Aprovação de Bolsonaro sobe para 47,8%, mostra pesquisa CNT/MDA

SÃO PAULO – Pouco mais de um ano após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tomar posse, 34,5% dos brasileiros avaliam positivamente a atual administração e 31% negativamente. É o que mostra pesquisa realizada em janeiro pelo Instituto MDA a pedido da Confederação Nacional do Transporte.

O resultado mostra uma melhora nos indicadores do governo em relação à última pesquisa divulgada pelo instituto. Em agosto do ano passado, o governo Bolsonaro era visto como positivo por 29,4% dos eleitores e como negativo por outros 39,5%. O levantamento foi realizado entre os dias 15 e 18 de janeiro, com 2.002 pessoas, em 137 municípios.

O intervalo de confiança da pesquisa é de 95%, o que significa que, se outro levantamento tivesse sido feito nos mesmos parâmetros, essa seria a probabilidade de o resultado estar dentro do limite da margem de erro, de 2,2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

Já em relação ao desempenho pessoal do presidente, a aprovação saltou de 41% em agosto para atuais 47,8%, enquanto a desaprovação caiu de 53,7% para 47% no mesmo período.

Combate à corrupção, economia e segurança foram citados pelos entrevistados como as áreas de melhor desempenho do governo em seu primeiro ano. Por outro lado, saúde, educação e meio ambiente aparecem como áreas de pior desempenho da atual administração.

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Laticínios em alerta: Starbucks recomenda substituição do leite

(Bloomberg) — O novo golpe contra a já combalida indústria de laticínios veio de uma gigante de cafeterias: a Starbucks quer convencer clientes a usarem alternativas ao leite em uma tentativa de reduzir sua pegada de carbono.

Embora a Starbucks responda por apenas 0,3% da produção de leite dos Estados Unidos, a decisão de declarar formalmente uma ênfase em opções não lácteas pode incentivar outros estabelecimentos de serviços de alimentação a seguirem o exemplo. Isso poderia aumentar a demanda por aveia, nozes, soja e outras bebidas alternativas por questões de saúde e ambientais. O consumo anual de leite de vaca nos EUA caiu cerca de 2% desde a década de 1970, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA.

A nova tendência contribuiu para que muitos produtores de leite dos EUA deixassem o negócio e levou duas grandes processadoras do país – Dean Foods e Borden Dairy – a pedirem recuperação judicial. A Dean é uma das principais fornecedoras da Starbucks, segundo dados compilados pela Bloomberg.

O grupo de marketing Dairy Management disse que, embora compartilhe o compromisso da Starbucks com a sustentabilidade, a pegada ambiental do setor é pequena e está diminuindo em razão de práticas agrícolas inovadoras e novas tecnologias. “Tanto plantas quanto animais desempenham um papel crítico na saúde das pessoas e do planeta”, afirmou o grupo.

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Renda fixa: um em cada quatro fundos de varejo perdeu para a inflação em 2019

Reserva Financeira

SÃO PAULO – O ano de 2019 foi difícil para os investidores que contam com o rendimento dos juros. O retorno do CDI, depois de descontada a inflação, foi de apenas 1,59%, o pior resultado desde o Plano Real.

Mas, para aqueles que não acompanham as taxas que pagam, o ano passado pode ter sido ainda mais amargo, marcado por um retorno real negativo.

De acordo com a Economatica, um em cada quatro fundos de renda fixa entregou retornos abaixo da inflação em 2019, isto é, rendeu abaixo dos 4,31% marcados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A provedora de informações considerou apenas fundos com mais de dez mil cotistas ao fim do ano passado, um total de 151 fundos, dos quais 39 tiveram retorno real negativo.

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Entre os 39 fundos que perderam para a inflação, a média de retorno real ficou negativa em 1,2% (o pagamento de Imposto de Renda não entrou no cálculo), sendo que o pior resultado partiu do fundo Caixa Prático, com perda de 3,2%. O fundo é um dos vários de aplicação automática que aparecem na lista.

Nesse tipo de produto, aplicações e resgates são automaticamente realizados de acordo com o saldo da conta bancária. O InfoMoney já fez um levantamento que mostrava que, nessa categoria, o rendimento podia chegar a apenas 10% do CDI.

Baixo retorno e alto custo

O produto com o pior retorno também é responsável pela cobrança da maior taxa de administração na amostra, de 3,9% ao ano. De acordo com a Economatica, a média da taxa de administração foi de 2,4% ao ano.

“Quem deixar o dinheiro parado na conta-corrente vai perder poder de compra atualmente nos fundos de aplicação automática. Com juros mais altos, ainda havia alguma correção, mas hoje não”, afirma Rodrigo Marcatti, sócio-fundador do escritório de investimentos Veedha. “Até mesmo para a reserva de emergência, é preciso buscar um produto mais adequado, como fundos DI que cobrem taxa de administração de no máximo 0,30%”, sugere.

