A Petrobras (PETR3; PETR4) informou aos seus clientes nesta quarta-feira, 19, o reajuste do preço da gasolina. O combustível vai ficar 3% mais caro em suas refinarias a partir da quinta-feira, 20, informou a empresa por meio de sua assessoria de imprensa.
Não foram revistos os preços do óleo diesel.
Como antecipou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o litro da gasolina subiu R$ 0,0512, em média.
Segundo o consultor de Petróleo e Gás da FCStone, Thadeu Silva, o reajuste acompanha as altas do câmbio e da commodity no mercado internacional.
O Tesouro Direto tem sido a principal escolha de quem busca uma aplicação com baixo risco e rendimento acima da poupança. Compreender a rentabilidade dos títulos públicos, no entanto, ainda é um desafio para muita gente. Para ajudar nessa questão, a calculadora do Tesouro pode ser muito útil.
Para entender a importância do assunto, vale lembrar que o número de pessoas que aplicam nessa modalidade vem crescendo e chegou à marca de 1,17 milhão em outubro de 2019.
O Tesouro Direto é o programa pelo qual o governo oferece títulos públicos federais a quem estiver interessado.
Quem compra um título público está, na verdade, emprestando dinheiro para o governo federal em troca de uma taxa de juros — que é o rendimento a ser recebido na data do vencimento do título ou semestralmente, dependendo do caso.
Neste artigo, vamos mostrar como funciona a calculadora do Tesouro e como você pode usá-la para projetar a rentabilidade dos títulos públicos. Acompanhe!
O que é a calculadora do Tesouro Direto?
A calculadora do Tesouro é uma ferramenta do próprio Tesouro Nacional que simula os resultados do investimento nos diversos títulos públicos disponíveis para aplicação. São eles:
Tesouro Prefixado: paga a quem investe uma taxa de juros prefixada, conhecida no momento da aplicação;
Tesouro Selic: o rendimento desse título acompanha a variação da Selic, a taxa básica de juros do país;
Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais: são títulos híbridos, cuja rentabilidade é composta por uma parte prefixada e outra pós-fixada, atrelada ao IPCA, que é o índice oficial de inflação do país.
É possível consultar os títulos disponíveis para compra na página no Tesouro Direto. Ali também estão outras informações importantes, como a taxa do título naquele momento e a data de vencimento do título.
Essas informações também estão na própria página da calculadora. Antes de investir, vale lembrar que não se deve escolher uma aplicação considerando apenas a maior rentabilidade projetada.
É importante que você tome suas decisões sempre levando em conta seu perfil e seus objetivos, só assim a sua carteira de investimentos será personalizada e fará sentido para você!
Por exemplo, se o objetivo é proteger o dinheiro dos efeitos da inflação no longo prazo, o título mais adequado pode ser o IPCA+ — mesmo que, naquele momento, algum outro apresente uma rentabilidade superior.
Mas saber qual é a rentabilidade projetada é importante. Isso permite comparar diferentes opções, e é um dos fatores que vão pesar na hora de escolher uma aplicação para fazer parte da sua carteira.
Como utilizar a calculadora do Tesouro?
Ao acessar a página da calculadora do Tesouro, a primeira coisa que você vai ver é a tabela com a relação dos títulos disponíveis e as informações de cada um, conforme mencionamos acima.
No pé da página está a calculadora em si. Veja a seguir um passo a passo de quais são os dados que você deve informar para saber a rentabilidade projetada.
1. Escolha o título para simulação
A primeira informação que a calculadora vai solicitar é o tipo de título cujo rendimento você quer projetar. A própria ferramenta dá as opções.
Observe que, além dos títulos que mencionamos no tópico anterior, ele também lista Tesouro IGP-M+ com Juros Semestrais e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais.
Essas duas modalidades não são mais oferecidas, mas estão na relação porque existem títulos desses tipos que ainda não venceram e, portanto, estão no mercado.
Para a nossa simulação aqui, escolhemos Tesouro Selic.
2. Informe a data da compra
Esse é um campo autoexplicativo. É com base na data da compra que a calculadora vai saber quanto tempo o dinheiro permanecerá investido, o que influencia tanto na rentabilidade total quanto na alíquota do Imposto de Renda.
Na nossa simulação, informamos que a data da compra é 28/12/2019.
3. Insira a data de vencimento do título
Essa informação está na tabela do começo da página, em que estão os títulos disponíveis para investimento. Enquanto fazíamos a simulação, o único título Tesouro Selic disponível tinha data de vencimento em 1º de março de 2025.
4. Coloque o valor do investimento
Nesse campo basta informar qual é o valor do investimento que você quer simular. Para o nosso exemplo, usamos R$ 10 mil.
5. Informe a taxa do papel na data da compra
Esse é outro dado que está na tabela dos títulos disponíveis, na coluna “Taxa de Rendimento (% a.a.)”. Na nossa simulação está 0,02%, o que corresponde à taxa Selic mais 0,02%.
6. Insira as taxas cobradas pelo banco ou corretora
Alguns bancos e corretoras cobram uma taxa de custódia para o investimento em títulos públicos. Isso era mais comum antigamente, e hoje em dia poucas instituições financeiras mantêm essa prática.
