Por que os CEOs das maiores empresas de proteínas do Brasil não temem o “efeito coronavírus”

SÃO PAULO – A crise causada pelo coronavírus na China não deve impactar negativamente as importações de carne pelo país asiático. Enquanto isso, os efeitos de outra moléstia na região, a peste suína africana, que até então estavam animando os frigoríficos brasileiros por aumentar as exportações para o gigante asiático, devem atingir seu pico este ano, mesmo com a alta dos preços em 2019.

Esta é a avaliação dos CEOs das três maiores empresas de proteínas do Brasil – JBS (JBSS3), BRF (BRFS3) e Marfrig (MRFG3) -, que participaram de evento realizado pelo Credit Suisse em São Paulo na quarta-feira (29).

Segundo Gilberto Tomazoni, da JBS, ocorreu no ano passado a liquidação do rebanho de matrizes de suínos na China por conta da peste, o que ampliou momentaneamente a oferta de carne no país na maior parte do ano.

Para ele, agora deve ocorrer uma escassez de oferta, favorecendo ainda mais o mercado. Diante disso, o executivo acredita que o pico não foi em 2019, mas será neste ano.

Na mesma linha, o CEO da BRF, Lorival Luz, destacou que a tendência é positiva tanto para 2020 quanto para 2021, sendo que esta questão da peste suína ainda deverá demorar para ter uma solução.

Além disso, ele apontou que a epidemia do coronavírus não só não deve ter impactos negativos, como pode aumentar a exportação de alimentos do Brasil.

“Pode ser que tenha uma demanda maior pela segurança alimentar. Não gosto de dizer um resultado positivo, mas vamos dizer que podemos ter um incremento de volume, dado a segurança alimentar do nosso produto” disse Lorival.

Tomazoni complementa lembrando da crise do Sars em 2003, quando, segundo ele, “as importações dos países envolvidos aumentaram”. Por outro lado, ele ressalta que não há como fazer um comparativo.

“Na época o governo restringiu as vendas de animais vivos e eles tiveram que importar mais. Mas foi lá em 2003. Qualquer previsão agora é temerária”, disse.

Já Eduardo Miron, CEO da Marfrig, apontou que entre os efeitos da peste suína africana na China está a habilitação de mais frigoríficos para exportarem para o país. Segundo ele, isso já foi visto em diversos países no ano passado.

Por fim, tanto JBS quanto BRF comentaram que os preços mais altos do milho reduziram a competitividade do Brasil comparado aos Estados Unidos. Por conta disso, ambos indicaram que devem elevar os preços de frango e suínos para repassar este custo.

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Ibovespa Futuro cai mais de 1% e dólar vai a R$ 4,24 com temores renovados sobre coronavírus

gráfico de ações e índices em queda

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro registra queda de mais de 1%, enquanto o dólar volta a subir nesta quinta-feira (30) após aumentarem os casos de coronavírus no mundo. As mortes subiram para 170 e os infectados chegaram a 7.711. Já são mais contaminados do que na epidemia da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que matou 800 pessoas em 2003. Hoje, a Organização Mundial da Saúde (OMS) se reúne para definir se decreta emergência global.

Fora o noticiário a respeito da doença saem os números do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre nos Estados Unidos, que podem gerar volatilidade principalmente em um ambiente de tanto nervosismo nos mercados. A expectativa é de um PIB anualizado com estimativa de crescimento de 2%.

Às 9h11 (horário de Brasília) o Ibovespa Futuro caía 1,35% a 113.925 pontos. O dólar comercial sobe 0,60% a R$ 4,2423 na compra e a R$ 4,2443 na venda. O dólar futuro para fevereiro tem alta de 0,40% a R$ 4,248.

No mercado de juros, o DI para janeiro de 2022 sobe 3 pontos-base a 4,98%, o DI para janeiro de 2023 tem alta de 2 pontos-base a 5,52% e o DI para janeiro de 2025 avança 1 ponto-base a 6,21%.

As bolsas de valores da Ásia fecharam em queda, enquanto os mercados na Europa abriram em baixa, também em meio às evidências crescentes de que o coronavírus está afetando a economia chinesa.

