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Crise de liquidez em setor de cannabis pode beneficiar Uruguai

(Bloomberg) – A indústria de cannabis da América do Norte sofre uma crise de liquidez, e isso pode canalizar investimentos para países que cultivam maconha a baixo custo, como o Uruguai, segundo Jordan Lewis, um veterano do setor.

“Todo mundo está acordando para o fato de que não faz sentido cultivar cannabis na tundra do Canadá” e em outros lugares da América do Norte, disse Lewis, diretor-presidente da Silverpeak Life Sciences Uruguay. O Uruguai, que foi o primeiro país a legalizar a maioria dos usos da maconha, tem potencial para se tornar um “centro de produção de baixo custo”, disse.

Empresas de cannabis entram em fase de consolidação, uma tendência que irá dominar o campo de jogo à medida que mercados de capitais priorizam o lucro em vez da expansão vertiginosa. Produtores canadenses como Aurora Cannabis e Tilray cortam empregos para reduzir custos e, nos EUA, apenas as maiores empresas de cannabis têm acesso ao mercado de capitais. Alguns produtores enfrentam déficits de caixa que podem deixá-los fora do negócio.

“Acho que houve um ‘reality check’ em todo o setor”, disse Lewis em entrevista por telefone. “O mais importante no momento é entregar resultados. Isso significa garantir que você tenha uma operação sustentável em termos de fluxo de caixa.”

A Silverpeak, com sede na Colúmbia Britânica, não tem pressa em pedir mais dinheiro aos investidores, depois de ter captado cerca de US$ 25 milhões entre o fim de 2018 até o final do ano passado. A empresa espera que o fluxo de caixa livre de sua subsidiária uruguaia, a Fotmer Corporation SA, atinja o ponto de equilíbrio este ano, disse.

“Queremos ir ao mercado de capitais quando as condições forem favoráveis”, afirmou Lewis. “No momento, o objetivo é ter o luxo de decidir quando ir.”

No ano passado, a Fotmer enviou pouco mais de uma tonelada de flores secas com alto teor de THC para um país da UE, que o executivo não quis identificar, e para a Austrália. Lewis espera que a Austrália e UE sejam os principais mercados de exportação em 2020. Israel também pode se tornar outro possível comprador.

“Esperamos enviar mais de 100 quilos por mês no curto prazo. No momento, o fator limitante para é nossa produção real”, afirmou.

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Petrobras além do lucro histórico: os números que animaram os investidores no balanço, apesar da queda das ações

SÃO PAULO – Além do lucro líquido histórico de R$ 40,1 bilhões em 2019, valor nominal recorde para um ano entre as empresas de capital aberto, a Petrobras (PETR3;PETR4) tem outros motivos para comemorar o resultado de 2019, divulgado na noite da última quarta-feira (20).

“A Petrobras está entregando todas as metas que se propôs a fazer: venda de ativos, crescimento da produção e custo mais baixo de capital. Nós acreditamos que esta tendência continuará nos próximos dois anos”, avalia a equipe de análise do Bradesco BBI, enquanto o Credit Suisse apontou que os números da companhia foram melhores do que à primeira vista poderia parecer.

O forte Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado, de R$ 129,249 bilhões em 2019, um aumento de 12,54% sobre 2018, e de R$ 37,5 bilhões no quarto trimestre, com avanço de 23% na comparação com o mesmo período de 2018, foi considerado bastante positivo pelo analista Vicente Falanga, do Bradesco BBI.

O crescimento da produção, conforme era esperado, foi o fator-chave para o balanço positivo, aponta o banco. Em geral, os resultados de exploração e produção foram considerados excelentes, com o custo médio de produção de petróleo atingindo US$ 8,22 por barril, bem menor do que a projeção de US$ 9,80 por barril do banco e representando uma queda de 20% na base de comparação anual.

Isso significa maior eficiência na exploração. Hoje, mais de 60% da produção vêm do pré-sal, cujo custo de exploração e produção no pré-sal, considerando apenas os custos operacionais, foi para US$ 5 o barril.

No seu release de resultados, a empresa lembrou ainda que, após “anos de estagnação” na produção, a companhia registrou a marca de 3 milhões de petróleo e gás por dia, assim como comemorou a redução dos custos de exploração.

A estatal também se beneficiou das novas especificações estabelecidas pela Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) para o combustível marítimo (bunker). Pelas novas normas, o bunker deve ter teor máximo de 0,5% de enxofre de forma a reduzir a poluição – e a Petrobras já atende aos novos parâmetros. O petróleo do pré-sal, com baixo teor de enxofre, tem sido vendido em alguns momentos com prêmio sobre a cotação do brent, usado como referência mundial de preços, destacou a companhia.

Outro ponto a ser comemorado é a forte geração de FCFE (fluxo de caixa aos acionistas), de R$ 8,1 bilhões no trimestre ao excluir os efeitos do pagamento de R$ 63,14 bilhões no leilão da cessão onerosa, que ocorreu no início de novembro do ano passado. Na ocasião, a companhia arrematou os blocos de Búzios e Itapu.

Contudo apesar do número sólido, este valor foi inferior ao do trimestre anterior (R$ 14,46 bilhões) e do ano anterior (R$ 11,32 bilhões), uma vez que o investimento em bens de capital (capex) foi superior ao trimestre anterior e o capital de giro pesou no fluxo de caixa operacional.

“Isso ocorreu principalmente devido a um aumento nas linhas de estoques e de contas a receber por conta de uma alta da produção que não foi totalmente convertida em volumes de vendas no trimestre, efeito que deve ser revertido no futuro”, avaliam.

Por outro lado, a dívida líquida totalizou R$ 317,867 bilhões no fim do ano passado, uma alta de 1,2% em relação ao fim do terceiro trimestre. Em dólar, a alta foi de 4,6%, para US$ 78,861 bilhões. Esse aumento ocorreu principalmente por conta do pagamento de bônus do leilão do excedente da cessão onerosa. Já a venda de ativos reduziu a dívida bruta da companhia em 3,1%, para US$ 87,1 bilhões.

“Avanços foram realizados, mas estamos ainda muito aquém do desejado. A Petrobras continua a ser uma das companhias de petróleo mais endividadas do mundo, com dívida bruta de US$ 87,1 bilhões, alavancagem acima do recomendável para uma empresa de petróleo e custos elevados”, destacou Roberto Castello Branco, presidente da empresa, no release de resultados.

Como um ponto negativo, os analistas do Morgan Stanley apontam as maiores despesas na unidade de gás e energia, principalmente por conta da hibernação da planta de fertilizantes Araucária Nitrogenados (Ansa), no Paraná, causando um declínio de 80% do Ebitda do segmento, ante a expectativa de queda de 66% dos analistas do banco. Porém, por ser apenas uma pequena fatia dentro da empresa, os analistas do Morgan avaliam que este não deve ser um grande ponto de preocupação.

Desinvestimentos e dividendos no radar

Contudo, vale ressaltar, a Ansa está no centro da greve dos petroleiros que acomete a companhia desde o dia 1º de fevereiro. A paralisação foi motivada, principalmente, pela demissão de 396 empregados diretos e 600 indiretos da Ansa. No dia 14 de janeiro, a Petrobras anunciou o fechamento da fábrica de fertilizantes e o desligamento dos funcionários, que começou a acontecer após um mês do comunicado.

Já no início deste mês, a FUP convocou os petroleiros a cruzar os braços em protesto às demissões e conseguiu a adesão de cerca de 21 mil trabalhadores da Petrobras em 13 Estados.

Apesar dos protestos, a Petrobras segue com o seu programa de desinvestimentos, sendo um dos focos a área de refino. Em teleconferência, a companhia afirmou que espera fechar a venda de 8 de suas 13 refinarias até o fim de 2020 e que há propostas para todas as unidades. A expectativa é fechar os acordos até o fim do ano e concluir a transferência de ativos até 2021.

Castello Branco voltou a defender a redução da participação neste mercado: “a falta de competição é ruim para a Petrobras, porque se não tem competidores, [a empresa] acaba virando um fat cat [gato gordo]. Por que vou cortar custos, produzir inovações? Não tem ninguém aí para desafiar”.

Enquanto isso, os desinvestimentos já feitos, que totalizaram US$ 16,3 bilhões em 2019 (ou R$ 64 bilhões, ao dólar médio de vendas usado pela companhia em seu balanço) ajudaram a empresa a investir na compra de áreas exploratórias do pré-sal na compra dos novos blocos em leilões do governo, conforme apontou o CEO.

Além disso, com o lucro recorde de R$ 40,1 bilhões em 2019, a companhia pagou R$ 10,6 bilhões em dividendos e juros sobre o capital próprio referente ao exercício de 2019 (ou US$ 2,5 bilhões, segundo destacado pela empresa) – e a expectativa é de que esse montante aumente.

