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Ibovespa Futuro tem leve queda com coronavírus ofuscando corte de juros na China; dólar sobe a R$ 4,38

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em leve queda nesta quinta-feira (20) acompanhando o exterior em um dia no qual as notícias sobre o coronavírus ofuscam a redução da taxa de juros promovida pelo banco central chinês. Ontem, o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) reduziu a taxa de juros do país em 10 pontos-base, de 4,15% para 4,05% ao ano.

Todavia, nem todas as notícias que vem do gigante asiático são positivas. A Comissão Nacional de Saúde do país informou que mais 114 pessoas morreram no surto, elevando para 2.118 o número de óbitos na China continental, enquanto o número de pacientes contaminados está em 74.576 casos.

O Japão, por sua vez, informou que dois passageiros contaminados no cruzeiro Diamond Princess morreram. A Coreia do Sul confirmou hoje a primeira morte pelo vírus, batizado de Covid-19, no país, informa a agência Yonhap.

Às 09h15 (horário de Brasília), o índice futuro registrava leve queda de 0,23%, aos 116.690 pontos, enquanto o dólar futuro com vencimento em março avançava 0,39%, a R$ 4,383. O dólar comercial, por sua vez, avançava 0,35%, a R$ 4,3803 na compra e R$ 4,381 na venda.

Já entre os juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2022 tem alta de um ponto-base, a 4,67%, enquanto o de vencimento em janeiro de 2023 avança um ponto a 5,24%, seguido pela alta de três pontos-base do vencimento em janeiro de 2025, a 6,00%.

Por aqui, o Banco Central reduziu a alíquota do recolhimento do compulsório sobre depósitos a prazo de 31% para 25%, o que deve acarretar em uma liberação de R$ 49 bilhões a partir de 16 de março.

Entre os indicadores, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,22% em fevereiro na comparação mensal, informou nesta quinta-feira (20) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi o menor para o mês desde o início do Plano Real (1994).

O resultado ficou praticamente em linha com a estimativa de avanço de 0,23%, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, depois de ter avançado 0,71% na medição anterior.

Noticiário corporativo

A Petrobras (PETR3 ; PETR4) registrou um lucro líquido de R$ 40,137 bilhões em 2019, um crescimento de 55,7% sobre o valor registrado em 2018. A cifra também representa o maior lucro nominal da história das empresas de capital aberto, segundo a Economatica.

Apenas no quarto trimestre de 2019, o lucro líquido da estatal ficou em R$ 8,153 bilhões — uma alta de 287,87% sobre o mesmo período do ano anterior. O valor, no entanto, veio abaixo das estimativas de analistas consultados pela Bloomberg, que previam ganho de R$ 11,288 bilhões nos três últimos meses de 2019 para a companhia.

O Ebitda ajustado da companhia (lucro antes de juros, impostos depreciação e amortização) ficou em R$ 129,249 bilhões em 2019, um aumento de 12,54% sobre 2018.

Além da Petrobras, Raia Drogasil (RADL3), Pão de Açúcar (PCAR4), Rede Fleury (FLRY3) e Marfrig (MGFR3) publicaram balanços.

A Raia Drogasil reportou lucro líquido de R$ 167 milhões no quarto trimestre, um pouco acima das projeções, mas lucrou 7% a mais em 2019, um total de R$ 587 milhões.

O Grupo Pão de Açúcar teve lucro líquido de R$ 836 milhões em 2019, uma queda de 34,89% sobre 2018. A Rede Fleury lucrou R$ 65,2 milhões no quarto trimestre de 2019, uma expansão de 12% sobre igual período de 2018. Já a Ultrapar (UGPA3) reverteu o lucro e tem prejuízo de R$ 266,5 milhões no 4º trimestre.

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Sindicatos vão indicar a petroleiros suspensão temporária de greve na Petrobras

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus 13 sindicatos filiados vão indicar aos funcionários da Petrobras (PETR3;PETR4), em assembleias nesta quinta-feira, 20, que suspendam a greve iniciada no dia 1º deste mês. Se a indicação for aprovada, as entidades vão poder participar, na manhã de sexta-feira, 21, da mediação com a direção da Petrobras proposta pelo ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra.

A decisão, de fato, se os empregados vão voltar ou não ao trabalho sairá nessa quinta-feira, quando os sindicatos, em cada uma das suas bases de atuação, vão submeter a proposta do conselho da federação aos petroleiros.

Na noite de terça-feira, Gandra liberou despacho propondo o encontro da direção da Petrobras com a FUP para retomarem as negociações, mas condicionou o encontro ao fim da paralisação, que nesta quarta completou 19 dias, a maior desde 1995.

“Se não tivermos avanços nessa mediação, nós retomaremos essa greve histórica da categoria em defesa dos nosso direitos, dos nossos empregos, e da Petrobras que tanto amamos”, afirmou Deyvid Bacelar, diretor da FUP, em vídeo distribuído nas redes sociais da entidade sindical.

A greve dos petroleiros foi motivada, principalmente, pela demissão de 396 empregados diretos e 600 indiretos da Araucária Nitrogenados (Ansa), no Paraná. No dia 14 de janeiro, a Petrobras anunciou o fechamento da fábrica de fertilizantes e o desligamento dos funcionários, que começou a acontecer após um mês do comunicado.

No início deste mês, a FUP convocou os petroleiros a cruzar os braços em protesto às demissões e conseguiu a adesão de cerca de 21 mil trabalhadores da Petrobras em 13 Estados. Segundo a entidade, ao deixar cerca de mil pessoas desempregadas, a estatal descumpriu acordo coletivo que exige uma negociação prévia com as lideranças sindicais. A empresa responde que teve essa conversa com o sindicato local, representante dos funcionários da Ansa, o Sindiquímica-PR.

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Ultrapar reverte lucro e tem prejuízo de R$ 260 mi no 4º tri; balanços de Marfrig, Gol, RD, Pão de Açúcar e mais destaques no radar

Além da Petrobras (PETR3 e PETR4), que anunciou na noite de ontem um lucro recorde de R$ 40,1 bilhões, Raia Drogasil (RADL3), Pão de Açúcar (PCAR4), Rede Fleury (FLRY3), Ultrapar (UGPA3) e Marfrig (MGFR3) publicaram balanços. A Raia Drogasil reportou lucro líquido de R$ 167 milhões no quarto trimestre, um pouco acima das projeções, mas lucrou 7% a mais em 2019, um total de R$ 587 milhões. O Grupo Pão de Açúcar teve lucro líquido de R$ 836 milhões em 2019, uma queda de 34,89% sobre 2018. A Rede Fleury lucrou R$ 65,2 milhões no quarto trimestre de 2019, uma expansão de 12% sobre igual período de 2018.

