Após alta de 36% em 2019, qual o rumo para os FIIs em 2020? Gestor responde

SÃO PAULO – Após valorização da ordem de 36% do Ifix, índice que acompanha os principais fundos imobiliários, em 2019, investidores se questionam se ainda vale a pena entrar na classe e quais segmentos podem continuar oferecendo uma boa relação entre risco e retorno.

Para comentar o desempenho da indústria de FIIs no último ano e o cenário do mercado para 2020, o professor do InfoMoney Arthur Vieira de Moraes recebeu Eduardo Levy, diretor da Kilima Gestão de Recursos, no programa “Fundos Imobiliários” .

Na avaliação do gestor, apesar do bom desempenho dos fundos de laje corporativa em 2019, ainda há espaço para que o segmento continue entregando bons resultados, visto que há “muita revisional pela frente não precificada”.

Com um crescimento maior do que o esperado para a economia este ano, diz, os valores dos aluguéis tendem a ser revisados para cima, com potencial de valorização de 20% a 30%. “Como muitas renegociações aconteceram em 2017 e no começo de 2018, é provável que elas voltem no início de 2020 e 2021. Com o mercado aquecido, se o locatário não quiser pagar e [decidir] sair, vai ter quem pague”, afirma.

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Outra classe interessante, segundo Levy, é a de fundos de fundos, conhecidos como FOFs. “Como a maioria desses fundos pegou posições a preços mais baixos, ainda tem esse ganho adicional, do valor represado do lucro, que [o fundo] vai realizar e, obrigatoriamente, distribuir aos cotistas”, diz.

Ele destaca que a classe é uma opção interessante de diversificação para o investidor que quer ficar exposto ao mercado de FIIs, mas não sabe exatamente em quais produtos alocar.

E a queda do Ifix?

Apesar do sucesso em 2019, os fundos imobiliários começaram o ano no vermelho, com o Ifix registrando até o dia 27 de janeiro queda de 3,3%. Para Levy, a baixa é apenas um ajuste. “É normal que em um mercado saudável haja correções. Isso deve acontecer com mais frequência e o investidor precisa ter isso em mente.”

Segundo ele, o mercado de fundos imobiliários ainda tem espaço para se apreciar, mas o investidor precisa entender os fundos não são iguais nem têm o mesmo valor, por isso é necessário estudar bem o ativo antes de investir.

“Este é um momento de extrema euforia. Novos gestores, novos ativos e novas subclasses precisam ser estudadas corretamente. Mas você pode – e deve – tomar riscos diferenciados, porque hoje você precisa colocar o seu dinheiro para funcionar, para ganhar o mesmo que ganhava lá atrás ou algo parecido”, diz Levy.

Confira o programa completo no vídeo acima.

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Bolsonaro destitui secretário executivo da Casa Civil por usar avião da FAB

O secretário executivo da Casa Civil, Vicenti Santini, foi destituído do cargo pelo presidente Jair Bolsonaro. Santini usou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para ir de Davos, na Suíça, onde participou do Fórum Econômico Mundial, para Nova Delhi, na Índia, onde se reuniu com a comitiva presidencial, durante visita de Estado de Bolsonaro ao país.

Santini ficou na função de ministro interino durante as férias do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e optou por usar o avião da FAB, enquanto outros ministros viajaram com companhias aéreas comerciais.

“Inadmissível o que aconteceu. Já está destituído da função de executivo do Onyx, decidido por mim”, disse Bolsonaro ao chegar hoje (28) ao Palácio da Alvorada, depois de desembarcar em Brasília da viagem à Índia. O presidente disse ainda que vai conversar com o ministro Onyx para ouvir os argumentos e ver quais outras medidas podem ser tomadas. Por enquanto, Santini continua no governo.

“O que ele fez não é ilegal, mas é imoral. Ministro antigo foi de comercial, de classe econômica. Eu já viajei, no passado, pela Ásia toda de comercial, classe econômica. A explicação é que ele teve que participar da reunião de ministros por isso a premissa [de usar o avião da FAB como ministro]. Essa desculpa não vale. Ele deixa de ser executivo da Casa Civil”, disse o presidente.

Bolsonaro foi o convidado especial do governo indiano para participar das celebrações do Dia da República, no último domingo (26). A viagem incluiu a assinatura de 15 acordos com o governo indiano em diversas áreas, como segurança, bioenergia e tecnologia.

A comitiva também participou de café da manhã com empresários indianos sobre oportunidades de negócios no Brasil e de um seminário entre empresários dos dois países. Santini representou a Casa Civil para apresentar a carteira de concessões e privatizações do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

Enem

O presidente Bolsonaro afirmou ainda que é preciso apurar e encontrar o que gerou a falha na correção de algumas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) suspendeu a divulgação do resultado das inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Ministério da Educação (MEC) também já suspendeu as inscrições para o Programa Universidade para Todos (Prouni), programadas para começarem hoje.

Segundo o MEC, o cronograma do Sisu e o do Prouni, ambos programas de acesso à educação superior que usam a nota do Enem para seleção de estudantes, só serão divulgados após uma decisão final da Justiça. O TRF3 atendeu a pedido da Defensoria Pública da União (DPU) de suspender a divulgação dos resultados do Sisu para não comprometer a transparência e a lisura do procedimento que dá acesso às vagas, seja de um programa seja de outro.

“Está complicado, tenho que conversar com ele [ministro da Educação, Abraham Weintraub] para ver o que está acontecendo, se foi falha nossa, se tem alguma falha humana, sabotagem. Seja o que for, temos que chegar ao final da linha e apurar. Não pode acontecer isso”, disse Bolsonaro.

De acordo com o presidente, caso a responsabilidade pela falha tenha sido do governo, ele não vai se eximir. “Quero apurar para pode chegar com propriedade. Se for nossa [culpa] assume, se for do outro mostra com provas o que houve”, destacou.

Regina Duarte

Bolsonaro também falou da expectativa para que Regina Duarte assuma o cargo de secretária especial de Cultura do governo. De acordo com o presidente, talvez amanhã (29) a decisão da atriz seja anunciada.

“Se ela tem disposição realmente, para mim seria excepcional, para ela ter oportunidade de mostrar como fazer cultura no Brasil. Ela tem conhecimento do que vai fazer, precisa de gente com gestão ao seu lado, tem cargo para isso, ela vai poder trocar quem ela quiser, sem nenhum problema. Então, tem tudo para dar certo”, disse.

