativas da JBS com base nos resultados da PPC, nosso Ebitda para o quarto trimestre para a JBS seria 4% menor (no valor de R$ 5,5 bilhões), o que ficaria 1% abaixo do consenso”, avaliam os analistas.

BRF (BRFS3)

A BRF anunciou a retomada da linha de produção de margarinas em Uberlândia (MG). Em nota, a companhia diz que a capacidade de produção é de 120 mil toneladas ao ano e que serão produzidas as marcas Qualy, Deline e Claybom, de 500g e 250g. Para o segundo semestre, está previsto o início da produção de Sofiteli. “A iniciativa amplia em 35% a capacidade de produção de margarinas da companhia, alcançando quase 450 mil toneladas/ano, somando todas as plantas no Brasil”, informou a empresa.

Hypera (HYPE3)

Dona de marcas de cuidados para a pele como Episol, Epidrat e Diprogenta, reunidas sob a linha Mantecorp Skincare, a Hypera vai começar a distribuir a linha de produtos dermatológicos da Glenmark Farmacêutica.

Pelos termos do acordo, a Hypera Pharma será responsável por distribuir e vender no Brasil a linha dermatológica da Glenmark, farmacêutica com sede em Mumbai, na Índia. No seu portfólio, estão marcas como Adacne, Adacne Clin, Celamina, Demelan,
Deriva Micro, Deriva-C Micro, Dermotil Fusid, Halobex e Tacroz.

Para a Hypera, a iniciativa é uma maneira de expandir “sua presença no mercado farmacêutico brasileiro por meio de parcerias estratégicas com empresas nacionais ou multinacionais que possuam produtos complementares a seu portfólio ou novas tecnologias farmacêuticas que possam ser introduzidas no mercado brasileiro”.

Multiplan (MULT3)

A Multiplan concluiu a aquisição de 12% de participação no ParkShopping, em Brasília, por R$ 225 milhões. A companhia tinha direito de preferência sobre parte desta oferta, o que correspondia a 7,5% de participação no shopping, e agora confirma a aquisição da parcela remanescente. A Multiplan também anunciou, pelo valor de R$ 18 milhões, a aquisição de 20% de participação no ParkShopping Corporate, empreendimento imobiliário conectado ao ParkShopping.

IPOs no radar

A One Desenvolvimento Imobiliário protocolou nesta quinta-feira, 20, pedido de registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para realizar sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). Conforme o prospecto preliminar da oferta, será uma emissão primária e secundária de ações ordinárias, mas ainda não há detalhamento sobre volume a ser vendido, valores ou o cronograma.

Segundo prospecto, os recursos obtidos com a oferta serão destinados ao pré-pagamento de empréstimos entre empresas do mesmo grupo e expansão orgânica.

Em 2019, a empresa reportou lucro líquido de R$ 59 milhões, revertendo prejuízo de R$ 10,4 milhões informado no ano anterior. Na mesma base de comparação, a geração de caixa medida pelo Ebitda ajustado da One Desenvolvimento saltou de R$ 2,087 milhões para R$ 74,094 milhões, enquanto a receita líquida subiu de R$ 126,3 milhões para R$ 354,4 milhões.

Os bancos coordenadores da oferta são o BTG Pactual, Bradesco BBI, Santander e Caixa Econômica Federal.

A Pacaembu Construtora também protocolou pedido de registro na CVM para realizar IPO. Conforme o prospecto preliminar da oferta, será uma emissão primária e secundária, mas ainda não há detalhamento sobre volume a ser vendido, valores e cronograma para o IPO.

Segundo prospecto, os recursos da oferta primária serão destinados para reforço de capital de giro, desenvolvimento de landbank e continuidade da implementação de seu plano estratégico.

Em 2019, a empresa reportou lucro de R$ 111,5 milhões, indicando crescimento de 1% frente ao ano anterior, ao passo que a geração de caixa medida pelo Ebitda encolheu 8,3% no período, para R$ 123,4 milhões. Os coordenadores da oferta são o Credit Suisse, XP Investimentos e Caixa Econômica Federal.

A Hidrovias do Brasil é outra que requeriu abertura de capital, após aprovação de oferta secundária em AGE. BofA coordena a oferta.