De qualquer forma, é importante conferir no banco ou corretora de sua escolha se existe algum custo para o investimento em Tesouro Direto e, se for o caso, informar nesse campo.
Na nossa simulação, deixamos o campo zerado. Se você escolheu o Tesouro Prefixado, esse é o último campo da sua simulação. Basta clicar em Calcular e conferir o resultado. Mas se escolheu Tesouro Selic ou Tesouro IPCA+ (com ou sem juros semestrais), continue no próximo passo.
7. Coloque a Selic ou o IPCA projetado para o período
No último campo, você deverá informar a taxa Selic para o período (se tiver escolhido o Tesouro Selic) ou a taxa de inflação projetada (para quem escolheu Tesouro IPCA+ ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais).
Na nossa simulação, com Tesouro Selic, informamos a taxa Selic vigente no momento em que escrevíamos este texto.
8. Clique em Calcular e confira o resultado
A calculadora traz um resultado bastante completo. Ela mostra:
quantos dias o dinheiro vai permanecer aplicado (corridos e úteis);
a rentabilidade bruta;
o valor da taxa de custódia cobrada pela bolsa de valores no momento do resgate;
a alíquota do Imposto de Renda de acordo com o tempo em que o dinheiro permanecer aplicado;
o valor do IR;
o valor líquido do resgate;
a rentabilidade líquida, após descontar taxas e IR.
Na nossa simulação, o dinheiro ficaria aplicado por 760 dias, o que daria uma rentabilidade bruta de 4,52% ao ano (Selic + 0,02%). Após descontar as taxas e os impostos, o valor líquido do resgate seria de R$ 10.764,08, com uma rentabilidade líquida de 3,60% ao ano.
Viu como é fácil usar a calculadora do Tesouro? É uma ferramenta muito útil que você deve conhecer antes de fazer a sua aplicação. Quer saber mais sobre o assunto? Então que tal aprofundar seus conhecimentos e fazer o primeiro módulo do nosso curso de investimentos? É online e gratuito!
SÃO PAULO – Após divulgar os resultados consolidados de 2019, com lucro 44,7% maior que o registrado em 2018, a resseguradora IRB Brasil (IRBR3) se diz otimista com 2020. “Não temos dúvidas de que o guidance [expectativa para o ano] será atingido e que 2020 será o melhor ano da companhia”, disse José Carlos Cardoso, CEO da empresa, em teleconferência com nesta quarta-feira (19).
As projeções do IRB para o ano incluem um crescimento entre 22% e 27% para o prêmio emitido no mercado doméstico em relação a 2019, e entre 23% e 28% para o mesmo indicador no exterior. Neste mercado, prêmio emitido refere-se aos valores pagos pelos segurados em troca da transferência de risco, deduzidos de IOF.
O IRB está sob os holofotes do mercado após cartas da gestora carioca Squadra terem questionado os balanços divulgados pela companhia e reforçado posição vendida em suas ações. A companhia havia se pronunciado, mas sem grandes detalhes, pois estava em período de silêncio antes da divulgação do balanço.
Os papéis chegaram a cair até 16,4% em uma só sessão e acumulam perda de 15,25% em fevereiro após terem subido 15% em janeiro. Na sessão desta quarta, após divulgação do balanço, o IRB abriu com forte alta, acima de 5%. Às 16h25, a alta tinha amenizado para 2%.
Publicados na madrugada desta quarta, os resultados do trimestre vieram com informações adicionais sobre alguns dos pontos questionados pela Squadra, como mais detalhes sobre sinistros, salvados e ressarcidos e compra e venda de shopping centers. Também foram auditados por duas das Big Four (as empresas contábeis especializadas em auditoria mais prestigiosas do mundo): PwC e Ernst & Young.
A empresa destacou, no call, que os resultados dos últimos três anos (desde que abriu capital) cumpriram as expectativas divulgadas nos guidances. À imprensa, disse que vem trabalhando para melhorar, a cada trimestre, suas demonstrações contábeis e evitar situações similares.
Cardoso disse entender que “críticas e opiniões fazem parte da natureza de qualquer companhia de capital aberta e que aos colaboradores e diretores não cabe responder, mas trabalhar para que os resultados da empresa falem por si só”. Segundo ele, “o time nunca esteve tão motivado”.
Recompra de ações
Nesta manhã, o IRB anunciou um programa de recompra de até 41,9 milhões de ações com duração de um ano.
Fernando Passos, CFO da empresa, disse que o intuito desse programa de prazo longo é atuar para maximizar o valor ao acionista quando julgado que o preço dos papéis esteja abaixo do nível justo. Não respondeu, porém, se avalia que a queda decorrente da polêmica com a Squadra levou a ação a um patamar considerado abaixo do ideal.
Para Carlos Daltozo, head de renda variável da Eleven, essa atitude “reforça o compromisso [da empresa] com os acionistas minoritários”, então pode ser lida como positiva.
O que pensam os analistas
A resposta de analistas aos resultados e ao guidance foi, em geral, positiva. A companhia tem 13 recomendações de compra, quatro de manutenção e nenhuma de venda, de acordo com levantamento da Bloomberg com casas de análise. Mas ainda pairam dúvidas.