A atriz esteve em Brasília na semana passada para se encontrar com Bolsonaro e conhecer a estrutura da secretaria. “Eu conversei com ela como tratar a questão da cultura no Brasil, sem o viés de esquerda que tinha, só dava minoria e nós queremos uma cultura para o povo de maneira geral”, completou Bolsonaro.

A atriz foi convidada pelo presidente para assumir o cargo após a exoneração do dramaturgo Roberto Alvim.

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Para Frederico Trajano, ambiente brasileiro é o mais favorável em 62 anos

SÃO PAULO – Empresários brasileiros seguem otimistas em relação ao desenvolvimento econômico do país para os próximos anos.

Entre os principais pontos apontados por André Street, cofundador da Stone, Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza e Lídia Abdalla, CEO do Sabin, estão as reformas promovidas nos últimos anos, que contribuíram para o aumento da competição e possibilitaram um ambiente de negócio favorável para diversos segmentos.

Investimentos em tecnologia para otimização dos processos e a redução da taxa básica de juros fecham o pacote de ações indicadas pelos empresários que participaram do painel de abertura de evento promovido pelo Credit Suisse, nesta terça-feira (28), em São Paulo.

Ânimos a longo prazo

Com a ambição de revolucionar o varejo brasileiro e transformar o país em omnichanel, Frederico Trajano afirmou que, em 62 anos de existência, a companhia nunca viu um contexto tão favorável para crescimento amplo.

A gigante varejista, que viu em poucos anos suas ações saindo de R$ 1,40 para mais de R$ 50, estruturou sua operação comercial com a compra de outras plataformas, como Netshoes, Zattini e Época Cosméticos, ampliou o número de categorias em seu marketplace e passou por uma transformação digital – unificando lojas físicas e site -, quer passar sua experiência aos demais varejistas do mercado, segundo Trajano, para fazer o e-commerce brasileiro chegar ao nível chinês.

Tão otimista quanto o CEO do Magazine, André Street pontua que o cenário é animador para os próximos cinco, seis anos, por conta da cultura empresarial de melhorar a estrutura interna e criar soluções para ajudar o varejo a crescer e ser mais produtivo.

“Juros baixo e a reforma bancária ajudaram na criação desse ambiente de negócio consistente, trazendo mais players para o mercado e melhorando a concorrência, porque a concorrência é sempre favorável para todos”, pontua Street.

Mercado em potencial

Uma medicina personalizada, focada no histórico do paciente ao longo da vida visando precisão e atenção básica é o caminho seguido pela Sabin no Brasil.

Segundo Lídia Abdalla, CEO da companhia, há uma tendência que nos próximos anos se tenha mais doenças crônicas e menos agudas, por isso o investimento em genética e em dados é fundamental para o desenvolvimento do mercado.

“Gerar valor nas informações coletadas por meio de inteligência artificial para cobrir uma melhor jornada do paciente dentro do sistema de saúde é o caminho que olhamos e vemos muitas oportunidades nessa medicina de precisão em um Brasil intercontinental, com necessidades especificas”, pontua Abdalla.

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Campos Neto vê bancos com “pedaço menor” da torta de serviços e aponta razões para estrangeiros terem saído da Bolsa

SÃO PAULO – O choque inflacionário por conta da alta dos preços da carne veio mais rápido e de forma mais intensa do que a esperada, mas também se dissipará mais rapidamente, apontou Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, durante evento do Credit Suisse realizado em São Paulo.

“O choque teve efeito grande na China, mas efeito imediato foi forte e a grande parte já voltou”, avaliou, destacando que o impacto maior foi em 2019 e será menor em 2020.

Campos Neto ainda apontou que está acompanhando de perto o crescimento mundial e o ambiente geopolítico (no cenário externo) e a inflação e o crescimento econômico (no cenário doméstico) para a definição de política monetária. Vale destacar que, atualmente, a taxa básica de juros (Selic) está em 4,5% ao ano, na mínima histórica. Na próxima semana, haverá reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que poderá marcar uma nova redução dos juros. “Eu ainda vejo uma volatilidade muito grande das projeções de crescimento”, apontou.

No exterior, ele citou a relevância da disputa presidencial nos EUA, mas que uma piora do mercado devido à eleição está afastada no curto prazo; para ele, o rebalanceamento da economia da China é outro ponto relevante para emergentes.

Sobre o Brasil, presidente do BC destacou a importância não só das reformas econômicas, como das microrreformas, citando as mudanças nos canais de crédito.  Neste ambiente, a construção civil é avaliada por ele como, até agora, o grande motor da recuperação nesse começo de ciclo. “A renda voltou a subir, isso foi uma boa notícia também, o emprego também está se recuperando. Enquanto isso, não vemos o superendividamento como um problema no momento”, afirmou.

Campos Neto também avaliou os avanços para o aumento da competição bancária. “O mundo bancário tem alguns pilares: são barreiras de entradas, como sistema de agência pulverizado, dados fechados, entre outros. Um banco tem muita informação sobre todos os clientes. As plataformas de crédito preferem entrar no mercado onde as informações assimétricas pesam menos”.

Neste cenário, o presidente do BC vê o processo de open banking como importante, uma vez que dará aos clientes de bancos poder sobre seus dados financeiros, aumentando a competição, levando à redução de taxas de juros e tarifas do sistema. “Vejo maior bancarização, menor custo de intermediação financeira e maior pulverização de serviços”, avalia.

No futuro, avaliou, os bancos “provavelmente” não disponibilizarão todos os serviços que ofertam agora, ao comentar sobre mudanças na dinâmica dos serviços financeiros. “Vejo uma coisa instantânea, interoperável e aberta” para a oferta de serviços financeiros, afirmou. “No final, teremos uma torta muito maior, (mas) talvez os bancos grandes (ficarão) com um pedaço menor”.

Incerteza adicional com medidas micro

Segundo ele, as medidas microeconômicas adotadas pela instituição representam uma “incerteza adicional” na condução da política monetária, pois é difícil estimar os efeitos dessas ações nos canais de transmissão do crédito, o “timing” e o “gap”.