Ultrapar (UGPA3)

A Ultrapar Participações publicou balanço e registrou um prejuízo de R$ 259,5 milhões no quarto trimestre do ano passado, após ter tido lucro líquido de R$ 495 milhões em igual período do ano anterior.
O EBITA ajustado foi de R$ 167,5 milhões no período, também queda sobre o EBITDA de R$ 903,6 milhões no quarto trimestre de 2018. No ano fechado de 2019, a Ultrapar teve lucro líquido de R$ 440 milhões, em queda de 61% sobre 2018, quando a holding – que controla as marcas Ipiranga, Ultragaz, Ultracargo, Oxiteno e Extrafarma – lucrou R$ 1,13 bilhão.
Embora o desempenho da Ipiranga, Ultragaz e Oxiteno tenha se mantido na média, o grupo teve uma redução do valor recuperável de ativos (“impairment”) de R$ 593 milhões na Extrafarma, o que prejudicou o EBITDA e outros resultados da holding.
A receita líquida da holding somou R$ 23,6 bilhões no quarto trimestre, uma expansão de 1% sobre igual trimestre de 2018 e de 2% sobre o terceiro trimestre de 2019, “em consequência, neste último período, do desempenho da Ipiranga e da Ultracargo”. A Ultrapar fechou 2019 com dívida líquida de R$ 8,7 bilhões, em leve aumento sobre 2018. A relação dívida líquida sobre o EBITDA estava em 31 de dezembro em 2,87 vezes (2,87x).

Raia Drogasil (RADL3)

A Raia Drogasil (RADL3) comunicou um lucro líquido ajustado de R$ 168,7 milhões no quarto trimestre de 2019, resultado um pouco superior ao lucro líquido reportado em igual período de 2018, que foi de R$ 154,4 milhões. No ano fechado de 2019, o lucro líquido ajustado da Raia Drogasil avançou 7% sobre 2018 para R$ 587,1 milhões. Em 2019, a Raia Drogasil adquiriu e absorveu mais de 40 farmácias da Drogaria Onofre em São Paulo, e a operação ultrapassou duas mil lojas no Brasil, chegando a 2.073 farmácias. Por isto, o resultado não é recorrente. O lucro líquido, por sua vez, ficou em R$ 143,3 milhões.

A expansão de vendas nas mesmas lojas em 2019 foi de 9,2%, recorde segundo a Raia Drogasil. O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (EBITDA, na sigla em inglês) ajustado atingiu R$ 1,3 bilhão em 2019, crescimento de 12,4% sobre 2018. A Raia Drogasil encerrou 2020 com endividamento líquido de R$ 923,4 milhões, superior aos R$ 735 milhões do quarto trimestre de 2018. A relação dívida líquida sobre o EBITDA é de 0,7 vezes (0,7x) e 79% da dívida, segundo a companhia, é de longo prazo.

Pão de Açúcar (PCAR4)

O Grupo Pão de Açúcar teve lucro líquido consolidado de R$ 98 milhões no quarto trimestre de 2019, uma queda de 71,4% em comparação a igual período de 2018.

Já o lucro líquido aos acionistas controladores foi de R$ 84 milhões no quarto trimestre de 2019, queda de 80,8% em relação ao mesmo período do ano passado. No segmento alimentar, o lucro líquido aos controladores foi de R$ 266 milhões, queda de 43,8% ante o quarto trimestre de 2018.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 1,063 bilhão no quarto trimestre de 2019, queda de 15,9% na comparação anual. Já o Ebitda ajustado da companhia somou R$ 1,29 bilhão no período, alta de 0,5%. No segmento alimentar, o indicador apresentou queda de 12,4%, montante de R$ 1,068 bilhão.

O EBITDA ajustado ficou em R$ 1,2 bilhão, alta de 0,5% na mesma base de comparação. A receita liquida do grupo cresceu 23,6% para R$ 17,3 bilhões. Em 2019, o Grupo Pão de Açúcar lucrou R$ 836 milhões, recuo de 35% sobre 2018. O EBITDA ajustado caiu 4,6% para R$ 3,9 bilhões.

A receita do grupo aumentou 14,8% sobre 2018 para R$ 56,6 bilhões em 2019. O grupo varejista destacou que teve despesas de R$ 227 milhões no quarto trimestre do 2019, relacionadas à reestruturação nas operações brasileiras e também aos gastos decorrentes do processo de aquisição do grupo Éxito da Colômbia.

As despesas com vendas, gerais e administrativas avançaram 18,5% no quarto trimestre de 2018 ante o mesmo período de 2019. No segmento alimentar, o avanço foi menor, de 1,3%.

Fleury (FLRY3)

O Grupo Fleury apurou um lucro líquido de R$ 65,2 milhões no quarto trimestre de 2019, montante que representa crescimento de 12% ante os R$ 58,2 milhões registrados do mesmo período de 2018. No acumulado do ano, o lucro líquido da companhia foi de R$ 333,9 milhões, alta de 0,7% em relação aos R$ 331,6 milhões de 2018. A receita bruta trimestral foi de R$ 778,6 milhões, com alta de 9,1%, enquanto a anual foi de R$ 3,1 bilhões, crescimento de 9,1% em relação ao acumulado de 2018.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) também teve crescimento e foi a R$ 153,9 milhões, alta de 5,9% em comparação ao registrado no final de 2018, de R$ 145,4 milhões. Em todo o 2019, o Ebitda foi de R$ 719,6 milhões, o que representa alta de 4% em comparação aos R$ 691,6 milhões no acumulado de 2018.

Já a receita líquida entre outubro e dezembro do ano passado foi de R$ 720 milhões, alta de 10% em relação aos R$ 654,8 milhões registrados no quarto trimestre de 2018. No montante anual, a receita líquida chegou a R$ 2,9 bilhões, alta de 9%. A margem Ebitda recuou 0,8 ponto percentual entre o quarto trimestre de 2019 e o mesmo período de 2018, chegando a 21,4%.

O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) foi de 18,8%, recuo de 37 pontos base em relação ao mesmo período de 2018.

Durante o ano de 2019, a companhia realizou 82,1 milhões de exames, e 321,5 mil assessorias médicas. A empresa conta atualmente com 10 mil funcionários, incluindo 2,4 mil médicos.