Na hora de escolher um fundo DI, Marcatti recomenda que o investidor elimine de cara produtos que entreguem um retorno menor do que 95% do CDI. Aplicada a 2019, essa regra excluiria os fundos que renderam menos que 1,51%, descontada a inflação. “O fundo que ficar abaixo disso provavelmente está com uma taxa inadequada para o nível de juros atual”, explica Marcatti.

Entre os 39 piores, à exceção de apenas um fundo, todos tiveram um retorno da carteira positivo, mesmo descontada a inflação, com resultados próximos ao CDI. O que pesou, portanto, para o resultado final foram as taxas de administração e outros custos embutidos, que levaram os rendimentos desses produtos para o campo negativo.

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Apesar dos resultados ruins, esses fundos registraram mais aplicações do que resgates em 2019. Ao todo, tiveram uma captação líquida de R$ 23 bilhões no ano.

Essa entrada também veio de novos cotistas: no fim de 2018, havia 3,3 mil cotistas nesses 39 fundos, quantidade que subiu para 3,9 mil, no ano seguinte.

Marcatti compara a aplicação em fundos DI com taxas altas a deixar o dinheiro na poupança. “Mesmo com todas as campanhas que dizem que poupança não é a melhor alternativa, que Tesouro Direto seria uma melhor opção, com mesmo risco e liquidez, ainda vemos o saldo da caderneta crescer. Aumentou menos que antes, mas cresceu. Ainda falta educação financeira.”

Fundos de inflação lideram

Os líderes em termos de retornos reais foram os fundos de inflação. As dez primeiras posições do levantamento da Economatica são ocupadas por fundos desse tipo, que investem principalmente em títulos públicos atrelados à inflação (conhecidos no mercado como NTN-Bs, esses papéis são hoje chamados de Tesouro IPCA+).

O fundo Icatu Vanguarda Inflação Longa foi o melhor colocado. Com foco em papéis com prazo igual ou superior a cinco anos, o fundo obteve alta de 23,85% em 2019, para a alegria de mais de 20 mil cotistas.

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O bom resultado do segmento veio graças à queda dos juros no Brasil. O título público com vencimento em 2045, por exemplo, começou 2019 pagando juro real de 5%, e terminou com uma taxa de 3,4%. Esse movimento gerou um retorno de 58% para quem tivesse comprado o papel no início e vendido no fim do ano.

Mas é preciso cautela. Do mesmo modo que gerou ganhos, a marcação a mercado pode provocar perdas. Por isso, esses produtos são recomendados para horizontes de investimento mais longos.

“O ano de 2019 foi extremamente atípico, porque teve rendimentos excepcionais, com uma volatilidade muito baixa. Em mais de 20 anos de mercado, não me lembro de ter visto um resultado ajustado ao risco desse tamanho”, afirma Dan Kawa, sócio da gestora de patrimônio TAG Investimentos.

Enquanto os títulos de mais curto prazo se beneficiaram da queda da Selic, explica, os mais longos contaram com a melhora do quadro fiscal, ocasionada pela aprovação da reforma da Previdência.

Kawa aponta ainda que o cenário internacional teve função importante na redução dos juros em 2019, ressaltando as políticas expansionistas das autoridades monetárias americana e europeia. “Foi a tempestade perfeita para o lado bom. Tanto os fatores locais quanto globais foram na direção de juros mais baixos no Brasil”, diz.

Para o gestor, 2020 não deve reverter os ganhos do ano anterior, mas é um erro pensar que haverá retornos da mesma magnitude. Em sua visão, investimentos atrelados ao mercado de títulos públicos fazem hoje mais sentido para quem pretende carregá-los e receber os rendimento, que podem ser pagos semestralmente ou apenas no vencimento.

Ainda há oportunidades de ganho de capital em papéis mais longos, com vencimento em 2045, por exemplo, mas são apostas mais arriscadas, avalia Kawa.

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Tabela do frete agrava distorções no transporte de carga e afeta preços, diz CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) vê com preocupação o reajuste da tabela do frete estabelecido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na última semana. Para a entidade, o piso mínimo agrava distorções no transporte de cargas e terá impacto direto nos preços dos produtores que chegam aos consumidores.

O valor do frete sofreu reajuste que varia de 11% a 15%, de acordo com o tipo de carga e operação. A atualização está prevista na legislação que estabeleceu a tabela do frete em maio de 2018. Cabe à agência reguladora divulgar novos parâmetros para o cálculo a cada seis meses.

“O resultado será o aumento da inflação, já que a política de preços mínimos trouxe distorções para a economia e a consolidação da tendência iniciada no ano passado de verticalização do transporte de cargas na indústria, por meio da compra de frota própria de caminhões”, diz a nota.