Conforme apontou Andrea Almeida, diretora-executiva de Finanças e Relacionamento com Investidores, a companhia deverá distribuir US$ 3 bilhões aos acionistas em 2020. Isso corresponde a um valor de R$ 0,92 por ação preferencial e R$ 0,73 por ativos ordinários.

“Num futuro próximo, dado que a Petrobras deve continuar a anunciar vendas importantes de ativos e contabilizar ganhos de capital, acreditamos que os dividendos dos ativos ON ficarão cada vez mais próximos dos dividendos das preferenciais. No longo prazo, os dividendos devem se igualar depois que a dívida bruta atingir níveis de US$ 60 bilhões”, avalia o Bradesco BBI.

No curto prazo, contudo, para atingir os seus objetivos, a companhia enfrenta alguns obstáculos. Além da greve dos petroleiros, está o coronavírus. Conforme apontou Anelise Lara, diretora-executiva de Refino e Gás Natural, a companhia está sentindo os impactos do coronavírus nos preços de venda do seu petróleo no primeiro trimestre do ano, em meio à redução das cotações globais. Ela ainda aponta para um período de possível diminuição das exportações diante de paradas programadas de produção.

A estatal, no entanto, não sentiu efeitos na demanda por seu produto, já que “todas as cargas que estavam previstas estão embarcando normalmente”.

Atualmente, a China é o destino de cerca de 65% do petróleo vendido pela Petrobras. Porém, Analise ponderou ao destacar que os mercados europeu e americano também estão recebendo bem o petróleo da companhia, pela qualidade do produto.

Com relação à produção, apesar dos efeitos das paradas de plataformas programadas já terem começado a serem sentidos neste mês, a gestão da companhia mantém a meta de extrair  2,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), podendo variar 2,5% para cima ou para baixo.

Em meio a esse cenário de conquistas e obstáculos para a companhia, os analistas têm mostrado confiança com a tese de investimentos da estatal. O Credit Suisse aponta cinco pontos importantes para a empresa em 2019 (crescimento da produção, queda de US$ 24,5 bilhões da dívida líquida, desinvestimento de US$ 16,3 bilhões, alocação de capital interessante arrematando o campo de Búzios e em questões relacionadas a investimentos ambientais, sociais e de governança, ou ESG).

Olhando para frente, o banco suíço espera que o possível desinvestimento de refino pode ser um importante catalisador para o papel, assim como um corte de 15% das despesas corporativas ao longo de 2020.

Já o Morgan Stanley aponta que a sua tese atual prevê “anos dourados” para a Petrobras, com aumento do fluxo de caixa em meio à alta da produção e capex mais baixo. “Isso deve permitir à companhia implementar uma nova política de dividendos, com um dividend yield (dividendo estimado dividido pelo preço da ação) potencial de 11% a 12% em 2021-2022, uma vez que as metas de desalavancagem sejam cumpridas”, avaliam os analistas.

Com um ceticismo menor sobre o crescimento e os desinvestimentos começando a se materializar, a expectativa é de que a diferença dos dividendos pagos na comparação com as grandes também diminua, o que tem potencial de atrair o investidor estrangeiro para as ações da companhia (veja mais sobre o assunto clicando aqui). No ano, contudo, os ativos ainda não empolgaram: tanto os ativos PN quanto os ON próximos da estabilidade no acumulado do ano. Na sessão pós-balanço, especificamente, os papéis caem cerca de 2% em meio ao ambiente de maior aversão ao risco do mercado e após a alta forte das últimas duas sessões. Assim, os próximos passos para os desinvestimentos e os anúncios de dividendos serão essenciais para definir os próximos passos da companhia na bolsa.

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Menos de 1% dos brasileiros investe no mercado de ações. Como reverter esse cenário?

mercado de ações

O país tem apenas 1,1 milhão de pessoas físicas investindo na Bolsa de Valores, de acordo com a própria B3. Isso equivale a menos de 1% da população.

Nos Estados Unidos, por exemplo, mais da metade dos investidores da Bolsa é composta por pessoas físicas.

Afinal, por que os brasileiros não apostam mais no mercado financeiro?

Segundo Vinicius de Castro Scotta dos Passos, professor de Mercado de Capitais e Derivativos da PUC Minas, o mercado de ações é a forma mais democrática de empreender, pois permite que você seja sócio de grandes empresas.

“Mas isso ainda é uma percepção cultural e muitas pessoas têm receio de investir por falta de conhecimento e assessoria correta”, diz.

Porém, esse cenário pode estar prestes a sofrer uma virada.

Em tempos de Selic baixa, mais investidores se veem tentados a explorar o mercado de ações para conseguir rendimentos maiores.

“Com uma taxa de 14% vista há poucos anos, poucos investidores deixavam a renda fixa para se aventurar no mercado de ações. Mas agora passa a ser desconfortável deixar o dinheiro na poupança quando ele começa a render pouco em taxas de juros menores”, afirma Vinicius.

Por isso, essa pode ser uma boa hora para fazer um pé de meia e pensar em uma renda futura.

Para ajudar a compreender esse mundo das ações, a Clear Corretora é uma opção interessante e estruturada.

Ela é a primeira corretora a operar com taxa zero de corretagem para investir na Bolsa de Valores. Todos os produtos da empresa funcionam sem corretagem.

Segundo Rafael Ribeiro, analista de investimentos da Clear, é essencial desmistificar o mercado de ações para atrair mais adeptos.

“Nós temos uma estrutura com informações preparadas para ajudar desde o investidor inicial até os mais experientes”, diz.

Entre os diferenciais da Clear está o fechamento diário, material em que o investidor recebe um panorama dos acontecimentos do mercado e por meio dele consegue entender o que foi movimentado, quais as melhores estratégias de compra e venda e os próximos passos.

“Ajudamos o investidor traçando cenários para que ele possa tomar a melhor decisão”, diz Rafael.

O home broker, tela onde estão consolidadas todas as informações do investidor, também é um dos diferenciais da Clear.

“Fácil de mexer, extremamente intuitivo, e possibilita fazer todas as operações de forma prática e mais ágil”, afirma o analista.

Além disso, a Clear tem frentes de conteúdo para receber novos investidores como clientes e auxiliar parceiros antigos a consolidar ganhos maiores.

Há salas de análise focadas em ensinar a fazer day trade, com dicas de especialistas com três décadas de experiência no mercado, como montar tela, fazer análise de risco e importância da tomada de decisão rápida.

Também há um canal no Youtube com vídeos explicativos e fechamento diário. O blog da Clear é outro diferencial e traz conteúdo semanal com contextualização do mercado.

Outras frentes de conteúdo também estão disponíveis em plataformas como Facebook e Telegram. “Nosso foco é fazer uma parceria com o investidor e ajudá-lo a maximizar os ganhos com base em muita informação. Estamos preparados para atender de forma personalizada e ajudar na formação de novos investidores”, finaliza Rafael.

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Disclaimer: CONTEÚDO PATROCINADO CLEAR CORRETORA, que é uma marca da XP INVESTIMENTOS CCTVM S.A . Este material foi elaborado pela CLEAR CORRETORA (“Clear”) e tem caráter meramente informativo, não constitui e nem deve ser interpretado como solicitação de compra ou venda, oferta ou recomendação de qualquer ativo financeiro, investimento, sugestão de alocação ou adoção de estratégias por parte dos destinatários. Os prazos, taxas e condições aqui contidas são meramente indicativas.

As informações contidas neste material foram consideradas razoáveis na data em que ele foi divulgado e foram obtidas de fontes públicas consideradas confiáveis.

A Clear não dá nenhuma segurança ou garantia, seja de forma expressa ou implícita, sobre a integridade, confiabilidade ou exatidão dessas informações. Os ativos, operações, fundos e/ou instrumentos financeiros discutidos neste material podem não ser adequados para todos os investidores. Os investidores devem obter orientação financeira independente, com base em suas características pessoais, antes de tomar uma decisão de investimento.

A Clear não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas e se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste material ou seu conteúdo. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao valor total do capital investido.
Para mais informações ligue para 4003-6245 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800-887-9107 (demais localidades). Para clientes no exterior o contato é 55-11-4950-2199. Para reclamações, utilize o SAC 0800 77 40404. E se não ficar estiver satisfeito com a solução, favor entrar em contato com a Ouvidoria: 0800-200-5550. Para deficientes auditivos ou de fala favor ligar para 0800 771 0101 (todas as localidades).

