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Fundo imobiliário, o prédio mais alto de São Paulo e estações de metrô: os novos planos da WTorre

SÃO PAULO – A criação de um fundo imobiliário para reunir seus ativos, a idealização do novo prédio mais alto de São Paulo, a entrada no segmento de estações de metrô e a participação em PPPs de iluminação pública. Esses são apenas alguns dos planos de curto e médio prazos mencionados por Walter Torre Júnior, fundador do grupo WTorre, no mais novo episódio do podcast “Banco Imobiliário”.

Com um leque extenso e bastante conhecido de atuação no mercado brasileiro, a WTorre, que se lançou há alguns anos no universo esportivo e de grandes eventos com o Allianz Parque, pretende entrar em diferentes áreas de operação.

O ex-santista, que se diz hoje um palmeirense roxo, também planeja estender o modelo da arena, que deve contar com até 4 milhões de visitantes em 2020, para outras praças. Os planos abrangem ainda estrear na área de estações de metrô ou rodoviárias, inicialmente em São Paulo.

“Estamos criando um produto especifico para isso”, afirmou Torre Júnior. “Vamos entrar em um segmento nessa linha com bastante tecnologia, bastante precisão, acho que vai dar certo.”

Também deve partir do grupo a construção da maior torre de São Paulo, equivalente a um prédio “tradicional” com 75 andares.

A pleno vapor depois de uma temporada difícil na vida pessoal e profissional, que chegou a envolver citação na Operação Lava-Jato, o grupo WTorre avalia hoje estruturar parte dos ativos em um fundo imobiliário, mas descarta uma listagem em Bolsa. “Não faríamos uma abertura de capital completa”, disse o fundador.

Passado x futuro

Com uma história que remonta a 1981, quando nasceu como uma construtora, Torre Júnior já passou por diferentes ciclos econômicos, que tiveram impactos distintos sobre seus negócios.

No podcast, o empresário conta como começou os negócios em um escritório montado dentro de um ônibus, de forma que pudesse visitar a cada dia uma obra diferente. O foco inicial estava em projetos de armazéns industriais para locação.

Mais tarde, seus ativos deram origem aos primeiros Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) do Brasil. “Houve épocas em que tínhamos, no mesmo ano, 14 líderes mundiais, cada um em seu segmento, como inquilinos.”

No programa, o fundador do grupo WTorre fala ainda de temas como sucessão dos negócios, das diferentes operações do grupo, comenta a acusação de envolvimento na Lava-Jato – o pior momento da empresa – e conta duas curiosas histórias envolvendo as negociações da atual Torre Santander, em São Paulo, com a diretoria do banco e uma visita aos Emirados Árabes.

Apresentado por Marcelo Hannud, sócio especialista em mercado imobiliário da XP Asset, e por Beatriz Cutait, editora de Investimentos do InfoMoney, o “Banco Imobiliário” pode ser ouvido nas plataformas Apple Podcasts, Spotify, Deezer, Spreaker, Google Podcasts, Castbox e demais agregadores de podcast. Você ainda pode conferir o programa na íntegra em nosso canal no YouTube.

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Resultado da Gol é publicado antecipadamente por engano no site de RI; ação tem negociação suspensa pela B3

Boeing 737/800 da Gol

SÃO PAULO – As ações da Gol (GOLL4) tiveram a sua negociação suspensa no final da manhã desta quarta-feira (19) pela B3 após serem publicados, por engano, os resultados do quarto trimestre de 2019 e o guidance da companhia aérea para 2020 e 2021.

A data prevista para a divulgação do balanço é 20 de fevereiro, próxima quinta-feira, antes da abertura do mercado.

A B3 manteve a negociação dos ativos suspensa desde 11h52 (horário de Brasília), até que a companhia se manifestasse sobre o ocorrido.

A Gol informou então, em comunicado arquivado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) às 12h03, que o prestador de serviços responsável pela gestão do site de relação com investidores da companhia disponibilizou, por equívoco e sem autorização dela, apresentações preliminares de resultados relativos ao exercício findo em 2019 e o guidance da Gol para 2020 e 2021. A ação voltou a negociar às 12h25, operando com leves ganhos.

A Gol ainda informou que, ao tomar conhecimento do ocorrido, o material foi imediatamente retirado do site. A empresa reforçou ao mercado que as referidas apresentações e informações são preliminares e estão sujeitas a alterações.

Assim, afirmou, elas não devem ser levadas em consideração pelos investidores em sua tomada de decisão de investimento.

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Diretor do BC descarta bolha imobiliária: “exagerado”

O diretor de regulação do Banco Central, Otavio Damaso, se antecipa à critica e diz que é irresponsabilidade falar em risco de bolha no crédito imobiliário no Brasil com os ajustes que a instituição está fazendo para popularizar o “home equity“, modalidade de crédito com garantia de imóvel.

Essa mudança na regulamentação não pode gerar uma bolha imobiliária, como ocorreu nos Estados Unidos com o subprime?

Essa discussão é totalmente exagerada. É só olhar os números do mercado brasileiro. Temos hoje aqui no Brasil uma relação dívida imobiliária/PIB da ordem de 10%. Quando se olha para um país emergente parecido com o Brasil, essa relação é de 25% a 30%. Nos países avançados, a relação é de 50% e, em alguns casos, chega a 100%. O grau de alavancagem em cima do imóvel aqui no Brasil é muito baixo. Temos um espaço para crescer muito grande.

De que forma?

O nível da dívida versus o valor do imóvel no sistema financeiro brasileiro é muito baixo. O saldo está na ordem de 40% a 60%. Isso representa todos os financiamentos imobiliários versus o valor do imóvel. Se tiver que executar aquela dívida, vai vender o imóvel por R$ 100 para pagar uma dívida de R$ 40. É um nível muito baixo.

O que significa o nível baixo?

As instituições financeiras, na hora da concessão do crédito, geralmente concedem financiamento imobiliário com folga razoável. Provavelmente, se uma pessoa pegar um financiamento imobiliário, a instituição vai dar, no máximo, 70% do valor do imóvel. Dificilmente vai financiar 100%. Se o banco tiver algum problema, tem uma folga muito grande para administrar.

Por que isso é importante?

No Brasil, o imóvel financiado é para a casa própria. Raramente a pessoa está alavancando em cima disso. O “home equity” tem um volume muito pequeno. Fizemos um levantamento no ano passado, e estava na ordem de R$ 10 bilhões.

Esse volume inclui as operações das novas fintechs, que já estão oferecendo esse produto?

Sim, é muito baixo para um mercado de crédito da ordem R$ 3,5 trilhões e para um volume de valor de estoque de imóveis de R$ 12 trilhões.

Esse crédito será mais barato que o consignado?

Sim. Para se ter uma ideia, ele se equipara em muitos casos ao financiamento imobiliário, que eu tenho visto entre 7% e 9% ao ano. Combina tudo isso: volume de crédito imobiliário pequeno, nível da dívida versus o valor do imóvel com folga, um estoque de imóveis quitados nas capitais e um volume irrisório de “home equity”. Falar em qualquer tipo de bolha é irresponsabilidade. Não existe isso.

Os bancos têm interesse?

Sim. Estão se estruturando para avançar nesse tipo de crédito.

Mesmo com a regra atual, é difícil fazer um financiamento home equity no Brasil?

O papel do BC é criar as condições para as operações serem realizadas com segurança jurídica e prudenciais. As fintechs têm atuado em mercados e segmentos antes não explorados. Isso acaba chamando a atenção dos bancos tradicionais. Na pratica, o que vimos é que essa operação de “home equity” não era uma operação popular, por alguns problemas e por uma questão cultural.

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Stock Pills: O impacto do coronavírus sobre os frigoríficos brasileiros

Não é de hoje que os frigoríficos têm atraído os holofotes do mercado. Aliás, não é a primeira vez que falamos aqui sobre eles. As ações do setor já estiveram presentes em outros dois Stock Pills: no 1° trouxemos Tiago Cunha, gestor da Grou Capital, para falar sobre o ciclo virtuoso do setor (link aqui) e, no 2° eu mesmo detalhei os motivos pelos quais estamos otimistas com JBS (link aqui).

O ‘estouro’ da Peste Suína Africana (PSA) e o início de um ciclo de alta de preços de proteínas no mesmo momento em que todas elas buscavam maneiras de melhorar sua imagem perante o brasileiro (antes manchada pelos problemas “extra-operacionais”, leia-se: Joesley Day e Operação Carne Fraca), fez as ações de frigoríficos (Minerva, Marfrig, JBS e BRF) figurarem entre as maiores altas de 2019, subindo entre 60% e 160%.

Após o rali das proteínas elevarem as expectativas de lucro das empresas, deixar o churrasco do brasileiro mais caro e dar sinais de que 2020 poderia ser tão bom quanto em 2019, o coronavírus chegou pra colocar um balde de água fria sob os frigoríficos.

A propagação do vírus fez a China (2ª maior economia do mundo e o maior consumidor global de suínos) literalmente parar por 2 semanas. Isso porque o governo chinês adotou algumas medidas para impedir a disseminação do vírus, como o bloqueio/isolamento de cidades e restrição de viagens.

Diante desse novo cenário, o mercado passou a questionar o oba-oba presente no setor.

Foi por isso que no Stock Pills dessa semana, convidamos a analista Betina Roxo, da XP Investimentos, para fazer sua análise sobre os impactos do coronavírus nos frigoríficos brasileiros. Lembrando que ela já havia participado em outros dois episódios (13° e 35°) e nas duas ocasiões adotou um discurso bastante otimista sobre o setor.

Para ela, os dois impactos imediatos para o setor são: diminuição de consumo da população chinesa e consequente efeito negativo nas vendas. Contudo, dada a pequena representatividade do país asiático na receita dessas empresas e os efeitos prolongados da Peste Suína Africana, sua visão de médio e longo prazo continua bastante favorável para o setor.