O surto ameaça economia da China e OMS convoca reunião do seu Comitê de Emergência nesta quinta-feira para considerar emitir um alarme global, já que o número de mortos pelo coronavírus subiu. Os economistas começaram cortar previsões de crescimento para o gigante asiático, com alguns bancos vendo expansão abaixo de 5%, enquanto as autoridades restringem viagens e bloqueiam cidades e empresas suspendem suas operações no país. Alguns analistas consideram que Pequim pode adotar medidas para estimular economia.

Após a reunião do Fed manter a taxa de juros nesta quarta- feira, o presidente Jerome Powell afirmou que o surto do vírus provavelmente atingirá a economia chinesa e poderá se espalhar, mas ainda é muito cedo para avaliar seu impacto nos EUA.

No mercado de commodities, o petróleo tem 7ª baixa em oito sessões com alta de estoques americanos se somando à angústia com vírus; metais têm desempenho misto em Londres e minério de ferro cai para perto de US$ 80 a tonelada.

Política

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, afirmou que a reforma tributária deve chegar ao plenário em abril. O Senado, apontou ele, vai criar a comissão especial em fevereiro e depois a proposta segue para a já existente comissão da Câmara. Ele ainda apontou que a Câmara vai acelerar votação da PEC emergencial para abrir espaço no orçamento federal para investimento.

Ainda em destaque na política, o presidente Jair Bolsonaro afirmou durante a manhã pelo Twitter que mandou demitir Vicente Santini. Santini tinha sido exonerado o número 2 da Casa Civil depois de ser informado o uso por ele de um jatinho da FAB para ir de Davos à Índia, mas foi nomeado logo depois para uma assessoria especial da mesma pasta do Palácio no Planalto. Porém, após a pressão, Bolsonaro recuou da recontratação.

Noticiário corporativo 

A Petrobras informou na noite de ontem que pediu a desvinculação do Programa de Governança das Estatais da B3. Em outro comunicado, a petrolífera informou que suas reservas provadas em 2019 caíram para 9,59 bilhões de barris equivalentes (boe), de 9,60 bilhões de boe em 2018. Segundo a empresa, a queda ocorreu porque foram realizados vários desinvestimentos.

Já a Invepar informou que o trânsito de passageiros no Aeroporto de Guarulhos (SP) subiu para 43 milhões de pessoas em 2019, acima dos 42,4 milhões em 2018. A empresa comunicou, contudo, que a quantidade de cargas movimentadas e de aeronaves caiu no ano passado.

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Petrobras pede desvinculação de programa de governança da B3; Ânima capta R$ 1,1 bilhão com oferta de ações e mais destaques

Tratamento de Gás Monteiro Lobato Petrobras

A Petrobras pediu na noite de ontem a sua desvinculação do Programa de Governança de Estatais da B3. Em outro comunicado, a petrolífera estatal informou que suas reservas provadas em 2019 foram de 9,59 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), um pouco abaixo dos 9,60 bilhões de boe de 2018. Segundo a Petrobras, a queda ocorreu porque foram realizados vários desinvestimentos no ano passado, com a venda de campos petrolíferos. Confira os destaques desta quinta-feira (30):

Petrobras (PETR3;PETR4

A Petrobras pediu, na noite de ontem, sua desvinculação do Programa de Governança Corporativa das Estatais de B3. A empresa informou que faz parte do programa desde 2017 e que já se aperfeiçoou na matéria, obtendo a nota máxima do governo no assunto. Em outro comunicado enviado à CVM, a Petrobras informou que suas reservas provadas em 2019 atingiram 9,59 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) em 31 de dezembro do ano passado.

Houve uma pequena queda em relação a 2018, quando a estatal petrolífera brasileira informou ter 9,60 bilhões de barris de óleo equivalente. Segundo a Petrobras, durante o ano passado a empresa realizou vários desinvestimentos. As operações “proporcionaram a monetização antecipada de 0,072 bilhão de boe, referentes à venda de toda a participação da Petrobras nos campos de Pargo, Carapeba, Vermelho e Maromba, na Bacia de Campos, e em 34 campos terrestres, na Bacia Potiguar, e venda de 505 de participação da empresa nos campos de Tartaruga Verde e Espadarte, na Bacia de Campos”.

