Companhias aéreas cancelam mais voos para China por coronavírus

(Bloomberg) — Companhias aéreas de todo o mundo suspenderam mais voos para a China enquanto governos restringem viagens para ajudar a impedir a propagação do vírus de Wuhan.

A British Airways cancelou voos diários para Pequim e Xangai a partir do aeroporto de Heathrow, em Londres, depois que autoridades do Reino Unido desaconselharam viagens não essenciais. A companhia aérea britânica informou que irá reavaliar a situação nos próximos dias.

A Cathay Pacific Airways, de Hong Kong, disse que planeja reduzir a capacidade para a China em 50% ou mais a partir de quinta-feira, em outro golpe para a companhia aérea que já está sob pressão dos protestos em Hong Kong. Nos Estados Unidos, a United Airlines disse que reduziria voos para Pequim, Xangai e Hong Kong.

Governos intensificaram esforços para frear a propagação da doença. Núcleos de pessoas infectadas começaram a surgir em outros países, como na Alemanha. Isso levou companhias aéreas, que já haviam suspendido voos para Wuhan, a excluirem outros destinos chineses. O aeroporto de Wuhan recebe cerca de 25 milhões de passageiros por ano.

O número de casos confirmados na China subiu para 5.974 – ultrapassando a contagem oficial de pacientes com a SARS no país -, enquanto 132 pessoas morreram devido ao coronavírus.

Na terça-feira, a Alemanha disse que identificou um grupo de pacientes locais infectados por uma mulher de Xangai que estava visitando a Europa. Um sinal preocupante, pois sugere o potencial de propagação fora da China.

O aumento do alarme já afetou viagens dentro da China durante o feriado do Ano Novo Lunar. As viagens domésticas por trens, veículos automotivos, barcos e aviões na China diminuíram 7,4% entre 10 e 28 de janeiro, segundo o jornal People’s Daily, citando o Ministério dos Transportes.

Várias companhias aéreas sul-coreanas também suspenderam voos para cidades chinesas, como Asiana Airlines, Jeju Air e Jin Air, enquanto Finnair e Air Macau estão entre as outras que tomaram medidas semelhantes.

James Teo e Chris Muckensturm, analistas da Bloomberg Intelligence, disseram que a China Southern Airlines pode sofrer o maior impacto entre as “três maiores” companhias aéreas do país, pois controla 30% da capacidade de assentos de Wuhan.

As rotas para a capital da província de Hubei representam 3,6% dos assentos da empresa. A parcela se compara com 1,5% da Air China, que também é vulnerável, escreveram os analistas em relatório.

O tráfego de passageiros de companhias aéreas como Cathay e China Southern encolheu entre 32% e 37% no primeiro semestre de 2003 devido à pandemia da SARS, acrescentaram Teo e Muckensturm.

Desta vez, “a rápida implementação de medidas preventivas pelos aeroportos internacionais pode ajudar a atenuar o impacto”, disseram.

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As ações preferidas de três gestores para investir – mesmo que o melhor já tenha passado na Bolsa

SÃO PAULO – O impacto da tecnologia e as transformações causadas por ela no mundo são os principais temas para ações, não só no exterior, onde o setor tem liderado os ganhos nas bolsas, mas também no Brasil.

Esta é a avaliação do gestor Carlos Eduardo Rocha, fundador da Occam Brasil Gestão de Recursos, que participou do painel “Como surfar o bull market no Brasil” em evento promovido pelo Credit Suisse em São Paulo na tarde da última terça-feira (29).

Segundo ele, nesta questão da tecnologia o valuation das empresas brasileiras não está descolado do resto do mundo, mas mesmo assim atualmente a gestora tem focado seu investimento no exterior. Por outro lado, ele se disse otimista com Brasil, apontando que o país está nos primeiros estágios de recuperação, com espaço para ganhos.

Questionado sobre as posições em ações da gestora, Rocha apontou cinco cases de investimento, mas voltou a destacar o setor de tecnologia, citando o Magazine Luiza (MGLU3), em que tem posição “há bastante tempo”, lembrando o diferencial da varejista no e-commerce. Nesta área, ele ainda citou o Banco Inter (BIDI11), em que ele investe desde o IPO.

O gestor citou ainda o setor de consumo, apontando os papéis de Lojas Renner (LREN3) e Via Varejo (VVAR3), além de Hapvida (HAPV3) e Intermédica (GNDI3), que devem se beneficiar com o envelhecimento da população.

Outros três cases que Rocha destacou foram concessões, privatizações e financeiro não-bancário. Entre as ações nestas áreas, ele falou em Rumo (RAIL3), Eletrobras (ELET3), B3 ([ativo=B2SA3]) e IRB Brasil (IRBR3).

Participando do mesmo painel, Leonardo Linhares, sócio da SPX, evitou falar em ações específicas, mas afirmou que as ações da Eletrobras ficaram interessantes já que “ficaram para trás” e a empresa deve ser privatizada. Ele falou ainda que os papéis da B3 já “precificaram demais” a competição.