Para entender mais detalhes da visão da Betina para os frigoríficos brasileiros, escute abaixo o Stock Pills que preparamos para você:

 

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O setor de frigoríficos tem chamado a atenção do mercado desde a metade de 2018, quando a peste suína africana (doença que dizimou mais da metade dos suínos da China) se alastrou pela China. Após o otimismo tomar conta dos frigoríficos e deixar o churrasco do brasileiro mais caro, o Coronavírus chegou pra colocar um balde de água fria nas ações do setor. Foi por isso que trouxemos Betina Roxo (@betinaroxo), analista da XP Investimentos que cobre o setor, para falar no Stock Pills dessa semana os impactos do surto nos frigoríficos. Ela já esteve em dois episódios do Stock Pickers (13º e 35º) e nutre uma visão bastante otimista nas empresas do setor, mesmo diante dos impactos negativos do Coronavírus.

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Apresentado por Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos, o Stock Pickers vai ao ar toda quinta-feira às 17h. Você pode seguir e escutar pelo Spotify, Spreaker, Deezer, iTunes e Google Podcasts.

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Ação do IRB salta até 7,5%, Weg e Ecorodovias sobem 4% e Gerdau cai forte com balanços; JBS avança após aquisição

SÃO PAULO – O destaque do noticiário corporativo desta quarta-feira (19) fica para a temporada de balanços, com destaque para o IRB (IRBR3), com ganhos de até 7,5%, mas depois amenizando os ganhos. Weg (WEGE3) subiu até 5% na esteira de um bom resultado, enquanto a Gerdau (GGBR4) tem queda de quase 5%. Ecorodovias (ECOR3) também tem forte avanço. Fora do índice, o Minerva (BEEF3) vê seus papéis registrarem ganhos.  Confira mais destaques:

IRB RE (IRBR3

O IRB Brasil RE obteve um lucro líquido de R$ 1,76 bilhão em 2019, um crescimento de 44,7% sobre 2018, quando lucrou R$ 1,21 bilhão.

A empresa informou ter fechado 2019 com caixa de R$ 35,9 milhões – queda de 16,8% sobre o fim de 2018. As aplicações financeiras caíram 52,5% entre o final de 2018 para o final de 2019, totalizando R$ 1,23 bilhão. A IRB afirma ter fechado 2019 com ativos consolidados de R$ 17,1 bilhões – crescimento de 7,7% sobre o final de 2018. Entre os aspectos negativos que impactaram no índice de sinistralidade, a resseguradora destaca o efeito climático El Niño, que provocou uma perda de R$ 697 milhões no setor agrícola – importante na carteira da empresa.

Como aspecto positivo, houve um ganho de R$ 146 milhões decorrente de um crédito tributário. A resseguradora informou que o total de prêmios emitidos foi no valor de R$ 8,5 bilhões em 2019 – um crescimento de 22,3% sobre 2018, quando os prêmios emitidos foram de R$ 6,96 bilhões. Dos prêmios emitidos em 2019, R$ 4,82 bilhões o foram no Brasil e R$ 3,68 bilhões no exterior. Os prêmios retidos cresceram 23,8% em 2019, sobre 2018, para R$ 6,3 bilhões.

O índice de sinistralidade total da resseguradora foi de 51,1% no ano passado, uma queda de 4,8 pontos porcentuais sobre 2018, quando o índice foi de 55,9%.

Os dados da IRB Brasil RE referem-se todos a 2019, um período anterior à polêmica com a corretora Squadra, do Rio de Janeiro, que contestou dados contábeis da companhia – em cartas enviadas em 2 e 9 de fevereiro. A empresa decidiu dar mais detalhes no balanço sobre os números que foram contestados e apresentou o próprio número de itens que considera não recorrentes.

O IRB apontou que o lucro de 2019 na verdade sofreu impacto negativo de R$ 697 milhões em razão de perdas no segmento rural e fiscais. Essas perdas foram parcialmente compensadas por ganhos com a venda de shopping centers – mas num valor menor do que apontado pela Squadra – e créditos tributários.

O IRB ainda comunicou ter contratado a consultoria EY, antiga Ernst & Young, para atuar como auditor atuarial independente após carta divulgada pela Squadra. O valor do contrato foi de R$ 220 mil. Além disso, a empresa aprovou recompra de até 5% de ações em circulação.

Para 2020, a resseguradora projetou crescimento dos prêmios emitidos no Brasil entre 22% e 27%, enquanto os emitidos no exterior devem ter expansão entre 23% e 28%. O índice de retrocessão deve ficar entre 17% e 19% em 2020, enquanto o índice combinado ampliado projetado para 2020 tem projeção de variar entre 69% e 73%, em relação a 70,4% em 2019. O índice de despesa administrativa, por sua vez, tem projeção de variação entre 4,6% e 5,2% em 2020, frente 5% de 2019.

Conforme aponta o Credit Suisse, os resultados do quarto trimestre foram, em geral, abaixo das expectativas, enquanto o guidance foi em linha com o consenso. Os analistas apontam que o lucro ficou acima do esperado por conta de um efeito tributário mas que, sem esse fator, ficaria 10% abaixo da estimativa.

O guidance para 2020 implica em uma força contínua no crescimento e estabilidade nos prêmios, juntamente com os menores custos de retrocessão, o que ficou amplamente alinhado ao consenso. “O foco do mercado, no entanto, deve estar na recorrência dos resultados, já que o IRB divulgou suas práticas contábeis. Também em destaque, a empresa anunciou um programa de recompra de até 42 milhões de ações, o que também deve fornecer algum suporte para os preços das ações”, avaliam os analistas do banco suíço.

Telefônica Brasil (VIVT4)

A Telefônica Brasil viu seu lucro líquido cair no quarto trimestre em relação ao mesmo período do anterior, conforme mais gastos com impostos e depreciação compensaram aumento de receita e esforços para controle de custos.

A dona da Vivo e maior operadora de telefonia móvel do Brasil teve lucro líquido contábil de R$ 1,274 bilhão entre outubro e dezembro, 14,3% menor na comparação anual. Em termos recorrentes e sem considerar a adoção de normas contábeis conhecidas como IFRS 16, a queda foi de 4,2%, para R$ 1,486 bilhão.

O Bradesco BBI avaliou os resultados do quarto trimestre da operadora Vivo como “sólidos” com uma expansão de 2% na receita dos serviços móveis, ano a ano, acima da projeção de crescimento de 1% do banco. O BBI observou que a queda na receita da telefonia fixa – tendência em todas as operadoras – foi de 2,2%, menor que a estimativa de 4,3%. “Os dados corporativos e de serviços de TI foram fortes, com crescimento de 18% e um impacto positivo dos serviços de armazenagem em nuvem”, avaliou o BBI. O banco, contudo, alerta que boa parte dos resultados já estavam precificados pelo mercado. Uma melhor avaliação, afirma o BBI, dependerá de uma expansão maior da receita nos serviços de telefonia móvel. O BBI manteve a recomendação Neutra para o papel VIVT4, com preço-alvo de R$ 62,00 para a ação em 2020 – alta de 7% sobre o fechamento de terça-feira, de R$ 57,78.

EDP Brasil (ENBR3)

A EDP Brasil publicou balanço de 2019 na madrugada de hoje. A empresa, subsidiária da EDP – Energias de Portugal -, que atua em 11 Estados brasileiros (incluídos 28 municípios em São Paulo) informou um lucro líquido de R$ 1,48 bilhão em 2019, em pequena expansão sobre o lucro líquido de R$ 1,41 bilhão de 2018. A EDP Brasil informou uma queda na receita operacional em 2019 – o faturamento foi de R$ 4,9 bilhões, enquanto em 2018 foi de R$ 5,5 bilhões.

Segundo a empresa, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA, na sigla em inglês) foi de R$ 2,9 bilhões em 2019, em expansão de R$ 330 milhões sobre os R$ 2,6 bilhões de 2018. A empresa atribui a melhora dos resultados em 2019 aos reajustes tarifários nos Estados de São Paulo e Espírito Santo, onde atua também na distribuição de energia elétrica. A empresa não publicou os resultados trimestrais e optou por lançar todos os dados comparando ano a ano.

De acordo com análise do Credit Suisse, os resultados foram bons, com resultado operacional ajustado e IFRS fortes, devido a melhor performance nos segmentos de Genco e de comercialização e a alguns ganhos não-recorrentes.

A XP aponta que tem uma visão neutra dos resultados, dado que o Ebitda  ajustado por efeitos não recorrentes foi em linha com as estimativas e as do consenso de mercado.

Smiles (SMLS3

A Smiles Fidelidade, empresa que administra milhagens dos clientes da Gol Linhas Aéreas, informou em balanço que obteve um lucro líquido recorrente de R$ 179,5 milhões no quarto trimestre de 2019, uma expansão de 20% sobre igual trimestre do ano anterior.

No fechamento de 2019, contudo, o lucro líquido do Smiles caiu 3% em comparação a 2018, para R$ 626,7 milhões.

A receita líquida da empresa recuou 9,3% no quarto trimestre do ano passado, para R$ 253,3 milhões. No acumulado de 2019, porém, a receita líquida da companhia cresceu 6,4% sobre 2018 para R$ 1,05 bilhão.

Segundo a empresa, os resultados do ano passado foram satisfatórios, com o Smiles chegando a 17 milhões de clientes, marca atingida em 25 anos de existência – o programa Smiles foi criado pela extinta Varig, antes dela ser incorporada pela Gol na década de 2000. O EBIT do Smiles – sem amortização – recuou 7,5% em 2019, sobre 2018, para R$ 891,6 milhões.

Ecorodovias (ECOR3)

A empresa de logística teve um lucro líquido de R$ 79,2 milhões no quarto trimestre de 2019, um aumento de 40% em relação ao resultado do mesmo período do ano passado. Já o Ebitda foi de R$ 528,7 milhões, o que representa um crescimento de 48,8% na base anual de comparação. A Ecorodovias ainda divulgou um Investimento em Bens de Capital (Capex, na sigla em inglês) de R$ 2,08 bilhões.

A alavancagem financeira medida pela relação dívida líquida/Ebitda subiu de 2,7 para 3,2 vezes no comparativo anual. E o resultado financeiro ficou negativo em R$ 212,5 milhões, um aumento de 89% em relação à despesa de um ano antes.