Autora de uma das ações que contesta a criação da tabela do frete no Supremo Tribunal Federal (STF), a CNI aguarda o julgamento sobre o assunto, previsto para 19 de fevereiro.

A CNI argumenta que a política de piso mínimo “viola os princípios da livre iniciativa, da livre concorrência e de defesa do consumidor” já que o frete impacta diretamente o preço final dos produtos.

Além do reajuste, a resolução da ANTT determinou a obrigação do pagamento do frete retorno para algumas categorias de transporte de carga, a atualização de valores de itens como pneu e manutenção dos caminhões e o pagamento do valor das diárias do caminhoneiro (refeições e hospedagem). As novas regras entraram em vigor na segunda-feira, 20.

A atualização da tabela de frete atendeu a reivindicações de caminhoneiros, que apoiaram a eleição do presidente Jair Bolsonaro. Em abril do ano passado, para conter a insatisfação da categoria e evitar uma nova paralisação, o presidente anunciou um pacote que incluiu R$ 2 bilhões em obras nas estradas e o lançamento de uma linha de crédito para caminhoneiros autônomos, pelo BNDES, que chegará a R$ 500 milhões.

O conjunto de medidas não abrangeu, porém, decisão sobre o preço do diesel, depois de o presidente ter barrado um aumento anunciado pela Petrobras – e recuado da decisão, após críticas de intervencionismo e desvalorização do valor da empresa na Bolsa.

A tabela de fretes foi criada em 2018 pelo governo Michel Temer, após a greve dos caminhoneiros que bloqueou estradas e comprometeu o abastecimento de combustível, de medicamentos e de alimentos em todo o Brasil. A criação era uma das reivindicações da categoria.

Desde então houve ao menos seis reajustes, sendo apenas o primeiro de queda, de 20%, em junho de 2018. O aumento anterior ao da semana passada foi dado em abril do ano passado, reajuste médio de 4,13%. De abril até dezembro de 2019, a inflação oficial aumentou 2,69%.

Emissão do CIOT

A CNI também vê problemas na alteração na emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). Para atender aos caminhoneiros, a ANTT estendeu a obrigatoriedade do registro para todos os caminhões que transportam carga no País, incluindo os de empresas com frota própria.

Na prática, a nova regra permite saber se as empresas estão cumprindo o piso mínimo. “A lei limitava a abrangência do CIOT a caminhoneiros autônomos e equiparados. Para a CNI, a alteração não poderia ter sido feita por meio de resolução por ser um tema de competência do Poder Legislativo”, contesta.

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Estudo da OCDE mostra futuro das profissões no mundo

Medicina, direito, engenharia, pedagogia e licenciaturas estão entre as carreiras mais procuradas por estudantes de 15 anos em 41 países. No Brasil, quase dois a cada três estudantes pretendem seguir as dez profissões mais citadas no questionário do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2018 por aqueles que fizeram as provas.

Os resultados estão no estudo “Empregos dos sonhos? As aspirações de carreira dos adolescentes e o futuro do trabalho”, divulgado hoje (22) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A publicação analisa, entre outras, as respostas à pergunta: “Qual profissão você espera ter aos 30 anos de idade?”, feita aos participantes do Pisa. O levantamento analisa ainda os resultados dos países que participaram da edição do exame em 2000 e em 2018.

“As aspirações profissionais dos jovens são importantes”, diz o estudo. “As aspirações de carreira dos adolescentes são um bom preditor dos empregos que os alunos podem ocupar quando adultos”, observa. A intenção é mostrar também como essas aspirações mudaram ao longo do tempo.

Ranking por gênero

Os rankings das profissões mais desejadas variam de acordo com o gênero dos estudantes. Entre as mulheres, tanto em 2000 quanto em 2018, medicina, direito, pedagogia e licenciaturas, enfermagem, psicologia, administração e veterinária estão entre as top 10.

Em 2000, profissões como jornalista, secretária e cabeleireira completavam o ranking. Em 2018, elas saíram e deram lugar às ocupações de designers, arquitetas e policiais.

Entre os homens, as profissões mais procuradas em 2018 foram engenheiro, administrador, médico, advogado, profissional de educação física, arquiteto, mecânico automobilístico, policial e profissional de tecnologia da informação e comunicação. As profissões são as mesmas desejadas em 2000, apenas mudaram de lugar no ranking. Engenharia, que ocupava a terceira posição entre os meninos, passou a ser a mais buscada.

“De maneira esmagadora, são mais frequentes os meninos que esperam trabalhar em ciência e engenharia do que as meninas, mesmo quando meninos e meninas têm o mesmo desempenho no teste científico do Pisa, mas esse nem sempre é o caso. Além disso, em muitos países, o nível de interesse das meninas por essas profissões é maior do que o dos meninos”, diz o estudo.

No Brasil, 63% dos estudantes de 15 anos querem seguir essas carreiras. O índice só é superado pela Indonésia, com 68%. França e República Tcheca têm o  menor percentual, 36%.