Esse tema, aponta o presidente do BC, foi muito debatido nas duas últimas reuniões do Copom, tendo como decisão tomada incluir essa discussão na linguagem dos dirigentes. “Decidimos começar a falar sobre os canais de transmissão, pois a política monetária tem um ‘lag’ e um efeito que levam um tempo”, destacou.

Ele apontou que há outras medidas microeconômicas pela frente a serem adotadas. “Então, entendemos que o efeito dessas medidas nos canais de transmissão será muito mais intenso”, disse. “Precisamos colocar o máximo de potência possível (na política monetária)”, afirmou também.

Campos Neto reiterou nesta terça-feira que o efeito de medidas microeconômicas nos canais de transmissão não começou agora, mas sim com as ações tomadas na gestão de Ilan Goldfajn e com as mudanças na Taxa de Longo Prazo (TLP).

Câmbio e bolsa

Ao falar sobre o câmbio acima de R$ 4, ele destacou que o movimento de alta da moeda americana não tem correlação com o risco Brasil ou outras variáveis – e sim há um efeito por conta da curva de juros, em meio à forte queda da Selic nos últimos meses.

Para Campos Neto, os movimentos do câmbio precisam ser visto com dois focos: i) se eles representam uma elevação da percepção de risco em relação ao País e ii) se pode impactar a inflação. Contudo, apontou, não houve o efeito “contaminação”: “estamos em um ambiente novo. O movimento do câmbio foi muito diferente do que vimos no passado”.

Campos Neto também mencionou a entrada maior de pessoas físicas na bolsa, permitindo aos estrangeiros saírem do mercado em migração para outras bolsas. Ele justificou que a saída do estrangeiro do mercado de ações do Brasil se deve em boa parte a uma comparação do mercado local, que ficou mais valorizado, com outros, como na Ásia.

Segundo ele, que citou conversas com investidores internacionais, o fluxo estrangeiro para o Brasil não acontece por problema político, mas sim por conta de um momento de pausa para observação para saber o que vai acontecer.

“É mais do que a justificativa de que o fundamento não está bom, de problemas de governo”, disse o presidente do BC em evento promovido pelo Credit Suisse. “Os locais fizeram movimento de migração (para bolsa) muito forte. E o estrangeiro acabou comprando outros mercados.”

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(Com agências)

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Multiplan e brMalls investem R$ 69 milhões em startup de delivery integrado a shoppings

SÃO PAULO – As administradoras de shoppings brMalls (Shoppings como Vila-Lobos e  Metrô Santa Cruz) e Multiplan (Shoppings como Anália Franco e Vila Olímpia) fizeram um novo aporte R$ 69 milhões na Delivery Center, empresa de centrais de entrega alocadas dentro de shoppings e centros comerciais.

O anúncio foi feito na última segunda-feira (27) e o objetivo é iniciar o plano de expansão da empresa, que integra lojas físicas, marketplaces e shoppings por meio de apps aos clientes.

As centrais da empresa estão localizadas dentro dos shoppings ou em seus estacionamentos e mantêm uma equipe de pessoas que recebem os pedidos de consumidores, coletam os itens junto aos lojistas e fazem a entrega rápida via motoboys.

Os shoppings funcionam como centrais de distribuição tanto para compras efetuadas por aplicativos quanto como plataformas próprias e de terceiros, que utilizam a Delivery Center como operadora logística.

As administradoras já haviam feito outros aportes em 2018 e 2019. José Galló, ex-presidente da varejista de moda Renner, também investiu R$ 10 milhões na empresa por meio de seu fundo.

“Este novo aporte reforça a crença do varejo na Delivery Center e a consistência de entrega do plano de negócio. Estamos criando um ecossistema que integra lojistas, marketplaces e shoppings visando revolucionar a entrega a partir das lojas em todo o pais”, afirma Saulo Brazil, que atuava como diretor de Operações e passa a ser co-CEO da Delivery Center, responsável pela execução do plano de expansão da startup.

O fundador Andreas Blazoudakis permanece como CEO da Delivery Center, agora focado em inovação e estratégia.

Expansão

O aporte irá contribuir para a impulsionar o plano de expansão: a empresa hoje possui 24 centrais de entrega, sendo 11 em São Paulo, 10 no Rio de Janeiro e 3 em Porto Alegre.

Neste ano, a empresa prevê entrar nos mercados de Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG). “Este é um momento importante para a companhia, pois mostra que estamos no caminho certo, oferendo um diferencial que agrega valor à experiência do consumidor em todas as pontas do mercado”, ressalta Brazil.

“Esse movimento reforça a estratégia de O2O da brMalls, que está buscando, cada vez mais, conectar o varejo físico ao online provendo novos canais de venda para seus lojistas”, avalia Vicente Avellar, diretor Executivo de Operações da brMalls.

No caso da Multiplan, essa aceleração está em linha com a estratégia de integrar as experiências físicas e digitais de suas propriedades, fortalecendo o Multi, superapp que oferece conveniência e serviços em todos shoppings da companhia.

“O plano de expansão e consolidação da Delivery Center permitirá expandir seu serviço de venda e entrega a mais lojistas nos shoppings Multiplan e, com isso, contribuirá para aumentar a importância do nosso superapp Multi no cotidiano dos nossos clientes.”, afirma Daniel Peres Chor, Diretor de Inovação e Negócios Digitais da Multiplan.

Segundo a startup, a meta é chegar a 200 centros de entrega em cidades brasileiras até 2021 e o objetivo é ajudar os estabelecimentos plugados na Delivery Center a atingirem um faturamento de US$ 1 bilhão por ano.

“É importante ressaltar que os planos não mudam e nossa plataforma continua disponível a todos os estabelecimentos que nos quiserem como parceiros”, diz Saulo Brazil.

Ainda, o serviço gera um aumento de 17%, em média, nas vendas de refeições nos shoppings em que atua, além de 1,5% em vendas como um todo.

Movimento já vinha acontecendo

O movimento de integrar o mundo físico com o online incluindo shoppings no ecossistema não é novo e vem crescendo. O Shopping Iguatemi lançou no ano passado uma plataforma de marketplace, o Iguatemi 365.

O intuito foi revolucionar a forma como os seus consumidores se relacionam com as compras online. Além disso, outras iniciativas também já existiam como a ON Store lançada pela CCP, que só funciona para compras com retirada em lojas físicas e o shopping Cidade Jardim entrega 60% das compras em até 3 horas.