De acordo com a análise da XP Investimentos, o trimestre da companhia foi saudável, com crescimento sequencial do tráfego nas rodovias, apesar de ainda modesto, mas ainda com alguns efeitos não recorrentes e sem grandes destaques.

“Mantemos nossa recomendação de compra e preferência relativa pelas ações da Ecorodovias, baseadas (i) na melhora sequencial nos indicadores operacionais, refletindo a aceleração do tráfego e maturação de projetos mais novos, (ii) no cronograma robusto de projetos nos próximos anos, potencialmente resultando em crescimento superior ao esperado, (iii) na potencial resolução de desequilíbrios contratuais e (iv) na maior atratividade do valuation da companhia dentro do setor”, destaca a XP. A equipe de análise ainda relembra que ainda não embutiu nas estimativas os números referentes à Ecovias do Cerrado, que estima resultar em valor adicional entre 3 e 6% nos números.

O Credit Suisse também aponta que os números vieram fortes, com uma expressiva expansão de tráfego tanto na Imigrantes quanto Caminho do Mar, explicados por uma safrinha mais forte que trouxe um crescimento de veículos pesados.

“A contribuição vinda de Eco135 e MGO também foi relevante e devem trazer um bom carregamento para 2020. A Ecovias do Cerrado foi assinada em dezembro de 2019 (cobrança de pedágio para o final de 2020) e também deve ter sua parcela de contribuição positiva. O forte avanço de tráfego acabou sendo ofuscado parcialmente por um opex (custo de manutenção subiu 60% na base anual), mas sem dúvida o líquido foi positivo e deve surpreender o mercado”, avalia o banco.

Engie (EGIE3

A Engie Brasil comunicou na noite de ontem que obteve um lucro líquido de R$ 617,5 milhões no quarto trimestre do ano passado. O resultado representou uma queda de 18,9% em comparação a igual período de 2018. A empresa publicou balanço do resultado consolidado de 2019.

No ano passado, a Engie teve lucro líquido de R$ 2,3 bilhões, uma leve queda de 0,2% sobre 2018. Os resultados da Engie incluem a aquisição da TAG, que foi um fato não recorrente. A Engie Brasil comprou a TAG – Transportadora Associada de Gás S.A., em parceria com suas matrizes, a francesa Engie S.A. e a canadense Caisse de Dépôt et Placement Du Québec (CDPQ). Os franceses e os franco-canadenses, além da sua subsidiária brasileira, pagaram R$ 35 bilhões na TAG, vendida por uma subsidiária da Petrobras.

Os resultados da Engie mostram que a dívida da empresa cresceu 48,6%, de R$ 6,8 bilhões no quarto trimestre de 2018 para R$ 10,1 bilhões no final de 2019. A empresa informou que pagará dividendos de R$ 949,7 milhões aos acionistas, em data a ser definida por Assembleia.

“Temos uma avaliação positiva dos resultados do quarto trimestre da Engie, dado que o Ebitda ajustado e o lucro líquido vieram acima das nossas expectativas. Além disso, destacamos como positivo o anúncio dos dividendos complementares pela companhia no trimestre, ilustrando o forte perfil de geração de caixa e retorno aos acionistas da companhia. Entretanto, consideramos que a qualidade da gestão e dos ativos da Engie já está mais do que precificada no preço atual das ações, razão a qual mantemos uma recomendação neutra”, avalia a XP.

Já o Credit Suisse apontou que os números de Engie vieram em linha e podem ser descritos como um “relógio suíço”.

Iguatemi (IGTA3)

A administradora de shopping centers Iguatemi publicou balanço ontem à noite e informou que seu lucro líquido no quarto trimestre de 2019 foi de R$ 111,8 milhões, um crescimento de 47% sobre igual período de 2018. O lucro líquido do ano inteiro de 2019 cresceu 20,7% para R$ 314,3 milhões.

O EBITDA da Iguatemi teve expansão de 13,8% em 2019, sobre o ano anterior, para R$ 635,7 milhões. a Iguatemi informou que encerrou 2019 com uma dívida total de R$ 2,3 bilhões, mas também com disponibilidade de caixa de R$ 1 bilhão. Segundo a Iguatemi, a receita obtida com aluguéis das lojas nos shoppings cresceu 4,1% no ano passado para R$ 1,08 bilhão.

A Iguatemi reportou resultados marginalmente abaixo das expectativas em linhas gerais, aponta a XP, apesar de ainda ter apresentado evolução sequencial nos principais indicadores. A leitura exclui a venda do shopping Iguatemi Florianópolis, que contribuiu com R$ 58,9 milhões.

Do lado positivo, a ocupação apresentou melhora sequencial em relação ao terceiro trimestre de 2019, atingindo 94%, e as vendas mesmas lojas (SSS) cresceram em um robusto patamar de 5,7% na comparação anual.

Além disso, aluguel percentual e temporário também expandiram em um ritmo saudável. Por outro lado, o aluguel mínimo apresentou crescimento tímido, e o aluguel mesmas lojas (SSR) cresceu 5,2%. “Em resumo, apesar de reconhecermos avanços sequenciais importantes em algumas das principais linhas, a velocidade de recuperação tem sido mais gradual que a esperada”, avalia a equipe de análise.

Já o Credit Suisse aponta que o resultado do Iguatemi veio forte, marcado por uma performance operacional muito boa. O indicador SSS, de vendas nas mesmas lojas veio maior que o esperado em 5,7% e de vendas nas mesmas áreas, SAS, totalizou 7,4%,  enquanto a taxa de ocupação aumentou pra 94% (versus 92,4% no terceiro trimestre), enquanto o custo de ocupação caiu 40 bps na base anual e a inadimplência liquida veio negativa em 0,8% . Do lado negativo, aponta o banco, a receita de aluguel foi abaixo do esperado e o grande aumento de custos fez com que os lucros viessem abaixo da expectativa.

Banestes (BEES3

O Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes) divulgou ontem balanço na CVM e informou um lucro líquido de R$ 214 milhões em 2019, um resultado 18,1% superior ao de 2018. O Banestes é um dos poucos bancos estatais de governos estaduais que sobraram no país. Segundo o banco, o resultado alcançado no ano passado foi um resultado “recorde”.

No quarto trimestre de 2019, o lucro líquido foi de R$ 47 milhões, 4,1% maior que em igual trimestre do ano anterior. No quarto trimestre de 2019, as despesas administrativas do Banestes cresceram 6,7% para R$ 175 milhões. Segundo o balanço, o Banestes somou ativos totais de R$ 23,7 bilhões no quarto trimestre do ano passado, queda de 15% sobre o quarto trimestre do ano anterior. O banco estatal capixaba informou, contudo, que a carteira de crédito ampliada cresceu 15,8% no quarto trimestre de 2019, sobre o ano anterior, para R$ 6,8 bilhões.

O Banestes informou que o número de clientes cresceu 3,3% em 2019, para 1,15 milhão de pessoas físicas e jurídicas. O retorno sobre os ativos totais médios (ROA) ficou em 0,8% no final de 2019, em leve queda de 0,1 ponto porcentual sobre o último trimestre de 2018.

JBS (JBSS3

A JBS anunciou a aquisição de uma participação acionária na empresa americana Empire Packing Company L.P., para comprar cinco frigoríficos e a marca Ledbetter nos Estados Unidos. A aquisição foi feita pela subsidiária da JBS nos EUA, a JBS USA, que pagará US$ 238 milhões (R$ 1,023 bilhão) nos ativos. A aquisição inclui cinco frigoríficos, em Cincinnati (Ohio), Mason (Ohio), Denver (Colorado), Memphis (Tennessee) e Olympia (Washington) e a marca Ledbetter.

O Bradesco BBI apontou que, embora seja relativamente pequeno para a JBS, essa aquisição está alinhada à sua estratégia de aumentar a exposição a alimentos processados ​​que poderiam levar a uma nova reavaliação da ação (os analistas apontam que as fusões e aquisições não estão no cenário base).

“Além disso, em nossa opinião, após a solicitação do Senado dos EUA para investigar a JBS no final de 2019, essa transação nos EUA parece confirmar que a agenda de crescimento da JBS no país está se desenrolando”, avaliam. A recomendação dos analistas para a ação é outperform.

Weg (WEGE3)

A Weg, indústria de geradores, motores elétricos e bens de capital sediada em Jaraguá do Sul (SC) divulgou na manha de hoje seu balanço. Os números do quarto trimestre vieram fortes, com expansão de dois dígitos. O lucro líquido da empresa cresceu 49,3% para R$ 500 milhões no período – sobre igual trimestre de 2018. A receita líquida de vendas avançou 20,9% para R$ 3,77 bilhões, expansão de 20,9% sobre igual trimestre do ano anterior.

Já o EBITDA foi de R$ 666,4 milhões no quarto trimestre, crescimento de 15,1% sobre igual trimestre do ano anterior. A Weg explicou que a alta do dólar teve um impacto positivo sobre as suas receitas provenientes das exportações. No período, o mercado externo representou 57% das vendas da Weg. A empresa informou que investiu pouco mais de R$ 180 milhões no aumento da capacidade produtiva, especialmente na fábrica chinesa, que produz motores industriais.

No resultado fechado de 2019, os números da Weg também vieram robustos. O lucro líquido cresceu 20,6% sobre 2018, para R$ 1,6 bilhão. A receita líquida teve expansão de 11,5% para R$ 13,3 bilhões, enquanto o EBITDA avançou 23,1% para R$ 2,2 bilhões. A empresa informou que reduziu seu endividamento de R$ 4,4 bilhões no final de 2018 para R$ 3,5 bilhões no final de 2019.

A Weg comunicou que pagará dividendos complementares no valor de R$ 351,8 milhões aos acionistas. Segundo a empresa sediada em Jaraguá do Sul (SC), o pagamento será feito em 11 de março deste ano. Para receber os dividendos, o acionista precisa manter suas ações até o dia 25 de fevereiro.