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(Com Agência Estado, Agência Brasil e Bloomberg)

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Ibovespa cai mais de 1% em meio a notícias sobre o coronavírus; Dólar vira para queda com dados dos EUA

SÃO PAULO – O Ibovespa registra queda nesta sexta-feira (21) seguindo o desempenho das bolsas internacionais após a Coreia do Sul ter informado o diagnóstico de mais de 200 casos do coronavírus no país. Nesta manhã, o primeiro caso da doença foi confirmado em Israel, de acordo com informações da agência de notícias AFP. Na China, o governo relevou que o surto se espalhou para cinco penitenciárias, duas na província de Hubei.

A principal queda dentre as ações que compõem o principal índice da B3 é a dos papéis da Vale (VALE3). Apesar dos números da mineradora não terem sido negativos, o aumento nas provisões por conta da tragédia de Brumadinho e o relatório confidencial que mostrou que a companhia sabia dos riscos e não adotou as medidas necessárias para remediar as fragilidades na barragem impactaram negativamente a visão do mercado sobre a companhia.

No Brasil, a cautela dos investidores deve ser redobrada por conta do Carnaval. A B3 não terá negociações na segunda-feira, nem na terça, mas os demais mercados financeiros do mundo inteiro continuarão operando, de modo que a reabertura da Bolsa aqui na quarta-feira às 13h (horário de Brasília) deve contar com um movimento de compensar a defasagem.

Em um cenário tão incerto quanto o atual muitos operadores irão zerar posições hoje para não serem pegos de surpresa com o noticiário internacional no feriado sem poder mexer nas suas carteiras durante quatro dias e meio.

Às 12h20 (horário de Brasília), o Ibovespa tinha baixa de 1,14%, aos 113.210 pontos, enquanto o dólar futuro com vencimento em março recua 0,39%, a R$ 4,378.

O dólar comercial, por sua vez, vira para queda de 0,33%, a R$ 4,3765 na compra e R$ 4,3771 na venda. A virada se deu após os Índices Gerentes de Compras (PMIs, na sigla em inglês) dos Estados Unidos mostrarem enfraquecimento da economia. O PMI composto de fevereiro caiu de 53,3 pontos em janeiro para 49,6 pontos em fevereiro; o PMI de serviços recuou de 53,4 pontos para 49,4 pontos e o PMI industrial foi de 51,9 para 50,8 pontos.

Entre os indicadores brasileiros, o Banco Central divulgou hoje os dados da conta corrente de janeiro, que mostrou um déficit de US$ 11,9 bilhões. A expectativa do mercado era de um déficit de US$ 11,0 bilhões, segundo mediana da Bloomberg. O investimento direto estrangeiro, por sua vez, chegou a US$ 5,6 bilhões no mês passado, a estimativa dos economistas era de US$ 5,15 bilhões.

No mercado de juros futuros, o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2022 vira para uma baixa de três pontos-base, a 4,65%, enquanto o de vencimento em janeiro de 2023 perde dois pontos a 5,23%, seguido pela queda de três pontos-base do vencimento em janeiro de 2025, a 6,00%.

Voltando ao exterior, os dados de atividade industrial no Japão e de exportações na Coreia do Sul ampliam preocupação com desaceleração econômica. Por outro lado, os PMIs da zona do euro destoam e superam expectativas.

O PMI composto da zona do euro, que engloba os setores industrial e de serviços, subiu de 51,3 em janeiro para 51,6 em fevereiro, atingindo o maior nível em seis meses, segundo dados preliminares divulgados hoje pela IHS Markit. O resultado veio em linha com a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

No mercado de commodities, o petróleo retoma queda após dois dias de alta; minério de ferro sobe com potencial de estímulo na China, enquanto cobre e níquel recuam em Londres.

Leia também:
• Para investidores em busca de abrigo, não há moeda como o dólar

Política 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, enfrenta desgastes com o presidente Jair Bolsonaro e passou a ser cobrado pelo mandatário por um bom desempenho na economia. Bolsonaro reforçou a Guedes, durante uma reunião no Planalto nesta semana, a necessidade do PIB crescer pelo menos 2% em 2020, informa reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

O presidente teme que empresários e investidores percam o otimismo e se aproximem da oposição até 2022. Em resposta, Guedes disse ao mandatário que será possível atingir e até superar os 2% de crescimento, mas Bolsonaro tem manifestado dúvidas com outros interlocutores.

Vale ressaltar ainda, segundo o Globo, que os Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e parlamentares da cúpula do Congresso veem com apreensão a série de levantes de policiais militares, cujo ápice aconteceu nesta quarta-feira, no Ceará, com o senador Cid Gomes baleado. Integrantes do Judiciário e do Legislativo avaliam que é preciso conter essa “escalada autoritária”.

Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro falou pelo Twitter da sua viagem aos EUA. “Em março estarei nos Estados Unidos. Em nossa extensa agenda a possibilidade da Tesla no Brasil”, afirmou.

Noticiário corporativo

O presidente da Petrobras (PETR3; PETR4), Roberto Castello Branco, disse que a estatal petrolífera venderá oito das suas treze refinarias até o final deste ano – a previsão dele é que as transações sejam concluídas em 2021. Outra notícia de destaque partiu da Sabesp, Companhia de Saneamento de São Paulo, que anunciou a emissão de R$ 1 bilhão em debêntures.

A mineradora Vale (VALE3) encerrou o quarto trimestre de 2019 com prejuízo líquido de US$ 1,562 bilhão, revertendo o lucro de US$ 3,786 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior.

Já no acumulado do ano passado, a companhia teve prejuízo de US$ 1,683 bilhão, contra um lucro de US$ 6,860 bilhões em 2018.

Segundo a companhia, a piora se deu, principalmente, a: provisões e despesas relativas a ruptura da barragem de Brumadinho; ao registro e impairment e contratos onerosos sem efeito caixa, principalmente relacionados aos segmentos de Metais Básicos e Carvão; e provisões relacionadas à Fundação Renova e à descaracterização da barragem de Germano.

Já o Morgan Stanley colocou a recomendação para as ações da Vale sob revisão após o relatório do comitê independente. “As conclusões do comitê independente podem levar a um exame mais minucioso pelas autoridades e multas potencialmente mais altas”, avaliam os analistas, que destacam que os números nublam os sólidos resultados da empresa no quarto trimestre.

O Carrefour Brasil (CRFB3) reportou lucro líquido a controladores de R$ 636 milhões no quarto trimestre de 2019, alta de 19,54% ante o mesmo período do ano anterior. No critério ajustado após os efeitos da norma contábil IFRS 16, o lucro do trimestre foi de R$ 676 milhões, queda de 10,8% em relação ao quarto trimestre de 2018.

Já Lojas Americanas (LAME4) teve lucro líquido de R$ 398 milhões no quarto trimestre, alta de 62% sobre o desempenho de um ano antes, com vendas maiores e avanço das operações de comércio eletrônico do grupo. A B2W, por sua vez, teve prejuízo líquido de R$ 22,3 milhões no quarto trimestre, reduzindo resultado negativo de R$ 69,4 milhões no mesmo período de 2018.

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Descubra a diferença entre desvalorização e rendimento negativo

rendimento negativo

Se você já se aventurou no mundo da renda variável, ou ao menos entende um pouco sobre o assunto, já sabe que a desvalorização de um ativo é algo bastante comum de acontecer. Mas, e rendimento negativo, você já ouviu falar?

Será que é a mesma coisa? Se você quer descobrir, continue lendo esse texto.

Pensando nos mais ansiosos, já respondemos de cara: NÃO, desvalorização e rendimento negativo não são a mesma coisa.

O que é desvalorização?

Quando pensamos na desvalorização de um ativo, nada mais é do que a perda de valor que ele sofre.

Por exemplo: vamos supor que você comprou uma ação a R$ 10,00, se uma semana depois ela passa a ser negociada por R$ 9,00, significa que essa ação sofreu uma desvalorização de 10% (bastante grande, inclusive).

Essa desvalorização pode acontecer por inúmeros motivos, mas, a grosso modo, podemos dizer que dois fatores são determinantes:

  1. O desempenho de uma empresa. Isto é, se ela gera lucro, se ela apresenta um crescimento constante, se o setor como um todo está em alta, entre outros fatores que refletem no desempenho da empresa.
  2. Oferta e demanda. Nesse quesito, como foi dito uma vez no Rico Matinal (relatório escrito pelos analistas da Rico, Thiago Salomão, Matheus Soares e Lucas Colazzo), o mercado de ações não é muito diferente do de bananas: Se tem muitas pessoas querendo vender e poucas querendo comprar, tanto o ativo quanto a banana irão se desvalorizar.

Agora que já está claro pra você o que é e como acontece a desvalorização de uma empresa, vamos ao que é rendimento negativo.

O que é rendimento negativo?

Rendimento negativo é quando a valorização, portanto, positiva, de algum produto é menor do que a inflação do país no período escolhido.