Já para Cassio Bruno, fundador e gestor da Moat Capital, o destaque fica para as “large caps” e empresas que estão ligadas ao case de crescimento do País. Entre as ações, ele apontou para Via Varejo, B2W (BTOW3) e Lojas Americanas (LAME4), além de gostar também de Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e bancos.

Cenário otimista, mas melhor já ficou para trás

Sobre o cenário atual, os três gestores se mostraram otimistas com o Brasil, apesar do momento ser diferente do que se viu principalmente no ano passado. Para Bruno, nos últimos anos havia uma mentalidade de “compra qualquer coisa [ação] que vai subir”, mas isso está mudando.

“Isso não vale mais para a Bolsa toda”, avaliou ele dizendo que o mercado brasileiro ainda está barato, mas que na hora de analisar setores e ações específicas o momento é de maior cuidado para escolher as melhores oportunidades.

Já Rocha citou ainda a questão da entrada do estrangeiro, que mesmo com os recentes recordes do Ibovespa, segue longe do País. “Fluxo estrangeiro não vem ainda porque o Brasil não tem beta ainda […] falta o crescimento se comprovar”, afirmou, ressaltando que hoje este fluxo vai para emergentes na Ásia.

Linhares complementou: “talvez o melhor já passou”. Para ele, o Brasil é o mercado mais caro do mundo hoje, mas nem por isso não haverá crescimento e não existem oportunidades na Bolsa. “Até onde iremos crescer, ninguém sabe”, disse.

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Ibovespa futuro segue exterior e avança antes do Fomc e com investidores monitorando coronavírus

dólar bolsa mercado índices alta baixa

Após uma sessão de recuperação na véspera, com o Ibovespa fechando com alta de 1,74%, o pregão desta quarta-feira (29) é de ganhos para o contrato futuro do índice com vencimento em fevereiro, com o mercado local seguindo os ganhos do exterior.

Os investidores acompanham com atenção o fim do encontro do Federal Open Market Committee (Fomc), que deve manter os juros entre na banda de 1,50% a 1,75%; presidente do Fed, Jerome Powell, fala em coletiva de imprensa às 16h15. A dúvida é se Powell mencionará incerteza com o vírus, que já matou mais de 130 pessoas e afeta atividades de empresas como Toyota e Starbucks no mercado chinês.  Enquanto o Fomc não sai, os investidores repercutem positivamente os resultados trimestrais em Wall Street, com destaque para a Apple. No Brasil, atenção para a divulgação do balanço do Santander Brasil, que lucrou R$ 14,18 bilhões em 2019.

Com isso, às 9h08 (horário de Brasília), o contrato do Ibovespa futuro com vencimento em fevereiro registrava alta de 0,41%, a 117.075 pontos, enquanto o dólar futuro subia 0,18%, a R$ 4,203. Já os juros futuros têm uma sessão de leve queda: os vencimentos em janeiro de 2021 têm leve queda de 1 ponto-base, a 4,325% na abertura, enquanto o de vencimento em janeiro de 2023 fica estável a 5,47%.

As atenções do mercado seguem para o surto do coronavírus na China, onde o governo informou que o número de pessoas infectadas ultrapassou seis mil, das quais 132 morreram. A Bolsa de Hong Kong, que já reabriu hoje, caiu menos que o temido diante das ameaças pesadas do vírus, após BC chinês ontem prometer prover liquidez.

No Brasil, o Ministério da Saúde informou no fim da tarde de ontem  que o Brasil tem três casos suspeitos de coronavírus. Além de uma estudante de 22 anos, que está internada em Belo Horizonte, mais duas pessoas têm suspeitas de portar o vírus. Uma delas está em Porto Alegre (RS) e outra em Curitiba (PR).

Agenda econômica

Já  na agenda econômica, o Banco Central deve divulgar o movimento de crédito em dezembro e em 2019, às 9h, enquanto o governo federal apresenta o resultado primário de dezembro e de 2019, às 14h30. Já o governo central deve registrar déficit primário de R$ 1,6 bilhão em dezembro, segundo estimativa mediana de economistas pesquisados pela Bloomberg, depois de déficit de R$ 16,5 bi em novembro e de R$ 31,7 bilhões em dezembro de 2018. Também nesta quarta acontece a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), formado pelo Ministério da Economia e pelo Banco Central do Brasil.

Além do resultado da reunião do Fomc, nos Estados Unidos, o governo deve divulgar às 10h30 a balança comercial de bens avançados em dezembro. No mesmo horário, serão divulgados estoques no varejo e no atacado.

Ao meio-dia, o Fundo Monetário internacional (FMI) divulga em Washington um relatório de perspectivas econômicas para a América Latina e o Caribe em 2020.

Reformas econômicas

O relator da reforma tributária na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), defendeu nesta terça-feira (28) um esforço conjunto de deputados e senadores para que a proposta seja votada em texto único até junho na Câmara e no Senado. O governador de São Paulo, João Doria, disse ontem em evento no Credit Suisse estar confiante de que reforma tributária do governo federal será aprovada e que será seguida pela reforma administrativa.

 

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Bolsonaro vê “coisa esquisita” no BNDES e Montezano deve se explicar nesta quarta

O presidente Jair Bolsonaro disse na terça-feira, 28, que “tem coisa esquisita” no reajuste que levou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a pagar R$ 48 milhões a uma auditoria para abrir a “caixa-preta” do banco em operações com o grupo J&F, sem encontrar nenhuma irregularidade.