Invepar (IVPR4B)

A Invepar, concessionária que tem a metade do Aeroporto de Guarulhos (SP), informou em dados preliminares que o movimento de passageiros no local subiu para 43 milhões de pessoas em 2019, dos 42,2 milhões em 2018. A empresa também informou que o movimento de cargas e de aeronaves tiveram pequenas quedas no ano passado. A empresa publicou apenas dados operacionais, não financeiros. Segundo a Invepar, o movimento de cargas em 2019 foi de 285,6 mil toneladas, queda de 6,4% sobre as 305,2 mil toneladas de 2018. Já o número de aeronaves que usaram o aeroporto em 2019 foi de 292 mil, em leve queda de 0,7% sobre as 293,9 mil em 2018.

Fleury  (FLRY3

Os Laboratórios Fleury anunciaram que aumentarão o capital social da empresa, com a emissão de 43.750 ações ordinárias. O capital passará a ser de R$ 1,449 bilhão, dividido em 316.788.210 ações ordinárias. O aumento de capital foi pequeno, de R$ 884,6 mil.

Ânima Educação (ANIM3)

A Ânima Educação precificou a R$ 36,25 por ação, sua oferta primária para o aumento de capital social da companhia. Foram emitidos 30,3 milhões de papéis ordinários, totalizando o montante de R$ 1,1 bilhão.

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Varejo passa pela maior transformação da história, diz CEO da Linx

Carrinho de compras em cima de um teclado de notebook com caixas de papelão dentro dele

SÃO PAULO – Segundo Alberto Menache, CEO da Linx, empresa de softwares de gestão e a maior software house da América Latina em sistemas de gestão para o varejo, o setor passa pela maior transformação da sua história por conta do-commerce.

O momento de mudanças exige adaptações por parte dos players, que estão buscando entender os desejos desse novo consumidor que vive conectado, para oferecer melhores soluções e experiências.

“Quando olhamos para o varejo desde que o mundo existe, as pessoa iam até uma loja comprar. Essa disrupção, onde as lojas não necessariamente precisarão ter estoques enormes, faz com que o varejo físico se torne um ponto de experimentação”, explicou Menache em evento promovido pelo Credit Suisse em São Paulo na terça-feira (38).

Embora o e-commerce esteja mudando o modelo de negócio, o executivo não acredita que ele será um “monocanal”. Stelleo Tolda, COO do Mercado Livre, que também esteve no painel, igualmente vê para o futuro um varejo integrado através daquilo que é preferência do consumidor.

“O varejista vai precisar estar onde o cliente quer que ele esteja, seja no Google ou Mercado Livre. Não é mais uma opção escolher o canal. O varejista vencedor é o varejista omnichannel. No Brasil, [o grosso do setor] ainda é físico, mas quem não se digitalizar vai morrer”, pontua o presidente da Linx.

Essa integração, conforme Tolda, oferece mais riscos e soluções para o negócio, que passou a utilizar de tecnologias para resolver problemas complexos, sobretudo, do ponto de vista da logística e entrega.

“A tecnologia é a linha mestra de todas as ações feitas no segmento. Não estaríamos com problemas tão difíceis, nem evoluindo tão rápido sem o auxílio dessas ferramentas”, afirma Tolda.

Novo amanhã

A discussão do futuro do varejo, além de depender do desenvolvimento tecnológico para otimização dos seus negócios, permeia também outras áreas que se transformam, ao mesmo passo, ou até mais rápido que o setor. Entre elas estão os meios de pagamentos.

Para Menache, é uma questão de tempo para a desmaterialização do plástico (cartão e máquina). Segundo ele, a utilização dessas tecnologias são anacrônicas e o QR code será muito relevante para o varejo nos próximos anos.

“Um único QR code para todas as carteiras irá otimizar e melhorar a experiência do consumidor. Da mesma forma que há 20, 30 anos criamos o TEF (Transferência eletrônica de fundos), na nossa visão, o QR funciona da mesma forma  e de maneira mais eficiente”, diz.

Seguindo as iniciativas de grandes varejistas que passaram a ofertar serviços financeiros no meio digital, Stelleo Tolda, observa que essa é uma tendência irreversível.

“É natural, quando você tem dados de experiência de pagamento, usar essas informações para ofertar outros produtos. Temos um relacionamento com o consumidor e isso tem permitido formularmos nossos próprios modelo de risco de concessão de crédito”.