Para o Morgan Stanley, há “mais pontos positivos do que negativos”, embora parte dos resultados tenham vindo abaixo da expectativa consensual de analistas. Em relatório, o MS diz que a maior clareza nos números deve ser “bem recebida” pelo mercado.
Os analistas do Safra disseram que as projeções divulgadas são “encorajadoras” e esperam lucro líquido de R$ 2,1 bilhões em 2020, uma alta de 25%, – o que “aparentemente” está no topo do guidance.
Em contraste, Daltozo, da Eleven, escreveu em relatório que, apesar de uma primeira impressão positiva, o relatório ainda deixa “peças soltas”. Entre os itens que permanecem obscuros está a variação da expectativa de salvados e ressarcidos, líquido de retrocessão, que, de acordo com o balanço, foi de R$ 65 milhões em 2019 – bem longe dos R$ 605 milhões como apontado pela Squadra em suas cartas.
Mesmo com as dúvidas, a casa de análise mantém recomendação de compra para o papel após traçar três cenários em um exercício hipotético de sensibilidade “improvável” que considera que o resultado não esteja normalizado, como alega a Squadra. “A assimetria entre o preço de tela e o valor que julgamos justo para IRBR3 só reforça nossa recomendação de compra para a ação”, escreve.
Os analistas da XP Investimentos mantêm a empresa sob análise, ou seja, sem recomendação divulgada, igualmente por ainda esperar mais esclarecimentos após a polêmica. “No geral, os resultados operacionais vieram abaixo do consenso, mas o lucro veio acima ajudado por impostos. Não obstante, a gestão divulgou um guidance para 2020 em linha com o divulgado/realizado em 2019”, escreveu o analista Marcel Campos. “Mantemos o papel sob revisão, conforme analisamos os dados e a recorrência dos resultados”.
O luxo à brasileira está prestes a desembarcar em Nova York. Na 5.ª Avenida, com vista para o Central Park, a JHSF vai abrir o primeiro hotel Fasano fora da América do Sul. O empreendimento terá apenas sete unidades hoteleiras, além de apartamentos com acesso a serviços exclusivos.
Não muito longe, na Park Avenue, um dos epicentros corporativos da cidade, um imóvel de 2 mil m² receberá o primeiro restaurante da marca – projeto supervisionado pessoalmente por Rogério Fasano. E o grupo especializado em luxo garante que este é apenas o primeiro sinal de suas ambições internacionais.
A escolha de Nova York, segundo José Auriemo Neto, presidente do conselho da JHSF, é uma espécie de recado para a concorrência: o objetivo é brigar nos principais mercados globais para a altíssima renda.
“Estrear a estratégia internacional em Nova York tem uma simbologia importante”, diz Auriemo Neto. Segundo o presidente do grupo, Thiago Alonso de Oliveira, a ideia é preparar o terreno para a chegada do Fasano a capitais europeias como Londres, Paris, Milão e Lisboa – todas com tradição no segmento de luxo. Nos EUA, os mercados em potencial são Miami e Los Angeles.
“E é claro que, em todos os casos, vamos estar em localizações privilegiadas, como em Nova York”, diz o executivo.
O Hotel Fasano de Nova York vai ter um conceito diferente dos projetos do Brasil e da unidade de Punta del Este, no Uruguai. Serão sete quartos de hotel, que só poderão ser reservados pelos clientes que fizerem parte de um “clube” do Fasano.
Haverá ainda três apartamentos de 330 m² a serem comercializados no regime de copropriedade, com cotas de 30 dias por ano.
Por fim, haverá duas unidades residenciais. Todos terão acesso a serviços como serviço de quarto 24 horas. O lobby servirá refeições o dia todo. O projeto, que está concluído, já vendeu mais de 50% das cotas, de acordo com a JHSF.
Já o restaurante Fasano será voltado para o mercado corporativo. O objetivo é que ele seja visto como uma espécie de “ponto de encontro” para executivos. O projeto do arquiteto Isay Weinfeld será modular. Assim, além do salão que servirá de café da manhã a jantar ao público geral, o espaço poderá comportar diferentes tipos de eventos de empresas. A inauguração será ainda no primeiro semestre.
Para Auriemo Neto, embora ainda seja mais conhecida pelos brasileiros, a marca Fasano já atrai a clientela internacional.
“Existe um público grande de pessoas dos Estados Unidos, da Europa e da Ásia que já se hospedaram nos nossos empreendimentos no Brasil”, completa Oliveira. “Eu diria que, entre 35% e 40% do público de negócios já conhece os produtos do Fasano.”
Apesar da aposta internacional, a rede de hotéis continuará a crescer no Brasil. Estão previstas por aqui mais três inaugurações até 2022: duas em São Paulo – no Itaim e na expansão do complexo do Cidade Jardim – e uma em Trancoso, na Bahia. Esses três empreendimentos vão adicionar mais 197 quartos à oferta da rede.
Projetos
O segmento de incorporação da JHSF também tem dois grandes projetos em andamento. Uma é o Boa Vista Village, que será desenvolvido em terreno contíguo à Fazenda Boa Vista e que tem valor geral de venda estimado em R$ 4,5 bilhões.
