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Lojas Americanas tem lucro recorrente de R$ 398 mi e prejuízo da B2W cai no 4º tri; Vale e mais destaques no radar

SÃO PAULO – A temporada de resultados é mais uma vez destaque no noticiário corporativo, com números, além da Vale, da Lojas Americanas, da B2W, do Carrefour, entre outras companhias. Outras notícias movimentam a Vale, como a de que um comitê independente apontou que a mineradora sabia sobre as fragilidades em barragem de Brumadinho desde 2003. Confira esses e outros destaques:

Lojas Americanas (LAME4)

A Lojas Americanas reportou um lucro líquido de R$ 596,6 milhões no quarto trimestre de 2019, em crescimento de 143% sobre igual período do ano anterior. A rede varejista informou em balanço, contudo, que o resultado incluiu créditos fiscais da cobrança do PIS e da Cofins sobre a base do ICMS, recebidos no período. O lucro líquido recorrente no quarto trimestre foi de R$ 398 milhões, uma expansão de 62,1% sobre o quarto trimestre de 2018

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$ 1,3 bilhão, 16,2% maior na comparação anual.

A receita líquida consolidada da varejista avançou 9,2% no quarto trimestre para R$ 6,46 bilhões. No ano fechado de 2019, o lucro líquido da Lojas Americanas foi de R$ 704 milhões, um crescimento de 130,4% sobre 2018.

B2W (BTOW3)

A B2W teve queda no prejuízo do trimestre passado sobre o ano anterior, para R$ 22,3 milhões ante R$ 69,6 milhões no mesmo período do ano anterior, uma baixa de 68%, e alta de cerca de 31% na receita bruta de vendas (GMV), para R$ 6,65 bilhões. A receita líquida, por sua vez, teve alta de 12,2%, a R$ 2,22 bilhões.

No ano inteiro de 2019, a B2W teve prejuízos de R$ 391,6 milhões, ante um prejuízo registrado de R$ 405,1 milhões em 2018.

As despesas com vendas, gerais e administrativas da Lojas Americanas em 2019 subiram 6,8%, mas com recuo de 0,4 ponto como percentual da receita líquida. O resultado financeiro da empresa foi negativo em R$ 137,9 milhões no período, perda 15,7% menor em um ano.

Vale notar que os resultados incluem as transportadoras subsidiárias da B2W. Sem incluir essas empresas, a B2W teria tido um lucro líquido de R$ 51 milhões no quarto trimestre de 2019. O Ebitda ajustado da companhia cresceu 21,6% no quarto trimestre do ano passado, sobre igual período de 2018, para R$ 254,3 milhões. No fechamento de 2019, o Ebitda teve expansão de 16,1% sobre 2018 para R$ 600 milhões.

Sabesp (SBSP3)

A Companhia de Saneamento de São Paulo (Sabesp) comunicou que realizará uma emissão de debêntures simples no valor de R$ 1 bilhão. Segundo a estatal paulista, o objetivo da emissão é levantar dinheiro para pagar dívidas que vencerão em 2020 e reforçar o caixa.

Carrefour (CRFB3)

O Carrefour Brasil informou um lucro líquido ajustado de R$ 695 milhões no quarto trimestre de 2019, um crescimento de 6,3% sobre igual período de 2018. No ano fechado de 2019, o lucro líquido da operação brasileira do Carrefour foi de R$ 1,98 bilhão, uma expansão de 5,1% sobre 2018.

A varejista reportou lucro líquido a controladores de R$ 636 milhões no quarto trimestre de 2019, alta de 19,54% ante o mesmo período do ano anterior.

O Atacadão foi responsável por R$ 10 bilhões dos R$ 16 bilhões do faturamento líquido do grupo no Brasil no quarto trimestre de 2019, mas as lojas do multiformato varejo tiveram um avanço maior, de 12,8% para R$ 5,2 bilhões na receita líquida do período, ante um crescimento de 10,7% no Atacadão.

Segundo o grupo, as vendas no Atacadão cresceram 63% no Black Friday de 2019 sobre o ano anterior. O Atacadão chegou a 186 lojas no final de 2019. O EBITDA ajustado do Atacadão cresceu 12,6% no quarto trimestre de 2019, sobre 2018, para R$ 825 milhões. O Banco Carrefour teve um forte desempenho em 2019, com o lucro líquido crescendo 55,5% sobre 2018, para R$ 643 milhões.

Sul América (SULA11

A Sul América teve uma expansão de 15,1% no lucro líquido no quarto trimestre de 2019, para R$ 452 milhões. O crescimento foi sobre igual trimestre de 2018. No acumulado de 2019, informou a empresa em balanço, o lucro líquido cresceu 30,56% para R$ 1,81 bilhão. Outro destaque apresentado pela empresa foi a redução do índice de sinistralidade, de 76,1% no terceiro trimestre de 2019 para 71% no quarto trimestre. No fechamento de 2019, contudo, a sinistralidade ficou em 74,8% – 0,1 ponto porcentual acima de 2018. A carteira de saúde e plano odontológico avançou 17,3% no quarto trimestre, atingindo 4 milhões de clientes.

Houve queda de 3,3% na receita com a carteira dos seguros de automóveis, para R$ 817 milhões no ano passado, mas a Sul América vendeu esta operação para a Allianz em meados de 2019.

Notre Dame (GNDI3)

O Grupo Notre Dame Intermédica, de planos de saúde, reportou um lucro líquido ajustado de R$ 198,3 milhões no quarto trimestre de 2019, um resultado ligeiramente superior, em 0,6%, a igual período de 2018. O Ebitda ajustado do GNDI3 teve um forte avanço de 42,5% no quarto trimestre de 2019 para R$ 395,3 milhões, também sobre a mesma base de comparação.