Após o jornal O Estado de São Paulo ter revelado o valor total do contrato para a auditoria, na semana passada, o atual presidente do BNDES, Gustavo Montezano, tentou inicialmente se esquivar da responsabilidade pelo valor. Em seguida, com a revelação de que ele mesmo autorizou o último aumento do contrato, o executivo não falou mais no assunto.

Bolsonaro comentou na terça-feira o fato de seu subordinado ter ajudado a elevar o valor do contrato. Ele disse que “parece que alguém quis raspar o tacho”, sem dar nomes, e cobrou explicações. “Expõe logo o negócio e resolve”, ordenou o presidente ao chegar no Palácio da Alvorada, depois de viagem oficial à Índia. Os próprios diretores do banco e membros do conselho de administração já cobravam uma posição de Montezano. Eles pedem uma resposta mais contundente e rápida sobre a contratação da auditoria externa que investigou as operações do banco entre 2005 e 2018, com um passo a passo.

Pressionado, Montezano se encontrou na terça-feira com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Na noite anterior, executivos do banco já tinham participado de uma reunião para discutir as explicações que serão dadas nesta quarta-feira por Montezano na sede do Ministério da Economia, em Brasília. O jornal O Estado de São Paulo apurou que a permanência do executivo no cargo depende do desempenho dele em explicar os detalhes do contrato de auditoria, incluindo aditivos e valores.

“Essa auditoria começou no governo Temer. E tiveram dois aditivos. O último parece, não tenho certeza, seria da ordem de R$ 2 milhões. E chegou a R$ 48 milhões no final. Tá errado. Tá errado”, afirmou Bolsonaro.

O último aditivo, de outubro de 2019, foi feito sob a gestão de Montezano. Por ele, houve incremento de cerca de R$ 15 milhões no valor do contrato com a Cleary Gopttlieb Steen & Hamilton LLP . “Não sei se vou ter tempo para estar com Paulo Guedes (ministro da Economia) hoje (terça-feira), parece que ele está em Brasília. É o garoto lá, foi o garoto, porque, conheço por coincidência desde pequeno, o presidente do BNDES é um jovem bem intencionado. E ele que passou as informações disso que falei para vocês (jornalistas) agora, que são os aditivos. A ordem é não passar a mão na cabeça de ninguém.”

Sem irregularidades

Após um ano e dez meses de trabalho focado em oito operações com as empresas JBS, Bertin, Eldorado Brasil Celulose, a auditoria não apontou nenhuma irregularidade. O Ministério Público Federal em Brasília, porém, identificou prejuízos de R$ 2 bilhões ao banco em operações com o grupo J&F, controlador da JBS. Dados da Operação Bullish mostram desrespeito ao limite de crédito que poderia ser empro à companhia e a dispensa do recebimento de juros sobre o valor injetado na empresa.

Na sexta-feira, 24, o Tribunal de Contas da União (TCU) deu 20 dias para o BNDES dar explicações sobre o aumento do valor da auditoria. O caso ainda pode se tornar alvo de uma fiscalização específica da Corte de Contas, já que o Ministério Público junto ao TCU entrou com uma representação pedindo verificação do pagamento ao escritório americano.

Na segunda-feira, 27, a cúpula do banco passou o dia em Brasília para dar explicações. A primeira rodada de conversas ocorreu na Controladoria-Geral da União (CGU) e seguiu no início da tarde para a Câmara dos Deputados e o Tribunal de Contas da União. Não houve, porém, coletiva de imprensa.

O ex-presidente do BNDES Paulo Rabello de Castro, responsável pelo início da auditoria, também engrossa o pedido por explicações em carta a Montezano. Segundo apurou o jornal O Estado de São Paulo/Broadcast, o contrato inicialmente previa um custo próximo a R$ 16 milhões. A revelação do aditivo assinado sob a gestão Montezano causou ainda mais desgaste interno porque o atual presidente, em entrevista em Davos, na Suíça, havia tentado jogar a responsabilidade pela auditoria para seus antecessores.

A ideia inicial do BNDES era investigar 40 funcionários e dirigentes, mas, orientado pela KPMG Auditores Independentes, o banco decidiu incluir no escopo mais 10 colaboradores e 100 mil documentos. “Tal aumento do teto era necessário para que as referidas entidades continuassem a realização dos serviços, que deveriam ser concluídos até o fim de 2018”, diz trecho da ata da reunião do conselho de administração de 12 de novembro de 2018.

Apesar do acréscimo no contrato, autorizado naquela reunião, a auditoria não foi finalizada naquele ano e o BNDES continuou contratando os serviços do escritório estrangeiro ao longo de 2019, durante a gestão de Bolsonaro.

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Santander Brasil tem lucro de R$ 14,18 bilhões em 2019; governo indica conselheira para Petrobras e mais destaques

No radar corporativo, destaque para o balanço do Santander Brasil, enquanto o Banco do Brasil comunicou que fez repasses superiores a R$ 998 milhões à Cassi, fundo previdenciário dos seus funcionários, no dia 20 de janeiro. Quase metade deste valor, R$ 450 milhões, refere-se a um acordo judicial que o banco fez com o Grupo de Dependentes Indiretos (GDI) em 2007, após ocorrer a alteração estatutária da Cassi.