O projeto incluirá ainda um centro comercial e um espaço para family offices. Além disso, a expansão do complexo do Cidade Jardim também vai aproveitar para reforçar a presença da marca Fasano não só com o hotel, mas também com um projeto residencial e um clube exclusivo.
A Caixa Econômica Federal apresentou lucro líquido recorrente de R$ 14,7 bilhões em 2019, montante 20,6% maior que o registrado em 2018. O ano passado – primeiro da gestão de Pedro Guimarães, escolhido para capitanear a instituição no governo de Jair Bolsonaro – foi marcado por uma agenda de vendas de ativos e devolução de recursos aportados durante a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff.
O banco informou, em nota à imprensa, que levantou mais de R$ 15,5 bilhões em vendas de ativos em 2019 e a reestruturação de seu balcão de seguros garantiu R$ 9,5 bilhões. Afirmou ainda que pagou R$ 11,4 bilhões em instrumentos híbridos de capital e dívida (IHCD) ao governo, por conta de recursos que foram aportados no passado.
No quarto trimestre, a Caixa reverteu um prejuízo de R$ 1,113 bilhão para um lucro líquido contábil de R$ 4,899 bilhões.
A Caixa encerrou o quarto trimestre com R$ 693,7 bilhões em carteira de crédito, crescimento de 1,5% frente ao terceiro, revertendo a trajetória de queda. No ano, porém, foi vista leve queda de 0,1%.
“Essa carteira reverteu o movimento de queda, influenciada principalmente pelos aumentos de 1,9% em habitação, de 2,4% em crédito consignado, de 2,4% em crédito direto ao consumidor, de 2,8% em saneamento e de 4,5% em rural”, diz a nota da Caixa.
Crédito imobiliário
O saldo da carteira de crédito imobiliário da Caixa teve expansão 4,6% no ano passado, totalizando R$ 465,094 bilhões frente a 2018. Só no quarto trimestre, a carteira de crédito imobiliário da Caixa cresceu 1,9%. Tanto no comparativo trimestral quanto no anual o motor para os empréstimos vieram das linhas que utilizam como fonte os recursos do FGTS, cuja gestão é monopólio do banco público.
Em termos de novas contratações, é possível ter a dimensão da volta da Caixa para esse segmento. De outubro a dezembro, a cifra cresceu 35,4% ante um ano, totalizando R$ 29,5 bilhões. Enquanto as linhas com recursos da poupança mais que dobraram, as que se utilizam do FGTS cresceram 30,2%, na mesma base de comparação.
A carteira de crédito para a pessoa física da Caixa somava R$ 81,866 bilhões em dezembro do ano passado, estável em um ano e 0,5% maior frente aos três meses anteriores. As operações com pessoa jurídica somaram R$ 38,623 bilhões, com recuo de 30,2% e 3,9% nessas duas bases de comparação, respectivamente.
No ano passado, a Caixa mudou a estratégia que vinha adotando nos governos anteriores sob a ótica do crédito. Assim, deixou de emprestar para grandes grupo, voltando-se a pequenas e médias empresas, o que justifica o encolhimento do saldo de empréstimos dedicados à pessoa jurídica.
O banco encerrou 2019 com 103,260 milhões de clientes, o que representou um acréscimo de 10,596 milhões em relação aos 92,7 milhões de clientes ao final de 2018. O número de agências ficou praticamente estável em 3.373 unidades, enquanto o de funcionários diminuiu em 1.915, para 94,446 mil em 2019.
O “Programa Brasil Mais”, anunciado nesta terça-feira (18) pelo governo federal, receberá investimento de cerca de R$ 1 bilhão, afirmou o porta-voz da presidência da República, Otávio Rêgo Barros.
Tendo como meta o aumento da eficiência das empresas, o programa foi dividido em quatro linhas: uma focada em otimização, envolvendo 200 mil empresas; outra, voltada à transformação digital, com 50 mil empresas; o ramo da chamada Economia 4.0 afetará seis mil empresas, e uma última, de “conduta ou sensibilização”, que envolve dois milhões de pessoas.
As informações foram repassadas pelo porta-voz após a cerimônia de lançamento do “Brasil Mais” ter sido cancelada.
Segundo Rêgo Barros, o programa irá integrar os serviços do Senai e Sebrae e disponibilizar uma plataforma única para iniciativas e para “difusão de informações e oportunidades para o aperfeiçoamento contínuo, o aumento da produtividade e a transformação digital das empresas brasileiras, com foco especial nas de micro, pequeno e médio porte”.
O porta-voz afirmou também que o “Brasil Mais” será o 2º maior programa de produtividade do mundo e o maior em transformação digital da América Latina.
Nota divulgada mais cedo pelo Ministério da Economia informou a meta do programa é aumentar a eficiência das empresas e oferecer soluções de baixo custo para melhoria de gestão e práticas produtivas de até 200 mil micro, pequenas e médias firmas até 2022.
O nome de Michael Bloomberg se mistura com o próprio mercado financeiro. Quem tem interesse em investir em ações ou acompanha o mundo de negócios provavelmente já ouviu dele com alguma frequência. Um dos principais terminais de informações financeiras do mercado carrega seu sobrenome.