O índice de sinistralidade no quarto trimestre de 2019 foi de 68%, uma melhora de 0,3 ponto porcentual sobre igual período do ano anterior. O índice sinistralidade/caixa melhorou no fechamento de 2019, caindo de 71,5% em 2018 para 70,3% no ano passado. No mesmo período, o número de usuários dos planos de saúde e odontológicos da GNDI3 subiu 30%, de 3,8 milhões para 5 milhões de pessoas em 2019.

O lucro líquido ajustado do grupo cresceu 11,4% no ano passado para R$ 632,3 milhões. Embora o lucro tenha crescido, a margem líquida caiu 1,7 ponto porcentual sobre o ano anterior, de 9,2% em 2018 para 7,5% em 2019. O GNDI executou no ano passado uma forte estratégia de verticalização e crescimento com aquisições: o grupo comprou nove planos de saúde regionais, hospitais e laboratórios, a maioria na Região Sudeste do país, mas também a Clinipam, plano de saúde em Curitiba (PR) e no Vale do Itajaí (SC), processo que marcou sua entrada na Região Sul do Brasil.

Wiz (WIZS3)

O lucro líquida da Wiz registrou leve alta, passando para R$ 50,7 milhões no quarto trimestre de 2019, ante R$ 49,6 milhões no mesmo período do ano anterior. No ano, o lucro líquido registrou alta de 21,3%, para R$ 223,7 milhões, enquanto a margem líquida teve avanço de 1,3 ponto percentual, a 32,8%.

A receita líquida no trimestre subiu 18,8%,  para R$ 183,2 milhões. De janeiro a dezembro de 2019, o resultado foi de R$ 681,9 milhões, alta de 16,6% ante 2018.

O Ebitda, por sua vez, foi de R$ 104 milhões no trimestre, alta de 22,9%, enquanto a margem Ebitda teve alta de 1,9 ponto percentual, para 56,8%.

O lucro líquido ajustado no quarto trimestre teve alta de 19%, de R$ 56,9 milhões para R$ 67,8 milhões, totalizando R$ 250,7 milhões no ano passado, alta de 14,1%.

Vale (VALE3)

A mineradora Vale encerrou o quarto trimestre de 2019 com prejuízo líquido de US$ 1,562 bilhão, revertendo o lucro de US$ 3,786 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior.

Já no acumulado do ano passado, a companhia teve prejuízo de US$ 1,683 bilhão, contra um lucro de US$ 6,860 bilhões em 2018.

Segundo a companhia, a piora se deu, principalmente, a: provisões e despesas relativas a ruptura da barragem de Brumadinho; ao registro e impairment e contratos onerosos sem efeito caixa, principalmente relacionados aos segmentos de Metais Básicos e Carvão; e provisões relacionadas à Fundação Renova e à descaracterização da barragem de Germano. Veja mais sobre o resultado clicando aqui.

Ainda em destaque, está a notícia de que a Vale tinha desde 2003 informações que indicavam fragilidades na barragem que se rompeu em Brumadinho (MG), em 25 janeiro de 2019, que se tornaram especialmente relevantes após um desastre anterior da Samarco, segundo relatório elaborado por um comitê independente e publicado nesta quinta-feira. Chamado de Comitê Independente de Assessoramento Extraordinário de Apuração, o grupo foi constituído pelo conselho de administração da companhia, sob a coordenação da ex-ministra Ellen Gracie, dedicado à apuração das causas e responsabilidades do colapso da estrutura.

No relatório confidencial, que foi divulgado agora pela Vale, o comitê apontou que “as medidas adotadas para remediar as fragilidades e aprimorar a segurança foram limitadas e malsucedidas ou, se tivessem sido implementadas, não seriam eficientes a curto prazo para elevar a estabilidade da B1 a condições satisfatórias”.

Em fato relevante, a Vale disse que o relatório traz recomendações de natureza técnica e de governança, e que “a maior parte dessas recomendações diz respeito a temas que já vêm sendo tratados pela companhia por meio de inúmeras ações para aprimoramento de seus controles internos”. A empresa informou que divulgará em até 30 dias um cronograma de implementação de referidas ações.

Conforme destaca o Credit Suisse, o resultado da Vale ficou dentro do esperado, mas trouxe uma novidade relacionada a provisão entre US$ 1 e US$ 2 bilhões relacionada aos desastres ambientais.

“Os numeros mostraram que a Vale conseguiu ofuscar de forma parcial o preço de minério (queda de 6% na base trimestral) mais baixo com um forte avanço nos embarques (alta de 5% na base trimestral) de minério e também com um nível mais baixo de custo de capital (queda de 5%)”, avaliam.

A geração de fluxo de caixa ficou em US$ 1,3 bilhão e o nível de dívida líquida sobre o Ebitda em 0,5 vez. De acordo com os analistas, o anúncio da provisão adicional não é bem recebido pelo mercado, principalmente pela percepção de que os US$ 6,6 bilhões provisionados já eram suficientes. Contudo, eles apontam que, desta forma, a empresa deve conseguir “virar a página” e acelerar a volta da política de dividendos.

Já o Morgan Stanley colocou a recomendação para as ações da Vale sob revisão após o relatório do comitê independente. “As conclusões do comitê independente podem levar a um exame mais minucioso pelas autoridades e multas potencialmente mais altas”, avaliam os analistas, que destacam que os números nublam os sólidos resultados da empresa no quarto trimestre.

Ainda em destaque, a mineradora fechou um acordo para indenizar em US$ 25 milhões um grupo de investidores da empresa nos Estados Unidos. Eles moviam uma ação judicial na qual reclamaram prejuízos decorrentes de tragédia de Mariana (MG), ocorrida em novembro de 2015.

No episódio, 19 pessoas morreram e dezenas de cidades na bacia do Rio Doce foram impactadas após o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco, que tem a Vale como uma de suas acionistas, juntamente com a anglo-australiana BHP Billiton.