A brMalls e a Multiplan acompanham o trabalho da startup, que desenvolveu uma tecnologia de omnicalidade e contribuiu para a transformação das unidades em centros de distribuição, desenvolvendo um ecossistema que reúne lojistas, marketplaces e administradoras de shoppings.

Também têm participação na Delivery Center, a Cyrela Commercial Properties (CCP), o grupo de restaurantes Trigo, Bloomin Brands, entre outros.

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Wealth Management: conheça a gestão especializada em fortunas

Você tem uma reserva financeira, mas falta tempo para gerenciar essas aplicações? O mercado financeiro oferece a comodidade de ter um patrimônio gerenciado por profissionais: o Wealth Management, expressão em inglês para gestão de patrimônio.

Uma gestora de patrimônio pode ser uma empresa independente ou pertencer a um departamento de bancos e corretoras, geralmente voltado para clientes do private bank como forma de retê-los.

Ou seja, é possível investir em banco ou corretora e, dentro dessas instituições, ter acesso ao serviço.

Quer conhecer mais sobre o serviço de Wealth Management? Leia este post!

Afinal, o que é Wealth Management?

O Wealth Management é um serviço que combina consultoria, planejamento e gestão de investimentos para cuidar dos bens, direitos e obrigações de indivíduos ou empresas.

Cuidar de bens dos clientes inclui, além de administração de investimentos, uma assessoria relacionada a divisão de bens, herança, sucessão e impostos.

O objetivo é que o cliente centralize todas as suas necessidades financeiras em um mesmo lugar, para que essa demanda seja gerenciada por especialistas.

As motivações podem ser diversas, como ter uma aposentadoria tranquila ou fazer com que o seu patrimônio garanta uma boa qualidade de vida para seus herdeiros.

Para que serve o Wealth Management?

O Wealth Management visa manter, administrar e aumentar o patrimônio dos clientes por meio de estratégias de investimento personalizadas.

Ou seja, vale tanto para quem deseja construir um patrimônio de forma sustentável quanto para quem já tem uma reserva consolidada.

Por conta da personalização e da comodidade, o serviço tem um custo mais elevado. Como consequência, é indicado para clientes de alta renda, a exemplo de profissionais liberais, empresários e herdeiros.

Esses clientes geralmente têm um patrimônio relevante, que necessita de um gerenciamento profissional. Por isso o serviço também é conhecido como gestão de fortunas.

O Wealth Management é mais comumente usado por famílias, servindo tanto para cuidar dos negócios, quanto das aplicações pessoais.

Nesse caso, cada indivíduo pode ser atendido separadamente e ter uma carteira de aplicações personalizada para seu perfil e objetivos. Gestoras de patrimônio cujo foco sejam famílias são chamadas de family offices.

O Wealth Management é diferente do Asset Management, que significa gestão de ativos.

As chamadas assets também têm foco em manter e aumentar o patrimônio dos clientes, mas não incluem serviços adicionais oferecidos na Wealth Management — como assessoria tributária, sucessão, casamento e aposentadoria.

O foco são aplicações financeiras e outros ativos, como imóveis e empresas.

Como funciona essa gestão?

A gestora de patrimônio precisa ganhar a confiança dos clientes para cuidar de todas as esferas financeiras de sua vida.

Por isso, a equipe de profissionais é altamente especializada. Multidisciplinar, ela não é apenas composta por economistas e profissionais do mercado financeiro, mas também por advogados, contadores e funcionários de áreas administrativas.

Esses profissionais realizam, primeiramente, um inventário de todos os bens e direitos que o cliente e sua família possuem.

Depois, levando em consideração esse patrimônio, é feita uma análise da situação financeira do cliente.

Então, com base nessas informações, é construída uma carteira de investimentos para objetivos de curto, médio e longo prazo e de acordo com o risco que é aceitável para o cliente.

Nesse processo, os profissionais analisam as melhores formas de mitigar custos, principalmente os relacionados a impostos e taxas. E podem utilizar tanto produtos próprios quanto plataformas de investimento de outras instituições financeiras.

Depois, os gestores têm a responsabilidade de acompanhar a performance das aplicações que compõem esse portfólio, além de criar um planejamento a fim de proteger os bens do cliente ao longo do tempo.

De tempos em tempos, os gestores de patrimônio se reúnem com o cliente para eventuais atualizações do patrimônio, revisão de metas e reequilíbrio da carteira de investimentos.

A gestão de um family office pode ser passiva ou ativa. Depende do cliente querer apenas um aconselhamento ou permitir que a instituição financeira compre e venda investimentos quando acreditar que isso vai trazer mais retornos à carteira.

A gestão ativa exige muita especialização, por isso tem um custo mais elevado.

Quais são as vantagens do Wealth Management?

A gestão de patrimônio oferece conforto a clientes que não tenham tempo ou conhecimentos para monitorar sua situação financeira com a devida atenção.

Veja abaixo as principais vantagens do serviço:

Gestão feita por profissionais especializados

Um family office tem uma equipe de profissionais diversificada. De acordo com a necessidade de cada cliente, é possível contratar serviços adicionais, prestados por profissionais e escritórios parceiros.

Diluição de custos

O serviço de Wealth Management consegue negociar melhor taxas de aplicações ao gerenciar um patrimônio relevante. Como resultado, alguns produtos oferecidos podem até ser isentos de taxas.

Assessoria profissional

Uma gestora de patrimônio também oferece assessoria para negócios, como compra e venda de empresas.

Também pode auxiliar para que a empresa familiar tenha maior eficiência tributária, além de governança e acordo de acionistas adequados.

O serviço entende que uma má gestão do negócio tem impacto negativo sobre a situação financeira do cliente.

Administração de recursos

O Wealth Management monitora investimentos e faz o rebalanceamento da carteira de aplicações quando necessário, dispensando que o cliente faça esse acompanhamento.

O objetivo é maximizar retornos e reduzir eventuais perdas.

Investimentos personalizados

Uma gestora de patrimônio geralmente oferece fundos de investimento exclusivos, criados para atender demandas específicas — como aposentadoria e planejamento sucessório.

Também oferece acesso a produtos financeiros no exterior.

Como se tornar um cliente Wealth Management?

Para se tornar um cliente de uma gestora de patrimônio, é necessário ter ao menos R$ 1 milhão investido. A exigência pode ser maior dependendo da estratégia de cada instituição financeira.