Já a Celpe – Companhia Energética de Pernambuco (CEPE5), informou que pretende captar US$ 120 milhões (R$ 502 milhões) através de contratos de swap que serão feitos pelo Scotiabank.

Confira os destaques:

Santander Brasil (SANB11)

O Santander Brasil teve lucro líquido de R$ 3,748 bilhões no quarto trimestre deste ano,  alta de 3,9% frente aos três meses anteriores, quando o ganho havia ficado em R$ 3,608 bilhões. Já o lucro gerencial, que exclui fatores extraordinários, ficou em R$ 3,726 bilhões nos últimos três meses do ano passado, enquanto o lucro societário foi de R$ 4,75 bilhões no período.

No acumulado de 2019, o lucro líquido foi de R$ 14,181 bilhões, alta de 16,6% na comparação com 2018 (quando foi de R$ 12,166 bilhões). Já o lucro gerencial alcançou R$ 14,55 bilhões, 17,4% superior.

Já a carteira expandida ficou em R$ 432,55 bilhões, enquanto a margem financeira gerencial foi de R$ 12,24 bilhões nos últimos três meses de 2019.

O banco espanhol anunciou também nesta quarta-feira uma queda de 17% no lucro líquido em 2019 na sua operação mundial, consequência da grande depreciação de sua filial britânica, prejudicada pela incerteza do Brexit, mas com resultados positivos na América Latina, responsável por 46% do lucro global. O lucro líquido de 6,515 bilhões de euros superou, no entanto, as previsões dos analistas entrevistados pela agência de notícias financeiras Factset, que projetavam resultado de 6,27 bilhões de euros.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil comunicou à CVM, na noite de ontem, que fez três repasses à Cassi, seu fundo previdenciário, que superaram R$ 998 milhões. Os repasses ocorreram no dia 20 de janeiro e foram feitos em três transações no mesmo dia.

Na primeira, o BB repassou R$ 123,6 milhões à Cassi referentes à taxa de administração do Fundo em 2019; na segunda, o repasse foi de R$ 450 milhões. Esta soma foi a contribuição patronal do banco ao Fundo, cobrindo o ano inteiro de 2019. A terceira tranche, de R$ 450 milhões, refere-se a um acordo judicial que o BB fez com o chamado GDI – Grupo de Dependentes Indiretos – da Cassi. Esses são pessoas que até a reforma estatutária da Cassi, em 2007, tinham alguma cobertura do Fundo.

Petrobras (PETR3;PETR4)

O governo indicou Maria Cláudia Guimarães, ex-diretora do Merrill Lynch, para o conselho de administração da Petrobras. Caso aprovada, a executiva assumirá a vaga aberta após a saída de Clarissa Lins, que renunciou ao cargo para se dedicar à presidência do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).

Celpe 

A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) aprovou a captação de US$ 120 milhões (R$ 502,8 milhões) através de uma transação de “swap” e cessão fiduciária de swap, notas promissórias ou “qualquer outro instrumento que financie a companhia em melhores condições”. Segundo um comunicado da empresa à CVM, a operação deverá ser feita pelo Scotiabank.

B3 (B3SA)

A B3 S.A., empresa que controla a Bolsa de Valores de São Paulo, informou que a empresa americana Capital Research Global Investors comprou 103 milhões de ações ordinárias da companhia, que representam 5,01% do seu capital. A empresa de Los Angeles não se manifestou sobre a transação.

Unipar (UNIP3;UNIP6)

A Unipar Carbocloro informou que o Conselho de Administração da empresa elegeu o executivo Maurício Parolin Russomanno para o cargo de diretor-presidente da companhia. Aníbal do Vale, que presidiu a indústria química durante 25 anos, deixou o cargo.

Seja sócio das melhores empresas da Bolsa: abra uma conta na Clear com taxa ZERO para corretagem de ações

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O que é corretagem? Entenda os custos de investir na bolsa de valores

Quem pretende investir por meio de uma corretora de valores precisa prestar atenção em alguns detalhes. Um deles é a corretagem, uma taxa que incide sobre as aplicações financeiras.

A corretagem é a remuneração da corretora pelos seus serviços. Ela é cobrada sobre cada ordem de investimento feita por meio da corretora.

Algumas instituições até adotam a política de taxa zero e isentam seus clientes dessa cobrança. Mas será que essa é a melhor alternativa para você?

A partir de agora, você vai entender melhor o que é a taxa de corretagem, como ela incide sobre os investimentos e quando vale a pena aproveitar a taxa zero de algumas instituições. Continue a leitura!

Veja mais: Saiba quais são as corretoras com a menor taxa de corretagem!

O que é corretagem?

Como mencionamos, a corretagem é uma tarifa cobrada pelas corretoras de valores.

Ela é a remuneração pelo serviço que a instituição presta: fazer a ponte entre você e a aplicação financeira que você escolheu.