Marfrig (MRFG3)

A Marfrig informou que obteve um lucro líquido de R$ 26,9 milhões no quarto trimestre de 2019, revertendo prejuízo de R$ 1,25 bilhão que teve em igual período de 2018. A receita líquida da empresa cresceu 23,5% no quarto trimestre de 2019, sobre mesmo trimestre do ano anterior, para R$ 14,2 bilhões.

O EBITDA foi de R$ 1,6 bilhão no quarto trimestre de 2019, crescimento de 8,6% sobre igual período de 2018. A Marfrig informou que em 2019 a América do Norte – onde possui três frigoríficos nos Estados Unidos – passou a representar 61% da sua receita. O Brasil representa apenas 10%, menos que a China, que responde por 14% do faturamento. Em 2018, o Brasil respondia por 13% do mercado da Marfrig. O endividamento da Marfrig também cresceu, de um passivo total de R$ 8,6 bilhões no quarto trimestre de 2018 para R$ 10,6 bilhões no quarto trimestre de 2019.

O mercado esperava resultados fortes para a empresa – a ação da companhia vem trabalhando em forte alta há seis sessões. Na semana passada, o JPMorgan elevou a recomendação para a ação de Neutra para Compra, com preço-alvo de R$ 13 – preço já superado pelo papel.

Por ser a companhia brasileira com mais unidades habilitadas para exportarem à China – são 13 na América do Sul; sete no Brasil, quatro no Uruguai e duas na Argentina – a Marfrig é uma das mais beneficiadas com a expectativa de aumento na demanda do país asiático por carne importada em decorrência da peste suína africana.

Além disso, por ter uma operação nos Estados Unidos, a companhia pode aproveitar a recente abertura da China à carne norte-americana.

Burger King (BKBR3)

O Burger King teve lucro líquido de R$ 41,3 milhões no quarto trimestre de 2019,  queda de 50,6% frente o mesmo trimestre do ano anterior, de R$ 83,6 milhões.

A receita líquida subiu 11,9% no quarto trimestre de 2019, para R$ 803,4 milhões, na comparação com os R$ 718,1 milhões do mesmo período do ano anterior.

O Ebitda ajustado do quarto trimestre de 2019, por sua vez, totalizou R$ 171,2 milhões, em alta de 36,6% ante os R$ 125,4 milhões do mesmo período do ano passado.

O total de restaurantes da rede ao fim do período foi de 912 unidades, 111 lojas acima na comparação com o quarto trimestre do ano anterior.

Gol (GOLL4)

A companhia aérea Gol teve lucro líquido de R$ 179,3 milhões em 2019, revertendo prejuízo de R$ 1,339 bilhão no ano anterior. No quarto trimestre, o lucro líquido foi de R$ 436,3 milhões. O resultado refere-se aos ganhos atribuído aos acionistas, antes de participação minoritária.

A Gol informou ainda que a sua receita líquida cresceu 18,8% para R$ 3,8 bilhões no quarto trimestre de 2019, o que a empresa aérea definiu como seu melhor resultado. O EBITDA do quarto trimestre teve avanço de 22,2%. A empresa informou que para 2020 a projeção é de uma receita líquida de R$ 15,4 bilhões.

A Gol afirma que obteve lucro operacional recorrente de R$ 1 bilhão no quarto trimestre de 2019 e de R$ 2,6 bilhões em 2019. O lucro operacional em 2019, segundo a empresa, cresceu mais de 40% sobre o lucro de R$ 1,6 bilhão reportado em 2018. A Gol também informou que transportou 9,7 milhões de passageiros no trimestre, uma expansão de 8% sobre igual trimestre do ano anterior.

Petrobras (PETR3;PETR4)

Além dos números do quarto trimestre e de 2019, em que a companhia registrou o maior lucro nominal da história das empresas de capital aberto, a Petrobras segue no radar em meio ao noticiário sobre a greve.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus 13 sindicatos filiados vão indicar aos funcionários da Petrobras, em assembleias nesta quinta-feira, 20, que suspendam a greve iniciada no dia 1º deste mês. Se a indicação for aprovada, as entidades vão poder participar, na manhã de sexta-feira, 21, da mediação com a direção da Petrobras proposta pelo ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra.

A decisão, de fato, se os empregados vão voltar ou não ao trabalho sairá nessa quinta-feira, quando os sindicatos, em cada uma das suas bases de atuação, vão submeter a proposta do conselho da federação aos petroleiros.

Na noite de terça-feira, Gandra liberou despacho propondo o encontro da direção da Petrobras com a FUP para retomarem as negociações, mas condicionou o encontro ao fim da paralisação, que nesta quarta completou 19 dias, a maior desde 1995.

A greve dos petroleiros foi motivada, principalmente, pela demissão de 396 empregados diretos e 600 indiretos da Araucária Nitrogenados (Ansa), no Paraná. No dia 14 de janeiro, a Petrobras anunciou o fechamento da fábrica de fertilizantes e o desligamento dos funcionários, que começou a acontecer após um mês do comunicado.

No início deste mês, a FUP convocou os petroleiros a cruzar os braços em protesto às demissões e conseguiu a adesão de cerca de 21 mil trabalhadores da Petrobras em 13 Estados. Segundo a entidade, ao deixar cerca de mil pessoas desempregadas, a estatal descumpriu acordo coletivo que exige uma negociação prévia com as lideranças sindicais. A empresa responde que teve essa conversa com o sindicato local, representante dos funcionários da Ansa, o Sindiquímica-PR.

Especificamente sobre o resultado, a visão dos analistas é positiva. Apenas no quarto trimestre de 2019, o lucro líquido da estatal ficou em R$ 8,153 bilhões — uma alta de 287,87% sobre o mesmo período do ano anterior.

O Bradesco BBI definiu os resultados apresentados ontem pela Petrobras como “muito fortes”, com um EBITDA ajustado em linha com as projeções feitas. “A Petrobras está entregando resultados em linha com todas as metas: venda de ativos, crescimento da produção e custo mais baixo de capital. Nós acreditamos que esta tendência continuará nos próximos dois anos”, avalia o BBI, que mantém a nota “outperform” (acima da média) para o papel PETR4, com preço-alvo de R$ 38,00 para a ação, alta de 24% sobre os R$ 30,55 do fechamento de ontem na B3.