Futuro das profissões

O estudo analisou também os riscos de as profissões escolhidas pelos estudantes não existirem mais no futuro devido ao uso de robôs e de inteligência artificial para substituir trabalhadores.

De acordo com o texto, a maioria das carreiras mais populares entre os jovens, como profissionais de saúde e sociais, culturais e legais, tende a ter baixo risco de automação.

No entanto, fora do ranking das profissões top 10, “muitos jovens selecionam empregos com risco muito maior de automação. Ao todo, 39% dos empregos citados pelos participantes do Pisa correm o risco de ser automatizados dentro de 10 a 15 anos”.

O estudo mostra que o risco de automação varia entre países. Na Austrália, Irlanda e no Reino Unido, cerca de 35% dos empregos citados pelos estudantes correm o risco de automação. Na Alemanha, Grécia, Japão, Lituânia e Eslováquia, mais de 45% desses empregos estão em risco.

Pisa 2018

O Pisa é aplicado a cada três anos e avalia estudantes de 15 anos quanto aos conhecimentos em leitura, matemática e ciências. Em 2018, o Pisa foi aplicado em 79 países e regiões a 600 mil estudantes. No Brasil, cerca de 10,7 mil estudantes de 638 escolas fizeram as provas.

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Jeff Bezos teve celular hackeado por príncipe saudita após troca de mensagens, diz jornal

SÃO PAULO – Jeff Bezos, CEO e fundador da Amazon, teve seu celular hackeado depois de supostamente trocar mensagens de WhatsApp com o Mohammed bin Salman, príncipe da Arábia Saudita. Isso teria acontecido em 2018, e repercutido no ano passado com um detetive contratado pelo executivo, mas mais informações sobre o caso foram reveladas nesta terça-feira (21) pelo jornal The Guardian.

Segundo o jornal, após uma análise forense, uma mensagem despachada pelo príncipe, que estava criptografada, teria sido enviada com um arquivo malicioso e foi aberta pelo executivo depois.

A conclusão da análise informa que é alta a probabilidade de a invasão no celular ter sido desencadeada por um vídeo infectado enviado de bin Salman a Bezos em 1 de maio de 2018. Não há informações sobre o conteúdo do vídeo.

Fontes não reveladas pelo jornal informaram que vários dados foram retirados do celular do executivo em poucas horas.

O que teria motivado a invasão seria a cobertura crítica do jornal The Washington Post sobre a Arábia Saudita, segundo a apuração do jornal. Bezos é dono do jornal americano. E, ainda, em outubro de 2018, cinco meses após a invasão pelo príncipe saudita ter supostamente ter acontecido, o jornalista Jamal Khashoggi, cidadão saudita, colunista do Post e crítico ferrenho do herdeiro, foi morto dentro de um consulado saudita em Istambul, na Turquia.

Se comprovada, a atitude de bin Salman poderia minar os esforços dele para atrair mais investidores ocidentais para a Arábia Saudita. Ele prometeu transformar economicamente o país, mas a revelação pode levantar questões sobre o assassinato do jornalista e o que o príncipe herdeiro e seu círculo íntimo estavam fazendo nos meses que antecederam a morte de Khashoggi.

A Arábia Saudita já havia negado ter invadido o telefone de Bezos e insistiu que o assassinato de Khashoggi foi resultado de uma “operação desonesta”. Em dezembro, um tribunal saudita condenou oito pessoas envolvidas no assassinato após um julgamento secreto que foi criticado por especialistas em direitos humanos.

Como a investigação começou

Também está sendo questionada uma reportagem divulgada pelo tabloide americano National Enquirer, que deu detalhes íntimos da vida provada de Bezos, incluindo mensagens de texto. A investigação forense começou após a publicação desta matéria.

A história, que apontou um relacionamento extraconjugal por parte do executivo da Amazon, desencadeou uma primeira investigação por parte da equipe de segurança do CEO para para descobrir como os textos privados foram obtidos pelo tablóide, de propriedade da American Media Inc (AMI).

Enquanto a AMI insistia em ter sido informada sobre o caso pelo irmão afastado da namorada de Bezos, a investigação da equipe do bilionário constatou com “alta confiança” que os sauditas haviam conseguido “acessar” o telefone de Bezos e “obtinham informações privadas” sobre ele.

O chefe de segurança de Bezos, Gavin de Becker, informou que havia fornecido detalhes de sua investigação aos policiais, mas não revelou publicamente nada sobre como os sauditas acessaram o telefone.

Ele também descreveu “a estreita relação” que o príncipe herdeiro saudita havia desenvolvido com David Pecker, o executivo-chefe da empresa proprietária do Enquirer, nos meses anteriores à publicação da história de Bezos. De Becker não respondeu a ligações e mensagens do Guardian.