Como ganham um porcentual do lucro sobre o crescimento do patrimônio de clientes (geralmente de 1%), faz mais sentido para gestoras de patrimônio atender a clientes com volumes mais relevantes.

Para ter acesso à área de Wealth Management, você pode ter de abrir conta em uma corretora.

Áreas de Wealth Management em bancos e corretoras costumam exigir que esse montante seja investido em produtos e fundos da instituição financeira. É preciso estar atento e saber como escolher uma corretora.

Ficou interessado pelas vantagens do Wealth Management, mas ainda não adquiriu o patrimônio necessário para acessá-lo? Conheça um serviço mais acessível que pode ajudar a gerenciar uma reserva financeira: a consultoria de investimentos!

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Entenda mais sobre as taxas de administração e de performance dos fundos

Quem se interessa por fundos de investimento se depara com duas taxas que não existem em outras aplicações: a taxa de administração e a taxa de performance.

Essas cobranças podem soar complicadas à primeira vista, mas não é difícil entender como elas funcionam.

A partir de agora, vamos ver o que é cada uma dessas tarifas, como elas são cobradas e como identificar quando elas estão caras ou baratas.

Mas antes, vamos repassar alguns conceitos básicos sobre o funcionamento dos fundos de investimento.

Quanto custa aplicar em um fundo de investimento?

Como você já deve saber, um fundo de investimento é uma aplicação intermediária: em geral, ele te ajuda a acessar outros investimentos mais sofisticados.

Por isso, suas principais características são:

  • aplicação mínima reduzida;
  • estratégias pré-definidas de investimento; 
  • diversificação a partir do primeiro investimento; 
  • gestão especializada.

Por conta dessas particularidades, os custos de investir em fundos também são diferentes:

  • taxa de administração: remuneração de quem faz a gestão do fundo;
  • come-cotas: forma diferenciada de Imposto de Renda;
  • taxa de performance: quando o gestor cobra um adicional ao bater determinado indicador (benchmark).

O que é taxa de administração? 

A taxa de administração é o pagamento pelo trabalho de gestão de um fundo de investimentos. Ela incide sobre o valor total investido (capital + rendimentos).

Essa taxa é expressa em porcentagem (%) ao ano. Porém, ela é cobrada de forma proporcional: incide a cada seis meses ou quando o cliente faz algum resgate.

As taxas de administração de fundos por categoria ficam em torno de:

tipo de fundo taxa de administração (média do mercado)
renda fixa a partir de 0,2% ao ano. Nos grandes bancos, chega a 3% ao ano
multimercado entre 2% e 3% ao ano
ações entre 2% e 3% ao ano
ETFs cerca de 0,5% ao ano
fundos imobiliários até 1% ao ano

E o que é taxa de performance? 

A taxa de performance funciona como uma espécie de recompensa. Ela é cobrada quando a gestão do fundo supera seu índice de referência, que pode ser o Ibovespa, o CDI ou qualquer outro definido na documentação do fundo.

A taxa de performance incide sobre a parte do retorno do fundo que ultrapassa o seu índice de referência, que também é chamado de benchmark financeiro.

Um exemplo: imagine um fundo que tenha o Ibovespa como referência. Assim, se o Ibovespa render 100% e o fundo 150%, a taxa de performance vai ser recolhida somente sobre os 50% de diferença.

Um padrão adotado pela indústria de fundos no Brasil é cobrar uma taxa de performance de 20%. Assim, considerando o exemplo anterior, a taxa de performance seria de 20% sobre os 50% de retorno excedente do fundo.

Quais fatores determinam essas taxas?

Como não há limites legais para a taxa de administração, o valor cobrado pode variar bastante.

Essa diversidade de taxas é parcialmente explicada pelas diferentes estratégias de investimento que o gestor de um fundo pode adotar.

Fundos que atuam em mercados mais complexos, por necessitarem de uma equipe mais especializada e exigirem um maior trabalho de gestão dos ativos, tendem a cobrar taxas de administração maiores.

Já fundos que concentram suas aplicações em ativos mais padronizados, como títulos públicos, conseguem cobrar taxas significativamente menores.

No entanto, existem outras razões que também influenciam o valor das taxas cobradas.

Uma delas é a exigência de um volume mínimo de recursos aplicados: de um modo geral, quanto menor a aplicação inicial e o montante mínimo de permanência exigido, maior costuma ser a taxa de administração.

Além disso, fundos que permitem resgates de recursos em prazos curtos normalmente também exigem taxas mais elevadas.

Como são cobrados os custos nos fundos de investimento?

Como mencionamos, as taxas de administração e de performance são cobradas sobre o valor total aplicado no fundo e também sobre os rendimentos.

No caso da taxa de administração, sua cobrança é provisionada todos os dias. É como se a gestão anotasse uma fração dessa taxa todos os dias para facilitar a cobrança depois.

Assim, quando há alguma saída de recursos do fundo, seja pelo come-cotas, seja por algum resgate, o valor que o cliente deve pagar já está previamente calculado.

Linha d’água: como ela regula a taxa de performance?

Já no caso da taxa de performance, um aspecto importante é o conceito de linha d’água.

Ele estabelece o seguinte: se um fundo obteve rentabilidade inferior ao do índice de referência em um período anterior, a taxa de performance no período seguinte só poderá ser cobrada após essa diferença ser compensada.

Com isso, também se busca evitar a remuneração de desempenhos circunstanciais, privilegiando apenas o gestor que apresenta uma performance consistente.

A linha d’água (também chamada de cota-base) é igual ao valor da cota apurado na data da última cobrança da taxa de performance.

Assim, o cálculo da taxa deve considerar o valor da cota-base atualizado pela variação obtida pelo benchmark, levando em conta o tempo transcorrido.

Que outros custos incidem sobre aplicações em fundos?

Além das taxas de administração e de performance, existem outras taxas que podem ser cobradas pelos fundos de investimento. Confira a seguir:

Taxa de entrada

Também chamada de taxa de ingresso, tem sua incidência no momento da aplicação dos recursos. Por isso, ela reduz logo de início o valor investido.

Imagine um aporte de R$ 1 mil em um fundo que cobra taxa de ingresso de 5%. Essa taxa faz com que o valor efetivamente aplicado no fundo seja de R$ 950.