Bloomberg, o homem – não o sistema-, é um engenheiro com MBA em Harvard, que conseguiu o seu primeiro emprego em Wall Street no Salomon Brothers em 1966, de onde foi demitido 15 anos depois, depois de uma disputa política interna após a venda da empresa. Seu acordo de demissão, já como um dos sócios do banco de investimento, rendeu US$ 10 milhões.
Sem emprego, com dinheiro e uma ideia de mudar o mercado financeiro para sempre, Bloomberg criou o terminal e agregou a ele uma rede de notícias. Com isso, passou a oferecer informações precisas em tempo real, serviço que conquistou bancos, gestores e investidores em todo mundo.
Vindo de uma família de classe média, Bloomberg fez fortuna com seu sucesso como empreendedor ao montar a Bloomberg L.P., o que viabilizou o financiamento de dezenas de projetos de saúde, educação e inovação por meio de sua fundação filantrópica.
Mas o mundo dos negócios não era suficiente e o empresário decidiu entrar para a política – e em grande estilo. Concorreu e ganhou três mandatos consecutivos como prefeito de Nova York, o primeiro deles meses após o ataque de 11 de setembro. Seu próximo desafio? Ser o candidato democrata que disputará a presidência americana com Donald Trump nas eleições deste ano.
Família e formação
Nascido em 1942 em Boston, na costa leste dos Estados Unidos, Michael Bloomberg cresceu na cidade de Medford em uma família de classe média. Seus pais, William e Charlotte, eram contadores e tinham, além de Michael, uma filha chamada Marjorie.
William trabalhava em uma empresa de laticínio, enquanto Charlotte era secretária. A origem da família está na fuga dos judeus da Rússia, quando seu avô paterno, o corretor de imóveis Alexander deixou o país e se mudou para os EUA, enquanto o pai de sua mãe, Max, fugiu da região que hoje é Belarus.
Bloomberg deixou a casa dos pais para estudar engenharia elétrica na famosa Universidade de Johns Hopkins, em Baltimore. O dinheiro que hoje sobra em suas mães não era tão farto à época e ficou ainda mais escasso com a morte prematura do seu pai ainda durante a faculdade.
Sem dinheiro de família para financiar os estudos, Michael Bloomberg pegou um crédito estudantil e trabalhou em um estacionamento de carros para se bancar.
Em Johns Hopkins, ajudou a desenhar a fantasia do mascote da universidade que ele mesmo usou em várias disputas de lacrosse. Esse é um dos diversos exemplos de sua forte conexão com a faculdade, que seguiria pelo resto de sua vida.
Bloomberg é, ainda hoje, um ex-aluno ativo e já doou mais de US$ 3,3 bilhões de sua fortuna pessoal para a universidade: sendo US$ 1,8 bilhão em financiamento estudantil para garantir que a universidade sempre selecione os melhores alunos, sem precisar olhar a capacidade financeira de cada um.
Logo após se formar, em 1964, ele foi aprovado para continuar seus estudos na escola de negócios de Harvard. Com o currículo reforçado pela prestigiosa universidade, buscou emprego no mercado financeiro.
(Foto: Reprodução/Facebook)
A carreira em Wall Street
A largada no mundo das finanças veio com a vaga para uma posição no banco de investimentos Salomon Brothers em 1966, mas o primeiro emprego em Wall Street não foi o sonho de um jovem recém-formado em Harvard. Bloomberg trabalhava ‘na cela’ – isto é, no porão sem janelas ou ar condicionado, onde ficava o cofre – contando manualmente papéis de ativos.
Após cerca de um ano ‘na cela’, Bloomberg foi promovido para a mesa de ações. Ali, orientado por seu supervisor Jay Perry, passou a comprar e vender grandes lotes de papéis. O ambiente de trabalho se aproximava da imagem caótica que se tem das bolsas de valores antigas e é como ex-colegas lembram de Bloomberg: em meio a muita gritaria e agressividade, e uma dose de piadas controversas que, hoje, muito provavelmente, renderiam processos.
Seu estilo era workaholic: chegava cedo, às 7 da manhã, e era um dos últimos a sair. Sua ideia inicial era ficar apenas um ou dois anos no Salomon e buscar um emprego na indústria, mas o ambiente competitivo fazia aspirar pelo “Santo Graal” – em suas próprias palavras – da carreira: virar sócio do Salomon.
Com uma rápida ascensão, aos 31 anos, em novembro de 1972, ele alcançou seu objetivo: tornou-se sócio, responsável pelas áreas de trading de ações e desenvolvimento de softwares.
Sua carreira no Salomon Brothers terminou em 1981, quando o banco foi adquirido pela Phibro. Sob nova gestão, Bloomberg foi demitido. A empresa enfrentaria diversos escândalos na década seguinte, abalando inclusive a imagem do megainvestidor Warren Buffet, que assumiu a presidência do conselho de administração do banco para sanear a crise. Mas os caminhos de Bloomberg e o Salomon Brothers ainda se cruzariam indiretamente 20 anos depois.
Demitido, ele não saiu de mãos vazias. Sua participação no banco lhe rendeu US$ 10 milhões, que seriam usados para empreender e criar o negócio que levou o nome Bloomberg para o mercado financeiro global.