Ao jornal, Andrew Miller, especialista do Oriente Médio, disse que se Bezos tivesse sido alvejado pelo príncipe herdeiro, isso refletia o ambiente “baseado na personalidade” no qual o príncipe herdeiro opera. A possibilidade do CEO de uma das principais empresas americanas ter como alvo a Arábia Saudita poderia representar um dilema para a Casa Branca.

Segundo especialistas consultados pelo jornal, o caso é o suficiente para os investigadores estarem considerando uma abordagem formal à Arábia Saudita para pedir uma explicação.

O Guardian contatou a embaixada saudita, que não respondeu ao pedido até a publicação desta matéria. Ainda, o advogado de Bezos afirmou que o bilionário “está cooperando” com as investigações”.

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Ibovespa Futuro sobe em recuperação após temor com vírus chinês; dólar cai

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em alta nesta quarta-feira (22) seguindo as bolsas internacionais, que se recuperam da queda de ontem. No último pregão, os investidores foram às vendas com o temor de que o “Vírus de Wuhan” se torne uma pandemia como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que também surgiu na China e matou 800 pessoas no mundo todo entre 2002 e 2003.

Aumentou para nove o número de pessoas mortas pelo novo coronavírus e 440 infectados. Contudo, as autoridades dizem ter a situação sob controle e ofereceram cancelamentos gratuitos para passagens aéreas e de trem aos viajantes que queiram adiar suas viagens no feriado do Ano Novo Lunar chinês, em 25 de janeiro.

Às 9h15 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em fevereiro sobe 0,66% a 118.000 pontos, enquanto o dólar futuro com o mesmo vencimento tinha queda de 0,26% a R$ 4,204. O dólar comercial, por sua vez, registrava perdas de 0,08%, a R$ 4,2018 na compra e R$ 4,2025 na venda.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 tem queda de dois pontos-base a 5,00%, o DI para janeiro de 2023 registra perdas também de dois pontos-base a 5,58% e o DI para janeiro de 2025 recua quatro pontos-base a 6,32%.

Em dia de poucos indicadores domésticos, as atenções estarão na divulgação dos balanços das empresas nos Estados Unidos e nos dados do setor imobiliário do país.

Ontem, o Netflix surpreendeu com um resultado positivo no quarto trimestre. A companhia ganhou 8,76 milhões de assinantes nos últimos três meses de 2019, cerca 15% acima da expectativa mediana dos analistas, que estava em torno de 7,63 milhões. A adaptação dos livros da saga de fantasia “The Witcher”, do polonês Andrzej Sapkowski, para série de TV foi a melhor estreia de primeira temporada da história do serviço de streaming.

Paulo Guedes em Davos

A equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, apresenta hoje a um grupo de 20 grandes investidores internacionais em Davos, Suíça, uma carteira de projetos no Brasil avaliada em R$ 320 bilhões, informa o jornal O Estado de S. Paulo. Um dos destaques dos projetos, que incluem privatizações, será o leilão da quinta geração de telefonia móvel no Brasil.

A agenda do Ministro da Economia em Davos inclui reuniões com os presidentes do Uber, Dara Khosrowshahi, e da Apple, Tim Cook; ele reúne-se ainda com o comissário de Comércio da União Europeia, Phil Hogan, e a ministra de Comércio da Coreia do Sul, Yoo Myung-hee.

Noticiário corporativo

A Petrobras anunciou a oferta pública de 611,8 milhões de ações ordinárias que o banco BNDES tem na empresa, que serão vendidas na B3 e na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). O valor aproximado da operação é estimado em R$ 19 bilhões, tomando apenas como referência o valor da ação ON da empresa na bolsa paulista no dia 20.

O valor da venda, contudo, também levará em conta o preço do ADS negociado na NYSE no dia 17, ao redor de US$ 15. O bookbuilding começa nesta quarta-feira. A empresa também divulgou a lista dos bancos e corretoras que coordenação a operação no Brasil e nos Estados Unidos. Ainda no radar da estatal, ela obteve decisão desfavorável do Carf em processo R$ 9 bilhões.

Ainda em destaque, a IRB vendeu para Iguatemi fatias em 2 shoppings por R$ 260,1 milhões. A Tenda apresentou vendas líquidas de R$ 615,9 milhões, enquanto a EzTec vendeu R$ 543 milhões no quarto trimestre de 2019, apontam as prévias operacionais. Já a Klabin acertou constituir SPE com Timo para exploração florestal

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Para CEO do Google, IA causará mudança mais profunda que o fogo

Fachada do prédio do Google, com o logo em destaque

(Bloomberg) – O diretor-presidente do Google não deixou dúvidas sobre a importância que, em sua opinião, a inteligência artificial (IA) terá para a humanidade.