A cobrança dessa taxa é pouco comum, mas ocorria com bastante frequência nos fundos de previdência privada.

Taxa de saída

Como diz o nome, essa é uma cobrança sobre os resgates. Também comum nos fundos de previdência mais antigos, ela penaliza quem faz um saque que não esteja de acordo com o regulamento do fundo.

Nos casos em que ela é prevista, seu valor costuma ser de cerca de 5% do valor resgatado.

Sua intenção principal é incentivar a manutenção das aplicações pelo prazo originalmente planejado.

Impostos

Por fim, vale lembrar que também incidem impostos sobre a rentabilidade dos fundos de investimento: o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

  • IOF: é aplicado sobre os resgates realizados em prazo inferior a 30 dias da aplicação original dos recursos. Pode consumir até 99% dos rendimentos;
  • Imposto de Renda (IR): é cobrado no momento do resgate e incide apenas sobre os rendimentos. Também é cobrado de forma antecipada por meio do come-cotas.

Como escolher o melhor fundo de investimento?

Um dos principais mantras do mercado financeiro é: rentabilidade passada não garante rentabilidade futura.

Explicando, significa que as condições do mercado mudam e que um fundo que rendeu bem no passado não necessariamente continuará tendo um bom desempenho.

Mas há algumas coisas que você pode observar para escolher bem os seus investimentos. Elas são:

  • rentabilidade histórica: vale olhar os números do fundo por mais de dois anos para saber se o rendimento é consistente. Vale também comparar com período ruins da economia para saber se ele conseguiu se sair bem;
  • custo-benefício: a taxa de administração do fundo vale a pena pela estratégia de investimento que ele oferece? Um fundo de renda fixa com taxa de administração de 2%, por exemplo, já vai levar embora boa parte do rendimento;
  • risco em relação ao retorno: o retorno que o seu fundo traz vale a pena em relação aos riscos que você tem ao investir na aplicação? Um profissional especializado pode te ajudar a avaliar esse ponto. 

Agora que você já sabe como as taxas de administração e de performance são cobradas, entender um pouco mais como elas impactam seus rendimentos? Confira o estudo que fizemos sobre fundos DI.

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Índices Anbima: veja tudo o que você precisa saber sobre o IMA

Se você pretende começar a investir ou já faz aplicações em alguns títulos, sabe que precisa acompanhar o mercado financeiro bem de perto — já que mesmo uma mudança pequena pode afetar o resultado dos seus investimentos. Isso é especialmente importante em relação às rentabilidades oferecidas, e uma das formas de fazer isso é por meio dos índices Anbima.

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) definiu uma série de índices de renda fixa, que são voltados para as pessoas que investem compararem os papéis disponíveis com mais eficiência.

Ou seja, eles facilitam o acompanhamento das informações dos investimentos, como a rentabilidade.

Já ouviu falar dos índices Anbima? Pois é desse assunto que vamos tratar aqui. Se você se interessou pelo tema e quer aprender um pouco mais, não pode deixar de ler este artigo. Vamos lá?

O que é o IMA?

O Índice de Mercado Anbima (IMA) foi criado pela instituição para que os que fazem aplicações consigam acompanhar os mais variados tipos de títulos e suas rentabilidades. O trabalho de monitoramento fica bem mais fácil quando é concentrado nessa informação.

De acordo com a definição passada pela associação, ele faz parte de um conjunto de índices que apresentam a evolução da carteira de títulos públicos e dos preços praticados no mercado — e podem ser utilizados como referência para esse segmento. Essa prática comparativa é conhecida como benchmarking.

Quais são os subíndices do IMA?

A Anbima não calcula somente um índice, como a sigla dá a entender. São vários, que estão diretamente ligados aos títulos públicos. O intuito de oferecer essa variedade é justamente melhorar o referencial para as pessoas que investem.

Nos tópicos a seguir, explicamos com mais detalhes cada um deles e a quais índices econômicos eles estão atrelados.

IMA-B

Esse índice está atrelado ao IPCA. Então, é ele que você deve consultar caso queira saber quais são as rentabilidades de papéis do Tesouro IPCA+.

Nesses casos, vale destacar que os títulos acompanham a variação da inflação (e, por isso, protegem o seu dinheiro da desvalorização. Ele também é utilizado para ser referência de ETFs de renda fixa.

Dentro do IMA-B, ainda temos o IMA B5, que diz respeito aos investimentos que têm prazo de vencimento de até cinco anos. Há também o IMA B5+, que é referente a títulos com um prazo superior a cinco anos.

IMA-C

É semelhante ao IMA-B. Porém, em vez de ser atrelado ao IPCS, ele é composto pelo IGP-M — o Índice Geral de Preços ao Mercado, que também está voltado para a variação dos preços.

Ele já é menos relevante atualmente, já que são pouquíssimos os títulos que estão indexados ao IGP-M no mercado financeiro.

IMA-S

Já o IMA-S está ligado aos títulos pós-fixados e indexados à Selic (a taxa básica de juros). Como exemplo desse tipo de papel, temos as Letras Financeiras do Tesouro — mais conhecidas como LFTs.

IRF-M

Esse índice é composto por títulos prefixados, diferentemente dos demais. Então, aqui temos as Letras do Tesouro Nacional (LTN) e as Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-f).

IMA-Geral ex-C

Esse é o índice que está atrelado à rentabilidade geral, mas excluindo os papéis que estão indexados ao IGP-M. Isso se deve ao fato de haver baixa liquidez e não existir mais a emissão de novos títulos no segmento.

Para que servem os índices Anbima?

Os índices Anbima consideram o desenvolvimento dos preços dos títulos públicos. Devido a isso, eles são uma excelente forma de conseguir monitorar a rentabilidade de investimentos.

Por isso, se você deseja começar a aplicar seu dinheiro em algum papel, o ideal é que faça um comparativo entre o investimento em questão e um índice calculado pela associação.

Dessa forma, fica mais fácil entender qual é a evolução dos preços de determinados títulos — e, então, tomar a decisão baseada em uma rentabilidade superior a esse benchmarking que foi realizado.

Como o IMA é calculado?

O IMA é calculado por meio de um método chamado de Laspeyres. Trata-se de um cálculo que envolve as seguintes variáveis:

  • a média ponderada dos índices;
  • as quantidades teóricas do período para o cálculo.