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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quinta-feira

A sessão é de queda Bolsas globais caem e investidor busca proteção após OMS convocar reunião para discutir possível emergência global diante do aumento das vítimas do coronavírus e dos sinais do seu impacto na economia da China. Dólar volta a testar os 7 yuanes e commodities recuam.

1. Bolsas mundiais

Os futuros de nova York estão em terreno negativo nesta quinta-feira, após o governo chinês informar que o número de pessoas atingidas pelo coronavírus ultrapassou 7.700, das quais 170 morreram.

As bolsas de valores da Ásia fecharam em queda, enquanto os mercados na Europa abriram em baixa, também em meio às evidências crescentes de que o coronavírus está afetando a economia chinesa.

O surto ameaça economia da China e OMS convoca reunião do seu Comitê de Emergência nesta quinta-feira para considerar emitir um alarme global, já que o número de mortos pelo coronavírus subiu. Os economistas começaram cortar previsões de crescimento para o gigante asiático, com alguns bancos vendo expansão abaixo de 5%, enquanto as autoridades restringem viagens e bloqueiam cidades e empresas suspendem suas operações no país. Alguns analistas consideram que Pequim pode adotar medidas para estimular economia.

Após a reunião do Fed manter a taxa de juros nesta quarta- feira, o presidente Jerome Powell afirmou que o surto do vírus provavelmente atingirá a economia chinesa e poderá se espalhar, mas ainda é muito cedo para avaliar seu impacto nos EUA.

Em Nova York, o foco está na divulgação do PIB às 10h30 e nos resultados corporativos – Amazon, Coca-Cola e UPS publicam hoje seus balanços trimestrais. Na noite de ontem, alguns resultados foram divulgados: Facebook decepcionou, enquanto Microsoft e a Tesla superaram as expectativas.

No mercado de commodities, o petróleo tem 7ª baixa em oito sessões com alta de estoques americanos se somando à angústia com vírus; metais têm desempenho misto em Londres e minério de ferro cai para perto de US$ 80 a tonelada.

Confira o desempenho dos mercados às 8h:

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), -0,64%
*Nasdaq Futuro (EUA), -0,60%
*Dow Jones Futuro (EUA), -0,61%

*Dax (Alemanha) , -0,92%
*FTSE (Reino Unido), -0,71%
*CAC 40 (França), -1,23%
*FTSE MIB (Itália), -0,96%

*Nikkei (Japão), -1,72% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -1,17% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), -2,62% (fechado)
*Xangai (China), -2,75% (Feriado – sem pregão)

*Petróleo WTI, -1,65%, a US$ 52,43 o barril
*Petróleo Brent, -1,79%, a US$ 58,74 o barril

**A Bolsa de Dalian está fechada pelo feriado na China. Em 23 de janeiro, contratos futuros do minério de ferro negociados em Dalian fecharam com queda de 2,33%, cotados a 649,500 iuanes, equivalentes em 30/01/2020 a US$ 93,65 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 6,9348 (-0,14%)
*Bitcoin, US$ 9.314,79, +0,98%

2. Indicadores econômicos

A FGV divulga às 8h o IGP-M de janeiro. Já a Comissão Europeia divulgará um pouco mais cedo uma série de indicadores sobre a Zona do Euro, como nível de emprego, confiança do consumidor, da indústria e dos serviços em janeiro.

Nos Estados Unidos, será divulgada às 10h30 a prévia do PIB do quarto trimestre do ano passado, com estimativa de crescimento de 2%. O DoE também publica, às 10h30, os pedidos semanais de seguro-desemprego.

3. Política

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, afirmou que a reforma tributária deve chegar ao plenário em abril. O Senado, apontou ele, vai criar comissão especial em fevereiro e depois proposta segue para a já existente comissão da Câmara. Ele ainda apontou que a Câmara vai acelerar votação da PEC emergencial para abrir espaço no orçamento federal para investimento.

Já na agenda de Jair Bolsonaro, o presidente reúne-se em Brasília com Sergio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública, às 9h; com Salim Mattar, Secretário Especial de Desestatização, às 10h; e viaja para Belo Horizonte para sobrevoo das áreas atingidas pelas chuvas em Minas, às 13h.