“A inteligência artificial é uma das coisas mais profundas em que estamos trabalhando como humanidade. É mais profundo do que o fogo ou a eletricidade”, disse o CEO da Alphabet, Sundar Pichai, em entrevista na quarta-feira durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

A Alphabet, dona do Google, já teve que enfrentar obstáculos relacionados ao seu papel no desenvolvimento da inteligência artificial, como administrar protestos de funcionários contra seu trabalho em tecnologia para o governo dos Estados Unidos. Em 2018, um grupo de engenheiros de software influentes atrasou com êxito o desenvolvimento de um recurso de segurança que teria ajudado a empresa a ganhar contratos militares.

O Google tem divulgado um conjunto de princípios de inteligência artificial que proíbem projetos com armas, mas não descarta vendas para militares. Também prometeu não renovar seu contrato com o Project Maven, que envolve o uso de inteligência artificial para analisar imagens de drones.

Pichai, que comanda o Google desde 2015, assumiu o controle da Alphabet após os fundadores Larry Page e Sergey Brin terem deixado o dia a dia da empresa no mês passado.

“A inteligência artificial não é diferente do clima”, disse Pichai. “Você não pode obter segurança com um país ou um conjunto de países trabalhando nela. Você precisa de uma estrutura global.”

As estruturas atuais para regular a tecnologia nos EUA e na Europa são um “grande começo”, e os países terão que trabalhar juntos em acordos internacionais, semelhantes ao Acordo Climático de Paris, para garantir que a tecnologia seja desenvolvida com responsabilidade, disse Pichai.

A caminho de Davos, Pichai parou em Bruxelas e fez um raro discurso, no qual pediu aos reguladores que coordenassem abordagens para inteligência artificial. A União Europeia deve divulgar novas regras para os desenvolvedores de inteligência artificial em “setores de alto risco”, como assistência médica e transporte, de acordo com projeto preliminar obtido pela Bloomberg.

Tecnologias como reconhecimento facial podem ser usadas para o bem, como encontrar pessoas desaparecidas, ou ter “consequências negativas”, como vigilância da população, disse o executivo.

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O que fez a Hering perde mais de R$ 600 milhões em valor de mercado em apenas um dia?

Diante de um resultado classificado como decepcionante pela própria direção, a Hering (HGTX3) frustrou as expectativas dos investidores, que puseram em dúvida a aposta na transformação prometida pela companhia há pouco mais de um ano. Com receita de R$ 502 milhões no quarto trimestre – uma queda de 5% em relação ao ano anterior, de acordo com os resultados preliminares divulgados na véspera -, a tradicional empresa de confecções viu suas ações caírem 12,6% na Bolsa paulista, a B3. Na terça-feira, 21, a Hering perdeu mais de R$ 600 milhões em valor de mercado.

“O início de outubro e novembro foram bons, mas tivemos um dezembro que ficou aquém das nossas expectativas”, disse Fábio Hering, presidente da companhia, em conversa com analistas. “Frustrante”, “decepcionante” e “luto” foram algumas palavras usadas pela empresa para apontar o fraco desempenho das vendas de Natal.

“As informações sobre as vendas do comércio de Natal foram muito heterogêneas. Alguns disseram que foram boas, outros nem tanto”, afirmou Hering. A companhia atribuiu o seu resultado à conjuntura econômica depois da Black Friday, que classificou de “ressaca do consumidor”, e também a erros na própria gestão da companhia. “Foi responsabilidade nossa”, ressaltou.

Em dezembro, depois da Black Friday, a Hering demorou a reagir diante de uma mudança do comportamento de clientes, especialmente do público feminino, que compram presentes para as festas de fim de ano. “Muitas empresas tiveram uma proposta de valor mais agressiva”, disse o diretor de operações e filho do presidente, Thiago Hering, apontando produtos mais baratos, de R$ 20 a R$ 30, oferecidos pela concorrência.

O BTG Pactual classificou o desempenho como operacionalmente fraco. Em seu relatório “Uma jornada longa, mais longa”, o Citibank disse ainda acreditar na reviravolta da Hering. “Mas sempre dissemos que seria uma jornada, não um crescimento direto”, escreveram os analistas.

Fim de ano

As vendas de dezembro têm forte peso para a Hering. Representam 66% das vendas do quarto trimestre e 22% dos resultados do ano. A empresa fechou o ano com faturamento de R$ 1,8 bilhão, alta de 0,5% sobre o ano anterior, segundo dados preliminares. O balanço financeiro completo da companhia sairá em março.

A decepção dos investidores ocorre em meio ao plano de transformação iniciado no ano passado pela companhia, que completa 120 anos em 2020. A rede tem apostado em um conceito de integração de todas as marcas em um canal único de venda. Mas o resultado tem ficado aquém do esperado. No quarto trimestre, as vendas no canal de multimarcas caíram 13%.

Mesmo informando que janeiro começou ainda “um pouco desafiador”, a Hering tem mantido sua aposta de recuperação. “Apesar dos problemas pontuais, acreditamos que nossa estratégia de transformação seguirá igual”, disse Fábio Hering.