A ação tramita desde 7 de dezembro de 2015 na Corte Federal do Distrito Sul de Nova York. Os investidores estão representados pela Associação de Aposentadoria dos Funcionários de Alameda (Acera) e pelo Sistema de Aposentadoria de Funcionários do Condado de Orange (Ocers). A Vale chegou a se manifestar pedindo a rejeição da denúncia apresentada pelas duas entidades, mas a Justiça manteve a tramitação conforme decisão de março de 2017

Os investidores alegavam que a mineradora fez declarações falsas e enganosas sobre seu negócio e que o rompimento da barragem mostrou que as informações divulgadas sobre os planos, as políticas e os procedimentos para mitigação de riscos não eram corretas. Eles sustentaram que, com tal comportamento, a Vale inflou artificialmente o preço das American Depositary Receipts (ADRs), que despencou após a tragédia de Mariana.

As ADRs são certificados de ações, emitidos por bancos norte-americanos com lastro em títulos de valores mobiliários de empresas estrangeiras. No caso da Vale, esses certificados eram negociados na Bolsas de Valores de Nova York (NYSE).

Renova (RNEW3)

A Renova Energia concluiu na quinta-feira a investigação interna iniciada em março de 2018, após a Operação “E o Vento Levou”, realizada pela Polícia Civil de Belo Horizonte. E segundo a companhia, não foram comprovados atos de corrupção ou desvios para campanhas políticas. Mas foram detectadas irregularidades entre 2014 e 2018, com pagamentos sem comprovação de contrapartida de aproximadamente R$ 40 milhões.

Além disso, foram identificados pagamentos de R$ 137 milhões que não seguiram as políticas internas e as boas práticas de governança, segundo a Renova, além de falhas nos controles internos.

Com isso, o conselho de administração deliberou por tomar todos os atos necessários para preservar os direito da empresa, inclusive o ressarcimento dos prejuízos. A Renova decidiu também abrir processo de contratação de um diretor de Governança, Risco e Conformidade.

Segundo a companhia, os inquéritos originados pela operação ainda não foram concluídos, e portanto, novas informações sobre o caso ainda podem ser divulgadas.

JBS (JBSS3)

A Pilgrim’s Pride (PPC), da JBS, divulgou resultado do quarto trimestre, com receita líquida de US$ 3,06 bilhões (alta de 15,3% na base de comparação anual) e Ebitda em US$ 162 milhões (alta de 45,6% na comparação anual).

A receita líquida ficou 5% acima do consenso enquanto que, por outro lado, o Ebitda ficou 16% abaixo do consenso. A PPC apresentou uma margem Ebitda de 5,3% (alta de 1,1 ponto percentual), 1,4 ponto abaixo do consenso. “Comentando os aspectos negativos do trimestre, a PPC destacou que os preços no México estavam abaixo das expectativas sazonais, dadas as fracas condições macroeconômicas”, destaca o Bradesco BBI.

“Após os resultados da PPC (a empresa responde por 28% do Ebitda total da JBS), a avaliação é de que estávamos um pouco otimistas em relação ao resultado do quarto trimestre da JBS, embora isso não mude nossa visão sobre as ações. Dito isso, se ajustarmos nossas estimativas da JBS com base nos resultados da PPC, nosso Ebitda para o quarto trimestre para a JBS seria 4% menor (no valor de R$ 5,5 bilhões), o que ficaria 1% abaixo do consenso”, avaliam os analistas.

BRF (BRFS3)

A BRF anunciou a retomada da linha de produção de margarinas em Uberlândia (MG). Em nota, a companhia diz que a capacidade de produção é de 120 mil toneladas ao ano e que serão produzidas as marcas Qualy, Deline e Claybom, de 500g e 250g. Para o segundo semestre, está previsto o início da produção de Sofiteli. “A iniciativa amplia em 35% a capacidade de produção de margarinas da companhia, alcançando quase 450 mil toneladas/ano, somando todas as plantas no Brasil”, informou a empresa.

Hypera (HYPE3)

Dona de marcas de cuidados para a pele como Episol, Epidrat e Diprogenta, reunidas sob a linha Mantecorp Skincare, a Hypera vai começar a distribuir a linha de produtos dermatológicos da Glenmark Farmacêutica.

Pelos termos do acordo, a Hypera Pharma será responsável por distribuir e vender no Brasil a linha dermatológica da Glenmark, farmacêutica com sede em Mumbai, na Índia. No seu portfólio, estão marcas como Adacne, Adacne Clin, Celamina, Demelan,
Deriva Micro, Deriva-C Micro, Dermotil Fusid, Halobex e Tacroz.

Para a Hypera, a iniciativa é uma maneira de expandir “sua presença no mercado farmacêutico brasileiro por meio de parcerias estratégicas com empresas nacionais ou multinacionais que possuam produtos complementares a seu portfólio ou novas tecnologias farmacêuticas que possam ser introduzidas no mercado brasileiro”.

Multiplan (MULT3)

A Multiplan concluiu a aquisição de 12% de participação no ParkShopping, em Brasília, por R$ 225 milhões. A companhia tinha direito de preferência sobre parte desta oferta, o que correspondia a 7,5% de participação no shopping, e agora confirma a aquisição da parcela remanescente. A Multiplan também anunciou, pelo valor de R$ 18 milhões, a aquisição de 20% de participação no ParkShopping Corporate, empreendimento imobiliário conectado ao ParkShopping.

IPOs no radar

A One Desenvolvimento Imobiliário protocolou nesta quinta-feira, 20, pedido de registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para realizar sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). Conforme o prospecto preliminar da oferta, será uma emissão primária e secundária de ações ordinárias, mas ainda não há detalhamento sobre volume a ser vendido, valores ou o cronograma.