Então, multiplicam-se essas quantidades pelos preços de cada item para encontrar o número de pontos de cada índice na data em questão.

Todo o cálculo é feito com base em uma fórmula complexa, mas os resultados são entregues de maneira resumida pela instituição — o que facilita o processo de monitoramento e comparação.

A associação faz as atualizações todos os meses. Isso ajuda a garantir que os indicadores continuem sendo acertados e capazes de auxiliar nas análises de benchmarking.

Vale a pena utilizá-lo?

Os índices Anbima são muito confiáveis e já são validados como referência nesse meio dos investimentos. Por si, isso já é um grande indicativo de que eles valem mesmo a pena na hora de comparar o potencial dos títulos.

Entretanto, você precisa ter cuidado ao escolher qual subíndice vai usar para realizar os comparativos.

Afinal, como vimos, há diversas categorias — e cada uma delas diz respeito a características diferentes. Por exemplo, o índice ou a taxa indexada, se é pré ou pós-fixado e a data de vencimento.

Então, nesse caso, é necessário ter a sensibilidade de entender qual deles faz mais sentido adotar como principal referência na hora de acompanhar e decidir onde alocar seus investimentos.

De certa forma, isso significa que não basta conhecer os índices. Eles precisam ser compreendidos, e você deve ter ciência de como eles podem ajudar na sua estratégia.

Feito isso, podemos dizer que vale a pena utilizá-los para formar e monitorar a sua carteira de investimentos.

Acompanhar os índices Anbima é uma decisão que vale muito a pena se você tem consciência de como eles funcionam e podem contribuir para melhorar suas decisões.

As suas dúvidas sobre o assunto foram esclarecidas? Caso queira potencializar o resultado dos seus investimentos, uma consultoria pode ajudar bastante.

Preparamos um material completo para explicar o que é, como funciona e como você pode escolher o melhor serviço. Não deixe de conferir!

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Toyota, Honda e Nissan convocam recall de 6,1 milhões de veículos

airbags Toyota Corolla Altis

SÃO PAULO – Toyota, Honda e Nissan, três das maiores fabricantes automotivas japonesas, anunciaram que estão realizando um recall de milhões de veículos para consertar uma falha de segurança.

As empresas anunciaram o recall separadamente, mas possuem o mesmo problema com os veículos: problemas na proteção em caso de acidentes.

A Toyota informou na última terça-feira (21) que o recall abrange aproximadamente 3,4 milhões de veículos. Os modelos afetados são comercializados em todo o continente americano. Entre os carros envolvidos estão linhas do Corolla e do Avalon produzidos entre 2010 e 2019. O problema é um dispositivo que pode impedir o acionamento do airbag em colisões.

Já a Honda, também na última terça-feira, afirmou que seu recall deve atingir cerca de 2,7 milhões de veículos, sendo 2,4 milhões nos Estados Unidos e 300 mil no Canadá. A montadora disse que alguns Acuras produzidos entre 1996 e 2003 podem estar equipados com os airbags problemáticos.

A montadora Nissan anunciou, na última segunda-feira (20), que também realizará um recall envolvendo cerca de 5 mil veículos. Segundo informações da companhia, assim como o caso da Honda, problemas envolvendo o sistema de airbags da japonesa Takata foram o motivo do recolhimento dos veículos.

Questionada sobre os números da ação no país, a Toyota afirmou que esse mais recente recall da companhia não afeta nenhum veiculo no Brasil.

Segundo nota enviada à imprensa, a Nissa, afirmou que serão reconvocadas 55 unidades do Pathfinder e 124 do Sentra, produzidas entre 2001 e 2006, para nova substituição do gerador de gases do airbag do passageiro, além de 4.844 unidades do Frontier, produzidas entre 2007 e 2008.

“A Nissan não tem conhecimento de incidentes destes componentes em seus veículos no Brasil. O tempo estimado de reparo é de 1 hora, o serviço é gratuito e poderá ser agendado a partir de 20 de janeiro, entre 8h e 18h em uma concessionária Nissan”, diz a companhia em nota.

A Honda não respondeu os questionamentos até o fechamento desta reportagem.

Takata volta aos holofotes

Esse mais recente recall envolvendo airbags é uma dor de cabeça maior para uma outra companhia, a Takata, empresa japonesa responsável por fabricar os airbags da Honda e da Nissan.

Essa não é a primeira vez que a tecnologia da Takata sofre com problemas e exige que as montadoras realizem reparos em seus veículos.

A Takata chegou a ser uma das três maiores fornecedoras de airbags do mundo, com um controle de aproximadamente 25% do mercado e praticamente fechou as portas após envolvimento no maior recall de veículos da história.

Desde 2008, foram realizados mais de 100 milhões de recalls em todo o mundo. A Takata era a fornecedora oficial de grandes montadoras, como Toyota, Honda, Volkswagen, BMW e outras.

O problema nos airbags da companhia está em um componente do sistema chamado deflagrador, uma peça de metal que contém um químico responsável por expandir a bolsa de ar que amortece o impacto do motorista após uma colisão.

Quando o deflagrador está com defeito, ele explode após ativar o airbags, lançando centenas de estilhaços de metal na direção do motorista. Desde 2004, a falha já matou 17 pessoas ao redor do mundo.

Apenas em 2014 a Takata foi apontada como responsável pelo defeito, após ter sido revelado que alguns diretores da companhia sabiam dos riscos da tecnologia.

Em junho de 2017, a empresa entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos e Japão, em um acordo que envolveu a venda da companhia para a Key Safety Systems, uma concorrente americana.

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Hedge fund mais rentável do mundo adota tática climática radical

(Bloomberg) — O que não falta na indústria de hedge funds são profissionais com estratégias agressivas, mas poucos são tão duros quanto Chris Hohn. O bilionário britânico leva o típico manual a novos níveis – fechando acordos, pressionando para destituir chefes e enfrentando empresas com processos e ameaças. Um oponente ficou tão irritado depois de perder uma batalha na sala de reuniões com Hohn que intitulou um livro sobre a experiência: “Invasion of the Locusts” (invasão dos gafanhotos). Essa abordagem fez com que o TCI Fund Management de Hohn se tornasse o maior hedge fund e o de melhor desempenho do mundo no ano passado.