No início da década de 1980, pouco havia mudado na adoção de tecnologia em Wall Street desde que Bloomberg havia começado no Salomon, mais de 15 anos antes. O grande centro do mercado financeiro global ainda estava estruturado sobre milhões de planilhas impressas e preenchidas de lápis à mão, ábacos, réguas de cálculos e pequenas calculadoras, como conta Bloomberg em sua autobiografia.
Ele acreditava que Wall Street aceitaria pagar muito por informação de alta qualidade e em tempo real, para colocar as empresas um passo à frente de seus concorrentes no competitivo ambiente da Bolsa.
Assim, ele fundou a Innovative Market Systems (IMS) em parceria com Thomas Secunda, Duncan MacMillan e Charles Zegar, seus ex-colegas de Salomon, para entregar os primeiros passos do que seria o terminal Bloomberg. O sistema da IMS, batizado de Market Master Terminals, oferecia dados em tempo real, calculadoras e análises financeiras para bancos e gestoras de Wall Street.
Em 1983, veio o primeiro cliente e parceiro, a custa de muitos cafés comprados e distribuídos por Bloomberg em busca de networking. O Merrill Lynch desembolsou US$ 30 milhões para financiar o desenvolvimento do terminal e, no ano seguinte, seus clientes passaram a poder adquirir as máquinas com o sistema instalado. O banco assumiu, então, 30% da empresa como contrapartida do investimento.
(Foto: Reprodução)
Surge o terminal da Bloomberg
Michael e seus sócios decidiram abandonar o nome IMS em 1986 e usar o sobrenome de Bloomberg para a empresa e seus principais produtos. Nesse momento, já havia mais de 5 mil instalações do sistema e novas funcionalidades começaram a ser adicionadas, como uma plataforma de trading, um mensageiro e distribuidor de notícias.
O sucesso e a reconhecida alta qualidade da Bloomberg abriu espaço para novas empreitadas como a criação de uma rede de notícias e televisão, assim como o lançamento do primeiro site financeiro, em 29 de setembro de 1993.
Em 1996, a companhia foi avaliada em US$ 2 bilhões, quando Michael Bloomberg comprou por US$ 200 milhões uma fatia de 10% que estava sob controle do Merrill Lynch. Os 20% restantes nas mãos do banco foram negociados com Bloomberg durante a crise de 2008, por US$ 4,43 bilhões, o que fez com que a empresa fosse avaliada em US$ 22,5 bilhões.
Além do crescimento orgânico e o desenvolvimento interno de seus produtos, o crescimento da Bloomberg veio com a aquisição de soluções prontas no mercado. A primeira delas veio em 1992, quando a empresa comprou por US$ 13,5 milhões uma estação de rádio de Nova York para montar a Bloomberg Radio.
A revista semanal Bloomberg BusinessWeek surgiu com a aquisição da BusinessWeek em 2009. No mesmo ano, a empresa comprou a companhia inglesa de dados e análise em energia e mercado de carbono New Energy Finance, rebatizada de BloombergNEF ou (BNEF).
A década seguinte foi de expansão dos negócios com a compra da Bureau of National Affairs por US$ 990 milhões para a Bloomberg melhorar a cobertura de notícias e análises de Direito, negócios, mercado de trabalho, tributação, entre outros. A Bloomberg também comprou a provedora de softwares PolarLake para aprimorar a gestão de dados e adquiriu a área de índices do Barclays, por US$ 787 milhões.
Em dezembro de 2019, o site de notícias sobre inovação urbana e o futuro das cidades, CityLab, passa a ser parte da Bloomberg.
Carreira política
No começo dos anos 2000, então presidente e CEO da empresa, Bloomberg decidiu se afastar temporariamente da companhia para um novo desafio. Ele deixou o ambiente corporativo para se aventurar na carreira política ao concorrer à prefeitura de Nova York.
Filiado ao partido Democrata norte-americano, Bloomberg optou por deixar o partido e ingressar no rival Republicano para concorrer à prefeitura de Nova York com o apoio do então popular prefeito reeleito Rudy Giuliani.
A primária republicana das eleições começou na manhã de 11 de setembro de 2001 e logo foi interrompida pelo ataque terrorista às Torres Gêmeas, no coração financeiro da cidade. Entre as companhias afetadas, estava o Salomon Brothers, que alugava 18 andares de um dos prédios do complexo destruído com o desmoronamento das torres principais.
Bloomberg venceu as primárias republicanas e se elege ao derrotar o democrata Mark Green, com apoio de Giuliani. Sua campanha foi marcada pelo desembolso desproporcional de recursos próprios. Ele despejou mais de US$ 74 milhões de sua fortuna pessoal em anúncios de televisão, que pediam um homem de negócios para reconstruir Nova York após os ataques.
Gastando mais de cinco vezes do que seu adversário e rodando a campanha não-presidencial mais cara até então, Bloomberg foi eleito com 50% dos votos, contra 48% de Green, e assumiu a cidade em 1 de janeiro de 2002.
Conseguiu a reeleição em 2005, com mais de 20 pontos de vantagem sobre seu concorrente. O gasto? US$ 85 milhões de seu próprio bolso – novo recorde para uma eleição não-presidencial no país.