Ainda em destaque na política, Bolsonaro afirmou durante a manhã pelo Twitter que mandou demitir Vicente Santini. Santini tinha sido exonerado o número 2 da Casa Civil depois de ser informado o uso por ele de um jatinho da FAB para ir de Davos à Índia, mas foi nomeado logo depois para uma assessoria especial da mesma pasta do Palácio no Planalto. Porém, após a pressão, Bolsonaro recuou da recontratação.

4. Infraestrutura

O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, disse que não houve “nada de ilegal” na auditoria que o banco contratou para os acordos firmados nos governos anteriores com o grupo J&F, e que custaram R$ 48 milhões. As declarações foram feitas após o presidente Jair Bolsonaro dizer que tinha “coisa esquisita” na auditoria, que não encontrou nenhuma irregularidade nos contratos. Montezano disse que o país “construiu leis, normas e aparatos que tornaram legal esse esquema de corrupção”. As declarações geraram desconforto no Planalto, informa o jornal O Estado de S. Paulo.

Ainda no radar, Bolsonaro informou que vai passar o PPI da Casa Civil para o Ministério da Economia.

5. Noticiário corporativo 

A Petrobras informou na noite de ontem que pediu a desvinculação do Programa de Governança das Estatais da B3. Em outro comunicado, a petrolífera informou que suas reservas provadas em 2019 caíram para 9,59 bilhões de barris equivalentes (boe), de 9,60 bilhões de boe em 2018. Segundo a empresa, a queda ocorreu porque foram realizados vários desinvestimentos.

Já a Invepar informou que o trânsito de passageiros no Aeroporto de Guarulhos (SP) subiu para 43 milhões de pessoas em 2019, acima dos 42,4 milhões em 2018. A empresa comunicou, contudo, que a quantidade de cargas movimentadas e de aeronaves caiu no ano passado.

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BBSD11: entenda o que é e como funciona esse ETF

Aplicar em um ETF (Exchange Traded Fund) é uma boa opção para começar a ter rendimentos variáveis na bolsa de valores de forma fácil e sem grandes investimentos. Porém, com mais de uma dezena de opções de ETFs disponíveis, como saber em qual fundo é melhor aplicar? Para ajudar você nessa escolha, este artigo vai esclarecer as principais dúvidas sobre o ETF BBSD11.

Antes de prosseguir, vale lembrar como funciona um ETF, também chamado de fundo de índice ou fundo espelho. Em resumo: quando você adquire uma cota de ETF na bolsa, você não compra ações de uma empresa, mas investe em um fundo que espelha os rendimentos de uma cesta de ativos teórica baseada nos resultados de empresas reais.

Cada ETF tem uma metodologia própria para definir as empresas que fariam parte de sua cesta diversificada de ativos. O principal ETF é baseado no índice Ibovespa, porém a B3 oferece outras opções, como o ETF de renda fixa e o próprio BBSD11, que tem ganhado cada vez mais destaque. Veja a seguir mais detalhes!

O que é o BBSD11?

O BBSD11 é um ETF listado em 2014 que reflete o desempenho de ações brasileiras com bons pagamentos de dividendos aos seus acionistas. O fundo é baseado no Índice S&P Dividendos Brasil e administrado pelo BB Gestão de Recursos, ligado ao Banco do Brasil.

Como funciona esse ETF?

Há alguns critérios para entrar na lista das 30 empresas que compõem a lista do BBSD11. Entre os principais deles, temos:

  • os dividendos devem ser pagos de forma estável ou crescente nos últimos 5 anos consecutivos;
  • a empresa deve possuir ações na bolsa de valores brasileira;
  • o valor de mercado da empresa deve ser de, no mínimo, 250 milhões de dólares;
  • o volume de negociações mensal da empresa deve ser de, em média, 1 milhão de dólares.

Para garantir a diversificação da cesta de ativos, o ETF tem algumas regras:

  • cada empresa pode ter, no máximo, peso de 8% na listagem;
  • o peso de cada setor é de, no máximo, 35%;
  • a lista é reavaliada anualmente no mês de abril;
  • no mínimo 95% dos investimentos do fundo são direcionados a ações das empresas listadas. O restante (máximo de 5%) pode ser investido em outras ações e ativos.

Quais são as vantagens do BBSD11? 