Agora Hohn está trazendo suas agressivas táticas para o combate contra o aquecimento global. O gestor de recursos, com US$ 30 bilhões em ativos, pressiona as empresas de seu portfólio a reduzirem as emissões de gases de efeito estufa e divulgarem a pegada de carbono. Se não o fizerem, Hohn diz que vai destituir conselhos ou vender ações. Caso alguém duvide de seu compromisso: Hohn e sua instituição de caridade doaram 200 mil libras (US$ 260 mil) ao Extinction Rebellion, o movimento radical de combate à mudança climática cujos membros bloquearam o tráfego em Londres e um terminal de jatos particulares.

“Na guerra contra os combustíveis fósseis, você não pode ser muito exigente com seus aliados”, diz Jeremy Grantham, cofundador da gestora de recursos GMO, de Boston, um investidor lendário que há muito tempo alerta sobre a catástrofe climática. Hohn “mostrou que você pode causar um grande impacto em empresas com muita torção de braço”.

Para Hohn, 53 anos, um financista racional e muito discreto, com fortuna de US$ 2 bilhões, sua campanha é apenas o primeiro passo para abalar a indústria de gestão de ativos que, segundo ele, ignorou uma crise planetária. Ele pede aos investidores que demitam gestores de recursos que não pressionam empresas a reduzirem a pegada de carbono e quer que bancos parem de emprestar para companhias que ignoram as mudanças climáticas.

Ainda assim, apesar de todo o zelo de Hohn, sua cruzada está repleta de inconsistências no investimento verde. O TCI já teve uma grande participação em um produtor de carvão da Índia; mesmo agora, o fundo possui participações em três ferrovias que queimam toneladas de diesel e transportam combustíveis fósseis, inclusive de areias betuminosas, uma das piores fontes de gases de efeito estufa. Outra posição importante: na Ferrovial, o conglomerado com sede em Madri que opera aeroportos como o Heathrow, em Londres.

“Por um lado, ele está tentando ser verde e, por outro, ganha dinheiro com poluidores”, diz Jacob Schmidt, presidente da Schmidt Research Partners, uma empresa de investimentos de Londres. “A questão é: quão comprometido você realmente está ao seguir seus princípios?”

Hohn diz que é muito mais produtivo pressionar empresas intensivas em carbono do que ignorá-las. Em 30 de novembro, o TCI enviou cartas aos CEOs das 17 empresas da carteira com instruções específicas sobre as deficiências que devem ser corrigidas. O TCI disse que votará contra diretores de empresas que não atingirem metas, bem como auditores que não reportarem “riscos climáticos materiais”, e que pode até vender todas as ações em uma empresa.

Em uma carta à Ferrovial, Hohn reconheceu que “descarbonizar” aeroportos é um enorme desafio e elogiou a nota “A” da empresa por divulgar suas emissões de gases de efeito estufa. No entanto, o TCI disse que a meta da Ferrovial de reduzir as emissões em quase 30% até 2030 pode ser aumentada e pediu à empresa que apoie medidas como um imposto sobre o carbono e um mandato para que companhias aéreas passem a usar combustível de aviação mais verde.

Ele disse à Canadian Pacific Railway que seu método de divulgação de emissões obteve nota “C” pela organização sem fins lucrativos Carbon Disclosure Project e que o plano da ferrovia de aumentar a avaliação para um “B” ainda seria “insatisfatório“. O TCI, maior acionista da ferrovia com participação de 8%, disse que exige que a empresa tenha um “plano confiável e divulgado publicamente” para reduzir as emissões e que atenda a sete objetivos, como a compensação de emissões de viagens corporativas e melhor eficiência energética das instalações. A Canadian Pacific diz que mantém um diálogo com acionistas sobre temas como sustentabilidade e que há muito tempo divulga suas emissões para melhorar suas práticas. Hohn não quis conceder entrevista para este artigo.

Hohn lançou o TCI e uma instituição de caridade afiliada, a Children’s Investment Fund Foundation, em 2004, depois de ganhar reputação como especialista em escolher ações no escritório de Londres da Perry Capital, um hedge fund com sede em Nova York. A então esposa, Jamie Cooper, que Hohn conheceu em Harvard no início dos anos 90, administrou a fundação, e eles se tornaram um casal de poder em Londres quando o TCI investiu dinheiro na instituição de caridade.

Graças a Hohn, a fundação possui US$ 5,1 bilhões para financiar programas como melhora da nutrição de jovens em comunidades carentes, proteção de adolescentes contra a escravidão e tráfico de humanos e expansão do tratamento pediátrico do HIV na África. Hohn e Cooper trocavam informações regularmente com Bill e Melinda Gates e, em 2012, David Cameron, então primeiro-ministro britânico, convidou Hohn para falar em uma cúpula sobre desnutrição na 10 Downing Street.

No TCI, a “vibe” era decididamente mais mercenária. Hohn desenvolveu uma estratégia de investimento baseada em sua própria estrutura “pessoal, intelectual e emocional”, como disse à juíza Jennifer Roberts, que conduziu seu divórcio em 2014, o que resultou em um acordo de 337 milhões de libras para Cooper. A abordagem de Hohn significava conduzir análises meticulosas e procurar equipes de gestão fracas que outros investidores evitam. “Pense nisso como o departamento de produtos danificados de uma loja de departamentos, onde você pode obter de 80% a 90% de desconto porque a maioria das pessoas não compra”, disse Hohn em entrevista em vídeo à revista Institutional Investor em 2013.

Combater o aquecimento global testará a abordagem de Hohn como nunca. Primeiro, ele aposta que as empresas atenderão às suas demandas e, depois, que não reduzirá os retornos desestabilizando empresas que as rejeitam. Ao vincular a sorte do TCI a uma agenda de combate às mudanças climáticas, Hohn aposta que os riscos econômicos da crise crescente são tão grandes que seria tolice não estimular empresas a tomar medidas concretas sobre as emissões.

“Investimento verde e hedge funds não são termos que muitos investidores colocariam na mesma frase”, diz Marc de Kloe, sócio da Theta Capital Management, em Amsterdã, e investidor no fundo do TCI. “No entanto, temos defendido a ideia de que os hedge funds são, de alguma maneira, mais adequados para implementar políticas verdes fortes, devido à sua natureza irrestrita e capacidade de implantar táticas ativistas.”

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