O terceiro mandato veio em 2009, após passar uma lei para acabar com o limite de dois mandatos – enfrentando grande oposição. A motivação, segundo ele, era lidar com os efeitos da crise de 2008. Nessas eleições, no entanto, a margem da vitória foi menor, de 50,6% a 46,0%, mas os gastos cresceram ainda mais e bateram em US$ 109 milhões. Muito dinheiro, mas até que pouco para alguém com uma fortuna de US$ 18 bilhões naquela época.
A gestão de Bloomberg à frente de Nova York foi marcada por avanços na área de tecnologia, ajuda ao estado para expansão do centenário metrô, controle do orçamento com a reversão do déficit público de US$ 6 bilhões em superávit de US$ 3 bilhões e cortes de impostos sobre propriedades e comércio.
Sob seu comando, a cidade seguiu reduzindo crimes, baniu o fumo em lugares fechados e públicos como parques e iniciou o primeiro programa de transferência de renda dos EUA para “quebrar o ciclo da pobreza”.
Bloomberg recusou receber salário para comandar a cidade e tinha uma remuneração simbólica de 1 dólar. Também optou por utilizar seu jato e helicópteros e não morar na residência oficial.
Seu governo também foi marcado por polêmicas sociais, ao defender abertamente e aplicar a impopular política do ‘stop and frisk’, que consistia na abordagem, questionamento e revista de suspeitos, que acabou atingindo desproporcionalmente mais negros e latinos em Nova York.
Apesar do tom liberal na economia, Bloomberg defende pautas mais conectadas à esquerda progressista americana, como expansão da saúde pública, combate às mudanças climáticas com a redução da emissão de carbono e banimento de isopor para embalar comida.
Também apoia a liberação do aborto e da união civil de pessoas do mesmo sexo, assim como reforma das leis para garantir direito aos imigrantes no país e o controle mais restrito de armas.
(Crédito: Reprodução)
Objetivo é derrotar Trump
De volta ao partido Democrata, em oposição a Trump e seu ex-apoiador Rudy Giuliani, Bloomberg lançou a candidatura para as eleições presidenciais americanas em 2020.
Sua entrada tardia na disputa no final de novembro de 2019 – depois de anunciar em março do mesmo ano que não concorreria – veio com a percepção de que não havia um candidato de centro viável para vencer Trump.
A estratégia de campanha relembra as vitoriosas disputas à prefeitura de Nova York. Bloomberg rejeita doações e pretende financiar a corrida com seu dinheiro pessoal e disputar as prévias contra seus concorrentes democratas.
O desembolso segue desproporcional aos demais pré-candidatos, com gastos de mais de US$ 300 milhões nos primeiros dois meses e uma previsão de gastar até US$ 1 bilhão. Tudo para bater o presidente Donald Trump.
Filantropia
O bolso aberto de Bloomberg não vale apenas para a política e seu desejo de derrotar Trump. Ele é tido como um dos principais filantropistas dos Estados Unidos com a promessa de doar cerca de US$ 60 bilhões por meio de sua fundação Bloomberg Philanthropies.
Defensor da descarbonização da economia e mitigação dos riscos da mudança climática, Bloomberg fez diversas doações de dezenas de milhões de dólares para fechar plantas de geração de energia a carvão, restringir o fraturamento hidráulico na exploração de petróleo e gás e para iniciativas de proteger os oceanos.
Em parceria com Harvard, ele financiou o treinamento de 300 prefeitos e 400 funcionários públicos vindos de diversos países para melhorar a qualidade do serviço público. Entre os participantes está o prefeito de São Paulo, Bruno Covas.
Da sua experiência à frente de Nova York, Bloomberg também leva para a filantropia o desejo de combater a indústria do tabaco. Se no comando da cidade ele restringiu o fumo e elevou os impostos sobre cigarros, sua fundação se comprometeu com mais de US$ 1 bilhão em iniciativas para combater o tabaco e cigarros eletrônicos.
Sua antiga e afetuosa ligação com a John Hopkins rendeu mais de US$ 3,3 bilhões em doações para financiar pesquisas, construção do hospital universitário e, principalmente, o estudo de todo aluno que for aprovado na seletiva. O objetivo é evitar que barreiras econômicas impeçam os melhores alunos de estudarem na faculdade.
A Bloomberg Philanthropies possui atualmente mais de duas dezenas de projetos nas áreas ambientais, de saúde pública, inovação governamental, arte e educação.
SÃO PAULO – O ambiente interno favorável que conjuga o reformismo do Ministério da Economia com os juros mais baixos da história do Brasil não será totalmente captado pelo dado cheio do Produto Interno Bruto (PIB), disse Luiz Parreiras, gestor de estratégia multimercado da Verde Asset, nesta quarta-feira (19).
Para ele, há uma pujança no setor privado que acaba sendo ofuscada pelo menor investimento do governo. Parreiras falou durante o evento Melhores Fundos, do InfoMoney, que ocorre hoje em São Paulo.
“Temos uma visão otimista para Brasil nos últimos dois anos e estamos no primeiro ciclo de crescimento em décadas que é puxado pelo setor privado. A indústria de construção civil em São Paulo é o maior exemplo dessa pujança”, afirma.
Na avaliação do gestor, o juro baixo é transformacional para a realidade econômica brasileira. “Os juros altos que eram praticados até pouco tempo atrás sustentavam os grandes monopólios e oligopólios deste País”, comenta.