Em outro comunicado, a Weg informou que recomprará 250 mil ações ordinárias suas que estão em circulação no mercado. A empresa afirma que as ações serão guardadas na tesouraria ou alienadas no futuro. Os papéis serão comprados na B3 durante o prazo de um ano, a partir de hoje. O Bradesco será o intermediário na operação.

Conforme destaca a XP, a receita líquida consolidada ficou acima do esperado, impulsionada principalmente pelo mercado interno, cujas receitas cresceram cerca de 30% na base anual no quarto trimestre de 2019. Na linha de custos, a companhia apresentou ganhos de eficiência importantes, com queda na representatividade de algumas das principais linhas (despesas gerais e administrativas, custos com pessoal e outros). Assim, a margem expandiu na comparação anual e ficou levemente acima do esperado.

O retorno sobre o capital investido (ROIC) cresceu mais um trimestre, atingindo 20,2% e reforçando a capacidade da companhia de gerar valor consistentemente. O lucro líquido, por fim, também ficou acima das estimativas e do mercado, sendo beneficiado também por um resultado financeiro positivo.

“Em resumo, a WEG reportou avanços significativos e vem sequencialmente reforçando sua capacidade de gerar valor tanto via as aquisições quanto de forma orgânica. Apesar de reconhecermos o histórico sólido de execução da companhia, que continua a se reforçar ao longo do tempo, nós mantemos preferência relativa por nomes que (i) negociam em níveis de valuation mais atrativos e (ii) possuem uma alavancagem mais direta à atividade econômica local dentro do universo de cobertura”, ressalta a XP.

Gerdau (GGBR4)

A siderúrgica Gerdau publicou balanço na manhã de hoje e comunicou que o seu lucro líquido no quarto trimestre de 2019 teve uma queda de 73,8% sobre igual período do ano anterior, para R$ 102 milhões. O lucro líquido ajustado ficou menor, de R$ 61 milhões – queda de 80,4% sobre os R$ 312 milhões do quarto trimestre de 2018. O EBITDA ajustado da siderúrgica recuou 19,4% no quarto trimestre de 2019 para R$ 1,1 bilhão – a comparação é sobre igual período de 2018. A Gerdau atribuiu as quedas aos preços em baixa do aço no mercado internacional – é uma empresa com exposição grande nos Estados Unidos.

A receita líquida da Gerdau no quarto trimestre do ano passado foi de R$ 9,53 bilhões, queda de 12,5% na base de comparação anual. No ano, a receita foi de R$ 39,644 bilhões, queda de 14,1% comparado com 2018.

A produção de aço bruto foi de 2,95 milhões de toneladas, em queda de 8,4% na comparação ano a ano. O lucro líquido consolidado e ajustado da Gerdau em 2019 foi de R$ 1,29 bilhão – recuo de 48,3% sobre 2018.

A empresa informou que pagará dividendos de R$ 51 milhões aos acionistas em 11 de março deste ano. Só receberão dividendos os acionistas que mantiverem ações GGBR4 até o dia 28 de fevereiro. Embora os números da Gerdau pareçam negativos, não são em comparação a outras siderúrgicas. O endividamento líquido da companhia, em 31/12/2019, era de R$ 9,75 bilhões, em queda sobre os R$ 11,5 bilhões que devia em 31/12/2018. A relação dívida líquida sobre o EBITDA, no final do ano passado, estava em 1,6 vezes (1,6x). Segundo a Gerdau, 90% da dívida é de longo prazo.

De acordo com o Morgan Stanley, o destaque do quarto trimestre de 2019 foi uma forte geração de fluxo de caixa, apesar da grande perda de Ebitda versus o consenso e a estimativa dos analistas do banco. A dívida líquida continuou em declínio. Além do resultado, o Morgan destaca que  capacidade da Gerdau de aumentar os preços no Brasil e o volume doméstico de aço no primeiro semestre de 2020 é essencial para a empresa atender às altas expectativas do mercado. Os analistas seguem com recomendação equalweight (exposição em linha com a média do mercado) para os ativos da siderúrgica.

A XP destaca que, no Brasil, a performance foi fraca com preços mais baixos enquanto que, na América do Norte, os resultados foram mais fracos do que o esperado. A margem Ebitda na América do Norte foi de 7,6%, abaixo da estimativa da XP de 9,6% e 10,5% no terceiro trimestre, impactada pela queda no spread metálico (preço de aço menos custo de sucata). Já o Ebitda para a América Latina foi de R$182 milhões, 3% menor que a estimativa, com margem EBITDA de 20%.

Para aços especiais, os números também decepcionaram. “O Ebitda de R$113 milhões ficou abaixo das nossas estimativas, recuando 45% na base trimestral. Na comparação trimestral, a queda de 11% nos volumes ocorreu devido tanto às operações do Brasil, quanto dos EUA. No Brasil, a produção de veículos foi impactada pelas menores exportações e pelo movimento de desestocagem no setor automotivo, enquanto nos EUA a menor demanda no setor automotivo e na indústria de óleo e gás pressionaram os volumes”, avaliam.

Minerva (BEEF3)

A Minerva teve um lucro líquido de R$ 243,6 milhões no quarto trimestre de 2019, revertendo um prejuízo de R$ 92,1 milhões na comparação com o mesmo período de 2018. No ano, o lucro foi de R$ 16,2 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 1,264 bilhão.

A receita líquida da Minerva alcançou R$ 4,9 bilhões no quarto trimestre de 2019, expansão de 5% na comparação anual. Em 2019, a receita líquida acumulou R$ 17,1 bilhões, alta de 6% na base anual.

O Ebitda ajustado do quarto trimestre foi recorde, atingindo R$ 603,3 milhões, forte expansão de 30% na base anual e 33% ante o terceiro trimestre, alcançando uma margem Ebitda de 12,4%, 240 bps superior na comparação anual. No acumulado do ano, o Ebitda ajustado totalizou R$ 1,7 bilhão, maior patamar histórico, com margem de 10,2%, um aumento de 70 bps ano contra ano.

“A forte demanda da China, impulsionada pelo surto de Febre Suína Africana que destruiu quase 50% do rebanho local de suínos, foi um fator determinante para o mercado em 2019, em particular no último trimestre do ano. Em 2019, 46% da receita das exportações da Athena Foods tiveram a Ásia como destino, um aumento de 10 pontos percentuais na comparação anual, e em grande parte direcionada para o mercado da China. Na Divisão Brasil, a Ásia representou 39% da receita com exportações nos últimos 12 meses, um aumento de 12 pontos percentuais ante 2018, e reflexo imediato das novas habilitações para o mercado chinês”, destacou a companhia no release de resultados.

O frigorífico anunciou que submeterá a votação na Assembleia Geral Extraordinária do dia 20 de março a redução do capital social da companhia em R$ 380,2 milhões para absorver os prejuízos acumulados ao longo do ano de 2019.

Cemig (CMIG4)

A Cemig previu em seu Capex investimentos de R$ 10,4 bilhões entre 2020 e 2024. Só em 2020 esses aportes seriam da ordem de R$ 2,01 bilhões segundo comunicado enviado ao mercado na última terça.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Justiça do Trabalho em Curitiba determinou ontem (18) a suspensão das demissões dos empregados da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), que deve ser fechada pela Petrobras. A decisão terá validade até 6 de março, quando nova audiência de conciliação será realizada.

A decisão foi tomada durante a primeira audiência do dissídio de greve dos empregados. Diante do impasse, não houve acordo com a empresa e as demissões foram suspensas temporariamente, inclusive as 144 efetivadas.

Na audiência, segundo o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), o sindicato da categoria se comprometeu a encerrar a greve temporariamente e encaminhar a proposta nacionalmente. Além dos funcionários da Fafen, 21 mil petroleiros da Petrobras entraram em greve em todo o país há 18 dias.

As demissões dos funcionários da Fapen começaram a ser efetivadas nas últimas semanas. A Petrobras alega que a fábrica foi comprada da mineradora Vale em 2013, mas, depois da aquisição, os “resultados da subsidiária demonstram a falta de sustentabilidade do negócio e que sua continuidade operacional não se mostra viável economicamente”. O prejuízo anual é de R$ 400 milhões, segundo a empresa.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a suspensão das atividades vai provocar a demissão de mil trabalhadores. Além disso, a entidade afirma que a Petrobras não cumpriu o acordo coletivo.

Na segunda-feira (17), o ministro Ives Gandra Martins Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), considerou ilegal a greve dos petroleiros da Petrobras. Após a decisão, a Petrobras pediu que todos os empregados voltassem ao trabalho imediatamente.

Após a decisão do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná de suspender as demissões, Ives Gandra da Silva Martins Filho marcou para as 10h da sexta-feira, 21, em seu gabinete em Brasília, uma reunião de mediação entre representantes da estatal e dos petroleiros.

A FUP, que lidera a paralisação, informou por meio do seu site que “as direções sindicais se reúnem nesta quarta-feira, 19, no Conselho Deliberativo da FUP, no Rio de Janeiro, para avaliar os próximos passos da greve”.

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Ibovespa segue exterior e sobe entre resultados e estímulos na China; dólar vai a R$ 4,37

SÃO PAULO – Após abrir próximo da estabilidade, o Ibovespa ganhou força nas primeiras horas do pregão desta quarta-feira (19), puxado pelas ações de blue chips como Petrobras e dos bancos. Além disso, o índice também é puxado pelo bom humor externo, chegando à sua máxima do dia logo após a abertura das bolsas americanas.

Os investidores ficam atentos à bateria de resultados corporativos de ontem e de hoje à noite, com destaque para os números do quarto trimestre da Petrobras após o fechamento hoje. No exterior, o dia também é positivo com os mercados na expectativa por novos estímulos na China para ajudar a combater o surto do coronavírus.

Às 11h57 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa registrava alta de 0,83%, aos 115.932 pontos, enquanto o dólar comercial tem alta de 0,34%, cotado a R$ 4,3721 na compra e R$ 4,3728 na venda. O dólar futuro para março, por sua vez, avança 0,37%, a R$ 4,373.