O banco Credit Suisse definiu os resultados da Petrobras como positivos e “melhores do que uma leitura mais superficial poderia sugerir”. O banco destacou que o EBITDA trimestral, de R$ 37,2 bilhões, ficou em linha com as estimativas e o nível de geração de caixa da estatal superou as expectativas. O CS destacou que a produção da estatal avançou 21% em 2019, houve redução da dívida e a empresa desinvestiu ao redor de R$ 65 bilhões. “Olhando para frente, projetamos que o desinvestimento no refino será um gatilho para o preço das ações”, avalia o CS. O banco reitera o preço-alvo de US$ 21,00 para o ADR, negociado na Bolsa de Nova York.

Embraer (EMBR3)

No âmbito do acordo fechado com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) por violação das leis anti-corrupção do país, a Embraer fechou acordo com as autoridades norte-americanas para estender por 90 dias o prazo de monitoria externa e independente. O próprio acordo também será estendido pelo mesmo período.

Em Fato Relevante, a companhia informa que a prorrogação do prazo permitirá a conclusão dos testes da monitoria para avaliação do cumprimento dos acordos com o DOJ e com a Securities and Exchange Comission (SEC). Assim, este acompanhamento se encerrará em 22 de abril.

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(Com Agência Estado e Bloomberg)

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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quinta-feira

Bandeiras da China ao vento

O Banco do Povo da China reduziu ontem à noite (hora de Brasília) a taxa de juros em dez pontos-base, para 4,05% ao ano, e a bolsa de valores de Xangai fechou hoje em alta de 1,81% com o estímulo.

Mesmo assim os mercados não parecem ter reagido imediatamente ao incentivo: as bolsas europeias abriram em leve queda e os futuros de Nova York estão em terreno negativo, à espera de sinais dos indicadores e das empresas.

No cenário brasileiro permanece a incerteza com a reforma tributária, enquanto no noticiário corporativo segue a temporada de balanços, com a Petrobras informando na noite de ontem um lucro recorde no quarto trimestre de 2019. Conforme destaca análise do Bradesco BBI, os números foram positivos, com destaque para a forte operação em exploração e produção.  Raia Drogasil, Pão de Açúcar, Marfrig e Laboratórios Fleury publicaram balanços na noite de ontem. A Vale publica balanço hoje. Ainda em destaque, estão os dados do IPCA-15 de fevereiro.

1. Bolsas mundiais

O Banco do Povo da China cortou a taxa de juros em 10 pontos-base, de 4,15% para 4,05% ao ano. Esse movimento deu impulso para a bolsa de valores de Xangai, que fechou em alta de 1,81%; Tóquio avançou 0,34% no índice Nikkei-225, mas Hong Kong caiu 0,14%.

Na Coreia do Sul, a bolsa de Seul fechou em queda, hoje o país registrou a primeira morte por coronavírus. Já a Província de Hubei relatou uma queda acentuada em novos casos, mas isso ocorreu após outra mudança na maneira como a China diagnostica infecções, levantando novas questões sobre a confiabilidade dos dados.

As bolsas europeias abriram em leve baixa e os futuros de Nova York estão em terreno negativo, embora próximos à estabilidade. O mercado está de lado, aguardando indicadores e dados das empresas que mostrem uma direção.

No mercado de commodities, o petróleo releva o vírus e estende alta; metais recuam em Londres, enquanto o minério de ferro sobe após exportações da Austrália caírem com ciclone.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h17 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), -0,07%
*Nasdaq Futuro (EUA), -0,10%
*Dow Jones Futuro (EUA), -0,10%

Europa
*Dax (Alemanha) , -0,13%
*FTSE (Reino Unido), +0,11%
*CAC 40 (França), -0,13%
*FTSE MIB (Itália), -0,33%

Ásia
*Nikkei (Japão), +0,34% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -0,67% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), -0,14% (fechado)
*Xangai (China), +1,81% (fechado)

*Petróleo WTI, +0,23%, a US$ 53,41 o barril
*Petróleo Brent, +0,03%, a US$ 59,14 o barril

**Na Bolsa de Dalian, o minério fechou em forte alta. Em 20 de fevereiro, contratos futuros do minério de ferro negociados em Dalian fecharam com alta de 4,22%, cotados a 667,000 iuanes, equivalentes a US$ 94,98 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 7,0225 (-0,42%)
*Bitcoin, US$ 9.585,79 +0,33%

2. Indicadores econômicos

O IBGE publica às 9h de hoje o IPCA-15 de fevereiro, que deve mostrar como os preços oscilaram na primeira metade do mês. A inflação medida pelo indicador deve ter registrado alta de 0,23% em fevereiro na comparação mensal, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, depois de ter avançado 0,71% na medição anterior.

A FGV publica também pela manhã o índice de confiança do consumidor relativo a fevereiro. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve da Filadélfia publica o índice industrial relativo a fevereiro.

3. Reformas

Investidores estão questionando o governo federal sobre a política fiscal, mostra matéria do jornal O Estado de S. Paulo de hoje. Presidente do Insper, o economista Marcos Lisboa avalia que, para complicar o cenário já nebuloso, começam a “sair” medidas para furar o teto de gastos. Investidores estrangeiros já avisaram o ministro da Economia, Paulo Guedes, que têm interesse em colocar dinheiro no Brasil, mas cobram avanços sólidos nos marcos legais. Um ponto de incógnita é a reforma tributária. Ninguém quer trazer recursos para o Brasil “no escuro” sem saber como ficarão as regras sobre impostos.

Ainda no radar dos investidores, está a notícia da Bloomberg de que o apoio de Bolsonaro a Guedes destrava reforma administrativa em efeito inesperado após controvérsias. O texto que altera regras de contratação e de remuneração dos servidores públicos estava tecnicamente pronto; na reunião de terça-feira, recebeu apoio político que faltava ao projeto, segundo integrante da equipe econômica. O Ministério da Economia não quis comentar; Planalto não respondeu imediatamente a pedido de comentário da agência.

Na agenda, Bolsonaro, Guedes e Campos Neto, presidente do BC, cumprem agenda em Brasília e participam às 10h30 do lançamento do crédito imobiliário com taxa fixa; ministro e presidente do BC ainda participam da reunião do Conselho Monetário Nacional, às 15h.

4. Política

Vale destacar ainda o ambiente de tensão após o ex-governador e senador pelo Ceará, Cid Gomes (PDT), ter sido baleado ontem por policiais militares amotinados quando tentava invadir um quartel com uma retroescavadeira em Sobral, reduto político da família Gomes. O senador foi hospitalizado mas não corre risco de morte. O ministro da Justiça, Sergio Moro, autorizou ontem à noite o envio da Força Nacional de Segurança Pública para o Ceará.