E com a Selic a 4,25% ao ano, isso está acontecendo com alguns investimentos de renda fixa. Dentre eles, a terrível poupança.

Para calcular o rendimento da poupança, basta fazer 70% do valor da selic + a Taxa Referencial, que hoje é praticamente zero.

Então, 70% de 4,25, temos um rendimento anual de apenas 2,97%.

Com a projeção do Relatório Focus de 17 de fevereiro para a inflação ao final do ano ser de 3,25%, percebemos que a poupança está, de fato, apresentando um rendimento negativo.

Para resumir, deixar o dinheiro na poupança faz com que você perca poder de compra, o que mostra o quão arcaico é esse investimento.

É quase o mesmo do que guardar dinheiro em um cofrinho ou embaixo do colchão.

Na Rico, você encontra opções tão seguras quanto a poupança e que rendem muito mais do que ela e do que a inflação. Abra sua conta e saiba mais.

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Bolsonaro confirma intenção de trazer fábrica da Tesla para o Brasil

Apresentação do Model 3 em uma feira de carros. O veículo é vermelho e há um banner da Tesla na parte superior da imagem

*Atualizado no dia 21/02 para incluir informação do presidente Jair Bolsonaro comentando o fato

SÃO PAULO – O governo negocia a vinda de uma fábrica da Tesla, liderada por Elon Musk, para o país. Segundo informações, as negociações entre Marcos Pontes, ministro Ministro da Ciência e Tecnologia e a fabricante de carros americana está na fase inicial.

Outro intermediador é o deputado federal Daniel Freitas (PSL-SC), autor do projeto de lei que prevê isenções e incentivos para veículos elétricos.

De acordo com a agenda pública do ministro, ele se reuniu com o deputado, Cleiton Galdino, diretor de desenvolvimento de negócios de Criciúma e Anderson Pacheco, engenheiro sênior de produção da companhia.

A reunião foi o passo inicial para organização de uma missão brasileira aos Estados Unidos que visitaria a Tesla e apresentaria aos seus executivos as vantagens da instalação da montadora no Brasil.

Apesar de não existir confirmação oficial, especula-se que Santa Catarina seria o possível destino da fábrica.

No twitter, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), presidente da comissão de Relações Exteriores da Câmara de Deputados, confirmou o desejo.

https://platform.twitter.com/widgets.js

Na manhã de sexta-feira (21), o próprio presidente Jair Bolsonaro mencionou uma notícia sobre o assunto e escreveu: “Em março estarei nos Estados Unidos. Em nossa extensa a agenda a possibilidade da Tesla no Brasil”.

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Rakuten planeja operações de entrega em até um dia nos EUA

SÃO PAULO – De saída do Brasil, a Rakuten – maior varejista online em receita do Japão -, investe pesado nos EUA para se tornar referência em entrega.

Alinhado ao plano de marketing para se tornar relevante no país, a Rakuten investiu em parcerias com ​​a Live Nation, a American Express e o time de basquete Golden State Warriors, que ostentou a marca da empresa em seus uniformes na temporada da NBA 2018-2019, num acordo de US$ 40 milhões.

Porém, os planos da nipônica, que faturou em 2018 US$ 9,9 bilhões, são maiores. A empresa está desenvolvendo um sistema para realizar entregas no mesmo dia ou no dia seguinte nas 25 maiores cidades dos Estados Unidos nos próximos três a cinco anos – se configurando como uma forte concorrente da Amazon no longo prazo.

Em 2013, a Rakuten entrou no mercado de logística americano após a compra da Webgistix, uma empresa de atendimento em nuvem que tinha cinco centros de distribuição na época. Desde lá, a empresa passou de zero para 15 centros de distribuição no país desenvolvendo uma cadeia de suprimentos ágil para atender o e-commerce.

Sediada em Las Vegas, a Rakuten Super Logistics se une a um crescente grupo de empresas que combinam tecnologia de armazenamento e atendimento.

Os armazéns são menores e mais automatizados do que as empresas de transporte como a UPS ou a FedEx construiriam, e são destinadas a atender varejistas que não podem abandonar o investimento em entrega que o Walmart ou a Target podem.

A empresa oferece o serviço para lojas online, algumas terceirizadas da Amazon que não desejam pagar as taxas de distribuição da companhia.