Já entre os juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2022 tem queda de um ponto-base, a 4,71%, enquanto o de vencimento em janeiro de 2023 sobe um ponto a 5,29%, seguido pela alta de dois pontos-base do vencimento em janeiro de 2025, a 6,02%.

O dia é marcado pela análise dos balanços divulgados, como IRB Brasil RE (IRBR3), EDP Brasil (ENBR3) e Gerdau (GGBR4), e também pela expectativa dos números do quarto trimestre de importantes empresas na noite de hoje, caso de Petrobras (PETR3; PETR4), Marfrig (MRFG3), RD ([ativo=RADL3), Pão de Açúcar ([ativo=PCAR4]), entre outras.

Enquanto isso, no exterior, as bolsas de valores da Ásia fecharam em alta, com a exceção de Xangai, que caiu 0,32%. Os mercados estão de olho na reunião do Banco do Povo da China, que poderá, às 22h30 desta quarta-feira (hora de Brasília) decidir mais um corte na taxa de juros para estimular a economia atingida pelo surto do coronavírus.

Na Europa as bolsas abriram em alta, à espera de um plano de recuperação industrial que poderá ser divulgado hoje pela Comissão Europeia.

Os futuros de Nova York estão em terreno positivo e indicam uma abertura em alta, sugerindo recuperação da queda de ontem gerada pelo alerta da Apple, justamente em meio aos sinais de que a China pode estar planejando medidas adicionais para dar apoio a setores da economia mais ameaçados.

O número de mortos na China pelo coronavírus ultrapassou os 2 mil, enquanto o Japão começou a liberar passageiros de um navio de cruzeiro em quarentena. Já a província de Hubei, no centro do surto, relatou o menor número de casos adicionais desde que mudou seu método de contagem de infecções na semana passada.

As refinarias de petróleo chinesas cortaram ainda mais a produção para lidar com a demanda fraca. No mercado de commodities, o petróleo brent sobe após sanções dos EUA à Rússia e o conflito da Líbia mudarem o foco para ameaças à oferta.

Indicadores econômicos

Nos Estados Unidos, serão divulgadas às 10h30 as informações sobre construções de novas casas e também o índice de preços ao produtor (IPP), todos dados relativos a janeiro.

O mais importante, contudo, será a divulgação da Ata da última reunião do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc) às 16h.

No Brasil, o Banco Central deverá divulgar o fluxo cambial às 14h30. Na China, o Banco do Povo (BC chinês) pode decidir às 22h30 de hoje mudar a taxa básica de juros.

Política

O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, ficará até o final do seu mandato. A afirmação foi feita dias após Guedes chamar os servidores públicos de “parasitas” que estariam alojados no “hospedeiro” que seria o governo federal. Boatos sobre a saída de Guedes começaram a circular nesta semana. “Se Guedes tem problemas pontuais e sofre ataques, é muito mais por sua competência do que por eventuais deslizes”, disse Bolsonaro ao jornal O Estado de S. Paulo.

Vale ressaltar que Bolsonaro cancelou solenidade pública para lançamento do programa Brasil Mais para se reunir com o ministro da Economia e outros ministros e fechar os últimos detalhes da reforma administrativa, disse o porta-voz Otavio Rêgo Barros.

No âmbito estadual, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou na noite de ontem o projeto de reforma da previdência dos servidores públicos. Antes de seguir para a sanção do governador João Doria (PSDB), o projeto precisa ser votado em segundo turno. A PEC estabelece idade mínima de aposentadoria de 65 anos para os homens e de 62 anos para as mulheres.

Dólar em alta

Os investidores seguem de olho nas falas de autoridades do Banco Central. Na véspera, o dólar renovou máxima de fechamento, perto dos R$ 4,36.

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, afirmou que o BC intervém no câmbio quando vê problemas liquidez ou quando perceber que o real destoa dos pares. Segundo ele, câmbio é flutuante e está separado da política monetária. Apesar da alta do dólar, o câmbio pressionado não está se refletindo em deterioração generalizada dos ativos brasileiros; o CDS do país ontem fechou na casa dos 92 pontos, na 6ª baixa seguida e renovando menor nível desde 2010.

Noticiário corporativo

A resseguradora IRB Brasil RE (IRBR3) e a EDP Brasil (ENBR3) publicaram balanços na madrugada de hoje. A IRB Brasil RE informou um lucro líquido de R$ 1,79 bilhão em 2019, uma expansão de 44,7% sobre 2018, quando lucrou R$ 1,21 bilhão. A empresa informou ter fechado 2019 com caixa líquido de R$ 35,9 milhões – queda de 16,8% sobre o fim do ano anterior.

A IRB Brasil RE afirma que seus ativos consolidados cresceram 7,7% em 2019 para R$ 17,1 bilhões. A EDP Brasil reportou um lucro líquido de R$ 1,48 bilhão em 2019, resultado um pouco superior ao lucro obtido de R$ 1,41 bilhão em 2018.

Engie Brasil, Iguatemi e Banestes publicaram balanços na noite de ontem. A JBS anunciou a aquisição de cinco frigoríficos e da marca Ledbetter nos Estados Unidos, por R$ 1 bilhão. A Weg anunciou que pagará mais de R$ 350 milhões aos acionistas.

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Cade analisará se leva fusão de Boeing e Embraer a julgamento de tribunal

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) designou o conselheiro Luiz Augusto Azevedo de Almeida Hoffmann como relator do recurso apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF) no processo de fusão entre Boeing e Embraer.

A operação foi aprovada sem restrições no fim de janeiro pela Superintendência Geral da autarquia, mas semana passada o MPF recorreu da decisão, pedindo para que o caso seja julgado pelo tribunal administrativo do órgão.

A escolha do relator do recurso foi feita pelo Cade no último dia 14, por sorteio, e está confirmada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, 18.

Agora, Luiz Augusto Hoffmann vai avaliar se aceita ou não o pedido do MPF e elaborar um despacho que será levado ao referendo do tribunal. Se o tribunal de conselheiros decidir examinar a operação, o relator vai reanalisar o caso, produzir voto, e só depois enviá-lo para julgamento.

A compra de parte da Embraer pela Boeing, um negócio de US$ 4,2 bilhões, foi aprovada pela Superintendência Geral do Cade no último dia 27 de janeiro “sem restrições”.

Segundo o departamento, o negócio não representa riscos à concorrência porque as empresas não atuam nos mesmos mercados. A compra da Embraer pela Boeing já foi aprovada por autoridades antitruste dos Estados Unidos e da China, mas espera aval da União Europeia.

“Não identificamos nenhum problema concorrencial apesar de a operação tirar um player de um mercado relevante, que é o de aviões de 100 a 150 passageiros”, disse ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) o superintendente-geral do Cade, Alexandre Cordeiro. “A Embraer tem uma característica de complementaridade com a Boeing, e não de rivalidade, porque os aviões da Boeing não se adequam ao mercado regional e de médio porte.”

A decisão da Superintendência Geral foi definitiva, mas a operação poderia ser analisada novamente se um conselheiro decidisse reabrir o processo no tribunal. Nesse caso, o tribunal precisa aprovar a reanálise por maioria. Terceiros interessados também podiam, em 15 dias, apresentar recursos, mas não houve empresa ou associação inscrita como interessados.

O MPF, no entanto, recorreu da decisão da Superintendência Geral e agora o órgão antitruste vai decidir de recebe ou não a sugestão por uma nova avaliação do caso com consequente julgamento do colegiado dos conselheiros.

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Justiça suspende demissões em fábrica da Petrobras; petroleiros se reúnem para decidir sobre greve

Petrobras

A Justiça do Trabalho em Curitiba determinou ontem (18) a suspensão das demissões dos empregados da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), que deve ser fechada pela Petrobras (PETR3;PETR4). A decisão terá validade até 6 de março, quando nova audiência de conciliação será realizada.

A decisão foi tomada durante a primeira audiência do dissídio de greve dos empregados. Diante do impasse, não houve acordo com a empresa e as demissões foram suspensas temporariamente, inclusive as 144 efetivadas.

Na audiência, segundo o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), o sindicato da categoria se comprometeu a encerrar a greve temporariamente e encaminhar a proposta nacionalmente. Além dos funcionários da Fafen, 21 mil petroleiros da Petrobras entraram em greve em todo o país há 18 dias.

As demissões dos funcionários da Fapen começaram a ser efetivadas nas últimas semanas. A Petrobras alega que a fábrica foi comprada da mineradora Vale em 2013, mas, depois da aquisição, os “resultados da subsidiária demonstram a falta de sustentabilidade do negócio e que sua continuidade operacional não se mostra viável economicamente”. O prejuízo anual é de R$ 400 milhões, segundo a empresa.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a suspensão das atividades vai provocar a demissão de mil trabalhadores. Além disso, a entidade afirma que a Petrobras não cumpriu o acordo coletivo.

Na segunda-feira (17), o ministro Ives Gandra Martins Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), considerou ilegal a greve dos petroleiros da Petrobras. Após a decisão, a Petrobras pediu que todos os empregados voltassem ao trabalho imediatamente.

Decisão sobre a greve

Após a decisão do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná de suspender as demissões, Ives Gandra da Silva Martins Filho marcou para as 10h da sexta-feira, 21, em seu gabinete em Brasília, uma reunião de mediação entre representantes da estatal e dos petroleiros.

Os trabalhadores da companhia estão em greve desde o dia 1º de fevereiro.

A reunião de mediação foi marcada a pedido dos petroleiros, mas só vai acontecer se a greve for suspensa, conforme condicionou o ministro.

A FUP, que lidera a paralisação, informou por meio do seu site que “as direções sindicais se reúnem nesta quarta-feira, 19, no Conselho Deliberativo da FUP, no Rio de Janeiro, para avaliar os próximos passos da greve”.

O texto diz ainda que a greve “já é vitoriosa só por existir nesta conjuntura de ataques aos direitos dos trabalhadores e ao Estado Democrático de Direito”.