5. Noticiário corporativo

Além da Petrobras (PETR3 e PETR4), que anunciou na noite de ontem um lucro recorde anual de R$ 40,1 bilhões, Raia Drogasil (RADL3), Pão de Açúcar (PCAR4), Rede Fleury (FLRY3) e Marfrig (MGFR3) publicaram balanços. A Raia Drogasil reportou lucro líquido de R$ 167 milhões no quarto trimestre, um pouco acima das projeções, mas lucrou 7% a mais em 2019, um total de R$ 587 milhões. O Grupo Pão de Açúcar teve lucro líquido de R$ 836 milhões em 2019, uma queda de 34,89% sobre 2018. A Rede Fleury lucrou R$ 65,2 milhões no quarto trimestre de 2019, uma expansão de 12% sobre igual período de 2018. Já a Ultrapar (UGPA3) reverteu o lucro e tem prejuízo de R$ 266,5 milhões no 4º trimestre.

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Marfrig reverte prejuízo e registra lucro líquido de R$ 27 milhões no 4º trimestre

marfrig frigorífico carne abatedouro

A Marfrig (MRFG3) registrou lucro líquido de R$ 27 milhões no quarto trimestre de 2019, ante prejuízo líquido de R$ 1,257 bilhão em igual período de 2018, informou a companhia em balanço financeiro divulgado há pouco. No acumulado do ano, o lucro líquido caiu para R$ 218 milhões, ante R$ 1,4 bilhão no ano anterior.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado do quarto trimestre foi de R$ 1,618 bilhão, recorde histórico para a companhia e aumento de 70,5% em relação ao igual período de 2018. Já o Ebitda ajustado anual alcançou R$ 4,8 bilhões, um aumento de 33,7% ante 2018.

A receita líquida do quarto trimestre do ano passado também foi recorde, totalizando R$ 14,2 bilhões, um crescimento de 23,5% quando comparado à receita do quarto trimestre de 2018. Em 12 meses, a receita somou R$ 49,9 bilhões, um avanço de 11,2% no comparativo anual e superior ao guidance para o ano, que estava na faixa entre R$ 47 bilhões e R$ 49 bilhões.

No quarto trimestre, a Operação América do Norte da companhia teve receita líquida de US$ 2,3 bilhões (ou R$ 9,6 bilhões), 10,2% a mais do que no mesmo período do ano anterior. O lucro bruto da operação ficou em US$ 343 milhões (R$ 1,4 bilhão), ganho anual de 36,5%. No acumulado do ano, o lucro bruto do segmento América do Norte chegou a US$ 1,2 bilhão, aumento de 19,3%. O Ebitda subiu 11,1%, para US$ 982 milhões (R$ 3,9 bilhões).

Já a Operação América do Sul teve lucro bruto de R$ 655 milhões no último trimestre de 2019. No acumulado do ano, o lucro bruto subiu 9,6%, para R$ 1,7 bilhão.

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O mercado esperava resultados fortes para a empresa – a ação da companhia vem trabalhando em forte alta há seis sessões. Na semana passada, o JPMorgan elevou a recomendação para a ação de Neutra para Compra, com preço-alvo de R$ 13 – preço já superado pelo papel.

Por ser a companhia brasileira com mais unidades habilitadas para exportarem à China – são 13 na América do Sul; sete no Brasil, quatro no Uruguai e duas na Argentina – a Marfrig é uma das mais beneficiadas com a expectativa de aumento na demanda do país asiático por carne importada em decorrência da peste suína africana.

Além disso, por ter uma operação nos Estados Unidos, a companhia pode aproveitar a recente abertura da China à carne norte-americana.

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Petrobras lucra R$ 40,1 bilhões em 2019, maior valor nominal da história das empresas de capital aberto

Plataforma P-56 da Petrobras

SÃO PAULO — A Petrobras (PETR3 ; PETR4) registrou um lucro líquido de R$ 40,137 bilhões em 2019, um crescimento de 55,7% sobre o valor registrado em 2018. A cifra também representa o maior lucro nominal da história das empresas de capital aberto, segundo a Economatica.

Apenas no quarto trimestre de 2019, o lucro líquido da estatal ficou em R$ 8,153 bilhões — uma alta de 287,87% sobre o mesmo período do ano anterior. O valor, no entanto, veio abaixo das estimativas de analistas consultados pela Bloomberg, que previam ganho de R$ 11,288 bilhões nos três últimos meses de 2019 para a companhia.

O Ebitda ajustado da companhia (lucro antes de juros, impostos depreciação e amortização) ficou em R$ 129,249 bilhões em 2019, um aumento de 12,54% sobre 2018.

Apenas no quarto trimestre, a cifra foi de R$ 36,529 bilhões, um avanço de 25,27% sobre o valor registrado entre outubro e dezembro do ano anterior. O dado, porém, ficou um pouco abaixo dos R$ 37,970 bilhões projetados pelos analistas ouvidos pela Bloomberg.

Já a receita de vendas da estatal caiu 2,58% em 2019, na comparação com 2018, totalizando R$ 302,245 bilhões. No último trimestre do ano passado, a receita de vendas ficou em R$ 81,771 bilhões, ligeira queda de 1,22% sobre o mesmo período de 2018 e abaixo das estimativas de R$ 85,434 bilhões do mercado.

Segundo a Petrobras, em termos da composição da receita de vendas, o diesel continua sendo o produto mais relevante, representando 48% das receitas com vendas de derivados no mercado interno, seguido da gasolina, com 22% das vendas.

“As receitas líquidas caíram 2,6% em 2019, apesar do aumento expressivo das exportações de óleo e derivados e do aumento de receita de gás natural, devido à redução de 2% do Brent em reais, o menor volume de derivados vendidos a preços menores, com destaque para gasolina e nafta”, explicou a estatal em seu balanço.

A Petrobras afirmou ainda que “também contribuíram para a queda nas receitas a redução da receita das unidades no exterior, refletindo a venda dos ativos de E&P [exploração e produção] na Petrobras America, distribuidora no Paraguai e refinaria de Pasadena.”

Dívida

A dívida líquida da estatal teve um avanço de 4,56% desde o fim do terceiro trimestre de 2019, chegando a US$ 78,861 bilhões em dezembro, também acima dos US$ 69,378 bilhões apresentados um ano antes (+13,67%).