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Tragédia de Brumadinho: os detalhes da denúncia do MP-MG contra a Vale e seu ex-presidente

Ao apresentar na última terça-feira (21) detalhes da investigação sobre a tragédia de Brumadinho (MG) que levou à denúncia contra 16 pessoas por homicídio doloso, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) sustentou que houve um conluio entre a mineradora Vale (VALE3) e a consultoria alemã Tüv Süd.

Conforme a acusação, ambas as empresas tinham conhecimento da situação crítica da barragem que se rompeu, mas não compartilharam as informações com o poder público e com a sociedade e assumiram os riscos.

A tragédia completa um ano no próximo sábado (25) e, desde então, 259 corpos foram resgatados. Onze pessoas permanecem desaparecidas. A maioria dos mortos eram trabalhadores da própria Vale ou de empresas terceirizadas que atuavam na Mina Córrego do Feijão. A estrutura que se rompeu operava respaldada por auditorias da Tüv Süd, que assinou a declaração de estabilidade.

Entre os 16 denunciados, está o então presidente da Vale, Fábio Schvartsman, e mais 10 funcionários da mineradora. Os outros cinco ocupavam cargos na Tüv Süd. Eles foram acusados por diversos crimes ambientais e por homicídio doloso duplamente qualificado, levando em conta que as vítimas não tiveram possibilidade de defender suas vidas. Caso sejam condenados, apenas para o crime de homicídio, as penas podem variar entre 12 e 30 anos. As duas empresas também foram denunciadas pelos crimes ambientais e podem ser penalizadas com diversas sanções.

Sistema de pressão

De acordo com o promotor de Justiça, Willian Garcia Pinto Coelho, o crime não ocorreu no dia 25 de janeiro de 2019, mas teria se iniciado em novembro de 2017. Ele afirma que foi identificado um mecanismo de pressão sistematicamente utilizado pela Vale contra empresas de auditoria.

“Baseava-se na retaliação e recompensa. As empresa que não aceitavam entrar no conluio e demonstravam eventualmente discordância com os objetivos corporativos do trabalho eram retaliadas e afastadas dos contratos. Em sentido contrário, a Tüv Süd cedeu ao ser pressionada pela Vale. Ela optou deliberadamente por adentrar no conluio ilícito e foi recompensada por isso. A Tüv Süd passou a adotar um protagonismo na gestão de riscos daquela barragem, numa posição contraditória à independência e autonomia que deveria se dar numa auditoria”, disse o promotor.

O conluio resultou, segundo Coelho, na emissão de declarações de condição de estabilidade falsas que tinham como objetivo servir de escudo para que as atividades da Vale permanecessem sigilosamente arriscadas. O promotor afirma ainda que houve uma “ditadura corporativa”, na qual a Vale impôs à sociedade suas decisões tomadas a partir informações internas que não foram compartilhadas com o poder público e com a população.

No curso das investigações, foi descoberto um sistema interno que o promotor classificou de “caixa-preta da Vale”. Ele trazia a lista das “top 10”, isto é, uma tabela mantida em sigilo na qual estavam mencionadas 10 barragens classificadas “em situação inaceitável de segurança”. A estrutura que se rompeu em Brumadinho era uma delas. A lista fazia referência ainda a barragens que, após a tragédia, tiveram seu nível de emergência elevado e demandaram a evacuação de comunidades . Tais estruturas são as mesmas que aparecem em outros documentos classificadas como “em zona de atenção”.

Segundo o MPMG, a mineradora fazia previsões econômicas em torno de eventuais desastres e chegava ao ponto de calcular o valor de um colchão de uma cama de casal para as classes C, D e E. A denúncia cita, como noticiado em primeira mão pela Agência Brasil em fevereiro de 2019, que um estudo interno da Vale apresentava metodologias para calcular o valor de uma vida humana e uma delas chegava ao resultado de US$ 2,56 milhões.

Os detalhes da investigação e da denúncia foram apresentados durante a tarde de ontem em uma coletiva conjunta do MPMG e da Polícia Civil de Minas Gerais, que anunciou a conclusão do inquérito. As duas instituições explicaram que adotaram uma metodologia inédita no estado. Em um processo usual, cada uma delas realizaria suas apurações de forma paralela e, uma vez concluído, o inquérito policial é remetido ao MPMG, a quem cabe efetuar a denúncia. Dessa vez, optaram por trabalhar em conjunto, compartilhando recursos e estruturas. Por esta razão, o inquérito e denúncia foram concluídos ao mesmo tempo.

Fator de segurança

Ao todo, foram apreendidos mais de 90 máquinas, entre computadores e celulares que reuniam informações técnicas de engenheiros e geólogos das duas empresas. A investigação ouviu ainda especialistas internos e envolveu mandados de prisão temporária, embora todos os alvos tenham sido soltos, posteriormente beneficiados por habeas corpus.