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Petrobras aprova distribuir R$ 1,7 bilhão em dividendos para as ações ordinárias; saiba como aproveitar

Edifício da Petrobras

SÃO PAULO – A Petrobras (PETR3; PETR4) informou que seu Conselho de Administração aprovou a distribuição de R$ 1,7 bilhão em dividendos para as ações ordinárias, o que corresponde a R$ 0,233649 para cada papel, enquanto R$ 2,5 milhões serão distribuídos para as ações preferenciais, em torno de R$ 0,000449 por papel. A proposta de remuneração aos acionistas será encaminhada para deliberação da Assembleia Geral de Acionistas em 22 de abril.

A “data-com” dos proventos será também no dia 22 de abril, de modo que o investidor precisará ter as ações em carteira no fechamento do pregão dessa data para ter direito ao benefício. A partir do dia 23 as ações passam a ser negociadas “ex-dividendos”, ou seja, sem o direito aos proventos.

O pagamento dos valores será realizado em 20 de maio.

Com mais esses proventos, o valor total distribuído pela Petrobras a seus acionistas referente ao exercício de 2019 será de R$ 10,6 bilhões, equivalente a R$ 0,73 por ação ordinária e R$ 0,92 por ação preferencial em circulação. Confira como foi o resultado da companhia em 2019 clicando aqui.  

Como aproveitar

O primeiro passo é preciso abrir uma conta em uma corretora de valores credenciada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Lembre-se que quanto menores os custos operacionais, maior será a sua rentabilidade, portanto dê preferência para corretoras que não cobram taxa pela corretagem de ações.

Uma vez com a conta aberta, basta transferir o dinheiro a ser investido de sua conta corrente para a conta da corretora e enviar uma ordem de compra de ações da empresa, informando a quantidade de ações que você deseja comprar.

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Gigantes do varejo geram preocupações com consumidor nos EUA

(Bloomberg) — Nos altos e baixos do instável processo de expansão econômica dos EUA, o consumidor talvez tenha sido o único motor consistente do crescimento, gastando dinheiro em um ritmo que aumentava constantemente.

Nos dados mais amplos, ainda não surgiram sinais reais de mudança nesse quadro, graças ao apoio proporcionado por emprego, mercado residencial e preço da gasolina. No entanto, consecutivos resultados mornos por gigantes do varejo — Walmart e Target — subitamente trazem a possibilidade de esfriamento dos gastos do consumidor. No mínimo, os resultados provocam questionamentos entre observadores da economia.

“Os EUA desfrutaram de uma expansão puxada pelo consumidor e qualquer desaceleração nas vendas no varejo ou mudança no comportamento do consumidor exige exame cuidadoso”, disse Thomas Majewski, sócio gestor da Eagle Point Credit Management. “Quando as vendas de fim de ano da maior varejista ficam estáveis em relação ao ano anterior, é justo dizer que se trata de um sinal de alerta.” Por outro lado, ele lembrou que a Amazon.com registrou aumento de receita de 20% no mesmo período.

Até o momento, nem Walmart nem Target mencionaram grandes preocupações com o ambiente de consumo. Em vez disso, atribuíram a decepção nas vendas a fatores pontuais, como uma temporada mais curta de compras de Natal, escolhas ruins de mercadorias e falta de itens desejáveis em categorias como brinquedos e eletrônicos. A Walmart já tenta colocar as más lembranças do último trimestre no passado e avisou nesta terça-feira que fevereiro começou com boas vendas.

Há outros sinais de saúde financeira dos consumidores. O mercado imobiliário está firme, com disparada das vendas e os alvarás de construção atingindo o maior nível desde 2007. Paralelamente, a força contínua do mercado de trabalho ajuda a sustentar um 11º ano de expansão econômica.

Ainda assim, preocupações persistem. As vendas no varejo dos EUA aumentaram em janeiro pelo quarto mês consecutivo, porém um sub-indicador que exclui serviços de alimentação, revendedoras de automóveis, lojas de materiais de construção e postos de gasolina permaneceu inalterado após uma acentuada revisão para baixo em dezembro. O desempenho do chamado grupo de controle está mais intimamente ligado à demanda subjacente e inclui lojas de eletrônicos, artigos de cuidados pessoais e roupas. Esse grupo sofreu no mês passado a maior queda desde 2009.

Os gastos do consumidor estão ajudando a impulsionar a economia, enquanto outras áreas, como a indústria de transformação, perdem fôlego. Assim, qualquer enfraquecimento é sinal de que o crescimento econômico nos EUA no primeiro trimestre pode esfriar em relação ao ritmo de 2,1% do período anterior e ficar abaixo da meta anual de 3% do governo do presidente Donald Trump. Analistas dizem que o fim dos cortes de juros, a eleição presidencial que se aproxima e os efeitos da epidemia de coronavírus na China também podem pesar sobre a confiança do consumidor, comprometendo a mais longa expansão econômica em registro.

“Será que estamos começando a ver rachaduras no gasto do consumidor dos EUA?”, perguntou Brian Yarbrough, analista da Edward D. Jones, durante uma entrevista. “O que realmente aconteceu durante a virada de ano e por que o consumidor não estava gastando?”

As vendas das principais categorias de presentes aumentaram apenas 0,2% nos EUA entre 3 de novembro e 28 de dezembro em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo o rastreamento de dados da NPD, com demanda notavelmente lenta por peças de vestuário e brinquedos. Os consumidores, especialmente os mais jovens, mostram preocupação com o impacto ambiental provocado pelo acúmulo de produtos e preferem cada vez mais gastar seu salário em experiências — que não chegam em embalagens.

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Cia de Talentos: como uma menina da periferia criou uma das maiores consultorias do país

SÃO PAULO – Os pais da psicóloga Sofia Esteves a ensinaram desde pequena que ela teria que “fazer por merecer” para chegar em algum lugar na vida. Filha caçula de uma família humilde, ela acompanhou desde cedo a luta dos pais para ganhar dinheiro e bancar a educação dos filhos.

Sofia conseguiu se formar em psicologia, e se destacou no trabalho em uma consultoria de recursos humanos. O “fazer por merecer” estava funcionando.

Mas apenas dois anos depois, no início de 1989, as coisas já não caminhavam mais tão bem. Sofia se demitiu do trabalho por não concordar com o posicionamento de um sócio e não tinha qualquer outra perspectiva de emprego.

Até que o telefone da casa de seus pais, onde ela ainda morava, tocou.

Do outro lado da linha, o diretor de recursos humanos de uma empresa queria sua ajuda para selecionar o executivo ideal para uma vaga. “Não posso, não tenho um emprego e nem uma empresa”, disse Sofia.

“Menina, monta o seu negócio que você vai dar certo e eu quero ser o seu primeiro cliente”, foi a resposta que ouviu do diretor. Foi assim que teve origem a Cia de Talentos, hoje uma das maiores empresas de recrutamento e seleção da América Latina.

“Eu era uma mulher e muito nova em um segmento onde todos os sócios de consultorias eram homens que tinham sido altos executivos de grandes empresas”, contou Sofia no podcast Do Zero ao Topo. A história completa da empreendedora é tema do episódio número 31 do programa.

A falta de experiência de Sofia no mercado se tornou um grande diferencial. Para conseguir montar seu negócio, ao invés de se espelhar no que outras consultorias faziam, ela resolveu peguntar para seus futuros clientes, diretores de empresas, o que eles gostariam de ter em um serviço de uma consultoria.

Dois anos depois de seu início, a empresa de Sofia — que nasceu recrutando executivos — entrou no segmento de seleção de trainees e se tornou uma verdadeira referência no setor.

Sobre o Do Zero ao Topo

O podcast Do Zero ao Topo traz, a cada semana, um empresário de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias utilizadas na construção do negócio.

O programa já recebeu nomes como João Apolinário, fundador da Polishop, José Galló, executivo responsável pela ascensão da Renner, Guilherme Benchimol, fundador da XP Investimentos, André Penha, cofundador do QuintoAndar, Sebastião Bonfim, criador da Centauro e Edgar Corona, da rede Smart Fit.

Um novo episódio vai ao ar toda quarta-feira a partir das 18h. É possível seguir e escutar o programa pelo Apple PodcastsSpotifyDeezerSpreakerGoogle PodcastCastbox e demais agregadores de podcast.

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Ações de Petrobras caem após abrirem em alta com resultados fortes; Ultrapar e Pão de Açúcar despencam com balanços

SÃO PAULO – A temporada de resultados ganha destaque na sessão desta quinta-feira. A Petrobras, após abrir em alta na esteira de um resultado considerado positivo, diminuiu o ritmo e virou para queda. Já a Marfrig registrou um movimento parecido: após abrir em alta na esteira de um balanço considerado forte, virou para queda e, posteriormente, passou a oscilar próximo à estabilidade. Vale ressaltar, contudo, que as últimas sessões foram de forte alta para os ativos do frigorífico justamente na expectativa por bons resultados.