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(Com Agência Estado e Agência Brasil)

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Ibovespa Futuro descola de exterior e fica estável com expectativas sobre novos estímulos na China

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro descola do exterior e fica próximo da estabilidade na manhã desta quarta-feira (19) em meio a expectativa por novos estímulos na China para ajudar a combater o surto do coronavírus. Os investidores no Brasil também ficam atentos à bateria de resultados corporativos, com destaque para os números do quarto trimestre da Petrobras na noite de hoje.

Às 09h05 (horário de Brasília), o índice futuro registrava leve queda de 0,06%, aos 115.635 pontos, enquanto o dólar futuro com vencimento em março avançava 0,17%, a R$ 4,365.

Já entre os juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2022 tem queda de um ponto-base, a 4,71%, enquanto o de vencimento em janeiro de 2023 recua um ponto a 5,27%, seguido pela alta de um ponto-base do vencimento em janeiro de 2025, a 6,01%.

O dia deve ser marcado pela maior cautela no mercado doméstico, que além de olhar para o exterior, tem um dia agitado na temporada de resultados. Na noite de ontem a IRB Brasil RE (IRBR3) e a EDP Brasil (ENBR3) publicaram balanços.

A resseguradora IRB Brasil RE informou um lucro líquido de R$ 1,79 bilhão em 2019, uma expansão de 44,7% sobre 2018, quando lucrou R$ 1,21 bilhão. A empresa disse ter fechado 2019 com caixa líquido de R$ 35,9 milhões – queda de 16,8% sobre o fim do ano anterior.

Após o fechamento de hoje, diversas empresas importantes irão apresentar seus balanços do fim do ano passado, com destaque para a Petrobras (PETR3; PETR4), Marfrig (MRFG3), RD ([ativo=RADL3), Pão de Açúcar ([ativo=PCAR4]), entre outras.

Enquanto isso, no exterior, as bolsas de valores da Ásia fecharam em alta, com a exceção de Xangai, que caiu 0,32%. Os mercados estão de olho na reunião do Banco do Povo da China, que poderá, às 22h30 desta quarta-feira (hora de Brasília) decidir mais um corte na taxa de juros para estimular a economia atingida pelo surto do coronavírus.

Na Europa as bolsas abriram em alta, à espera de um plano de recuperação industrial que poderá ser divulgado hoje pela Comissão Europeia.

Os futuros de Nova York estão em terreno positivo e indicam uma abertura em alta, sugerindo recuperação da queda de ontem gerada pelo alerta da Apple, justamente em meio aos sinais de que a China pode estar planejando medidas adicionais para dar apoio a setores da economia mais ameaçados.

O número de mortos na China pelo coronavírus ultrapassou os 2 mil, enquanto o Japão começou a liberar passageiros de um navio de cruzeiro em quarentena. Já a província de Hubei, no centro do surto, relatou o menor número de casos adicionais desde que mudou seu método de contagem de infecções na semana passada.

As refinarias de petróleo chinesas cortaram ainda mais a produção para lidar com a demanda fraca. No mercado de commodities, o petróleo brent sobe após sanções dos EUA à Rússia e o conflito da Líbia mudarem o foco para ameaças à oferta.

Indicadores econômicos

Nos Estados Unidos, serão divulgadas às 10h30 as informações sobre construções de novas casas e também o índice de preços ao produtor (IPP), todos dados relativos a janeiro.

O mais importante, contudo, será a divulgação da Ata da última reunião do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc) às 16h.

No Brasil, o Banco Central deverá divulgar o fluxo cambial às 14h30. Na China, o Banco do Povo (BC chinês) pode decidir às 22h30 de hoje mudar a taxa básica de juros.

Política

O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, ficará até o final do seu mandato. A afirmação foi feita dias após Guedes chamar os servidores públicos de “parasitas” que estariam alojados no “hospedeiro” que seria o governo federal. Boatos sobre a saída de Guedes começaram a circular nesta semana. “Se Guedes tem problemas pontuais e sofre ataques, é muito mais por sua competência do que por eventuais deslizes”, disse Bolsonaro ao jornal O Estado de S. Paulo.

Vale ressaltar que Bolsonaro cancelou solenidade pública para lançamento do programa Brasil Mais para se reunir com o ministro da Economia e outros ministros e fechar os últimos detalhes da reforma administrativa, disse o porta-voz Otavio Rêgo Barros.

No âmbito estadual, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou na noite de ontem o projeto de reforma da previdência dos servidores públicos. Antes de seguir para a sanção do governador João Doria (PSDB), o projeto precisa ser votado em segundo turno. A PEC estabelece idade mínima de aposentadoria de 65 anos para os homens e de 62 anos para as mulheres.

Dólar em alta

Os investidores seguem de olho nas falas de autoridades do Banco Central. Na véspera, o dólar renovou máxima de fechamento, perto dos R$ 4,36.

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, afirmou que o BC intervém no câmbio quando vê problemas liquidez ou quando perceber que o real destoa dos pares. Segundo ele, câmbio é flutuante e está separado da política monetária. Apesar da alta do dólar, o câmbio pressionado não está se refletindo em deterioração generalizada dos ativos brasileiros; o CDS do país ontem fechou na casa dos 92 pontos, na 6ª baixa seguida e renovando menor nível desde 2010.

Noticiário corporativo

A resseguradora IRB Brasil RE (IRBR3) e a EDP Brasil (ENBR3) publicaram balanços na madrugada de hoje. A resseguradora IRB Brasil RE informou um lucro líquido de R$ 1,79 bilhão em 2019, uma expansão de 44,7% sobre 2018, quando lucrou R$ 1,21 bilhão. A empresa informou ter fechado 2019 com caixa líquido de R$ 35,9 milhões – queda de 16,8% sobre o fim do ano anterior.

A IRB Brasil RE afirma que seus ativos consolidados cresceram 7,7% em 2019 para R$ 17,1 bilhões. A EDP Brasil reportou um lucro líquido de R$ 1,48 bilhão em 2019, resultado um pouco superior ao lucro obtido de R$ 1,41 bilhão em 2018.

Engie Brasil, Iguatemi e Banestes publicaram balanços na noite de ontem. A JBS anunciou a aquisição de cinco frigoríficos e da marca Ledbetter nos Estados Unidos, por R$ 1 bilhão. A Weg anunciou que pagará mais de R$ 350 milhões aos acionistas.

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IRB lucra R$ 1,76 bilhão em 2019 e contrata EY para segunda auditoria; Gerdau e mais balanços são destaque no radar

ações bolsa mercado stocks índices gráficos

SÃO PAULO – Em destaque no radar, está a temporada de balanços. A resseguradora IRB Brasil RE informou um lucro líquido de R$ 1,79 bilhão em 2019, uma expansão de 44,7% sobre 2018, quando lucrou R$ 1,21 bilhão.

A empresa informou ter fechado 2019 com caixa líquido de R$ 35,9 milhões – queda de 16,8% sobre o fim do ano anterior. A IRB Brasil RE afirma que seus ativos consolidados cresceram 7,7% em 2019 para R$ 17,1 bilhões.

A EDP Brasil reportou um lucro líquido de R$ 1,48 bilhão em 2019, resultado um pouco superior ao lucro obtido de R$ 1,41 bilhão em 2018. Engie Brasil, Iguatemi e Banestes publicaram balanços na noite de ontem.

A JBS anunciou a aquisição de cinco frigoríficos e da marca Ledbetter nos Estados Unidos, por R$ 1 bilhão. A Weg anunciou que pagará mais de R$ 350 milhões em dividendos aos acionistas. Confira mais destaques:

IRB RE (IRBR3

A resseguradora IRB Brasil RE obteve um lucro líquido de R$ 1,76 bilhão em 2019, um crescimento de 44,7% sobre 2018, quando lucrou R$ 1,21 bilhão.

A empresa informou ter fechado 2019 com caixa de R$ 35,9 milhões – queda de 16,8% sobre o fim de 2018. As aplicações financeiras caíram 52,5% entre o final de 2018 para o final de 2019, totalizando R$ 1,23 bilhão. A IRB afirma ter fechado 2019 com ativos consolidados de R$ 17,1 bilhões – crescimento de 7,7% sobre o final de 2018. Entre os aspectos negativos que impactaram no índice de sinistralidade, a resseguradora destaca o efeito climático El Niño, que provocou uma perda de R$ 697 milhões no setor agrícola – importante na carteira da empresa.

Como aspecto positivo, houve um ganho de R$ 146 milhões decorrente de um crédito tributário. A resseguradora informou que o total de prêmios emitidos foi no valor de R$ 8,5 bilhões em 2019 – um crescimento de 22,3% sobre 2018, quando os prêmios emitidos foram de R$ 6,96 bilhões. Dos prêmios emitidos em 2019, R$ 4,82 bilhões o foram no Brasil e R$ 3,68 bilhões no exterior. Os prêmios retidos cresceram 23,8% em 2019, sobre 2018, para R$ 6,3 bilhões.

O índice de sinistralidade total da resseguradora foi de 51,1% no ano passado, uma queda de 4,8 pontos porcentuais sobre 2018, quando o índice foi de 55,9%.

Os dados da IRB Brasil RE referem-se todos a 2019, um período anterior à polêmica com a corretora Squadra, do Rio de Janeiro, que contestou dados contábeis da companhia – em cartas enviadas em 2 e 9 de fevereiro. A empresa decidiu dar mais detalhes no balanço sobre os números que foram contestados e apresentou o próprio número de itens que considera não recorrentes.

O IRB apontou que o lucro de 2019 na verdade sofreu impacto negativo de R$ 697 milhões em razão de perdas no segmento rural e fiscais. Essas perdas foram parcialmente compensadas por ganhos com a venda de shopping centers – mas num valor menor do que apontado pela Squadra – e créditos tributários.

O IRB ainda comunicou ter contratado a consultoria EY, antiga Ernst & Young, para atuar como auditor atuarial independente após carta divulgada pela Squadra. O valor do contrato foi de R$ 220 mil.

Telefônica Brasil (VIVT4)

A Telefônica Brasil viu seu lucro líquido cair no quarto trimestre em relação ao mesmo período do anterior, conforme mais gastos com impostos e depreciação compensaram aumento de receita e esforços para controle de custos.