Segundo o delegado Eduardo Vieira Figueiredo, ao longo das investigações, constatou-se que a Vale não atendeu normas estabelecidas pela Agência Nacional de Mineração (ANM) associadas ao Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM ). Ele afirmou que a existência de um potencial de comprometimento de segurança na estrutura minerária deve ser comunicada à ANM como situação de emergência.

Um dos depoimentos considerados centrais foi o de Fernando Lima, sócio da Potamos, empresa que presta serviços similares à Tüv Süd. Ele reiterou o que já havia dito durante oitiva na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG): o fator de segurança da barragem de Brumadinho deveria ter sido considerado para que fosse negada a declaração de estabilidade.

“A própria Vale já tinha conhecimento de que o fator de segurança da barragem era de 1.3. A Tüv Süd, quando prestava consultoria para outras mineradoras, declarava em seus relatórios técnicos que, para declarar a condição de estabilidade, o fator de segurança mínimo deveria ser de 1.3. E elas tinham conhecimento de que a barragem não apresentava fator de segurança de 1.3, o que por si só já configura potencial comprometimento da estrutura. Portanto, já demandaria o acionamento do nível 1 do PAEBM. E esse acionamento significaria, no mínimo, que o poder público teria conhecimento da situação de criticidade daquela barragem”, disse o delegado.

Figueiredo disse ainda que as duas empresas chegaram a discutir medidas para melhorar o fator de segurança. No entanto, as recomendações de curto prazo apresentadas pela Tüv Süd foram ignoradas pela Vale, que empreendeu esforços apenas em ações de médio prazo.

Presidente

De acordo com a denúncia, o então presidente Fábio Schvartsman teve participação no crime ao canalizar esforços corporativos para atingir uma das metas de sua gestão: alcançar a liderança mundial em valor de mercado entre as empresas do setor. Para tanto, segundo o MPMG, foram assumidos riscos inaceitáveis e sua atuação foi determinante para que o rompimento ocorresse.

“Ele confirmou que sabia da existência de barragens na zona de atenção. E num cenário de gestão crítica de barragens, com diversas delas em situação reconhecidamente inaceitável pela própria empresa, ele não adotou as medidas necessárias. Mas mais do que isso, ele atuou diretamente para manter sensação de segurança da Vale”, disse o promotor.

A denúncia reuniu declarações corporativas consideradas falsas. “O presidente se manifestava em público, incluindo aí eventos voltados para acionistas e investidores, nos quais afirmava que as barragens estavam em condição impecável de segurança, quando internamente ele já sabia que isso não era verdade”, acrescentou o promotor.

Competência

O MPMG e a Polícia Civil defenderam que o julgamento seja conduzido pela justiça mineira. De acordo com promotor, os argumentos favoráveis à competência estadual estão incluídos na denuncia. “O crime dói no mineiro. E a sociedade mineira, através de suas instituições, está preparada para dar uma resposta ao final do julgamento”.

O caso, no entanto, também é tratado na esfera federal. A Polícia Federal desmembrou sua investigação e, em setembro do ano passado, indiciou 13 pessoas por falsidade ideológica e uso de documentos falsos. A apuração de crimes ambientais e contra a vida tiveram sequência.

Na semana passada, a PF informou que novos indiciamentos só devem ocorrer após junho . Isso porque está em andamento uma perícia de engenharia que pretende esclarecer qual foi o gatilho da liquefação, isto é, o que fez com que o rejeito, que estava sólido dentro da barragem, se convertesse em fluido.

Para o MPMG, é preciso separar questões de interesse acadêmico e científico das questões de interesse da apuração penal. O promotor sustenta que a identificação da responsabilidade penal não seja deslocada para um debate meramente técnico de engenharia ou geologia. Segundo ele, especialistas têm dito que estudar o gatilho da liquefação será uma tarefa que ocupará pesquisadores pelos próximos anos.

“Dentro da nossa linha investigativa, há provas que as pessoas denunciadas detinham um pacote de informações sobre a segurança da estrutura e chegaram à conclusão de que o risco era inaceitável. E mesmo assim, cada qual executou tarefas omissivas ou comissivas, levando as empresas a se omitirem em deveres de transparência, emergência e segurança”.

Outro lado

Em nota, a Vale informou confiar no completo esclarecimento das causas da ruptura. “Sem prejuízo de se manifestar formalmente após analisar o inteiro teor da denúncia, a Vale desde logo expressa sua perplexidade ante as acusações de dolo. Importante lembrar que outros órgãos também investigam o caso, sendo prematuro apontar assunção de risco consciente para provocar uma deliberada ruptura da barragem”, acrescenta o texto.

A Tüv Süd informou que está cooperando com as autoridades e reiterou o “compromisso em ver os fatos sobre o rompimento da barragem esclarecidos”.

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