Os maiores destaques pós-balanço ficam com as quedas: Ultrapar cai até 7%, enquanto Pão de Açúcar e Burger King caem mais de 6%. Confira os destaques da B3:

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras registrou um lucro líquido de R$ 40,137 bilhões em 2019, um crescimento de 55,7% sobre o valor registrado em 2018. A cifra também representa o maior lucro nominal da história das empresas de capital aberto, segundo a Economatica.

Apenas no quarto trimestre de 2019, o lucro líquido da estatal ficou em R$ 8,153 bilhões — uma alta de 287,87% sobre o mesmo período do ano anterior. O valor, no entanto, veio abaixo das estimativas de analistas consultados pela Bloomberg, que previam ganho de R$ 11,288 bilhões nos três últimos meses de 2019 para a companhia.

O Bradesco BBI definiu os resultados apresentados ontem pela Petrobras como “muito fortes”, com um EBITDA ajustado em linha com as projeções feitas. “A Petrobras está entregando resultados em linha com todas as metas: venda de ativos, crescimento da produção e custo mais baixo de capital. Nós acreditamos que esta tendência continuará nos próximos dois anos”, avalia o BBI, que mantém a nota “outperform” (acima da média) para o papel PETR4, com preço-alvo de R$ 38,00 para a ação, alta de 24% sobre os R$ 30,55 do fechamento de ontem na B3.

O banco Credit Suisse definiu os resultados da Petrobras como positivos e “melhores do que uma leitura mais superficial poderia sugerir”. O banco destacou que o EBITDA trimestral, de R$ 37,2 bilhões, ficou em linha com as estimativas e o nível de geração de caixa da estatal superou as expectativas. O CS destacou que a produção da estatal avançou 21% em 2019, houve redução da dívida e a empresa desinvestiu ao redor de R$ 65 bilhões. “Olhando para frente, projetamos que o desinvestimento no refino será um gatilho para o preço das ações”, avalia o CS. O banco reitera o preço-alvo de US$ 21,00 para o ADR, negociado na Bolsa de Nova York.

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou pagamento de dividendos de R$ 1,7 bilhão para ações ON (R$ 0,233649 por ação) e R$ 2,5 milhões para ações PN (R$ 0,000449 por ação), destacou a Petrobras em comunicado. Os dividendos têm como base o resultado anual de 2019. O pagamento será feito em 20 de maio e o valor total distribuído pelo exercício de 2019 será de R$ 10,6 bilhões, equivalente a R$ 0,73 por ação ON e R$ 0,92 por ação PN. A proposta será apresentada aos acionistas em reunião marcada para 22 de abril

Além dos números do quarto trimestre e de 2019, a Petrobras segue no radar em meio ao noticiário sobre a greve.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus 13 sindicatos filiados vão indicar aos funcionários da Petrobras, em assembleias nesta quinta-feira, 20, que suspendam a greve iniciada no dia 1º deste mês. Se a indicação for aprovada, as entidades vão poder participar, na manhã de sexta-feira, 21, da mediação com a direção da Petrobras proposta pelo ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra.

A decisão, de fato, se os empregados vão voltar ou não ao trabalho sairá nessa quinta-feira, quando os sindicatos, em cada uma das suas bases de atuação, vão submeter a proposta do conselho da federação aos petroleiros.

Na noite de terça-feira, Gandra liberou despacho propondo o encontro da direção da Petrobras com a FUP para retomarem as negociações, mas condicionou o encontro ao fim da paralisação, que nesta quarta completou 19 dias, a maior desde 1995.

A greve dos petroleiros foi motivada, principalmente, pela demissão de 396 empregados diretos e 600 indiretos da Araucária Nitrogenados (Ansa), no Paraná. No dia 14 de janeiro, a Petrobras anunciou o fechamento da fábrica de fertilizantes e o desligamento dos funcionários, que começou a acontecer após um mês do comunicado.

No início deste mês, a FUP convocou os petroleiros a cruzar os braços em protesto às demissões e conseguiu a adesão de cerca de 21 mil trabalhadores da Petrobras em 13 Estados. Segundo a entidade, ao deixar cerca de mil pessoas desempregadas, a estatal descumpriu acordo coletivo que exige uma negociação prévia com as lideranças sindicais. A empresa responde que teve essa conversa com o sindicato local, representante dos funcionários da Ansa, o Sindiquímica-PR.

Ultrapar (UGPA3)

A Ultrapar Participações publicou balanço e registrou um prejuízo de R$ 259,5 milhões no quarto trimestre do ano passado, após ter tido lucro líquido de R$ 495 milhões em igual período do ano anterior.

O EBITA ajustado foi de R$ 167,5 milhões no período, também queda sobre o EBITDA de R$ 903,6 milhões no quarto trimestre de 2018. No ano fechado de 2019, a Ultrapar teve lucro líquido de R$ 440 milhões, em queda de 61% sobre 2018, quando a holding – que controla as marcas Ipiranga, Ultragaz, Ultracargo, Oxiteno e Extrafarma – lucrou R$ 1,13 bilhão.

Embora o desempenho da Ipiranga, Ultragaz e Oxiteno tenha se mantido na média, o grupo teve uma redução do valor recuperável de ativos (“impairment”) de R$ 593 milhões na Extrafarma, o que prejudicou o EBITDA e outros resultados da holding.

A receita líquida da holding somou R$ 23,6 bilhões no quarto trimestre, uma expansão de 1% sobre igual trimestre de 2018 e de 2% sobre o terceiro trimestre de 2019, “em consequência, neste último período, do desempenho da Ipiranga e da Ultracargo”. A Ultrapar fechou 2019 com dívida líquida de R$ 8,7 bilhões, em leve aumento sobre 2018. A relação dívida líquida sobre o EBITDA estava em 31 de dezembro em 2,87 vezes (2,87x).

O Bradesco BBI e a XP Investimentos comentaram o balanço da Ultrapar, holding da Ipiranga, Oxiteno e outras empresas que divulgou ontem os resultados. Tanto o Bradesco BBI como a XP mantiveram as notas atuais para a ação UGPA3, mas fizeram observações sobre o futuro da holding. O BBI é mais otimista e prevê que a Ipiranga e a Oxiteno se recuperarão mais rápido em 2020. “A Ipiranga deverá entregar volumes maiores de produção e fará mais cortes de custos.

No geral, estamos confiantes que todas as empresas da holding poderão entregar um crescimento de 30% em 2020”, comenta o BBI, que manteve a recomendação “outperform” (acima da média) para a ação UGPA3, com preço-alvo de R$ 28,00 para 2020 – alta de 17%.

A XP Investimentos é mais cautelosa e avalia que o mercado deverá ter uma reação desfavorável aos resultados divulgados pela Ultrapar, que divulgou prejuízo no quarto trimestre. “A alavancagem do grupo Ultra continua elevada, em 2,87 vezes (2,87x) na relação dívida líquida sobre EBITDA. Na nossa visão, tal patamar de endividamento não condiz com notícias de que o grupo estaria avaliando investimentos em refino, por questões de limitação de capital”, avalia a XP. A XP mantém a recomendação do papel UGPA3 como Neutra, com preço-alvo de R$ 24,00.

Raia Drogasil (RADL3)

A Raia Drogasil comunicou um lucro líquido ajustado de R$ 168,7 milhões no quarto trimestre de 2019, resultado um pouco superior ao lucro líquido reportado em igual período de 2018, que foi de R$ 154,4 milhões. No ano fechado de 2019, o lucro líquido ajustado da Raia Drogasil avançou 7% sobre 2018 para R$ 587,1 milhões. Em 2019, a Raia Drogasil adquiriu e absorveu mais de 40 farmácias da Drogaria Onofre em São Paulo, e a operação ultrapassou duas mil lojas no Brasil, chegando a 2.073 farmácias. Por isto, o resultado não é recorrente. O lucro líquido, por sua vez, ficou em R$ 143,3 milhões.

A expansão de vendas nas mesmas lojas em 2019 foi de 9,2%, recorde segundo a Raia Drogasil. O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (EBITDA, na sigla em inglês) ajustado atingiu R$ 1,3 bilhão em 2019, crescimento de 12,4% sobre 2018. A Raia Drogasil encerrou 2020 com endividamento líquido de R$ 923,4 milhões, superior aos R$ 735 milhões do quarto trimestre de 2018. A relação dívida líquida sobre o EBITDA é de 0,7 vezes (0,7x) e 79% da dívida, segundo a companhia, é de longo prazo.