“A dívida líquida aumentou 4,6% devido ao uso de recursos para pagamento de bônus referente ao leilão do excedente da cessão onerosa no mês de dezembro de 2019”, disse a Petrobras.

“A desalavancagem é uma prioridade para a Petrobras, cujo objetivo é reduzir a relação dívida líquida/Ebitda ajustado para 1,5x em 2020, considerando os efeitos do IFRS 16. Em 31 de dezembro de 2019, a relação dívida líquida/Ebitda ajustado era de 2,41x considerando os efeitos do IFRS 16, um aumento em relação ao índice de 2,40x em 30 de setembro de 2019. Excluindo os efeitos do IFRS16, a relação dívida líquida/Ebitda ajustado reduziria de 1,96x para 1,95x”, completou a empresa.

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Ibovespa sobe 1,3% com exterior e expectativa por resultado da Petrobras; dólar renova máxima histórica

ações bolsa mercado stocks índices gráficos

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em forte alta nesta quarta-feira (19) puxado pelo desempenho das ações da Petrobras (PETR3; PETR4) antes da divulgação do resultado da companhia no quarto trimestre. A expectativa é de números sólidos, guiados pelos dados de produção da estatal.

No exterior, o dia também foi positivo, com os mercados na expectativa por novos estímulos na China para ajudar a combater o surto do coronavírus. Os investidores também ficaram atentos à ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que mostrou uma ampla discussão de como fazer os Estados Unidos atingirem a meta inflação de 2% ao ano e como adaptar a política para combater os riscos à estabilidade financeira.

Também ajudaram as bolsas americanas a subirem os dados fortes do setor imobiliário americano e o avanço de 0,5% do Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) contra expectativa de 0,1% na mediana do consenso Bloomberg.

O Ibovespa terminou o dia com alta de 1,34%, aos 116.517 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 23,398 bilhões.

Enquanto isso, o dólar comercial teve alta de 0,18%, cotado a R$ 4,365 na compra e R$ 4,3657 na venda, renovando sua máxima histórica. O dólar futuro para março, por sua vez, avançou 0,18%, a R$ 4,3655.

Na véspera, Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, afirmou que a autoridade monetária intervém no câmbio quando vê problemas liquidez ou quando percebe que o real destoa dos pares. Segundo ele, câmbio é flutuante e está separado da política monetária.

Apesar da alta do dólar, o câmbio pressionado não está se refletindo na inflação ou em deterioração generalizada dos ativos brasileiros; o CDS – uma espécie de seguro contra calotes da dívida pública – do País ontem fechou na casa dos 92 pontos, na sexta baixa seguida e renovando menor nível desde 2010.

Já entre os juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2022 teve queda de seis pontos-base, a 4,66%, enquanto o de vencimento em janeiro de 2023 cai cinco pontos a 5,23%, seguido pela baixa de três pontos-base do vencimento em janeiro de 2025, a 5,97%.

O dia foi marcado pela análise dos balanços divulgados, como IRB Brasil RE (IRBR3), EDP, Energias do Brasil (ENBR3) e Gerdau (GGBR4), e também pela expectativa dos números do quarto trimestre de importantes empresas na noite de hoje. Além de Petrobras, saem Marfrig (MRFG3), RD ([ativo=RADL3), Pão de Açúcar ([ativo=PCAR4]), entre outras.

Enquanto isso, no exterior, as bolsas de valores da Ásia fecharam em alta, com a exceção de Xangai, que caiu 0,32%. Os mercados estão de olho na reunião do Banco do Povo da China, que poderá, às 22h30 desta quarta-feira (hora de Brasília) decidir mais um corte na taxa de juros para estimular a economia atingida pelo surto do coronavírus.

O número de mortos na China pelo coronavírus ultrapassou os 2 mil, enquanto o Japão começou a liberar passageiros de um navio de cruzeiro em quarentena. Já a província de Hubei, no centro do surto, relatou o menor número de casos adicionais desde que mudou seu método de contagem de infecções na semana passada.

As refinarias de petróleo chinesas cortaram ainda mais a produção para lidar com a demanda fraca. No mercado de commodities, o petróleo brent sobe após sanções dos EUA à Rússia e o conflito da Líbia mudarem o foco para ameaças à oferta.

Política

O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, ficará até o final do seu mandato. A afirmação foi feita dias após Guedes chamar os servidores públicos de “parasitas” que estariam alojados no “hospedeiro” que seria o governo federal. Boatos sobre a saída de Guedes começaram a circular nesta semana.

“Se Guedes tem problemas pontuais e sofre ataques, é muito mais por sua competência do que por eventuais deslizes”, disse Bolsonaro ao jornal O Estado de S. Paulo.

Vale ressaltar que Bolsonaro cancelou solenidade pública para lançamento do programa Brasil Mais para se reunir com o ministro da Economia e outros ministros e fechar os últimos detalhes da reforma administrativa, disse o porta-voz Otavio Rêgo Barros.

No âmbito estadual, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou na noite de ontem o projeto de reforma da previdência dos servidores públicos. Antes de seguir para a sanção do governador João Doria (PSDB), o projeto precisa ser votado em segundo turno. A PEC estabelece idade mínima de aposentadoria de 65 anos para os homens e de 62 anos para as mulheres.

Noticiário corporativo

A resseguradora IRB Brasil RE (IRBR3) e a EDP Brasil (ENBR3) publicaram balanços na madrugada de hoje. A IRB Brasil RE informou um lucro líquido de R$ 1,79 bilhão em 2019, uma expansão de 44,7% sobre 2018, quando lucrou R$ 1,21 bilhão. A empresa informou ter fechado 2019 com caixa líquido de R$ 35,9 milhões – queda de 16,8% sobre o fim do ano anterior.

A IRB Brasil RE afirma que seus ativos consolidados cresceram 7,7% em 2019 para R$ 17,1 bilhões. A EDP Brasil reportou um lucro líquido de R$ 1,48 bilhão em 2019, resultado um pouco superior ao lucro obtido de R$ 1,41 bilhão em 2018.

Maiores altas

Ativo Variação % Valor (R$)
WEGE3 8.50112 48.5
VVAR3 6.21242 15.9
GOAU4 5.18672 10.14
JBSS3 4.28016 26.8
B3SA3 3.9116 53.13

Maiores baixas

Ativo Variação % Valor (R$)
HGTX3 -2.88387 24.92
COGN3 -2.19298 11.15
BRDT3 -1.15626 29.92
CRFB3 -1.08893 21.8
UGPA3 -0.99585 23.86

Engie Brasil, Iguatemi e Banestes publicaram balanços na noite de ontem. A JBS anunciou a aquisição de cinco frigoríficos e da marca Ledbetter nos Estados Unidos, por R$ 1 bilhão. A Weg anunciou que pagará mais de R$ 350 milhões aos acionistas.