É trabalho da corretora, por exemplo, fornecer uma plataforma por meio da qual pessoas ou empresas possam fazer investimentos e resgates.

Também é responsabilidade dela registrar essas aplicações em nome de cada CPF ou CNPJ. Da mesma forma, resolver qualquer pendência relacionada às movimentações financeiras.

Para isso, uma corretora precisa ter uma infraestrutura adequada, com tecnologia e pessoas capacitadas para fazer tudo isso rodar sem atrito.

Portante, é para financiar essas atividades que existe a taxa de corretagem. Mas não é só essa taxa que financia as corretoras, como veremos mais adiante.

Como a corretagem afeta os seus investimentos?

A taxa de corretagem incide sobre cada ordem de compra ou venda de algum investimento dada por meio da corretora.

Cada instituição pode estabelecer a sua forma de cobrar essa tarifa. Mas geralmente há quatro tipos:

  • corretagem zero: quando a corretora decide não cobrar nenhuma tarifa pelas operações feitas em sua plataforma;
  • corretagem fixa: quando a corretora cobra um valor fixo por cada ordem de compra ou venda;
  • corretagem variável: é cobrada em porcentagem (%) sobre o valor de cada operação;
  • corretagem mista: quando a corretora cobra uma taxa fixa, mas que passa a ser variável a partir de certo volume de dinheiro movimentado.

Para facilitar, vamos imaginar os seguintes exemplos:

  • compra de 100 ações no valor total de R$ 1 mil;
  • venda das mesmas 100 ações no valor total de R$ 1,2 mil.

No caso das taxas de corretagem, imagine que elas sejam de:

  • corretagem fixa: R$ 10;
  • corretagem variável: 1% sobre o valor da operação.

Portanto, com a corretagem fixa seria necessário pagar a taxa de R$ 10 duas vezes: a primeira na compra das ações e a segunda na venda. Logo, o custo total das movimentações com corretagem fixa ficaria em R$ 20.

Já com a corretagem variável, o cenário ficaria da seguinte maneira:

operação de compra: 1% de R$ 1 mil = R$ 10

operação de venda: 1% de R$ 1,2 mil = R$ 12

No fim, o custo total das movimentações com corretagem variável ficaria em R$ 22. Percebeu a diferença?

Dessa forma, a corretagem fixa é mais vantajosa quando o valor movimentado é mais alto. Já a corretagem variável é interessante para transações com quantias menores.

Comissões, rebates e spread: como as corretoras realmente ganham dinheiro

Se algumas corretoras praticam taxa zero nos investimentos, como elas financiam suas atividades? A resposta é: com comissões e rebates nos investimentos de renda fixa.

Toda corretora funciona como um supermercado. Ela compra produtos de instituições financeiras para revender para seus clientes.

E assim como comprar no atacado sai mais barato, as corretoras conseguem produtos financeiros em condições mais vantajosas. Tudo depende do acordo com o fornecedor.

Essas condições diferenciadas geralmente são:

  • rebate: desconto para corretoras comprarem determinados produtos em determinadas quantidades;
  • comissão: um prêmio que o fornecedor paga para a corretora pela venda de seus produtos;
  • spread: de forma simplificada, a palavra representa a diferença entre o preço de compra e o preço de venda.

Um exemplo comum dessas práticas é o seguinte: imagine um CDB de um determinado fornecedor da corretora que ofereça rentabilidade de 120% do CDI .

A corretora pode optar por dois caminhos:

  • comprar vários lotes daquele CDB para ter um desconto maior ou ganhar comissão. Assim, a corretora acaba dando mais espaço na sua prateleira para aquele fornecedor em detrimento de outros;
  • reduzir a rentabilidade do CDB para 105% do CDI, por exemplo. O objetivo nesse caso é lucrar na diferença de rentabilidade entre o produto comprado do fornecedor (120% do CDI) e o revendido para os clientes (105% do CDI). Assim, a corretora embolsa os 15% da rentabilidade.

Não é possível saber o quanto uma corretora ganha com comissões, rebates ou spread.

Mas uma forma de obter pistas é pesquisar direto nos bancos que são fornecedores dessas corretoras. Alguns desses bancos são:

  • Banco ABC Brasil;
  • Banco BTG Pactual;
  • Banco Máxima;
  • Banco Original;
  • Banco Pan.

Como escolher a melhor corretora de valores?

A decisão de investir em uma determinada corretora de valores vai muito além do preço que ela cobra por operações.

É preciso analisar a plataforma em si para saber se ela atende às suas necessidades.

Há pessoas que gostam de interfaces com ferramentas e material educacional. Já outras preferem somente os serviços mais básicos.

Para saber qual formato é o melhor para você, vale a pena conversar com pessoas que usam ou testar a plataforma.

No fim, somente você será capaz de definir qual é a melhor corretora para alcançar seus objetivos.

Além disso, também é preciso levar em conta que existem outros custos para investir além da corretagem, como emolumentos, impostos e taxa de custódia (saiba mais sobre os custos de investir aqui).

Agora que você entende melhor o que é corretagem, que tal saber como investir com especialistas de forma simples e sem gastar muito? Baixe grátis o nosso Guia Completo sobre Consultoria de Investimentos e tire suas dúvidas!