O Itaú BBA e o Morgan Stanley fizeram avaliações positivas sobre o balanço da Raia Drogasil, publicado ontem à noite. O BBA disse que a empresa mostrou resultados “impressionantes”. O banco destacou o crescimento sólido nas vendas mesmas lojas. “A Raia Drogasil reportou um crescimento impressionante de 20% nas vendas brutas nas mesmas lojas na base anual, superando nossa estimativa em 2%. Os resultados do quarto trimestre de 2019 indicam um 2020 brilhante”, comentou o BBA.

O banco mantém a recomendação “outperform” (acima da média) para o papel RADL3, com alta de 8,1% para a ação em 2020 a R$ 130,00 (fechou ontem a R$ 120,24 na B3). O Morgan Stanley ressaltou que os resultados vieram em linhas com as projeções, com crescimento de 20% na margem bruta ano a ano e uma expansão de 7,3% nas mesmas lojas, acima da inflação. “A perspectiva é boa para 2020, embora a margem de comparação da Raia Drogasil já seja forte”, avalia o banco americano. Com o preço dos papéis RADL3 considerado alto, o Morgan Stanley manteve a recomendação equal-weight (média do mercado) para a ação.

Pão de Açúcar (PCAR4)

O Grupo Pão de Açúcar teve lucro líquido consolidado de R$ 98 milhões no quarto trimestre de 2019, uma queda de 71,4% em comparação a igual período de 2018.

Já o lucro líquido aos acionistas controladores foi de R$ 84 milhões no quarto trimestre de 2019, queda de 80,8% em relação ao mesmo período do ano passado. No segmento alimentar, o lucro líquido aos controladores foi de R$ 266 milhões, queda de 43,8% ante o quarto trimestre de 2018.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 1,063 bilhão no quarto trimestre de 2019, queda de 15,9% na comparação anual. Já o Ebitda ajustado da companhia somou R$ 1,29 bilhão no período, alta de 0,5%. No segmento alimentar, o indicador apresentou queda de 12,4%, montante de R$ 1,068 bilhão.

O EBITDA ajustado ficou em R$ 1,2 bilhão, alta de 0,5% na mesma base de comparação. A receita liquida do grupo cresceu 23,6% para R$ 17,3 bilhões. Em 2019, o Grupo Pão de Açúcar lucrou R$ 836 milhões, recuo de 35% sobre 2018. O EBITDA ajustado caiu 4,6% para R$ 3,9 bilhões.

A receita do grupo aumentou 14,8% sobre 2018 para R$ 56,6 bilhões em 2019. O grupo varejista destacou que teve despesas de R$ 227 milhões no quarto trimestre do 2019, relacionadas à reestruturação nas operações brasileiras e também aos gastos decorrentes do processo de aquisição do grupo Éxito da Colômbia.

As despesas com vendas, gerais e administrativas avançaram 18,5% no quarto trimestre de 2018 ante o mesmo período de 2019. No segmento alimentar, o avanço foi menor, de 1,3%.

O Bradesco BBI destacou que o resultado veio fraco, principalmente pelo segmento multivarejo. A companhia atribuiu a menor rentabilidade em multivarejo a itens não recorrentes. Por outro lado, o negócio do Assaí continuou mostrando crescimento bom.

Fleury (FLRY3)

O Grupo Fleury apurou um lucro líquido de R$ 65,2 milhões no quarto trimestre de 2019, montante que representa crescimento de 12% ante os R$ 58,2 milhões registrados do mesmo período de 2018. No acumulado do ano, o lucro líquido da companhia foi de R$ 333,9 milhões, alta de 0,7% em relação aos R$ 331,6 milhões de 2018. A receita bruta trimestral foi de R$ 778,6 milhões, com alta de 9,1%, enquanto a anual foi de R$ 3,1 bilhões, crescimento de 9,1% em relação ao acumulado de 2018.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) também teve crescimento e foi a R$ 153,9 milhões, alta de 5,9% em comparação ao registrado no final de 2018, de R$ 145,4 milhões. Em todo o 2019, o Ebitda foi de R$ 719,6 milhões, o que representa alta de 4% em comparação aos R$ 691,6 milhões no acumulado de 2018.

Já a receita líquida entre outubro e dezembro do ano passado foi de R$ 720 milhões, alta de 10% em relação aos R$ 654,8 milhões registrados no quarto trimestre de 2018. No montante anual, a receita líquida chegou a R$ 2,9 bilhões, alta de 9%. A margem Ebitda recuou 0,8 ponto percentual entre o quarto trimestre de 2019 e o mesmo período de 2018, chegando a 21,4%.

O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) foi de 18,8%, recuo de 37 pontos base em relação ao mesmo período de 2018.

Durante o ano de 2019, a companhia realizou 82,1 milhões de exames, e 321,5 mil assessorias médicas. A empresa conta atualmente com 10 mil funcionários, incluindo 2,4 mil médicos.

Bradesco BBI avaliou que o Grupo Fleury obteve resultados no quarto trimestre de 2019 e no ano passado em linha com as projeções, embora tenha sofrido pressões nas margens por causa do aumento da concorrência na saúde privada no Brasil. “A marca Fleury cresceu 10% numa base anual e mantém uma tendência positiva para 2020. Acreditamos que a marca Fleury manterá a expansão em 2020 no mesmo ritmo por causa da divisão de exames clínicos”, avalia o BBI. O banco mantém a recomendação neutra para o papel FLRY3, mas aumentou o preço-alvo da ação de R$ 28,50 para R$ 34,00 em 2020.

Marfrig (MRFG3)

A Marfrig informou que obteve um lucro líquido de R$ 26,9 milhões no quarto trimestre de 2019, revertendo prejuízo de R$ 1,25 bilhão que teve em igual período de 2018. A receita líquida da empresa cresceu 23,5% no quarto trimestre de 2019, sobre mesmo trimestre do ano anterior, para R$ 14,2 bilhões.

O EBITDA foi de R$ 1,6 bilhão no quarto trimestre de 2019, crescimento de 8,6% sobre igual período de 2018. A Marfrig informou que em 2019 a América do Norte – onde possui três frigoríficos nos Estados Unidos – passou a representar 61% da sua receita. O Brasil representa apenas 10%, menos que a China, que responde por 14% do faturamento. Em 2018, o Brasil respondia por 13% do mercado da Marfrig. O endividamento da Marfrig também cresceu, de um passivo total de R$ 8,6 bilhões no quarto trimestre de 2018 para R$ 10,6 bilhões no quarto trimestre de 2019.

O mercado esperava resultados fortes para a empresa – a ação da companhia vem trabalhando em forte alta há seis sessões. Na semana passada, o JPMorgan elevou a recomendação para a ação de Neutra para Compra, com preço-alvo de R$ 13 – preço já superado pelo papel.

Por ser a companhia brasileira com mais unidades habilitadas para exportarem à China – são 13 na América do Sul; sete no Brasil, quatro no Uruguai e duas na Argentina – a Marfrig é uma das mais beneficiadas com a expectativa de aumento na demanda do país asiático por carne importada em decorrência da peste suína africana.

Além disso, por ter uma operação nos Estados Unidos, a companhia pode aproveitar a recente abertura da China à carne norte-americana.

O preço-alvo para as ações da Marfrig foi elevado de R$ 12 para R$ 14 considerando a recente aquisição da participação de 31,2% na National Beef, a menor alavancagem após a oferta de ações em dezembro e resultados mais fortes, segundo analista do Bradesco BBI.

“Os resultados do quarto trimestre mostram um benefício mais forte do que o esperado da alta exposição da empresa à China/Hong Kong, uma região que vem aumentando as importações de carne bovina. Também sinaliza uma forte execução da National Beef”, avalia a equipe de análise.
O Bradesco BBI aumentou as estimativas de Ebitda para Marfrig em 2020 e 2021 em 6% e 11%, respectivamente, citando as perspectivas “robustas” para 2020. A recomendação neutra foi mantida. “Não vemos valuation particularmente atraente enquanto com a ação negociada a 5,2 vezes a relação EV/Ebitda esperada para 2020”, destaca o banco.

O Itaú BBA avaliou positivamente o balanço publicado ontem pela Marfrig (MRFG3). Segundo banco, a empresa obteve um EBITDA 4% superior às projeções no quarto trimestre de 2019, uma margem recorde nos Estados Unidos e uma brusca recuperação no Brasil. O BBA ressaltou que a Marfrig expandiu suas exportações de carne bovina para a China, que já responde por 14% das suas vendas. O BBA manteve a nota “market perform” (na média do mercado) para a ação MRFG3, projetando preço-alvo de R$ 12,50 para o papel em 2020.

Burger King (BKBR3)

O Burger King teve lucro líquido de R$ 41,3 milhões no quarto trimestre de 2019,  queda de 50,6% frente o mesmo trimestre do ano anterior, de R$ 83,6 milhões.