Segundo prospecto, os recursos obtidos com a oferta serão destinados ao pré-pagamento de empréstimos entre empresas do mesmo grupo e expansão orgânica.

Em 2019, a empresa reportou lucro líquido de R$ 59 milhões, revertendo prejuízo de R$ 10,4 milhões informado no ano anterior. Na mesma base de comparação, a geração de caixa medida pelo Ebitda ajustado da One Desenvolvimento saltou de R$ 2,087 milhões para R$ 74,094 milhões, enquanto a receita líquida subiu de R$ 126,3 milhões para R$ 354,4 milhões.

Os bancos coordenadores da oferta são o BTG Pactual, Bradesco BBI, Santander e Caixa Econômica Federal.

A Pacaembu Construtora também protocolou pedido de registro na CVM para realizar IPO. Conforme o prospecto preliminar da oferta, será uma emissão primária e secundária, mas ainda não há detalhamento sobre volume a ser vendido, valores e cronograma para o IPO.

Segundo prospecto, os recursos da oferta primária serão destinados para reforço de capital de giro, desenvolvimento de landbank e continuidade da implementação de seu plano estratégico.

Em 2019, a empresa reportou lucro de R$ 111,5 milhões, indicando crescimento de 1% frente ao ano anterior, ao passo que a geração de caixa medida pelo Ebitda encolheu 8,3% no período, para R$ 123,4 milhões. Os coordenadores da oferta são o Credit Suisse, XP Investimentos e Caixa Econômica Federal.

A Hidrovias do Brasil é outra que requeriu abertura de capital, após aprovação de oferta secundária em AGE. BofA coordena a oferta.

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(Com Agência Estado, Agência Brasil e Bloomberg)

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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta sexta-feira

Os mercados poderão ter mais uma jornada de estresse nesta sexta-feira, com as notícias de que o surto do coronavírus chegou à Coreia do Sul, que já registrou mais de 200 casos da doença, e ao sistema penitenciário chinês. O ambiente externo é de aversão ao risco.

No noticiário corporativo, destaque para os balanços, com a Vale (VALE3), que reportou na noite de ontem prejuízos de US$ 1,56 bilhão no quarto trimestre de 2019. O presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, afirmou que a empresa venderá oito das suas treze refinarias até o final deste ano.

1. Bolsas mundiais

Com as notícias de que o surto do coronavírus chegou à Coreia do Sul, que registrou mais de 200 casos, e também ao sistema carcerário chinês, as bolsas de valores da Ásia fecharam em queda firme, com a exceção de Xangai, que teve alta de 0,15%. Os investidores fogem das ações e tendem a buscar os ativos seguros como o ouro. As bolsas de valores da Europa abriram em baixa e os futuros de Nova York operam em terreno bem negativo.

Os dados de atividade industrial no Japão e de exportações na Coreia do Sul ampliam preocupação com desaceleração econômica. Por outro lado, os PMIs da zona do euro destoam e superam expectativas.

No mercado de commodities, o petróleo retoma queda após dois dias de alta; minério de ferro sobe com potencial de estímulo na China, enquanto cobre e níquel recuam em Londres.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h28 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), -0,51%
*Nasdaq Futuro (EUA), -0,64%
*Dow Jones Futuro (EUA), -0,47%

Europa
*Dax (Alemanha) , -0,05%
*FTSE (Reino Unido), -0,46%
*CAC 40 (França), -0,31%
*FTSE MIB (Itália), -0,30%

Ásia
*Nikkei (Japão), -0,39% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -1,49% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), -1,06% (fechado)
*Xangai (China), +0,15% (fechado)

*Petróleo WTI, -1,56%, a US$ 53,07 o barril
*Petróleo Brent, -1,80%, a US$ 58,24 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam com alta de +2,82%, cotados a 675,500 iuanes, equivalentes a US$ 96,05 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 7,0323 (-0,19%)
*Bitcoin, US$ 9.676,71 +0,70%

2. Indicadores econômicos

Na União Europeia, vários dados foram divulgados na manhã de hoje. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro, que engloba os setores industrial e de serviços, subiu de 51,3 em janeiro para 51,6 em fevereiro, atingindo o maior nível em seis meses, segundo dados preliminares divulgados hoje pela IHS Markit. O resultado acima de 50 mostra que a atividade econômica no bloco continua em ritmo de expansão e surpreendeu analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda do indicador a 50,9.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 1,4% na comparação anual de janeiro, ganhando força em relação ao aumento de 1,3% observado em dezembro, segundo dados finais divulgados hoje pela agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. O resultado confirmou estimativa preliminar e veio em linha com a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

Nos Estados Unidos, a Markit também divulga, às 11h45, seu índice composto de compras (PMI) de fevereiro.

No Brasil, o saldo de transações correntes deve mostrar déficit de US$ 11,4 bilhões em janeiro, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, depois de registrar déficit de US$ 5,7 bi no mês anterior; caso o resultado se confirme, será o maior déficit mensal desde 2015.

3. Política 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, enfrenta desgastes com o presidente Jair Bolsonaro e passou a ser cobrado pelo mandatário por um bom desempenho na economia. Bolsonaro reforçou a Guedes, durante uma reunião no Planalto nesta semana, a necessidade do PIB crescer pelo menos 2% em 2020, informa reportagem do jornal Folha de S. Paulo. O presidente teme que empresários e investidores percam o otimismo e se aproximem da oposição até 2022. Em resposta, Guedes disse ao mandatário que será possível atingir e até superar os 2% de crescimento, mas Bolsonaro tem manifestado dúvidas com outros interlocutores.

Vale ressaltar ainda, segundo o Globo, que os Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e parlamentares da cúpula do Congresso veem com apreensão a série de levantes de policiais militares, cujo ápice aconteceu nesta quarta-feira, no Ceará, com o senador Cid Gomes baleado. Integrantes do Judiciário e do Legislativo avaliam que é preciso conter essa “escalada autoritária”.

Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro falou pelo Twitter da sua viagem aos EUA. “Em março estarei nos Estados Unidos. Em nossa extensa agenda a possibilidade da Tesla no Brasil”, afirmou.

4. LDO

O Governo vai encaminhar ao Congresso uma proposta de alteração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2020 que zera a meta fiscal de estados e municípios e aumenta em R$ 9 bilhões o déficit estimado para o setor público consolidado, de R$ 118,9 bilhões para R$ 127,9 bilhões, informou nesta quinta-feira o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Otávio Ladeira.

5. Noticiário corporativo

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que a estatal petrolífera venderá oito das suas treze refinarias até o final deste ano – a previsão dele é que as transações sejam concluídas em 2021. Outra notícia de destaque partiu da Sabesp, Companhia de Saneamento de São Paulo, que anunciou a emissão de R$ 1 bilhão em debêntures. A Vale divulgou balanço na noite de ontem e comunicou um prejuízo de US$ 1,56 bilhão no quarto trimestre de 2019. Grupo Carrefour Brasil, seguradora Sul América também divulgaram balanços na noite de ontem.

O Carrefour Brasil reportou lucro líquido a controladores de R$ 636 milhões no quarto trimestre de 2019, alta de 19,54% ante o mesmo período do ano anterior. No critério ajustado após os efeitos da norma contábil IFRS 16, o lucro do trimestre foi de R$ 676 milhões, queda de 10,8% em relação ao quarto trimestre de 2018. Já Lojas Americanas teve lucro líquido de R$ 398 milhões no quarto trimestre, alta de 62% sobre o desempenho de um ano antes, com vendas maiores e avanço das operações de comércio eletrônico do grupo. A B2W, por sua vez, teve prejuízo líquido de R$ 22,3 milhões no quarto trimestre, reduzindo resultado negativo de R$ 69,4 milhões no mesmo período de 2018.

(Com Agência Estado, Agência Brasil e Bloomberg)

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Lucro líquido a controladores do Carrefour soma R$ 636 mi no 4º trimestre

O Carrefour Brasil reportou lucro líquido a controladores de R$ 636 milhões no quarto trimestre de 2019, alta de 19,54% ante o mesmo período do ano anterior. No critério ajustado após os efeitos da norma contábil IFRS 16, o lucro do trimestre foi de R$ 676 milhões, queda de 10,8% em relação ao quarto trimestre de 2018.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado pós-IFRS 16 ficou em R$1,465 bilhão no quarto trimestre de 2019, avanço de 3,5% na comparação com o mesmo período de 2018.

As vendas líquidas do Carrefour no quarto trimestre de 2019 somaram R$ 16,014 bilhões, alta de 11,4% ante o mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2019, a soma foi de R$ 56,519 bilhões, aumento de 10,2% em relação a 2018.

O resultado financeiro líquido do quarto trimestre de 2019 ficou negativo em R$ 125 milhões, piora de 19% em relação ao quarto trimestre de 2018. No acumulado de 2019, ficou negativo em R$ 502 milhões, o que representa uma piora de 39,1% em relação a 2018.

A dívida líquida com recebíveis descontados pós-IFRS 16 da empresa fechou o ano em R$ 1,375 bilhão , saindo de um caixa líquido de R$ 831 milhões ao final de 2018. Apenas a dívida com aluguéis em dezembro de 2019 somou R$1,628 bilhão. Esse indicador é o peso efetivo das novas normas contábeis no endividamento líquido do Carrefour.

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Petroleiros suspendem greve da Petrobras para iniciar rodada de negociação

Os petroleiros suspenderam a greve da Petrobras, iniciada no dia primeiro deste mês, para iniciar uma nova rodada de negociação com a direção da estatal, sob a intermediação do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Ives Gandra. Os dois lados divergem, principalmente, sobre a demissão de pelo menos 400 trabalhadores da Araucária Nitrogenados (Ansa), no Paraná.

O presidente da estatal, Roberto Castello Branco, antecipou, porém, que os contratos de trabalho vão ser suspensos, independentemente da negociação de sexta, 21.

“A decisão está fechada”, disse o executivo, durante a coletiva de imprensa para detalhar o resultado financeiro de 2019.

Ele afirmou também que a empresa tem capacidade de suportar uma greve de longo prazo e classificou como “terroristas” uma parcela dos manifestantes que supostamente teriam coagido um ex-funcionário que havia sido contratado para a equipe de contingência.

A suspensão da greve, que durou 20 dias, foi definida na tarde desta quinta-feira, 20, após indicação da Federação Única dos Petroleiros (FUP), segundo fonte.

Se não houver um acordo, o sindicato vai indicar a retomada do movimento.

Os primeiros desligamentos na Ansa iriam acontecer no dia 14 de fevereiro. Mas foram suspensos até o início de março por determinação do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR), para que também o sindicato local retome a conversa com a direção da empresa.

Ao contrário dos sindicatos, que falam em 1 mil desempregados, a estatal reconhece responsabilidade pelos 396 contratados diretos. “Não existe essa história de 1 mil empregados. O restante é dos fornecedores”, disse Castello Branco.

A Petrobras atribui o fechamento da fábrica de fertilizantes aos sucessivos prejuízos que a Ansa estaria acumulando ao longo de anos. “Não é justo que a Petrobras carregue esse prejuízo para sempre”, afirmou.

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Vale tem prejuízo de US$ 1,56 bilhão no quarto trimestre de 2019

SÃO PAULO – A mineradora Vale (VALE3) encerrou o quarto trimestre de 2019 com prejuízo líquido de US$ 1,562 bilhão, revertendo o lucro de US$ 3,786 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior.