Por enquanto, os 15 armazéns da Rakuten não desafiam completamente os 169 da Amazon. Mas, se a empresa conseguir ser eficiente nas entregas das maiores cidades dos EUA, isso poderá representar uma ameaça aos crescentes recursos de atendimento da Amazon.

“Vimos que o movimento estava caminhando para entrega no mesmo dia e no dia seguinte”, disse Michael Manzione, CEO da Rakuten Super Logistics, “E isso foi obviamente iniciado pela Amazon. Estamos realmente tentando nivelar o campo de jogo”.

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Crise de liquidez em setor de cannabis pode beneficiar Uruguai

(Bloomberg) – A indústria de cannabis da América do Norte sofre uma crise de liquidez, e isso pode canalizar investimentos para países que cultivam maconha a baixo custo, como o Uruguai, segundo Jordan Lewis, um veterano do setor.

“Todo mundo está acordando para o fato de que não faz sentido cultivar cannabis na tundra do Canadá” e em outros lugares da América do Norte, disse Lewis, diretor-presidente da Silverpeak Life Sciences Uruguay. O Uruguai, que foi o primeiro país a legalizar a maioria dos usos da maconha, tem potencial para se tornar um “centro de produção de baixo custo”, disse.

Empresas de cannabis entram em fase de consolidação, uma tendência que irá dominar o campo de jogo à medida que mercados de capitais priorizam o lucro em vez da expansão vertiginosa. Produtores canadenses como Aurora Cannabis e Tilray cortam empregos para reduzir custos e, nos EUA, apenas as maiores empresas de cannabis têm acesso ao mercado de capitais. Alguns produtores enfrentam déficits de caixa que podem deixá-los fora do negócio.

“Acho que houve um ‘reality check’ em todo o setor”, disse Lewis em entrevista por telefone. “O mais importante no momento é entregar resultados. Isso significa garantir que você tenha uma operação sustentável em termos de fluxo de caixa.”

A Silverpeak, com sede na Colúmbia Britânica, não tem pressa em pedir mais dinheiro aos investidores, depois de ter captado cerca de US$ 25 milhões entre o fim de 2018 até o final do ano passado. A empresa espera que o fluxo de caixa livre de sua subsidiária uruguaia, a Fotmer Corporation SA, atinja o ponto de equilíbrio este ano, disse.

“Queremos ir ao mercado de capitais quando as condições forem favoráveis”, afirmou Lewis. “No momento, o objetivo é ter o luxo de decidir quando ir.”

No ano passado, a Fotmer enviou pouco mais de uma tonelada de flores secas com alto teor de THC para um país da UE, que o executivo não quis identificar, e para a Austrália. Lewis espera que a Austrália e UE sejam os principais mercados de exportação em 2020. Israel também pode se tornar outro possível comprador.

“Esperamos enviar mais de 100 quilos por mês no curto prazo. No momento, o fator limitante para é nossa produção real”, afirmou.

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Ibovespa Futuro cai após coronavírus se espalhar por mais países; dólar bate R$ 4,40 pela primeira vez

alta baixa mercados gráfico índices bolsa ações

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro registra queda nesta sexta-feira (21) seguindo o desempenho das bolsas internacionais após a Coreia do Sul ter informado o diagnóstico de mais de 200 casos do coronavírus no país. Nesta manhã, o primeiro caso da doença foi confirmado em Israel, de acordo com informações da agência de notícias AFP. Na China, o governo relevou que o surto se espalhou para cinco penitenciárias, duas na província de Hubei.

No Brasil, a cautela dos investidores deve ser redobrada por conta do Carnaval. A B3 não terá negociações na segunda-feira, nem na terça, mas os demais mercados financeiros do mundo inteiro continuarão operando, de modo que a reabertura da Bolsa aqui na quarta-feira às 13h (horário de Brasília) deve contar com um movimento de compensar a defasagem.

Em um cenário tão incerto quanto o atual muitos operadores irão zerar posições hoje para não serem pegos de surpresa com o noticiário internacional no feriado sem poder mexer nas suas carteiras durante quatro dias e meio.

Às 09h44 (horário de Brasília), o Ibovespa Futuro registrava queda de 0,63%, aos 114.155 pontos, enquanto o dólar futuro com vencimento em março avançava 0,2%, a R$ 4,404.

O dólar comercial, por sua vez, avança 0,19%, a R$ 4,3996 na compra e R$ 4,4001 na venda. O câmbio acelerou os ganhos após o Banco Central divulgar os dados de conta corrente de janeiro, que mostrou um déficit de US$ 11,9 bilhões. A expectativa do mercado era de um déficit de US$ 11,0 bilhões, segundo mediana da Bloomberg.