Investir em ativos que distribuem lucros aos acionistas é considerado uma boa opção para obter rendimentos variáveis no longo prazo. No Brasil, um de seus grandes defensores é o autor Décio Bazin, que explica os fundamentos no livro “Faça Fortuna com Ações, Antes que Seja Tarde”. 

A seguir, saiba mais sobre as vantagens e desvantagens de investir nesse fundo!

Maior rendimento no longo prazo

Se compararmos com ETFs que seguem o índice Ibovespa, cujos rendimentos são mais voláteis, o BBSD11 tende a ser mais estável e com rendimentos superiores ao longo do tempo. Isso porque as empresas que o compõem geram lucro por vários anos — ou seja, elas se mantêm saudáveis mesmo em anos de baixa.

Diversificação de investimentos

Uma das regras de ouro dos economistas é a de não colocar todos os ovos numa única cesta, a fim de diluir os riscos. O BBSD11 garante a diversificação com regras que limitam o peso de cada empresa e setor em sua carteira de ativos. Tudo isso sem você ter o trabalho e o alto custo de escolher individualmente cada empresa em que vai investir.

Praticidade e simplicidade da gestão

O BBSD11 é muito prático e simples, por isso é uma excelente opção para quem está começando a investir na bolsa. Assim como todos os ETFs listados na bolsa, os proventos são reinvestidos automaticamente no próprio fundo, sem a necessidade de uma nova operação. Ou seja, você terá seus rendimentos maximizados sem dedicar muito tempo ao home broker.

Taxas menores

Como os rendimentos são reinvestidos automaticamente, você estará livre da taxa de corretagem a cada operação. Além disso, as corretoras costumam pedir taxas de administração bem menores para fundos de índice. No caso do BBSD11, a taxa é de 0,5% ao ano.

Quais são as desvantagens do BBSD11?

Rotatividade de ativos

Quando uma empresa deixa de atender aos critérios do BBSD11 para a distribuição de dividendos, ela é retirada da cesta de ativos. Por um lado, essa rotatividade de ativos garante a saúde e a estabilidade do índice. Porém, isso desconsidera empresas que potencialmente terão uma performance ainda melhor no futuro, pois preferem reinvestir os lucros obtidos.

Ausência de critérios fundamentalistas

O S&P Dividendos Brasil tem seu cálculo baseado no índice final de dividendos distribuídos aos acionistas, sem considerar o que fundamentou tal resultado. Ocorre que nem sempre um alto índice de distribuição de dividendos significa o melhor desempenho financeiro.

Por exemplo: a empresa A apresenta um índice de dividend yeld (distribuição de dividendos) de 20%, enquanto o da empresa B é de 10%. A empresa A prevalece para o BBSD11, ainda que suas ações valham bem menos do que as da empresa B.

Tributação indireta sobre o lucro

Como todo ETF, incide-se o Imposto de Renda obrigatório de 15% sobre o lucro da venda dos ativos de qualquer valor, mesmo abaixo dos R$ 20 mil por mês.

No caso do BBSD11, isso significa que você será tributado indiretamente sobre os dividendos distribuídos pelas empresas da carteira de ativos, já que os rendimentos são reinvestidos no ETF, e não distribuídos aos cotistas.

Como investir no BBSD11?

Você pode fazer a compra de ativos do fundo online. Para isso, você precisa de uma conta ativa e com crédito em uma corretora de valores. A partir dela, você adquire suas cotas do BBSD11 em sua interface de home broker.

O lote inicial para compra de qualquer ETF é padronizado em, no mínimo, 10 cotas. Em dezembro de 2019, a cota do BBSD11 estava em torno de R$ 90 — ou seja, dá para começar a investir no fundo com cerca de R$ 900. As integralizações e os resgates são feitos em lotes mínimos de 50.000 cotas.

Se você se interessou pelo BBSD11, mas é novo no mercado de ações, recomendamos que você converse com uma consultoria de investimentos para ter certeza de que está aplicando seu dinheiro da forma correta. Acesse gratuitamente nosso Guia para saber como funciona uma consultoria de investimentos e escolher a melhor opção!

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Maia: Brasil vai crescer menos se não resolver questão ambiental

SÃO PAULO – O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reconhece que a questão ambiental tem sido uma das principais preocupações dos investidores estrangeiros com o Brasil e alerta que, se o governo federal não der mais atenção ao tema, o país corre o risco de crescer menos que o esperado em 2020.