A dona da Vivo e maior operadora de telefonia móvel do Brasil teve lucro líquido contábil de R$ 1,274 bilhão entre outubro e dezembro, 14,3% menor na comparação anual. Em termos recorrentes e sem considerar a adoção de normas contábeis conhecidas como IFRS 16, a queda foi de 4,2%, para R$ 1,486 bilhão.

O Bradesco BBI avaliou os resultados do quarto trimestre da operadora Vivo como “sólidos” com uma expansão de 2% na receita dos serviços móveis, ano a ano, acima da projeção de crescimento de 1% do banco. O BBI observou que a queda na receita da telefonia fixa – tendência em todas as operadoras – foi de 2,2%, menor que a estimativa de 4,3%. “Os dados corporativos e de serviços de TI foram fortes, com crescimento de 18% e um impacto positivo dos serviços de armazenagem em nuvem”, avaliou o BBI. O banco, contudo, alerta que boa parte dos resultados já estavam precificados pelo mercado. Uma melhor avaliação, afirma o BBI, dependerá de uma expansão maior da receita nos serviços de telefonia móvel. O BBI manteve a recomendação Neutra para o papel VIVT4, com preço-alvo de R$ 62,00 para a ação em 2020 – alta de 7% sobre o fechamento de terça-feira, de R$ 57,78.

EDP Brasil (ENBR3)

A EDP Brasil publicou balanço de 2019 na madrugada de hoje. A empresa, subsidiária da EDP – Energias de Portugal, que atua em 11 Estados brasileiros (incluídos 28 municípios em São Paulo) informou um lucro líquido de R$ 1,48 bilhão em 2019, em pequena expansão sobre o lucro líquido de R$ 1,41 bilhão de 2018. A EDP Brasil informou uma queda na receita operacional em 2019 – o faturamento foi de R$ 4,9 bilhões, enquanto em 2018 foi de R$ 5,5 bilhões.

Segundo a empresa, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA, na sigla em inglês) foi de R$ 2,9 bilhões em 2019, em expansão de R$ 330 milhões sobre os R$ 2,6 bilhões de 2018. A empresa atribui a melhora dos resultados em 2019 aos reajustes tarifários nos Estados de São Paulo e Espírito Santo, onde atua também na distribuição de energia elétrica. A empresa não publicou os resultados trimestrais e optou por lançar todos os dados comparando ano a ano.

De acordo com análise do Credit Suisse, os resultados foram bons, com resultado operacional ajustado e IFRS fortes, devido a melhor performance nos segmentos de Genco e de comercialização e a alguns ganhos não-recorrentes.

A XP aponta que tem uma visão neutra dos resultados, dado que o Ebitda  ajustado por efeitos não recorrentes foi em linha com as estimativas e as do consenso de mercado.

Smiles (SMLS3

A Smiles Fidelidade, empresa que administra milhagens dos clientes da Gol Linhas Aéreas, informou em balanço que obteve um lucro líquido recorrente de R$ 179,5 milhões no quarto trimestre de 2019, uma expansão de 20% sobre igual trimestre do ano anterior.

No fechamento de 2019, contudo, o lucro líquido do Smiles caiu 3% em comparação a 2018, para R$ 626,7 milhões.

A receita líquida da empresa recuou 9,3% no quarto trimestre do ano passado, para R$ 253,3 milhões. No acumulado de 2019, porém, a receita líquida da companhia cresceu 6,4% sobre 2018 para R$ 1,05 bilhão.

Segundo a empresa, os resultados do ano passado foram satisfatórios, com o Smiles chegando a 17 milhões de clientes, marca atingida em 25 anos de existência – o programa Smiles foi criado pela extinta Varig, antes dela ser incorporada pela Gol na década de 2000. O EBIT do Smiles – sem amortização – recuou 7,5% em 2019, sobre 2018, para R$ 891,6 milhões.

Ecorodovias (ECOR3)

A empresa de logística teve um lucro líquido de R$ 79,2 milhões no quarto trimestre de 2019, um aumento de 40% em relação ao resultado do mesmo período do ano passado. Já o Ebitda foi de R$ 528,7 milhões, o que representa um crescimento de 48,8% na base anual de comparação. A Ecorodovias ainda divulgou um Investimento em Bens de Capital (Capex, na sigla em inglês) de R$ 2,08 bilhões.

A alavancagem financeira medida pela relação dívida líquida/Ebitda subiu de 2,7 para 3,2 vezes no comparativo anual. E o resultado financeiro ficou negativo em R$ 212,5 milhões, um aumento de 89% em relação à despesa de um ano antes.

De acordo com a análise da XP Investimentos, o trimestre da companhia foi saudável, com crescimento sequencial do tráfego nas rodovias, apesar de ainda modesto, mas ainda com alguns efeitos não recorrentes e sem grandes destaques.

“Mantemos nossa recomendação de compra e preferência relativa pelas ações da Ecorodovias, baseadas (i) na melhora sequencial nos indicadores operacionais, refletindo a aceleração do tráfego e maturação de projetos mais novos, (ii) no cronograma robusto de projetos nos próximos anos, potencialmente resultando em crescimento superior ao esperado, (iii) na potencial resolução de desequilíbrios contratuais e (iv) na maior atratividade do valuation da companhia dentro do setor”, destaca a XP. A equipe de análise ainda relembra que ainda não embutiu nas estimativas os números referentes à Ecovias do Cerrado, que estima resultar em valor adicional entre 3 e 6% nos números.

O Credit Suisse também aponta que os números vieram fortes, com uma expressiva expansão de tráfego tanto na Imigrantes quanto Caminho do Mar, explicados por uma safrinha mais forte que trouxe um crescimento de veículos pesados.

“A contribuição vinda de Eco135 e MGO também foi relevante e devem trazer um bom carregamento para 2020. A Ecovias do Cerrado foi assinada em dezembro de 2019 (cobrança de pedágio para o final de 2020) e também deve ter sua parcela de contribuição positiva. O forte avanço de tráfego acabou sendo ofuscado parcialmente por um opex (custo de manutenção subiu 60% na base anual), mas sem dúvida o líquido foi positivo e deve surpreender o mercado”, avalia o banco.

Engie (EGIE3

A Engie Brasil comunicou na noite de ontem que obteve um lucro líquido de R$ 617,5 milhões no quarto trimestre do ano passado. O resultado representou uma queda de 18,9% em comparação a igual período de 2018. A empresa publicou balanço do resultado consolidado de 2019.

No ano passado, a Engie teve lucro líquido de R$ 2,3 bilhões, uma leve queda de 0,2% sobre 2018. Os resultados da Engie incluem a aquisição da TAG, que foi um fato não recorrente. A Engie Brasil comprou a TAG – Transportadora Associada de Gás S.A., em parceria com suas matrizes, a francesa Engie S.A. e a canadense Caisse de Dépôt et Placement Du Québec (CDPQ). Os franceses e os franco-canadenses, além da sua subsidiária brasileira, pagaram R$ 35 bilhões na TAG, vendida por uma subsidiária da Petrobras.

Os resultados da Engie mostram que a dívida da empresa cresceu 48,6%, de R$ 6,8 bilhões no quarto trimestre de 2018 para R$ 10,1 bilhões no final de 2019. A empresa informou que pagará dividendos de R$ 949,7 milhões aos acionistas, em data a ser definida por Assembleia.

“Temos uma avaliação positiva dos resultados do quarto trimestre da Engie, dado que o Ebitda ajustado e o lucro líquido vieram acima das nossas expectativas. Além disso, destacamos como positivo o anúncio dos dividendos complementares pela companhia no trimestre, ilustrando o forte perfil de geração de caixa e retorno aos acionistas da companhia. Entretanto, consideramos que a qualidade da gestão e dos ativos da Engie já está mais do que precificada no preço atual das ações, razão a qual mantemos uma recomendação neutra”, avalia a XP.

Já o Credit Suisse apontou que os números de Engie vieram em linha e podem ser descritos como um “relógio suíço”.

Iguatemi (IGTA3)

A administradora de shopping centers Iguatemi publicou balanço ontem à noite e informou que seu lucro líquido no quarto trimestre de 2019 foi de R$ 111,8 milhões, um crescimento de 47% sobre igual período de 2018. O lucro líquido do ano inteiro de 2019 cresceu 20,7% para R$ 314,3 milhões.

O EBITDA da Iguatemi teve expansão de 13,8% em 2019, sobre o ano anterior, para R$ 635,7 milhões. a Iguatemi informou que encerrou 2019 com uma dívida total de R$ 2,3 bilhões, mas também com disponibilidade de caixa de R$ 1 bilhão. Segundo a Iguatemi, a receita obtida com aluguéis das lojas nos shoppings cresceu 4,1% no ano passado para R$ 1,08 bilhão.

A Iguatemi reportou resultados marginalmente abaixo das expectativas em linhas gerais, aponta a XP, apesar de ainda ter apresentado evolução sequencial nos principais indicadores. A leitura exclui a venda do shopping Iguatemi Florianópolis, que contribuiu com R$ 58,9 milhões.

Do lado positivo, a ocupação apresentou melhora sequencial em relação ao terceiro trimestre de 2019, atingindo 94%, e as vendas mesmas lojas (SSS) cresceram em um robusto patamar de 5,7% na comparação anual.

Além disso, aluguel percentual e temporário também expandiram em um ritmo saudável. Por outro lado, o aluguel mínimo apresentou crescimento tímido, e o aluguel mesmas lojas (SSR) cresceu 5,2%. “Em resumo, apesar de reconhecermos avanços sequenciais importantes em algumas das principais linhas, a velocidade de recuperação tem sido mais gradual que a esperada”, avalia a equipe de análise.

Já o Credit Suisse aponta que o resultado do Iguatemi veio forte, marcado por uma performance operacional muito boa. O indicador SSS, de vendas nas mesmas lojas veio maior que o esperado em 5,7% e de vendas nas mesmas áreas, SAS, totalizou 7,4%,  enquanto a taxa de ocupação aumentou pra 94% (versus 92,4% no terceiro trimestre), enquanto o custo de ocupação caiu 40 bps na base anual e a inadimplência liquida veio negativa em 0,8% . Do lado negativo, aponta o banco, a receita de aluguel foi abaixo do esperado e o grande aumento de custos fez com que os lucros viessem abaixo da expectativa.