A receita líquida subiu 11,9% no quarto trimestre de 2019, para R$ 803,4 milhões, na comparação com os R$ 718,1 milhões do mesmo período do ano anterior.

O Ebitda ajustado do quarto trimestre de 2019, por sua vez, totalizou R$ 171,2 milhões, em alta de 36,6% ante os R$ 125,4 milhões do mesmo período do ano passado.

O total de restaurantes da rede ao fim do período foi de 912 unidades, 111 lojas acima na comparação com o quarto trimestre do ano anterior.

O Bradesco BBI apontou que o resultado no geral foi fraco, com o principal destaque sendo a queda das vendas na mesmas lojas. A equipe de análise ressalta que provavelmente esse será o ponto focal do mercado, mesmo com as expectativas alinhadas para um número negativo.

“Alguns pontos positivos dos números divulgados foram a margem bruta estável e atingiram a meta de expansão de lojas, o que não serão suficientes para atrair compradores marginais do case”, afirma. A avaliação é de que a história para a ação ficará atrativa quando for identificada uma recuperação substancial de vendas nas mesmas lojas.

PetroRio (PRIO3)

A PetroRio viu seu lucro líquido disparar 854% no quarto trimestre de 2019, passando de R$ 60,1 milhões para R$ 573,6 milhões. O lucro anual teve alta de R$ 688,4 milhões, variação positiva de 236% frente os R$ 204,8 milhões do mesmo período de 2018.

A receita líquida em 2019, por sua vez, subiu 93,7%, totalizando R$ 1,6 bilhão. No trimestre, a PetroRio também teve recorde, de R$ 558 milhões. O Ebitda ajustado foi de R$ 791,9 milhões em 2019.

 

Gol (GOLL4)

A companhia aérea Gol teve lucro líquido de R$ 179,3 milhões em 2019, revertendo prejuízo de R$ 1,339 bilhão no ano anterior. No quarto trimestre, o lucro líquido foi de R$ 436,3 milhões. O resultado refere-se aos ganhos atribuído aos acionistas, antes de participação minoritária.

A Gol informou ainda que a sua receita líquida cresceu 18,8% para R$ 3,8 bilhões no quarto trimestre de 2019, o que a empresa aérea definiu como seu melhor resultado. O EBITDA do quarto trimestre teve avanço de 22,2%. A empresa informou que para 2020 a projeção é de uma receita líquida de R$ 15,4 bilhões.

A Gol afirma que obteve lucro operacional recorrente de R$ 1 bilhão no quarto trimestre de 2019 e de R$ 2,6 bilhões em 2019. O lucro operacional em 2019, segundo a empresa, cresceu mais de 40% sobre o lucro de R$ 1,6 bilhão reportado em 2018. A Gol também informou que transportou 9,7 milhões de passageiros no trimestre, uma expansão de 8% sobre igual trimestre do ano anterior.

 

Embraer (EMBR3)

No âmbito do acordo fechado com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) por violação das leis anti-corrupção do país, a Embraer fechou acordo com as autoridades norte-americanas para estender por 90 dias o prazo de monitoria externa e independente. O próprio acordo também será estendido pelo mesmo período.

Em Fato Relevante, a companhia informa que a prorrogação do prazo permitirá a conclusão dos testes da monitoria para avaliação do cumprimento dos acordos com o DOJ e com a Securities and Exchange Comission (SEC). Assim, este acompanhamento se encerrará em 22 de abril.

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(Com Agência Estado e Bloomberg)

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Quando seu time será campeão novamente? O vilão não é (nem será) o Fair Play Financeiro, mas sim a má gestão

Flamengo, Palmeiras, Manchester City e Real Madrid

A esta altura do campeonato todo mundo já sabe que o Manchester City foi punido pela UEFA por descumprimento de regras do Fair Play Financeiro (FPFin). Então, vamos falar sobre um tema que usualmente é associado ao FPFin, que é a ideia de que o sistema de controle financeiro acaba gerando pouca mobilidade nas conquistas, preservando o status quo dos grandes clubes. Não é bem assim.

O Fair Play Financeiro nasceu com a ideia de que era preciso controlar os gastos dos clubes, levando-os ao equilíbrio e consequentemente à solidez financeira. Com isso visava garantir que o futebol fosse autossustentável, o que significa dizer que cada clube deveria viver dentro de suas possibilidades de geração de receitas, sem injeções infinitas de dinheiro de acionistas bilionários. “Fair Play” significa jogar limpo em todas as instâncias, dos atletas aos clubes adversários.

Quem questiona esse ponto diz que isso impede clubes que faturam uma fração dos gigantes possa competir em pé-de-igualdade com eles. Afinal, como a Fiorentina e seus € 100 milhões de receitas competem com a Juventus de € 460 milhões?

Partiremos então de uma questão numérica. A partir das 5 maiores ligas europeias (Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália) e adicionando outras duas bem conhecidas dos brasileiros (Holanda e Portugal), estamos falando de 134 clubes apenas nas divisões principais.

Considere então que está liberada a entrada e o aporte infinito de dinheiro nos clubes de futebol, podendo a partir de agora contratarem atletas e pagarem os salários que quiserem, mesmo com prejuízo, que seria coberto com aportes de recursos anuais dos acionistas. Por exemplo, o clube tem receitas de 100 e custos de 150, e todos os anos o dono aporta 50 para fechar a conta sem prejuízo.

Pergunta: teremos 134 bilionários interessados em fazer isso? Veremos interessados no Sparta Roterdã, no Gil Vicente, no Lecce, na mesma magnitude que se interessariam por Arsenal, Ajax, Milan e Atlético Madrid? Haveria dinheiro equivalente para todos, ou a maioria permaneceria à margem? Falamos umas contas: tomei o valor de receita de cada liga que consta no UEFA Benchmark de 2018. Separei a soma de receitas dos Top clubes de cada liga (sem igualá-las, fazendo soma simples). Com isso, encontrei a soma de receitas dos demais clubes, e chegamos à receita média por clube. Daí a conta é simples: média dos Top menos média dos demais. Com isso chegamos ao valor incremental de receita que cada clube deveria ter para se igualar aos que mais faturam.

Os números acima significam que na Espanha seria necessária uma injeção no primeiro ano de € 12 bilhões, considerando que a receita média dos clubes que não se chamam Real Madrid e Barcelona é de € 84 milhões anuais. Logo, o total de aporte para “equilibrar” o jogo seria de € 46,5 bilhões.

Mesmo que isso fosse possível, haveria um efeito inflacionário no futebol absurdo, sem contar que é impossível formar 134 equipes competitivas, mesmo que tivessem o mesmo dinheiro. Óbvio ululante.

“Ah, que absurdo! Não é para igualar todo mundo, e sim aumentar a competitividade”. O que as pessoas querem é apenas derrubar os grandes. Mesmo que este efeito ocorresse para 3 ou 4 clubes em cada liga, significaria apenas que haveria um abismo ainda maior, inviabilizando outros clubes de chegarem onde suas pernas alcançam, como disputar a Europa League, e eventualmente chegar à Champions League.

Isso, sem contar o efeito reverso de diminuir o impacto de boas gestões, como faz o Liverpool, o Tottenham, o Napoli, a Atalanta, o Borussia Dotmund, caso não fossem os novos Davis a derrubar os Golias do futebol.

Controlar movimentos de aportes ilimitados de recursos é uma forma de evitar um abismo ainda maior entre as equipes.

“Mas agora só os clubes grandes conquistarão”. Precisamos entender quando começa o “agora”. Veja na tabela abaixo a relação de vencedores das 5 maiores ligas europeias desde a temporada 89/90.

São 30 anos de competições e 150 campeões na tela. Apenas 18% das vezes (27 anos) o campeão não foi um dos grandes de cada país. Ainda assim, por 6 vezes tivemos repetições de campeões, ou seja, em 12 dos 27 anos. Campeões únicos foram 15 vezes, ou 10% da amostra.

Mesmo na década anterior (79/80 a 88/89) tivemos nos países 7 títulos conquistados por Liverpool e Arsenal, 6 títulos do Bayern Munich, 6 títulos de Real Madrid e Barcelona e 7 títulos do trio italiano. Apenas na França tivemos maior dispersão, e nenhum clube venceu mais que dois títulos.

“Ah, mas na década de 70…”. O futebol, a economia, o mundo era outro. Voltemos então ao período em que a bola era de capotão, as chuteiras de couro, os estádios não tinham assentos e a TV não se interessava por futebol.

A concentração sempre existiu e vem se acentuando ao longo do tempo, à medida em que os clubes se profissionalizam, buscam novas fontes de receitas, se conectam com torcedores globais e suas marcas valem mais. Não guarda relação com aspectos que apenas impedem donos de colocarem dinheiro por algum tempo, cansarem da brincadeira e desistirem, deixando o mercado completamente desregulado.