Já no acumulado do ano passado, a companhia teve prejuízo de US$ 1,683 bilhão, contra um lucro de US$ 6,860 bilhões em 2018.

Segundo a companhia, a piora se deu, principalmente, a: provisões e despesas relativas a ruptura da barragem de Brumadinho; ao registro e impairment e contratos onerosos sem efeito caixa, principalmente relacionados aos segmentos de Metais Básicos e Carvão; e provisões relacionadas à Fundação Renova e à descaracterização da barragem de Germano.

Nos três últimos meses do ano, as despesas relacionadas a Brumadinho tiveram um salto de 407% em relação ao terceiro trimestre, passando de US$ 225 milhões para US$ 1,141 bilhão.

A receita operacional, por sua vez, ficou em US$ 9,964 bilhões entre outubro e dezembro, contra US$ 9,813 bilhões registrados no mesmo período de 2018, leve avanço de 1,5%. Analistas consultados pela Bloomberg esperavam uma receita de US$ 9,57 bilhões. No acumulado de 2019 o valor ficou em US$ 37,570 bilhões, alta de 2,7%.

Enquanto isso, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado teve queda de 20,8%, ficando em US$ 3,536 bilhões nos três últimos meses do ano passado. No acumulado do ano a queda foi 36,2%, para US$ 10,585 bilhões.

No caso do quarto trimestre, o Ebitda frustrou a pior das expectativas dos analistas consultados pela Bloomberg, que ia de US$ 4,08 bilhões a US$ 4,76 bilhões.

Já o Ebitda ajustado do segmento de Minerais Ferrosos ficou em US$ 16,997 bilhões em 2019, valor 16% acima do ano anterior. De acordo com a mineradora, isso se deu pelos maiores preços de venda, que foi parcialmente compensado por menores volumes de vendas e maiores custos, em decorrência dos impactos do rompimento da Barragem I.

No ano passado, o preço médio de referência do minério de ferro 62% foi de US$ 93,4 por tonelada métrica seca (dmt), resultado 34% acima de 2018, o que, segundo a Vale, se deu por “disrupções de oferta atribuídas principalmente à tragédia de Brumadinho, no Brasil, e ao impacto do ciclone Verônica, na Austrália, bem como à produção recorde de aço na China”.

A dívida líquida da mineradora, por outro lado, teve forte recuo de 49% entre os quartos trimestres de 2018 e 2019, passando de US$ 9,650 bilhões para US$ 4,880 bilhões.

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Sorria, o dólar não para de subir

Quase toda semana falamos que este episódio é especial, e você caro ouvinte e leitor, já não deve creditar mais nisso. Mas nesse caso também é realidade.

Começamos nesta semana algo diferente, mas que vamos fazer sempre: o Macro Pickers.

Depois de 40 episódios você já deve ter entendido que a macroeconomia e seus indicadores são importantes para nossos stock pickers. Se eles estão sempre falando de PIB, Selic, curva de juros, é por que isso isso pesa, e muito, nas teses de investimentos em ações.

Por isso, pela primeira vez na história tivemos um episódio 100% macro, que na verdade inaugura nossa nova séria Macro Pickers, que deve ser mensal. Trouxemos dois “dinossauros” desse mercado: Mário Torós, que teve uma longa carreira no Santander, foi diretor do Banco Central e hoje é gestor na Ibiúna.

Completando a mesa, Júlio Fernandes, que tem 25 anos de mercado 13 no lendário BBM (spoiler alert) e gestor do XP Macro, desde 2016.

Eles deram uma verdadeira aula sobre os novos patamares do câmbio e sobre dois fatos que o Brasil está começando se acostumar: o dólar em alta, agora, não é uma má notícia; e o dólar em alta não quer mais dizer que a Bolsa vai cair.

É claro que, numa mesa cheia de macros, a Selic não deixaria de ser assunto. Os dois explicaram porque a taxa tende a permanecer baixa por mais tempo e por que é possível ainda ganhar dinheiro com ela.

E já que eles são macros, mas a casa é de stock pickers, não escaparam de dar também suas opiniões sobre a o que vai acontecer com a Bolsa: para Júlio, ainda dá para ganhar dinheiro, mas Torós não está tão otimista. É só ouvir para entender.

Apresentado por Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos, e Renato Santiago, do InfoMoney, o Stock Pickers vai ao ar toda quinta-feira. Você pode seguir e escutar pelo Spotify, Spreaker, Deezer, iTunes e Google Podcasts.

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Dólar bate máxima histórica pela 3ª vez seguida e fecha em R$ 4,39; Ibovespa cai 1,7% com coronavírus

SÃO PAULO – O dólar subiu pela quarta vez consecutiva nesta quinta-feira (20) e bateu máxima histórica nominal de fechamento pela terceira vez seguida. O câmbio terminou o pregão com alta de 0,59% a R$ 4,3909 na compra e a R$ 4,3916 na venda. O dólar futuro para março subiu 0,58% a R$ 4,3915.

A moeda dos Estados Unidos avançou globalmente em meio a dúvidas relacionadas aos números chineses sobre o coronavírus e dados fortes dos EUA, evidenciando uma aversão a risco. O dollar index atingiu máxima desde setembro. A busca por ativos seguros não se limitou à moeda americana. O ouro atingiu seu maior nível em sete anos, com relatos de que mais empresas além da Apple estão sendo impactadas pelo surto do vírus.

No mercado de ações, o Ibovespa acelerou queda à tarde acompanhando o exterior depois de um recuo súbito nos índices americanos no início da tarde. As informações do coronavírus ofuscaram a mudança na política monetária chinesa.

Ontem, o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) reduziu a taxa de juros do país em 10 pontos-base, de 4,15% para 4,05% ao ano.