Banestes (BEES3

O Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes) divulgou ontem balanço na CVM e informou um lucro líquido de R$ 214 milhões em 2019, um resultado 18,1% superior ao de 2018. O Banestes é um dos poucos bancos estatais de governos estaduais que sobraram no país. Segundo o banco, o resultado alcançado no ano passado foi um resultado “recorde”.

No quarto trimestre de 2019, o lucro líquido foi de R$ 47 milhões, 4,1% maior que em igual trimestre do ano anterior. No quarto trimestre de 2019, as despesas administrativas do Banestes cresceram 6,7% para R$ 175 milhões. Segundo o balanço, o Banestes somou ativos totais de R$ 23,7 bilhões no quarto trimestre do ano passado, queda de 15% sobre o quarto trimestre do ano anterior. O banco estatal capixaba informou, contudo, que a carteira de crédito ampliada cresceu 15,8% no quarto trimestre de 2019, sobre o ano anterior, para R$ 6,8 bilhões.

O Banestes informou que o número de clientes cresceu 3,3% em 2019, para 1,15 milhão de pessoas físicas e jurídicas. O retorno sobre os ativos totais médios (ROA) ficou em 0,8% no final de 2019, em leve queda de 0,1 ponto porcentual sobre o último trimestre de 2018.

JBS (JBSS3

A JBS anunciou a aquisição de uma participação acionária na empresa americana Empire Packing Company L.P., para comprar cinco frigoríficos e a marca Ledbetter nos Estados Unidos. A aquisição foi feita pela subsidiária da JBS nos EUA, a JBS USA, que pagará US$ 238 milhões (R$ 1,023 bilhão) nos ativos. A aquisição inclui cinco frigoríficos, em Cincinnati (Ohio), Mason (Ohio), Denver (Colorado), Memphis (Tennessee) e Olympia (Washington) e a marca Ledbetter.

Weg (WEGE3)

A Weg, indústria de geradores, motores elétricos e bens de capital sediada em Jaraguá do Sul (SC) divulgou na manha de hoje seu balanço. Os números do quarto trimestre vieram fortes, com expansão de dois dígitos. O lucro líquido da empresa cresceu 49,3% para R$ 500 milhões no período – sobre igual trimestre de 2018. A receita líquida de vendas avançou 20,9% para R$ 3,77 bilhões, expansão de 20,9% sobre igual trimestre do ano anterior.

Já o EBITDA foi de R$ 666,4 milhões no quarto trimestre, crescimento de 15,1% sobre igual trimestre do ano anterior. A Weg explicou que a alta do dólar teve um impacto positivo sobre as suas receitas provenientes das exportações. No período, o mercado externo representou 57% das vendas da Weg. A empresa informou que investiu pouco mais de R$ 180 milhões no aumento da capacidade produtiva, especialmente na fábrica chinesa, que produz motores industriais.

No resultado fechado de 2019, os números da Weg também vieram robustos. O lucro líquido cresceu 20,6% sobre 2018, para R$ 1,6 bilhão. A receita líquida teve expansão de 11,5% para R$ 13,3 bilhões, enquanto o EBITDA avançou 23,1% para R$ 2,2 bilhões. A empresa informou que reduziu seu endividamento de R$ 4,4 bilhões no final de 2018 para R$ 3,5 bilhões no final de 2019.

A Weg comunicou que pagará dividendos complementares no valor de R$ 351,8 milhões aos acionistas. Segundo a empresa sediada em Jaraguá do Sul (SC), o pagamento será feito em 11 de março deste ano. Para receber os dividendos, o acionista precisa manter suas ações até o dia 25 de fevereiro.

Em outro comunicado, a Weg informou que recomprará 250 mil ações ordinárias suas que estão em circulação no mercado. A empresa afirma que as ações serão guardadas na tesouraria ou alienadas no futuro. Os papéis serão comprados na B3 durante o prazo de um ano, a partir de hoje. O Bradesco será o intermediário na operação.

Gerdau (GGBR4)

A siderúrgica Gerdau publicou balanço na manhã de hoje e comunicou que o seu lucro líquido no quarto trimestre de 2019 teve uma queda de 73,8% sobre igual período do ano anterior, para R$ 102 milhões. O lucro líquido ajustado ficou menor, de R$ 61 milhões – queda de 80,4% sobre os R$ 312 milhões do quarto trimestre de 2018. O EBITDA ajustado da siderúrgica recuou 19,4% no quarto trimestre de 2019 para R$ 1,1 bilhão – a comparação é sobre igual período de 2018. A Gerdau atribuiu as quedas aos preços em baixa do aço no mercado internacional – é uma empresa com exposição grande nos Estados Unidos.

A receita líquida da Gerdau no quarto trimestre do ano passado foi de R$ 9,53 bilhões, queda de 12,5% na base de comparação anual. No ano, a receita foi de R$ 39,644 bilhões, queda de 14,1% comparado com 2018.

A produção de aço bruto foi de 2,95 milhões de toneladas, em queda de 8,4% na comparação ano a ano. O lucro líquido consolidado e ajustado da Gerdau em 2019 foi de R$ 1,29 bilhão – recuo de 48,3% sobre 2018.

A empresa informou que pagará dividendos de R$ 51 milhões aos acionistas em 11 de março deste ano. Só receberão dividendos os acionistas que mantiverem ações GGBR4 até o dia 28 de fevereiro. Embora os números da Gerdau pareçam negativos, não são em comparação a outras siderúrgicas. O endividamento líquido da companhia, em 31/12/2019, era de R$ 9,75 bilhões, em queda sobre os R$ 11,5 bilhões que devia em 31/12/2018. A relação dívida líquida sobre o EBITDA, no final do ano passado, estava em 1,6 vezes (1,6x). Segundo a Gerdau, 90% da dívida é de longo prazo.

Minerva (BEEF3)

A Minerva teve um lucro líquido de R$ 243,6 milhões no quarto trimestre de 2019, revertendo um prejuízo de R$ 92,1 milhões na comparação com o mesmo período de 2018. No ano, o lucro foi de R$ 16,2 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 1,264 bilhão.

A receita líquida da Minerva alcançou R$ 4,9 bilhões no quarto trimestre de 2019, expansão de 5% na comparação anual. Em 2019, a receita líquida acumulou R$ 17,1 bilhões, alta de 6% na base anual.

O Ebitda ajustado do quarto trimestre foi recorde, atingindo R$ 603,3 milhões, forte expansão de 30% na base anual e 33% ante o terceiro trimestre, alcançando uma margem Ebitda de 12,4%, 240 bps superior na comparação anual. No acumulado do ano, o Ebitda ajustado totalizou R$ 1,7 bilhão, maior patamar histórico, com margem de 10,2%, um aumento de 70 bps ano contra ano.

“A forte demanda da China, impulsionada pelo surto de Febre Suína Africana que destruiu quase 50% do rebanho local de suínos, foi um fator determinante para o mercado em 2019, em particular no último trimestre do ano. Em 2019, 46% da receita das exportações da Athena Foods tiveram a Ásia como destino, um aumento de 10 pontos percentuais na comparação anual, e em grande parte direcionada para o mercado da China. Na Divisão Brasil, a Ásia representou 39% da receita com exportações nos últimos 12 meses, um aumento de 12 pontos percentuais ante 2018, e reflexo imediato das novas habilitações para o mercado chinês”, destacou a companhia no release de resultados.

O frigorífico anunciou que submeterá a votação na Assembleia Geral Extraordinária do dia 20 de março a redução do capital social da companhia em R$ 380,2 milhões para absorver os prejuízos acumulados ao longo do ano de 2019.

Cemig (CMIG4)

A Cemig previu em seu Capex investimentos de R$ 10,4 bilhões entre 2020 e 2024. Só em 2020 esses aportes seriam da ordem de R$ 2,01 bilhões segundo comunicado enviado ao mercado na última terça.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Justiça do Trabalho em Curitiba determinou ontem (18) a suspensão das demissões dos empregados da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), que deve ser fechada pela Petrobras. A decisão terá validade até 6 de março, quando nova audiência de conciliação será realizada.

A decisão foi tomada durante a primeira audiência do dissídio de greve dos empregados. Diante do impasse, não houve acordo com a empresa e as demissões foram suspensas temporariamente, inclusive as 144 efetivadas.

Na audiência, segundo o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), o sindicato da categoria se comprometeu a encerrar a greve temporariamente e encaminhar a proposta nacionalmente. Além dos funcionários da Fafen, 21 mil petroleiros da Petrobras entraram em greve em todo o país há 18 dias.

As demissões dos funcionários da Fapen começaram a ser efetivadas nas últimas semanas. A Petrobras alega que a fábrica foi comprada da mineradora Vale em 2013, mas, depois da aquisição, os “resultados da subsidiária demonstram a falta de sustentabilidade do negócio e que sua continuidade operacional não se mostra viável economicamente”. O prejuízo anual é de R$ 400 milhões, segundo a empresa.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a suspensão das atividades vai provocar a demissão de mil trabalhadores. Além disso, a entidade afirma que a Petrobras não cumpriu o acordo coletivo.

Na segunda-feira (17), o ministro Ives Gandra Martins Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), considerou ilegal a greve dos petroleiros da Petrobras. Após a decisão, a Petrobras pediu que todos os empregados voltassem ao trabalho imediatamente.

Após a decisão do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná de suspender as demissões, Ives Gandra da Silva Martins Filho marcou para as 10h da sexta-feira, 21, em seu gabinete em Brasília, uma reunião de mediação entre representantes da estatal e dos petroleiros.

A FUP, que lidera a paralisação, informou por meio do seu site que “as direções sindicais se reúnem nesta quarta-feira, 19, no Conselho Deliberativo da FUP, no Rio de Janeiro, para avaliar os próximos passos da greve”.

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