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Não importa onde o dólar está, mas o que o levou até lá

O dólar alto, razão de revolta durante o governo Dilma, tem sido tratado por economistas liberais como um problema menor nos últimos meses. Esse raciocínio teve seu momento mais baixo na fala de Paulo Guedes sobre empregadas domésticas, mas também foi formulado num linguajar adequado por Roberto Campos Neto.

Em resumo, o presidente do Banco Central disse três coisas ontem:

1) a missão do Banco Central é determinar a SELIC para cumprir as metas de inflação, sem compromissos no campo cambial;

2) as intervenções do BC se restringem a suavizar flutuações de curto prazo, sem afetar o nível da taxa de câmbio a longo prazo;

3) ao contrário do que ocorreu em outros períodos de desvalorização do real, agora a inflação está caindo, junto com o risco-país e a taxa de juros esperada pelo mercado no longo prazo (ou “juros longos”, no jargão utilizado por Campos Neto);

A fala foi merecidamente elogiada por Felipe Salto, diretor da Instituição Fiscal Independente, órgão do Senado que fiscaliza o Executivo. Em suma, Campos Neto fez três afirmações factuais verdadeiras.

Com as afirmações 1 e 2, ele diz que o Banco Central continua regido pelo tripé macroeconômico. Câmbio flutuante, cumprimento de regras fiscais e metas de inflação são as pernas que guiam a política econômica do Brasil desde 1999.

Para cumprir as metas de inflação, o BC altera a taxa SELIC, o que acaba afetando a taxa de câmbio indiretamente. Já escrevi sobre esse assunto em outros textos do blog. Não seria possível, nem desejável, ter uma meta de câmbio e outra de inflação

Não seria possível porque as duas metas seriam contraditórias em diversas conjunturas. Um corte da SELIC pode ajudar na meta de inflação e levar a altas indesejáveis no câmbio – ou vice-versa. E não seria desejável, dado que a taxa de câmbio é um preço que deve refletir fatores de mercado.

No terceiro ponto, Campos Neto também faz uma afirmação factual verdadeira. Desde a implementação do tripé macroeconômico, o Brasil teve alguns períodos de grande desvalorização do real. Os três mais notórios foram na transição entre FHC e Lula, nos 12 meses seguintes à eleição de 2014 e no atual ciclo iniciado em meados de 2018.

Existem diferenças abissais entre o atual ciclo de desvalorização do real e os dois anteriores. No primeiro, houve um aumento considerável do risco-país – primeiro pelo temor com relação a Lula, depois pela tempestade perfeita de 2015. Agora, em contraste, o risco-país (medido pelo preço do CDS, um seguro contra calotes do governo) está no menor nível desde o início da década passada.

Em 2002, havia o temor de que a eleição de Lula levasse a calotes na dívida pública. Em 2015, a percepção de risco do Brasil piorou abruptamente. Em 2019, há queda na percepção de risco e nos juros, tanto nos “curtos” quanto nos “longos”.

Em ambos os casos anteriores, a inflação estava alta e descontrolada, com o dólar tendo impacto substantivo no poder de compra das famílias. Hoje, a elevação do preço de importados ocorre num cenário de inflação baixa e sob controle.

Em 2002 e 2015, a disparada do dólar ocorreu apesar das decisões de política econômica, e não por causa delas. A desvalorização do real não foi consequência de desígnios conscientes, mas da desconfiança dos agentes de mercado com relação ao futuro do país.

O dólar muito ruim é aquele que depende de intervenções insustentáveis, que compromete a estabilidade do país. Foi o que ocorreu em 1998, quando um dólar artificialmente baixo comprometeu as reservas do Banco Central e levou à criação do tripé macroeconômico.

Imagine o leitor o que aconteceria se, em 2015, o BC decidisse derreter as reservas internacionais para conter a alta do dólar. O real se valorizaria, o dólar cairia, mas a taxa de câmbio ficaria pior. Um dólar alto por elevação de risco-país é ruim, mas comprometer a estabilidade das contas externas para manter o dólar artificialmente baixo é pior ainda. Raciocínio análogo permanecerá válido caso o BC se desfaça das reservas nas próximas semanas para conter a atual alta do dólar.

Não importa onde o dólar está, mas o que o levou para lá. Apesar de existirem alguns fatores ruins por trás da atual alta do dólar, inclusive a má imagem do Brasil no exterior, o regime de metas de inflação está funcionando bem. Mais uma diferença com relação ao passado: o BC descumpriu sua meta nos dois últimos ciclos de desvalorização do real.

Desvalorizações e valorizações possuem custos e benefícios. Uma barateia maquinário importado, a outra encarece viagens para Disney. A taxa de câmbio é um preço e, como tal, é boa quando reflete fatores de mercado. A questão fundamental não é se o preço de um dólar medido em reais está alto ou baixo, mas por que ele está alto ou baixo.

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Com placar empatado, julgamento sobre decreto que facilita venda de ativos pela Petrobras é suspenso no STF

Com placar empatado, por 4 a 4, o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre decreto que facilita o plano de desinvestimentos da Petrobras (PETR3;PETR4) foi suspenso na tarde desta quarta-feira, 19, pelo presidente da Corte, ministro Dias Toffoli. A interrupção se deu diante da ausência dos ministros Celso de Mello e Cármen Lúcia na sessão. Toffoli também ainda não votou.

Ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o presidente da Corte afirmou que o processo volta à pauta somente após o retorno do decano Celso de Mello, que está de licença médica, prevista até 19 de março.

O julgamento começou com o relator, ministro Marco Aurélio Mello, que votou para derrubar o decreto, editado em 2018 ainda durante o governo Temer.

Para ele, a norma é inconstitucional por dispensar a licitação no processo da cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo pela Petrobras.

O decreto cria um procedimento especial para essas operações. A posição de Marco Aurélio foi seguida pelos ministros Edson Fachin, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber, sob os mesmos argumentos.

Já o ministro Alexandre de Moraes foi o primeiro a discordar do relator. O ministro afirmou que a legislação permite, desde 1997, situações excepcionais que dispensem o processo licitatório tradicional.