O investimento direto estrangeiro chegou a US$ 5,6 bilhões no mês passado, a estimativa dos economistas era de US$ 5,15 bilhões.

Já entre os juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2022 tem alta de dois pontos-base, a 4,70%, enquanto o de vencimento em janeiro de 2023 avança também dois pontos a 5,27%, seguido pela alta de três pontos-base do vencimento em janeiro de 2025, a 6,06%.

Os dados de atividade industrial no Japão e de exportações na Coreia do Sul ampliam preocupação com desaceleração econômica. Por outro lado, os Índices Gerentes de Compras (PMIs, na sigla em inglês) da zona do euro destoam e superam expectativas.

O PMI composto da zona do euro, que engloba os setores industrial e de serviços, subiu de 51,3 em janeiro para 51,6 em fevereiro, atingindo o maior nível em seis meses, segundo dados preliminares divulgados hoje pela IHS Markit. O resultado veio em linha com a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

No mercado de commodities, o petróleo retoma queda após dois dias de alta; minério de ferro sobe com potencial de estímulo na China, enquanto cobre e níquel recuam em Londres.

Política 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, enfrenta desgastes com o presidente Jair Bolsonaro e passou a ser cobrado pelo mandatário por um bom desempenho na economia. Bolsonaro reforçou a Guedes, durante uma reunião no Planalto nesta semana, a necessidade do PIB crescer pelo menos 2% em 2020, informa reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

O presidente teme que empresários e investidores percam o otimismo e se aproximem da oposição até 2022. Em resposta, Guedes disse ao mandatário que será possível atingir e até superar os 2% de crescimento, mas Bolsonaro tem manifestado dúvidas com outros interlocutores.

Vale ressaltar ainda, segundo o Globo, que os Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e parlamentares da cúpula do Congresso veem com apreensão a série de levantes de policiais militares, cujo ápice aconteceu nesta quarta-feira, no Ceará, com o senador Cid Gomes baleado. Integrantes do Judiciário e do Legislativo avaliam que é preciso conter essa “escalada autoritária”.

Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro falou pelo Twitter da sua viagem aos EUA. “Em março estarei nos Estados Unidos. Em nossa extensa agenda a possibilidade da Tesla no Brasil”, afirmou.

Noticiário corporativo

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que a estatal petrolífera venderá oito das suas treze refinarias até o final deste ano – a previsão dele é que as transações sejam concluídas em 2021. Outra notícia de destaque partiu da Sabesp, Companhia de Saneamento de São Paulo, que anunciou a emissão de R$ 1 bilhão em debêntures.

A mineradora Vale (VALE3) encerrou o quarto trimestre de 2019 com prejuízo líquido de US$ 1,562 bilhão, revertendo o lucro de US$ 3,786 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior.

Já no acumulado do ano passado, a companhia teve prejuízo de US$ 1,683 bilhão, contra um lucro de US$ 6,860 bilhões em 2018.

Segundo a companhia, a piora se deu, principalmente, a: provisões e despesas relativas a ruptura da barragem de Brumadinho; ao registro e impairment e contratos onerosos sem efeito caixa, principalmente relacionados aos segmentos de Metais Básicos e Carvão; e provisões relacionadas à Fundação Renova e à descaracterização da barragem de Germano.

O Carrefour Brasil reportou lucro líquido a controladores de R$ 636 milhões no quarto trimestre de 2019, alta de 19,54% ante o mesmo período do ano anterior. No critério ajustado após os efeitos da norma contábil IFRS 16, o lucro do trimestre foi de R$ 676 milhões, queda de 10,8% em relação ao quarto trimestre de 2018.

Já Lojas Americanas teve lucro líquido de R$ 398 milhões no quarto trimestre, alta de 62% sobre o desempenho de um ano antes, com vendas maiores e avanço das operações de comércio eletrônico do grupo. A B2W, por sua vez, teve prejuízo líquido de R$ 22,3 milhões no quarto trimestre, reduzindo resultado negativo de R$ 69,4 milhões no mesmo período de 2018.

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JPMorgan e Goldman Sachs investem em nova bolsa nos EUA

(Bloomberg) — O JPMorgan Chase e o Goldman Sachs vão fazer parte de um novo mercado de ações que irá competir com a Bolsa de Nova York e com a Nasdaq.