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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quarta-feira

Os mercados acompanham com atenção o fim do encontro do Federal Open Market Committee (Fomc) e os resultados trimestrais da Boeing, GE, Facebook e Microsoft, nos Estados Unidos. Ontem a Apple apresentou um resultado muito forte, com lucro líquido de US$ 55,9 bilhões e, com isso, a expectativa é alta para os próximos balanços.

As atenções também estão no surto do coronavírus na China, onde o governo informou que o número de pessoas infectadas ultrapassou seis mil, das quais 123 morreram. No noticiário corporativo, destaque para aportes de R$ 998 milhões que o Banco do Brasil fez na Cassi, fundo de pensão dos funcionários.

1. Bolsas mundiais

Os futuros de Nova York estão em terreno positivo na manhã de hoje, à espera do fim da reunião do Fomc, que às 16h divulga o resultado. Wall Street também aguarda os resultados trimestrais da Boeing, General Electric, Facebook e Microsoft.

As bolsas europeias abriram em leve alta. Na Ásia, as bolsas de Tóquio e Seul fecharam em alta, enquanto Hong Kong, que reabriu hoje após o feriado, teve queda de 2,82%. Na China continental, o governo informou que o número de atingidos pelo coronavírus passa de seis mil, com 132 mortes.

A Bolsa de Hong Kong, que já reabriu hoje, caiu menos que o temido diante das ameaças pesadas do vírus, após BC chinês ontem prometer prover liquidez.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h12 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,14%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,25%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,10%

*Dax (Alemanha) , +0,11%
*FTSE (Reino Unido), +0,15%
*CAC 40 (França), +0,29%
*FTSE MIB (Itália), +0,29%

*Nikkei (Japão), +0,71% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +0,39% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), -2,82% (fechado)
*Xangai (China), -2,75% (Feriado – sem pregão)

*Petróleo WTI, +1,18%, a US$ 54,11 o barril
*Petróleo Brent, +1,13%, a US$ 60,18 o barril

**A Bolsa de Dalian está fechada pelo feriado na China. Em 23 de janeiro, contratos futuros do minério de ferro negociados em Dalian fecharam com queda de 2,33%, cotados a 649,500 iuanes, equivalentes em 29/01/2020 a US$ 93,65 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 6,9348 (-0,14%)
*Bitcoin, US$ 9.368,54, +0,02%

2. Indicadores econômicos

No Brasil, o Banco Central deve divulgar o movimento de crédito em dezembro e em 2019, às 9h, enquanto o governo federal apresenta o resultado primário de dezembro e de 2019, às 14h30. Já o governo central deve registrar déficit primário de R$ 1,6 bilhão em dezembro, segundo estimativa mediana de economistas pesquisados pela Bloomberg, depois de déficit de R$ 16,5 bi em novembro e de R$ 31,7 bilhões em dezembro de 2018. Também nesta quarta acontece a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), formado pelo Ministério da Economia e pelo Banco Central do Brasil.

Nos Estados Unidos, o governo deve divulgar às 10h30 a balança comercial de bens avançados em dezembro. No mesmo horário, serão divulgados estoques no varejo e no atacado.

No país, contudo, as atenções estarão voltadas para o Fomc, às 16h, com a taxa devendo ser mantida na banda de 1,50% a 1,75%; presidente do Fed, Jerome Powell, fala em coletiva de imprensa às 16h15. A dúvida é se Powell mencionará incerteza com o vírus, que já matou mais de 130 pessoas e afeta atividades de empresas como Toyota e Starbucks no mercado chinês.

Ao meio-dia, o Fundo Monetário internacional (FMI) divulga em Washington um relatório de perspectivas econômicas para a América Latina e o Caribe em 2020.

3.  Auditoria no BNDES

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse que “tem coisa esquisita” e cobrou explicações sobre os reajustes que levaram o BNDES a pagar R$ 48 milhões por uma auditoria no banco estatal.

O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, deve explicar o caso hoje, informa o jornal O Estado de S. Paulo.

4. Estatais 

O volume de investimentos das empresas estatais em 2019 foi de R$ 58,3 bilhões, uma queda de 31,3% sobre os R$ 84,8 bilhões investidos no ano anterior, informa reportagem de hoje do jornal Valor Econômico. O Ministério da Economia comentou que a redução ocorre porque as duas principais companhias, Petrobras e Eletrobras, responsáveis por 94% dos investimentos das empresas estatais, estão em fase de desinvestimentos, com a venda de ativos. Os investimentos da Petrobras caíram 87% e da Eletrobras 14,8%.

O relator da reforma tributária na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), defendeu nesta terça-feira (28) um esforço conjunto de deputados e senadores para que a proposta seja votada em texto único até junho na Câmara e no Senado. O governador de São Paulo, João Doria, disse ontem em evento no Credit Suisse estar confiante de que reforma tributária do governo federal será aprovada e que será seguida pela reforma administrativa.