Todavia, a Comissão Nacional de Saúde do país informou que mais 114 pessoas morreram no surto, elevando para 2.118 o número de óbitos na China continental, enquanto o número de pacientes contaminados está em 74.576 casos.

O Japão, por sua vez, informou que dois passageiros contaminados no cruzeiro Diamond Princess morreram. A Coreia do Sul confirmou hoje a primeira morte pelo vírus, batizado de Covid-19, no país, informa a agência Yonhap.

O Ibovespa fechou em baixa de 1,66%, aos 114.586 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 25,458 bilhões.

Já entre os juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2022 terminou em alta de quatro pontos-base, a 4,72%, enquanto o de vencimento em janeiro de 2023 ganhou seis pontos a 5,29%. O DI para janeiro de 2025 subiu 10 pontos-base a 6,07%.

Por aqui, o Banco Central reduziu a alíquota do recolhimento do compulsório sobre depósitos a prazo de 31% para 25%, o que deve acarretar em uma liberação de R$ 49 bilhões a partir de 16 de março.

A outra medida foi o aumento da parcela dos recolhimentos compulsórios considerados no LCR (Indicador de Liquidez de Curto Prazo), o que significa uma redução estimada em outros R$ 86 bilhões na necessidade de as instituições carregarem outros ativos líquidos de alta qualidade (High Quality Liquid Assets – HQLA) necessários para o cumprimento do LCR.

Entre os indicadores, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,22% em fevereiro na comparação mensal, informou nesta quinta-feira (20) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi o menor para o mês desde o início do Plano Real (1994).

O resultado ficou praticamente em linha com a estimativa de avanço de 0,23%, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, depois de ter avançado 0,71% na medição anterior.

Noticiário corporativo

A Petrobras (PETR3 ; PETR4) registrou um lucro líquido de R$ 40,137 bilhões em 2019, um crescimento de 55,7% sobre o valor registrado em 2018. A cifra também representa o maior lucro nominal da história das empresas de capital aberto, segundo a Economatica.

Apenas no quarto trimestre de 2019, o lucro líquido da estatal ficou em R$ 8,153 bilhões — uma alta de 287,87% sobre o mesmo período do ano anterior. O valor, no entanto, veio abaixo das estimativas de analistas consultados pela Bloomberg, que previam ganho de R$ 11,288 bilhões nos três últimos meses de 2019 para a companhia.

O Ebitda ajustado da companhia (lucro antes de juros, impostos depreciação e amortização) ficou em R$ 129,249 bilhões em 2019, um aumento de 12,54% sobre 2018.

Maiores altas

Ativo Variação % Valor (R$)
EMBR3 3.36134 19.68
ABEV3 0.68196 16.24
CYRE3 0.44643 33.75
MRVE3 0.34331 20.46
ECOR3 0.2862 17.52

Maiores baixas

Ativo Variação % Valor (R$)
UGPA3 -7.71165 22.02
GOAU4 -7.39645 9.39
PCAR4 -7.0752 81.43
IRBR3 -6.054 34.45
GOLL4 -4.95186 34.55

Além da Petrobras, RD (RADL3), Pão de Açúcar (PCAR4), Rede Fleury (FLRY3) e Marfrig (MGFR3) publicaram balanços.

A RD (ex-Raia Drogasil) reportou lucro líquido de R$ 167 milhões no quarto trimestre, um pouco acima das projeções, mas lucrou 7% a mais em 2019, um total de R$ 587 milhões.

O Grupo Pão de Açúcar teve lucro líquido de R$ 836 milhões em 2019, uma queda de 34,89% sobre 2018. A Rede Fleury lucrou R$ 65,2 milhões no quarto trimestre de 2019, uma expansão de 12% sobre igual período de 2018. Já a Ultrapar (UGPA3) reverteu o lucro e tem prejuízo de R$ 266,5 milhões no 4º trimestre.

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Aplicativo 99 gera impacto de R$ 12 bi no PIB

Um estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a pedido da startup 99, mostrou que a empresa de aplicativo por transportes fez a roda da economia brasileira girar em R$ 12,2 bilhões em 2019 – o equivalente a 0,18% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. O valor considera não só o que foi gasto com as corridas, mas também o que motoristas gastaram com serviços para poder fazer as caronas e de que forma eles consumiram os recursos ganhos ao trabalharem no aplicativo.

Feita a partir de dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), bem como com informações cedidas pela empresa sobre as corridas, o levantamento mostrou ainda que o “ciclo” da 99 gerou R$ 1,1 bilhão em impostos recolhidos, incluindo taxas como Imposto sobre Produtos Industrializados (nos carros utilizados), Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) e Imposto Sobre Serviços (ISS). O estudo não inclui o impacto causado por outros serviços de transporte, como Uber e Cabify.

Segundo Miguel Jacob, gerente de políticas públicas da 99, a ideia do estudo foi mostrar “como o setor de aplicativos, que é visto como ensimesmado, tem ligações com outros setores da economia”.

Fundada em 2012 por Paulo Veras, Ariel Lambrecht e Renato Freitas, a 99 foi o primeiro unicórnio brasileiro, ao ser comprada pela chinesa Didi Chuxing em janeiro de 2018. Hoje, a companhia afirma ter 600 mil motoristas e cerca de 18 milhões de usuários em todo o País, em 1,6 mil cidades. A empresa oferece viagens em carros comuns, táxis e corridas compartilhadas.

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Marfrig reverte prejuízo e registra lucro líquido de R$ 27 milhões no 4º trimestre

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A Marfrig (MRFG3) registrou lucro líquido de R$ 27 milhões no quarto trimestre de 2019, ante prejuízo líquido de R$ 1,257 bilhão em igual período de 2018, informou a companhia em balanço financeiro divulgado há pouco. No acumulado do ano, o lucro líquido caiu para R$ 218 milhões, ante R$ 1,4 bilhão no ano anterior.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado do quarto trimestre foi de R$ 1,618 bilhão, recorde histórico para a companhia e aumento de 70,5% em relação ao igual período de 2018. Já o Ebitda ajustado anual alcançou R$ 4,8 bilhões, um aumento de 33,7% ante 2018.