“Se o governo não entender isso… Temos risco de não ser tão bom se não resolvermos a questão do meio ambiente. Acho que o governo deu um primeiro passo [com a criação do Conselho da Amazônia e da Força Nacional Ambiental], mas acho que outros passos precisamos dar”, afirmou. As declarações do parlamentar foram dadas em evento realizado pelo Credit Suisse, nesta quarta-feira (29).

De acordo com a última edição do Relatório Focus, publicada pelo Banco Central na segunda-feira (27), a média das projeções dos economistas consultados pela autoridade monetária para o PIB (Produto Interno Bruto) neste ano é de um crescimento de 2,31%.

Para Maia, as atuais preocupações com a postura do governo Jair Bolsonaro em questões ambientais se equiparam aos temores com a situação democrática do país. Na avaliação do deputado, este último risco pode ser sido responsável por um resultado mais tímido da economia do que o inicialmente projetado no ano passado.

A uma plateia formada por empresários e investidores brasileiros e estrangeiros, Maia criticou o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. No seu entendimento, o titular da pasta “radicalizou demais” e “perdeu as condições de ser interlocutor” do governo.

“Eu não sei como o governo vai fazer com o seu ministro do Meio Ambiente. De alguma forma, ele perdeu as condições de ser o interlocutor, acho que ele radicalizou demais. Como faz? A mesma coisa no Ministério da Educação. Como faz? Como faz para o investidor olhar para o Brasil e ter um ministro (Abraham Weintraub) desse? Esse país não tem futuro”, afirmou.

Em sua exposição, Maia relatou ouvir diversos questionamentos de investidores e parlamentares estrangeiros sobre a postura ambiental adotada pelo atual governo brasileiro. Ele aponta como possível caminho para essas questões a aprovação de um marco voltado à preservação da Floresta Amazônica.

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Caixa anuncia medidas de apoio para clientes de três estados afetados pela chuva

SÃO PAULO – Em decorrência das fortes chuvas que atingem Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, a Caixa anunciou na última terça-feira (28), uma série de ações para ajudar os clientes (pessoa física e jurídica) que moram nos estados.

Entre as principais medidas estão a isenção, por 3 meses, da cesta de serviços. De acordo com o banco, o benefício acontecerá de forma automática para os moradores das áreas atingidas.

Além disso, os clientes da Caixa dos três estados poderão solicitar 60 dias de carência para a 1ª parcela em novos contratos e pausa especial de até 2 meses em operações como: Penhor, CDC e Crédito Pessoal.

No Crédito Consignado, as recontratações da operação serão sem a geração de parcela no mês.

Os contratos habitacionais também poderão ter o prazo de pagamento de parcelas de financiamento estendido por até 90 dias.

Para as vítimas que tiveram dano material, as agências da Caixa darão suporte aos clientes para acionamento de seguro habitacional e procedimento de pagamento de indenizações de forma imediata e elaboração do trabalho social e engenharia.

Atendimento

As unidades da Caixa terão o seu horário de atendimento estendido e contará com reforço dos Caminhões-agência nas cidades mais atingidas. A instituição afirma também que fará remanejamento de empregados com base na demanda por atendimento e negócios em cada localidade, conforme a necessidade.

Empresas

As empresas poderão solicitar pausa de até 3 meses nos produtos de crédito Pessoa Jurídica e Produto de Investimento para aquisição de máquinas e equipamentos com carência de 06 meses e taxa de 1,10% a.m.

O banco ainda oferece ao segmento orçamento para contratação de operações com recursos PIS a 0,83% a.m. + TR sem IOF; Capital de Giro a 1,19% a.m., e prazo de até 36 meses.

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Boeing apresenta pior resultado financeiro desde 1997; prejuízo foi de US$ 1 bilhão no trimestre

SÃO PAULO – A Boeing registrou em 2019 seu pior resultado financeiro desde 1997, em um período marcado principalmente pela crise envolvendo os modelos do 737 Max.

Nesta quarta-feira (29), a companhia divulgou o balanço referente ao quatro trimestre de 2019. No período, a Boeing apresentou um prejuízo de US$ 1 bilhão.