5. Noticiário corporativo

O Banco do Brasil (BBAS3) comunicou que fez repasses superiores a R$ 998 milhões à Cassi, fundo previdenciário dos seus funcionários, no dia 20 de janeiro. Quase metade deste valor, R$ 450 milhões, refere-se a um acordo judicial que o banco fez com o Grupo de Dependentes Indiretos (GDI) em 2007, após ocorrer a alteração estatutária da Cassi. Já a Celpe – Companhia Energética de Pernambuco (CEPE5), informou que pretende captar US$ 120 milhões (R$ 502 milhões) através de contratos de swap que serão feitos pelo Scotiabank.

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Doria elogia Maia e crê em reformas tributária e administraria votadas em 2020

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), elogiou nesta terça-feira, 28, o trabalho do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e disse acreditar que as reformas tributária e administrativas serão votadas este ano no Congresso.

“Ambas serão votadas este ano. A perspectiva é de aprovação da tributária e da administrativa”, comentou, em evento do Credit Suisse. “E há liderança muito clara do Maia, que precisa ser exaltado”, acrescentou.

Na visão de Doria, a reforma tributária será “‘simplificante’ e boa para a economia”.

Além disso, o governador acredita que a tributária será priorizada pelo Congresso. A administrativa, ele disse, deve ser conduzida na sequência.

Aumento de impostos

Doria disse também que não pretende, durante o mandato, fazer qualquer aumento de imposto, “por pior que seja a situação de caixa”.

“Sou um liberal, mas não sou liberal para aumentar imposto. Sou liberal para reduzir ou zerar imposto”, comentou, ao citar o exemplo do querosene de aviação, que teve a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) diminuída em 2019.

Obras paradas

O governador do São Paulo afirmou que o Estado se organiza para retomar até julho todas as obras paradas do metrô e monotrilho. Além disso, comentou que as obras do Rodoanel voltarão à ativa também até o meio do ano.

“Todas as linhas de metrô e monotrilho que estão paralisadas serão retomadas este ano. Rodoanel também será retomado este ano. Até julho o Rodoanel retoma. São Paulo não terá, a partir de julho, nenhuma obra parada”, afirmou Doria.

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Como uma incorporadora nascida em Osasco quer mudar o mercado imobiliário na periferia

SÃO PAULO – SÃO PAULO – Ricardo Reis, professor do InfoMoney, conversou com Bruno Sindona, CEO da Sindona, incorporadora focada em empreendimentos para a periferia e cidadãos de baixa renda, sobre como é possível oferecer produtos e ganhar dinheiro focando em um mercado pouco explorado pelos negócios imobiliários: os habitantes de zonas periféricas.

Sindona, que nasceu e cresceu em Osasco, município localizado na Região Metropolitana de São Paulo, decidiu entrar no mercado imobiliário após sofrer problemas com a entrega do seu apartamento com uma incorporadora, que desistiu de finalizar a obra e deixou os compradores na mão.

“Como não havia outro jeito, pensamos em desenvolver nós mesmos o empreendimento. Finalizamos, resolvemos os problemas da obra e fizemos o primeiro lançamento em 2008”, explica o CEO.

O empresário resolveu apostar no setor e, em 2009, com o começo do Programa Minha Casa Minha Vida, viu uma grande oportunidade para impulsionar os negócios da companhia.

“O Programa deixou o mercado completamente comprador. As pessoas pagavam pouquíssimo durante a obra, financiando a juros de 4,5%, então era algo extremamente atrativo e imperdível”.

A companhia definiu a Zona Oeste paulistana como a principal área de atuação. “Nós acreditamos na periferia e, principalmente, no desenvolvimento dela. É importante entender que esse investimento imobiliário na periferia não só atrai grandes lucros, como desenvolve o ser humano que está lá. Olhamos para essa lado para poder construir sustentabilidade acima de tudo”, explica o executivo.

Para Sindona, o ideal para a sobrevivência de um negocio imobiliário é uma visão clara do longo prazo, mas é necessário construir as relações com os clientes e as pessoas envolvidas no seu projeto com a mesma importância.

“Quando pensamos em desenvolvimento e pessoas, faz todo o sentido estarmos na periferia e olhar para eles com carinho, e não como uma segunda linha de produtos. Entendemos que é o nosso DNA, nascemos lá e pretendemos continuar”, diz.

Com um lado social marcante, a Sindona possui uma ONG para auxiliar no desenvolvimento dos envolvidos com a obra, sejam funcionários ou inquilinos.

“A ONG atua em desenvolvendo pessoas em dois pilares: nossos colaboradores de forma geral e também desenvolvendo o ambiente de comunidade no empreendimentos”. Assista à entrevista completa acima.

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Oi avança na venda de ativos após operação bilionária: alívio de curto prazo ou virada para as ações?

SÃO PAULO – Em processo de recuperação judicial desde 2016, a Oi (OIBR3;OIBR4) vê as suas ações sendo negociadas perto de R$ 1 na bolsa brasileira em meio às dificuldades para sair de dívidas e gerar caixa. Contudo, nos últimos dias, a venda de parte de suas operações progrediu e aumentou as expectativas de haja uma “luz no fim do túnel” para a operadora de telefonia.

No final da última semana, a companhia vendeu sua participação de 25% na angolana Unitel para a companhia petrolífera angolana Sonangol por cerca de US$ 1 bilhão, trazendo um alívio considerável para os problemas urgentes enfrentados por ela.