Assim como Moraes, o ministro Luís Roberto Barroso defendeu que o decreto melhorou aspectos de governança na empresa e deu mais transparência e segurança jurídica ao processo de cessão. Também votaram dessa forma os ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux.

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Como investir no próximo unicórnio

Unicórnio, startups

Foi-se o tempo em que era necessário ter uma pequena fortuna para investir em startups. Hoje, é possível participar desse mercado com muito menos. A partir de R$ 1000, você já pode se tornar sócio de um – quem sabe? – futuro unicórnio.

O investimento em startups difere muito de acordo com o grau de maturidade da startup, que pode ser de ideação, operacionalização, tração, scale up (ganho de escala).

A fase de ideação é normalmente financiada pelo que chamamos de family and friends (família e amigos). Por ser uma fase ainda de muitos testes e de uma necessidade de capital ainda pequen,a normalmente amigos e família suprem o dinheiro inicial.

Em um segundo momento, entram os anjos (investidores individuais com alguma característica) e empresas de crowdfunding, seguidos dos fundos de VC (Venture Capital = dinheiro investido em um projeto com grande risco) para as fases seguintes.

Bem, como na primeira fase o investidor acaba sendo financiado por pessoas próximas e nas fases de tração e scale up os tickets em geral já são bastante altos, vou me ater aos investimentos via anjos e crowdfunding, que focam em startups que em geral já tem algum produto testado e querem expandir seus negócios.

Investimentos via associações a anjos

Há a necessidade de você se juntar a um grupo, seja de ex-colegas da faculdade ou de empresas que fazem isso de forma profissional. Esses grupos são pontos de atração para as startups que precisam de financiamento e têm estruturas de análise e regras definidas para os investimentos. Em geral, há uma recorrência de reuniões para análise das possíveis investidas pelo grupo.

A decisão de qual startup receberá o investimento é tomada pelo grupo e os investimentos, feitos individualmente de acordo com as regras do grupo. Há também a nomeação de uma pessoa que ficara responsável pela operacionalização e acompanhamento do investimento.

Para participar desses grupos, é comum haver cobranças anuais. Aqui, além do investimento em si, há um grande networking que não pode ser desprezado.

Investimentos via plataformas de equity crowdfunding

Esse investimento depende de uma plataforma (fintech) que unirá as pessoas que querem investir em uma startup que precise de investimentos. O Brasil já conta um punhado dessas plataformas, cada uma com seu modelo.

Temos a SMU, EqSeed, Cluster21, Captable só para citar algumas com as quais tenho conversado nos últimos meses e publicado essas conversas no meu canal do Youtube.

O investimento via crowdfunding em geral difere do investimento via anjo por ter valores de captação menores e mais rodadas de investimento. As plataformas fazem uma grande pré-seleção das startups.

Na EqSeed, por exemplo, o processo é tão rigoroso que somente 1% das startups chegam à fase de captação; na SMU, a plataforma acredita tanto na sua análise que os sócios investem junto em todas captações; na Captable, há um comitê de análise super qualificado; e, na Cluster21, uma parceria com universidades que ajuda o comitê na seleção.

Nenhuma dessas plataformas cobra do investidor, tendo seu modelo de cobrança atrelado ao sucesso da captação e cobrado da startup. Se aqui temos essas vantagens, por ser quase tudo feito digitalmente, perde-se o networking dos anjos.

O magnífico dessas plataformas de crowdfunding é que, se você quiser começar sendo sócio de empresas menos arriscadas do que startups, você pode iniciar por um investimento imobiliário via Glebba ou investimentos em projeto alternativos (agronegócio, energia, imobiliário, etc.) via Bloxs, por exemplo.

Assim como as plataformas para investimento em startups, elas permitem aplicar nesses setores de forma diversificada e com valores bem mais baixos do que os padrões desses mercados.

Tendo eu já participado de uma associação de anjos e tido propostas para participar de outras, gosto muito do modelo delas no que se refere a networking e análise da startups por pessoas qualificadas e com diferentes históricos.

Mas, recentemente, tenho focado nas empresas de crowdfunding por conta dos custos e da maior oferta de startups.

Uma das externalidades importantes desses investimentos está em uma maior participação e compreensão que você terá do que está acontecendo no mundo hoje além de uma possibilidade de ganhar mais dinheiro do que o CDI te daria.

É importante ressaltar que o investimento em startups é um de risco. Em sua maioria, os negócios vão quebrar antes de se tornarem viáveis. A taxa de mortalidade é de 50% nos primeiros quatro anos e chega a quase 80% em 13 anos no Brasil. Portanto, aqui vão alguns pontos a serem considerados antes de investir:

  • Segundo um estudo da CB insights, a chance de uma startup se tornar um unicórnio é de 1,07%.
  • Diversificação é a chave do jogo. Diversifique. Aplique valores menores em tantas quantas startups você conseguir. Minha dica é: invista em o menos dez para ter uma ou dois que sobreviverão a essa fase inicial.
  • Estude bem cada caso e invista nos que você tenha mais conhecimento ou confiança de que eles darão certo. Dados como tamanho do mercado potencial, barreiras de entrada, regulamentações, valuation, atratividade do investidor entre outros são pontos importantíssimos.
  • A implementação é mais importante do que a ideia. Pegue informações sobre o empreendedor e seu time, converse com eles se possível, veja o que eles têm nas suas mídias sociais etc.
  • Atenção ao veículo de investimento. A forma jurídica com que esse contrato é feito é importante para te tirar alguns riscos que são importantes nessa fase inicial e que podem te trazer muitas dores de cabeça. O principal é o risco de ser envolvido em um problema trabalhista como sócio da empresa. O veículo mais comum nas fases iniciais é o mútuo conversível, onde você só se torna sócio da empresa mais para a frente, quando ela já estiver mais estruturada.
  • Esse é um investimento que precisa de tempo para maturar. Não invista valores que precisará no curto prazo.

Por fim, é impressionante como o ambiente de investimentos está mudando e nos possibilitando investir em coisas que não tínhamos acesso há pouco tempo. As Fintechs fazem parte desse cenário e são o motor dessa nova era. Bom para nós que agora podemos nos tornar sócios de futuros unicórnios. E aí, você já faz parte desse mundo? Vamos nos tornar sócios de futuros unicórnios?

Caso concorde, discorde ou tenha algo a agregar é só comentar ou me chamar nos links abaixo.

Se tiver algum outro aspecto que queira que eu trate sobre esse tema também não hesite em dizer.

Obrigado @IlzeSola por me ajudar a escrever esse texto.

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