Os bancos de Wall Street e a empresa de trading Jane Street Capital são os mais novos investidores da Members Exchange, segundo comunicado divulgado na quinta-feira. Eles se juntam a nove outros pesos-pesados do setor financeiro que apoiam a nova bolsa de ações dos EUA, cuja estreia está programada para 24 de julho e aguarda aprovação da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA.

Em entrevista, o CEO da chamada MEMX, Jonathan Kellner, disse que “essa captação de recursos não tinha a ver com a necessidade de dinheiro” para o lançamento nos EUA, mas para envolver “investidores mais estratégicos”.

Os financiadores originais da MEMX – que incluem Citadel Securities, Virtu Financial, Bank of America e Morgan Stanley – decidiram criar o mercado devido à frustração com as taxas cobradas pelas bolsas de valores existentes. Embora seus investidores sejam frequentemente concorrentes ferozes em outras frentes, eles se uniram em um esforço para fazer pressãs sobre custos, principalmente dados de mercado, e aumentar a transparência.

As novas empresas terão assentos no conselho e os mesmos direitos de voto que seus investidores originais, disse Kellner, que foi CEO da corretora Instinet, da Nomura Holdings, de 2014 a 2018. Ele não quis dizer quanto os investidores colocaram no projeto.

A MEMX, com sede em Jersey City, Nova Jersey, aumentou a equipe para mais de 30 pessoas no ano passado, tendo contratado o diretor de operações Thomas Fay e o diretor de tecnologia Dominick Paniscotti, que vieram da Nasdaq. Também contratou Louise Curbishley como diretora financeira e Lindsay Gilliam como diretora de pessoas.

“Vemos a MEMX como outra maneira de expressar nossas opiniões no diálogo da estrutura do mercado de ações dos EUA”, disse Amy Hong, chefe global de estratégia de estrutura de mercado para a divisão de valores mobiliários do Goldman Sachs. “Estamos empolgados em apoiar a inovação nos mercados de ações por meio da MEMX.”

Na quinta-feira, o Morgan Stanley fechou um acordo para adquirir um dos financiadores originais da MEMX, a corretora de descontos ETrade Financial, por US$ 13 bilhões. Charles Schwab e TD Ameritrade, rivais da ETrade em processo de fusão, também são membros da bolsa.

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Banco Central tem lucro de R$ 85,57 bilhões em 2019

Depois de registrar lucro de R$ 172,1 bilhões em 2018, o Banco Central (BC) fechou 2019 com lucro operacional de R$ 85,57 bilhões. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou hoje (20) o balanço com as contas da instituição financeira no ano passado.

Do lucro total, R$ 42,93 bilhões correspondem ao lucro operacional (ganhos com o exercício da atividade), R$ 35,08 bilhões ao lucro com reservas internacionais e derivativos cambiais (como os swaps, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro) e R$ 7,56 bilhões vêm de recursos de equalizações cambiais recebidos do Tesouro Nacional.

Desde 2008, o banco registra os resultados operacionais e cambiais de forma separada. No primeiro semestre do ano passado, o BC tinha tido lucro operacional de R$ 21,04 bilhões e perda de R$ 7,56 bilhões com as equalizações cambiais, que foi coberta pelo Tesouro.

No segundo semestre, o órgão teve lucro operacional de R$ 21,89 bilhões e lucro de R$ 35,08 bilhões com as operações cambiais, impulsionado pela alta do dólar.

A moeda norte-americana, que subiu 3,5% ano passado, multiplica o valor em reais das reservas internacionais, que fecharam 2019 em US$ 359.394 bilhões.

Isso ampliou os ganhos da autoridade monetária, mesmo com a venda de cerca de 10% das reservas externas pelo BC no segundo semestre do ano passado. Outra parte do lucro cambial vem do resultado das operações de swap cambial, que funcionam como venda de dólares no mercado futuro.

Por causa da nova legislação que regulamenta a relação entre o Banco Central e o Tesouro, a destinação dos lucros da autoridade monetária mudou. Os resultados positivos do primeiro semestre foram repassados ao Tesouro Nacional. Em relação ao segundo semestre, somente o lucro operacional será transferido ao Tesouro em até dez dias úteis.

O lucro cambial irá para uma reserva interna do BC que aumentará o patrimônio líquido do banco e será usada para abater prejuízos futuros com as operações cambiais, caso o dólar caia no futuro.

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