Na mesma linha, Felipe Campos, gestor da Navi Capital, aponta que os juros baixos fortalecem o setor financeiro e a construção, mas alerta para os riscos internacionais. “Não achamos que o Brasil vai dar errado, porém o ciclo externo já dá sinais de esgotamento”, destaca.
Um dos riscos citados é a eleição presidencial nos Estados Unidos. Luiz Parreiras disse que o candidato do Partido Democrata Bernie Sanders será um foco de volatilidade caso cresça nas pesquisas, mas não vê chance de ele vencer o atual presidente Donald Trump nas eleições gerais.
“Bernie Sanders faz o PT parecer um partido de direita, mas acho que o Trump sai vitorioso em um confronto entre os dois e o mercado já se acostumou com ele.”
Desafios no Brasil
Carlos Woelz, gestor do Kapitalo, avaliou no evento que o resultado positivo do fundo vem da diversificação do risco, com uma escolha criteriosa dos ativos a serem investidos. Por outro lado, ele lembrou que nem sempre é possível ter ganhos. “Investimento é insistência. Você deve sempre questionar seu processo de investir. A solução para posições menos bem-sucedidas é uma redução gradual, não sair de uma vez”, defende, lembrando do investimento que seu fundo fez em câmbio.
Campos, por sua vez, entende que o principal desafio atualmente é que não é tão fácil fazer long & short no Brasil porque não existem ações o bastante para mantermos uma ação long e uma short na mesma estratégia.
Wolz, Parreiras e Campos foram os gestores dos melhores fundos multimercados de 2020. O Kapitalo Zeta ficou em primeiro lugar, seguido pelo Verde AM Scena Advisory e pelo Navi Long Short.
A produção brasileira de petróleo e gás natural chegou a 4,041 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em janeiro.
Os dados foram divulgados hoje (19) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A produção de petróleo do país totalizou 3,168 barris por dia e teve um crescimento de 1,99% em janeiro, na comparação com dezembro. Em relação a janeiro de 2019, a produção chegou a crescer 20,43%.
Já a produção de gás natural atingiu 138,753 milhões de metros cúbicos por dia, com um crescimento de 0,71% em relação a dezembro, e de 22,58% frente ao mesmo mês de 2019
O pré-sal representou 66,37% da produção nacional de óleo e gás, e o campo com a maior produção em janeiro foi o campo de Lula, de onde foram extraídos 1,052 milhão de barris de petróleo por dia e 44,096 milhões de metros cúbicos de gás natural.
Depois de vários leilões fracassados, a mansão de Edemar Cid Ferreira, ex-dono do Banco Santos, foi arrematada nesta terça-feira, 18, às 15h11, por R$ 27,5 milhões – 0 valor foi atingido depois de 16 lances em evento da D1 Lance Leilões, que partiu de R$ 10 milhões.
O valor representa cerca de um terço da última avaliação feita por um perito, que estimou o imóvel em R$ 78 milhões. O arrematante terá de fazer o pagamento de 40% desse total em até 72 horas.
Construída entre 2000 e 2004, ao custo de R$ 120 milhões, o imóvel ficou pronto justamente na época em que o Banco Central decretou a falência do Banco Santos.
À medida que os bens da instituição financeira e de seu dono passaram a ser confiscados para fazer frente às obrigações com o órgão regulador, de cerca de R$ 3 bilhões, a mansão também entrou no alvo da Justiça. Em 2011, o ex-banqueiro, que chegou a ser preso, foi obrigado a deixar o imóvel.
Segundo o advogado Pedro Amorim, diretor da empresa D1 Lance Leilões, o comprador só terá a posse do imóvel após homologada a quitação integral do lance pelo juízo.
Caso o vencedor não pague no prazo estabelecido, o participante com o segundo maior lance será acionado para fazer a quitação, caso tenha interesse.
As decisões relacionadas à falência do banco Santos tramitam na 2ª Vara de Falências e Recuperação Judicial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) com o juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho.
Ostentação
A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo visitou o imóvel em uma das tentativas de venda, em 2017. Instalada em terreno de 12 mil m², a residência tem 4,5 mil m² de área construída e inclui facilidades como duas piscinas – uma coberta e outra ao ar livre -, uma adega que abriga 5 mil garrafas de vinho, duas bibliotecas (com coleção de livros de arte incluída).
Alguns objetos de arte e móveis ainda restam na casa. Só a mesa de jantar de 24 lugares teria custado, na época da aquisição, US$ 350 mil (mais de R$ 1 milhão).
Manter um imóvel dessa magnitude não é fácil nem barato. Desde a expulsão de Edemar, há oito anos, a residência – que, em um certo período, contabilizava quatro moradores e 54 empregados -, custou milhões à massa falida. Isso porque o projeto do arquiteto Ruy Ohtake já incluía, 20 anos atrás, a automação de persianas e um sistema completo de ar-condicionado – luxos que elevaram a conta de luz a R$ 100 mil por mês.
Além dos gastos fixos salgados, um eventual novo dono também terá de arcar com uma reforma, já que os problemas se proliferam entre corredores de mármore e escadarias suntuosas: há pisos de madeira podres, lâmpadas caídas e portas que já não abrem e nem fecham.