Se o Fair Play Financeiro tem algum sentido de proteção aos clubes grandes está mais relacionado à redução na chance de cair para as segundas divisões que lhes garantir a conquista dos títulos. Claramente um clube com grande receita tem enorme chance de títulos, mas sua chance de ser rebaixado é praticamente zero.

Ainda que se insista nessa tese, vamos a algumas informações. Primeiro, tomando 20 anos de listas de maiores receitas de clubes que é apresentada anualmente no relatório Deloitte Money League.

Note que desde 1998 o Top 10 de maiores receitas repete sempre 70% de sua formação. As mudanças ao longo do tempo estão ligadas à queda de Milan e Inter, por suas más gestões, enquanto chegaram ao grupo o PSG e o Manchester City, clubes comprados por bilionários. Na prática eles tomaram lugar de outros clubes, como Borussia Dortmund e Atlético Madrid, que poderiam estar na parte mais nobre do ranking. Ainda assim, nesse meio tempo o Atlético Madrid fez duas finais de Champions League e o Borussia fez uma, enquanto City e PSG tem ficado pelo caminho.

Volto então ao ponto inicial: é justo inflar o mercado e criar campeões artificiais, enquanto clubes que evoluem dentro de suas possibilidades perdem competitividade?

Na história, um aspecto mais concentrador foi a chamada Lei Bosman, que aboliu a ideia de “passe” na Europa, bem como permitiu livre trânsito de atletas comunitários entre os países da União Europeia. Este movimento propiciou a criação de grandes “seleções mundiais”, oportunidade aproveitada por quem tinha mais dinheiro. Note no gráfico abaixo que há 6 clubes que concentram praticamente 60% de participação em finais de Champions League desde a Lei Bosman.

No gráfico abaixo temos uma visão de mais longo prazo. É possível observar a mudança na origem dos países que tem clubes disputando a final da competição.

Nas duas últimas décadas tivemos apenas 2 clubes disputando as finais da competição que não vieram das 4 maiores ligas. São justamente as décadas onde os efeitos da Lei Bosman foram mais sentidos, pois como teve início em 1996, levou algum tempo até que impactasse os clubes, com contratações e montagens de elencos estelares, que significam maior chance de sucesso esportivo, maior atenção da mídia e isso traz mais dinheiro.

Esta concentração de performance está de certa forma associada à concentração financeira, oriunda de aspectos como aumento dos valores de direitos de TV (Inglaterra), construção de marca global, modelos desequilibrados de negociação de TV (caso espanhol pré-2015, quando os clubes negociavam separadamente seus direitos e Barcelona e Real Madrid recebiam m=bem acima dos demais), e gestão eficiente de elencos.

Falemos então de concentração financeira nas ligas. Nos gráficos abaixo temos dois movimentos: no primeiro teremos a evolução da receita anual consolidada de todas as ligas europeias e a divisão entre as Top 5 ligas e as demais. No segundo gráfico teremos a evolução anual dessas duas divisões e a evolução consolidada.

1.

2.

Note que há, de fato, aumento de concentração de receitas nas principais ligas, passando de 69% das receitas para 75% em 10 anos, e isso num ambiente onde as receitas consolidadas cresceram 80%. Mas quando observamos o gráfico 2, note que um dos problemas das ligas “menores” está na volatilidade das receitas, pois parte delas vem da venda de atletas, justamente para as ligas maiores, numa espécie de “transferência de renda” entre ligas. Naturalmente, este comportamento mais errático das receitas é também um problema na relação com as ligas mais fortes. Mas isso não tem relação direta com o Fair Play Financeiro, e está mais relacionado à força econômica dos países, sua tradição no futebol, e aos efeitos da criação de super times que às regras de controle das finanças.

E no Brasil?

Sempre faço esta pergunta, porque no fundo é o que nos importa. Aqui também já há concentração. Desde a criação do Campeonato Brasileiro por pontos corridos em 2003, tivemos 7 campeões em 17 anos, sendo que temos apenas o Santos como campeão único, com os demais tendo ao menos 2 títulos no período. Desses, em 11 anos os campeões foram uma das 4 maiores receitas do país (Flamengo, Palmeiras, São Paulo e Corinthians), ou 65% das vezes.

O Fair Play Financeiro não acentuará essa concentração, ainda que num primeiro momento possa ocorrer o mesmo efeito que vimos no triênio 2006/2009 com o São Paulo tricampeão. O problema é que a falta de controle externo e a má gestão geram enorme volatilidade de desempenho, pois muitas vezes os bons anos esportivos estão associados a péssimos anos financeiros, gerando perda de competitividade no ano seguinte. Veja o quadro de desempenho dos 4 clubes brasileiros citados acima.

Em 2012 e 2013 tivemos o pior desempenho dos 4, mas desde então os clubes tem evoluído, e nas últimas 4 temporadas ao menos 3 deles está nas primeiras colocações. Mesmo no período mais curto, tivemos por 8 vezes esses clubes campeões, sendo que foram nos últimos 5 anos, e um foi vice em 2014. Isso, sem Fair Play Financeiro. Ou seja, o histórico e a tendência são claros.

Para democratizar as conquistas existem as copas. Veja no quadro abaixo que na maioria dos países e períodos analisados há mais vencedores de copas que de campeonatos nacionais. É um caminho.

No fundo, responsabilizar o Fair Play Financeiro pela concentração é frágil, assim como negar que houve concentração também é. Mas é preciso entender as razões e combatê-las, ou melhor, incentivar suas práticas. Talvez aqui esteja a grande questão sobre este tema: a visão é sempre a de destruir quem alcançou o melhor desempenho, a melhor estrutura, mais conquistas, e não a de utilizar exemplos e modelos para alçar à condição de competição aqueles clubes que ficaram pelo caminho por conta da adoção de práticas ultrapassadas de gestão.

Ao mesmo tempo, “o rio corre para o mar”. Exceto por ações como as vistas com Manchester City e PSG, onde o dinheiro praticamente criou equipes competitivas (tirando espaço de clubes que se organizam sozinhos como Tottenham e Lyon), geralmente o que teremos são clubes com mais torcida, exposição e consequentemente mais dinheiro, ocupando as primeiras colocações das competições. E é assim há muito tempo. Não se trata de defender, mas de constatar a realidade. Conhecê-la permite trabalhar para muda-la.

Equilibrar esses pratos não é tarefa fácil, mas é possível. A aplicação do Fair Play Financeiro ajuda nesse sentido ao manter os clubes saudáveis financeiramente, possibilitando trabalhar seus potenciais. Vale para a Europa e para o Brasil. Se o patamar mudou, então quem quiser competir precisa se organizar para não se transformar num clube cheio de história, mas cujos pôsteres de campeão estão amarelados na parede.

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Como andam as parcerias da Ripple?

Semana passada a empresa Ripple, responsável pela emissão da moeda XRP, assinou uma parceria para remessas internacionais com o maior banco do Egito, o NBE. Trata-se do 5º maior mercado do mundo neste segmento, consagrando sua rede RippleNet.

Na semana anterior a Ripple havia assinado com a Intermex, concorrente da Western Union, empresa de remessas de valores através de agentes parceiros com presença na América Latina e Caribe.

Mas afinal, qual a relação entre a RippleNet e a moeda XRP? Mesmo que ocorra a utilização da moeda nessas remessas internacionais, existe algum impacto significativo no mercado?

É difícil extrair informações que não sejam emitidas pela própria empresa Ripple ou seus parceiros. Por isso, a BitcoinTrade fez esta pesquisa para você, visando tornar sua decisão de investimento cada vez mais clara e correta. Acompanhe conosco este estudo e compartilhe com os amigos!

Kiosques de remessa internacional

Imagine você chegar numa papelaria, farmácia ou mercado e poder enviar ou receber dinheiro para outros 100 países? É isso que fazem estas WesternUnion, MoneyGram, Intermex e tantas outras.

Algumas contam com lojas próprias, enquanto outras focam nesses comércios locais, incluindo gigantes varejistas Walmart e CVS. O problema é que cobram uma taxa exorbitante para isto, uma vez que os usuários são na sua maioria desbancarizados.

Vantagens para o varejista

Além de atrair novos consumidores para o local, o varejista fica com uma parte da comissão, sem nenhum tipo de risco na transação. Em relação a manter dinheiro em espécie na loja, isto já faz parte do negócio.

Lembre-se que o fluxo natural destas remessas é de países mais ricos para os menos desenvolvidos, logo os saques ocorrem em locais onde armazenar valores é um risco. Por este motivo é algo positivo pro varejista ter esse fluxo de retiradas.