A receita líquida do quarto trimestre do ano passado também foi recorde, totalizando R$ 14,2 bilhões, um crescimento de 23,5% quando comparado à receita do quarto trimestre de 2018. Em 12 meses, a receita somou R$ 49,9 bilhões, um avanço de 11,2% no comparativo anual e superior ao guidance para o ano, que estava na faixa entre R$ 47 bilhões e R$ 49 bilhões.

No quarto trimestre, a Operação América do Norte da companhia teve receita líquida de US$ 2,3 bilhões (ou R$ 9,6 bilhões), 10,2% a mais do que no mesmo período do ano anterior. O lucro bruto da operação ficou em US$ 343 milhões (R$ 1,4 bilhão), ganho anual de 36,5%. No acumulado do ano, o lucro bruto do segmento América do Norte chegou a US$ 1,2 bilhão, aumento de 19,3%. O Ebitda subiu 11,1%, para US$ 982 milhões (R$ 3,9 bilhões).

Já a Operação América do Sul teve lucro bruto de R$ 655 milhões no último trimestre de 2019. No acumulado do ano, o lucro bruto subiu 9,6%, para R$ 1,7 bilhão.

Leia também:
Como comprar ações da Marfrig: passo a passo para investir

O mercado esperava resultados fortes para a empresa – a ação da companhia vem trabalhando em forte alta há seis sessões. Na semana passada, o JPMorgan elevou a recomendação para a ação de Neutra para Compra, com preço-alvo de R$ 13 – preço já superado pelo papel.

Por ser a companhia brasileira com mais unidades habilitadas para exportarem à China – são 13 na América do Sul; sete no Brasil, quatro no Uruguai e duas na Argentina – a Marfrig é uma das mais beneficiadas com a expectativa de aumento na demanda do país asiático por carne importada em decorrência da peste suína africana.

Além disso, por ter uma operação nos Estados Unidos, a companhia pode aproveitar a recente abertura da China à carne norte-americana.

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Presidente da Suzano critica Bolsonaro e prevê desmatamento catastrófico da Amazônia

(Bloomberg) — Existem poucos líderes empresariais no Brasil tão críticos sobre o meio ambiente quanto Walter Schalka, presidente da maior produtora mundial de celulose. O executivo tem uma previsão sombria para a Amazônia: o desmatamento vai aumentar este ano.

“Vai ser catastrófico”, disse Schalka, presidente da Suzano, em entrevista em Nova York. “Vai ser ainda pior do que no ano passado.”

A total extensão das recentes queimadas ainda não é conhecida porque o desmatamento de uma área é um processo que leva alguns anos para ser concluído, disse Schalka, que criticou o presidente Jair Bolsonaro por não fazer cumprir a legislação contra a extração ilegal de árvores e queimadas em 2019 que provocaram protestos em vários países.

Schalka disse que o governo deveria ser mais agressivo. “Não acho que estejam favorecendo o desmatamento, mas não estão criando condições para evitá-lo.”

Os alertas de desmatamento na Amazônia brasileira quase dobraram para um recorde em janeiro, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A taxa anual de desmatamento registrou o maior salto em mais de uma década no período de 12 meses encerrado em julho, de acordo com os dados mais recentes disponíveis.

Pouco menos de 10 mil quilômetros quadrados de floresta foram derrubados nesse período, 30% a mais do que nos 12 meses anteriores.

A Amazônia, com 5 milhões de quilômetros quadrados, é um grande repositório de dióxido de carbono e desempenha papel fundamental no combate contra as mudanças climáticas. A floresta também abriga 10% de todas as espécies vegetais e animais conhecidas. E, nas últimas quatro décadas, a Amazônia perdeu cerca de 18% de seu território, segundo o Greenpeace.

Schalka, que tem falado abertamente sobre mudanças climáticas e desigualdade no Brasil, disse que o país deveria monetizar a preservação da floresta por meio da venda de créditos de carbono. Se o Brasil conseguisse conter a destruição desenfreada da Amazônia, o país seria capaz de “capturar” gases de efeito estufa e vender licenças que nações e empresas negativas em carbono poderiam comprar para compensar suas emissões.

‘Enorme oportunidade’

Embora isso seja visto em alguns setores como um plano impraticável, Schalka disse que “não tem dúvidas” de que um sistema de captação e comércio de carbono será implementado mais cedo ou mais tarde como parte das iniciativas internacionais para combater a mudança climática, o que cria uma “enorme oportunidade” para o Brasil. E também para a Suzano, que destaca suas credenciais ecológicas a investidores em todo o mundo.

A empresa planta por dia cerca de 80 mil árvores de eucalipto a mais do que derruba para abastecer suas fábricas de papel e celulose. Um eucalipto pode capturar cerca de 167 kg de carbono até que esteja pronto para ser colhido em sete anos, o que faz da Suzano uma empresa negativa em carbono, de acordo com Schalka.

Embora a Suzano normalmente plante árvores em áreas usadas anteriormente como pastagens, a empresa não monitora o impacto indireto que sua expansão possa ter no desmatamento, uma vez que a criação de gado é deslocada e potencialmente levada a novas fronteiras.

Ainda assim, a Suzano pode aumentar o sequestro de carbono em cerca de 30% na próxima década, para 40 milhões de toneladas por ano – o equivalente a retirar 2,5 milhões de carros das ruas -, principalmente por meio do plantio de árvores para apoiar o crescimento da empresa.

“Queremos monetizar isso para o futuro”, disse Schalka.

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