A companhia fechou o ano passado com um prejuízo de US$ 636 milhões. Para efeito de comparação, o resultado de 2018 foi de US$ 10,5 bilhões de lucro.

O problema mais grave foi com o principal motor do negócio: a venda de aeronaves comerciais, já que a a paralisação da produção do 737 Max afetou severamente essa vertical. A operação de vendas amargou um prejuízo de US$ 6,7 bilhões entre compras canceladas e entregas proibidas de serem realizadas.

Em 2019, a companhia entregou apenas 380 aviões comerciais, ante 806 no ano anterior. A consequência disso foi uma queda substancial na receita da divisão comercial, que passou de US$ 57,5 bilhões, em 2018, para US$ 32,3 bilhões, no ano passado.

Além disso, a Boeing incluiu em seu balanço uma despesa de US$ 2,6 bilhões adicionais às companhias aéreas clientes que sofreram com o aterramento do 737 Max. A montadora possui cerca de 400 jatos finalizados estacionados e proibidos de serem vendidos ou levantarem voo.

“Nós reconhecemos que temos muito trabalho a fazer”, disse Dave Calhoun, CEO da Boeing, em nota. “Nós estamos focados em colocar o 737 Max de volta ao trabalho e restaurar a longa confiança que o público tem na Boeing. Felizmente, a força do nosso portfólio de serviços provem uma liquidez financeira ideal para seguirmos um duro e disciplinado processo de recuperação”, conclui o executivo.

Na semana passada, o CEO afirmou que espera poder reiniciar a linha de montagem em dois ou três meses, mesmo que a aprovação final para que o modelo possa voar ainda não tenha saído.

De acordo com a Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês), o 737 Max deve passar por um último voo teste ainda no primeiro semestre de 2020. Segundo a CNN, no total, esse ano de crise com o 737 Max custou a Boeing US$ 17 bilhões.

Problemas à parte

Embora a crise envolvendo as aeronaves 737 Max tenha sido a principal protagonista, os problemas da Boeing ficaram pior por conta da queda da demanda pelo seu mais lucrativo jato, o 787 Dreamliner.

Diante do clima tenso de guerra comercial entre China e EUA durante boa parte do ano passado, a procura pelo modelo caiu significativamente, forçando a Boeing a diminuir a produção e reduzir seu fluxo de caixa em um momento em que sua dívida não para de aumentar.

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Parlamento Europeu vota hoje acordo de saída do Reino Unido

O Parlamento Europeu vota nesta quarta-feira (29), em Bruxelas, os termos da saída do Reino Unido da União Europeia, considerada a última etapa formal para o chamado Brexit, agendado para o dia 31 de janeiro.

A sessão reunirá 751 representantes para votarem o acordo a partir das 18h (horário local), após um debate que contará com a presença da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

A aprovação do texto pelo Parlamento Europeu, que é dada como certa, é indispensável para a concretização do Brexit. A votação ocorre uma semana depois da rainha Elizabeth II sancionar o acordo de divórcio.

O acordo

O acordo entre Londres e Bruxelas mantém o Reino Unido sob regras europeias até o fim de 2020. Após a transição, a ilha da Grã-Bretanha sairá da UE e da união aduaneira, mas a Irlanda do Norte terá uma espécie de status duplo.

Por um lado, Belfast permanecerá no território aduaneiro do Reino Unido e será incluída em qualquer futuro acordo comercial fechado por Londres. Por outro, será um ponto de entrada para a zona aduaneira europeia.

Ou seja, o governo do Reino Unido aplicará, em nome da UE, tarifas europeias sobre produtos estrangeiros que arrisquem entrar na República da Irlanda e, por consequência, no mercado comum do bloco.

Não haverá aduanas na ilha, e todos os controles alfandegários serão feitos nos portos. Além disso, a Irlanda do Norte continuará alinhada a um número limitado de regras europeias, inclusive no aspecto sanitário. Esse sistema vigorará até 31 de dezembro de 2024, nos quatro anos após o período de transição.

Ainda antes de 2025, a Assembleia da Irlanda do Norte decidirá por maioria simples se mantém ou não as regras da UE. O órgão poderá prorrogar o sistema vigente em votações a cada quatro ou oito anos, dependendo do percentual de aprovação. Se as regras europeias forem rejeitadas, elas deixarão de valer depois de dois anos.

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