De acordo com análise do Bradesco BBI, a notícia é altamente positiva. Após receber cerca de R$ 4 bilhões com a operação, os próximos passos serão transformar o esperado empréstimo-ponte de aproximadamente R$ 2,5 bilhões em uma emissão de títulos com condições mais favoráveis, uma vez que o dinheiro do acordo com a Unitel será colocado no balanço.

Depois disso, os analistas apontam para a venda de data centers, torres e potencialmente imóveis que poderiam arrecadar entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão.

“Nesse cenário, a Oi entraria em um estágio diferente, considerando que estaria em uma confortável posição de caixa pelos próximos dois anos”, avaliam. Além disso, a administração da companhia poderá focar totalmente em suas operações que estão atualmente em recuperação.

“A partir de então, a administração terá um papel importante no futuro da Oi, considerando todos os desafios envolvidos nas operações da empresa”, avalia a equipe de análise, reforçando o alto grau de confiança na equipe liderada por Rodrigo Abreu, que assume o cargo de presidente da empresa no final do mês.

O Itaú BBA também apontou a venda como positiva, uma vez que o montante beneficiará a empresa operacional e financeiramente no curto e no médio prazo, garantindo uma parcela significativa dos recursos para seu plano estratégico, fortalecendo o caixa e melhorando o seu perfil de dívida.

“Garantindo o financiamento de seu plano estratégico, a Oi agora pode iniciar sua recuperação operacional”, avalia Susana Salaru, analista do banco, ao lembrar que, dos US$ 1 bilhão que receberá, US$ 760 milhões já foram pagos e agora compõem o caixa da Oi, sendo o restante pago em seis parcelas mensais de US$ 40 milhões.

A analista reforça que, no plano estratégico, fibra e infraestrutura são os principais focos da Oi, além da venda de ativos não essenciais (com expectativa de captação entre R$ 6,5 bilhões e R$ 7,5 bilhões), sendo a Unitel o desinvestimento mais importante.

Vale destacar que mais vendas de ativos podem estar no radar. O jornal Valor Econômico apontou que a companhia espera concluir até o fim de março a venda de um novo lote de torres de telefonia celular. A operação envolveria a alienação de pelo menos 700 torres, o que renderia aproximadamente R$ 700 milhões à companhia, segundo cálculos de um gestor de fundos de investimento ouvido pela publicação. A venda faz parte do plano estratégico divulgado pela empresa em julho de 2019, mas a previsão era de que o negócio só ocorresse no quarto trimestre deste ano.

“A venda potencial das torres deve impulsionar o plano da empresa de investir em fibra, que, especialmente em 2021, deve aumentar as receitas e melhorar as margens. Após a venda da Unitel, vemos a Oi em uma posição financeira muito melhor, que, juntamente com outras iniciativas, levará a empresa a outro patamar, permitindo que a gestão se concentre inteiramente na recuperação de suas operações”, avalia o Bradesco BBI.

Além disso, conforme apontou a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, a Oi estima vender a sua unidade móvel por R$ 15 bilhões.

Para o Credit Suisse, a consolidação do mercado de telefonia móvel deve ser chave para determinar os rumos do setor, sendo muito provável que haja uma definição com relação à companhia.

“A estrutura do negócio ainda parece incerta, mas acreditamos que o mais provável seja a absorção dos ativos da Oi por uma combinação dos players atuais. A TIM (TIMP3) deve exercer um papel interessante, principalmente quanto consideramos as limitações da Claro e da Vivo (TIMP3) com relação à concentração”, afirmam os analistas do banco suíço.

Para eles, o valor de R$ 16 bilhões – R$ 1 bilhão acima do valor noticiado pelo O Globo – pela operação seria razoável e positivo tanto para compradores quanto para vendedores.

O que esperar para as ações?

Todas essas notícias no radar dão alívio para a Oi no curto prazo. Contudo, a visão dos analistas para os papéis da companhia são bem diferentes.

O Itaú BBA e o Bradesco BBI possuem recomendação equivalente à compra para os ativos OIBR3, com preços-alvo respectivos de R$ 1,07 (potencial de valorização de 9,18% frente o fechamento de segunda-feira) e R$ 1,80 (com um expressivo potencial de valorização de 84% – mas vale atentar para o baixo valor das ações).

Já o Credit Suisse possui recomendação underperform (desempenho abaixo da média) para os ativos ordinários, enxergando o case como pouco atrativo mesmo considerando uma venda no segmento móvel. “Mesmo no cenário onde o comprador deixa boa parte das sinergias para a Oi e uma criação de valor de R$ 9 bilhões com a venda de outros ativos, não parece óbvio o potencial de valorização. A Oi não deve passar a ter caixa líquido mesmo após a venda de ativos”, afirmam os analistas do banco suíço. O preço-alvo para os ativos é de R$ 0,70, o que representaria uma queda de 28,57% frente o fechamento da véspera.

No geral, os analistas estão bem divididos, conforme aponta compilação da Bloomberg com oito casas de análise: 4 recomendam compra para os ativos OIBR3, enquanto outros quatro recomendam venda.

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