Vantagens para o consumidor

Nem todos possuem contas bancárias ou conhecimento de serviços online para remessa internacional de valores. É possível que o envio seja feito de forma digital, mas o destinatário receba em espécie ou através de um banco que não realiza operações de câmbio.

Além disto estas empresas de remessas oferecem o valor depositado em conta em poucos minutos, enquanto operações de câmbio tradicionais levam entre 1 e 3 dias úteis.

Brasileiros que utilizam cartões de crédito, por exemplo, estão sujeitos a IOF de 6,38% em gastos no exterior. É provável que as taxas dessas agências de remessa sejam realmente muito ruins, mas grande parte do público não tem outra opção segura.

Onde a Ripple entra nisto?

Alguns bancos e empresas utilizam a RippleNet, uma rede privada baseada na mesma tecnologia da moeda XRP. No entanto, através do produto ODL, a Ripple passou a oferecer um serviço de intermediação entre estas empresas de remessas e as exchanges de criptomoedas.

A empresa que deseja remeter dos EUA para o México, por exemplo, poderá comprar XRP na exchange Bitstamp e imediatamente vendê-los na Bitso do México. A exchange Bitso irá realizar o saque em Pesos Mexicanos para a respectiva conta bancária desta empresa remetente.

Na realidade o sistema criado pela Ripple torna transparente esta operação em criptomoedas para a empresa de remessas internacionais:  MoneyGram, TransferGo, Intermex, etc. 

Esta empresa vê apenas a cotação cambial equivalente da transação e compara com o método tradicional via bancos para decidir qual é mais vantajoso. Ao realizar a TED para a exchange, as cotações de compra e venda já foram fixadas, ou seja, garantidas, através de um acordo operacional da Ripple.

Estas compras elevam o preço do XRP?

Não, pois são operações de compra e venda realizadas de forma concomitante. Enquanto uma compra de XRP está sendo realizada em Euros ou Ienes, uma venda do mesmo montante ocorre no Peso Mexicano ou Lira Turca, por exemplo.

No entanto, isto estimula a liquidez nas exchanges, e quanto mais negócios e volume, habilita um número maior de clientes interessados em transacionar a moeda.

Quem define a cotação dessa operação?

Este é o grande problema do produto, uma vez que diversos fatores impactam na cotação de criptomoedas nos mercados locais, incluindo o XRP. Impostos e barreiras cambiais, a exemplo do que ocorre no Brasil, usualmente acarreta num prêmio em relação à cotação internacional.

A própria oscilação da demanda, o interesse dos investidores no ativo dentro do país, acaba gerando um descasamento nesta paridade cambial. Por estes motivos nem sempre será vantajoso para a empresa de remessa utilizar o serviço ODL da Ripple.

Informações importantes

Devemos destacar as diferenças entre Ripple, empresa privada, e a moeda XRP. Isto ainda permanece uma questão em aberto perante os órgãos regulatórios.

Tudo indica que assim como ocorreu com a Block.one, empresa responsável pela emissão do token EOS, haverá uma multa por ser considerado uma oferta pública não registrada perante os órgãos regulatórios.

De qualquer maneira é importante destacar que os incentivos e desenvolvimento da tecnologia da moeda XRP está intimamente ligado à empresa Ripple.

Vantagens competitivas

Além de ser o primeiro grande entrante neste mercado oficial de remessas, a empresa Ripple possui algumas vantagens que não são facilmente replicadas:

  • Parcerias estratégicas com grandes bancos e operadores de remessas internacionais;
  • Lobby frente ao governo americano no intuito de legitimar operações de câmbio utilizando criptomoedas;
  • Liquidez e listagem nos principais mercados mundiais;
  • Diretores influentes, incluindo ex-funcionários de agências reguladoras e da própria indústria financeira tradicional.

Conclusão

Aos poucos a moeda XRP tem encontrado seu nicho, embora seja concorrente direta de stablecoins e outros projetos que priorizam a velocidade de confirmações em detrimento à descentralização.

O fato de ter uma empresa bem estabelecida por trás alinhada com o sucesso da moeda garante não só o desenvolvimento, mas também parcerias e ferramentas para facilitar a adoção.

Obviamente há um lado negativo, por exemplo o risco da empresa Ripple, extremamente capitalizada e rentável, algum dia abandonar o desenvolvimento da moeda XRP.

Lembre-se que cada moeda, independente de ser ou não um fork do Bitcoin, possui características únicas, portanto é importante acompanhar o noticiário e desenvolvimento de cada projeto. Quer aprender mais sobre o funcionamento da rede por trás da moeda XRP? Recomendamos este outro artigo.


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Ibovespa acelera queda com exterior e volta aos 114 mil pontos; dólar se aproxima dos R$ 4,40

SÃO PAULO – O Ibovespa acelera queda acompanhando o exterior nesta quinta-feira (20). Lá fora, os índices americanos recuam mais de 1% em um movimento súbito de perdas iniciado no começo da tarde. No cenário macro, as notícias sobre o coronavírus ofuscam a redução da taxa de juros promovida pelo banco central chinês.

Ontem, o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) reduziu a taxa de juros do país em 10 pontos-base, de 4,15% para 4,05% ao ano.

Todavia, nem todas as notícias que vem do gigante asiático são positivas. A Comissão Nacional de Saúde do país informou que mais 114 pessoas morreram no surto, elevando para 2.118 o número de óbitos na China continental, enquanto o número de pacientes contaminados está em 74.576 casos.

O Japão, por sua vez, informou que dois passageiros contaminados no cruzeiro Diamond Princess morreram. A Coreia do Sul confirmou hoje a primeira morte pelo vírus, batizado de Covid-19, no país, informa a agência Yonhap.

Às 13h52 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava baixa de 1,35%, aos 114.945 pontos, enquanto o dólar futuro com vencimento em março avançava 0,7%, a R$ 4,3965. O dólar comercial, por sua vez, tem alta de 0,54%, a R$ 4,3873 na compra e R$ 4,3891 na venda.

Já entre os juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2022 vira para alta de quatro pontos-base, a 4,72%, enquanto o de vencimento em janeiro de 2023 ganha seis pontos a 5,29%. O DI para janeiro de 2025 sobe 10 pontos-base a 6,07%.

Por aqui, o Banco Central reduziu a alíquota do recolhimento do compulsório sobre depósitos a prazo de 31% para 25%, o que deve acarretar em uma liberação de R$ 49 bilhões a partir de 16 de março.

A outra medida foi o aumento da parcela dos recolhimentos compulsórios considerados no LCR (Indicador de Liquidez de Curto Prazo), o que significa uma redução estimada em outros R$ 86 bilhões na necessidade de as instituições carregarem outros ativos líquidos de alta qualidade (High Quality Liquid Assets – HQLA) necessários para o cumprimento do LCR.

Entre os indicadores, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,22% em fevereiro na comparação mensal, informou nesta quinta-feira (20) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi o menor para o mês desde o início do Plano Real (1994).

O resultado ficou praticamente em linha com a estimativa de avanço de 0,23%, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, depois de ter avançado 0,71% na medição anterior.

Noticiário corporativo

A Petrobras (PETR3 ; PETR4) registrou um lucro líquido de R$ 40,137 bilhões em 2019, um crescimento de 55,7% sobre o valor registrado em 2018. A cifra também representa o maior lucro nominal da história das empresas de capital aberto, segundo a Economatica.

Apenas no quarto trimestre de 2019, o lucro líquido da estatal ficou em R$ 8,153 bilhões — uma alta de 287,87% sobre o mesmo período do ano anterior. O valor, no entanto, veio abaixo das estimativas de analistas consultados pela Bloomberg, que previam ganho de R$ 11,288 bilhões nos três últimos meses de 2019 para a companhia.

O Ebitda ajustado da companhia (lucro antes de juros, impostos depreciação e amortização) ficou em R$ 129,249 bilhões em 2019, um aumento de 12,54% sobre 2018.

Além da Petrobras, Raia Drogasil (RADL3), Pão de Açúcar (PCAR4), Rede Fleury (FLRY3) e Marfrig (MGFR3) publicaram balanços.

A Raia Drogasil reportou lucro líquido de R$ 167 milhões no quarto trimestre, um pouco acima das projeções, mas lucrou 7% a mais em 2019, um total de R$ 587 milhões.

O Grupo Pão de Açúcar teve lucro líquido de R$ 836 milhões em 2019, uma queda de 34,89% sobre 2018. A Rede Fleury lucrou R$ 65,2 milhões no quarto trimestre de 2019, uma expansão de 12% sobre igual período de 2018. Já a Ultrapar (UGPA3) reverteu o lucro e tem prejuízo de R$ 266,5 milhões no 4º trimestre.

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